domingo, 31 de julho de 2011

A imagem de domingo

Deivid X Golias: o pequeno volante atleticano parou o queridinho da mídia Neymala com seu ridículo cabelo escorrido. (Foto: Franklin de Freitas / Bem Paraná)

Renascendo na chuva


Um Furacão passou por cima do Santos: veja como foi a vitória deste domingo na Baixada.

Acordei em meio ao aguaceiro na madrugada e me deu um estalo: O Atlético gosta de fazer bonito na chuva. Como o Senna.
Tem gente que duvidava.
Mas os "puto", como premonizado, foram lá e ganharam das bonecas do Santos em meio ao dilúvio.
Nesse campeonato, meus amigos, não tem bicho-papão.
Jogando com raça e determinação, e um mínimo de qualidade tática - o que está começando a aparecer (já temos cara de "time") -, como foi hoje, pode-se ir longe.
Sem falar num importante quesito: a sorte. Que, no ano passado, nos ajudou a vencer um monte de jogos por um gol de diferença, com as calças da mão. E que este ano estava bem longe da Baixada.
Mas que, pelo jeito, voltou a nos sorrir.
Foi bonito ver o time com vergonha na cara, marcando, se doando, não deixando o adversário, por mais qualificado que fosse, jogar. Mas não só isso: se dedicando também a buscar o gol. Falando em gol, o primeoiro deles um golaço, um misto de raça e técnica, no qual Cleber Santana fez relembrar o gol épico de Matosas contra o Rio Branco, também num dia de aguaceiro bravo em Paranaguá.
Mas mais bonito ainda foi ver 20.461 rubro-negros na Baixada, em dia de chuvarada forte e ininterrupta, mesmo com o time na lanterna. Povão sofrido, mas que não abandona nunca! Esse povo merecia uma vitória, e lavou a alma com o aguaceiro enviado por São Pedro. Como bem disse o técnico Renato Gaúcho após a partida: “A torcida veio, incentivou, fez a diferença. A vitória hoje foi da nossa torcida”. E foi mesmo.
Agora, é bola pra frente que na quinta tem mais.
E, se eu disse que dá pra ir bem longe nesse Brasileirão, por enquanto nossa meta ainda está bem perto: deixar a zona do rebaixamento.
Então.. Fé em Deus e pé na tábua, Furacão!

Troféu
MACALÉ
Pro Marcelo de Lima Henrique, juizão safado que deixou de marcar uma dúzia de faltas para o Furacão. Menção para nossos alas Edilson e Wagner Diniz - ainda não encontramos o lateral direito ideal...

Troféu
ZIQUITA
Deivid, o pequeno gigante, Cleber Santana, que dominou geral a meuica; Manél, que não titubeou uma vez sequer; e Marcinho.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sem palavras

Completamente emputecido, recuso-me a tecer comentários sobre a ridícula virada que tomamos ontem.
Agora ganhem do Santos, seus puto!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Democracia atleticana


Croquis mostram as vistas interna e externa da Baixada após a conclusão
das obras:
projeto idealizado e iniciado por Petraglia será concluído por ele próprio.

A noite desta segunda-feira selou o fim de mais um capítulo envolvendo a longa novela da conclusão da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.
Significou, também, uma das mais claras demonstrações de democracia no Atlético: quem definiu os rumos do processo foram os conselheiros, no voto.
A vitória da proposta de Mário Celso Petraglia já era esperada.
Não tenho condições técnicas de analisar a viabilidade das demais propostas.
Mas uma coisa é certa: no que tange à Arena, confio na palavra e nas ideias do ex-presidente.
Ele, mais do que ninguém, conhece este estádio. Cada detalhe do projeto. Cada linha do caderno de encargos da Fifa. Cada fornecedor de cada material.
E ele, mais do que ninguém, saberá como terminar a obra que ele mesmo começou.
Dizem os críticos que o projeto apresentado por Petraglia pode endividar o clube a longo prazo.
Penso assim: o homem colocou abaixo a velha Baixada e ergueu a arena mais moderna do país sem endividar o clube (e, de quebra, ainda construiu ao mesmo tempo um dos melhores centros de treinamentos do mundo para o CAP); não há porque não supor que agora ele concluirá o estádio da mesma maneira.
A Arena do Atlético é, desde sua concepção, obra de Petraglia.
Ele a iniciou; ele a finalizará.
Vale lembrar que a proposta prevê a participação de um grupo de conselheiros na administração e gestão da obra, junto com o ex-presidente.
“Não foi uma vitória do Petraglia e sim do Atlético. Nossa proposta é uma modelagem clássica, só que com os benefícios, garantias de que todo o resultado do investimento, as receitas serão exclusivamente do nosso clube. Faremos uma transformação e o Atlético será um dos maiores clubes do Brasil e das Américas. Não vamos dividir nosso suor com empreiteiras”, disse Petraglia logo após a votação de ontem no quarto andar da Baixada.
Uma coisa é certa: teremos a Baixada concluída e em condições de sediar a Copa.
E se a partir de agora todos os atleticanos se unirem em torno do mesmo objetivo, tanto melhor.
Pois que assim seja.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desencantou

Morro García vence o goleiro Jefferson...

...e sai comemorar com a massa: uruguaio marcou os dois gols da vitória do Furacão.
(Fotos: Franklin de Freitas - Bem Paraná)
Demorou um bocado, mas o Furacão reencontrou
a vitória, sábado, diante do Botafogo.
Com dois gols de El Morro García - que mostrou ter mesmo pinta de artilheiro e que deve se firmar como o camisa 9 do Rubro-Negro.
O calvário para sair da zona de rebaixamento ainda será longo, mas chegaremos lá!
Lembrando que o Atlético está trazendo mais um atacante para resolver de vez a falta de gols: Rodriguinho, do Fluminense, chega hoje ao CT do Caju.
O Furacão volta a campo na próxima quinta-feira, fora de casa, contra o Ceará.

sábado, 23 de julho de 2011

A polêmica proposta da OAS

Outra grande polêmica da semana foi levantada pelo jronalista Augusto Mafuz, que antecipou qual é a proposta da construtora baiana OAS que será apresentada na segunda-feira aos conselheiros durante assembleia extraordinária. Se a construtora propõe exatamente estes termos, só saberemos na segunda. Mas, se for esta a proposta, é extremamente discutível e será muito difícil que seja aprovada.
Confira a coluna:

Mário Petraglia nunca negou a sua proposta para construir a Arena da Baixada de acordo com os encargos da Fifa: o Atlético dispensa qualquer administração de terceiro (construtora) da obra, reduz para no máximo 180 milhões de reais e busca recursos usando o potencial construtivo cedido pelo município, e de outras fontes.

Há um mês a empreiteira OAS era a menina dos olhos. A proposta de Petraglia, e que se confundia com interesses próprios, era inviável. Agora que a OAS e a Triunfo oficializaram as propostas, entendo que só a de Mário Celso Petraglia não irá alienar o patrimônio do Atlético em beneficio de terceiros.

A proposta da OAS, que será feita na reunião de segunda-feira é a seguinte, e se ocorrer alguma mudança será em razão desta coluna. Ei-la, decomposta por letras:

A) Constitui-se uma Sociedade de Propósito Especifico que fica responsável pela construção do estádio e da sua exploração por 20 anos;

B) É feito um contrato de exploração de superfície, para explorar na Baixada bilheteria, sócios, publicidade nome do estádio, shows e qualquer fonte da qual se origine benefício financeiro;

C) A OAS garante para o Atlético 4,5 milhões de reais por ano por conta do que já construiu;

D) Do lucro líquido, fica 50% para a OAS e para o Atlético;

E) A OAS fica com o poder de administrar o estádio por 20 anos e o direito do Atlético é limitado a indicar conselheiros;

F) Atlético se obriga a participar com 30 milhões de reais durante os 20 meses de construção, desconsiderando o que gastou até agora para construir o estádio.

G) Atlético assina como responsável solidário à OAS, em possíveis empréstimos que serão tomados no mercado.

Analisando o objetivo do contrato, sob o ponto de vista jurídico, a proposta fere o princípio da boa fé. Os conselheiros não deveriam nem ouvir essa proposta por contrariar todos os interesses do Atlético. Embora, diga-se, seja a proposta de preferência do secretário da Copa.

A proposta da Construtora Triunfo é simples: só quer ser remunerada em 5% pela administração da obra, que orçou em 210 milhões de reais. O Atlético seria responsável por tudo: teria que negociar no mercado o potencial construtivo e lhe entregar o dinheiro, buscar em outras fontes de renda o restante do custo, isentando a construtora de qualquer responsabilidade solidária.

A proposta parece honesta, mas deixa de ser interessante na medida em que transfere todo o risco para o Atlético. E nunca foi essa a função social do contrato de construção da Baixada. Sem fazer esforço, executando um trabalho que lhe é inerente ao seu objeto social, a construtora já começa com um lucro de 10,5 milhões de reais.

A proposta de Petráglia seria a única viável, desde que ele próprio a executasse. Mas aí tem que se resolver as questões pessoais que, se serviam para estimular o Atlético, agora só estão atrapalhando.

O que pensa Malu

Essa semana o presidente Marcows Malucelli conversou com alguns blogueiros rubro-negros. Veja como ele vê o atual momento e o futuro do Furacão, no texto do Juliano Lorens, do Globoesporte.com:

Copa do Mundo:

A reunião do Conselho de segunda-feira decidirá qual construtora irá realizar as obras da Arena. A decisão do Conselho é soberana, ou seja, o que for decidido não poderá ser alterado. As construtoras OAS e Triunfo são as candidatas de ponta. Mário Celso Petraglia pode surgir com uma terceira opção, desde que seja viável. Caso nenhuma proposta agrade o Conselho, o Atlético se retira da Copa. Nunca existiu Plano B para Curitiba, logo a cidade corre riscos e aí o problema fica a cargo dos governos municipal e estadual. Questionado como seria a situação do Atlético com o momento do time e precisando jogar em uma “nova casa”, Malucelli disse que o processo é muito complexo e deve demorar alguns meses até a primeira máquina chegar para a conclusão do estádio. Muito provavelmente o Atlético não sairá da Arena em 2011. Ótimo para a atual situação do clube. Precisamos do apoio da torcida até o último momento. O presidente não quis falar sobre valores e modelos de propostas, pois qualquer vazamento de dados pode comprometer a reunião de segunda-feira. A Vila Capanema continua sendo o destino preferido da diretoria para 2012. O gramado atual deve ser trocado até o final do ano.

Marketing:

Marcos Malucelli foi questionado sobre o atual marketing do clube que aparenta não ter resultados. O presidente rebateu o questionamento com dados. Em 2008, com um diretor profissional de marketing o clube faturou quase metade do que fatura hoje em dia. O faturamento de patrocínio até agora em 2011 é de R$ 5,6 milhões. Somente a Netshoes fechou patrocínio nas mangas por R$ 1,3 milhões por ano contra R$ 800 mil da HDI. O presidente também revelou os valores que a Kyocera pagava com “naming rights” e patrocínio na camisa: US$ 1,75 milhões por ano, tirando as comissões que ficavam pelo caminho. Malucelli elogiou a equipe – formada “em casa” – e disse que eles trabalham em silêncio.

Categorias de base:

Marcos Malucelli falou que o Atlético possui olheiros apenas para a categoria de base em todo o Brasil. Comentou que Renato Gaúcho está de olho na Taça BH de Juniores e cinco jogadores podem subir/voltar ao profissional (Bruno Pires, Heracles, Guilherme Batata, Jenison e Pablo). Também comentou que prefere a gurizada no banco do Atlético do que ter que pagar altos salários para jogadores experientes ficarem ali sem ajudar. O presidente comparou o salário de um júnior com um jogador profissional, atualmente no banco e bem pedido pela torcida que não citarei o nome, mas garanto que não está fazendo diferença. A diferença é exorbitante, coisa de 10 vezes mais.

Contratações:

O Atlético está a procura de mais um atacante a pedido do técnico Renato Gaúcho. O lateral-esquerdo deve ser Heracles e um meio-campo só virá se aparecer um ótimo nome no mercado. Marcos Malucelli respondeu e automaticamente descartou dois nomes: Júnior Viçosa e Ricardo Jesus. Segundo o presidente, Júnior Viçosa interessava no ano passado quando ainda jogava pelo ASA. Agora como reserva do Grêmio não é mais bem visto. Já Ricardo Jesus não é da Ponte Preta. Ele está emprestado pelo CSKA ao clube de Campinas e tem uma cláusula que não pode ser reemprestado para outro clube brasileiro. Se o Atlético ou qualquer outro clube quiser, tem que comprá-lo pelo passe fixado de 1,2 milhões de euros. Para o presidente, esse valor é muito alto. O goleiro Luiz do São Caetano foi procurado e o clube do ABC pediu R$ 1,2 milhões pelo passe. O detalhe é que o contrato do goleiro acaba em dezembro. Davi ou qualquer outro jogador de Coritiba e Paraná Clube não serão procurados. Segundo Malucelli, Davi foi oferecido no começo do ano mas não interessou ao clube.

Jogadores emprestados:

Marcos Malucelli foi questionado sobre a falta de identidade e o grande número de jogadores emprestados. Talvez foi o único assunto em que tivemos respostas evasivas. Para o presidente é impossível prever o futuro e saber que Róbston daria errado no Furacão, por exemplo. Perguntei para ele sobre as preferências de compra. Edílson, Adaílton, Paulo Roberto e Madson são jogadores com passe fixado. Os outros cumprem o contrato e o Atlético analisará caso a caso no final do ano. Alguns podem ficar, outros devem sair.

Comissão técnica e diretoria de futebol:

Leandro Niehues oficialmente tirou férias. Mas não deve mais fazer parte do Atlético para 2012. Antônio Lopes chegou a ser procurado para compor a diretoria de futebol, mas respondeu dizendo que ainda quer ser técnico. Paulo Rink assumiu como aposta da diretoria.

União da torcida:

Quem participou do bate-papo conseguiu um ótimo incentivo para toda a torcida atleticana. Quem quiser levar sua bandeira sem mastro do Clube Atlético Paranaense está permitido a partir de sábado. O presidente quer a união dos atleticanos “de bem” e várias outras ações junto à torcida serão feitas até o final do ano. O Atlético precisa de uma mudança de clima na sua torcida e a diretoria irá apoiar qualquer medida neste sentido. Um detalhe que foi muito questionado por alguns em outros tempos: o calção preto também voltará a partir de sábado em definitivo.

Motivação do elenco:

De acordo com o presidente, não existem rachas no elenco. Renato Gaúcho está com a moral em alta. E os jogadores terão um “bicho especial” que será dado a cada número de pontos conquistados em metas definidas. Por exemplo, nas próximos 15 pontos jogados 10 precisam ser conquistados. Não adianta, a boleirada corre por grana. Amor à camisa sou eu e você, leitor, que temos. Então paciência.

Notem que não entramos na briga política dele com Mário Celso Petraglia. Esse assunto só desestabiliza e cansa a imagem do clube. Foi de consenso de todos os presentes antes do bate-papo que não tocaríamos neste ponto. Agora acredito que não tenha esquecido de nada. Agora, meu amigo atleticano, o negócio é apoiar muito. Marcos Malucelli não fez uma administração brilhante, mas está disposto a encerrar seu mandato de cabeça erguida. Ele pediu seu apoio pelo Atlético e não por ele. Afinal em 2012 ele sai e o Atlético fica. Agora é a nossa vez ! Desafio aceito?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Três propostas para a conclusão da Arena

Reunião do Conselho definirá o futuro da Baixada
Do Paraná Online:

A cinco dias da decisão final sobre as obras na Arena da Baixada, vão ficando mais claras quais opções o Atlético terá para concluir seu estádio e adequá-lo às exigências da Fifa para a Copa do Mundo de 2014.

Na próxima segunda-feira, o conselho deliberativo do Furacão irá escolher entre três propostas: as das construtoras OAS e Triunfo e a do ex-presidente Mário Celso Petraglia.

Ontem à noite, na Baixada, representantes da OAS se reuniram com a diretoria rubro-negra para apresentar uma prévia do projeto que será submetido ao conselho.

Participaram, representando o Atlético, os presidentes Marcos Malucelli e Gláucio Geara; o novo coordenador das obras da Arena, Julio de Araujo Filho, e os conselheiros que integram a comissão que acompanha as negociações.

O secretário especial da Copa de 2014 no Paraná, Mário Celso Cunha, que também participou do encontro, revelou que novas conversas ainda devem ocorrer durante esta semana.

“Essa reunião não trouxe uma solução definitiva. A modelagem apresentada pela OAS será rediscutida, já que os conselheiros pediram algumas alterações. A definição será mesmo na reunião do dia 25 de junho”, afirma.

A Triunfo também deve se reunir com a cúpula atleticana nos próximos dias. A construtora paranaense confirmou que deseja participar das obras, mas estaria em desvantagem em relação à OAS, já que a primeira proposta apresentada ao Atlético não previa o uso dos R$ 90 milhões em títulos de potencial construtivo que serão cedidos pela prefeitura de Curitiba ao clube.

Alternativa

Antes do encontro na Arena, Mário Celso e o secretário de Estado do Planejamento, Cássio Taniguchi, se reuniram com Petraglia, que confirmou que apresentará sua proposta para administrar as obras ao conselho deliberativo.

O ex-presidente rubro-negro defende que o clube abra mão da contratação de uma grande construtora, opção que, segundo Petraglia, reduzirá o orçamento previsto pela diretoria atleticana.

Política

Além de definir como serão as obras na Baixada, os conselheiros irão definir na próxima segunda-feira o nome de dois novos vice-presidentes do Furacão. Eles irão substituir Enio Fornea e Yara Eisenbach, que renunciaram a seus cargos há 15 dias.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

2011 x 2008 x 2005

Sempre conseguimos - como em 2008 (foto). Fé e positivismo, moçada!
Por Ricardo Campelo, da Furacao.com:
A situação, infelizmente, não representa nenhuma novidade. O Atlético começar um campeonato de maneira pífia já é cena que o atleticano conhece bem, muito embora o ano de 2011 represente o pior de todos os inícios.


O clima é de derrotismo pela maior parte da torcida. Parece que a maioria dos atleticanos acredita que desta vez não há como evitar o descenso. Contra este sentimento de conformismo é que eu gostaria de questionar: por que? Por que não acreditar que podemos escapar, se já passamos por situações parecidas, ou mesmo piores?

Volto a 2005. Ao final da décima rodada, o Atlético tinha apenas três pontos. A primeira vitória veio com o time reserva, contra o Coritiba, às vésperas da decisão da Libertadores. Após a goleada para o São Paulo no Morumbi, acabava o sonho da Libertadores, e a realidade que se apresentava era a lanterna no Brasileirão. O elenco tinha tudo para se desestabilizar e sucumbir. Nada disso aconteceu. A torcida abraçou o time, que iniciou uma recuperação história e terminou o campeonato numa notável 6ª colocação.

O torcedor mais pessimista poderá observar, com propriedade, que naquele ano tínhamos um time bom, incomparável com o atual. Então, relembremos 2008. Não se pode dizer que aquele time era melhor que o atual. Sobrevivíamos de manjados cruzamentos de Netinho para finalizações de cabeça de Rafael Moura - e foi assim que escapamos do rebaixamento, sempre com o apoio incondicional da torcida, sem o qual certamente o desfecho seria diferente.

Entendo que a situação de 2008 era pior que a atual. Isto porque nossa maré de maus resultados aconteceu já no segundo turno, e não no primeiro. A situação era calamitosa: o time não jogava nada, os rivais na briga para o rebaixamento venciam, e a tabela era ingrata para as últimas rodadas. Eu mesmo cometi a barbaridade de afirmar, com antecedência, que o rebaixamento era inevitável, após perdermos em casa para o Fluminense, então adversário direto na briga por permanecer na Série A, e ficarmos a um ponto do lanterna Ipatinga.

Para se relembrar o tamanho do drama, confira-se o teor da notícia da Furacao.com em 13/10/2008: “Faltando nove rodadas para o fim do Campeonato, o Atlético disputará cinco partidas fora e apenas quatro em casa. Destas cinco partidas, três serão contra adversários diretos na luta contra o rebaixamento, Náutico, Figueirense e Vasco.”

Na sequencia, perdemos para o Internacional, e não tínhamos alternativa senão conquistar 17 pontos nas últimas oito partidas. O site Chance de Gol chegou a apontar risco de rebaixamento superior a 80% para o Atlético, a poucas rodadas do final do certame. E do desfecho, todos lembram: batemos o Flamengo na última rodada, e ainda ficamos com uma vaga na Sulamericana.

Algum milagre foi feito? Não. O clube trouxe Geninho, um treinador tecnicamente medíocre, mas que sabe trabalhar a motivação do elenco. Além disso, tivemos uma torcida apaixonada e 100% unida em torno de um objetivo, que mostrou toda a sua força para mudar o futuro do time.

Por que é que em 2011 o desfecho tem que ser diferente? Restam nada menos do que vinte e oito rodadas para o final do campeonato. Trouxemos um treinador que também sabe trabalhar o lado motivacional, e que veio com o aval dos próprios jogadores. O que resta é fazermos nossa parte. Chega de antecipar rebaixamento, de cogitar esta desgraça. O Atlético precisa é de união e energia positiva. Devemos sim, cobrar, apontar os erros da atual diretoria, mas fazê-lo de forma responsável e inteligente.

O futuro ainda será escrito, e há uma decisão a ser tomada. Como atleticanos, podemos manter este derrotismo e fomentar brigas políticas, ou podemos reescrever histórias de união e sucesso. Eu não tenho dúvidas de que com os atleticanos unidos e ao lado do time, o Atlético permanecerá na elite do futebol brasileiro. Aí sim, ao fim do ano, a política pode voltar a ser o foco, em vista das eleições de dezembro. Mas não para decidir quem assume um clube rebaixado, e sim o destino de um Atlético mantido no seu devido lugar, a Primeira Divisão.

domingo, 17 de julho de 2011

Feio na fita

Da Furacao.com:
Não foi desta vez que o Atlético conseguiu a primeira vitória no Campeonato Brasileiro. A derrota deste sábado foi em São Januário, diante do Vasco da Gama. Kleberson fez o gol Rubro-Negro e Alecsandro fez os dois gols do Vasco.

Após o jogo começar com 15 minutos de atraso por causa do apagão em São Januário, Vasco e Atlético fizeram um jogo burocrático em boa parte do primeiro tempo. Aos 10 minutos, quando o Furacão saiu em contra ataque, Madson passou para Paulinho dentro da área, ele rolou a bola para trás e Kleberson só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol do Vasco.

O lance mais curioso da primeira etapa aconteceu aos 32 minutos quando Dedé e Manoel disputaram a bola em escanteio batido por Bernardo. O zagueiro cruz maltino cabeceou e os caíram na área atleticana. Manoel logo se levantou, mas Dedé chegou a ser retirado de campo e voltou logo em seguida, porém, no apito final do primeiro tempo Dedé foi novamente atendido pelo departamento médico vascaíno.

O gol de empate do Vasco saiu aos 47 minutos, quando o lateral Allan disputou a bola com Madson e cruzou. Eder Luis chutou e o goleiro Renan Rocha rebateu a bola nos pés de Alecsandro, que bateu seco no canto direito do gol atleticano.

Virada vascaína

O Vasco voltou mais agudo no segundo tempo e antes dos cinco minutos chegou com perigo duas vezes ao gol do Atlético, uma com Juninho Pernambucano e a outra com Eder Luis. O Furacão não demorou a responder e, aos 10 minutos, Cleber Santana cruzou na área, Santiago Garcia disputou a bola e na sobra Madson errou o chute, resultando em tiro de meta ao Vasco.

Aos 12 minutos, o técnico Renato Gaúcho fez a primeira substituição do Furacão trocando “El Morro” Garcia por Marcinho, que voltou da Arábia Saudita. Após escanteio batido, Renan Rocha fez uma grande defesa em cabeceada do zagueiro Anderson Martins. O jogo ficou aberto e, na volta do escanteio, Madson entrou na área e bateu cruzado, mas a bola saiu à esquerda de Fernando Prass.

Em troca de passes de Marcinho e Madson, aos 21 minutos, o baixinho entrou na área e bateu para uma defesa à queima roupa do goleiro vascaíno. No contra veneno, Juninho Pernambucano bateu uma falta, Alecsandro chutou sozinho e perdeu um gol incrível na cara de Renan Rocha.

O Vasco virou o jogo aos 25 minutos, após cruzamento de Eder Luís. Alecsandro subiu com Manoel e cabeceou para o fundo das redes de Renan Rocha.

Após tomar o gol, Renato Gaúcho colocou Branquinho no lugar de Róbston e, aos 37 minutos, tirou Madson para colocar o equatoriano Guerrón, para tentar mudar o panorama do jogo. Aos 42 minutos, Guerrón cruzou na área e o goleiro Fernando Prass saiu mal na bola, mas se recuperou e tirou-a na área.

O Atlético volta a campo no próximo sábado (23/07) contra o Botafogo, onde tentará a primeira vitória no campeonato brasileiro.
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Trocando em miúdos, o Atlético tá assim: FEIO NA FITA!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Causa e reação

Olá amigos rubro-negros!
Viagens e problemas me impediram de atualizar o blog a contento esta semana.
Semana em que a torcida foi pra rua protestar pela saída do Malucelli da presidência do CAP.
Não acho que o protesto atinja o objetivo de causar uma mudança na cúpula do clube, mas fica o registro da insatisfação do povão, principalmente pela pífia campanha no Brasileiro até agora.
E é sobre essa insatisfação, a propósito, que trata reportagem de hoje na Gazeta do Povo, que transcrevo a seguir:

O desagrado de grande parte da torcida com a gestão do presidente Marcos Malucelli, especialmente neste ano, tem explicações não muito difíceis de serem mensuradas. Basta analisar os números do departamento de futebol.

A administração Malucelli, iniciada em janeiro de 2009, contratou nada menos do que 63 jogadores, dispensou 44 atletas e entregou o comando do time a 9 técnicos diferentes.

Esmiuçando a gestão de 925 dias, chega-se à conclusão de que, em média, 21 caras novas desembarcaram por ano no CT do Caju (até o momento). No entanto, apenas 19 continuam no elenco. Levando em conta o primeiro ano de mandato, somente três dos 14 contratados seguem no clube.

Em 2010, foram feitas 26 contratações, mas apenas cinco permaneceram no grupo. Só que nada supera a atual temporada: 23 novos jogadores contra 12 saídas. Gente como o atacante Henan, o zagueiro Dalton e o lateral-direito Marcos Pimentel. Vieram, viram e não esquentaram o banco. Nem deixaram saudades.

O conjunto de treinadores que passou no período pela Baixada também chama a atenção. Ao todo foram nove, incluindo o auxiliar-técnico Leandro Niehues, que, entre idas e vindas, dirigiu o Rubro-Negro em 25 jogos – o terceiro que mais comandou o time sob as ordens de Malucelli. Assim como no caso dos jogadores, 2011 tem sido implacável para com os técnicos. Renato Gaúcho é o quinto a tentar colocar o Atlético nos eixos desde janeiro.

Instabilidade na gestão que se reflete diretamente em campo, com o pior momento do Furacão desde 2009. A lanterna do Brasi­­leiro, com apenas dois pontos em nove rodadas, fez aumentar consideravelmente as contestações em torno de Malucelli – na quarta-feira, a Fanáticos, principal organizada ligada ao clube, promoveu passeata pedindo a saída do dirigente.

“Somos a favor de um afastamento porque ele não está cumprindo seus deveres. Está vendo as coisas acontecerem. Parou no tempo. Pedimos que o presidente peça licença para que outro, com vontade e determinação, assuma o Atlético”, ressaltou o vice-presidente da facção, Ju­­liano Rodrigues.

“O silêncio de Malucelli também tem incomodado os torcedores. Ele está se omitindo no momento mais importante e precário do clube. A torcida precisa de um retorno. O presidente tem que dar satisfação”, cobrou Rodrigues.

A situação ruim começa a se alastrar para fora do gramado, com a saída dos vices Enio Fornea e Yára Eisenbach, principais aliados da atual administração, no dia 5 de julho – data também do último pronunciamento do dirigente. O retorno do ex-presidente Mario Celso Petraglia à cena, anunciando que será candidato na eleição programada para o fim do ano, aumentou ainda mais a pressão.

Desde então, para tentar diminuir o desgaste, Malucelli tem optado por evitar a imprensa, apesar dos conselhos contrários de pessoas próximas. “Recomendei a ele que esclarecesse as pressões que está sofrendo. Entendo que deva tomar um posicionamento, que se pronuncie”, sugeriu o presidente do Conselho Deliberativo, Gláucio Geara.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O parlatório de Renato

O novo comandante do Furacão foi apresentado ontem à imprensa. E já chegou soltando o verbo. confira alguns trechos, capturados da matéria da Furacao.com:
“Não tem como inventar. Uma casa não começa pelo teto, você começa pelo assoalho. A princípio o primeiro objetivo é tirar o time essa situação. O Atlético precisa ganhar fôlego e os jogadores precisam de confiança. Degrau a degrau. Não adianta chegar aqui, falar coisas que no momento não são propícias, falar em Copa Sul-Americana, Libertadores, seria suicídio. Precisamos viver a realidade, sem enganar ninguém e tirar o time da zona de rebaixamento”.
“No momento em que um doente chega num hospital o médico sabe o que fazer com ele porque estudou. Eu sei o que está acontecendo com o grupo porque eu joguei 20 anos e sei o que o jogador gosta e o que não gosta de ouvir. Já passei por situações iguais a essa e nessa hora precisa dar um pouco de carinho a eles e isso vem junto com a confiança. Sei bem do diálogo que terei com eles, o torcedor pode ficar tranquilo. Não vai ter uma equipe 100% melhorada, mas no sábado alguma coisa diferente vai ter até porque precisamos mudar. Conheço muito bem essa situação, sei o remédio eles e vou procurar ajudá-los”.
“Não adianta ficar aqui expondo A, B ou C, se o problema é a defesa, meio ou ataque, isso fica no papo do treinador com o grupo. No geral precisa melhorar em todos os sentidos um pouco, o Atlético tem que ser outro em campo, ter o apoio maciço da torcida. Já joguei aqui várias vezes, sei da força da torcida do Atlético e precisamos e toda essa força. O grupo vamos conversando, mudando, trocando ideias e se acertando. Pior que está pode ter certeza que não vai ficar. Por isso a tendência é melhorar. Vou escutar um pouco o Leandro (Niehues), trabalhei com o Madson, lancei ele no Vasco, conheço o Wagner Diniz e outros. Temos pouco tempo de trabalho até sábado, mas podem ter certeza e que vontade e luta não vão faltar”.
“Eu gosto de trabalhar com garotos e sei que tem que ter muito cuidado nessa hora para não queimá-los. O garoto tem que ser lançado na hora certa. É uma hora meio delicada. Não que eles não tenham condições de jogar. Já lancei vários garotos, gosto de trabalhar com eles, gosto de lançá-los, não tenho medo, é só eles me mostrarem qualidade”.
“Eu não me apego na idade, no nome ou no salário do jogador, eu me apego pelo que ele apresenta dentro de campo. Gosto de trabalhar com garotos, agora, a gente numa situação dessa tem que tomar muito cuidado. Eu faço muitos coletivos dos profissionais contra os juniores justamente para observar esses garotos. Quem vai me dar a resposta se tem ou não condições de jogar no profissional é o próprio jogador, é o próprio garoto”.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coincidência ou racha?

Como diria o grande sábio Al Khamali, "ano ruim tem 24 meses".
Quando o Furacão finalmente contrata um treinador que traz esperança à torcida, me daparo com a notícia que dois vice-presidentes deixaram o clube: Enio Fornea (1º vice) e Yára Eisenbach (2ª vice). Pularam do jipe.
Não achei nenhuma declaração dos dois na imprensa, mas segundo o presidente Marcos Malucelli o motivo para as saídas simultâneas foi a "falta de tempo" devido a compromissos profissionais.
Uma coincidência gigantesca, daquelas que fazem surgir no ato outras possibilidades.
Por que só agora, a seis meses do fim do mandato, dois dos mais importantes dirigentes do clube sentiram que o tempo dedicado ao clube os atrapalha? E ao mesmo tempo?
Estranheza que leva a pensar que a dupla sai para lançar uma chapa independente no final do ano; ou simplesmente porque não concordaram com o salário de marajá do Renato Gaúcho - também coincidentemente os dois vices deixaram o clube logo após o anúncio da contratação do treinador -, o que teria causado o racha na alta cúpula atleticana.
De qualquer maneira, sejam quais forem os reais motivos, fica claro que Malucelli está cada vez mais isolado.
Agora, caberá agora ao Conselho Deliberativo a escolha dos novos 1º e 2º Vice-Presidentes.
O mais provável é que os outros dois membros do Conselho Administrativo, Diogo Fadel Braz e Henrique Gaede, sejam aclamados.
Que tenham, além de sorte, competência e cabeça no lugar para levar essa gestão até o final.

Um comandante estiloso

Amigos, milhares de compromissos ao mesmo tempo dá nisso: blog meio paradão. Mas vamos lá. Ainda não havíamos comentado a contratação do novo técnico. Renato Gaúcho, o polêmico Renight. Ídolo por onde passou como jogador, jamais serviu a um clube paranaense. Como treinador, teve um péssimo início de carreira, mas ultimamente teve boas passagens e deixou boas lembranças nos times pelos quais passou.
Para o momento do Furacão, me pareceu ser uma ótima escolha.
O que não me parece certo nessa história toda é pagar mais de 200 mil mangos para um treinêro.
Parece que membros da diretoria também não gostaram muito da ideia - mas isso é tema para o próximo post.
De qualquer maneira, o homem é ele e esperemos que, a partir desta quinta, quando ele chega a Curitiba, justifique seu polpudo salário com vitórias.
Por enquanto, fique com a épica entrevista de Renato ao Fantástico, em 1990, e conheça um pouco do estaile do nosso novo técnico:

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ladeirabaixo

O Atlético nem chegou a subir o morro e já despencou ladeira abaixo.
Sobre o fiasco desta quinta, apenas o seguinte comentário:
Tsc, tsc, tsc...
Sem palavras.
O duro não é apenas ver o time perder, mas chegar na metade do ano sem conseguir criar ao menos uma única jogada que preste durante uma partida. Uminha só!
Compre já seu estoque de Dreher porque esse ano, meu amigo, vai ser dureza.