segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O moribundo apanhou do morto

Mesmo moribundo, o Atlético teve sua chance. Mas conseguiu a proeza de apanhar para um morto. E, em vez de deixar a UTI, terá mais uma semana inteira agonizante.
E, apesar disso, o pulso ainda pulsa.
Embora a eutanásia já tenha data marcada.
Não creio mais em milagres.
Não depois de passar sete meses levando porrada.
Não depois de Uberlândia.
Não depois de, às vésperas de um jogo decisivo, chapas eleitorais lançarem campanhas e promoverem carreatas, passeatas e jabás com candidatos e asseclas sorridentes.
O Atlético só não morreu neste campeonato, ainda, de teimoso.
Não creio em milagres.
Mas estarei na Baixada domingo.
Porque, se acontecer um, quero estar lá pra ver.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um apoio para nos manter vivos


Mano Brown no vôo do Furacão, hoje, e em 2009, com a
camisa rubro-negra: o rapper é pé-quente!

O elenco do Furacão recebeu um apoio inusitado durante o vôo para Uberlândia, onde enfrenta o América-MG no domingo. Alguns membros dos Racionais MCs estavam no mesmo avião, e posaram para fotos com os jogadores do Rubro-Negro -- entre eles o vocalista Mano Brown, um conhecido admirador do Atlético. As informações são do jornal Gazeta do Povo.
Um bom presságio, camaradas! Lembrando que em novembro de 2009, quando o Furacão estava penando para se safar da segundona, Mano Brown apareceu em plena Folha de São Paulo vestindo o manto sagrado e deu a maior sorte: vencemos os jogos restantes e nos livramos.
Alguém acredita que esse reencontro é mera coincidência?
Eu não creio.
Afinal, é como dizem os Racionais:
"É isso aí, você não pode parar/
Esperar esperar o tempo ruim vir te abraçar
/
Acreditar que sonhar sempre é preciso /

É o que mantém os irmãos vivos".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ajudinha

Não acredito em conspirações e no Juca Kfouri, mas é bom ficar de olho...

Quem ganha e quem perde no placar real
Juca Kfouri

Como sabem os internautas mais ligados ao futebol, desde junho está no ar um sítio na internet que se chama “Placar Real” e que pretende fazer a classificação do Campeonato Brasileiro sem a influência dos erros de arbitragem.

Os autores, um engenheiro e um publicitário paulistas, se baseiam na opinião dos especialistas sobre lances polêmicos e naquilo que eles mesmos observam.

Neste momento, a duas rodadas do fim do campeonato, pela contagem do “Placar Real”, o líder seria o Vasco, dois pontos adiante do Corinthians que teria 69 pontos, dois a mais do que tem de fato.

O Vasco teria sido garfado em seis pontos.

Já no grupo do rebaixamento, o Cruzeiro é o maior beneficiado.

Na classificação que vale, o time mineiro é o primeiro fora da zona do rebaixamento, com 39 pontos.

No “Placar Real”, está em antepenúltimo lugar com 34 pontos, cinco a menos portanto do que tem fruto de erros do apito, e quatro abaixo do Atlético Paranaense, o primeiro fora da zona.

A teoria da conspiração não tem dúvida em afirmar que a tentativa de salvar o Cruzeiro é fruto das ótimas relações de dois senadores mineiros e cruzeirenses com o presidente da CBF, maldade que carece de comprovação.

O endereço do sítio é http://www.placarreal.com.br/ e é, no mínimo, divertido navegar nesta boa ideia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Atlético fica no empate com o Cruzeiro

Da Furacão.com

O Atlético apenas empatou com o Cruzeiro na tarde deste domingo em Sete Lagoas e manteve-se na zona de rebaixamento com a mesma pontuação do Ceará e um ponto atrás do próprio Cruzeiro. A decisão foi adiada para as rodadas finais. O gol do Furacão foi marcado por Marcinho e o do Cruzeiro foi marcado pelo volante Charles.

Como já era esperado, o primeiro tempo entre Cruzeiro e Atlético foi bastante tenso, no começo da partida os dois times estavam se estudando e aos poucos as chances de gol foram aparecendo.

O Atlético fez o seu gol aos 25 minutos com Marcinho, que pegou de primeira o cruzamento feito por Wendel. Logo em seguida, o Cruzeiro teve chance de empatar com Wellington Paulista, que bateu de fora da área e o “morrinho artilheiro” quase enganou o goleiro Renan Rocha.

Aos 42 minutos, o Atlético tinha uma falta a seu favor. Paulo Baier bateu a falta na barreira e no contra-ataque o volante Charles aproveitou a indecisão de Wendel e do goleiro Rena Rocha e empatou a partida.

Jogo aberto e erro da arbitragem

Cruzeiro e Atlético voltaram para o segundo tempo com a obrigação de vencer o jogo e a segunda etapa foi bastante aberta com chances de gol para os dois times.

O técnico Antônio Lopes mudou o time aos 12 minutos colocando Cleber Santana no lugar de Renan Foguinho, que saiu de campo machucado, trocou Morro Garcia por Branquinho, aos 19 minutos, e Adaílton entrou no lugar de Marcinho aos 32 minutos do segunrdo tempo.

O lance crucial da partida aconteceu aos 38 minutos, quando Branquinho deixou Paulo Baier na cara do goleiro Fábio e o árbitro assistente marcou impedimento. A bola chegou a entrar, mas o árbitro anulou o gol atleticano.

Nos minutos finais, o Rubro-Negro pressionou o Cruzeiro e buscou o gol da vitória. Chegou a ameaçar em chutes de Guerrón e Branquinho, mas Fábio fez boas defesas.

O empate não era o resultado esperado, mas o confronto direto entre Ceará e Cruzeiro na próxima rodada é um fator favorável ao Atlético. O time terá a semana toda para trabalhar para jogar contra o já rebaixado América, também no interior de Minas Gerais - o jogo será em Uberlândia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Missão cumprida



Seguimos vivos. Vivíssimos. Mais vivos do que nunca.

Ou alguém achou que nós iríamos nos entregar?

A rodada era complicadíssima, quem sabe até mais do que a que vem. Pegar os Bambis brigando pela Libertadores, mesmo em casa, e com a obrigação da vitória, era missão das mais difíceis.

Cumprimos com louvor.

Marcelo Oliveira, Guerrón, Nieto e Héracles foram gigantes. Os demais fizeram bem a sua parte.

Agora é partir pra cima do Cruzeiro, que se enroscou com o quase morto Avaí. É preciso coragem e fé. Eles estão tão incomodados com o rebaixamento quanto nós.

Até a próxima batalha...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Só uma chance

Rubro-negros, pintem-se para guerra: agora são quatro batalhas decisivas.
Não há tempo pra nada. Nem pra chorar mais uma derrota. Ou lamentar a má-sorte.
Só há agora uma única chance se o Atlético permanecer na série A: ganhar os jogos que lhe restam.
Começando quarta, contra o São Paulo.
Não há qualquer possibilidade de perder pontos em casa contra os bambis e seguir na luta. Perdeu, acabou.
Agora é guerra.
E depois desta batalha, outras duas subsequentes na Boca do Jacaré, contra dois times que estão em situação semelhante à nossa: América e Cruzeiro.
Guerra total.
Vamos fardados à Baixada, guerrilheiros! Vamos gritar para que não seja nosso último suspiro.
É difícil, mas não impossível. No fundo do poço, mas ainda com o nariz pra fora d'água.
Boto mais fé no Furacão para os próximos jogos do que botava ontem contra o Corinthians.
Ainda dá! Concentração total, meu Furacão!
•••
PS - E digo mais: ainda dá, mas se porventura não der mais, fodam-se todos! Meu atleticanismo será o mesmo, a bandeira rubro-negra estará hasteada na janela e o hino do Furaca vai tocar no último volume até a madrugada.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A última tentação

Meus amigos, o espírito rubro-negro sempre prevalece, como conta abaixo o texto enviado pelo guerrilheiro Pontoni...

Por meses caminhei pelo deserto. Durante o tempo em que vagava no limbo fui constantemente testado pelas bestas-feras de pernas brancas, que me rogavam uma infinidade de pragas, maldições, todo o mal. Fui colocado à prova. Foram dias dentro de um pesadelo que parecia sem fim. Mas continuei em frente, concentrado no que me restava de força, mesmo que a cada dia sofresse uma investida diferente do Cramunhão. A voz soturna, impregnada do cheiro de urina e concreto podre, tentava me convencer de que não adiantava acreditar, que o fim era certeiro. Quanto mais fugia, mais as hienas gritavam pela minha desgraça, mostravam como verdade apenas trevas.

Os dias passavam e procurei uma fuga na abstração. Fiz de conta que não era comigo. Neguei minha pessoa.

E, quando não havia mais forças, veio a luz. A mesma que iluminou aquele senhor calvo que ostentava a 10 rubro-negra. Aquela que no meio de um mar de mediocridade fez emergir a esperança. Com ela, o anjo polaco número 5 sussurrou: “o Atlético não é para os fracos”.

No grito estridente da trilha sonora de Peter Gabriel, revivi toda a minha infância e adolescência passada no Água Verde, ao lado da Baixada, no Beco da Rua Madre Maria dos Anjos.

As idas para os clássicos nas caçambas dos caminhões da Disapel ou mesmo a pé. O Pinheirão. A camisa com cheiro de serigrafia, a caveira e o CAP toscamente cravados em meu peito. As vitórias impostas pelo dito fraco ante o dito forte. A raça sobrepondo a técnica.

Sim, tudo isso foi arrancado das sombras da dúvida e trazido à tona para me lembrar que o Atlético nunca foi fácil. Nunca foi e jamais será para os fracos. É pra quem tem raça, sangue forte e não teme a própria morte.

Quando dei por mim, estava de volta à Baixada, onde a minha alma foi forjada para lutar e nunca se acomodar. E é com este sentimento que digo para todo o torcedor rubro-negro, parafraseando o nosso incansável Guerrilheiro: nestas horas, em que todos estão atirando contra, é que nos mostramos fortes o suficiente para levantarmos e colocarmos o inimigo por terra.

Aos que se acovardam fica o lembrete: sempre foi assim. O Atlético é movido pela nossa paixão e, principalmente, pelo nosso grito na arquibancada. E enquanto houver vida estarei na linha de frente lutando.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vergonha eterna

Nem tudo no futebol é "dinâmico", como gostam de repetir algumas bestas da crônica esportiva. Certas coisas são eternas, como a vergonha de ser o PIOR CAMPEÃO DA HISTÓRIA.

A principal façanha do clube do alto de tantas glórias é, mais uma vez, destaque na revista Placar, desta feita na edição deste mês, com o Felipão na capa.

Isso sim é marca pra meter num outdoor! Parabéns, coxarada!



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pressa de morrer

Imagine a seguinte situação...

Você tem um ente muito querido hospitalizado. Ele está lá, acometido de gravíssima doença, entre a vida e a morte. Mas tem chances de sobreviver. Reduzidíssimas -- 10%, quem sabe. Mas, repito, há a possibilidade de escapar.

O que você faria?

Muito atleticano, diante do quadro exposto acima, se portaria da seguinte maneira... "Bem, como eu acho que ele já está morto, então pode enterrar".

Aí eu pergunto... não é mais prudente morrer quando já estiver morto? Ou matar depois de ter morrido?

Por que a pressa?

Essa turma aí, que está ansiosa pra acabar com o Furacão, teria "dado baixa" no Bolinha, por exemplo. Se dependesse dos que pulam e sobem no barco semana sim, semana não, nosso querido Cavanha de 2 Toneladas teria recebido visitas no último dia 2.

Como diria o mestre Jorge Ben... "você não sabe quanto vale cinco minutos na vida".

Felizmente, a maioria não pensa assim. E, mesmo com dificuldade extrema, nós seguimos, agora recorrendo aos Racionais, VIVÃO E VIVENDO, até a batalha final.

domingo, 6 de novembro de 2011

Lutando

Ivonaldo Alexandre: Gazeta do Povo

O Atlético, definitivamente, NÃO É PARA OS FRACOS. Nieto que o diga.

É muito difícil escapar? Sim. Mas vamos em frente.

Eu estou muito enganado ou é o nosso hino que diz "rubro-negro é quem tem raça/ E não teme a própria morte"?

E, para todos os torcedores que já pularam do barco, um conselho: fiquem em casa, é o melhor que vocês fazem pelo Furacão.
Hoje ele vai meter um da entrada da área. Podem escrever. É hoje.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Gustavão na área

O Furacao.com entrevistou o Gustavão, zagueiro campeoníssimo com o Trétis. Ótima pedida de leitura, e que sirva de inspiração para a nossa equipe no jogo de domingo, diante do xará goiano.

Abaixo, um trecho da conversa com a Monique Silva:

"No retorno que eu vi o quanto era querido, fiquei impressionado. Fizeram uma sessão de autógrafos na Arena Store e não parava de chegar gente. O que apareceu de pais acompanhados por filhos chamados Gustavo por minha causa não foi brincadeira! Foi algo muito gratificante, imagina, um cara colocar nome no filho por sua causa? Ali eu vi que fui importante, que fiz por merecer. O assessor de imprensa do clube até interrompeu a fila porque o jogo do Atlético já tinha começado e a fila continuava enorme. Ele disse jogadores como Alex Mineiro e Washington tinham ido lá e aquilo nunca tinha acontecido. Aí que tive a noção mesmo".

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paulo na torcida

Deixo a minha homenagem ao Paulo, grande rubro-negro, presidente do fã-clube do Charrão, aquele que não viu o terceiro gol contra o Flamengo, em 1989, pois estava atrás de uma placa de publicidade, se protegendo da tempestade no Pinheirão.

Pauleta, como também era chamado, tinha uma camisa do Furacão, do tempo em que as listras ainda eram horizontais, mantida com muito carinho. Jogava muita bola, com um excelente pé esquerdo, titularíssimo do Independente FC, rival do "time dos padres" da Igreja Coração de Maria, no Rebouças.

No Independente jogavam também Nery (goleiro), Casinha (depois atuou no Atlético), Parrulha, Spencer, Tadeu (Ferroviário, Grêmio Oeste de Guarapuava), Ademir, Clóvis, Sabuga e o craque Billy Zanon (Água Verde). Nos "padres", Joel, Paulinho Bley, Cao, Mazalli, os irmãos Mauro e Mário (da sorveteria da esquina da Alferes Poli com a Engenheiro Rebouças) e outros amigos.

No apito, muitas vezes, o esquelético Vitamina (que só chutava de bico e descalço). Época dos padres Rici, Bonella e Caun. Bons tempos em que o campo da igreja ficava cheio nos domingos de manhã (depois da missa), para assistir um futebol, que revelou muita gente.

Saudades.

Onde quer que o Paulo esteja, está na torcida pelo Trétis.