segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Feliz Dia de Sao Ziquita



Há 34 anos, em 5 de novembro de 1978, o milagre aconteceu no gramado do Joaquim Américo. O Espírito Santo baixou no camisa 9 do Furacão, e Ziquita marcou 4 gols nos 12 minutos finais da partida contra o Colorado, livrando o Atlético de tomar uma goleada histórica em pleno Caldeirão e protagonizando o que foi o mais fantástico jogo de futebol já disputado no Paraná.

São Ziquita, como estamparam em suas manchetes os jornais da época, merece hoje os parabéns e os agradecimentos de toda a Nação Atleticana.


 A foto que ficou para a história como a mais linda do futebol mundial: após marcar seu quarto gol contra o Colorado,
Ziquita comemora como se fosse um demônio a sair do gramado do Caldeirão.

“De tudo aquilo, o que mais me marcou naquele dia foi um senhor humilde que chegou pra mim e disse: ‘esse dinheiro é do leite do meu filho e vou te dar.’ Eu disse que não queria, que não poderia aceitar. Mas ele insistiu porque precisava retribuir tanta alegria que eu tinha dado à torcida.”
Gilberto de Souza Costa, o Ziquita, em entrevista publicada em 2008 pela Gazeta do Povo.
 
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Outros depoimentos sobre o épico 4 x 4 contra o Boca-Negra:
 
“Nunca vi alguém ganhar tanto dinheiro. A torcida estava tão feliz que invadiu o vestiário e começou a dar dinheiro para o Ziquita. Ele fez uma trouxa com a camisa do Atlético e encheu de dinheiro”.
Dionísio Filho, comentarista esportivo e na época lateral-esquerdo do Furacão.  
 
“Foi absurdamente extraordinário. Épico. Foi aquela farra no estádio, uma bagunça. Um jogo tão antológico que anos depois as pessoas vinham me contar que tinham se emocionado com o jogo, e nem eram atleticanos, moravam até em outros estados, porque a Rádio Clube era ouvida no Brasil inteiro”.
Carneiro Neto, que narrou a partida.
 
“Foi a atuação mais sensacional que eu vi de um jogador na minha carreira em 40 anos no futebol”.
 Hélio Alves, o “Bruxo”, então supervisor de futebol do Furacão.
 
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Você ainda não acredita? Então tá aí, para quem quiser ver e rever:
 

Isso é Atlético

João Paulo: símbolo da virada do Atlético nesta série B.

O Atlético passou por maus bocados  neste ano. Derrapou contra times bizarros; precisou jogar em Paranaguá e lá desperdiçou pontos importantes; parou no meio da tabela da série B. O suficiente para que o time das Mil Cornetas do Apocalipse bradasse ao mesmo tempo e pregasse um fim terrível para o Rubro-Negro.

Em junho a gente já alertava aqui no blog: calma, cornetada! O Atlético é o Atlético.

E, sejamos justos, a Drubsky o que é de Drubsky: a guinada veio, quem diria, com a chegada do treinador. O aproveitamento do técnico no comando do CAP após a demissão de Jorginho é de impressionantes 78,95%. Arrisco dizer, meus amigos, que nunca vi disso por aqui.

Mas não por foi sorte ou apenas supermotivação do elenco. A vinda de reforços ajudou - e bastante - a botar o time na linha. E, aí, destacamos João Paulo, um verdadeiro guerreiro da meia-cancha, atleta importantíssimo para dar equilíbrio ao time. Com Elias e Baier se revezando e uma dupla de ataque que deslanchou, deu-se a química necessária para que o Furacão voltasse. 

Agora, falta pouco.

Uma vitória amanhã contra o América de Natal deixa o Atlético com um pé na Série A. Uma vitória é fundamental, pois depois serão duas partidas fora de casa. 

Além do mais, é a última partida do Furacão no Janguito este ano em dia de semana e em horário útil - depois, apenas contra o Paraná Crub na última rodada, num sábado.

Então se você não gazeou ainda este ano para ver o Furaca, amanhã é o dia.

Todos gazeia, Atlético!