terça-feira, 22 de maio de 2012

Os mais temidos



Acabo de ler sobre o resultado de pesquisa feita pelo Globoesporte.com e revista Monet com mais de 300 jogadores de dezenas de times brasileiros. A pergunta feita: Qual é a torcida mais temida para se enfrentar? A Nação Atleticana foi a quinta mais citada, atrás somente das torcidas de Coritnhians, Flamengo, Sport e Grêmio.

Já cinco torcidinhas medíocres por aí SEQUER FORAM CITADAS UMA VEZ SEQUER, mesmo com seus times estando na série A. Entre elas, a do Choritiba, mais conhecidas na cidade como cadelas, paquitas ou bonecas. Lá no Pingão do Gay Hell, só eles mesmo se acham temidos por eles mesmos: destroem o proprio estádio e vão parar no Fantástico. E na cadeia.

Por estas bandas, temida de verdade por quem importa - os jogadores adversários - apenas mesmo a galera do Furacão.

E esta não é a primeira vez.

Certa ocasião, Léo Moura, um dos principais jogadores do Flamengo, já apontava a Baixada como estádio mais difícil de se jogar no Brasil devido à pressão da torcida - isso que ele havia sido perguntado sobre a pressão da torcida lá no Pinga Mijo...

Conta aí, Léo Moura: qual é a torcida mais foda de se enfrentar?

Mas como a coxarada não acredita em pesquisas mesmo, nem nas que apontam a torcida atleticana como a maior dentre os clubes paranaenses nem as que a apontam como a mais vibrante, então podem continuar acreditando no que quiserem e sendo felizes à maneira deles.

A mais vibrante é também uma das mais temidas.

Brasileirinho, estádios e cartolas

Caríssmos.

Primeiramentre peço desculpas pela demora na atualização deste blog. Muitas tarefas pela vida afora. Mas fico tranquilo porque, se há cinco anos, quando o lançamos, em abril de 2007 (putz! completamos 5 anos no mês passado e eu nem tinha me tocado da data!), éramos um dos poucos espaços dedicados ao atlético na web, além é claro da Furacao.com e de outras poucas tentativas infrutíferas, hoje temos pelo menos uma dezena de bons blogs feitos de atleticanos para atleticanos. O nosso fica aqui, mesmo quando em stand by, como um complemento de tanta informação.

Esta pequena introdução serve apenas para me penitenciar por não ter escrito ainda sobre os acontecimentos deste começo de semana.

Vamos a eles.

Primeiro, a goleada na estreia do Brasileirinho. Melhor que isso, impossível. Mesmo jogando fora de casa, o time mostrou superioridade ante ao Joinville - dando mostras de que pode estar, mesmo com todas as deficiências, num patamar técnico acima da grande maioria dos times segundinos. Mas, mais do que isso, valeu ver o time com "cara" de segundona: aguerrido, com raça, jogando pra ganhar. O campeonato é longo e dificílimo, mas este início nos dá um bom alento.

Depois, veio a bombástica carta de Petraglia sobre a recusa dos coxas em emprestar o Pinga Mijo. Aliás, recusa não. Mais que isso: foi o não cumprimento da palavra empenhada. Coisa feia. Mas cartolas são assim, ainda mais cartolas coxas. Sempre jogaram sujo, há um século. Bem, cartola nenhum é flor que se cheire. Mas entre Petraglia e vilson Paladino da Moralidade, fico com a palavra de Petraglia, que foi extrememante minucioso ao explicar as conversas entre as duas diretorias (vejam a íntegra no post abaixo). Desta história, fica a lição e o recado: 1) Nunca acredite em coxas, muito menos nos que se fazem de cordeirinhos; 2) A coxarada ainda vai precisar do Atlético um dia, e aí...

Quase na mesma hora, ainda na segunda-feira, ficamos sabendo que a CBF atendeu ao apelo da coxarada, lavou as mãos sobre o Caso Tremendão e acabou indicando a Vila Capanema como estádio para o Atlético mandar seus primeiros jogos na Série B. 

Acho bom.

Já estamos jogando lá; que lá continuemos.

Além do mais, o uso do estádio da RFFSA é também uma questão de justiça: sendo aquela uma área federal, pertencente à União, então é uma área qu epertence a todos nós. Ocupemo-na, portanto!

Por fim, mais uma notícia alvissareira: Dalton Trevisan, o Vampiro Atleticano, foi agraciado com o mais importante prêmio de literarura em língua portuguesa em todo o mundo, o Prêmio Camões. (Leia mais sobre Dalton no post Atletiba Literário).

Bem, amigos. Acho que por hoje era isso. Um começo de semana cheio de novidades, e a maioria delas boas para o Atlético. E para os atleticanos - pois, afinal, além de comemorarmos uma vitória, a derrota dos coxas e o prêmio do Dalton, ainda nos livramos de ter que encarar aquele fedor de urina do Pinga Mijo durante todo este ano.

Agora, o negócio é voltar o pensamento à Copa do Brasil. A missão é bastante difícil, mas não tá morto quem peleia. Então... Peleemos, pois!

(PS: 5 anos!  Ainda esta semana soltaremos um post comemorativo.)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A carta do Petraglia

VÍTIMAS E VILÕES

Vivemos sob a égide do Maniqueísmo. De tal sorte, tudo e todos se dividem entre o bom e o mau, sem que haja meio-termo. Não sei exatamente quais são os critérios que dividem as coisas e as pessoas entre bons e maus, mas sempre me pareceu existir certo radicalismo, eis que se desprezam as nuanças que existem entre os extremos do bem e do mal.

Sempre me pareceu, também, que melhor do que o Maniqueísmo é a verdade, mesmo porque por meio dela muitas vezes se comprova que o mau não era tão “mau” assim, bem como resta provado que o “bom” não era tão bom quanto se podia supor. A verdade deve prevalecer sempre e, para isso, é preciso que seja contada para que não nos contentemos com as versões, estas comumente deturpadas de acordo com as conveniências do momento, ou segundo os interesses dos manipuladores dos fatos.

A última expressão do Maniqueísmo em nossa aldeia tem colocado o Clube Atlético Paranaense no polo do mal, enquanto tudo mais que há é posicionado no campo do bem. Aí, a artilharia pesada se volta contra nós, Atleticanos, enquanto os demais – principalmente os coxas – posam de paladinos da moralidade, arautos da verdade e muralhas da ética. Viraram espécie de reserva moral, seres sem pecado, em cujas biografias repousam apenas feitos dignos da Odisseia. Nós, Atleticanos, viramos uns bandidos, uns pulhas, uns indecentes. E a cada nova tirada de jornais, ou a cada atualização dos jornais virtuais do nosso tempo – mais acusações recaem sobre a Instituição Atlético Paranaense. Homens e mulheres movidos por ódios, invejas e revanchismos, deixam de cumprir seus ofícios de bem informar para denegrir o Atlético, para obstaculizar suas coisas. E nesse diapasão de bons e maus, guindou-se o Atlético Paranaense à condição de inimigo público número 1, cabendo aos demais lhe serem antagonistas cheios de virtude. Fui, pela condição de Presidente do CAP, colocado no posto do mal. Na mesma esteira, Vílson de Andrade, atual presidente do CFC, passou a ocupar o protagonismo do bem. Todavia, mais do que tudo, interessa-nos reconstruir a verdade, esta muito superior a discussões subjetivas sobre bem e mal.

Passo aos fatos, na reconstrução da verdade e, por via oblíqua, na desconstrução das versões.

Quando assumimos o CAP em Janeiro 2012, sabendo que não poderíamos contar com o mando das nossas partidas na Arena em razão do início das obras para a reforma e adequação para os jogos da Copa das Confederações e do Mundo, procuramos a FPF responsável pela competição promovida por ela – Campeonato Paranaense – para definirmos onde o CAP mandaria seus jogos.
Fomos atendidos e – de acordo com a solicitação do Sr. Hélio Cury, Presidente da FPF – encaminhamos ofício solicitando que fosse indicado o estádio Couto Pereira para mando dos jogos do estadual do CAP.


Em seguida, a FPF encaminhou ofício ao CFC requisitando o estádio para os jogos do CAP. O CFC não aceitou e entrou na justiça desportiva contestando os poderes da FPF para tal procedimento. A FPF perdeu a causa em Primeiro Grau e o recurso foi para o STJD que, com o desenrolar dos acontecimentos, perdeu o objeto.

Para um melhor entendimento, e enquanto o assunto fosse resolvido juridicamente em comum acordo com a Federação, o CAP procurou o CFC para um acordo amigável que culminaria com a retirada do processo da esfera jurídica.

À época, liguei para o Sr.Vilson e marcamos um encontro no Hotel Bourbon, quando sentamos e conversamos sobre a questão, de forma harmoniosa e amigável. Da nossa conversa, – e num pedido insistente – o Sr. Vilson solicitou que o CAP mandasse seus jogos do estadual em qualquer outro estádio por razões das torcidas e de mando de campo nos clássicos e que para as partidas das competições da CBF, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro jogaríamos no Couto Pereira. Avançamos, discutimos o valor do aluguel e forma de participação nos valores da renda e outros detalhes. Fechamos o acordo, apertamos as mãos e ficamos de fazer o acordo por escrito com participação da FPF e CBF.

Comunicamos o acordo à FPF. O acordo foi ratificado pelo Sr. Vilson. Houve conversa entre os Presidentes das instituições envolvidas. Evoluímos. Definimos mais: pactuamos que o acordo não se limitaria aos jogos. Além de darmos um exemplo ao Brasil, faríamos várias ações de marketing em conjunto, inclusive a negociação com a TV local em razão do contrato se encerrar no estadual de 2012.

Por esta razão, procuramos o Paraná Clube para acertarmos os jogos do estadual na Vila Capanema quando tivemos o desencontro dos altos valores que nos pediram e intrigas na imprensa afirmando que “o Petraglia havia dito que já havia acertado com o CFC os jogos da CBF”.
Jogamos a primeira partida fora de Curitiba e em seguida alugamos o Eco Estádio, que teve problema logístico de segurança. Logo em seguida o Paraná Clube baixou os valores e firmamos o acordo para os jogos do Paranaense.


Por várias vezes insistimos para a oficialização do acordo com o CFC para informarmos a todos os torcedores e encerrarmos o assunto que estava servindo de especulação pela imprensa, principalmente pelo desencontro das declarações do Sr.Vilson, recheadas de contradições. O Sr.Vilson passou a postergar para que o acordo oficial não acontecesse!

Aproximando-se o início dos jogos da Copa do Brasil, pressionamos para veicular o pactuado e marcamos uma conversa na casa do Sr. Vilson, num sábado à tarde, para programarmos nossa viagem ao Rio de Janeiro para oficializarmos o acordo e trazermos o ofício daquela entidade com a indicação do Couto Pereira para os jogos do FURACÃO. Nesta reunião esteve presente também o Sr. Mauro Holzmann Diretor do CAP para também conversarmos sobre as outras ações de marketing e políticas que faríamos em conjunto.
Novamente o Sr. Vilson confirmou o acordo e ratificou o pactuado, forma, condições e outras ações que iríamos desenvolver.


Ficamos com o pé atrás, pois nesta conversa ele propôs excluirmos a FPF e tratarmos somente entre os clubes e a CBF, parecendo que ele, Vilson tinha pouca confiança em relação ao Sr. Hélio Cury e, por extensão, à própria FPF. Marcamos nossa viagem para a semana seguinte, confirmamos com o Sr, Virgílio Elísio – Diretor da CBF – que abriu sua agenda para nos receber e definirmos tudo.
Reservamos as passagens por conta do CAP, e na noite, véspera da viagem, recebemos telefonema da secretária do Sr.Vilson informando que ele não poderia viajar por problemas pessoais, (ele não se dignou a nos ligar). Para adiantar o assunto foi realizada reunião entre as Diretorias executivas dos dois clubes para o acerto dos detalhes dos valores e do modo em que operaríamos em conjunto o estádio quando do mando do CAP. Já nesse encontro a conversa mudou, vieram com pedidas absurdas, exigências inaceitáveis e uma posição que fazendo as contas custaria ao CAP centenas de milhares de reais o valor do aluguel por partida. Seria melhor, mais ético, mais decente e mais honesto dizer que não iriam honrar o que combinaram. Todavia, os representantes do CFC – capitaneados pelo Sr. Vilson, a quem os maniqueístas conferem a pecha de homens bons – esquecidos dos códigos morais e éticos que informam o bom proceder dos homens de bem, preferiram se utilizar de formas menos nobres para fugir da raia, para jogar para a torcida!
Claro que estranhamos a posição deles (CFC) e fomos em busca de informações.


Qual não foi nossa surpresa? Soubemos que ele, Sr.Vilson, em companhia do Sr.Jair Cirino, estivera na CBF levando, em mãos, expediente oficial do CFC afirmando que não concordariam com a indicação do seu estádio, alegando várias falácias e inclusive fazendo ameaças à CBF: “caso o CAP jogasse naquele estádio, uma batalha entre as torcidas na cidade seria travada com risco de vidas e mortes, transferindo desta forma a responsabilidade para aquela Confederação”.

Além de não cumprir a palavra empenhada, o Sr.Vilson nos enganou, pois nós confiamos nas palavras dele e, por isso, nada fizemos politicamente para pressionar a CBF. O “homem bom” se revelou um traidor! Traidor da confiança, embora se dissesse satisfeito e amigo. Fez tudo de causa pensada, de forma premeditada. Mesmo com meus 68 anos, faltam-me palavras para expressar a falta de ética do Sr.Vilson. “A traição, sob todas as suas formas, é ato hediondo e reprovável, indigno dos bons, hábito dos maus”.

Ao final, o Sr.Vilson não teve nem sequer a coragem (decência) de me ligar. Mandou uma mensagem por celular afirmando que as negociações estavam encerradas por estar impedido pelo Conselho Deliberativo de cumprir a promessa. Quando empenhou sua palavra, ou não havia consultado seu Conselho, ou estava escondendo a realidade dos fatos?

A Copa do Brasil teve seu início e a CBF indicou o estádio do Paraná Clube para os jogos, como de fato vem ocorrendo, mesmo sem termos acordado com aquele clube que jogaríamos esta competição na Vila Capanema!

Estamos aguardando a definição da CBF e FPF, instituições responsáveis pelo Campeonato Brasileiro em qual estádio o CAP deverá mandar seus jogos. Sempre deixamos claro que o Furacão está no sacrifício também no mando de seus jogos em razão da adequação e ampliação para os jogos da Copa do Mundo de 2014, evento da FIFA em parceira com o Brasil, em nível Federal, Estadual e Municipal, e não por ter sido apenado por qualquer ato ilícito seu ou da sua torcida.

Esta é, em apertada síntese, a verdade dos fatos ocorridos, pedimos o testemunho do Sr. Hélio Cury, que participou e tem conhecimento de todas as conversas. Ratificamos à nossa torcida pedidos de compreensão dados os desencontros.

Mostramos, publicamente, que alguns setores da imprensa e o CFC estão criando versões não verdadeiras para denegrir a nossa imagem. Dizemos, principalmente, que o ano de 2012 será um ano atípico na nossa história, com a necessidade de grandes sacrifícios da nação atleticana, porém, nos valerá muito, pois o futuro próximo, já no pós-Copa, será de um Clube Atlético Paranaense definitivamente TOTAL, eis que teremos construído, enfim, um CAPGIGANTE, um Atlético Paranaense pronto para romper as barreiras da inveja local, um Atlético Paranaense apto a romper todas as fronteiras!
Aqui esta posta a verdade: chega de versões!


Entre o bem e o mal, entre vítimas e vilões: continuo preferindo a VERDADE!

Mario Celso Petraglia
Presidente

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Juan Ramon


O Carrasco me fez tomar um porre ontem.
Ele é a esfinge uruguaia. Um Mário Sérgio charrua.
Em Portugal, dizem que o técnico  ou é ‘bestial’ ou é uma besta.
O nosso Juan Ramon é isso tudo.
Um amigo, no intervalo me disse:
_ Ele é o anti-Geninho, que em seus bons momentos escalava mal, mas consertava durante o jogo.
Ele queria me dizer que o Carrasco monta bem o time, mas se caga nas mexidas mirabolantes, “aratacas” e idiotices.
Já não sei se concordo.
Ultimamente ele tem escalado mal e mexido pior ainda.
Que ele sempre piora o time com as alterações não resta dúvida. Ontem foi um exemplo.
Você não tira o Guerron de jeito nenhum, ainda mais precisando ganhar em casa.
Colocar o nosso amigo Pablo...
Eu não gosto de escrachar ninguém. Nesses anos todos de guerrilha ( que estão me pesando), procurei não fazer e ter paciência, principalmente com os jovens.
Mas, Pablo se você tiver lendo abra esse link aqui
http://www.brasilconcursos.com/correios.html 
E também, ontem pela primeira vez  na vida ele não fez as três alterações.
Porra. E tinha nego loco para sair a começar pelo Liguera, que fez “patrickada“ na  pior partida dele  com a peita rubro-negra – teve umas seis bolas para  chutar e só chutou uma. Nas outras, ficou se embaçando.
“Poe o véio, pra tentar bater uma falta, caraio”, gritou até ficar sem voz o polaco do meu lado.
E essa história do cartão.
Aliás, a única coisa previsível do Carrasco é essa: levou cartão no primeiro tempo, sai. Não interessa que você esteja fazendo a melhor partida da tua vida.
Ou marcando o melhor jogador do outro time. Levar o cartão no primeiro tempo é como pegar lepra, você é banido do convívio dos demais.
Gastem o verbo aí nos comentários. Vou parar por aqui- cansado e de ressaca. 
Não sem antes dizer que, nesta altura da vida – sem saber em que estádio eu vou jogar o campeonato,
ter um técnico que vive num mundo só dele,
que não vê o mesmo jogo que você,
 que parece que toma umas atitudes para nos afrontar,
que sempre piora o time quando intervém
... não é fácil, brother.
A psicodelia do Carrasco té perdendo a graça.
Não sei vocês, mas eu estou  precisando de um pouco de paz.
As duas passagens do Mário Sérgio foram boas, porque ele arrumou a casa,  montou o grupo mas quando começou a criar confusão demais, saiu fora. Vazaram com ele. 
Para dar lugar a um profissional. 

PS. Não tinha visto o chambão que o carrasco deu no Valdívia. Boa. Talvez eu tenha pegado um pouco pesado com o nosso maluco beleza. Bueno...

domingo, 13 de maio de 2012

Toca o barco

Foi-se. Por uma mísera cobrança de pênalti.

Que fiquem as lições do estadual.

O Atlético fez um bom primeiro turno, desdenhou do segundo e foi razoável nas finais. Nada mais do que isso, pois no Atletiba da Vila, quando era mandante e deveria ter matado a decisão ali, já mostrou que não tinha tanta bala na agulha e acovardou-se no segundo tempo.

Agora é pensar em voltar à Série A.

E o que o Parananaense mostrou é que o Atlético deve botar fé na prata da casa, se livrar dos medalhões e, óbvio, reforçar o elenco com gente que tenha cacife de verdade pra ser titular.

Só temos um zagueiro: Manoel.

As laterais são uma lástima - salvo Cleberson, garoto que vestiu a 2 numa final do campeonato e não tremeu na base, encarou o desafio com honra.

De volantes estamos bem servidos para a série B, com David, Alan Bahia e Renan Teixeira.

Na meia, prateleira cheia, Mas não dá mais para manter por aqui medalhões como Baier e Marcinho, ganhando o que ganham, pra encher prateleira. Enquanto não contratam um bom reforço, dêem as camisas de titular para Zezinho e Liguera, com Harrison como uma opção no banco.

E no ataque, então? O Atlético tem um time inteiro de atacantes no elenco: Bruno Furlan, Bruno Mineiro, Edgar Junio, Fernandão, Guerrón, Léo Mineiro, Marcelo, Morro, Nieto, Patrick, Ricardinho e Taiberson. E qual é a dupla que deveria ser titular? Ou trio? Incrível... com tantos jogadores e eu não me arrisco. Pra mim, é Taiberson e mais um. Também acho que tem que botar o Morro pra pelo menos disputar posição. Não dá pra queimar a contratação mais cara da história por questões políticas. Mas que tem que enxugar essa lista, isso é óbvio. Mandem cinco embora e tragam um que preste que tá loco de bom.

Cobrindo estas lacunas no time, dá pra voltar para a primeira divisão sem sustos.

Ah, antes disso ainda temos a Copa do Brasil.

Numa hora como essa, não dá nem pra fazer muitos prognósticos e na disputa do título.

Mas, falando sério, dá pra encarar esse Palmeiras de igual pra igual.

E se passar, estamos nas semi-finais - algo inédito.

Aí, só Deus sabe.

Por isso, vamos tocando o barco, minha gente. Que o rio não para.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Por que as cadelas beijoqueiras querem ser campeãs de novo?


PRA PODER DAR MAIS UM AMASSO GOSTOSO DAQUELES!!

Não vamos permitir que essa pouca vergonha se repita, não é?

Coxarada. Há um século se beijando e se amassando.

Como é uma final no Tremendão

Um belo esquenta para a decisão de domingo:

1983 - Primeira partida


1983 - Segunda partida

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ânimo e confiança retomados

O dia de sol após a vitória contra o Cruzeiro, que botou fim à Maldição das Sete Lagoas, foi um dia de resgatar o atleticanismo.

Não precisa muito, não é mesmo? Basta uma única partida com jogadas decentes, passes certos, uma vitória convincente, pro povão voltar a sorrir.

Pelas ruas, camisas rubro-negras brotavam de todos os lados.

É a confiança retomada.

Confiança da qual time e torcida tanto precisavam.

E que será importantíssima nos próximos duelos contra os Porcos Verdes. Principalmente no domingo, decisão de campeonato. 

Te prepara, coxarada!



No centro e nos bairros, só o que se via hoje em 
Curitiba eram camisas do Furacão!
(Fotos: Peçanha, Guerrilha e Marcel Costa)

Matando uma porra por dia

Solta o verbo, Guerrão!

Na história do Atlético sempre houve espaço para figuras exóticas. Figurões, figuraças, figurinhas. De gandulas a presidentes; de torcedores a centro-avantes.

Em meio aos momentos de pasmaceira total que o clube viveu nos últimos anos, com auges de desinteresse geral na Nação, pra não dizer enfado, ter Jofre Guerrón em seus melhores momentos é revigorante.

Além de jogar um futebol fino, capaz de lembrar bons momentos de  grandes pontas que jogaram com a jaqueta rubro-negra, o equatoriano está nos trazendo de volta o bom e velho folclore atleticano. E, com ele, a alegria.

Mesmo quando faz merda, como a infantil expulsão no Atletiba.

Capaz de gerar nos torcedores aquele sentimento dúbio de amor e ódio, como poucos souberam fazer - e quesito no qual Kleber Pereira era o mestre dos mestres.

Nesta quarta, contra o Cruzeiro, além de infernizar a zaga celeste, dar passe para um gol, marcar outro, ainda comemorar com uma dancinha exótica criada por ele mesmo e se isolar na artilharia da Copa do Brasil, me sai com a melhor entrevista em rede nacional de todos os intervalos de todos os tempos:

- TEM QUE MATAR ESSA PORRA AÍ.

Jofre terá no domingo a oportunidade de passar a limpo todas as bobagens que já fez por aqui e escrever de vez seu nome na galeria dos loucos atleticanos.

Resta saber se, como esperamos, na galeria dos loucos vitoriosos.

A vingança contra o Cruzeiro, pela roubalheira na partida pelo Brasileirão, que nos tirou a vitória das mãos, já ficou no passado.

Agora é pensar na sequencia de porcos verdes que temos pela frente.

E torcer para que Guerrón siga jogando um futebol alegre e não caia na bobeira de revidar à provocação das bonecas coxas. É sua grande chance jogando pelo Furacão. O título sobre a coxarada pode o consagrar como um mito. Acredito que é assim que ele quer ser lembrado por aqui, e não como um aloprado engazopador. É oito ou oitenta. Seu jogo mais importante com a camisa rubro-negra.

Afinal, aqui no Furacão sempre foi assim:

Matando uma porra por dia.

sábado, 5 de maio de 2012

Meus Atletibas decisivos

I

O Atlético já disputou o título estadual contra o Coritiba em 12 oportunidades. Saiu campeão em sete delas. Mas, nesse aspecto, a minha geração é privilegiadíssisma. Dos anos 80 para cá, pude presenciar seis finais de campeonato contra os coxas. O Furacão venceu nada menos do que cinco delas. Isso sem contar o clássico decisivo pela Seletiva da Libertadores, em 1999.
Então, às vésperas de mais uma decisão, vou relembrar um pouco destas partidas históricas aqui no blog.
O time campeão de 1983 transformou o Couto Pereira num salão de festas.
Em 1983 eu era um piazote de nove anos. No ano anterior, eu já havia perdido a oportunidade de assistir a decisão entre Atlético x Colorado, no Couto Pereira - que terminou numa goleada de 4 a 1 que nos garantiu o título. Desta vez, não deixaria passar.

O Atlético já tinha vencido a primeira partida dos coxas por 1 a 0, gol de Joel. No segundo jogo, um empate bastava.
Era minha primeira final de campeonato. Adrenalina tomando conta geral. Era pequeno, lembro-me de pouca coisa. Como a ida ao estádio no Corcel II dos meus primos mais velhos. Da festa fenomenal feita por aquelas torcidas organizadas, das quais imediatamente virei fã: Os Fanáticos, Nação e, principalmente, a Guerrilheiros da Baixada.

Meu ídolo daquele time era o goleiro Rafael - substituto de Roberto Costa, meu ídolo anterior, que havia sido vendido para o Vasco. Mas eu curtia muito o Détti, o Ivair e o Renato Sá.

Lembro-me que, ingênuo e tolo, cantei "É isso aí" quando a torcida estava gritando "É Ivair!"...

Lembro-me do gol de Joel, de cabeça, e a explosão da massa rubro-negra.

Lembro-me do apito final e nós, de volta ao Corcel II, fazendo buzinaço pela cidade e provocando os coxinhas.

Eu mal sabia que iria comemorar tantas outras vezes um título de campeão em cima dos coxas... 1983 foi só o começo.

E você, esteve neste jogo?


* * * 

II


Os dois Atletibas finais de 1990... ah, esses foram os melhores de todos, sem dúvida.

O Atlético tinha um time razoável, com alguns remanescentes do título de 88, como Carlinhos Sabiá, Marolla, Odemílson, Cacau e Serginho. Mas fez um segundo turno péssimo, que deixou a torcida ressabiada. Para o hexagonal final, o presidente José Carlos Farinhaque trouxe um reforço de peso: Gilberto Costa, o "canhão". Além disso, o técnico Zé Duarte, o "vovô", assumiu o comando do time.
Deu resultado: o Furacão ficou em primeiro lugar e levou para a final contra os coxas a vantagem de jogar por dois empates.

Os coxinhas, por sua vez, tinham um time superior tecnicamente, principalmente na meia-cancha, que tinha nomes como Hélcio, Tostão, Serginho, além do bom ataque formado por Moreno e Pachequinho.

Não me perguntem o motivo, mas as duas partidas da decisão foram realizadas no Couto Pereira (na época, o Atlético mandava seus jogos no inacabado Pinheirão).

E, apesar de eu ter citado acima tantos craques, os protagonistas das finais foram outros - um de cada lado.

Naquela temporada, disputava a vaga no comando do ataque do rubro-negro um jogador limitado mas voluntarioso, cheio de disposição e raça. No começo do campeonato, Dirceu não era unanimidade entre a torcida. Mas ganhou a simpatia ao judiar dos coxas: em dois Atletibas na primeira fase, marcou um gol em cada um. A boa fase rendeu a ele o apelido de "Schilatti", o desconhecido atacante da Itália que desandou a marcar gols na Copa do Mundo daquele ano.
Mas seu grande momento ainda estava por vir.

Dia 1º de agosto, noite fria de quarta-feira. Os coxas dominaram a partida de cabo a rabo e venciam por 1 a 0. Mas, aos 44 minutos do segundo tempo, o imponderável acontece. O goleiro Gérson inexplicavelmente pega a bola com a mão fora da área, próximo à linha de fundo. Falta, daquelas que parecem um "mini-escanteio". Eu já havia descido as escadas do chiqueirão e me dirigia ao portão de saída, mas, ao ouvir o lance no radinho, voltei. Me amontoei com a galera ali, no primeiro anel. Engraçado, parece que a gente sabia que o gol ia sair. Não deu outra. Gilberto Costa colocou com maestria a bola na cabela de Dirceu: 1 a 1. Vantagem mantida, e o atacante já começava a ganhar um outro apelido. Era o "Carrasco dos coxas".

Enfim, chega o domingão. Os últimos 90 minutos de jogo definiriam o campeão.

Mal começa a partida, Carlinhos arranca pela direita e cruza na área. Sempre ele, o Carrasco Dirceu salta à frente e acerta em cheio a cabeçada no contrapé do goleiro: 1 a 0 para o Furacão. A partir daí, os coxas partiram com tudo pra cima e conseguiram empatar com Pachequinho. No último lance do primeiro tempo, a catástrofe. O escanteio cobrado na área do Furacão tinha como endereço certo as mãos do goleiro Marolla, na pequena área. Não é que ele se atrapalhou todo, largou a pelota nos pés do zagueiro Berg, dos coxas, que encheu o pé: 2 a 1.

A torcida rubro-negra gelou. Um gol besta desses, numa final de campeonato, na casa do adversário, poderia pôr tudo a perder.

E, de fato, no segundo tempo o Furacão pressionava de maneira estabanada, pressionado pela necessidade de marcar um gol de qualquer jeito, e esbarrava na tranqüilidade dos defensores coxas.
Até que, de repente, surge novamente ele, o imponderável.

O gol de empate do Furacão foi um gol totalmente trabalhado... pelos próprios coxas! O lance foi assim: Odemílson cobrou o lateral na área. Os zagueiros do coxa trocaram um, dois passes de cabeça e, no terceiro, o zagueiro Berg, assustado, tentou colocar a bola para escanteio. Acabou encobrindo o goleiro Gérson e fazendo o gol do título.

Nunca vi uma comemoração como aquela. Nem mesmo a gente acreditava no que tinha acontecido.
E o zagueiro Berg entrou para sempre na história... é de jogadores como esse que os coxas precisam! Berg Eterno!

Quem estava lá, sabe do que estou falando. Quem não estava, assista ao vídeo abaixo. Ele fala muito mais do que eu consegui narrar neste post.