terça-feira, 10 de abril de 2012

Sangue forte


Correndo os olhos hoje pelas folhas deparei-me com o obituário de uma das maiores figuras da nossa nação, verdadeiro pilar da cultura atleticana. Alojz Kukina foi um dos mestres do lado rubro-negro da arquibancada. O conheci ali no Pinheirão, naquele bar a direita de quem entrava pela bilheteria do jóquei clube.

Ali bebia profissionalmente e torcia, com muita classe, pelo Furacão. Ao lado de outros grandes como o Ariosto que sabia tudo sobre ópera, o Macedinho especialista em mandar todo mundo tomar no cu, o Rocha que foi nosso jogador e principalmente o gentleman maior, Francisco de Paula Cujo. Hoje os dois – Cujo e Kukina - devem estar juntos em algum bar alto, ironizando as “aratacas” do Carrasco.

Homem da retaguarda atleticana nos anos 70, Kukina meteu muitas vezes a mão no bolso para bancar o nosso então mambembe trétis. Fez tudo o que tinha que fazer na vida e teve a manha de escolher como e quando parar. Veja o trecho final do texto do obituário na Gazeta do Povo: “No último dia 27, Alojz arrumou uma pequena mala e foi para Antonina, sem dizer nada para ninguém. No dia seguinte, o corpo foi encontrado afogado na baía de Paranaguá. ‘Chegou pelo mar e foi por ele em uma despedida silenciosa’, lembra o filho Sérgio”. Seo Kukina era croata.

Na partida, o exemplo rubro-negro, de quem não teme mesmo a própria morte. À família, os nossos cumprimentos. Grandes homes fazem cada vez mais falta. Quanto ao Carrasco, prometo tentar psicoanalizá-lo – se é que tudo já não foi dito e redito nas MS - assim que o jogo permitir, a polícia consentir e se Deus quiser.

Obituário na Gazeta

11 comentários:

Anônimo disse...

Du caraio esra história.

Carlos Petroski disse...

Foi-se mais um grande atleticano, mas que certamente deixou herdeiros, como meu pai, cuja carteira de sócio de 1949 fazia questão de me mostrar nas épocas de vacas macérrimas. Ele também se foi, mas continuo a história atleticana da família, fazendo de minhas duas filhas felizes rubro-negrinhas, mesmo morando em Ourinhos/SP.
SRN

Guilherme Caldas disse...

Bela história mesmo. Só avisa lá pra pessoa que fez o obituário que a Croácia, em 1933 fazia parte do Reino da Iugoslávia, que não era comunista.

Ricardo disse...

Conheço o Sérgio Kukina. Não sabia do passamento Do Sr. Alojz Kukina. À família meus sentimentos. O Atlético perdeu um grande homem.

Anônimo disse...

"A tradição vigor sem jaça
nos legou o sangue forte"

Esse honrou como poucos essa frase!!!

Esteja em paz grande Atleticano!!!

Acesso103

Bernardo Wolf disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bernardo Wolf disse...

RIP Kukina!!

Bernardo Wolf disse...

E hoje vamos de Foguinho na zaga!

Óremos...

Israel Maciel disse...

Oremos mais ainda Bernardo pq o Ricardinho Bichado foi poupado mais uma vez.

PQP!! O cara acabou de voltar de quase 2 meses de lesão e já fica de fora de um jogo tão importante como esse.

Coisas que só acontecem no CT do Caju mesmo. Quem será que o carrasco vai colocar no lugar dele?
Manoel? Deivid?

Oremos

Bernardo Wolf disse...

Acabo de voltar da Vila!

ÃO ÃO ÃO, GUERRÃO É SELEÇÃO!!!

Obs: Confirmado, Foguinho na zaga não da, mas o time jogou muito!!

Anônimo disse...

Vai rezando Mané...
- Rezando pra não sair o financiamento pelo "parecer" do alemãzonho do tribunal de contas...
- Pro Carrasco inventar algo diferente que não dê certo...
Enfim, viva a mesmice e vamos cuidar da grama do vizinho.
Enquanto isso a galera tá trabalhando pelo melhor ao time, 5 a um frouxo...
Enéas