quinta-feira, 26 de abril de 2012

The bubble strikes again

Vocês devem lembrar dele. O nome? Mello Morgote. Aquele paranista-pseudo-comunista que mantinha (ou ainda mantém?) um site de fofocas futebolísticas que gostava de detonar o Atlético com notícias inventadas. Sim, ele mesmo. Que ficou mais conhecido como "bolha". The bublle man.

Ele já saiu no noticiário por diversas vezes. Sempre por sua atuação como "laranjão" (daí o sobrenome Morgote?). Como foi no casso da LA Sports, quando o Blog da Baixada descobriu que era na verdade a empresa que cuida da carreira de jogadores que bancava o seu site - o endereço das duas empresas, inclusive, era o mesmo.

Pois bem, Morgote sempre foi ligado a políticos e deu um jeito de abocanhar um pouco de dinheiro público para as suas fileiras - ou seja, dinheiro do meu, do seu, do nosso imposto. Já viveu sobre as asas de Onaireves Moura, Luizão Stelfeld, Luiz Alberto Oliveira e Ricardo Gomyde. Agora, vem à tona mais uma revelação. The Orange Bubble brincava de ser repórter policial num programa do vereador Algaci Túlio. Mas quem pagava a conta era a Câmara Municipal. Ou seja, eu e você. E, pior: ela era funcionário do gabinete de Algaci - ou seja, por lei ele não poderia ter negócios "por fora" com a própria Câmara.

Aliás, só para relembrar também a trajetória de tão ilustre vereador, Algaci é aquele mesmo que já foi "secretário da Copa" do governo Pessuti e que disse, certa vez, que a construção de um estádio novo na área da Vila Capanema era uma boa opção para a Copa de 2014... É mole, minha gente?

Essa turminha se merece mesmo.

Quem não merece é a gente... 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pior para os fatos


Como dizia o velho Nélson, “se os fatos não confirmam a profecia, pior para os fatos”.
De resto, é levantar a cabeça e continuar tocando em frente porque, com alguns ajustes, ainda acho que vai dar certo no final.  
E, em tempo, algumas observações rápidas:
- O olho biônico do bandeirinha que viu o peteleco do Guerrón naquele palhaço não viu o impedimento do segundo gol dos porcos. No primeiro a Câmara não pegou, mas a impressão é de um largo impedimento;
- Não dá para entender um contra-ataque de 3 contra 1 no primeiro minuto de jogo;
- Bruno Costa, sempre ele, na cena de dois crime;
- Harrison e Bruno Furlan precisam ser melhor aproveitados;
- O Guerrón nos deixa na mão pela segunda vez no Couto. Alguém tem que conversar com o Dynamita e explicar-lhe (apesar dele já estar por aqui há quatro anos) como é futebol brasileiro, este esporte em que tudo é falta e o juiz usa este recurso para “controlar” o jogo.

É uma teoria que eu defendo: no Brasil o pior do futebol é, de longe, a arbitragem. E a atitude dos jogadores em função dela: são mentirosos, cavam faltas, fingem agressões e  simulam contusões e nisso são tratados a pão de ló e macás trololó. Agora  o drible, a comemoração do gol, a reação a provocações é sempre punida de maneira desproporcional. 
Juízes são ridículos e os bandeiras – que nos bons tempos eram simples pobres diabos – hoje querem meter o bedelho no jogo. Sempre para estragá-lo.
Pessoalmente, acho que aquele “chega pra lá” do Guerrón na área, é do jogo.  Há quem entenda que foi uma atitude infantil e irresponsável e a expulsão merecida. 
O certo é que aqui no Brasil e em especial no Paraná, e principalmente no condenado estádio nazi, o comportamento valorizado não é aquele que se espera de homens, mas o de crianças desleais que se fazem de obedientes. Isso sem falar dos mais de 15 erros de arbitragem em favor dos coxas só neste campeonato. Assim tem que se ficar esperto, malandragem.
Mas é isso aí, nada como um dia depois do outro. "Os pecados de domingo, quem paga é a segunda-feira". O deles fica guardado, por enquanto.
E antes que eu mês esqueça: 
Hey Coxa vai tomar no Cu.

sábado, 21 de abril de 2012

Dez motivos para ganhar o Atletiba neste domingo

1 - Encerrar a carreira do Tcheco

2 - Provar que sem o Héber a coisa é bem diferente

3 - Provar à imprensa que o Guerron não é um atacante físico, mas "metafísico"

4 - Mostrar que a torcidinha deles... “Coritba ie ie ie ...” não ajuda em nada

5 - Consagrar o Carrasco como o novo MALUCO BELEZA rubro-negro

6 - Provar que ninguém precisa de volantes cabeças de bagre para ser campeão

7 - Limpar a barra do Vinícius

8 - Consagrar o Paulo Baier como um dos grandes da nossa história, com o título sobre os coxas que ainda lhe falta no currículo

9 - Recuperar o nosso velho salão de festas

10 - Ver a romaria lenta do rebanho de porcos tristes voltando para casa na chuva fria de domingo.

E para encerrar o trecho final da profecia do Peçanha que entrou em transe ontem à noite após ingerir a mistura de Campari, Fernet e dois ingredientes secretos que os frequentadores do Bar do Teco conhecem como “daime rubro-negro”:
“... e no vigésimo segundo dia, a tempestade se abateu sobre o alto de tantas glórias quando aos 39 do segundo tempo aquele por quem chamam de Foguinho arrancou o bico do corvo. Na terceira trovoada mais de 15 mil porcos verão o olho do bode"
Assim seja, daime, daime ô, dá-lhe Atletico

Bom fim de semana a todos

sexta-feira, 20 de abril de 2012

1982, o ano em que aprendemos a gostar de futebol

Só hoje li a reportagem da Tribuna do Paraná de quinta-feira sobre a chegada do Casal 20 - Washington e Assis - ao Furacão, há 30 anos. Desembarcaram na Baixada como ilustres desconhecidos e saíram daqui rumo ao Fluminense como craques. Realmente, 1982 parece ter sido um ano abençoado para o futebol. Além de poder ter presenciado o surgimento de uma das duplas mais importantes do futebol brasileiro, foi naquele mesmo ano que vi pela primeira vez o Atlético ser campeão, numa campanha memorável. E foi, também, naquele mesmo ano que vi a melhor seleção brasileira de todos os tempos - pelo menos desde o ano em que nasci.
Por isso tudo, vale a pena reprisar aqui um post que publiquei em 2010:
1982, o ano em que aprendemos a gostar de futebol
Meus amigos, uma Copa do Mundo já não me toca mais como antigamente. É claro, aos olhos de uma criança essa competição entre seleções tem muito mais brilho. Principalmente para uma criança dos anos 70/80, que cresceu vendo craques de verdade vestindo a amarelinha.
O primeiro Mundial do qual tenho lembrança é o de 1978. Algumas cenas não me saem da cabeça. A família reunida, na grande sala de tevê do avô. Na tela, lembro-me bem de alguns lances e de um nome, especialmente: Roberto Rivelino.
Mas 1982... este foi realmente o ano da graça do futebol brasileiro, pelo menos para a geração que não pôde curtir o tri mundial. O ano do futebol arte. A Copa era na Espanha. E o mascote, bem me lembro, o simpático Naranjito.
Ninguém aos 10 anos de idade pode dizer que manja muito de futebol. Mas o que Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Júnior, Leandro faziam, sob o comando de mestre Telê, aquilo realmente encantava. As jogadas eram de tal magia, os dribles tão fáceis, os passes na medida, os chutes a gol com tamanha potência e precisão, que era impossível sequer imaginar uma derrota.
Talvez por isso eu tenha chorado naquele 5 de julho. Foi primeira - e única - vez que derramei uma lágrima pela Seleção Brasileira.
A partida contra a Itália, nas quartas-de-final, entrou para a história como "a tragédia do Sarriá". O Brasil jogou muita bola, mas foi derrotado por um jogador: Paolo Rossi. Maledetto.
Bem. Agora, por ocasião da Copa da África, a revista norte-americana Sports Illustrated escolheu as 10 melhores seleções que não conseguiram conquistar o Mundial. O Brasil de 82 aparece em 3º na lista feita pelo colunista Rob Smyth, atrás da Hungria de Puskas, vice-campeã em 1954, e da Holanda de Cruyff, também vice em 74.
Para ilustrar o talento de cada seleção citada, Rob editou alguns vídeos com lances da época. O do Brasil'82 é esse aí:

Quem não pôde acompanhar aquela Copa, pode ter uma amostra do que significou aquele time. Principalmente para um piá de 10 anos.
Mas o aprendizado de 1982 não acabou por aí.
Meses mais tarde, o jovem torcedor pôde constatar que o futebol arte podia ser jogado também por aqui. E a tristeza virou alegria em 31 de outubro, quando o Atlético de Roberto Costa, Lino, Washington, Assis, Sérgio Moura, Detti, Nivaldo, Capitão e tantos outros saía da fila para conquistar, após 12 anos, o título estadual.
Aquele time, meus amigos, também era mágico.
Fui a alguns jogos naquela temporada, mas não na grande final, contra o Colorado. Final para o Atlético, que conquistou o título por antecipação, após vencer os 3 turnos.
Lembro bem de ter visto os lances no Fantástico, e da genialidade da jogada do quarto gol, um golaço, que selou a mágica conquista.
Naquele ano, aprendi a gostar de futebol de verdade. Eu e, certamente, toda uma geração de atleticanos.
No fim de semana aproveitei o tempo livre e aluguei na Vídeo Um o DVD com a transmissão daquela partida memorável. Recomendo a qualquer um que gosta de futebol que faça o mesmo. A qualidade da gravação é péssima, mas mesmo assim vale a pena. E consegui salvar alguns trechos para postar aqui. Não ficou um grande vídeo como o do Rob Smyth, mas quebra um galho:

Os 4 gols do Atlético, na transmissão da Rede OM.

Consegui salvar também alguns trechos da fita que mostram a comemoração alucinada da torcida Rubro-Negra, que estava com o grito de campeão engasgado havia 12 anos. E entendi porque a parentada mais velha não quis me levar ao estádio Couto Pereira: no fim da partida, invasão geral do gramado. Teve até pisoteamento, e um garoto desfalecido é carregado nos braços de um PM, sem ao menos uma maca ou socorrista para atendê-lo:
No final, tudo parece ter acabado bem. A torcida fez questão de levar como lembrança as redes do Couto. E até uma zebra escalou o mastro das bandeiras do estádio. Torcedores atravessavam o gramado de joelhos. Uma festa, meus amigos, do verdadeiro povão atleticano.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Dinamita voltou


Guerrón marcou 4, o Furacão ganhou por 5 a 1 e classificou-se para as oitavas-de-final da copa do Brasil.
El Dinamita voltou a ser El Dinamita, e transformou-se no artilheiro da Copa do Brasil, ao lado do são-paulino Luis Fabiano.
Cuidado com Guerrão!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sangue forte


Correndo os olhos hoje pelas folhas deparei-me com o obituário de uma das maiores figuras da nossa nação, verdadeiro pilar da cultura atleticana. Alojz Kukina foi um dos mestres do lado rubro-negro da arquibancada. O conheci ali no Pinheirão, naquele bar a direita de quem entrava pela bilheteria do jóquei clube.

Ali bebia profissionalmente e torcia, com muita classe, pelo Furacão. Ao lado de outros grandes como o Ariosto que sabia tudo sobre ópera, o Macedinho especialista em mandar todo mundo tomar no cu, o Rocha que foi nosso jogador e principalmente o gentleman maior, Francisco de Paula Cujo. Hoje os dois – Cujo e Kukina - devem estar juntos em algum bar alto, ironizando as “aratacas” do Carrasco.

Homem da retaguarda atleticana nos anos 70, Kukina meteu muitas vezes a mão no bolso para bancar o nosso então mambembe trétis. Fez tudo o que tinha que fazer na vida e teve a manha de escolher como e quando parar. Veja o trecho final do texto do obituário na Gazeta do Povo: “No último dia 27, Alojz arrumou uma pequena mala e foi para Antonina, sem dizer nada para ninguém. No dia seguinte, o corpo foi encontrado afogado na baía de Paranaguá. ‘Chegou pelo mar e foi por ele em uma despedida silenciosa’, lembra o filho Sérgio”. Seo Kukina era croata.

Na partida, o exemplo rubro-negro, de quem não teme mesmo a própria morte. À família, os nossos cumprimentos. Grandes homes fazem cada vez mais falta. Quanto ao Carrasco, prometo tentar psicoanalizá-lo – se é que tudo já não foi dito e redito nas MS - assim que o jogo permitir, a polícia consentir e se Deus quiser.

Obituário na Gazeta

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O hit do momento no Tremendão

As cachorras estão ficando cada vez mais desavergonhadas. Nenhuma novidade, pois isso já se arrasta desde os tempos do Penteado Pigmaleão. Mas é que a coisa está cada vez mais explícita e despudorada. A onda do momento no Tremendão agora é o selinho. E os coxas já têm um novo hit:


"Aquela imagem não me sai do pensamento,
Foi um selinho mas não paro de pensar,
Ah se eu pudesse dar um jeito de voltar no tempo...

Você na certa não iria escapar,
Eu e você tem muita coisa pra rolar..."
Ah, essa coxarada...
PS: Pra quem não tá entendendo nada, a canção foi adotada pelas cachorras após este episódio transmitido em cadeia nacional:

Peçanha, Ziquita e o Muro

O punho cerrado de Roger Waters: o Muro é rubro-negro.
Peçanha levou Ziquita para o Morumba. Na foto, ele está olhando
para imagens de vítimas de violências e tiranias estampadas no Muro.


O Peçanha, velho conselheiro e colaborador do blog, anda sumidão mas às vezes ainda dá o ar de sua graça. Desta vez, nos manda notícias da capital paulista. Foi até lá para assistir ao show de Roger Waters, ex-Pink Floyd. O espetáculo: The Wall.

O momento mais esperado, pelo menos por parte de nosso colaborador, e certamente também de dezenas senão centenas de outros atleticanos presentes ao Morumbi: Another Brick in the Wall Part 2. Justamente a canção que se transformou no mais famoso canto da torcida Rubro-Negra e que acabou virando mania em diversos estádios brasileiros.

O próprio Peçanha nos conta, em e-mail, no qual também nos encaminhou algumas fotos do evento, sobre a emoção proporcionada pelo espetáculo:

"Caro Guerrilha; nobres camaradas atleticanos! A gente vê e escuta um monte de coisa boa por aí, bandas novas, se recicla, amplia nosso gosto musical. Mas assistir o Roger Waters tocando todo o The Wall ao vivo, um álbum que marcou a adolecência e a juventude de toda uma geração, senão de gerações, é uma experiência arrebatadora. Algumas músicas são realmente poderosas tocadas ao vivo, como 'Mother', 'Hey You', 'Confortably Numb' e 'Bring the Boys Back Home'. Mas o coração atleticano vibrou mesmo com 'Another Brick in the Wall', e fui um dos dezenas de milhares de fãs que entoou o clássico a plenos pulmões, em uníssono. Acho que somente eu, em meio àquela multidão tremenda, ouvi o meu próprio grito de Hey, Coxa, vai tomar no cu. Mas o recado foi dado. Ziquita, estampado em minha camiseta, sorriu. Terminou a noite observando o gigantesco muro, e agradeceu por ter tido a oportunidade de ver Roger Waters, em plena forma aos 68, encerrar a carreira eternizando sua maior obra com uma versão definitiva".
Tá dado o recado, Peçanha.