terça-feira, 30 de agosto de 2011

Turno novo, vida nova

Amanhã largamos no segundo turno do Brasileiro, diante do Galo, na Baixada. Turno novo, vida nova. Mais 19 partidas para decidirmos, definitivamente, a nossa sorte. Atropelando o xará mineiro, já deixamos a zona de rebaixamento e passamos a respirar ar bem mais saudável.

De quebra, jogamos eles ainda mais para baixo e vingamos novamente as eliminações do Brasileiro (1996) e da Libertadores (2000). Digo "novamente" pois não há como esquecer os 5 a 0 de 2004, humilhação suprema na Baixada.

E aí, na arquibancada tem que ser daquele jeito. Não se trata de fechar os olhos para os problemas, defender este ou aquele. Para o bem do time, do clube e, principalmente, o nosso, é tempo de deixar as críticas de lado e apoiar incondicionalmente.

Mais tarde, lá no fim do ano -- com o Furacão livre de qualquer ameaça, espero -- teremos as eleições, oportunidade ideal para qualquer tipo de crítica ou análise.

Assim sendo, é o Paulinho o nosso lateral-esquerdo? Então, ele é o cara! Guerrão? Vâmo de equatoriano. Fransérgio de atacante? Que assim seja. Nada de vaias -- ou, se necessárias (e não serão), só no final.

Aliás, vale um parêntese rápido. Sou do tempo que simplesmente não se vaiava o Atlético. Sim, é isso é mesmo. Por pior que fosse o jogador, lá pelos idos de 80 e 90 (períodos em que eu dou fé), nunca constatei perseguição com a bola rolando. Acontecia, no máximo, aquele apupo no final.

E pensar que já inventaram até corinho mal-criado para o Kléber Incendiário, maior artilheiro da Arena e um dos maiores de todos os tempos do Trétis. Que tempo, hein?

Bom, voltando, amanhã é compromisso, certo? E assim será até todo o mal passar. Não sei o motivo, mas estou achando que lá na última rodada, um Atletiba, ouvirei 20 mil atleticanos mandando: "Renaaato Gaúúúcho".

domingo, 28 de agosto de 2011

Morno

Torcida atleticana compareceu em bom número ao Pinga-Mijo.
Muita expectativa pra pouco futebol.
O Atletiba foi pegado, mascado, truncado, como é todo clássico.
Mas faltou emoção.
Poucas chances de gol de ambos os lados, e o empate em 1 a 1 foi sacramentado em duas bolas paradas - e em duas falhas das defesas. Um jogo morno.
Os coxas ainda tiveram uma ou duas oportunidades a mais, mas pararam na boa presença do goleiro Renan Rocha.
Apesar de ter jogado fora de casa e mantido uma invencibilidade de 7 partidas, o resultado acabou sendo pior para o Furacão, que encerrou o primeiro turno na zona de rebaizamento. Isso graças ao péssimo começo de campeonato, frise-se.
Há de se ressaltar também que Héber Roberto Lopes, o Cônico & Cômico, teve mais uma vez participação lamentável. Não influenciou diretamente no resultado, mas expulsou o técnico Renato Gaúcho por uma reclamação nada cintosa e ignorou a cusparada do porco Bill no rostodo zagueiro Fabrício - atitude medonha, que segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva pode render suspensão de seis a doze partidas ao atleta-porco.
O melhor do clássico acabou sendo a manifestação de apoio do time ao massagista Bolinha, internado desde terça-feira. Os jogadores entraram em campo segurando uma faixa com a mensagem “Força, Bolinha”, a qual estava estampada também nas camisas dos atlletas rubro-negros.

Mensagem de apoio a Bolinha esteve gravada também nas camisas dos atletas.
Agora é começar vida nova no returno.
Começando pela partida contra o Atlético Mineiro, quarta-feira, na Baixada.
O Brasileirão começa agora para nós!
• • •
ENTREGANDO O BILL: O jogador que representou toda a porquice coxa no clássico precisa ser denunciado ao STJD. Mesmo sem o árbitro ter citado na súmula a cusparada, a procuradoria do Tribunal pode denunciá-lo se ficar sabendo do fato antidesportivo. Pois bem, rastreando a rede os únicos e-mails disponíveis que encontrei do procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, são esses: juridico@pres.pr.gov.br e paulo@zenite.com.br. Mande seu e-mail e sugira que ele solicite a imagem às TVs e denuncie o pork aos tribunais.

sábado, 27 de agosto de 2011

Recomendações (utilidade pública)

O Blog da Baixada informa: as condições climáticas não são as mais favoráveis, e há a possibilidade de chuvas. O que, se ocorrer, piora ainda mais a situação no estádio Erasmo Carlos, o Tremendão - mais popularmente conhecido como "Monumental Pinga-Mijo".
Portanto, se você vai ao Atletiba, prepare-se.
A vigilância sanitária recomenda o uso de galochas e máscaras, para evitar contaminação.
Recomenda-se também esvaziar a bexiga antes de adentrar à pocilga. Porque, se precisar ir ao banheiro de lá, é melhor levar um escafandro na mochila.
Relembre alguns flagrantes feitos nos últimos Atletibas lá no Pinga-Mijo:
Em dia de chuva é possível admirar as fantásticas "Cataratas do Mijaçu".
Cuidado com onde se encosta: um simples empurrão pode derrubar uma coluna!

No Parque Aquático Esgoto Pereira, nada de tênis novo: o idal é mesmo ir de galocha.

Dia de chutar uruca

Frio na barriga, coração saindo pela boca, excitação extrema, perda de apetite.
É dia do Atletiba no Pinga Mijo, pelo Brasileirão.
Dia de aflorarem sensações. Dia em que Curitiba fica diferente. Colorida. Dividida. Empolgada. Agitada.
Mais que isso, hoje é dia de chutar a uruca.
Porque essa história de ficar tanto tempo sem ganhar dos coxas já fixcou sem graça - pelo menos do ponto de vista da maior, mais bonita e mais feliz torcida da cidade.
E, como é clássico é clássico e vice-versa, acreditemos na vitória.
Até porque em Atletiba é assim: tudo pode acontecer.
Renato Gaúcho só divulgará o time pouco antes do jogo.
E, seja quem for o centro-avante, e o restante do time, só pedimos uma coisa: busquem o gol, incessantemente!
Pra cima Furacão!
E, como esquenta, dois vídeos de dois grandes Atletibas. Que o Furacão se inspire neles e traga a vitória!

Seletiva da Libertadores, em 1999: uma surra dos porks. Detalhe: o último gol é
do Xaropinho, que sempre teve sorte contra a coxarada e estará em campo hoje.


Em 1999, a coxarada não tinha time - tinha uma máquina. E daí? Furacão foi
lá e não tomou conhecimento da porcarada. Atletiba também se ganha na raça!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conselho aprova a Comissão da Copa

Da Gazeta do Povo:
A reunião entre conselheiros do Atlético realizada na noite de ontem, na Arena da Baixada, definu o início dos trabalhos da comissão da Copa do Mundo. O grupo do ex-presidente Mario Celso Petraglia conseguiu ter seus nomes aprovados pela maioria dos cerca de 100 presentes e poderá começar a trabalhar efetivamente na engenharia financeira para as obras no estádio para o Mun­­dial de 2014.

A comissão, capitaneada pelo ex-presidente e candidato declarado à sucessão do clube, tem também os conselheiros Lauri Antonio Pick, Aguinaldo Coelho de Farias, José Cid Campêlo Filho, Antonio Augusto Biazetto, Marcio Lara, Nelson Fanaya Filho, Antonio Carlos Bettega e Briuno Miraglia. Todos foram indicados por Petraglia. O colegiado, porém, fica submisso ao Deliberativo do Furacão.

“É um assunto extremamente polêmico, que envolve grandes valores, por isso reuniões quase intermináveis. Mas, no final, deu tudo certo”, disse Petraglia. “Agora temos autonomia e autoridade para começar a trabalhar”, ressaltou, informando que o próximo passo será a regularização da Socie­­dade de Propósito Es­­pecífico (SPE), pessoa jurídica que o clube terá de formar para receber empréstimos.

Petraglia, durante os esclarecimentos, reclamou que nada foi feito nos últimos dois anos com relação à Copa. Foi rebatido pelo ex-vice Enio Fornea, que alegou problemas de diálogo por parte do poder público, sócio do Atlético na ampliação e adequação do estádio para o Mundial.

Uma das preocupações demonstradas por vários conselheiros é que há rumores da utilização do CT do Caju como garantia dos empréstimos que o clube terá de tomar para bancar as obras, previstas para serem concluídas até março de 2013.

Um novo encontro foi pré-agendado para 27 de setembro. Até lá, a construção não sairá da maquete.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Agora é só o Brasileirão

Da Furacao.com:
Jogando com um time reserva, Atlético perdeu para o Flamengo por 1 a 0 e deu adeus à Copa Sul-Americana de 2011. Além de ser eliminado da competição continental, o Furacão ainda viu um tabu de 37 anos ser quebrado hoje pelo clube carioca.

Como já era esperado, o Atlético jogou com um time reserva e teve um primeiro tempo um pouco melhor que o Flamengo, com algumas oportunidades de abrir o marcador, mesmo errando em saídas de bola da defesa.

A grande novidade do time de Renato Gaúcho foi a entrada de Fransérgio desde o início da partida como atacante, mas o jogador não rendeu o esperado, até porque não tem tais características, mesmo com o treinador afirmando que ele as possui.

R10 entra, decide a partida e Atlético dá adeus à competição

Na volta para a segunda etapa, Renato deixou Robston no vestiário e colocou Héracles no time, deslocando Marcelo Oliveira para o meio. Aos 11 minutos, tirou Adaílton e colocou o atacante Rodriguinho, porém, mesmo assim, o Atlético não foi convincente e não levou muito perigo ao gol de Felipe.

Aos 23 minutos, Madson, o único titular do time atleticano que jogou contra o Flamengo, entrou em substituição a Renan Foguinho, mas cinco minutos depois, Ronaldinho Gaúcho fez o gol do Flamengo, após cobrança de escanteio feita por Botinelli. Na jogada, a bola foi desviada por Renato Abreu e Ronaldinho apareceu por trás da zaga atleticana e somente escorou para o fundo das redes de Santos.

O Atlético, empurrado pela sua torcida, foi para cima do Flamengo, mas não conseguiu fazer o placar, parando nas defesas do goleiro Felipe.

Já que atuou com o time reserva na Sul-Americana, o técnico Renato Gaúcho tem agora o resto da semana para trabalhar o time titular para enfrentar o Coritiba no próximo sábado, no Couto Pereira.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Para Bolinha

Edmilson Aparecido Pinto, o Bolinha, em 2005, no aeroporto de Assunção:
guardião do material rubro-negro pelas Américas.
Bolinha em 2008, na Baixada, quando completou
900 jogos trabalhando com as cores rubro-negras.
Ele nunca jogou bola nem treinou o time. Mesmo assim, é ídolo. Coisas dessas que só acontecem com o Atlético e sua torcida. Massagista do clube há 18 anos, o mítico Bolinha não estará hoje à noite na Baixada. Ele está internado em estado grave no Hospital Vita, em Curitiba, inconsciente e respirando por aparelhos. Segundo a Gazeta do Povo, o diagnóstico médico é de uma úlcera perfurada no estômago seguida de peritonite (infecção). Ele teria ainda apresentado, na madrugada de hoje, quadro de insuficiência renal. Resta à nós, atleticanos, rezar pelo Grande Bola. E torcer, assim como torcemos pelo Furacão, de corpo e alma, por uma rápida recuperação.

aproveito e deixo aqui a Oração por Bolinha, publicada pelo Zé Beto em seu blog:

Amigo, nós todos estamos rezando e torcendo por você. Mais torcendo porque, como sabes, disso nós entendemos. Você, Bolinha, faz parte de nossa paixão. Você, com todos os seus quilos a deslizar por tantos gramados, correndo para aliviar a dor de nossos jogadores, trabalhando nos bastidores para colocá-los prontos para a próxima batalha, você, Bolinha, é exemplo de dedicação, essa que exigimos de qualquer um que pise pise o sagrado templo da Baixada. Nós oramos porque você faz parte do patrimônio da nossa adoração. Nós imploramos sua melhora porque sabemos que sua paixão pelo Atlético Paranaense é igual à nossa, nem mais, nem menos, uma coisa impossível de se dimensionar, porque nascida antes mesmo de a gente nascer e que será levada até depois. Edmilson Aparecido Pinto. Muita gente não sabia seu nome “oficial”. Mas, para que saber? Você é o nosso Bolinha, rosto de menino e alma de criança a transmitir amizade lá de dentro do campo, longe, mas perto dos nossos corações. Saúde, Bolinha. Estamos te esperando. Nós e o nosso Atlético precisamos de você.

Dia de grandes ídolos

O que há em comum entre Jackson do Nascimento, Thiago Cocito e Paulo Leminski? Além de serem grandes atleticanos, todos nasceram no dia 24 de agosto.
O Furacão bem que poderia presenteá-los com duas vitórias nesta semana.
Já o Blog da Baixada os homenageia assim, modestamente, relembrando um pouco das histórias destes nobres rubro-negros:
SR. ATLÉTICO
Nunca o vi jogar, mas os feitos dos grandes ídolos sobrevivem a tudo - inclusive ao tempo. Jackson do Nascimento nasceu no mesmo ano em que o Atlético surgiu e quis o destino que seus caminhos se cruzassem alguns anos mais à frente. "O Atlético nasceu para me esperar", disse ele certa vez, em entrevista à Furacao.com.
Jackson é um dos maiores jogadores da história do Atlético, capitão do time de 1949, considerado até hoje a melhor formação do futebol paranaense de todos os tempos. Chegou ao clube logo aos 15 anos, afastou-se por conta de uma doença e retornoui em 1942, como juvenil. Profissionalizou-se em 1944 e jogou até 1949, quando foi um dos principais nomes do escrete que deu origem ao apelido de Furacão. Depois de uma passagem pelo futebol paulista, voltou a vestir a camisa rubro-negra e foi o principal artilheiro do Paranaense de 53, com 21 gols. Encerrou a carreira profissional em 54. Mas, apesar de pendurar as chuteiras, continuou sempre atleticano e pode sempre ser visto acompanhando os jogos no camarote do clube na Baixada. "Tem duas coisas que eu não admito em minha vida: mexer com a minha moral e falar mal do Atlético".
Ao grande Jackson do Nascimento, os nossos votos de felicidade e longa vida.

SR. RAÇA
Thiago Cocito, por sua vez, é um ídolo da nova geração. E conseguiiu uma façanha: conquistou uma legião de fãs mesmo não sendo um atacante artilheiro ou um meia de técnica apurada; conseguiu admiradores por conta da raça e da dedicação com que sempre vestiu a camisa rubro-negra. É o Rei do Chambão: com ele não havia bola perdida e nem adversário que não pudesse ser marcado.
Cocito continua sendo unanimidade entre os torcedores atleticanos quando o assunto é determinação, raça e dedicação. Em duas passagens pelo Atlético, fez parte de uma "geração de ouro" e conquistou nada menos do que oito títulos: Seletiva para a Libertadores de 99; Copa Paraná de 2000, cinco Campeonatos Paranaenses (1998, 2000, 2001, 2002 e 2005) e o Campeonato Brasileiro de 2001. Único jogador que atuou nas três edições da Copa Libertadores em que o Atlético esteve presente. Tal currículo me fez elegê-lo para a mninha seleção do Melhor Atlético de Todos os Tempos.
Momento inesquecível de sua carreira? Elejo dois: o tijolaço que enfiou na gaveta dos coxas naquele 4 a 1 pela Seletiva da Libertadores e a inesquecível partida contra o Santos de Robinho pela Libertadores de 2005, na Baixada. Cenas inesquecíveis que estarão sempre coladas na retina deste atleticano.
Ao grande Thiago Cocito, os nossos votos de felicidade e longa vida.

O GRANDE POETA

O Poeta Maldito de Curitiba só poderia ser atleticano. Um atleticano nobre. Um lorde, que chegou a homenagear os coxas pela conquista de seu título brasileiro sem qualquer ponta de rancor no coração.Filho de pai polaco e mãe negra, é dono de uma extensa e relevante obra. Gostava mesmo era dos poemas curtos, breves, cortantes. Haicais.
Paulo Leminski ostentava no peito um coração rubro-negro.
Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática.
Mas deixou para nós, pobres mortais, uma diversidade fantástica de livros, poemas, músicas. Esses, imortais.
Sua paixão pelo Furacão era na medida certa. "Não fosse isto e era menos / Não fosse tanto e era quase".
Ao grande Paulo Leminski, o nosso muito obrigado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Na hora de embalar... empacou

Da Furacao.com:
O Atlético empatou em casa por 2 a 2 com o América-MG, após abrir 2 a 0 no placar. O resultado brecou a reação do Furacão no campeonato. Marcinho e Edigar marcaram para o Furacão.

O Furacão começou com duas alterações em relação ao time considerado titular: Wendel no lugar do suspeso Deivid e Rafael Santos no lugar de Fabrício, contundido. A impressão de que o jogo contra o lanterna do campeonato seria tranquilo aumentou logo no inicio do jogo. No primeiro minuto de jogo, Marcinho fez bela jogada individual, avançando por todo o campo do América e marcou. E aos 24 minutos, Kleberson fez belo lançamento para Paulinho. O lateral cruzou rasteiro e encontrou Edigar, que completou para marcar o segundo gol. O Atlético diminuiu o ritmo e quatro minutos depois, em rebote de Renan, Kempes chutou para descontar.

O Atlético parecia não esperar por uma reação americana, e continuou sem motivação em campo na segunda etapa. O América, por sua vez, passou a pressionar para conseguir o empate. E ele chegou aos 27 minutos, a zaga do Furacão não subiu a André Dias empatou a partida para o Coelho. Apenas após o empate, o Atlético passou a atacar. Renato realizou três subsituições: Madson saiu para entrada de Fransérgio, Kleberson deu lugar a Adailton e Edílson foi substituído por Wagner Diniz. Em duas oportunidades, o terceiro gol quase saiu. Aos 34 minutos, Marcinho chutou e Neneca realizou linda defesa. E sete minutos depois, Otávio chutou contra a própria meta, mas Neneca novamente espalmou pra escanteio. O resultado foi mesmo um decepcionante empate por 2 a 2.

Na próxima quarta-feira, o Furacão volta a Baixada para enfrentar o Flamengo, em jogo válido pela Copa Sul-Americana. Para se classificar para a fase internacional da competição, o Furacão precisa vencer a partida por dois gols.

domingo, 21 de agosto de 2011

É deeeeeeca!

Esteja onde estiver, Emanuel leva a bandeira do Furacão para os treinos.
(Foto: Mariana Kneipp / GLOBOESPORTE.COM)
Poucas pessoas no mundo, raríssimas, conseguem atingir a marca de decacampeão mundial em qualquer que seja o esporte ou a categoria.
Um atleticano conseguiu.
Fazendo dupla com Alison, Emanoel conquistou o título do Circuito Mundial de Vôlei de Praia com duas etapas de antecedência. Foi o primeiro título de seu novo parceiro. E o décimo conquistado por ele.
Campeão olímpico em Atenas, Emanoel foi homenageado pelo clube e a torcida em 2004 - um mês após a conquista histórica.
Na ocasião, relembrou como começou a torcer pelo Furacão:
- Era uma época em que o Atlético estava muito bem, foi bicampeão paranaense (1982/1983). Uma fase que eu me lembro muito. A torcida pegava o jornal, picotava e fazia como se fossem uns pompons. Eu ficava louco para ir e participar, gritar: “Ah, Atlético!”. Lembro que jogavam também muito papel higiênico. Na hora que entrávamos no estádio, iam passando uns caras com sacos e davam um rolo para cada um. Quando o time entrava em campo, a gente desenrolava e jogava. Era muito bacana.
Dentro de campo, o Furacão não decepcionou: meteu 5 a 0 no Atlético-MG naquela que se transformou na partida inesquecível de Emanoel.
Um dos maiores atletas do mundo, o atleticano Emanoel é o cara.


A partida inesquecível de Emanoel foi uma apresentação de gala do Furacão.

sábado, 20 de agosto de 2011

O retorno de Giva

Givanildo, no Atlético, em 2006: passagem infeliz.
E mestre Givanildo volta à Baixada neste domingo. Desta vez, do outro lado da trincheira: é o treinador do América-MG, próximo adversário do Furacão.
Respeito o do Giva.
Mas o futebol não perdoa.
E os péssimos resultados sob seu comando do CAP não o perdoaram.
Chegou no Atlético em 2006, após a atrapalhada passagem do alemão Lothar Matthäus - o ex-campeão do mundo até treinou o time direitinho, mas suas desventuras extracampo o obrigaram a voltar para a Europa. Veio com a fama de "Rei do Nordeste" e saiu com a alcunha de pobre coitado. O time era massacrado em campo - e o técnico nas coletivas. Givanildo foi moído pela imprensa, e em várias ocasiões não conseguiu explicar as derrotas ou o que tentou fazer com suas substituições.
Infelizmente, para ele e para nós, sua passagem por Curitiba me obriga a colocá-lo no rol dos técnicos mais bizarros que já vi dirigir o Furacão.
Mas houve piores.
Duvida?
De cara, lembro-me de uma pequena lista:
Sr. testosterona
Outro que veio do Nordeste com fama de emergente - este em 2008, em substituição ao Ney Franco. Em 72 dias sob seu comando, o time apanhava em campo e ainda recebia críticas dele próprio! Após um empate em casa contra o Internacional, na Arena, pelo Brasileirão, chegou a afirmar que estava “roendo o osso”, numa alusão clara à falta de qualidade do elenco. Mas ficou famoso, mesmo, ao diagnosticar, após uma derrota em plena Baixada, os motivos do fiasco:
- Faltou testosterona.

Saiu do clube com um aproveitamento ridículo de 28,88%.
Mior, impossível!
Em sua eterna busca por um treinador barato e desconhecido que desse certo, o CAP trouxe de Portugal em 2005 um nome que 100% da torcida nunca havia sequer ouvido falar: Casemiro Mior. Pudera: aqui no Brasil, havia treinado apenas times de quarta linha. Dirigiu o Furacão por 84 dias - 16 partidas - e foi demitido após sua segunda derrota, justamente na primeira partida da final contra o Coritiba.
O pior de todos
Carioca cheio de manha, malandrage pura, Gilson Nunes herdou nada menos do que a base do time campeão brasileiro de 2001. Mesmo assim, conseguiu se manter no cargo por apenas três rodadas, tamanho foi o nó que ele deu na equipe.
Mas conseguigu uma verdadeira proeza: é o único com aproveitamento inferior a Roberto Fernandes no clube desde 2000: 11,11% - um empate e duas derrotas.
Esse merece estar no topo da lista!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

De degrau em degrau


Nos últimos cinco jogos, três vitórias e dois empates. Onze pontos conquistados em 15 disputados.
Os últimos três vieram ontem, aos 44 do segundo tempo.
Aliás, os últimos minutos das partidas têm sido de emoções fortes para os corações rubro-negros - para o bem e para o mal. Vide as partidas contra Ceará, Santos e São Paulo.
O importante agora é somar pontos. E com Renight no comando, é isso que vem acontecendo.
A partida de ontem foi dura, contra um time bastante sólido e afinado.
E o gol do craque Cléber Santana, no finalzinho, coroou a raça e a determinação do Rubro-Negro.
Agora é vencer o lanterna América-MG, no domingo, pra galera repetir a festa de ontem:

A emoção do Santana

Clique para ampliar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Cavanha da 5

Depois do garotinho Deivid (o que pode ser melhor para um volante do que ser capoeirista?), mais uma ótima entrevista do Furacao.com, desta vez com o incrível Cocito (leia aqui). Entretanto, faltou uma pergunta, absolutamente fundamental, sobre a monumental história dele na Baixada. Segue...

******** Cocito, meu ídolo, qual a influência do cavanhaque no seu futebol? ********

Os mais atentos vão lembrar. O camisa 5 só deslanchou no Furacão depois que passou a esculpir a pelagem na face. Daí pra frente... foi só chambão, bicicleta e chapéu!


domingo, 14 de agosto de 2011

Escapou

E foi no último minuto de partida que o Atlético deixou escapar a vitória diante do São Paulo no Morumbicha.
Uma lástima o gol atabalhoado do Rivaldo, até porque o Furacão teve uma atuação excelente, mesmo desfalcado.
Mas não se coloque na conta do azar. Mais que isso, o empate foi um castigo.
Vencendo por 2 a 1, o Rubro-Negro não soube segurar a bola, catimbar, irritar o adversário. Já passava dos 30 minutos da etapa derradeira e o time não prendia o jogo, errava passes e, precipitado, arriscava chutar ao gol de longa distância, entregando a reposição de cola aos bambinos.
Neste aspecto, a ausência de Cleber Santana foi bem sentida. Até mesmo de Paulo Baier, que se tivesse à disposição certamente estaria no banco e poderia ter entrado no segundo tempo pra ajudar a amorcegar a bagaça.
Evidentemente, um empate fora de casa contra o terceiro colocado do campeonato é um bom resultado. Mas, pra quem estava com os três pontos na mão até os 44 do segundo tempo, fica - como já bem disse o pessoal da Furacao.com - um sabor de derrota.
O lado bom é que já estamops sem perder no Brasileirão há 4 partidas, nenhum dos três primeiros colocados do campeonato conseguiu nos vencer e, principalmente, temos agora dois jogos seguidos em casa, contra Cruzeiro e América-MG. Depois encerramos o turno contra a coxarada - o mando é deles, mas o tiume não precisa sair de Curitiba - e no final do mês, estreamos no returno novamente em casa, contra o Atlético Mineiro.
Sequenciazinha boa pra embalar de vez.
E quem sabe começar o returno fora da zona.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Estreia com derrota na Sula

Da Furacao.com:

O Atlético foi derrotado por 1 a 0 para o Flamengo na estreia da Copa Sul-Americana. O gol foi marcado por Ronaldinho Gaúcho, de pênalti.

O Atlético iniciou a partida no Engenhão com apenas dois titulares: o capitão Cléber Santana, suspenso para o jogo contra o São Paulo, e o atacante Morro Garcia. O primeiro tempo foi bastante disputado, com poucas chances de gols para ambos os lados. O Flamengo assustou aos 27 minutos. Luiz Antonio chutou, a bola tocou no morrido e quase Santos engoliu um frango. Já o Furacão teve duas boas chances para abrir o placar. Aos 17 minutos, Wagner Diniz cruzou rasteira para Rodriguinho, mas o atacante chutou fraco. E aos 34 minutos, após cobrança de escanteio, a bola sobrou limpa para Cléber Santana, mas o volante chutou muito alto.

Renato Gaúcho não realizou alterações para o início da segunda etapa. A partida permaneceu equilibrada até os 14 minutos, quando o técnico flamenguista Vanderlei Luxemburgo resolveu colocar em campo seus três principais jogadores: Renato, Thiago Neves e Ronaldinho. Com as entradas do trio ofensivo, o Flamengo passou a atacar o Furacão. Uma alteração do técnico Renato Gaúcho contribuiu ainda mais para isso: tirou o atacante Morro e colocou o volante Renan, o quinto volante atleticano. O inevitável aconteceu aos 35 minutos. Ronaldinho lançou Jael que foi derrubado pelo goleiro Santos. Ronaldinho cobrou e abriu o marcador.

A entrada de Guerrón no lugar de Wendel não foi o suficiente para o Furacão igualar o placar. Cléber Santana ainda teve grande chance para marcar aos 41 minutos, mas o jogo terminou mesmo com a vitória flamenguista.

As equipes disputam a partida de volta no dia 24 de agosto, na Arena da Baixada. Para avançar para a fase internacional da Copa Sul-Americana, o Furacão precisará vencer por dois gols de diferença. Vitória atleticana por 1 a 0 levará a partida para a decisão por pênaltis.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dez, nota dez!

Muito tem se discutido país afora sobre o conceito e o modelo das torcidas organizadas. Mas organização de verdade só existe em uma no país, e justamente a que não é exatamente uma "TO": o pessoal do Mosaico Furacão.
Ainda é tempo de dar crédito a eles. A torcida atleticana é escolada em fazer festas memoráveis, mas em dia de mosaico na Baixada, como foi no domingo, essa turma é que é anfitriã.
Me lembro de, quando piá, atender por várias vezes à convocação da Fanáticos pra ir na véspera de uns jogos, normalmente aos sábados, até o saudoso ginásio para ajudar no mutirão de picar papel e produzir em série os tradicionais "chocalhos" de jornal utilizados nos anos 80 e começo dos 90.
Mas aquele esforço era fichinha perto do que essa galera faz agora. É só dar uma olhada nas fotos: é preciso separar todos os 24 mil e poucos painéis, setor por setor, fileira por fileira, cadeira por cadeira, pra que tudo saia nos conformes:






Receita para se fazer um mosaico perfeito: 1) muito amor pelo Furacão;
2) muito amor pelo Furacão; 3) muito amor pelo Furacão. 4) Acrescente uma
pitada de tesão imenso por esse time e esse estádio.

(FOTOS DE BRUNO BAGGIO E DANI STARCK)
Trabalho de Hércules! Trabalho sensacional.
Feito por atleticanos de coração, que se doam voluntariamente para ajudar a fazer a festa mais bonita no estádio mais bonito da cidade - ops, do país.
O resultado tá aí:

Um show pro país todo ver.
Como diria o saudoso Carlos Imperial, o homem que descobriu o Delegado: DEZ! NOTA DEZ!
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Quer conhecer melhor o trabalho desse pessoal e parabenizá-los? Acesse o site do Mosaico Furacão, curta a página no Facebook ou siga-os no Twitter.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pequeno gigante

Por Monique Silva e Eduardo Betinardi, da Furacao.com:

Se você não fosse atleticano ou não acompanhasse futebol, dificilmente iria imaginar que o londrinense Deivid Willian da Silva, um jovem tímido e com uma estatura mediana (1.74m e 69 kg), poderia se transformar em um dos grandes marcadores do futebol brasileiro. Com um preparo físico invejável e um sentido de posicionamento aguçado, o volante de 22 anos superou todas as dificuldades para se tornar profissional e, após sofrer com várias lesões e aguardar pacientemente por uma oportunidade, caiu nas graças da torcida atleticana, se transformando no principal destaque do Furacão no ano de 2011.

Natural da cidade de Londrina, Deivid foi revelado pelo PSTC, principal parceiro do Atlético na última década. Com 16 anos, desembarcou no CT do Caju trazido pelo observador técnico Ticão, profissional responsável pela formação de diversos atletas que se destacaram com a camisa do Furacão nos últimos anos, entre eles os meias Jadson e Fernandinho, além do volante pentacampeão mundial Kleberson.

Com atuações destacadas nas categorias de base do Rubro-Negro, onde foi capitão, levantou troféus e alcançou uma semifinal de Copa São Paulo em 2007, Deivid logo chamou a atenção da comissão técnica da equipe profissional. Quando tudo parecia caminhar bem para o londrinense, o Atlético resolveu emprestá-lo para o Rio Branco, do Acre, mas a negociação não foi concretizada e o atleta foi reintegrado ao elenco de juniores. De volta à base, o volante se destacou novamente, comandou o Furacão no título da Copa Tribuna de 2009 e, após uma contusão e um longo período de tratamento no CECAP, foi integrado ao elenco profissional, em janeiro de 2010, pelo treinador Antonio Lopes.

Desde então, o jogador não deixou mais o elenco principal atleticano, sendo utilizado com destaque pelos treinadores Leandro Niehues, Paulo César Carpegiani, Adilson Batista e, agora, pelo técnico Renato Gaúcho. A confiança da comissão técnica fez com que Deivid superasse, até mesmo, um período de ostracismo, vivido no primeiro semestre de 2011, quando não era aproveitado pelo treinador Geninho, e conquistasse definitivamente seu espaço no Atlético, adquirindo a confiança dos torcedores e realizando partidas exuberantes contra adversários que possuem jogadores de altíssimo nível, como o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho; e o Santos de Neymar e Ganso.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que o volante atleticano concedeu à Furacao.com:

Conte-nos como começou sua carreira no futebol.
Um pouco foi influência de família. Meu pai queria ser jogador, mas por alguns motivos acabou não realizando esse sonho. Além dele, eu tenho um tio que chegou a jogar como profissional no Londrina. Eu cresci com pessoas ao meu redor que gostavam de futebol. A partir dos seis anos, eu criei gosto por futebol e comecei a jogar. Minha mãe conta que tinha vezes que ela me batia, porque eu morava em frente à um campinho e saía de casa com o prato na mão direto para o campo. Sempre tive o apoio dos meus familiares, mesmo com as nossas dificuldades. Acho que Deus tinha uma promessa para mim e me deu um dom. Joguei vários campeonatos regionais pelo Jardim Paraíso, que era uma escolinha do meu bairro, e fiquei lá até os meus 12 anos. Um dia o Ticão me viu jogar e conversou com a minha mãe para me levar para o PSTC e fui, mesmo contra a vontade, porque tinha que ficar a semana toda no alojamento, só voltava para casa nos finais de semana. Passei na peneirada, fui conhecendo e comecei a ter uma visão melhor de ser profissional, até porque tudo até aquele momento era uma brincadeira. Coloquei na minha cabeça que queria aquilo pra minha vida. Fiquei três anos lá, aprendi muito e muita gente me apoiou. Tive algumas lesões, machuquei o joelho pela primeira vez lá, com 15 anos. Tratei e voltei a jogar, mesmo com dor.

E como você chegou no Atlético?
Um dia, o Ticão chegou na minha casa e falou para a minha mãe que ia me levar para o Atlético. Na época eu achei que o PSTC tinha combinado com o Atlético, mas foi coisa do Ticão. Ele acreditava que em Curitiba eu poderia me tratar melhor e teria condições de me recuperar. Cheguei aqui no final de 2005. Minha mãe ficou com o coração apertado, toda a minha família morava junto, num terreno só, todo mundo sempre muito unido. Eu era muito tímido, só conversava mesmo com os meus familiares, então cheguei aqui, aquele menino franzino, quieto e machucado. Muita gente me questionava, mas o Leandro Niehues já me conhecia do PSTC e me ajudou muito, até porque ninguém vem para um clube estando machucado. Em 2006, o Atlético foi disputar a Copa Santiago e eu ainda era dúvida, mas integrei a delegação. No time tinha o Fernando Marolo, que tinha jogado na Seleção Brasileira. Fiz um bom treinamento e no primeiro jogo, contra o Internacional, o técnico Beto Médici disse que ia colocar os mais experientes e eu era um ano mais velho que o Fernando. Fui bem e continuei no time no segundo jogo, que foi um Atletiba. Arrebentei com aquele jogo, ganhamos deles e eu comecei a ter respeito entre os jogadores. Fomos surpreendendo no campeonato e chegamos até a final, mas acabamos perdendo para o Galo por 1 a 0, embora tivéssemos merecido a vitória. Voltamos a Curitiba com uma boa impressão e fui dando continuidade, mas acabei lesionando o joelho mais uma vez. Mesmo assim eu fui para a Copa São Paulo, onde nós ficamos em quarto, perdendo na semifinal para o São Paulo. A partir deste momento, mesmo com as lesões, os profissionais do Atlético passaram a acreditar em mim. Fomos para o México e fizemos um bom campeonato. Teve um jogo que o técnico me deu a faixa em de capitão, fiquei muito feliz e até fiz um gol. Estava numa fase muito boa até que senti o joelho novamente e não consegui mais jogar. Ainda quiseram me levar para a Copa BH, mas não teve jeito, sentia muita dor. Fiquei oito meses tratando a lesão, quase um ano parado, e pensei seriamente em desistir da minha carreira, até que um médico me levou para São Paulo, me examinou e disse que se eu não fizesse uma cirurgia eu nunca iria melhorar. Fiz e em um mês já estava me sentindo perfeito.

Quando foi sua estreia na equipe profissional?
Estreei em fevereiro de 2010, contra o Engenheiro Beltrão, sob o comando do (Antonio) Lopes. Quando ele colocou o Ronaldo (Alves, zagueiro), no Brasileiro de 2009, ele já havia dito meu nome na imprensa e me dava moral, mas me levou em uns 10 jogos e eu só fiquei no banco. Ele até comentava que eu precisava ter calma, que eu costumava chegar muito duro nas bolas e tinha que maneirar. Ele gostava muito de mim e aprendi muito com ele. Depois da saída do Lopes, o Niehues assumiu e eu joguei alguns jogos improvisado na lateral direita.

No começo de 2009, você acabou sendo emprestado para o Rio Branco, do Acre. Naquele momento você achou que seu futuro no Atlético já estava comprometido?
As diretorias se acertaram e fui pra lá. Cheguei e fiquei fazendo treino físico uma semana. Mas aí o treinador falou que o que o Atlético tinha negociado eles não iam conseguir pagar e falou que era melhor eu voltar. Voltei para Curitiba e a história teve uma repercussão ruim, pois falaram que eu faltei na parte técnica, sendo que eu fiz apenas físico, nem cheguei a ter treino. Fiquei abatido, mas voltei a treinar e o Marquinhos Santos, treinador da equipe de juniores do Atlético naquela época, já me conhecia e falou que era para eu trabalhar com ele que em um ano eu estaria no profissional. Ele confiou no meu potencial e eu tive um ano bom, comecei a aparecer. Fomos campeões em cima do Coxa e comecei a voltar à minha boa fase. Dito e feito, naquele ano o Lopes me colocou no grupo principal.

Por ser prata da casa, você se identifica mais com o time. Na má fase, você também sente mais que os outros jogadores?
Sinto porque é muito tempo que a gente vive aqui e quer sempre o melhor do clube. Quem é da base sabe, pra ter um futuro bom você tem que crescer junto com o clube. Se o clube cai hoje, não joguei em lugar nenhum. Como que você vai aparecer? Então você acaba criando um vínculo e um carinho muito grande. Quando eu era pequeno, o meu time era o Flamengo, por ser coisa de família, mas passando seis anos aqui não tem como, muda tudo. Hoje meu principal pensamento é o Atlético, é o clube que me paga e que me deu todas as oportunidades. Tenho muito amor pelo clube.

Recentemente você precisou marcar craques como Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Ganso e foi bastante eficiente. Qual foi o jogador mais difícil que você enfrentou até hoje?
É difícil medir assim porque cada um tem a sua característica e seu ponto forte. O Neymar é um garoto rápido e habilidoso. O Ronaldinho Gaúcho, você não pode deixá-lo pensar. Se ele toma a frente, vai proteger a bola e já te complica. Mas isso é bom pra minha posição, porque se você for bem vai ser lembrado. Dentre todos os jogadores que enfrentei, o Montillo foi o que mais me deu trabalho. Enfrentei ele no ano passado, quando empatamos com o Cruzeiro, lá em Minas. Ele pensa muito rápido. O Eder Luis, do Vasco, é outro jogador muito difícil de marcar. O Adilson (Batista) me colocou mano a mano com ele. Consegui anulá-lo durante o jogo todo, mas vacilei em duas boas e ele já dificultou tudo. É um atleta muito veloz e eficiente do começo ao fim do jogo.

E o que aconteceu no lance entre você e o Neymar, na vitória contra o Santos. Vocês discutiram mesmo?
Tiveram dois lances parecidos que ele reclamou. Um foi porque dei o carrinho e ele não gostou. Quando a gente dá o carrinho, geralmente protegemos com o pé, então a trava da minha chuteira acabou raspando na coxa dele. Aí ele apontou o dedo e falou “Pra quê fazer isso”? Fiquei quieto, não sou de entrar em discussão. No segundo lance, ele ficou mais brabo porque era falta nossa, ele foi querer segurar a bola, fui pegar, dei uma rasteira nele e ele caiu. Aí ele disse “Já está apelando, hein?” Mas foi erro dele de querer atrasar o lance, estava 2 a 2 e queriam segurar o resultado né...

Nos juniores, você atuou algumas vezes como líbero, entre dois zagueiros. Como você prefere jogar? Como líbero ou primeiro volante?
Prefiro jogar como volante porque a minha maior característica é marcar, roubando a bola do adversário. Na sobra às vezes uma ou outra bola você tem que dividir. Volante mesmo de marcação você está em ação o jogo todo e se movimenta mais. Na sobra você fica mais parado, é mais inteligência.

Com suas características de jogo, você prefere jogar como único volante eminentemente de marcação ou prefere um esquema com dois volantes de marcação?
Isso varia muito de acordo com cada adversário, não tem como falar muito porque às vezes você joga com dois volantes e eu posso sair um pouco mais. Quando tenho oportunidade até gosto, mas não sou de conduzir a bola. Como tenho bom pulmão e boa resistência, consigo escapar mais. Igual o Renato faz hoje, como primeiro volante, fica nítido que a minha posição é marcar e assim acabo me destacando pelo que mais sei fazer.

O Atlético teve uma grande deficiência nos últimos anos nessa posição, que é uma das mais importantes no futebol atual. Quem atualmente na posição o inspira? E no passado?
Não é que eu me inspire, mas quem eu vejo hoje que é bastante parecido comigo, que tem identidade com o clube é o Willians do Flamengo. É difícil você achar hoje em dia um volante de marcação e hoje o Flamengo está bem e tem um cão de guarda que protege a zaga. Outro que também sempre fez a diferença e ainda está jogando e eu gosto é o Gilberto Silva. Nunca foi craque, mas foi eficiente onde jogou. Do passado, sempre gostei do Andrade, que quase não fazia faltas e não errava passes.

Qual sua opinião sobre a ajuda dos mais experientes no time?
É fundamental. Às vezes o jogador fica tem muita ansiedade, vontade de ganhar e marcar bem e eu sofria muito com isso. Então os mais experientes acabam falando sobre posicionamento, pra ter mais calma, até para poder me reservar mais para aguentar o jogo todo. Isso foi uma das coisas que me ensinaram que hoje vejo que é fundamental.

Tem sonho de jogar em um clube do eixo Rio-São Paulo ou Europa em breve ou prefere ficar um pouco mais de tempo e fazer história no Atlético?
É difícil falar porque vontade todo mundo tem, mas tenho um carinho imenso pelo Atlético. Conforme você vai crescendo em campo o clube também precisa te ajudar fora dele. Se tiver valorização e ajuda financeira a minha vontade é ficar. O eixo Rio-São Paulo todo mundo sabe que a valorização acontece. Se você faz um bom campeonato e joga bem durante o ano todo, a chance de ter uma vida melhor é muito mais fácil. Mas, no modo que venho jogando hoje, se houver uma valorização, a minha vontade é continuar no Atlético. Conheci muitas pessoas, gosto da cidade. É diferente de você sair daqui para outro clube e ter que começar do zero. Hoje posso dizer da torcida, é gostoso esse vínculo, tudo fruto de trabalho. Se você corresponde bem em campo, você traz o torcedor a seu favor. Hoje estou feliz, abro o meu Facebook, ou um jornal, e vejo todo mundo comentando e querendo me ajudar por saberem da minha situação aqui no clube, eles se preocupam. Isso me deixa feliz, me motiva a jogar porque sei que vou entrar em campo e terei apoio.

A torcida atleticana costuma pedir aos jogadores a mesma raça com que se inflama nas arquibancadas. Como jogador que tem essas características de pegada, vibração e marcação, como você vê este fato?
Na verdade, tem que ser uma mescla. Acho que a raça tem dois lados: você ser um cara brigador ou aquele que luta pelo clube. É difícil achar hoje em dia um jogador que tem raça e com as minhas características, mas não pode nunca faltar vontade. Esses dias me perguntaram como eu via esse fato de, mesmo com três volantes, eu sou o que mais se desgasta. Sou sim, mas no atual momento, com o time numa crescente, me sinto privilegiado por marcar porque sei que vai ter um Kleberson e um Cleber Santana que vão dar continuidade e dão conta do recado. É difícil quando você corre e ninguém faz nada, ninguém dá sequência. Nos treinos às vezes até levo dura porque chego forte e me dedico bastante.

Sua característica de jogo não costuma lhe dar grandes oportunidades de gol. Já fez algum gol pelo profissional? E nos juniores?
Pelo profissional não, mas na base fiz alguns. A maioria foi de fora da área, quando arriscava chutar uma vez ou outra. Chance de chegar na cara do gol é mais difícil. Mas ainda sonho em fazer um gol chutando de fora da área, até treino quando tem finalização, mas trabalho mais a marcação e a resistência. Se um dia vier, será bem vindo e vai acrescentar na minha carreira, mas se eu sair de um jogo sabendo que meu dever foi cumprido, já vale como um gol.

Gostaria de deixar uma mensagem para a torcida atleticana?
Quero deixar meus agradecimento pelo apoio e que juntos possamos mostrar a força da nossa nação e que esta camisa deve ser respeitada. Fiquem com Deus.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ficou no empate

Torcida fez mais uma bela festa com mosaico na Baixada
(Foto: Joka Madruga)

Da Furacao.com:
O Atlético ficou no empate diante do Corinthians, pelo placar de 1 a 1 (mesmo resultado de 2010), na Arena da Baixada. O time segue na 19ª colocação, com 12 pontos. Cléber Santana marcou de pênalti para o Furacão, com Alex, também de pênalti, empatando para os visitantes.

Na primeira etapa o jogo foi bastante movimentado, com algumas chances de perigo para as duas equipes. As melhores chances do Atlético foram com Cléber Santana e Edilson. O lateral, aos sete minutos, cobrou uma falta com perigo, passando perto da meta de Danilo Fernandes. Já o Corinthians teve grandes chances com o meia Danilo, e principalmente com Willian. O ex-atacante do Furacão isolou uma bola, ao chutar quase que na pequena área, aos 19 minutos.

O gol rubro-negro saiu aos 35 minutos. O meia Madson recuperou boa bola após a saída errada de Weldinho. O lateral acabou derrubando o jogador atleticano dentro da área. Na cobrança o capitão Cléber Santana abriu o placar. Cinco minutos depois o Furacão quase ampliou no cruzamento de Paulinho, mas Morro García não alcançou de cabeça. O atacante uruguaio perdeu outra grande chance durante o primeiro tempo e acabou saindo no intervalo.

Para o segundo tempo Renato Gaúcho voltou com Branquinho no lugar de Morro, mas a substituição se mostrou pouco eficiente, ao contrário do que havia ocorrido no meio de semana no Serra Dourada, na vitória diante do Atlético-GO. Já no primeiro ataque corintiano, o árbitro deu pênalti para os visitantes. Na cobrança Alex empatou o jogo. A partida perdeu velocidade após a igualdade no placar, apesar do Corinthians quase virar o jogo num chute de Danilo que acertou a trave de Renan Rocha, aos 20 minutos. As melhores chances do Atlético foram na cabeçada de Fabrício e no chute de fora da área do volante Kleberson.

Na próxima rodada o Atlético encara outro time paulista, o São Paulo, no Morumbi. O jogo será no sábado, às 18h30. Porém no meio de semana o time deixa o Brasileirão de lado para pensar em Copa Sul-Americana. O jogo será diante do Flamengo, no Engenhão, às 21h50.

domingo, 7 de agosto de 2011

É dia de mosaico na Baixada


Hoje tem mais um show da torcida, como foi este no ano passado.
Da Furacao.com:
Pela 18ª vez, a Comissão de Mosaicos prepara uma grande festa para o próximo jogo do Furacão na Arena da Baixada. E mantendo a tradição, a participação de cada torcedor atleticano, que lá estará presente, é que fará toda a diferença!

Contando novamente com o apoio e parceria da Spaipa, Distribuidora dos produtos Coca-Cola no Brasil, a inovação desta edição ficará por conta do tempo recorde em que foi produzida. A virada do time está contagiando a todos e não foram medidos esforços para, mais uma vez, proporcionar um belo espetáculo, tradicional e pioneiro em nosso país.

Muitas pessoas se engajaram para que, em menos de uma semana, fosse possível a elaboração e preparação do mosaico. Novamente, cabe destacar a participação da Spaipa, que auxiliou em todo o processo de produção dos painéis.

Mais de 23 mil painéis transformarão toda a arquibancada em vermelho e preto, sendo que,pela segunda vez, o mosaico será feito em todo o estádio. Como de costume, a mensagem central será surpresa, mas promete trazer de volta o brio e a vibração do torcedor atleticano, que nunca deixou de apoiar o time, independentemente da sua situação.

A Comissão destaca ainda, que para a perfeita execução do mosaico, é importante que o torcedor chegue à Arena e ocupe seu lugar até 10 minutos antes de começar a partida, evitando assim que sejam criados “buracos” na formação. Além disso, para quem for participar do mosaico pela primeira vez, o verso dos painéis trará informações detalhadas de como proceder na hora de levantar o painel.

Vale lembrar que, como sempre, os membros da Comissão estarão espalhados pelo estádio, dando dicas e instruções à torcida. Estes poderão ser identificados pelos coletes amarelo e vermelho que estarão vestindo.

Importante: O mosaico novamente será executado durante o Hino Nacional.

Torcedor atleticano, agora é com você. Domingo temos mais um jogo decisivo para sairmos desta situação. O time tem correspondido, agora cabe a nós transformarmos novamente a Arena no temido caldeirão. Cante, incentive, participe do mosaico e assim teremos uma festa para ficar na memória de todas as mais de 20 mil pessoas que lá estarão presentes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O ano começou

Numa temporada tão sofrida como esta, foi justíssima a comemoração de ontem pelos botecos da cidade. Afinal, a primeira vitória fora de casa veio com estilo.
A zagueirada atleticana desembestou a fazer gols - Fabrício e Manoel (de novo ele) estufaram as redes do Serra Dourada. Kleberson, o Xaropinho, fechou o placar num chutaço de fora da área.
Três a zero no Dragão, com sobras. Isso que o juizão anulou um gol legalíssimo.
O time melhora a cada jogo. Mais compacto, cada um fazendo o seu papel. Trabalhando direitinho, enfim.
Até já podemos - o que era impossível até umas 3 rodadas atrás - escalar o Furacão do goleiro ao avante. Temos um time, senhores.
Aliás, estamos vendo a história se repetir: como nas últimas temporadas, o Rubro-Negro só engrenou em agosto. Mês de desgosto pra alguns, pro Furacão costuma ser de redenção. O ano começou, meus amigos.
Ainda estamos o pé da tabela, mas agora, tenho certeza, é apenas questão de tempo.
Mesmo com dois jogos dificílimos pela frente - o líder Corinthians em casa e o São Paulo no Morumbicha -, é até possível entrar no returno fora da zona.
Tenhamos calma.
O calvário será longo, mas compensador. Enquanto subiremos, outros cairão.
E preparem-se: domingo é dia de mais uma jornada épica no Joaquim Américo, com direito a lotação total, megamosaico e o escambau!
Nos vemos lá!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cléber "Matosas" Santana

Ontem citei a incrível semelhança dos gols de Cléber Santana e Matosas, os melhores tentos off-roads do Clube Atlético Paranaense since 1924. Pois hoje lembrei que possuo nos arquivos da Guerrilha Produções a cena do uruguaio cantando e rodando na lama fedegosa da simpática Estradinha, em 1995 (ou 1996?).

Porém, lástima das lástimas, não encontrei o precioso lance na videoteca do blog (calma, encontrarei). Mas, quando tudo parecia perdido nesta segunda-feira ensolarada em Curitiba, eis que surge uma foto da comemoração! E mesmo sem registrar o lance enquanto passagem épica, dá para sentir o drama.

Luis Carlos, o Gringo e o mano Sidicley apavorando no litoral do Paranã

Eu estava lá em Paranaguá e até hoje choro igual criança ao relatar o que vi. Não vou detalhar o golo, deixarei que a lenda corra solta pelos comentários. Digo somente duas palavras: CAMBALHOTA e LENÇOL.

Prefiro exaltar o golaço da vez. Fazendo, antes, uma breve digressão. Que outro clube produz tantos feitos extraordinários em sua história? Não falo de títulos. Trato das passagens do imponderável da bola. Gols esdrúxulos, viradas extravagantes, conquistas inexplicáveis.

Voltemos.

Eu já simpatizava com o Cléber Santana somente por ele ser natural de Pernambuco, terra de boa parte das melhores bandas brasileiras dos anos 90 pra cá. Depois de ontem então...

Reprisando Matosas, nosso camisa 7 aprumou um golo "dez, nota dez" em todos os quesitos: técnica, raça, visão de jogo, preparo físico e mental. O karatê humilhante no béque pré-conclusão entra para o rol das melhores chargedas da história do Furacão.

Assistam mil vezes que não cansa!