quarta-feira, 4 de maio de 2011

Polaco Anfíbio

Voltamos com o segundo tempo do aquecimento para o jogaço de hoje à noite, frente ao Vasco, na Baixada. Desta vez, uma vitória rubro-negra, para insipirar a rapaziada e, de quebra, tranquilizar os supersticiosos. Video disponibilizado na rede pelo usuário cachorraoctba.

Avançamos somente quatro anos em relação ao post anterior. 1996. Pouco tempo, muita diferença! Naquele Brasileiro, o escrete atleticano era de alta categoria. Tanto que segue na ponta da língua -- sobe o hino do Furacão...

Ricardo Pinto; Alberto, Jorge Luiz, Andrei ou Reginaldo e Branco; Alex Lopes, Nowak, Piekarski e Jean Carlo; Oséas e Paulo Rink. Craques no campo, craque no banco: Evaristo de Macedo.

Não fosse um maldito terceiro cartão amarelo arranjado para o Oséinha lá em Minas Gerais e teríamos ido muito além do primeiro round dos playoffs, quando fomos desclassificados pelo Galo.

Voltemos ao tema. Lembro como se fosse hoje. Restavam alguns minutos para às 16 horas e eu me encontrava refugiado dentro do carro na Rua Brigadeiro Franco, do outro lado da praça Afonso Botelho. O mundo caía lá fora.

Ouvia no rádio se a peleja com o Vasco aconteceria ou não. Parecia pouquíssimo provável, tamanho era aguaceiro. Eis que Remy Tissot anuncia a subida do Atlético para o campo do jogo. Devidamente paramentado, parti.

Atravessei a praça e, vencida a rampa da entrada, pude avistar um mar de guarda-chuvas, especialmente na reta da Brasílio Itiberê. Enquanto que, na curva dos Fanáticos, a turma gelava o lombo bonito.

Lamentavelmente, o gramado mostrava-se sem a menor condição para o rolamento da bola. Cenário preocupante para uma equipe que precisava da vitória, contra um adversário de respeito comandado pelo tinhoso Edmundo.

Mas tudo se resolveu graças ao Polaco Anfíbio...

O Polaco batalhando pela pelota no charco do Joaquim Américo.
Piekarski fora contratado pelo Rubro-Negro com panca de meia extra-classe -- seria o equilíbrio perfeito com o parceiro Nowak, um volante cheio de disposição. Cartaz comprovado nas duas partidas anteriores, diante de Flamengo e Grêmio.

A grata surpresa foi vê-lo esbanjar a mesma finesse num verdadeiro lamaçal, tornando-se peça fundamental para o triunfo por 2 a 1. Mal comparando, a performance do camisa 8 foi como se ele tivesse faturado uma corrida off-road guiando um Rolls-Royce.

E, claro, contamos ainda com a dupla de ataque mais pop da história do Trétis. Oséas marcou o primeiro -- reparem no segundo de aflição do bom baiano antes do arremate, na filmagem por trás da meta. E Paulo Rink anotou um golaço. Após amansar o neném no peito, chutou na gaveta.

Que a raça e a categoria da turma de 96 nos acompanhe logo mais!

5 comentários:

Victor disse...

Oséias e P. Rink, melhor do que ter um goleador é ter uma dupla deles! golaços!

Luiz Felipe disse...

Muito massa Guerrilha!! Estava nos dois jogos!!!

Astronauta Intergalático disse...

Oooo saudade desse tempo!
Nowak foi um dos que mais honrou o manto sagrado.
Um dos últimos raçudos de verdade do CAP...
em outra época breve, o Matosas encarnava esse espírito.
Hoje falta mais disso pra alguns jogadores do atual elenco.
Pra cima do vasco hoje! 3x0 Furacão!

circuloatleticano disse...

Bardzo dobry!!!

Alan Bike disse...

Espero um Furacão Arrazador esta noite...
Daqui a instantes estarei a caminho da Arena pescar um magnífico bacalhau!