sábado, 29 de outubro de 2011

Não deu

Não deu contra o Santos. Por sorte, Cruzeiro e Ceará também perderam. O jeito é secar os demais concorrentes amanhã para, no próximo domingo, vencer o Atlético-GO e voltar a mexer na calculadora. Ainda há chance e esperança de escapar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Nowak, olhai por nós!

Preste atenção na imagem de Paulo Baier preparando-se para mandar o caroço na forquilha do marrento goleiro do Ceará, no último domingo. O amigo rubro-negro -- que não é nenhum ingênuo -- deve ter percebido, como eu notei, a manifestação do sobrenatural.

Naquele quente aperto da tarde. Intermediária ofensiva. Na diabólica "Baixada do Água Verde". Dos olhos do velho maestro... vazava luz! Assim como, em certas horas do dia, a luz escorre pelos olhos dos santos dos vitrais de igreja. E, no exato segundo em que a bola triscou a trave para repousar no barbante, um calafriou percorreu-me a espinha: "Eu já vi isso".

Aconteceu em 1996, o ano da redenção, os 365 dias em que o atleticanismo foi professado como jamais havia sido e como nunca será outra vez. Uma quarta-feira à noite, dia 3 de outubro, no Joaquim Américo de José Carlos Farinhaque.

Eu vi, foi na mesma meta, a da Rua Buenos Aires, 1.260, naquela região onde Ziquita bailou ao som de "Simpathy for the Devil" em 1978.

O nosso escrete era lindo. Pra começar, Evaristo de Macedo, aquele adorado por madridistas e barcelonistas, entregava os coletes. Só isso. O atleticano Ricardo Pinto era o camisa 1 -- mais tarde, ele ficaria conhecido por "crânio de aço". Reginaldo Big Dog. Alex "The Mullet Warrior" Lopes. Alberto GPS. Luis Carlos, o melhor jogador coadjuvante da temporada. Oséas da Bahia e Paulo Rink, a dupla mais pop depois de O Gordo e o Magro. E dois rapazes vindos da Polônia, que serão citados oportunamente.

Exceto por Rink, todos os mencionados estavam em campo, ante o Botafogo, pelo certame nacional. O Alvinegro carioca detinha o título máximo do futebol canarinho e contava com o goleador e comediante Túlio. Era a época dos playoffs, e uma vitória valeria um ingresso entre os oito classificados.

No entanto, 30 minutos da etapa derradeira e estava tudo por fazer...

Até que, decorridos 34, Piekarski, o polaco de alma brasileira, recebe charge de Wilson Gotardo e deita. Trilado o apito, falta nossa, entrada da área, região central. Próximo do ponto onde o interminável Baier guardou no domingo passado. Naquele time, cascudez e bola cobrança de fouls eram responsa de Jorge Luiz, último de uma linhagem de quartos-zagueiros de bigode que tivemos.

Luiz Augusto Xavier percebeu a série de eventos do além que se desenrolou e escreveu, para a Tribuna e O Estado do Paraná, uma coluna da qual reproduzo o trecho abaixo:

A partir desta intervenção, Nowak entregou-se à vocação de santo. No ano seguinte, o branquelo agiu novamente com as forças ocultas, desta feita no Pinheirão. Foi fundamental na saga dos 5 a 2 de virada sobre os Coxas. Primeiro, serviu Jorginho Pé-Murcho no gol de empate. Depois, igualou o marcador com um tirambaço de cabeça que dormiu no ângulo.

O Polaco fã de Romário, do perfume Kenzo e que se não fosse jogador de futebol seria jogador de futebol nos deixou, mais tarde, para jogar na Alemanha, sem uma revés sequer em Atletiba.

E, já há tempos longe do Bosque do Papa, acabou acometido por uma doença gravíssima, que o levou aos 29 anos. Justamente no dia em que o Furacão suplantou o Cerro Porteño, nos pênaltis, no Paraguai -- passo inicial da caminhada épica na Libertadores 2005.


Hoje ele está lá, no céu, para onde vão os volantes de contenção...

E porque esta lembrança agora, quanto estamos quase sem munição, e todos atirando em nós?

Explico.

Sábado passado, eu, Peçanha e mais alguns celerados -- bebuns, heréticos e outros apaixonados pelo Trétis -- tivemos uma ideia, quase simultaneamente. Daquelas "estrambonáticas", como diria Nélson Sargento.

Fomos parar no Bar da Tia Lili, ali na Manoel Ribas, próximo do prédio da Telepar. E lá, num lance de grande beleza plástica, decidimos içar para o alto da parede principal uma camisa do Atlético. Está lá, por sobre os canecos de bailes do chope imemoriais.

Mas não qualquer uma. A camisa. A joia da coroa do inesgotável baú do Aderbal. Umbro, 1997. No branco do número 5, em polonês castiço, salta a dedicatória de Nowak.

Um legítimo MANTO SAGRADO.

De polaco para polaco. Notem que o bravo defensor eslavo terminou traído pela sonoridade tupi do nome do incrível Aderba. Algo que interessa menos para o momento. De alguma forma, todos os cavalheiros presentes concordaram que a veste abençoada dali não deveria sair. Seja lá o que rolar nos compromissos que nos restam, a começar pelo embate com o Peixe, amanhã.

E mais...

Sob a liderançe e influência da Dona Lili, nasceu o plano de que fizéssemos uma espécie de novena pagã -- bem diferente daquela que se faz no Alto da Glória. Distinta porque nós, atleticanos, forjados no Caldeirão, sabemos que o Capiroto apita, senão mais, tanto quanto Deus em nosso destino.

E ali, no domingo, no excelso do espaço da taberna, diante de todos aquelas pecadores, o manto já mostrou seu poder, despertando Nowak para beijar a cabeça calva do Maestro no encontro com o Ceará. E de seu olho vazava luz.

Só sei que de minha parte, na véspera de cada partida, daqui para sempre, levarei a minha fé de romeiro, fanático, para debaixo da armadura vermelha-e-preta na Tia Lili. Faça o mesmo. E que do céu, Krzysztof Nowak continue olhando por nós!

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O blog entra em ritmo de concentração. Um post por semana, horas após os jogos até o esperado dia do Eclipse. Rubro-Negro é quem tem raça e não teme a própria morte.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Matusa, um grande atleticano

domingo, 23 de outubro de 2011

Vivos


Stay alive, Furacão!

Da Furacao.com:
Jogo de vida ou morte. Com este cenário o Furacão recebeu o Ceará na Arena da Baixada, na tarde deste domingo e venceu pelo placar de 1 a 0.

Como apenas os três pontos interessavam, o Atlético começou o jogo pressionando a equipe do Nordeste, principalmente pelas laterais do campo. Os três primeiros lances de perigo aconteceram antes dos 10 minutos de partida. Aos três minutos, Guerrón girou sobre a defesa e mandou uma pancada de esquerda, obrigando o goleiro Fernando Henrique a se esticar todo para jogar a bola para escanteio. Aos cinco minutos Nieto chegou a marcar, mas o árbitro Sálvio Espínola marcou falta do centroavante sobre Daniel Marques. O atacante argentino apareceu novamente, desta vez aos sete minutos, cabeceando para fora.

O Ceará chegou com perigo pela primeira vez aos 13 minutos. Após falha do zagueiro Gustavo, Washington aproveitou a sobra e chutou forte, rente a trave direita de Renan Rocha. O lance animou os cearenses, que equilibraram as ações e aos 21 minutos voltaram a assustar, novamente com Washington, que cabeceou para boa defesa do arqueiro atleticano.

Passado o susto, o Atlético voltou a carga de ataque e aos 23,minutos Guerrón saiu na cara de Fernando Henrique, mas o equatoriano tocou fraco e permitiu que o zagueiro chegasse a tempo para evitar o gol.

De tanto martelar, o Furacão abriu o placar aos 32 da primeira etapa. Paulo Baier cobrou falta com a habitual categoria – que parecia adormecida nas últimas partidas – e deixou Fernando Henrique estático no centro do gol, como um típico espectador, apenas olhando o belíssimo gol do camisa 10 atleticano. Até o final do primeiro tempo o Furacão dominou a partida e tentou mais algumas investidas, porém sem sucesso.

Segundo tempo

O Ceará voltou para o segundo tempo com Rudnei no lugar de Careca e o Rubro-Negro sem alterações. Com a desvantagem no placar, os visitantes voltaram pressionando o Atlético, que não voltou bem.

Nos primeiros minutos, Marcelo Oliveira falhou duas vezes e o Vozão chegou com perigo. Primeiro com Washington e depois com Vicente, em chute que tirou tinta da trave de Renan Rocha. Finalmente, aos sete minutos, o Furacão teve seu primeiro lampejo na segunda etapa. Cleber Santana foi até a linha de fundo e cruzou para Paulo Baier, que errou a cabeçada e mandou por cima do gol.

O técnico Antônio Lopes demonstrou que estava assistindo o mesmo jogo que os torcedores e percebendo que pouco a pouco o Ceará dominava a partida, aos 13 minutos sacou Marcelo Oliveira, que mais uma vez foi muito mal, promovendo a entrada do meia Marcinho.

Com a alteração, o Atlético voltou a equilibrar o jogo e, aos 24 minutos, Guerrón quase marcou o segundo gol para o Rubro-Negro, após chute forte que o goleiro espalmou para escanteio. Boa partida do equatoriano.

No Atlético ainda entraram Edilson e Wendel, para as saídas de Wagner Diniz e Nieto, mas o Furacão não conseguiu se acertar em campo e seguiu errando muito, principalmente o “último” passe. A equipe cearense também esbarrou muito na falta de criatividade do seu meio de campo e os únicos lances de perigo foram em cobranças de escanteio.

Mesmo jogando muito mal no segundo tempo inteiro, o Furacão conseguiu segurar o resultado e conquistou importantíssimos três que dão sobrevida ao Rubro-Negro na reta final do Brasileirão.
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Faltam só sete partidas, galera! União total! Concentração total! Vamos, Furacão!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Duodecacampeão

Se vai mal no campo, o Furacão segue em vantagem folgada na lebrança dos paranaenses. O Atlético acaba de conquistar pelo 12º ano consecutivo o prêmio Top of Mind, que registra as marcas mais lembradas do estado. Nem mesmo a boa fasse dos rivais e a péssima fase do Rubro-Negro é capaz de mudar o óbvio: o Atlético é o time mais querido e mais lembrado em todo o Paraná.
Em 2011, mais uma vez o time da baixada chega ao topo com um percentual de 35,3% das citações. A distância sobre os coxas diminiu um pouco, mas ainda é enorme - 13 pontos percentuais. Os verdes conquistaram um índice de 22,3% e o terceiro colocado, o Paraná Crub, foi citado por 7,7% dos entrevistados.
Metodologia – As marcas líderes do Top of Mind Paraná são apuradas a partir de entrevistas com questões abertas, diante das quais as pessoas apontam a primeira marca que lembram em cada uma das categorias apresentadas. O Instituto Bonilha, parceiro de AMANHÃ, realiza mil entrevistas nas dez mesorregiões do Paraná, seguindo a delimitação clássica do IBGE. O universo da pesquisa inclui pessoas de ambos os sexos, com idades a partir dos 18 anos, de todas as classes sociais. A pesquisa foi realizada nos meses de julho e agosto. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, em cada categoria.
Sobre a revista: publicação mensal dirigida principalmente a empresários e executivos, AMANHÃ é focada em gestão, economia e negócios. Além da Região Sul do Brasil, onde foi fundada há 25 anos, está disponível nas principais bancas das mais importantes capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. É responsável pelas pesquisas Top of Mind Rio Grande do Sul e Paraná e o tradicional ranking Grandes&Líderes com as 500 maiores empresas do Sul, as 300 companhias emergentes da Região e as 100 maiores de cada um dos três Estados - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tudo ou nada

A reviravolta começa domingo, contra o Ceará.
Anotem!

O calvário continua (II)

Da Furacao.com:
Mais uma derrota e mais uma vez com falhas individuais. Neste domingo o Atlético foi ao Engenhão encarar o Botafogo e sabia que seria uma tarefa difícil, já que a equipe carioca briga pelo título deste Campeonato Brasileiro. Porém, apresentando um futebol fraco, a equipe sofreu o primeiro gol logo no início da partida e, no segundo tempo, após pênalti de Manoel, Loco Abreu fechou o placar em 2 a 0.

Com a derrota para o Botafogo, pelo placar de 2 a 0, o Atlético conheceu sua terceira derrota consecutiva fora de casa. E para piorar a situação, o time rubro-negro não marcou um gol sequer nesta sequência de tropeços longe da Arena da Baixada, o que piora a situação na luta contra o rebaixamento.

A última vez que o time marcou longe de seus domínios, foi na vitória diante o Flamengo, em Macaé. Os comandados de Antônio Lopes venceram por 2 a 1, gols de Héracles e Guerrón.

Além da derrota de hoje, o time havia perdido para Bahia (1 a 0) e Avaí (3 a 0), equipes que lutam juntamente com o Furacão para escapar do rebaixamento para Série B.
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O calvário continua.
A próxima parada é domingo, na Baixada, em jogo de vida ou morte contra o Ceará.

domingo, 16 de outubro de 2011

O calvário continua

Nem comentei o empate de quinta contra o Vasco, tamanha a decepção, e hoje já é dia de outro embate - desta vez no Rio, contra o Botafogo.
Confesso, sem muitas expectativas.
Mas, sim, com alguma esperança.
O calvário continua, amigos...
Oremos!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Para continuar respirando

Bora pra Baixada, negada!
Vamos à luta.
O Furaca tá na UTI, mas pode continuar respirando. Pra isso acontecer, só há um remédio: vitória!
Se vencer o Vasco logo mais, o Atlético ainda assim não sai da zona, mas fica a apenas um pontinho do Cruzeiro e a dois do Ceará - contra quem ainda jogaremos em casa.
Seria melhor ainda se o Atlético-MG não vencer o Santos em casa.
Mas, independente dos demais resultados, a hora de coneçar a vencer é agora!
Vamos lá, rubro-negros! Corrente prá frente! Daqui a pouco, todos à Baixada incentivar o Furacão! Fé no taco e vamos pra cima do portuga carioca!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Para baixo e avante

Resignado, nem pensei em publicar algo ontem sobre a derrota vexatória para o Avaí.
O fato é que, a cada rodada, a luz do fim do túnel vai ficando mais opaca.
Hoje, leio na Furacao.com que Madson não é mais jogador do clube. E que Kleberson também não joga mais este ano.
Enquanto isso, Renan Foguinho segue como titular.
Pois é...
Nossa visão, caros atleticanos, está cada vez mais nebulosa.
No mais, é como postei no Facebook:
"Vou estar lá com o Furaca até o fim, e depois junto pra sair do fundo do poço - que nem é assim tão fundo. E, se o pior acontecer mesmo, não vou quebrar a Baixada, nem bater em guarda, nem atirar pedras. Se o pior acontecer, vou tomar uma cachacinha ali na Tia Lili, encostado no balcão, revendo as relíquias rubro-negras espalhadas pelo bar, relembrando os tempos de pobreza e também de felicidade suprema e pensando em COMO É BOM SER ATLETICANO, PORRA!"

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Marcinho banca busão pra galera ir a Floripa

Da Furacao.com:
A mobilização da torcida atleticana para acompanhar o Atlético contra o Avaí, em Florianópolis, contagiou até mesmo o meia Marcinho. Na tarde de ontem, enquanto concedia coletiva à imprensa que acompanhou aos treinamentos no CT do Caju, o jogador disse que até bancaria um ônibus para que os torcedores do Atlético pudessem viajar e apoiar a equipe no domingo, contra a equipe catarinense.

"Eu dou um ônibus. Se precisar, pode botar na minha conta que eu pago", disse o jogador.

Dito e feito. Na manhã desta quinta-feira, o jogador foi pessoalmente à sede da torcida Os Fanáticos para cumprir o combinado e fretou um ônibus da organizada, cuja capacidade já foi lotada. Um pouco antes, Marcinho deixou uma mensagem em seu site. "Galera, como eu tinha prometido, estou doando o ônibus para que vocês possam ir acompanhar o nosso próximo jogo: domingo, dia 09/10, às 18h, na Ressacada".

Até o momento, a presença de 10 ônibus da organizada em Florianópolis está garantida, mas os responsáveis adiantaram que estão tentando agilizar a ida de mais torcedores para a partida. Além dos Fanáticos, vans e carros particulares também estão se organizando a todo vapor para apoiar a equipe rubro-negra em Santa Catarina.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Obra para conclusão da Arena tem lançamento oficial

Petraglia, o prefeito e o governador lançaram as obras na Baixada.
Da Furacao.com:
Em cerimônia ocorrida hoje, às 10h, na Arena da Baixada, foi dado início às obras de conclusão do estádio, visando a Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014. Diversas autoridades estiveram presentes no evento, dentre elas o Governador do Estado do Paraná, bem como o Prefeito Municipal de Curitiba. O líder da Comissão, Mário Celso Petraglia, e o Presidente Deliberativo do clube, Gláucio Geara, também compareceram à solenidade. Tanto Beto Richa como Luciano Ducci posaram para fotos, consolidando o sonho rubro-negro.

O ponto auge do reinício das obras foi o momento em que o governador Beto Richa subiu em uma retroescavadeira e tirou a primeira parte de terra do terreno ao lado da Arena. Após a cerimônia, ele concedeu entrevista aos veículos de imprensa e afirmou que se antes o estádio era considerado o mais atrasado, a partir de hoje era o mais adiantado. "Sessenta por cento do estádio já está pronto. E será a obra com menor custo entre os estádios da Copa do Mundo de 2014”, lembrou o governador.
O prefeito Luciano Ducci falou sobre as desapropriações das casas localizadas na Rua Bueno Aires, cujo processo está em andamento, e sobre as obras na cidade. “As obras do PAC da Copa já estão em andamento em Curitiba. A cidade vai mudar de patamar”, disse.

Último a falar, Petraglia respondeu sobre orçamentos, prazos e disse que o Atlético hoje tem credibilidade para tocar as obras sem adiantar recursos para as empresas de engenharia. "Não endividaremos o clube. É uma catedral. Isso aqui é um evento público. Não se ganha, não se cobra. É para o bem da população, para o bem da comunidade. Isso aqui não tem dono. Todo mundo quer ajudar, todo mundo quer colaborar. É uma catedral", disse o gestor da Copa.

Até o final do ano, o Furacão disputará seus jogos no Joaquim Américo, sendo que a interdição do estádio deve ocorrer somente em 2012, período em que os jogos devem ser disputados no Couto Pereira. A previsão de entrega da obra é em março de 2013, no aniversário do Atlético.

A obra de conclusão da reforma e ampliação será composta das seguintes intervenções:

- Conclusão da arquibancada do setor Madre Maria dos Anjos (paralela à Brasílio Itiberê), área da logística principal das exigências FIFA com setores vip, tribuna de honra, hospitalidade, imprensa, jogadores, juízes e delegados FIFA;

- Reforma e ampliação dos setores Buenos Aires, Getúlio Vargas e Coronel Dulcídio para adequá-los aos serviços e circulações exigidos pela FIFA, ampliando a sua capacidade atual e para atender as exigências FIFA no que diz respeito à segurança, conforto e funcionalidade;

- Reforma de toda a frente do novo estádio com o objetivo de integração urbana total com a Praça Afonso Botelho proporcionando o nível de acessibilidade exigido pela FIFA em termos de fluxo de multidões;

- Entre as ruas Brasílio Itiberê e Madre Maria dos Anjos, será construído um edifício de dois pavimentos destinado ao estacionamento com 690 vagas e um edifício de três pavimentos destinado ao centro de imprensa;

- Será criada uma nova cobertura metálica que será apoiada nas quatro torres (duas paralelas à Rua Buenos Aires e duas paralelas à Rua Coronel Dulcídio).

domingo, 2 de outubro de 2011

A bronca do Lopes



Voltamos a vencer, depois de longo inverno. Tomamos fôlego na luta contra o rebaixamento. E ainda achamos um 9 que, se é perna-de-pau, tem um cucuruto de ouro! Apesar disso tudo, peço licença aos amigos para insistir num assunto chato: a falta de apoio de muitos "atleticanos".

Faço isso apoiado pela coletiva do Lopes após a vitória sobre o Internacional, por 2 a 0, ontem. Em dado momento, o Pato Velho chamou na responsabilidade os tais "atleticanos". E, antes de reproduzir a fala do nosso treinador, fico pensando...

Peraí... quer dizer então que tem gente que ainda não se ligou da gravidade da situação? Que não há mais chance de contratar, que os jogadores são esses, que o comando está com o Delegado, que o time é limitadíssimo e todos os jogos serão terríveis?

Sabe, mesmo diante de quadro tão lamentável, consigo ver um lado positivo no martírio que estamos passando. Está dando pra ver, claramente, quem é atleticano, de quem é "atleticano".

Dos primeiros, estou vendo o apoio incondicional. Do segundo, comprovo uma tese que ouvi por aí. Há quem diga que o torcedor brasileiro, diferentemente do argentino, não ama o seu clube. Ele gosta mesmo é de vencer. Assim, quando a fase é braba, o dito "apaixonado" divorcia-se completamente da sua "paixão".

O que eu já vi de torcedor "jogando a toalha", pegando de novo, jogando mais uma vez, e pegando uma outra... chega a ser patético. Pela lógica, a turma que já largou e pegou os béts inúmeras vezes não vai acompanhar o Atlético em caso de queda para a Segundona, certo? Sim, pois se está ruim na Primeira...

E o que falar dos tais cornetas?

Enfim, me desculpem o desabafo. Fiquem com toda a cascudez do velho e bom Lopes...

"Um pessoal que fica atrás do banco, os caras ao invés de apoiar, ficam reclamando do Nieto, 'você é muito burro, vai botar o Nieto pra jogar, vai botar o Edílson, ele não joga nada, vai botar o Paulinho'. Pra torcida vai acabar não havendo jogador pra pôr em campo. No momento que estamos vivendo a torcida tem que ajudar. Agindo dessa forma, vai causar um abatimento nos jogadores. Não pode acontecer isso, nós precisamos da torcida, tem que ver isso, encher mais a Arena, os garotos estão correndo, lutando, treinando, se fosse um grupo fraquejando, entregue, não, eles acreditam. Me deu vontade depois do Nieto fazer os dois gols de virar 'tá vendo, ele ganhou o jogo para a gente'. A torcida que fez com o que o Fluminense ficasse na Série A, naquele ano. Vamos lutar até o final. Nossa torcida é maravilhosa, em todas as estadas que estive aqui ela ajudou muito, e agora nós precisamos ainda mais".