quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A última tentação

Meus amigos, o espírito rubro-negro sempre prevalece, como conta abaixo o texto enviado pelo guerrilheiro Pontoni...

Por meses caminhei pelo deserto. Durante o tempo em que vagava no limbo fui constantemente testado pelas bestas-feras de pernas brancas, que me rogavam uma infinidade de pragas, maldições, todo o mal. Fui colocado à prova. Foram dias dentro de um pesadelo que parecia sem fim. Mas continuei em frente, concentrado no que me restava de força, mesmo que a cada dia sofresse uma investida diferente do Cramunhão. A voz soturna, impregnada do cheiro de urina e concreto podre, tentava me convencer de que não adiantava acreditar, que o fim era certeiro. Quanto mais fugia, mais as hienas gritavam pela minha desgraça, mostravam como verdade apenas trevas.

Os dias passavam e procurei uma fuga na abstração. Fiz de conta que não era comigo. Neguei minha pessoa.

E, quando não havia mais forças, veio a luz. A mesma que iluminou aquele senhor calvo que ostentava a 10 rubro-negra. Aquela que no meio de um mar de mediocridade fez emergir a esperança. Com ela, o anjo polaco número 5 sussurrou: “o Atlético não é para os fracos”.

No grito estridente da trilha sonora de Peter Gabriel, revivi toda a minha infância e adolescência passada no Água Verde, ao lado da Baixada, no Beco da Rua Madre Maria dos Anjos.

As idas para os clássicos nas caçambas dos caminhões da Disapel ou mesmo a pé. O Pinheirão. A camisa com cheiro de serigrafia, a caveira e o CAP toscamente cravados em meu peito. As vitórias impostas pelo dito fraco ante o dito forte. A raça sobrepondo a técnica.

Sim, tudo isso foi arrancado das sombras da dúvida e trazido à tona para me lembrar que o Atlético nunca foi fácil. Nunca foi e jamais será para os fracos. É pra quem tem raça, sangue forte e não teme a própria morte.

Quando dei por mim, estava de volta à Baixada, onde a minha alma foi forjada para lutar e nunca se acomodar. E é com este sentimento que digo para todo o torcedor rubro-negro, parafraseando o nosso incansável Guerrilheiro: nestas horas, em que todos estão atirando contra, é que nos mostramos fortes o suficiente para levantarmos e colocarmos o inimigo por terra.

Aos que se acovardam fica o lembrete: sempre foi assim. O Atlético é movido pela nossa paixão e, principalmente, pelo nosso grito na arquibancada. E enquanto houver vida estarei na linha de frente lutando.

10 comentários:

Alan Bike disse...

E agora que o Atlético resolveu ser samaritano... e nós? Iremos sentir o odor fétido de ureia envelhecida gotejando nas testas ou sentiremos o mofo das palafitas de capanema? Haja energia!
Mas,
Que venha 2012, somos fortes, temos raça e sangue Rubro-Negro nas veias para vencer o que vier; não preciso dizer mais!

Henrique disse...

É isso. Bundinhas de veludo, geração que acha que o Atlético sempre foi Arena e pizza ou para os imbecis que dizem que esse é o pior Atlético da história, um recado: vão a merda e fiquem em casa. Vocês são a vergonha de toda uma história de um povo aguerrido!! Sumam e não apareçam nunca mais. Nem na série B (se for o caso) nem na série A. Torçam pra um timinho que sempre se caracterizou em ter torcida bunda mole como o coxa ou então seja mais um otário torcedor de time de fora. Pro Atlético vc não serve. E se não gostou, ótimo. Serviu a carapuça. Atlético até a morte!!

Flávio Jacobsen disse...

Não importa o que vier... prosa poética de primeira. Sempre Furacão. ;)

Marcelo disse...

Pra mim isso tudo não passa de baboseira. Encontrar alguma mistica em bando de pernas de pau ? bem, cada um na sua.

Marcelo disse...

Ao segundo comentario pergunto
Quer dizer que se não seguirmos a linha de pensamento do dono do blog não somos atleticanos de verdade ?
Quem disse ?
Só se for la tua vila rapaz. Você tá precisando de terapia.

Prof@no disse...

A geração atual, da qual 99,99% idolatra o Sr. petrálha, realmente é muito mal acostumada.
Nem sonham o calvário que era antigamente.
Hoje, num jogo em casa, chegam 5 minutos antes da partida já mastigando seu belo lanche.
Logo começam a fazer só o que sabem: vaiar jogadores e reclamar da 'diretoria'.
Na época do pinheirão tinhamos que sair 5 horas antes do jogo, no famigerado inter 2.
O time, mesmo as vezes limitado, jogava com vontade e raça. Superava-se, pois na torcida viam torcedores de verdade, não esses chatos de hoje em dia.

Luiz Andrade disse...

Depois do jornal com meia página de destaque e elogios para Mário Sérgio, confesso que fiquei com um pé atrás em relação a candidatura do Petráglia, em relação a ele não ter mudado seus conceitos quanto a gestão do futebol.

Dito isso meu repúdio total a coluna do Sr Augusto Maisfuzgiu, em que para espezinhar o Petráglia ele tece elogios ao Vilson Ribeiro de Andrade.

Como pode um atleticano criticar um cara que, polêmicas à parte, mudou a história do Atlético e elogiar um coxa que ainda vai ter que comer muito arroz com feijão para ser tudo isso que falam?

O relativo sucesso obtido pelos coxas até agora se deve única e exclusivamente à parceria com a L.A.

A história está aí para quem quiser ver, que no Paraná Clube e no Avaí essa parceria começou com relativo sucesso, mas depois os clubes pagaram o preço.

Vamos dar tempo ao tempo, antes de criticar quem fez por nós e elogiar o rival.

Alan Bike disse...

É aquela velha máxima: Há torcedores e torcedores. Uns torcem pelo time, irrestritamente, porque são pelo espírito da entidade CAP, outros só torcem se for "montado" pelo seu líder humano ou que, pelo menos, não seja do seu desafeto! Há diferença em ser Atleticano e ser Petiano, meus caros! Os primeiros, num exemplo, se todos os Atletas e dirigentes mudarem para Freon, opa, CFC continuam a torcer pelo CAP. Já os outros...

Tiago CAP disse...

Marcelo, a mística é da camisa do CAP. Do clube em sí. E não dos jogadores que a estão vestindo por um período de sua história. Entendeu agora?????

Henrique disse...

Marcelo,

Nunca me envolvi com ninguém daqui pessoalmente em comentários e discussões. Mas já que acha isso, ótimo. Minha linha de pensamento não muda. Aliás, NUNCA disse que temos que seguir alguma linha, apenas CONCORDO com ela. Se você não gosta, problema seu. Você mistura as coisas, não entende bem o que se escreve e do que se fala. Mística é DA CAMISA, não do time. Aliás, acho que além de terapia você está precisando de um professor de português.
SRN