quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sobre o potencial construtivo e a Baixada, por Augusto Mafuz

Bastante lúcida a coluna de Augusto Mafuz na Tribuna do Paraná de hoje. Confira:

Dinheiro público

Potencial construtivo é o direito do município correspondente à capacidade construtiva das áreas vinculadas ao sistema viário. É direito só disponível pelo agente público. Vendido e aplicado na Baixada, será dinheiro público. Se o conceito decorre de lei, não precisa, portanto ser uma autoridade em administração pública ou ficar ansioso por um parecer do Tribunal de Contas para se concluir pela natureza de bem público do potencial construtivo. Esse conceito jurídico, portanto, nessa discussão sobre a garantia dada para tomar o empréstimo do BNDES para a construção da Baixada, é irrelevante.

A questão única, e relevante, é outra. Pode o dinheiro público ser na Baixada, sendo o Atlético uma pessoa de direito privado? A lei diz e os tribunais superiores confirmam, que desde que o investimento do dinheiro público repercuta em benefício do povo, é legal.

Ao fato concreto. O Brasil decidiu sediar a Copa do Mundo de 2014. Se deveria ou não, reclama a opinião pessoal, portanto, razões subjetivas. E seja qual for, está superada, pois a Copa do Mundo é irreversível. Detalhe: não foi o Atlético quem trouxe a Copa do Mundo para o Brasil.

Curitiba foi escolhida como sede. Se deveria aceitar ou não, é questão de ponto de vista pessoal de cada um, portanto subjetiva. E seja qual for a razão, está superada. Curitiba será uma das sedes. Detalhe: não foi o Atlético, quem a escolheu.

O poder público tinha dois caminhos: construir um novo estádio, o que exigiria dos seus cofres um gasto próximo de um bilhão de reais ou fazer uma parceria que iria lhe exigir apenas o equivalente a 12% por cento daquele valor? Os governantes seriam irresponsáveis e deveriam responder por improbidade, se investissem um bilhão ao invés de 130 milhões.

A Copa do Mundo é de interesse público, não é discurso político nem de atleticano. É a expresso conceito na Lei Geral da Copa. Está expresso na Lei Geral da Copa. A expressão “interesse público”, portanto, não pode ser interpretada de acordo com o interesse do intérprete, mas na literalidade da lei. Interesse público, aqui, é o que atende a vontade do povo. Detalhe: não foi o Atlético quem fez a Lei da Copa.

Como se conclui, a questão não é jurídica ou econômica, é política. Da proposição shakespeariana “restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”, a opção não é a sugestão imediata, mas a condição da imoralidade.

Ao se fazer um estrondo com um eventual parecer do Tribunal de Contas é pretender manipular a opinião pública contra o Atlético. Potencial construtivo é dinheiro público, sim. Tem a mesma natureza do dinheiro que sempre serviu como mamadeira para pagar e aposentar assessores, jornalistas e políticos, e para que sejam aprovadas contas dos pobrezinhos do interior.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Para sempre


O novo uniforme número 2 lançado hoje pelo Atlético e pela Umbro (acima) ficou uma belezura. Uma homenagem ao Internacional, clube fundado por Joaquim Américo Guimarães em 1912 e que deu origem ao Furacão quando, mais tarde, fundiu-se com o América.

Aliás, aproveito para voltar a defender a minha tese: os uniformes números 2 e 3 do Atlético deveriam adotar definitivamente as cores camisas do Internacional e do América (abaixo). E isso deveria constar no estatuto do clube, para que nunca mudassem.
  

Fica a modesta sugestão de um pobre Guerrilheiro.

A história de um guerreiro

Cocito se ajoelha para comemorar a vitória contra o Santos, pela 
Libertadores de 2005: volante incorporou a raça rubro-negra.


O brilhante Círculo de História Atleticana terá mais uma edição, e o convidado da vez é o ex-volante Cocito - campeão paranaense, da Seletiva e Brasileiro, vice da Libertadores e único jogador que participou das três edições da Copa Libertadores da América pelo Atlético.

Segue o serviço: 


Data: 25/09/2012 (terça-feira)

Horário: das 19h às 22h

Local: Alta Voltagem Café – R. Silveira Peixoto, 777 – Água Verde

Tema:
A história do volante Thiago Cocito

Convidados:
Thiago Cocito
Prof. Heriberto Ivan Machado  (historiador do Atlético)

Organização:
Milene Szaikowski

Confirmação de presença:
Para participar do encontro é indispensável a confirmação de presença por e-mail (circuloatleticano@yahoo.com.br) até 24/09/12, véspera do encontro. Somente será permitida a entrada das pessoas que tiverem confirmado a presença por e-mail.
As vagas são limitadas. Não há custo para participação.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Embriague-se. De atleticanismo

 


Meus amigos, meus inimigos.

Quem me dera por morto que se assuste agora com a assombração.

Ainda estamos por aqui.

E que jamais pensem que a ausência foi por conta do mau momento vivido pelo time até o fim do primeiro turno.

Nunca abandonamos o Furacão, e não seria agora - até porque atleticano legítimo e sofredor sempre acredita no time, por pior que esteja. 

A justificativa, se é que ela se faz necessária, é por conta de atropelos pessoais mesmo. A vida, meus caros, não é fácil.

Mas, de certa forma, podemos considerar útil este afastamento temporário.

Pois até há pouco tempo as pisadas de bola dentro do campo deixaram a torcida - parte dela, pelo menos - num mau humor desgraçado. O exílio em Paranaguá e os resultados pífios estavam elevando o tom do maldito discurso político e jogando atleticano contra atleticano. 

Por isso às vezes, como dizia Nelson Rodrigues, é importante deixar prevalecer o lado solitário e incomunicável que existe dentro da gente. Ficar isolado, taciturno. Roer a própria solidão feito uma rapadura. E deixar o tempo fazer sua parte.

Pois bem, reforços vieram, o time se ajeitou e nada como vitória atrás da outra para que o povão se sinta novamente irmanado. As diferenças políticas são esquecidas e atleticano abraça atleticano,  bebemos e brindamos todos juntos numa orgia de ternura rubro-negra.

E é assim, nessa união, que o Atlético cresce.

Sempre foi assim e assim será.

Matando serviço, batendo sucessivos recordes no Janguito, comemorando vitórias, botando as bandeiras rubro-negras nas janelas e sacadas e nos embriagando de atleticanismo.

Até a volta por cima, em dezembro.

E o esperado retorno para o Joaquim Américo, no ano que vem.

E, aí, meus amigos, não tem quem segure neste mundão a suprema alegria atleticana.

Quem viver, verá.