segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Feliz Dia de Sao Ziquita



Há 34 anos, em 5 de novembro de 1978, o milagre aconteceu no gramado do Joaquim Américo. O Espírito Santo baixou no camisa 9 do Furacão, e Ziquita marcou 4 gols nos 12 minutos finais da partida contra o Colorado, livrando o Atlético de tomar uma goleada histórica em pleno Caldeirão e protagonizando o que foi o mais fantástico jogo de futebol já disputado no Paraná.

São Ziquita, como estamparam em suas manchetes os jornais da época, merece hoje os parabéns e os agradecimentos de toda a Nação Atleticana.


 A foto que ficou para a história como a mais linda do futebol mundial: após marcar seu quarto gol contra o Colorado,
Ziquita comemora como se fosse um demônio a sair do gramado do Caldeirão.

“De tudo aquilo, o que mais me marcou naquele dia foi um senhor humilde que chegou pra mim e disse: ‘esse dinheiro é do leite do meu filho e vou te dar.’ Eu disse que não queria, que não poderia aceitar. Mas ele insistiu porque precisava retribuir tanta alegria que eu tinha dado à torcida.”
Gilberto de Souza Costa, o Ziquita, em entrevista publicada em 2008 pela Gazeta do Povo.
 
* * *
 
Outros depoimentos sobre o épico 4 x 4 contra o Boca-Negra:
 
“Nunca vi alguém ganhar tanto dinheiro. A torcida estava tão feliz que invadiu o vestiário e começou a dar dinheiro para o Ziquita. Ele fez uma trouxa com a camisa do Atlético e encheu de dinheiro”.
Dionísio Filho, comentarista esportivo e na época lateral-esquerdo do Furacão.  
 
“Foi absurdamente extraordinário. Épico. Foi aquela farra no estádio, uma bagunça. Um jogo tão antológico que anos depois as pessoas vinham me contar que tinham se emocionado com o jogo, e nem eram atleticanos, moravam até em outros estados, porque a Rádio Clube era ouvida no Brasil inteiro”.
Carneiro Neto, que narrou a partida.
 
“Foi a atuação mais sensacional que eu vi de um jogador na minha carreira em 40 anos no futebol”.
 Hélio Alves, o “Bruxo”, então supervisor de futebol do Furacão.
 
* * *
 
Você ainda não acredita? Então tá aí, para quem quiser ver e rever:
 

Isso é Atlético

João Paulo: símbolo da virada do Atlético nesta série B.

O Atlético passou por maus bocados  neste ano. Derrapou contra times bizarros; precisou jogar em Paranaguá e lá desperdiçou pontos importantes; parou no meio da tabela da série B. O suficiente para que o time das Mil Cornetas do Apocalipse bradasse ao mesmo tempo e pregasse um fim terrível para o Rubro-Negro.

Em junho a gente já alertava aqui no blog: calma, cornetada! O Atlético é o Atlético.

E, sejamos justos, a Drubsky o que é de Drubsky: a guinada veio, quem diria, com a chegada do treinador. O aproveitamento do técnico no comando do CAP após a demissão de Jorginho é de impressionantes 78,95%. Arrisco dizer, meus amigos, que nunca vi disso por aqui.

Mas não por foi sorte ou apenas supermotivação do elenco. A vinda de reforços ajudou - e bastante - a botar o time na linha. E, aí, destacamos João Paulo, um verdadeiro guerreiro da meia-cancha, atleta importantíssimo para dar equilíbrio ao time. Com Elias e Baier se revezando e uma dupla de ataque que deslanchou, deu-se a química necessária para que o Furacão voltasse. 

Agora, falta pouco.

Uma vitória amanhã contra o América de Natal deixa o Atlético com um pé na Série A. Uma vitória é fundamental, pois depois serão duas partidas fora de casa. 

Além do mais, é a última partida do Furacão no Janguito este ano em dia de semana e em horário útil - depois, apenas contra o Paraná Crub na última rodada, num sábado.

Então se você não gazeou ainda este ano para ver o Furaca, amanhã é o dia.

Todos gazeia, Atlético!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Eleito não tem como mudar verba da Baixada, afirma Ducci

Da Gazeta do Povo:

O prefeito eleito, Gustavo Fruet (PDT), disse ontem que exigirá transparência no financiamento das obras de reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo e na contrapartida do Atlético para o município. Já o atual prefeito, Luciano Ducci, afirmou que não existe possibilidade de revisão do modelo de financiamento da reforma do estádio, por meio do repasse ao clube de créditos de potencial construtivo emitidos pela prefeitura. “É preciso manter o desenho, já tem até lei aprovada. Pensar em mudança do modelo é correr para trás”, disse ontem Ducci.

O Tribunal de Contas do Paraná (TC) está analisando um relatório que indica que os recursos obtidos com a venda do potencial construtivo são dinheiro público – o que poderia fazer com que a obra tivesse de seguir os procedimentos da Lei de Licitações.

Para Ducci, não se trata de verba pública, pois são recursos que serão obtidos com a iniciativa privada e não fazem parte do orçamento municipal. “Esta é uma obra de interesse público”, disse Ducci. O prefeito ressaltou que a operação é a mesma que viabilizou o dinheiro para a reforma da Catedral de Curitiba. “Nem por isso ela foi fiscalizada pelo TC ou teve que seguir todos os procedimentos da Lei 8.666 [Lei de Licitações]. Esse tipo de entendimento é que se precisa ter.”

****

Para a Catedral pode, para a Baixada não? Se o TC entende que a Cúria Metropolitana pode se beneficiar com potencial construtivo apenas por se tratar de Igreja, então também liberaria o benefício para o Edir Macedo construir suas catedrais da fé? E continuaria a fazer populismo hipócrita pra cima do Atlético?

Relembrando Sancaetano (I)

Neste fim de semana, o povão atleticano vai invadir São Caetano do Sul, onze anos depois de o Furacão ter conquistado, lá no Anacleto Campanela, a sua maior glória. Até sábado, vamos relembrar aqui alguns momentos do Rubro-Negro em Sanca, um aperitivo para a nova invasão:



domingo, 21 de outubro de 2012

No caminho certo


Nos últimos jogos, o Furacão só nos deu alegria.

Desde aquela sofrida vitória contra o América por 5 a 4, no Janguito, foram quatro vitórias seguidas, sempre na cola do São Caetano, e agora a entrada no G4.

Ontem, contra o Vitória, assistimos à apresentação de um time vencedor, coeso, que pressiona e toca a bola mesmo fora de casa, que mesmo com um jogador a menos continuou a praticar futebol e não se encolheu. Um futebol gigante, futebol de quem vai subir. Futebol de Atlético!

Elias foi mágico no Barradão. Comandou o time, cadenciou, deu passes precisos, abriu o placar e puxou o contra-ataque que resultou no segundo gol.

Com ele e o mestre Baier revezando-se no comando do meio-campo, estamos muitíssimo bem servidos. 

Agora é ter foco total para duas partidas seguidas no Ecoestádio, nossa casa alugada.

É a semana "Gua-Gua": contra o Guarani e o Guaratinguetá, concentração máxima pelos seis pontos.

Que, se vierem com o planejado, deixarão o Rubro-Negro eomum pé e meio na série A.

Terça-feira à tarde, no primeiro dos dois desafios, o povãoo já sabe: TODOS GAZEIA, ATLÉTICO!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Clube rebate as acusações


Na tarde desta quinta-feira (18), o Advogado do Atlético, Antonio Augusto Figueiredo Basto, concedeu entrevista à rádio Transamérica tratando das acusações lançadas pelo vice-presidente do Conselho Deliberativo do Clube, José Cid Campêlo Filho, acerca das obras na Arena da Baixada.

Em pouco mais de 20 minutos, Figueiredo Basto rebateu as denúncias de que o presidente, Mario Celso Petraglia, estaria beneficiando seu filho, sócio da empresa Kango, para o fornecimento das cadeiras que serão instaladas no estádio, bem como da alegada irregularidade na contratação do arquiteto Carlos Arcos Ettlin, primo de Petraglia.

Segundo o advogado, não procedem as afirmações de Campêlo, que foram recebidas como uma investida caluniosa e mal intencionada e darão ensejo à propositura de medidas judiciais contra Cid Campêlo.

Tratando especificamente das denúncias, Figueiredo Basto disse que as cadeiras da Kango são as melhores disponíveis no mercado e as de menor custo, comprometendo-se a demonstrar isso documentalmente às autoridades competentes. Além disso, afirmou que a Kango fornece as cadeiras para a Arena desde 2004 e que a Constituição protege a livre iniciativa, não havendo razão para impedir a aquisição dos produtos que melhor atendem às necessidades do Clube unicamente por serem fornecidos por empresa que tem entre seus sócios o filho do presidente.

Quanto à contratação do arquiteto Carlos Arcos, o advogado ressaltou que o contrato foi assinado na gestão anterior, quando o Atlético era presidido por Marcos Malucelli. Porém, destacou não haver nenhuma irregularidade na contratação e que todos os documentos relativos à obra da Arena estão à disposição das autoridades.

Além da entrevista de Figueiredo Basto, o clube também divulgou em seu site uma nota oficial de solidariedade e repúdio, assinada pelos membros Mesa Diretora do Conselho Deliberativo: Antonio Carlos de Pauli Bettega, Gilberto Giglio Vianna e Aguinaldo Coelho de Farias; pelos membros da Mesa Diretora do Conselho Administrativo: Mario Celso Petraglia, Luiz Sallim Emed, Marcio Lara, Lauri Antonio Pick e Carlos Valdir Henze Junior; pelos membros do Conselho Fiscal: Pedro Augusto Martins Loyola Junior, Fernando Cezar Corrales, Clift Newton Giacomassi Cavet, João Argenta (suplente), Edgar Galdino (suplente) e Alessandro de Assis Matos (suplente); pelos membros do Conselho de Ética e Disciplina: Dionísio Banaszewski, Edison Eduardo Borgo Reinert, Nelson Luiz Barbosa Rebellato, Nelson Rosário de Souza (suplente), Conrado Miranda Gama Monteiro (suplente) e Joel Oliveira Santos (suplente) e; pelo vice-presidente de futebol e membro da CAP S/A, João Alfredo Costa Filho.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quem quer foder com o Atlético: auditor do TC é ex-diretor do Coxa e membro de torcida organizada


Quem ainda levar a sério qualquer denúncia ou relatório sobre a construção da Baixada após esta é mesmo um panaca.

Basta saber quem está por trás da situação, metendo lenha na fogueira apenas pera ferrar com o Atlético por um ´punico fato: são TODOS ligados ao Coritiba Foot Balls, aquele do anel aberto.

Senão, vejamos.

O "auditor" do Tribunal de Contas responsável pela análise da situação das obras na Arena para a copa é ninguém menos do que um Zé Roela chamado ESPETO, vulgo Luiz Henrique Barbosa Jorge, integrante das torcidas organizadas dos coxas Mancha Verde e Império Alviverde - aquela da quebradeira do Pinga-Mijo. Ele também foi DIRETOR do Coritiba na gestão Gionédis e é conselheiro vitalício do club.


Espeto: da torcida organizada para o TC. 
Esse tem que ser corrido do mapa!


Situação bizarra, que coloca em jogo qualquer traço de seriedade que deminonado Tribunal de Contas possa ter para analisar qualquer fato relacionado ao Clube Atlético Paranaense.

Outro envolvido que apareceu em destaque no noticiário esta semana é o tal do vereador Braga Cortês. Este, senhores e senhoras, tem interesse total em levar investidores para um projeto bizarro no Pinheirão, estádio que ele predentia - ou ainda pretende, pelo jeito - dar de mão beijada  para o Coritiba foot Balls. Uma, digamos, CORTESIA a seu time de coração.

Por mais de uma vez ele tentou, via Câmara de Vereadores, tirar o terreno do Pinheirão das mãos da Federação Paranaense de Futebol e devol vê-lo à Prefeitura para, neste caso, oferecer aos Foot Balls a preço de banana, já que o Pinga Mijo está caindo aos pedaços e os coxas não tem mais como salvar aquela merda. Tá tudo registrado, basta clicar aqui ou aqui e em tantos outros links.

Além de seu trabalho "oficial" na Câmara Municipal, o cortês edil ainda trabalha sorrateiramente nos bastidores, mantendo reuniões com grupos de investidores para tentar levantar este devaneio que ele chama de projeto: o Pinheirão Coxa.

 O vereador Braga, bastante Cortês com os coxas.O senhor 
não fai fazer cortesia com chapéu alheio não, seu otário!

Por aí, meus amigos, a gente começa a entender o que se passa na realidade.

É duro de engolir, e é duro de acreditar que órgãos oficiais e imprensa caia na conversa dessa gentalha.

A Copa em Curitiba não é brincadeira.

E estão querendo utilizar o termo "INTERESSE PÚBLICO" para travestir a única INTENÇÃO REAL, que é foder com todos nós, atleticanos.

Olha, isso tá surreal. Vamos botar a boca no trombone, minha gente! Dar um basta nessapalhaçada e botar essa gentalha no seu devido lugar!

Protestem!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Emergência: querem foder com o Atlético! Situação requer união de todos

Caros atleticanos.

Todos sabem o quanto este blog já defendeu o Atlético das rasteiras inimigas quando o assunto é estádio para a Copa. Impedir passassem o Rubro-Negro para trás e contruíssem um pinicaço no Pinheirão por R$ 1 bilhão foi uma conquista conseguida a duras penas. Graças à união de todos os atleticanos.

Agora, a situação requer novamente a concórdia e o empenho de todos os irmãos rubro-negros.

Por um lado o Tribunal de Contas, comandado pelo coxa-branca Fernando Guimarães, está questionando a cessão de potencial construtivo para financiar parte da finalização da Arena.


Denúncias estas, diga-se de passagem, que vieram do "fogo-amigo" do vice-presidente do Conselho Deliberativo, José Cid Campêlo Filho. E tratam do seguinte: 1) o arquiteto da Nova Arena, Carlos Arcos, é parente do presidente Mário Celso Petraglia; 2) a empresa que fornecerá as cadeiras para a Baixada pertence ao filho de Petraglia.

Como podem ver, muita coisa ao mesmo tempo.

Querem nos bombardear para rir da terra arrasada. Querem tripudiar sobre os escombros do Joaquim Américo. E isso nós não podemos permitir!

Primeiro, às denúncias: Arcos é o arquiteto da nova Arena há mais de uma década e, me desculpem os "denunciantes", mas ele elaborou o projeto mais tesão de todos os estádios da copa de 2014. Parentesco à parte, a contratação dele vale quanto pesa. E todos sabem disso ha pelo menos 10 anos. Trata-se de acusação requentada e sem qualquer fundamento.

Depois, sobre a cessão das cadeiras. Denúncia velha, que já remonta à época da saída de Onaireves Moura da Federação Paranaense de Futebol. A Kangoo sempre forneceu as cadeiras para a Arena e para outros vários estádios do Brasil - como por exemplo o Mineirão. Parentesco à parte, a confiança na tal empresa se deve aos serviços já prestados anteriormente, com a entrega das cadeiras no prazo e a qualidade atestada. Valeria à pena trocar por outro fornecedor cuja qualidade dos serviços e do material não se tem certeza? Isso já quase em 2013, às vésperas da Copa? Isso por uma diferença banal de valores? Na minha opinião, não. E, mesmo para os que creem que sim, fica o alerta: questionem a moralidade e a ética da operação (algo que não faço, pelos motivos acima), mas jamais a legalidade. Ou seja, se não há ilegalidade, não há porque impedir tais negócios e nem porque a Câmara Municipal meter o bedelho onde não é chamada.

Imoral e ilegal é, isso sim, tentarem cancelar os acordos feitos pela Prefeitura Municipal e pelo Governo do Estado somente agora, com as obras já em andamento, com o clube já tendo feito sua parte nos investimentos, com as máquinas operando a pleno vapor e com a Arena aos pedaços.

ISSO SIM É MAIS DO QUE IMORAL E ANTIÉTICO, ISSO É UMA SAFADEZA DA MAIS BAIXA CONTRA TODA A NAÇÃO ATLETICANA.

Vamos nos unir, povão!

Por enquanto, seguem os contatos de todos os vereadores e do Tribunal de Contas, bem como da Prefeitura de Curitiba. Reclamem, mostrem sua insatisfação, protestem, azucrinem estes hipócritas.

Depois, sugeriremos outras ações mais práticas.

Vamos lá:

 ESTE CORNO DO BRAGA CORTES QUER FERRAR COM O CAP! VAMOS FERRAR COM ELE!








SE VOCÊ NÃO QUER QUE 
FERREM COM O ATLÉTICO, 
PARTICIPE! ATUE! PROTESTE!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

50 vezes Paulo Baier



Foto: Bruno Baggio/CAP
UPS: Unidade Paulo Baier de Salvamento deixa dois corpos no chão e a 50ª pelota no barbante 
"Será que o velho Baier vai virar mais essa para gente?", perguntou o compadre de arquibancada. Perdíamos o embaçado jogo por 3x2, muito por conta da experiencia dos "macacos-velhos" do América/MG. O calor medonho e o ótimo gramado do nosso Janguitão estavam propícios a malandragem de caras como Fabio Jr. e outros que entraram na nossa área na base do "totó" para fazer dois gols.
Nosso contraveneno, só poderia vir mais uma vez do senhor Paulo César Baier. Duas jogadas. No primeiro minuto do segundo tempo, um toquinho ("faça") de leve, de lado, pro Marcão empatar. No último, a raça e a perspicácia do maior gol de carrinho da história do CAP. "Sim", pude falar para o meu bróder. "Ponha mais uma na conta do véio". Neste últimos quatro anos não foram poucas. E se subirmos moçada, como eu acho que vamos subir, será mais uma. 50 gols de Paulo Baier, a maioria garantindo vitórias.
Valeu velho Maestro.

Da PLACAR


O gol marcado aos 51 do segundo tempo, na vitória do Atlético-PR contra o América-MG por 5 x4 no último sábado (6), foi o 50° gol de Paulo Baier com a camisa do Furacão. Com esse tento, Baier tornou-se o terceiro maior artilheiro do clube neste século.
Desde 2001, só dois jogadores passaram da marca dos 50 gols vestindo a camisa do clube. Os atacantes Alex Mineiro (76 gols) e Kléber Pereira (75 gols) são os grandes artilheiros do clube no século. Na sequência vem o meia Paulo Baier, com 50.
O jogador chegou ao Atlético em 2009 e estreou contra o Sport Recife no dia 13 de junho pela série A do Brasileiro. Dois jogos depois, o meia marcou seu primeiro gol pelo clube. No dia 27 de junho, o Furacão venceu o Corinthians por 1 x 0 no Brasileirão. Baier terminou o ano de 2009 com oito gols, todos pelo Brasileiro.
Em 2010, o camisa 10 do Furacão marcou mais 12 gols (um na Copa do Brasil e 11 no Brasileiro) e em 2011 mais 18 gols (três na Copa do Brasil, 10 no Campeonato Paranaense e cinco no Brasileiro).
Nessa temporada, o terceiro maior artilheiro do Atlético-PR no século já fez 12 gols, sendo cinco no Paranaense e sete no Campeonato Brasileiro da Série B, sendo o vice-artilheiro do clube na competição, somente atrás do atacante Marcelo, com oito gols.






Os números de Paulo Baier são um reflexo de sua principal característica: a bola parada. Dos 50 gols marcados pelo Furacão, o meia fez 28 em cobranças de pênalti ou falta. Os outros 22 gols saíram com a bola em jogo (cinco gols de cabeça, dois em chutes de fora  e 15 de dentro da área).
A especialidade em bolas paradas faz de Paulo Baier o maior artilheiro da era dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro da série A. Desde 2003, o jogador marcou 91 gols na série A. A única temporada em que não marcou gols foi justamente a de 2012, em que está disputando a série B. Atrás de Paulo Baier estão os atacantes Borges (Cruzeiro) e Washington (esse aposentado) com 82 gols, seguidos de Alecsandro (Vasc0), com 78 gols.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sobre o potencial construtivo e a Baixada, por Augusto Mafuz

Bastante lúcida a coluna de Augusto Mafuz na Tribuna do Paraná de hoje. Confira:

Dinheiro público

Potencial construtivo é o direito do município correspondente à capacidade construtiva das áreas vinculadas ao sistema viário. É direito só disponível pelo agente público. Vendido e aplicado na Baixada, será dinheiro público. Se o conceito decorre de lei, não precisa, portanto ser uma autoridade em administração pública ou ficar ansioso por um parecer do Tribunal de Contas para se concluir pela natureza de bem público do potencial construtivo. Esse conceito jurídico, portanto, nessa discussão sobre a garantia dada para tomar o empréstimo do BNDES para a construção da Baixada, é irrelevante.

A questão única, e relevante, é outra. Pode o dinheiro público ser na Baixada, sendo o Atlético uma pessoa de direito privado? A lei diz e os tribunais superiores confirmam, que desde que o investimento do dinheiro público repercuta em benefício do povo, é legal.

Ao fato concreto. O Brasil decidiu sediar a Copa do Mundo de 2014. Se deveria ou não, reclama a opinião pessoal, portanto, razões subjetivas. E seja qual for, está superada, pois a Copa do Mundo é irreversível. Detalhe: não foi o Atlético quem trouxe a Copa do Mundo para o Brasil.

Curitiba foi escolhida como sede. Se deveria aceitar ou não, é questão de ponto de vista pessoal de cada um, portanto subjetiva. E seja qual for a razão, está superada. Curitiba será uma das sedes. Detalhe: não foi o Atlético, quem a escolheu.

O poder público tinha dois caminhos: construir um novo estádio, o que exigiria dos seus cofres um gasto próximo de um bilhão de reais ou fazer uma parceria que iria lhe exigir apenas o equivalente a 12% por cento daquele valor? Os governantes seriam irresponsáveis e deveriam responder por improbidade, se investissem um bilhão ao invés de 130 milhões.

A Copa do Mundo é de interesse público, não é discurso político nem de atleticano. É a expresso conceito na Lei Geral da Copa. Está expresso na Lei Geral da Copa. A expressão “interesse público”, portanto, não pode ser interpretada de acordo com o interesse do intérprete, mas na literalidade da lei. Interesse público, aqui, é o que atende a vontade do povo. Detalhe: não foi o Atlético quem fez a Lei da Copa.

Como se conclui, a questão não é jurídica ou econômica, é política. Da proposição shakespeariana “restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”, a opção não é a sugestão imediata, mas a condição da imoralidade.

Ao se fazer um estrondo com um eventual parecer do Tribunal de Contas é pretender manipular a opinião pública contra o Atlético. Potencial construtivo é dinheiro público, sim. Tem a mesma natureza do dinheiro que sempre serviu como mamadeira para pagar e aposentar assessores, jornalistas e políticos, e para que sejam aprovadas contas dos pobrezinhos do interior.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Para sempre


O novo uniforme número 2 lançado hoje pelo Atlético e pela Umbro (acima) ficou uma belezura. Uma homenagem ao Internacional, clube fundado por Joaquim Américo Guimarães em 1912 e que deu origem ao Furacão quando, mais tarde, fundiu-se com o América.

Aliás, aproveito para voltar a defender a minha tese: os uniformes números 2 e 3 do Atlético deveriam adotar definitivamente as cores camisas do Internacional e do América (abaixo). E isso deveria constar no estatuto do clube, para que nunca mudassem.
  

Fica a modesta sugestão de um pobre Guerrilheiro.

A história de um guerreiro

Cocito se ajoelha para comemorar a vitória contra o Santos, pela 
Libertadores de 2005: volante incorporou a raça rubro-negra.


O brilhante Círculo de História Atleticana terá mais uma edição, e o convidado da vez é o ex-volante Cocito - campeão paranaense, da Seletiva e Brasileiro, vice da Libertadores e único jogador que participou das três edições da Copa Libertadores da América pelo Atlético.

Segue o serviço: 


Data: 25/09/2012 (terça-feira)

Horário: das 19h às 22h

Local: Alta Voltagem Café – R. Silveira Peixoto, 777 – Água Verde

Tema:
A história do volante Thiago Cocito

Convidados:
Thiago Cocito
Prof. Heriberto Ivan Machado  (historiador do Atlético)

Organização:
Milene Szaikowski

Confirmação de presença:
Para participar do encontro é indispensável a confirmação de presença por e-mail (circuloatleticano@yahoo.com.br) até 24/09/12, véspera do encontro. Somente será permitida a entrada das pessoas que tiverem confirmado a presença por e-mail.
As vagas são limitadas. Não há custo para participação.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Embriague-se. De atleticanismo

 


Meus amigos, meus inimigos.

Quem me dera por morto que se assuste agora com a assombração.

Ainda estamos por aqui.

E que jamais pensem que a ausência foi por conta do mau momento vivido pelo time até o fim do primeiro turno.

Nunca abandonamos o Furacão, e não seria agora - até porque atleticano legítimo e sofredor sempre acredita no time, por pior que esteja. 

A justificativa, se é que ela se faz necessária, é por conta de atropelos pessoais mesmo. A vida, meus caros, não é fácil.

Mas, de certa forma, podemos considerar útil este afastamento temporário.

Pois até há pouco tempo as pisadas de bola dentro do campo deixaram a torcida - parte dela, pelo menos - num mau humor desgraçado. O exílio em Paranaguá e os resultados pífios estavam elevando o tom do maldito discurso político e jogando atleticano contra atleticano. 

Por isso às vezes, como dizia Nelson Rodrigues, é importante deixar prevalecer o lado solitário e incomunicável que existe dentro da gente. Ficar isolado, taciturno. Roer a própria solidão feito uma rapadura. E deixar o tempo fazer sua parte.

Pois bem, reforços vieram, o time se ajeitou e nada como vitória atrás da outra para que o povão se sinta novamente irmanado. As diferenças políticas são esquecidas e atleticano abraça atleticano,  bebemos e brindamos todos juntos numa orgia de ternura rubro-negra.

E é assim, nessa união, que o Atlético cresce.

Sempre foi assim e assim será.

Matando serviço, batendo sucessivos recordes no Janguito, comemorando vitórias, botando as bandeiras rubro-negras nas janelas e sacadas e nos embriagando de atleticanismo.

Até a volta por cima, em dezembro.

E o esperado retorno para o Joaquim Américo, no ano que vem.

E, aí, meus amigos, não tem quem segure neste mundão a suprema alegria atleticana.

Quem viver, verá.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

É dia de descer a Serra, moçada!

 
Vista do andar inferior do Gigante do Itiberê: 
atleticano que se preze estará lá neste sábado.

A semana foi ótima.

Começou no domingão ainda com o gostinho da vitória com pequena goleada de 2 a 1 sobre o CSA.

E chegou ao ápice na terça, após a vitória sobre os catarinas lá em Floripa, a terceira seguida no Brasileirinho.
 
Pra fechar com classe, uma certeza: neste sábado o destino é Paranaguá.

Como dizia o Mauro Singer, em seus bons tempos, será nosso dia D:

"Vamos reconquistar o estado iniciando nossa invasão pelo litoral. Assim como os aliados nas praias da Normandia, a nação atleticana começa[em julho] seu ano tomando a cidade de Paranaguá".

Estamos de acordo.

Uma vitória sobre o Vitória nos aproxima ainda mais do grupo de classificação.


Então é hora de fazer qualquer sacrifício pelo Furacão.


Embora, meus amigos, eu vos diga: descer até a cidade litorânea, a mais antiga do estado, não está sendo nenhum sacrifício. Ao contrário: além do prazer de ver o Atlético em campo e apoiá-lo, ainda há  a vantagem de desfrutar de um belo passeio.

 Antes do jogo, dê um pulo na Baía, escolha uma mesa, peça 
uma porção de camarões e uma cerveja e curta a vida adoidado.

Para embalar a nossa invasão, eis aqui o breve guia do guerrilheiro para o torcedor rubro-negro no litoral, como eu prometera dias desses. 

Vamos lá.

Paranaguá, vista aqui do alto mais parece o céu no chão. Todos os caminhos nos levam para ver o nosso Trétis, mas quem vai de carro pode optar entre duas estradas. 

A BR 277 tem deslumbrantes vistas dos picos da serra como o Ciririca e o Itapiroca. E tem alguns botecos inenarráveis, mas tem o ignóbil pedágio. Sem falar das obras que podem quebrar a tua programação - se optar por este caminho, saia um pouco mais cedo.

Assim, minha trip ideal para o litoral é pela velha estrada da Graciosa e suas velhas curvas encantadoras.

Em qualquer das opções, a manha é sair de Curitiba pela manhã. Quem vai pela Graciosa tem também a opção de almoçar em Morretes. 

Quem passar por Antonina, dê um chego no Mercado da cidade. Lá, há um comércio que vende um livro chamdo "O Litoral e o Atlético Paranaense" - só pude vê-lo pelo vidro, no dia a loja tava fechada.

Em Paranaguá, é hora de partir pro choque:

O velho Danúnio Azul e sua vista para a Baía é uma dica quente para comer e se empanturrar como um rei.

Há  também às margens do Itiberê inúmeros bares que servem camarões e seus reservas - de preços e tamanhos variados.

Pouco antes das 4 da tarde, todos os caminhos levam ao Gigante do Itiberê. Garanto-lhes: é um estádio excelente para assistir a uma partida de futebol.

 Fim de tarde no Gigante do Itiberê: oxalá com mais uma vitória do Furacão.

Para quem se empolgar e quiser tomar um porre e pernoitar na velha Paranaguá, há hotéis excelentes por lá.

Um é o Camboa, com seu clima de máfia cubana em Miami. Este, um pouco mais caro.

O outro é o Ponderosa, cuja estrutura e o preço são ideais para levar a namorada - quartos amplos com várias camas e a preços de ocasião.
 
Sem falar em cada boteco bacana para se jogar uma sinuca e tomar uma cachacinha; em cada sorvete de banana para se oferecer à patroa e às crianças.

Então amanhã é dia, minha gente. Dia de desfrutar de todo o atleticanismo e ainda aproveitar para um belo passeio a Paranaguá.

VAMOS!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Palmas para a Caixa

 Caixa: novo patrocinador do Atlético.

O Blog da Baixada sempre criticou patrocínios públicos esdrúxulos como o da Petrobras ao Flamengo ou o da Liquigas ao Botafogo. Primeiro, porque eram investimentos milionários em benefício de um só clube - e, nestes casos, de clubes tão ricos quanto endividados. Segundo, porque são empresas que detêm monopólio nas áreas em que atuam. Ou seja, a publicidade poderia ter sentido se fosse com caráter social, no intuito de beneficiar clubes pelo país, e não exatamente para ganhar mercado consumidor.

Lembro que em 2009 já sugeríamos para que Copel e Itaipu destinassem parte de seus recursos de marketing para patrocinar clubes do estado - assim como a Eletrosul o fez com times catarinenses e o Banrisul com os gaúchos. Infelizmente, o apelo não foi ouvido pelas autoridades paranaenses.

Agora,a Caixa Econômica Federal, que sempre teve grande ligação com o esporte do país, decidiu cobrir esta lacuna. Fechou contrato de patrocínio com Atlético e parece que também já acertou com o Avaí (SC). E, em breve, deve anunciar parceria com mais outros clubes fora do eixo.

Um importante apoio, de fato, para que o futebol no país seja mais harmônico e talvez menos desigual.

Agora vai?

Passado o fim de semana, tudo o que tinha de ser dito sobre a vitória contra o ABC já o foi. Mas ainda dá tempo de lembrar aqui o quão agradável foi o passeio em Paranaguá. Tarde de sol, festa na praça, tainha recheada, cerveja e... Saci.

As estreias já deram uma cara nova ao escrete - principalmente com dois laterais de verdade, Maranhão e Wellington Saci.

O time já tá com cara de time.

Pra completar a festa caiçara, Saci ainda estreou aprointando uma de suas traquinagens, disparando com o pé canhoto o balaço que estufou a rede no segundo gol atleticano.

Tem mais gente chegando - o volante Derley já está no pedaço.

E pra espantar de vez a má fase, o Furacão ainda apresentou hoje seu novo patrocinador-master, a Caixa.

Que os bons ventos que começaram na semana passada com uma brisa litorânea ganhem força e terminem o ano como um Furacão!

Pra fechar, uma misiquinha em homenagem  ao autor do gol da vitória no sábado: O Furaca vem aí! E não vem sozinho, vem na base do Saci:

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Luto

O Blog da Baixada decreta luto oficial pela morte de um dos maiores atleticanos da história, um dos personagens preferidos da casa. 

Geraldo Damasceno, o grande Geraldino, encarnou durante mais de 60 anos a representação dos ideias atleticanos que movem a nossa vida neste mundo confuso.






Seo Geraldino passou por todas as funções no Furacao. Chegou em 1957, como jogador e no ano seguinte, conquistou o Paranaense, seu único título como jogador pelo Rubro-Negro num time que tinha Taíco, Tocafundo e Boluca e a baixada era um lindo e ensolarado  campo cercado de Araucárias. 

Como treinador comandou o grande esquadrão de 1982, no histórico e arrebatador título estadual conquistado no massacre de 4x 1 no Colorado, afastando um fantasma de 12 anos sem título com uma formação que no fundo é um poema alexandrino de versos perfeitos, meu eterno time de botão: Roberto, Ariovaldo, Bianchi, Jair Gonçalves e Sérgio Moura; Jorge luís, Lino e Nivaldo; Capitão, Washignton e Assis.  

Foi também o segundo técnico que mais vezes comandou o Atlético na história do Brasileiro, com 55 partidas em 1976 e 1992.Em 2004, quando dos 80 anos do Furacão, Geraldino declarou o seu amor pelo clube em entrevista ao site Furacão.com. 


“Não tive tristezas durante a minha passagem pelo Atlético ou, se tive, foram coisas momentâneas. Mas é claro que tive muitas alegrias. O Atlético sempre cresceu muito em função do amor de sua torcida (chora). Só isso explica o crescimento do Atlético, o amor que as pessoas têm, coisa que só Deus poderia explicar.”


 
Geraldino nos deixou na madrugada desta sexta-feira (29).

Seu sangue rubro negro permanece fervendo na veia de seu filho Marcelo “Disney” Damasceno, atleticano em todas as horas até o fim do mundo e bamba da bateria dos Fanáticos.

Se eu tiver como vou hoje a tarde ao Cemitério Jardim da Saudade, que fica na Av. Maringá, nº 3.300, em Pinhais, onde o corpo do velho mestre será velado .a outra homenagem possível, é ir até Paranaguá amanhã, na paz, para empurrar o nosso Furacão para uma necessária vitória.


                                                               R.I. P . seo Geraldino.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Jorginho Cantinflas

Quando jogava na Portuguesa, no século passado, era chamado de Jorginho "Cantinflas".

Os mais jovens não sabem de quem se trata.

Com toda razão.

Mario Moreno foi uma estrela do cinema mundial do fim dos anos 40 (anos Caju) até os 70 ( anos Ziquita).

Conhecido como Cantinflas, foi ator, diretor e pica grossa do cinema mexicano.

Equivalente a Totó na Itália, Mazzaropi (ou Didi Mocó) no Brasil, Trinity e  Bambino ( EUA & Itália).

Ele é o bom malandro, talentoso, carismático e gente boa.


Vejam-no vídeo abaixo, dobrando o cartola incauto e precipitado.

Precisará fazer isso por aqui.

E pelo visto já fez a leitura certa do elenco, pedindo ao menos, sete reforços.

Na inquebrantável fé rubro-negra, seja bem vindo Jorginho.

Depois do Carrasco, só o Cantinflas.

"Tu que estivestes com a escória, nos encontra num momento perturbado que um cara como você (profissional do futebol) pode ajudar a resolver".


Meu conselho atleticanada,

Meu povo, 

Minha família e alegria de viver;

Vamos resolver as diferença na conversa,

Vamos subir com o Cantinflas (nem que seja na cagada),

Vamos nos divertir, pelo menos por este sábado, indo ver o jogo em Paranaguá.

Até lá, prometo,  faço um guia da trip.

Vamos conversar depois, em cima da vitória e dos planos pro futuro.

Sem escrotizar o nosso Trétis,

Ele que em tamanho natural já é (e sempre foi) gigante.

E sempre vai ser.

Estamos todos juntos, porra.

Bem vindo Cantinflas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma estranha realidade


De Cristovão Tezza, na Gazeta do Povo
Toda a minha formação foi racionalizante. Adolescente, em vez de O senhor dos anéis e Harry Potter, fantasias transcendentes dominadas pela magia, eu devorava Júlio Verne e Conan Doyle, autores cujo objeto era a chamada “realidade” (que hoje só se coloca entre aspas, como se ela não existisse) e cujo modo de reconhecimento de mundo era, digamos assim, a razão cartesiana. Conan Doyle (1859-1930) acreditava em espíritos e chegou a participar com fé daquelas mesas que chamam almas, é verdade, mas em nenhuma página seu Sherlock Holmes aceitou algum agente sobrenatural – lutava sempre para desmistificá-los e comprovar que tudo pode ser demonstrado pela percepção lógica dos fatos. É o caso engraçado de um personagem mais inteligente que o autor; não por acaso, todos lemos hoje as histórias de Sherlock Holmes, que são fontes inesgotáveis de imaginação, mas as de Conan Doyle, pai do Sherlock, ninguém mais lê.
Quando eu já era quase adulto, na virada dos anos 60 para os 70, vivi um surto de irracionalismo redentor, que era o espírito do tempo, em todas as áreas, da filosofia à política. Havia quem achasse que um foco guerrilheiro derrubaria o governo e quem achasse que a fumaça da cannabis abriria as portas da percepção. Eu até tentei me irracionalizar, lendo Uma estranha realidade, de Carlos Castañeda, e O céu e o inferno, de Aldous Huxley – o primeiro era a versão popular, o segundo a erudita, da crença de que mascar mescalina, uma substância alucinógena, nos transformava em pessoas superiores. O tempo passou, felizmente os primeiros foram para a política e os segundos para a igreja, e eu virei professor, ao longo daqueles anos sem graça e sem luzes. Quisera ter novamente um lampejo irracional!
Pois ele veio na forma do futebol. Estranha realidade, céu e inferno. Pouco a pouco, fui encontrando na perdição do jogo um sentido para a vida. O campo, as quatro linhas, o gramado, os 90 minutos divididos em dois mundos passaram a ser a minha mesa verde, onde passo os anos depositando fichas como o jogador de Dostoiévski. Um tiro de escanteio bem cobrado, na cabeça do atacante – saudades do Washington! –, é um alexandrino perfeito com cesura na sexta sílaba! Houve um instante, há um século, em que Kleberson chutou do meio do campo, pegou um goleiro distraído e empatou já no juízo final, um empate de soa­­rem as trombetas no céu! São fragmentos de felicidade que vou costurando no rosário do meu sofrimento. Toda a racionalidade de uma vida inteira vira pó: o respeitável professor revela o pior da alma diante de uma derrota no Ceará. Até meu filho, assustado com o monstro caseiro que se revela a cada lance do jogo, implora: “Pai, vai ler livro na sala que eu vejo o jogo pra você!”
Mal acaba a partida, abro sôfrego o jornal: quando será a próxima? Não sei por que sou torcedor.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Um conselho ao conselheiro

Em entrevistas à imprensa, o presidente os Tribunal de Contas, o "conselheiro" Fernando Guimarães, andou explicitando o seu "temor" de que o Atlético não pague sua parte da conta nas obras da Bauixada e dê um calote no governo. O temor do "doutor" Fernando, é na verdade, mais que uma suposição. Ao declarar isso publicamente, o nobre conselheiro levanta uma suspeita sobre a idoneidade de uma instituição quase centenária, e que goza de muito mais prestígio dentre os paranaenses do que o próprio órgão que ele comanda. Órgão que, aliás, nada fez, em toda a história do estado, algo de realmente importante para evitar desvios de recursos públicos nos três poderes do Estado, muito menos para punir os responsáveis por tais atos. 

Como bem lembrou Augusto Mafuz em sua coluna destfa quarta-feira, o Atlético já construiu e reconstruiu a Baixada por várias vezes, sempre com seus parcos recursos e o suor de sua enorme torcida. Só por este fato, uma pessoa ocupando a posição que ele ocupa não poderia levantar uma suspeita como essa, justamente agora. Mas, para alguns homens públicos, os holofotes parecem ser mais importantes: o que vale é aparecer. 

Ao nobre conselheiro Fernando Guimarães, fica um modesto conselho: trabalhe mais, fale menos.

* * *

Vale à pena também reproduzir a coluna de Augusto Mafuz sobre o assunto:

Temor

O doutor Fernando Guimarães, presidente do Tribunal de Contas do Paraná, declarou pela Gazeta do Povo, que na construção da Baixada “teme que o Atlético dê o calote no governo”.

A principal diferença do doutor Guimarães é ser um funcionário de carreira da instituição. Chegou a conselheiro pela exceção do critério de escolha, em que a regra é a indicação pelo casuísmo político. Mas ao colocar em dúvida o comportamento do Atlético, o doutor Guimarães sai do tecnicismo e escorrega para o populismo. Deixa de ser funcionário para adotar um discurso político.

O que o leva a desconfiar do Atlético? Os atleticanos construíram três vezes a Baixada. Quando a receberam em doação, o “Farinhacão” e depois a Arena. Pela época em que cada obra foi realizada, exigiu-se proporcionalmente o mesmo sacrifício dos atleticanos, que está se exigindo agora. E não há nenhuma notícia na história das obras de que o Atlético tenha dado o calote em alguém.

Nem tese poderia dar publicidade a esse temor. Ocorre que o dinheiro que vai construir a Baixada vem por empréstimo, em que o clube sendo único tomador pelo repasse da Paraná Fomento tem que garantir. O próprio contrato irá prever que o bem construído é uma das garantias.

Fiscalizar e prevenir estão na esfera de competência do Tribunal de Contas, sem dúvida, por orientação do Supremo Tribunal Federal. Mas o que ele não pode é, sob esse pretexto, colocar em dúvida o comportamento do clube de maior torcida do Paraná. 

***

  • Se você também não concorda com um conselheiro do TC levantar suspeitas sobre o Atlético e gostaria de fazer uma reclamação formal, CLIQUE AQUI para entrar em contato com a ouvidoria do órgão.

domingo, 10 de junho de 2012

O senhor da razão

Mais uma derrota para um time bizarro deste nosso Brasilzão de Deus e a enxurrada de críticas aparece.

Distingo-as.

É óbvio que um time do porte do Atlético não poder perder para o CRB sem ser criticado. Uma derrota como essa expõe todas as deficiências. No caso, do próprio time e de seu treinador. E acende desde já o alerta: se não melhorar, não sobe. 

Mas já começam, também, a aparecer críticas à gestão do clube. Algumas justas; outras com clara conotação de revanche política.

Isso não ajuda em nada. Só tumultua o ambiente e atrapalha o clube.

Dizem que Mário Celso Petraglia não está nem aí para o time. E que só quer saber "do dinheiro da Copa". Por aí afora.

Bobagem.

Escárnio.

Petraglia sabe que o sucesso desta gestão atual depende de dois pontos apenas: subir para a série A e entregar a Baixada completa.

Não, senhores, ele não quer que o time tome um pau atrás de outro; tampouco gosta de ser enxovalhado por conta disso.

Um time do porte do Furacão sempre estará exposto às críticas. Sempre.

Como atleticano, só prego o seguinte: tolerância e união.

Porque a intolerância, meus caros, já deu no saco. Assim como aconteceu na gestão Malucelli. Queiram ou não, gostem ou não, quem está lá é porque foi eleito pelos atleticanos e vai representar o clube por pelo menos três anos. Não adianta espernear. Tratar a direção do clube com desrespeito é, de certa forma, tratar o próprio clube assim. A oposição cega e burra já ajudou o time a cair para a Série B. Agora, pode ajudar a não subir.
 
No meu ponto de vista, Petraglia e sua diretoria têm no mínimo mais um ano para ser avaliados com algum grau de justiça.

Até lá, se o Atlético subir para a série A novamente e ainda por cima ele inaugurar a Arena como projetada, estes críticos de agora terão de rever seus conceitos - e, alguns, deverão até mesmo se submeter a um pedido público de desculpas. 

Caso contrário, Petraglia é quem será obrigado a isso.

O tempo, meus caros, é o senhor da razão.

E não são tuitadas revoltadas que vão mudar isso. De nenhum dos lados.

* * * 

Sobre o time, vamos às críticas.

Não pude assistir à derrota contra os alagoanos, mas por tudo o que li e ouvi me parece óbvio que o Carrasco não tem ideia do que está fazendo com os jogadores que tem no elenco.

A questão é: se sair, quem vem?

A partida contra o Goiás, sábado em Paranaguá, será decisiva para o Atlético e também para Carrasco.

O treinador não resistirà a mais uma derrota.

E nem nós...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Holzmann fala sobre a Copa e a Arena...



...e dá um nó na tal do Fachinello. O rapazote da Transamerda ficou querendo defender a tese de que, porque há corrupção no país, então o país não pode receber Copa, nem Olimípiada, nem festa de São João, nem porra nenhuma. É muita burrice só para um ser humano. E são esses aí que estão na mídia. "Formadores de opinião". E tem quem acredite no que esta gente fala. 

Mas, voltemos ao assunto. Boas respostas do Mauro, sobre a Copa e a Arena. Ouçam e analisem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Por um litoral (ainda) mais rubro-negro

A Furacao.com informa que o Atlético ainda tentará, junto à CBF, disputar a Série B em algum estádio de Curitiba enquanto a Baixada estiver fechada para as obras da Copa.

O Plano B, porém, já é conhecido: o estádio Gigante do Itiberê, em Paranaguá - também conhecido como 'Caranguejão'.

Óbvio que mandar os jogos na capital seria muito melhor, para a torcida, sócio, para o próprio time.
Mas, se não for possível, Paranaguá é a escolha mais acertada.

A prefeitura da simpática cidade litorânea já comemora a oportunidade de recepcionar o Furacão. 

Para os atleticanos, uma viagem de apenas 40 minutos separam a Baixada do Caranguejão. Sem contar que Paranaguá oferece uma série de atrativos - peixes e camarão à fartura, com e botecos e restaurantes acolhedores e preços honestos.

Espera-se, logicamente, que a diretoria  ofereça também transporte seguro para aqueles sócios que não possam ir com veículo próprio.

Além do mais, é uma oportunidade única de aumentar ainda mais a presença rubro-negra no litoral paranaense.

O último grande levantamento da Paraná Pesquisas comprova a hegemonia atleticana nas cidades litorâneas - somos a maior em Morretes, Guaratuba e Matinhos. Curiosamente, em Paranaguá a preferência é por times de fora - ainda assim, o Atlético é o time paranaense com maior número de torcedores do estado. Veja: 




Torcida atleticana é a maior do litoral (clique para ampliar)

Infelizmente a pesquisa não abordou os habitantes de Antonina - tradicional reduto atleticano, onde a maioria absoluta torce para o Furacão.

Ainda assim, a hegemonia é comprovada e a disputa de um campeonato por aquelas bandas é uma oportunidade de ouro de amealhar ainda mais torcedores. E, porque não, até mesmo de sócios.

Se a escolha por Paranaguá se confirmar, espera-se que o Marketing entre em ação e que se taraia para o estádio, além dos sócios-Furacão, esses torcedores de Paranaguá, Antonina, Matinhos, Guaratuba, Morretes.

Imaginem o Rubro-Negro disputando a vaga na Série A, ou mesmo o título da Série B, e mobilizando a Nação Atleticana de todo o Litoral paranaense? E comemorando a conquista com uma enorme carreata Paranaguá-Curitiba, como ocorreu nos festejos do título estadual de 1970?

A mesquinhez de brôxas e parasitas ainda vai acabar rendedendo bons frutos ao Atlético.

Aumentar ainda mais a diferença entre o gigantismo de nossa torcida e a pequenez sovina de ambos os rivais será apenas um deles.

Que assim seja!



Leia mais:

sábado, 2 de junho de 2012

Seo Baier ainda resolve. E solta o verbo

Lembram-se da Baierdependência?

Pois é, ainda não nos livramos.

Afinal, mesmo com 37 o homem joga muito. E resolve. Como resolveu ontem, com dois gols - um deles, o popular golaço.

E ainda por cima soltou o verbo pra cima da "imprensa canalha", como diria Roberto Requião. "Tem pessoas que às vezes nunca jogaram bola acha que lá em cima é mais fácil comentar. Eu tenho uma história, e aqui dentro do Atlético também. Tem que respeitar. Estou com 37 anos, não falto a um treino, me dedico ao máximo. Precisa ter um pouquinho mais de respeito. Principalmente esse senhor, esse tal de Fernando Gomes", desabafou.

Claro que Paulo Baier não vai ser decisivo em todas as partidas. Nem mesmo vai jogar todas, por conta de questões físicas. Mas será importantíssimo tê-lo no elenco.

Baier é ídolo, minha gente. Queiram ou não.

E vai encerrar sua carreira levando o Atlético de volta à Série A - quiçá co oo título da segundona.
Título, aliás, que é justamente o que falta para ele marcar sua passagem pelo Furacão.
Baier só tem uma mácula nestes anos rubro-negros: o mau desempenho em Atletibas. Nunca conseguiu se destacar no clássico - apesar de ter marcado um golaço de falta este ano, na derrota pelo segundo turno do estadual.

Mas é a vida.

E este ano, afinal de contas, nem teremos mais Atletibas.

Sigamos em frente.

Com a vitória de ontem frente ao Baru-eu-ri o Tréris chegou aos seis pontos, ocupando momentaneamente a quarta colocação da Série B. O próximo desafio será o CRB, no estádio Rei Pelé, no dia 9.

Muito provavelmente, sem o maestro Baier.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Com a pança cheia é mais fácil pensar

O Atlético entregou ontem ao Tribunal de Contas, junto com a Prefeitura e o governo do estado, o termo aditivo da Copa do Mundo de 2014 para as obras na Baixada.

Segundo jornais de hoje, o presidente do TC, Fernando Guimarães, quer saber mais detalhes sobre as desapropriações da meia dúzia de imóveis ao redor do estádio. Quer saber qual será a contrapartida do clube ao poder público.

Bem, creio que deve ser uma pergunta de fácil resposta, tanto da parte do CAP quando do governo municipal. A contrapartida já deve estar acertada - e me parece que é a utilizadção das dependências do estádio para atividades com jovens de escolas municipais, por um período não menor do que 20 anos. Uma oportunidade que essa molecada jamais teria na vida - não fosse isso, teriam que se contentar somente com as escolas públicas caindo aos pedaços que temos aí pela periferia.

Adelante.

Os mesmos jornais informam hoje que o mesmo Tribunal de Contas ratificou a decisão de seu presidente  de pagar R$ 630 por mês de auxílio-alimentação aos integrantes da cúpula da próopria instituição. Têm direito ao benefício os sete conselheiros, cinco auditores que os substituem e oito procuradores do Ministério Público junto ao TC - todos com salários suntuosos, na ordem dos 20 mil reais. Detalhe é que o benefício não será estendido para todo o funcionalismo do TC. A barnabezada que se vire com seu ordenadinho.
 
Mas vamos lá. Nós, cidadãos e contribuintes, também queremos saber o que será feito com a porra do NOSSO dinheiro. Então, talvez o sr. Fernando Guimarães possa me responder: qual será a contrapartida a sociedade desse "benefício" que custará R$ 150 mil por ano aos cofres públicos?

Desde já respondo.

Se os nobres conselheiros pensarem melhor de pança cheia, e passarem a tomar as decisões corretas e de forma rápida, evitando polemizar só para aparecer na mídia, já será um bom começo.

É ou não é?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Os mais temidos



Acabo de ler sobre o resultado de pesquisa feita pelo Globoesporte.com e revista Monet com mais de 300 jogadores de dezenas de times brasileiros. A pergunta feita: Qual é a torcida mais temida para se enfrentar? A Nação Atleticana foi a quinta mais citada, atrás somente das torcidas de Coritnhians, Flamengo, Sport e Grêmio.

Já cinco torcidinhas medíocres por aí SEQUER FORAM CITADAS UMA VEZ SEQUER, mesmo com seus times estando na série A. Entre elas, a do Choritiba, mais conhecidas na cidade como cadelas, paquitas ou bonecas. Lá no Pingão do Gay Hell, só eles mesmo se acham temidos por eles mesmos: destroem o proprio estádio e vão parar no Fantástico. E na cadeia.

Por estas bandas, temida de verdade por quem importa - os jogadores adversários - apenas mesmo a galera do Furacão.

E esta não é a primeira vez.

Certa ocasião, Léo Moura, um dos principais jogadores do Flamengo, já apontava a Baixada como estádio mais difícil de se jogar no Brasil devido à pressão da torcida - isso que ele havia sido perguntado sobre a pressão da torcida lá no Pinga Mijo...

Conta aí, Léo Moura: qual é a torcida mais foda de se enfrentar?

Mas como a coxarada não acredita em pesquisas mesmo, nem nas que apontam a torcida atleticana como a maior dentre os clubes paranaenses nem as que a apontam como a mais vibrante, então podem continuar acreditando no que quiserem e sendo felizes à maneira deles.

A mais vibrante é também uma das mais temidas.

Brasileirinho, estádios e cartolas

Caríssmos.

Primeiramentre peço desculpas pela demora na atualização deste blog. Muitas tarefas pela vida afora. Mas fico tranquilo porque, se há cinco anos, quando o lançamos, em abril de 2007 (putz! completamos 5 anos no mês passado e eu nem tinha me tocado da data!), éramos um dos poucos espaços dedicados ao atlético na web, além é claro da Furacao.com e de outras poucas tentativas infrutíferas, hoje temos pelo menos uma dezena de bons blogs feitos de atleticanos para atleticanos. O nosso fica aqui, mesmo quando em stand by, como um complemento de tanta informação.

Esta pequena introdução serve apenas para me penitenciar por não ter escrito ainda sobre os acontecimentos deste começo de semana.

Vamos a eles.

Primeiro, a goleada na estreia do Brasileirinho. Melhor que isso, impossível. Mesmo jogando fora de casa, o time mostrou superioridade ante ao Joinville - dando mostras de que pode estar, mesmo com todas as deficiências, num patamar técnico acima da grande maioria dos times segundinos. Mas, mais do que isso, valeu ver o time com "cara" de segundona: aguerrido, com raça, jogando pra ganhar. O campeonato é longo e dificílimo, mas este início nos dá um bom alento.

Depois, veio a bombástica carta de Petraglia sobre a recusa dos coxas em emprestar o Pinga Mijo. Aliás, recusa não. Mais que isso: foi o não cumprimento da palavra empenhada. Coisa feia. Mas cartolas são assim, ainda mais cartolas coxas. Sempre jogaram sujo, há um século. Bem, cartola nenhum é flor que se cheire. Mas entre Petraglia e vilson Paladino da Moralidade, fico com a palavra de Petraglia, que foi extrememante minucioso ao explicar as conversas entre as duas diretorias (vejam a íntegra no post abaixo). Desta história, fica a lição e o recado: 1) Nunca acredite em coxas, muito menos nos que se fazem de cordeirinhos; 2) A coxarada ainda vai precisar do Atlético um dia, e aí...

Quase na mesma hora, ainda na segunda-feira, ficamos sabendo que a CBF atendeu ao apelo da coxarada, lavou as mãos sobre o Caso Tremendão e acabou indicando a Vila Capanema como estádio para o Atlético mandar seus primeiros jogos na Série B. 

Acho bom.

Já estamos jogando lá; que lá continuemos.

Além do mais, o uso do estádio da RFFSA é também uma questão de justiça: sendo aquela uma área federal, pertencente à União, então é uma área qu epertence a todos nós. Ocupemo-na, portanto!

Por fim, mais uma notícia alvissareira: Dalton Trevisan, o Vampiro Atleticano, foi agraciado com o mais importante prêmio de literarura em língua portuguesa em todo o mundo, o Prêmio Camões. (Leia mais sobre Dalton no post Atletiba Literário).

Bem, amigos. Acho que por hoje era isso. Um começo de semana cheio de novidades, e a maioria delas boas para o Atlético. E para os atleticanos - pois, afinal, além de comemorarmos uma vitória, a derrota dos coxas e o prêmio do Dalton, ainda nos livramos de ter que encarar aquele fedor de urina do Pinga Mijo durante todo este ano.

Agora, o negócio é voltar o pensamento à Copa do Brasil. A missão é bastante difícil, mas não tá morto quem peleia. Então... Peleemos, pois!

(PS: 5 anos!  Ainda esta semana soltaremos um post comemorativo.)