segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As obras, de cima

Peçanha, conselheiro e colaborador do blog, deu o ar de sua graça. Após meses sem contato, escreveu-nos para encaminhar algumas imagens exclusivas das obras na Baixada. Como o maluco chegou lá no alto, nem ele sabe. Conta que foi ao velório do Nillo e acabou se perdendo pelos corredores e escadarias da Baixada... Quando viu, estava lá, perto das nuvens. O fato é que as fotos estão aí, e mostram que o trabalho de reforma segue a todo vapor, para desgosto de muitos, mesmo no fim de semana. Vamos a elas:



100%

Queiram ou não, questionem a qualidade do campeonato ou não, o Furacão está aí, 100%. Três jogos e três vitórias. Nenhum gol tomado. Queiram ou não, estamos ali, empatados com o "supertroxa". Mesmo tendo jogado três partidas longe de Curitiba. Mas não longe de sua torcida, porque esta é foda.
Evidente que o time tem que melhorar bagarai, mas no começo de temporada, e de campeonato, o importante é isso aí: ir somando pontos e azeitando o time para os Atletibas, que são as partidas que realmente decidem o estadual.
Mas, tática e técnica à parte, algumas imagens da aventura do Furacão pelo Litoral chamaram-me a atenção.
Vamos a elas - as IBAGENS DA RODADA:

TioPet assistindo à partida em meio ao povão. Não tem preço. Detalhe, com
alguém bem observou no Feicebuque, para o simpático Morgan Freeman sem barba
ali à esquerda do presida. E um clone do Alex Mina ali à direita.
(FOTO: Franklin de Freitas/Bem Paraná)
Loucura, loucuuuura no Caranguejão. Nosso povão é demais. Belas lebres sempre presentes.
(FOTO: Franklin de Freitas/Bem Paraná)
Fanáticos se esbaldaram nas praias do Paranããã!
E, pra fechar, a justa homenagem ao Capitão Furacão.

domingo, 29 de janeiro de 2012

O adeus a Nillo

Nilo e o Atlético: união eterna.
Passei ontem na Baixada, onde, no camarote VIP estava sendo velado o corpo de um dos maiores ídolos da história do CAP, Nillo Biazetto Netto.
Ídolos eternos são aqueles que se transformam lendas. Nillo é um desses. A maioria de nós, atleticanos, nunca o vimos jogar. Mas as histórias que ouvimos sobre ele nos fazem viajar no tempo e, olhando para as fotos da época do Furacão de 49, parece que estamos ali, sentados nas antigas arquibancadas de tijolinho da Baixada, trajando um terno surrado e com um chapéu na cabeça, admirando a elegância do ex-quarto-zagueiro de 1,80 metro a bloquear as investidas adversárias como quem defende a própria casa.
Nillo só poderia ter se despedido ali. Em plena Baixada. Com vista para o sagrado gramado do Joaquim Américo, onde por mais de uma década tratou tão bem a redonda e honrou a camisa do CAP.
Além de familiares e atleticanos dos mais nobres, o sentimento é de que estavam presentes ali todos os atleticanos da história. Zinder Lins estava ali, ao lado do féretro. Alfredo Gottardi também. Reunidos num canto, os ex-presidentes Jofre Cabral e Silva, Claro Américo Guimarães e Manoel Aranha lamentavam a perda, mas comemoravam a entrada de mais um rubro-negro para a Galeria dos Atleticanos Imortais.
Ali, no adeus a Nillo, vivi e presenciei em menos de uma hora muito mais atleticanismo do que poderia imaginar. Ali eu vi o quanto são pequenas estas discussões e divisões que se formaram em torno do clube: chapas, obras, prós, contras, o escambau. Essa chatice de nada vale. Vale é o amor pelo Atlético, do jeito que ele é.
Antes de deixar o velório, mais uma surpresa me aguardava: a família Biazzetto entregou aos presentes, como lembrança da memória de Nillo, um pequeno boneco da Coleção Craque Furacão e o livro "Nillo Izidoro Biazzetto - a Marca da Altivez", de autoria de Valério Hoerner Junior, Heriberto Ivan Machado e Cahuê Xavier de Miranda - obra que eu não conhecia e que pretendo devorar ainda hoje.

O boneco do Capitão Furacão: lembrança de Nillo que deixarei para meus netos e bisnetos.

Livro entregue pela família traz a biografia de Nillo.
Nillo se despediu como sempre viveu: com a marca da simpatia, da elegância, do cavalheirismo.
Ao Capitão Furacão, só posso deixar aqui o meu muito obrigado.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Adeus, Marco Antônio! Saudade do Sabiá!

Morreu o Marco Antônio e eu não vou poder mais mostrar aquele jornal pra ele. Tá aqui em casa, guardado no meu mini-museu pessoal do Furacão. Tribuna do dia 27 de junho de 1992. No caderno de esportes aparece estampado...

(clique para ampliar)

O Sabiá estava se mandando pro Palmeiras Parmalat e, em sua última exibição, esculachou os coxas. Meteu a 10 no costado -- ele é o nosso eterno 7 -- e justificou a honraria. Tratou a bola de minha nêga e deu de calcanhar, chapéu, jogou como um meia CLASSIC.

E o primeiro tento daquela tarde psicodélica foi do Marco Antônio, lamentavelmente abatido ontem, só com 44 anos, em virtude de câncer nos ossos.

Vamos ao Atletiba...

Tudo começou com o Renaldo, fora da área, escapulindo pela direita. O Chucro centrou com veneno e o baixinho da camisa 11 foi mais malandro que todo mundo. Se antecipou e desviou só o suficiente pra despentear o bigode do Rafael.

Era só a primeira sinfonia. Mais duas viriam.

Já nos 45 derradeiros, e contando com a expulsão do destrambelhado Jorjão, Carlinhos estilingou Jatobá pelo flanco direito. O beque tirou uma onda de avante, entrou na área e estufou o barbante branco. Apenas 9 minutos depois, tinha mais...

Se já não bastasse ter inaugurado o escore, Marco Antônio ainda aproveitou outro lançamento xuxu-beleza do maestro Carlinhos. E, já na grande área, tocou pra Ratinho. Deu pra ouvir a instrução que acompanhou a assistência: "Faz e me abraça". O camisa 7 daquela tarde não vacilou e sacramentou. 100% desvairamento na curva da Igreja Perpétuo Socorro.

Com a coruja pelada, era a hora da despedida. E assim foi feito. Nas caixas de som (aquelas que a gente arrancava na bambuzada de vez em quando) do Major, pintou o anúncio: substituição no Atlético, entre Eduardo, sai Carlinhos.

Carlinhos partiu, passou defronte às sociais, girando uma peita rubro-negra. Tamanho foi o arrebatamento que até os Essenfelders mais ranhidos aplaudiram o nosso craque. Para, na sequência, ficarem constrangidos com a gafe do Paulo César Campinas, que descontou em momento totalmente inoportuno.

Lá dos Fanáticos, veio o grito... fica! Fica! Fica! Fica! Carlinhos chorou. Eu chorei. O Farinhaki então... Mesmo quem sofreu calado no gol do Paulo Vecchio não se conteve desta vez.

Saudade daquele tempo, saudade do Sabiá, saudade do Marco Antônio...

Quantas lembranças boas daquele Atlético que muita gente tinha vergonha de dizer que torcia e que hoje poucos sabem como era. Basta ver a nota de falecimento no site do clube. Diz lá que o Marco Vidal era conhecido por "Marquinhos". Eles não manjam nada. Não era, não é, nem nunca será...

Ele vai ser pra sempre o Marco Antônio, o ponta-esquerda que brilhou na despedida do Carlinhos...


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Retomando os trabalhos: sobre o Pinga Mijo e o estádio da RFFSA

Meus amigos, a temporada entre Pontal do Sul e Matinhos, com passagens pela Ilha do Mel e Ilha das Peças, recheada de orgias gastronômicas com ostras e caranguejos e regada a chopps e caipirinhas, estava ótima. Mas agora estamos de volta a Curitiba. E ao blog, claro.
Passada a ressaca eleitoral, acompanhamos à distância o início da nova gestão de Petraglia no Atlético. Um começo difícil, sem dúvida. Principalmente por conta da dificuldade para encontrar um campo que abrigue o Furacão durante as obras na Baixada.
Já ouvi por aí muitas críticas a Petraglia, por não ter conseguido um acordo com os coxas ou com os parasitas para jogar na Vila ou no Pinga Mijo.
Aqui, meus caros, faço uma ressalva importante. Toda a culpa nesse caso, ou a sacanagem, ou a filhadaputice, falta de camaradagem, paunocuzice, como quiser que chamem, é dos rivais locais. Os coxas, quando estavam fodidos e sem estádio por causa do quebra-quebra no Pingão, precisaram encontrar um estádio para abrigá-los. Pois bem. Foram jogar em Joinville. Sabe quanto pagaram pelo aluguel da Arena? Dez mil reais por jogo ou 15% da renda - o que fosse maior. Um valor justo, e que, pelo que li sobre o assunto, é mais ou menos uma média cobrada por empréstimos de estádio para jogos. Parece que, no total, os coxas desembolsaram R$ 87 mil por dez jogos no local. Agora vêm com essa filhadaputice de pedir R$ 250 mil por jogo. Uma proposta indecente. Babaca mesmo.
Mas dos coxas não se pode esperar muita coisa, não é mesmo? Ou alguém achava que seria diferente?
Agora, BIZARRA mesmo foi a indecorosa proposta dos parasitas para alugar o estádio da RFFSA. Ora, se a Arena Joinville, novinha em folha, vale R$ 10 mil por partida, como os palhaços da Vila têm a cara de pau de pedir 100 mil pratas por uma praça esportiva que sequer tem laudos e câmeras exigidos pelo regulamento? Um puxadinho litigioso, que além do mais está sem uso porque os caras nem calendário esportivo têm até abril?
Bom, Petraglia realmente deve estar penando para resolver este pepino. Não é nada fácil lidar com gente escrota e burra. E pobre de espírito.
Sobre o time...
Cedo ainda para avaliar.
Mas, em ano de segunda divisão, não dá para se esperar muito investimento.
Alguns reforços virão, claro. Mas a solução pode estar na base.
Vamos ver.