quarta-feira, 29 de junho de 2011

O (primeiro) candidato

Da Furacao.com:
O ex-presidente do Atlético Mario Celso Petraglia concedeu uma entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira, em um hotel no centro de Curitiba. Quando convocou os jornalistas para a entrevista, a assessoria de imprensa de Petraglia não havia adiantado o teor da coletiva. Durante o encontro, ele tratou da importância da realização da Copa do Mundo de 2014 e se lançou candidato a presidente do Atlético, o que acabou gerando grande repercussão, uma vez que até então Petraglia negava a possibilidade de voltar a se candidatar.

Petraglia iniciou o encontro fazendo um balanço destes dois anos e meio em que está afastado da direção do Atlético. Destacou que o time viveu bons e maus momentos, mas explicou que preferiu se calar, evitando entrevistas para não atrapalhar a vida do clube e deixando questões pessoais para serem resolvidas na justiça. Ele relembrou que não tinha interesse em se envolver nas eleições de 2008, mas acabou aceitando integrar e apoiar uma chapa montada por integrantes da situação para evitar a vitória da chapa adversária, “que não poderia vencer”.

O dirigente prosseguiu afirmando que foi traído logo no primeiro mês após a posse da atual diretoria e que se afastou, permanecendo no clube apenas até o anúncio oficial de Curitiba como sub-sede da Copa 2014, em maio de 2009. Preocupado com o atraso no início das obras de conclusão da Arena, afirmou ter solicitado (sem sucesso) ao presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Glaucio Geara, a convocação de uma Assembleia Extraordinária tendo como pauta a reforma e conclusão da Baixada. Depois disso, em meio à tentativa de coletar dois terços da assinatura dos conselheiros, o clube definiu a realização da tal Assembleia no mês de maio deste ano.

O ex-dirigente reclamou da forma como foi tratado na Assembleia e também por não ter tido tempo para realizar a apresentação completa que havia preparado. “Nunca me senti tão mal na minha vida, na casa que ajudei a construir. Parecia que estava entrando, sem nenhum demérito, no Couto Pereira”. A mesma apresentação preparada aos conselheiros do Atlético foi realizada nesta terça-feira à imprensa. Petraglia mostrou detalhes do projeto do estádio, alguns deles até então desconhecidos do grande público, como especificações técnicas e valores. No projeto exibido, está prevista a instalação de dois placares eletrônicos entre os mais modernos do mundo com 60 m² cada um; a instalação de um painel de publicidade com 1600 m² na fachada da Arena (que contará também com 23 novas lojas); a retirada de lanchonetes de um determinado setor do estádio para a ampliação dos corredores (exigência da FIFA) – o clube aproveitará para ampliar os camarotes - além da troca do gramado por um gramado misto (90% natural, 10% artificial) e, em outro momento, a construção de uma Areninha com capacidade para 12 mil pessoas integrada ao estádio.

“Eu atribuo, com toda a liberdade que eu tenho, e a experiência que acumulei, que para o Atlético Paranaense é muito mais importante a Copa das Confederações que a Copa do Mundo, porque nós teremos duas Copas e ficaremos prontos um ano antes. Vamos faturar o novo estádio por 12 meses antes. Isso não tem preço”, disse Petraglia sobre a necessidade de se iniciar as obras o mais rápido possível - segundo ele no máximo até agosto deste ano, para que Curitiba receba jogos da Copa das Confederações, em 2013.

Para o ex-presidente, o custo apresentado pela diretoria atleticana para a conclusão da Arena é exorbitante (R$ 220 milhões), sendo que o IPPUC já refez os cálculos e o custo caiu para aproximadamente R$ 174 milhões que, segundo ele, podem ser reduzidos ainda mais já que “15 milhões se referem ao lucro da construtora e 10 milhões a administração da obra”.

Candidatura

Depois da exposição sobre as obras da Arena, o microfone foi aberto a perguntas e o principal tema dos questionamentos foi a possibilidade da candidatura de Mario Celso Petraglia à presidência do Atlético nas próximas eleições, marcadas para o fim do ano. No início, o ex-presidente desconversou: "Não sei ainda se serei candidato. Eu afirmava que não, mas estou em dúvida”. Depois, destacou que sua gestão colaborou para a criação de um regime democrático no clube: “O Atlético terá nessa próxima eleição mais de dez mil sócios com direito a voto. É um colégio considerável”.

Por fim, Petraglia disse que a prioridade é garantir a conclusão da Arena até o dia 31 de dezembro de 2012 e, já próximo de encerrar a coletiva, revelou: “Vou confessar a vocês: eu sou um emocional e já resolvi: vou ser candidato”.

domingo, 26 de junho de 2011

Mais um recomeço

Difícil de digerir a derrota para o Bahia. Mais uma em plena Baixada. Pior do que a derrota, o futebol bisonho apresentado. Uma lástima.
Um dos piores inícios de campeonato da história do Trétis - se não for o pior.
Seis jogos, um único ponto, um mísero gol marcado.
Tá tudo errado.
Passem a borracha, por favor.
Adílson Batista já não é mais o técnico.
A bomba sempre estoura no treinador, ainda mais nesse caso, pela teimosa insistência em encher o time de volantes - mesmo que isso não impedisse os adversários de chegarem ao gol.
Mas a culpa não é só de Pezão.
Pra começo de conversa, quem for contratado será o quinto técnico do Atlético este ano. O quinto, senhores, em seis meses.
Não se vê isso por aí, meus amigos, nem nos melhores times de várzea.
E quem vier, seja quem for, vai se deparar com as mesmas dificuldades. Digam-me um setor do time que está bem. Um único, do goleiro ao ataque. Pois é, não há. A barbaridade já começa na meta, de onde Pezão tirou a titularidade de um prata-da-casa para colocar na mão de um forasteiro. Não só por ser de fora, mas por jogar menos bola. E daí por diante, é só analisar laterais, zaga, ataque, enfim.
Em plena metade do ano, vamos para mais um recomeço.
E torcer para que nos salvemos, de novo, de uma tragédia anunciada há anos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A inauguração da Arena e o espírito atleticano

Comercial transmitido no intervalo do Jornal Nacional em 24 de junho de 1999. Esse é o espírito atleticano! Espírito que cabe a nós resgatar. Somente a nós.

12 anos de um sonho

Só quem esteve lá sabe o que aquela noite significou. Depois de anos de espera, uma verdadeira diáspora rubro-negra, a volta pra casa não foi apenas especial: foi mágica. Extrapolou o que seria um mero mas emocionante reencontro com o sagrado santuário; representou um divisor de águas na história do Atlético e na vida de todos os atleticanos. Quem entrou no Joaquim Américo naquela noite fria de 24 de junho de 1999 e se perdeu pelos corredores da Arena, foi às lágrimas ao cruzar o túnel para a arquibancada e presenciar a magnitude do estádio e, por fim, ficou rouco de tanto comemorar o gol fantástico de Vanin, esses são, realmente, privilegiados. Esses milhares de torcedores, assim como eu, têm tudo registrado nas retinas, como se tivesse sido ontem. Títulos à parte, essa foi, para mim, a noite inesquecível de toda uma vida dedicada ao Furacão.
Você não esteve lá?
Então relembre como foi:

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O drama de Kita

Em 1990, Kita foi recebido pela torcida no Aeroporto Afonso Pena.
Ídolo rubro-negro do início dos anos 90, o ex-atacante Kita está passando por um momento bastante delicado. Aos 53 anos, o campeão paranaense de 1990 teve seu pé amputado deviso a uma infecção e está internado em estado grave em Passo Fundo (RS). A informação foi publicada pelo jornal Zero Hora e encaminhada ao blog via twitter pelo atleticano Paulo Gustavo Kotze (@pacotze), que está em Porto Alegre.
Confira a reportagem:
O ex-atacante Kita, que jogou na dupla Gre-Nal na década de 80 está internado em estado grave na UTI do Hospital Prontoclínica, em Passo Fundo. Ele faz tratamento contra uma infecção contraída depois de uma cirurgia para reconstituição dos ligamentos do tornozelo esquerdo.
O último título conquistado pelo atacante foi com a camisa do Furacão.
Para conter a infecção, os médicos decidiram amputar o pé esquerdo do ex-jogador, que está entubado desde a última quarta-feira.

A carreira de Kita começou no Gaúcho, de Passo Fundo, em 1973. Em 1976, ele foi para o rival 14 de Julho. Depois de jogar por Criciúma e Brasil, de Pelotas, ganhou projeção ao ser goleador do Gauchão de 1983, pelo Juventude. No ano seguinte, conquistou o Gauchão pelo Inter.
Kita era bom cabeceador – um centroavante de estilo trombador, mas dotado de técnica e de visão de jogo. Em 1984, quando o Inter foi a base da seleção olímpica, conquistou a medalha de prata em Los Angeles. Em 1986, Kita foi goleador do Paulistão pela Inter, de Limeira. Na decisão, marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, que garantiu o título inédito. Em setembro daquele ano, mudou-se para o Rio, pois defenderia o Flamengo. Lá, venceria a Copa União de 1987, ao lado de craques como Andrade, Renato, Bebeto e Zico. Kita era reserva. Após passar pela Portuguesa, Kita esteve no Grêmio e participou das conquistas do Gauchão e da Copa do Brasil.
Em 1990 foi contratado pelo Atlético Paranaense e conquistou o título estadual - o último de sua carreira.

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Leia mais sobre o Kita no Furacão:

domingo, 19 de junho de 2011

Só o Pezão entende

Intervalo do jogo em Florianópolis. Nos 45 minutos iniciais, atuando com TRÊS VOLANTES, o Atlético apenas acompanhou o simplório Figueirense jogar. Com 20 minutos de bola rolando, já perdia por 2 a 0. Tomou dois gols, poderia ter tomado seis, tamanha era a facilidade com que o adversário entrava na área rubro-negra.

Adílson Batista promove mexe-mexe duplo no Furacão...

Sai Guerrão, entra Adaílton. Sai Paulinho, entra Róbston.

Entra Róbston?

Desculpe, não entendi. Entra o quê?

Entra Róbston.

Parecia piada, mas era verdade. Perdendo por 2 a 0, sem nenhuma vitória em quatro jogos pelo Brasileiro, e tendo marcado um mísero gol (de falta), o Pezão conseguiu enxergar utilidade na entrada de mais um volante no campo, o inexpressivo Róbston.

Como qualquer um poderia prever, menos o nosso treinador, o segundo tempo atleticano foi mais uma vez ridículo. O Figueira andou e nós não criamos uma única chance clara de gol.

E tinha mais... para fechar com chave de ouro, Adílson ainda tirou o nosso único atacante na área inimiga, Nieto, para colocar mais um meia, Branquinho.

São tão graves e rotineiros os erros do comando técnico que, infelizmente, chego a conclusão que no momento ele é o maior problema do clube.

Sim, é difícil acreditar, mas é verdade. Mesmo considerando os inúmeros vacilos da diretoria ao longo da temporada e, consequentemente, as carências do nosso elenco, o ex-zagueiro está alcançando a proeza de ser destaque negativo.

Partida após partida, os equívocos se sucedem. E o que é pior, sempre que o Atlético atuou com dois meias na competição, jogou melhor, criou mais. Mas não adianta. É definitivo: Adílson Batista não consegue nem vai se convencer do óbvio.

O futuro? Melhor nem pensar...

sábado, 18 de junho de 2011

Reforço de responsa

Santiago "El Morro" Garcia (esquerda): artilheiro uruguaio é do Furacão!
O Blog da Nadja Mauad acaba de confirmar a contratação do atacante Santiago Garcia, junto ao Nacional do Uruguai, após extensa novela e várias rodadas de negociações. Em entrevista à jornalista, o diretor de futebol do Furacão, Alfredo Ibiapina, confirmou o fechamento do negócio: “Estamos assinando nesse momento, mas agora fechou. Segunda-feira ele já deve chegar em Curitiba”.
Conhecido como El Morro, o jogador tem apenas 20 anos e é considerado a grande revelação do futebol uruguaio. Foi o artilheiro do Torneio Apertura de 2010 e também do Campeonato Uruguaio 2010-2011, com 23 gols, sendo peça fundamental para o Nacional sagrar-se campeão uruguaio no último domingo.
Ibiapina confirmou que são cinco anos de contrato e o CAP comprou 50% dos direitos, deixando acordado o pagamento dos outros 50% à prazo, nos próximos dois anos e meio.

O diretor não quis falar em valores, mas se as informações da imprensa uruguaia estiverem corretas esta será a mais cara contratação da história do CAP. O rubro-negro teria pago US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 3,2 milhões) por 50% de García, pagando outros US$ 2,8 (aproximadamente R$ 4,4 milhões) pela outra metade, em cinco anos.

Se eu não aprovava ainda o trabalho de Ibiapina, admito que esta foi uma grande tacada. Um jogador novo, artilheiro-nato, com faro de gol e um futuro promissor. Vale o investimento, certamente. Um reforço de responsa!
El Morrito artilero fará história por aqui, meus amigos! Podem anotar!
Tem que se pensar grande.
Que as contratações futuras sigam esta linha, sempre.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A primeira vitória escorreu entre os dedos

Da Furacao.com:
O Atlético apenas empatou com o Flamengo na Arena da Baixada, por 1 a 1 neste domingo, com gols de Madson para o Furacão e Deivid para os cariocas. Time atleticano marcou primeiro gol e ponto, porém, segue sem vencer no Brasileirão.

A primeira etapa foi bastante equilibrada, tanto que o zero não saiu do placar. As melhores chances surgiram nas jogadas de bola parada, principalmente com Paulinho, Branquinho e Madson. A melhor delas, aos 25 minutos, Manoel cabeceou para defesa meio que no susto do goleiro Felipe. Aos 40 minutos foi a vez de Nieto, do meio da rua, quase fazer um belo gol, porém o goleiro flamenguista estava atento e mandou para a linha de fundo. Após o lance uma sequência de escanteios que levaram perigo à área adversária.

Adilson Batista voltou para o segundo tempo com a mesma formação, e o Furacão quase que abriu o placar logo aos dois minutos, entretanto na boa trama de ataque Paulinho cruzou nas costas de Madson. Aos 12 Nieto deve boa chance após jogada de Branquinho, mas Felipe segurou. Dois minutos depois o Atlético enfim marcaria seu primeiro gol no Brasileirão 2011. Em cobrança de falta, Madson bateu com perfeição e Felipe apenas assistiu a bola bater no travessão antes de entrar.

Após o gol, o Atlético não soube aproveitar o desespero flamenguista e deixou o adversário equilibrar o jogo novamente, mas sem mostrar perigo, exceto na falta cobrada por Ronaldinho Gaúcho, aos 24 minutos. Porém dez minutos depois veio a ducha de água fria. Em jogada de contra-ataque, Rafael Santos falhou grotescamente e a bola sobrou para Diego Maurício, que apenas teve o trabalho de cruzar para Deivid, que livre empurrou a bola para a meta de Márcio. Nos minutos finais o zagueiro teve a chance de se redimir, porém cabeceou no travessão, aos 46 minutos, e o Atlético teve que se contentar com o empate em casa.

Na próxima rodada o Furacão buscará a primeira vitória na competição, em Florianópolis, diante do Figueirense. O jogo no Orlando Scarpelli será domingo, às 16 horas.

sábado, 11 de junho de 2011

À família Singer, com carinho

Sinceramente, meus amigos, estava disposto a nem citar a coxarada aqui no blog, mesmo que eles merecessem após ter demonstrado tanta soberba e terem enchido tando o saco.
Por mim, o sarro gostoso que rolou no twitter e no facebook já estava de ótimo tamanho.
Mas o Peçanha, amigo e colaborador do blog, enviou hoje um e-mail que causou-me indignação.
Me fez lembrar que, desde 1999, os coxas já vestiram a camisa de pelo menos uns 10 times diferentes, apenas para torcer contra o Furacão. Já foram Cruzeiro, em 1999; Atlético-MG, em 1996 e 2000; São Paulo, Fluminense e São Caetano, em 2001; Santos em 2004; São Paulo, de novo (Bambis?), em 2005; River Plate e Pachuca, em 2006... Entre tantos outros.
Mas o que indignou mesmo foi o conteúdo enviado pelo Peçanha.
A data era 12 de dezembro de 2004. O Atlético, duas semanas antes, havia cedido o empate ao Grêmio em Erechim, após estar vencendo por 3 a 0, e mesmo assim ainda liderava o Brasileirão, dois pontos à frente do Santos. Mas precisava, naquele domingo fatídico, vencer o Vasco em São Januário para seguir à frente do Peixe, a uma rodada do final da competição.
Nunca antes na história deste país os coxas torceram com tanta sofreguidão, em toda sua vida, como naquele 12 de dezembro de 2004. Nem para seu próprio time.
A trairagem verde foi tão ridiculamente escrota que, desde então, Peçanha guarda a reportagem em sua pasta de indignações, ao lado de outra pasta, esta com recortes de reportagens de jornais e revistas sobre o CAP.
A matéria mostrava uma família, a família Singer. Cujo patriarca, por ironia ou infelicidade, vem a ser primo do Mauro Singer, um dos maiores rubro-negros destas plagas.
Mas esta é a ala "coxa" da família.
E, naquele fatídico fim de semana, tão temerosos que estavam de presenciar mais um título rubro-negro, assim como todos os demais coxas da cidade, uniram-se numa corrente vascaína lastimável. Situação típica daqueles torcedores que, como escolheram um time de merda para torcer, adotam outras agremiações para conseguir alguma felicidade na vida.

Bem, a família em questão é o mais puro exemplo disso. Na ânsia e na angustiante necessidade de ver o Atlético perder, não tiveram dúvidas e foram comprar umas camisas do Vasco da Gama para usar junto às verdes, já à época totalmente fora de moda. Algo inimaginável para um atleticano.
Taí embaixo, pra quem quiser ver:
A reportagem conta a triste história de uma família que não tem time para torcer.
(clique para ampliar)

A coxarada estava absolutamente ensandecida pelo Vasco.
O da direita, um coxinha típico, visivelmente transtornado.
Notem ainda toda a ira no olhar do patriarca coxo-vascaíno...

* * * ATENÇÃO, CENAS FORTES! * * *
A pobre coxinha foi obrigada a virar vascaína por ordem do pai e, totalmente fora de si,
perdeu o psicológico e rasgou uma bandeira do CAP. Cena que fez lembrar d'O Exorcista. Sinistro!
Pois é.
Agora, o dito Novo Barcelona perdeu justamente para o... Vasco. Pelo menos parte da família Singer deve ter ficado feliz. Ou não?
E a coxarada teve a coragem de vir me perguntar, nas mídias sociais, por que é que nós, atleticanos, estávamos tirando sarro e curtindo a vida adoidado desde a madrugada de quinta.
Taí a resposta.
Aqui se faz, aqui se paga. Já dizia minha atleticana avó. Que jamais na vida vestiu outra camisa, ou ensinou tais más maneiras aos filhos e netos.
Obrigado, vovó.
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PS: é por isso que a gente reagiu mais ou menos assim na quarta-feira:


Sonho meu

Ser campeão de uma competição nacional com saldo positivo de gols??? SONHO MEU!
O Blog da Baixada fechou uma parceria com o ótimo blog O Sarrista, e suas artes estarão sempre por aqui a partir de hoje. Para ver mais zoações gostosas dos coxas, como essa aí de cima, clique aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

El Morro vem aí


Santiago García, "El Morro", artilhjeiro do Apertura 2010: na mira do Furacão.
Da Furacao.com:
O uruguaio Santiago García, do Nacional, pode ser um dos reforços do Atlético para o ataque. O diretor Alfredo Ibiapina está negociando com dois atacantes: um sul-americano, mais jovem, e um brasileiro que está jogando no futebol asiático, mais experiente.

Depois de algumas especulações descartadas por Ibiapina, surgiu nesta quinta-feira o nome de García, atacante de 20 anos e 1,81 m, formado nas categorias de base do Nacional e com passagem pela seleção uruguaia sub-20 (Mundial e Sul-Americano da categoria).

O interesse do Atlético por "Morro" García foi divulgado pela Rádio 1010 e repercutido pelo diário Ovación, especializado em esportes. Depois, foi publicado no site decano.com, principal fonte de notícias do Nacional. De acordo com a notícia, o Atlético teria feito uma oferta de US$ 2 milhões por 50% dos direitos econômicos do atacante e o Nacional teria aceitado, já tendo enviado o contrato para o procurador do atleta.

Carreira

García é o atual artilheiro do Campeonato Uruguaio 2010-2011, com 23 gols, nove à frente do vice-artilheiro Cristian Palacios. Ele foi o artilheiro do Torneo Apertura, encerrado em dezembro de 2010, com 15 gols e agora é o vice-artilheiro do Torneo Clausura, com seis gols a menos que Palacios.

No domingo, Nacional (campeão do Clausura) e Defensor Sporting (campeão do Apertura) se enfrentarão na semifinal do Campeonato Uruguaio. Se o Nacional de García vencer será campeão por antecipação. Se o Defensor vencer, haverá a final em dois jogos reunindo novamente os dois times, já que o Nacional foi a equipe que somou mais pontos na tabela acumulada. Santiago García só será liberado pelo Nacional após o término da competição.

O atacante pretendido pelo Atlético estreou na equipe profissional do Nacional em 2008, aos 17 anos, quando entrou na final do campeonato e fez o gol do título do Nacional sobre o Defensor. Porém, García só se tornou titular absoluto nesta temporada e virou ídolo da torcida do Nacional, especialmente por marcar muitos gols contra o Peñarol, principal rival. Segundo os analistas, não é um jogador muito técnico, mas com grande faro de gol.

Há um mês, o atacante despertou o interesse de vários clubes europeus, principalmente do Benfica, mas as propostas que chegaram ao Nacional não satisfizeram as pretensões dos seus dirigentes. Em especial, a atuação do atacante frente o Fluminense, pela Copa Libertadores da América, foi bastante elogiada pela imprensa esportiva, ao marcar os dois gols da vitória no Estádio Centenário.

Ficha técnica
Nome completo: Santiago Damián García
Data de nascimento: 14/09/1990 - Montevidéu (URU)
Altura: 1,81m
Peso: 80 kg
Clubes em que jogou: Nacional

terça-feira, 7 de junho de 2011

O poeta atleticano

Pichações com poemas de Leminski.
Texto de Dante Mendonça publicado pela Furacao.com em março de 2007 sobre Paulo Leminski, poeta, atleticano, morto há 22 anos, em 7 de junho de 1989:
"O poeta era atleticano


Que nos perdoem os alviverdes e os tricolores; os escritores, poetas e trovadores de outras cores, mas nesta data querida para a torcida rubro-negra, temos um especial presente de aniversário de 83 anos do Clube Atlético Paranaense: Paulo Leminski ostentava no peito um coração atleticano!

Sempre cantando o hino do Furacão, com vigor sem jaça, o polaco nos legou o sangue forte, porque rubro-negro é quem tem raça, pode cantar com orgulho a galera da Baixada.

Três testemunhas confirmam o que a torcida rubro-negra tinha quase certeza. Acima de qualquer suspeita, o coxa-branca Luiz Antônio Solda é o quase irmão do poeta que não deixa a menor dúvida. Parceiro de mesas e letras, o cartunista Solda jogava no time do polaco Leminski, daqueles que torcem distraídos, só quando se trata de grande evento, um Atletiba decisivo, uma final de Copa do Mundo. Daí deve ter nascido o título de um dos livros do poeta: “Distraídos venceremos”. “Na verdade, Leminski não gostava de futebol. Deve ser por isso que ele era atleticano”, diz com ironia o cartunista, “mas sempre que o Atlético perdia, lembro bem, ele chegava na agência de propaganda onde trabalhávamos se lamentando. E isso era quase sempre, dava até pena, porque o Atlético daquela época era freguês do Alto da Glória”.

O publicitário e escritor Ernani Buchmann é outra testemunha acima de qualquer suspeita. “Infelizmente, Leminski era atleticano. Mas não vamos exagerar. Era um atleticano light.” Ex-presidente do Paraná Clube, várias vezes campeão paranaense, outro dos grandes orgulhos de Nani Buchmann foi ter merecido um poema do amigo Paulo, num dos raros versos do poeta dedicados ao futebol, senão o único. Está no livro “Não fosse isto E era menos Não fosse tanto E era quase”.

Quero a vitória do time de várzea / Valente / covarde / a derrota do campeão / 5 x 0 / em seu próprio chão / circo dentro do pão

Talvez em função desses versos, muitos sustentassem que o poeta fosse torcedor do Combate Barreirinha, ou qualquer outro time do campeonato suburbano de Curitiba, para não dizer de várzea. Vale o que está escrito, mas o poeta é um fingidor.

“Eu já sabia!”, responde o escritor Wilson Bueno, companheiro de prosa e verso do polaco desde os tempos do “Solar da Fossa”, no Rio de Janeiro. Bueno confirma que o autor do “Catatau” era atleticano; e que todo poeta canta a vitória do mais fraco, a derrota do mais forte em seu próprio chão.

Quando o piá Wilson Bueno chegou à Curitiba, direto de Jaguapitã (PR), o Coritiba era o campeão. O Atlético, um coitado. Desde então, o escritor é mais um atleticano desatinado. Nas tardes de futebol, estende três bandeiras rubro-negras em três janelas de sua casa no Boa Vista, o famoso “Palacete do Tico-tico”, para o ódio mortal do vizinho coxa roxo que mora em frente.

Atlético! Atlético! O poeta conhecia o teu valor. Não temia a própria morte, sentia que a camisa rubro-negra só se veste por amor."

domingo, 5 de junho de 2011

A coisa tá preta

Da Furacao.com:
O Atlético perdeu por 1 a 0 para o Palmeiras, no Canindé, neste sábado. O gol do time do Palestra Itália foi marcado pelo ex-atleticano Chico, aos 30 minutos do segundo tempo.

O primeiro tempo entre Palmeiras e Atlético não teve muitos lances de perigo. O Palmeiras teve duas oportunidades: a primeira aos sete minutos em cobrança de falta de Marcos Assunção e a outra aos 30 minutos com Patrik, que driblou Rafael Santos e bateu por cima do gol de Márcio.

A única oportunidade do Rubro-Negro na primeira etapa foi com Adaílton, aos 25 minutos, quando o atacante driblou o zagueiro palmeirense e chutou por cima do gol de Marcos.

Expulsão e gol de escanteio

O segundo tempo começou bem mais movimentado que o primeiro e os dois times tiveram algumas chances de abrir o marcador. No Atlético, Adaílton saiu para a entrada de Madson. Logo aoos 11 minutos, a equipe perdeu Marcelo Oliveira, que sofreu falta dura de Patrik e saiu da partida para a entrada de Robston.

O lance crucial do jogo aconteceu aos 13 minutos, quando o lateral Rômulo foi expulso. Após escanteio para o Atlético, a bola foi rebatida para fora da área, Rômulo e Kleber se enroscaram e o árbitro expulsou o jogador atleticano. Dois minutos depois, em lance parecido com o de Rômulo, Nieto acabou com um ataque palmeirense puxando o jogador e nem cartão amarelo levou.

Logo após a expulsão, o técnico Adilson Batista colocou Kleberson no lugar de Paulo Baier, deslocando Deivid para a lateral-direita. Mas o lance que definiu o jogo saiu dos pés de Marcos Assunção, aos 30 minutos. O volante do Palmeiras bateu escanteio, Chico desviou na primeira trave e fez o gol da vitória.

O Atlético não teve forças para reagir. Kleberson e Madson arriscaram em chutes de fora da área, mas faltou muito para levar perigo ao gol de Marcos.

O Furacão perdeu os três primeiros jogos no Brasileiro e ainda não fez gol. O próximo jogo do Atlético será no dia 12/06 (domingo) contra o Flamengo, na Arena da Baixada.

sábado, 4 de junho de 2011

Sem Guerrón, Madson ou Nieto entram no ataque

Da Furacao.com:
De olho na partida contra o Palmeiras, no final da tarde deste sábado, no estádio Canindé, o técnico Adilson Batista realizou o último treinamento no CT do Caju visando a terceira partida do Atlético no Campeonato Brasileiro. Ele, admitiu abrir mão do esquema com três volantes para a entrada de mais um armador ou um atacante, tem dúvidas no ataque da equipe, com Madson e Nieto disputando um lugar no time, ao lado de Adaílton. Outra possibilidade, mais remota, é a entrada de Héverton, que ainda não jogo neste Campeonato Brasileiro.

"Às vezes, você pode rever, pensar, trabalhar de um jeito num determinado jogo em função da característica do adversário. Pode ser o Nieto com o Madson. Tem o Héverton. Pode ser três meias e só o Nieto. Então, deixa o meu amigo Luís Felipe Scolari lá pensando um pouquinho", despistou o treinador.

Com uma possível mudança no esquema tático do time, quem pode ganhar um lugar entre os titulares é o meia Branquinho, com a saída de Marcelo Oliveira ou Cleber Santana da equipe. Em contrapartida, o volante Paulo Roberto e o meia-atacante Guerrón foram vetados pelo departamento médico e ficam de fora da partida contra o Palmeiras.

Sendo assim, a provável formação atleticana deve ir a campo com: Renan Rocha; Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Marcelo Oliveira, Cleber Santana (Branquinho) e Paulo Baier; Madson (Nieto) e Adaílton.

O mais adiantado

Se você acha que as obras na Baixada para a Copa estão demorando pra sair, imagine no resto do país. Segundo o Ministério do Esporte, o estádio do Furacão ainda é a arena em estado mais adiantado para o mundial, dentre todos os que receberão jogos da competição. A notícia é do Portal 2014:

Sem explicar os critérios técnicos adotados, o Ministério do Esporte divulgou ontem um balanço que mostra quanto evoluiu a construção ou reforma das 12 arenas da Copa de 2014.

O levantamento mostra que oito cidades estão em dia com o cronograma estabelecido pela Fifa e tocam as obras em ritmo considerado normal, enquanto as quatro restantes comem grama para cumprir o acordo estabelecido com a federação internacional.

No ranking das mais avançadas figuram Curitiba (45% das obras concluídas), Cuiabá (17%), Salvador (17%), Brasília (15%), Porto Alegre (14%), Recife (8%), Belo Horizonte (8%) e Rio de Janeiro (7%).

Na visão do ministério, mesmo com obras mais adiantadas que outras sedes, Fortaleza (13%) e Manaus (17%) estão entre as retardatárias na corrida pela inauguração das arenas. A lanterninha sobrou para Natal, que não começou a demolir o Machadão, e São Paulo, onde a terraplenagem do Itaquerão teve início apenas na última segunda-feira (30/5).

O levantamento foi apresentado pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte, Waldemar Silva Souza, que substituiu o titular da pasta, Orlando Silva, durante seminário realizado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Segundo Souza, a previsão é que os oito estádios “mais adiantados” sejam inaugurados até dezembro de 2012. Assim, estariam credenciados para receber a Copa das Confederações –evento realizado em junho de 2013 para testar a infraestrutura das sedes.

A previsão do ministério é que os quatro estádios “atrasados” devem estar prontos somente em 2013 (Fortaleza em abril, Manaus em junho, Natal e São Paulo em dezembro), estourando o prazo para o ensaio-geral da Copa do Mundo.