segunda-feira, 2 de abril de 2012

Peçanha, Ziquita e o Muro

O punho cerrado de Roger Waters: o Muro é rubro-negro.
Peçanha levou Ziquita para o Morumba. Na foto, ele está olhando
para imagens de vítimas de violências e tiranias estampadas no Muro.


O Peçanha, velho conselheiro e colaborador do blog, anda sumidão mas às vezes ainda dá o ar de sua graça. Desta vez, nos manda notícias da capital paulista. Foi até lá para assistir ao show de Roger Waters, ex-Pink Floyd. O espetáculo: The Wall.

O momento mais esperado, pelo menos por parte de nosso colaborador, e certamente também de dezenas senão centenas de outros atleticanos presentes ao Morumbi: Another Brick in the Wall Part 2. Justamente a canção que se transformou no mais famoso canto da torcida Rubro-Negra e que acabou virando mania em diversos estádios brasileiros.

O próprio Peçanha nos conta, em e-mail, no qual também nos encaminhou algumas fotos do evento, sobre a emoção proporcionada pelo espetáculo:

"Caro Guerrilha; nobres camaradas atleticanos! A gente vê e escuta um monte de coisa boa por aí, bandas novas, se recicla, amplia nosso gosto musical. Mas assistir o Roger Waters tocando todo o The Wall ao vivo, um álbum que marcou a adolecência e a juventude de toda uma geração, senão de gerações, é uma experiência arrebatadora. Algumas músicas são realmente poderosas tocadas ao vivo, como 'Mother', 'Hey You', 'Confortably Numb' e 'Bring the Boys Back Home'. Mas o coração atleticano vibrou mesmo com 'Another Brick in the Wall', e fui um dos dezenas de milhares de fãs que entoou o clássico a plenos pulmões, em uníssono. Acho que somente eu, em meio àquela multidão tremenda, ouvi o meu próprio grito de Hey, Coxa, vai tomar no cu. Mas o recado foi dado. Ziquita, estampado em minha camiseta, sorriu. Terminou a noite observando o gigantesco muro, e agradeceu por ter tido a oportunidade de ver Roger Waters, em plena forma aos 68, encerrar a carreira eternizando sua maior obra com uma versão definitiva".
Tá dado o recado, Peçanha.

6 comentários:

Anônimo disse...

Eu estava lá! E encontrei uns caras de Brasília a caminho do show... já na porta do Morumbi os caras tomaram a iniciativa de cantar "atirei o pau nos coxas...".
Muito bom o show e a estética toda - vermelho e preto sobre o muro branco - certamente combinou com o Ziquita ali na frente hehe

Luiz Andrade disse...

Como eu queria estar lá.

Na década de 80 quando o filme foi reapresentado no cinema da Ermelino de Leão eu assisti 25 vezes. As vezes 2 sessões no mesmo dia. Cada dia eu notava um detalhe diferente. Tempos loucos aqueles.

Ah como eu queria ter ido.

Rudolf disse...

Infelizmente vc perdeu o maior espetáculo da terra Luiz. Não fiquei na prime ai como o peçanha mas estava agarrado a cerca metalica que as separava. Não existem palavras, fotos ou depoimentos que possaam explicar o que foi isso. ainda estou impressionado.

Giuliano disse...

Ah teve um Hey, coxa lá da arquibancada azul! Eu e minha irmã gritamos a plenos pulmões e realmente, pena por quem perdeu, pois foi um espetáculo completo.

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Massa galera!

Tais Prigol disse...

Vc não estava sozinho!!

A primeira vez que ouvi falar de Pink Floyd, foi meu pai me ensinando da onde vinha "atirei o pau nos coxas" ainda quando era a antiga baixada.
Fomos então a familia toda assistir o que acho que vai ser o melhor show que assisti na vida - Roger Waters The Wall.
Eu, meu pai e minha irmã, todos com a camisa rubro negra, assim que começou Another Brick in the Wall cantamos com toda a força a versão mais irada que existe! Gravamos um vídeo até, pois esse momento não poderia ser esquecido.

Quisemos representar todos os atleticanos, que por essa música ou não, estavam em número considerável no Morumbi, pois no trajeto a pé de onde estacionamos o carro até entrar no estádio, fomos saudados por vários atleticanos!!
E por isso que: no céu ou no inferno, aonde for...
Atlético eu te amo!