sábado, 30 de abril de 2011

Bem que poderia ter sido como em 1970...

A partida de hoje contra o Rio Branco, em Paranaguá, poderia ser histórica.
Tivesse o Atlético disputando o título, ou pelo menos o turno, a torcida poderia reprisar o feito de 1970, quando um mar rubro-negro invadiu a cidade litorânea para ver o Furacão sagrar-se campeão paranaense diante do Seleto, o antigo e extinto clube parnanguara, na última rodada da competição.
Em 70 eu sequer era nascido, mas um áudio da narração daquela partida nos transporta mentalmente para o estádio Orlando Gomes:
"Um dia na história de um sonho. 13 de setembro de 1970, após 12 anos de sofrimento de uma torcida. Cidade de Paranaguá. Local destinado para o Clube Atlético Paranaense conquistar o título de Campeão Paranaense de Futebol. Estádio Orlando Mattos superlotado. Intensa emoção dominando as torcidas do Seleto e do Atlético."

Assim começa o compacto da jornada daquela tarde festiva. O narrador era Ayrton Cordeiro, ainda jovem. E que, pasmem, era um bom narrador. A cada grito de gol, o bordão: "Sucesso Rubro-Negro em Paranaguá!". No final da fita, aparece também o então repórter Carneiro Neto.
Mas quem rouba a cena, mesmo, é o locutor do compacto. Um desconhecido, de voz grave, pausada e elegante. Que anunciava, desta forma, o quarto gol do Furacão: "Morria a tarde, e o sonho vivia. Vamos confirmar: Toninho. O Furacão renascido no crepúsculo da batalha. A festa estava chegando. A vitória final, com mais um gol!"
Gol após gol, até este último de Toninho, aos 41 do segundo tempo, quando a torcida sofrida e angustiada, após 12 anos sem ver o Atlético conquistar um título sequer, rompe os portões do alambrado e invade o gramado euforicamente, ouvindo este áudio você sente como se estivesse lá em Paranaguá, naquela tarde, naquele estádio. E se emociona.
Até que o misterioso locutor chama para a parte final do compacto: "A emoção, as lágrimas, o supremo delírio. Clube Atlético Paranaense, campeão do estado! Bandeiras. Foguetes. (...) Atlético, a caminho do torneio Roberto Gomes Pedrosa. É dia de festa."
Ao apito final do árbitro, quando a torcida rubro-negra já cantava o tradicional "É campeão", a voz embargada e emocionada do presidente Passerino Moura toma conta do microfone. Djalma Santos dribla os repórteres e os torcedores e corre para o vestiário. Não quis dar sua camisa. Preferiu guardar a relíquia, último uniforme com o qual foi campeão em sua vitoriosa carreira. Zico, o zagueiro, é erguido nos braços da massa.
Meu amigo, se você acha que não tem mais motivos para se emocionar com o futebol, ouça este compacto.
E se emocione.
Para baixar o arquivo, clique aqui.
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Ah. É mesmo. Sobre o jogo de daqui a pouco.
Só servirá, mesmo, como laboratório para o técnico Adilson Batista, que não contará com os zagueiros Rafael Santos e Manoel, suspensos. Além disso, Flávio, Wagner Diniz, Kleberson, Guerrón, Adaílton e Nieto seguem em tratamento no departamento médico, além de Paulo Baier, que será poupado na partida.
A equipe titular deve entrar em campo com: Renan Rocha; Deivid, Dalton, Gabriel e Bruno Costa; Fransérgio, Róbston, Héverton e Branquinho (Jenison); Lucas e Madson.
* Com informações de um post publicado em março de 2010 e da Furacao.com.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A omissão de Richa e Ducci

Por Augusto Mafuz:
Aos fatos: o governo do Estado e o do Município de Curitiba assinaram um compromisso com a CBF, que participariam da construção da Arena da Baixada. E que a obrigação do Atlético estaria limitada a uma determinada importância, independente do valor final da obra. Agora, o poder público, em especial a Prefeitura, quer aumentar os gastos do Atlético.

Mais grave do que se afastar do contrato assinado, está o comportamento que não se aceita mais do homem público: o de usar terceiros sem poderes de decisão, e fazer incursões, que se não fosse pelo caráter de Beto Richa e Ducci, estariam próximas da coação.

Os governantes Richa e Ducci ao invés de assumirem posições diretas, mandam secretários, vereadores e terceiros a criar um estado temerário que coloca em dúvida a presença de Curitiba como uma das sedes do Mundial de 2014.

Para o público ter uma noção como estão sendo conduzidas as coisas, em manifesto desequilíbrio contratual, até agora só o Atlético gastou. Foram mais de 10 milhões de reais gastos na primeira etapa do terreno do colégio, e em projetos complementares para a execução da obra.

Foi uma insensatez a convocação do Atlético, pela Câmara de Vereadores, em especial porque foi provocada por secretários do Município. Não há legitimidade moral e legal da Câmara para exigir satisfação de quem está cumprindo o termo de compromisso.

Quais as verdadeiras intenções do Governador e do Prefeito, ao colocarem o andar de baixo para discutir assunto tão importante? Não seria criar um fato casuístico para transferir a responsabilidade somente ao Atlético, e assim esconder do público os verdadeiros motivos que não conseguem ajustar a estrutura de Curitiba para a grandiosidade do evento? Não discuto razões, embora as do Atlético sejam baseadas em contrato.

Discuto é a falta de transparência de quem tem o poder e a obrigação de decidir. O fato grave é que Beto Richa e Ducci estão agindo com a mão alheia, quando eles é que deveriam assumir a decisão, como Governador e Prefeito.

Nem que seja para dizer que é para esquecer o que assinaram ou mandaram assinar.

Mais ação, menos lamentação

Escrever de cabeça quente não vale à pena e eu tava sem saco algum de encarar um teclado ontem.
Mas, eis-me aqui.
Sobre o jogo, nem vale mais falar muito. É rapidinho: 1) Manél não deveria ter sido expulso, não teve nenhuma intenção de agredir. Por outro lado, sabe como é essa juizada e não deveria ir numa disputa abrindo os braços daquele jeito estabanado; poderia ter protegido a bola com o corpo facilmente. Uns dizem que o ato foi premeditado; eu acho que ele foi juvena mesmo - embora isso não o isente de ter sido o responsável maior pela derrota. E, se ninguém alertou antes da partida que em decisões contra os coxas não é raro expulsarem um atleticano por qualquer coisa, então erraram junto com o negão; 2) Mesmo com um a menos o Furacão foi valente, mas 85 minutos no 10 contra 11 é foda de qguentar - uma hora a casa cai; 3) Ainda hei de ver o Paulo Baier fazer contra os coxas o que ele faz contra qualquer outro time, porque até agora não acertou uma; 4) Jenison? 5) Esse time dos coxa não é nenhuma máquina não; tá bem mais certinho que o nosso, mas a coxarada que não se iluda.
Sobre o campeonato, de maneira geral, o Time d'Alma Bundeira foi bem melhor do que o CAP, não perdeu pontos para timecos do interior e ainda venceu os Atletibas. Prova de que com um mínimo de planejamento e contratações decentes o negócio anda a contento. Por outro lado o Atlético, nestes primeiros quatro meses do ano, foi a encarnação da mais bisonha desorganização que um time de futebol pode apresentar. Nem vou falar do volume de contratações bizarras, de empréstimos de atletas sem identificação com o clube e do rodízio de treinadores, pois todo mundo já sabe não é mesmo?
Sobre o futuro...
Na teoria dá pra enxergar uma luz no fim do túnel, basta que na prática essa diretoria não fique se lamentando que faltam sete meses pra acabar o mandato e que não dá pra fazer nada. Porra, se é pra não fazer nada que caiam fora já mesmo, como andam pedindo. Honrem este tempo que lhes resta no comando do Clube Atlético dos Paranaenses. O time precisa de pelo menos três boas contratações. Não há mais como pensar no longo prazo; as contratações são pra ontem. E não há mais como Bolicenho permanecer no clube após tanto fiasco. Não há, sacaram?
Vejam bem a situação: nas quartas-de-final da Copa do Brasil vamos encarar um time bem meia-boca, o Vasquinho. Se passarmos, estaremos a dois jogos da final.
A hora de agir é agora, meu carai!
Mais ação e menos lamentação.
Assim, quem sabe, a coisa vai.
(PS) Quando falei sobre o futuro me referi apenas ao time; sobre questões extra-campo - e não menos importantes - o mínimo que se espera é um posicionamento real e imediato sobre as obras na Baixada para a Copa. Sobre a inexistência de um planejamento de marketing eu joguei a toalha, já vi que o negócio é mesmo esperar pela próxima gestão...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vitória da humildade

Meus amigos...

Voltamos com o já internacional quadro Guerrilla Productions, em edição especial. Retrocederemos mais de 20 anos no túnel do tempo para rever um Atletiba muito adequado para o momento.

1989. Este ano a coxarada apresentou uma verdadeira máquina de jogar bola. Venceram o Estadual brincando e chegaram a empolgar no Brasileiro. Só não foram mais longe na disputa nacional por conta de um rolo no tapetão que terminou por levá-los à Segunda Divisão -- vexame que, desde então, tornou-se absolutamente corriqueiro lá no alto de tantas glórias.

Era só o início do ano, mês de março. E se eles contavam com Tostão, Carlos Alberto Dias, Chicão e companhia ilimitada; nosso escrete era extremamente humilde, retrato da falta de grana.

Tínhamos alguns remanescentes do título de 88, como Fiodermundo Marolla Júnior, Manguinha e Serginho Mico Leão-Dourado. Promessas como Odemílson Minotauro. E o indefectível Niquinha...

Mas vamos ao que interessa - as imagens:



Novamente, somos brindados com a palavra leve de Ney Hamilton. E o cenário não poderia ser melhor: o Pinheirão, palco onde maltratamos a coxarada inúmeras vezes, verdadeiro cemitério indígena para eles, onde pagaram boa parte dos pecados cometidos pelo Chinês.

Na entrada do estádio da FPF, chão de terra batida, cambista de camisa listrada e um Fusca estacionado defronte à bilheteria. Lá dentro, o belíssimo flagrante de um torcedor recém-saído do futebol de salão pulando o muro, sorriso no rosto, atitude sagaz. Bons tempos.

Gosto muito do comparativo entre as torcidas ainda no início da matéria. Do lado do Atlético, a caveira sinistra e rústica dos Fanáticos, em papelão - um antepassado das atuais caveirinhas em isopor. Enquanto que, do lado do Coritiba, destaque para o cara-pintada da Mancha dando uma desmunhecada olímpica fenomenal aos 49 segundos.

Como não poderia ser diferente, "A-tléééético-ô" é o grito que toma conta do lar de Onaireves. Muita fumaça branca na entrada das equipes. Tocante. O moço Gil Rocha indaga Serginho: "Tem gol?". O goleador sarará responde: "Espero que sim".

Pois logo que a pelota rolou cumpriu-se a profecia. Conexão aérea Niquinha-Manguinha e Serginho estufou a tanga alviverde. Logo em seguida, o marra Carlos Alberto Dias igualou. Normal.

Ainda no primeiro tempo, dois gols mal anulados pela arbitragem de Tito Rodrigues, um para cada lado. O nosso, um coice seco de Odemílson.

Vamos para a segunda etapa. Pressão total da coxarada. Mas, sabe como é...

Primeiro, Cambé se rala todo no chão ao aplicar um carrinho suicida. Toma posse da esfera, avança algumas jardas até lançar um torpedo contra a meta de Toinho. Aí vem o capricho divino. A bola choca-se contra o glúteo de João Pedro e balanga a rede verde-e-branca. Que onda.

Fim de jogo, o esquadrão coritibano é mortalmente ferido com um 2 a 1 pelo raçudo Furacão.
Sacaram?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Time D'Alma BUNDEIRA

Aproveitando o Atletiba de domingo, vamos relembrar alguns fatos históricos envolvendo o clássico. Como este texto abaixo, postado originalmente aqui no Blog da Baixada em 2007, e que relembra como surgiu o estigma do "Time D'Alma Bundeira", no dia em que os coxas bundearam geral e promoveram um vergonhoso cai-cai. Confira:

Puta que pariu! A coxarada é a vergonha do Brasil e não é de hoje!
"Existem fatos que ficam para sempre na história e que deixam para a posteridade traços do caráter de pessoas ou instituições.
Há exatos pouco mais de 25 anos, no dia 27 de novembro de 1985, os coxas deram uma mostra definitiva de sua pequenez. Mostraram ser um time que, literalmente, foge da raia.

Naquele ano, os verdes haviam conquistado o título nacional. Sim, aquele contra o Bangu, que a revista VIP considerou como
o mais bizarro da história do Campeonato Brasileiro. Mas, vá lá, com seus méritos, afinal foi um título nacional – o primeiro de um time paranaense. O Atlético, por sua vez, havia sido campeão estadual.
No final da temporada, os clubes combinaram de disputar um amistoso para a entrega das faixas – uma bela atitude dos dirigentes da época, diga-se de passagem.

O problema é que os coxinhas estavam crentes que passariam por cima do Furacão. Ledo engano. No final do primeiro tempo, Nivaldo fez 1 a 0 para o rubro-negro - após um drible desconcertante de Déti, que deixou toda a zaga verde a ver navios. Os coxas não se conformaram e partiram desvairadamente para cima do bandeirinha. Dois foram expulsos por agressão.

Após 40 e poucos minutos de paralisação, a partida pôde recomeçar.
Mas então os verdes mostraram a sua verdadeira face: não tiveram culhões, tremeram de medo, correram da raia e promoveram um vergonhoso “cai-cai” em campo. Foram, um a um, os coxinhas, simulando contusões e se atirando no gramado, até o árbitro dar a partida por encerrada.
Foi assim que o Furacão "carimbou" as faixas do rival.

E assim, também, surgiu o Time D'alma Bundeira.
"

Que venha os coxas!

Eu já tava até com saudade dessa arrogância dos coxa. Verdade. Quanto mais alto, maior o tombo, aprendi logo cedo. Vai lá, o time deles tem ganho mesmo de todos os Cianortes, Caxias e Rio Brancos da vida. E deram uma sorte danada que aquela bola do Baier não entrou. Conheço gente que se borrou nas calças com a bola do Maestro, lá no Chiqueirão, quando quase fizemos 3 a 3. Não deu, mas o deles tá guardado.

Porque é um tal de "bicampeão", campanha de meio-estádio pra lá e pra cá, chororô pela taça... Pera lá! Tem 90 minutos, lá na Baixada, onde eles só levam ferro. Ganharam menos lá do que a gente no Pinga-Mijo. E meio-estádio é o deles, desde sempre, com aquele pedaço nunca acabado. O tal terceiro anel, que só enchia mesmo quando o Atlético jogava por lá. Se vão ser campeões, não sei. Mas primeiro vão ter que jogar.

A coxarada tá toda alvoroçada. É um "já ganhou" que faz tempo que eu não via.

Deixa eles. Acho que esse ATLETIba é uma boa chance da gente rever nossas origens.

A arrogância e a prepotência sempre foram as principais características do "Club". Andaram tomando umas porradas (merecidas) e na primeira vez que deu pra tirar a cabeça do buraco, já tão arrotando grosso. Nós não. Não nos tornamos a maior torcida do Paraná à toa. Somos o time do povo, da magia, alegria pura.

Nossos heróis eram da massa; os deles, do poder financeiro. Nós ganhávamos no campo; Evangelino, na grana, comprando juiz. E desta vez que não botaram o Heber no esquema, tô botando fé. Na bola a gente é mais.

Domingo, no Caldeirão, palco de muitas vitórias e alegrias, nós vamos ver quem é quem. Se eles são o Barcelona do Sul, azar deles: vão pegar um time que, não importa quem vista a camisa, vai entregar a alma e vencer o jogo. Na base do grito. Aguardem só.

Depois eles que enfiem a taça onde quiserem, lá no Penicouto. SE ganharem do Cianorte. Mas se der uma zebrinha e pintar final (lembram do Marília, do Fluminense?), a porcada que se prepare: domingo eles vão ver a força da nossa gente. Que venha os coxa!

Noite perfeita



Meus amigos...

A quarta-feira foi perfeita. No primeiro compromisso da semana, apresentamos o nosso melhor futebol em 2011, estamos nas quartas-de-final da Copa do Brasil e, de quebra, nos empanturramos de confiança para o Atletiba. Alguns poderão dizer: "tudo bem, mas quatro gols de bola parada?".

Pra começar, não é bem assim. As bolas precisaram se movimentar para invadir a rede baiana. Logo, não se pode ser tão simplista. Depois, e mais importante, não vale igual? Quando o tento é dessa natureza o piazão está dispensado de trocar o número no placar? Não, né.

E digo mais, se metermos um sapeca igual na coxarada alguém vai reclamar?

No mais, marcamos cinco vezes porque estivemos sempre próximos da área inimiga. Assim sendo, é fato que o time evoluiu muito sob a gerência do Pezão. Não fosse a não inscrição do brioso Rômulo no Estadual, já estaríamos com o onze rubro-negro na ponta da língua para o domingo de Páscoa.

Mas, voltemos...

Como poupar o velhinho Baier? Volta e meia surge um descontentamento da galera com o nosso capita - algumas vezes, com razão. Eis que, ele reaparece pela enésima oportunidade para decidir a parada. Não adianta, o cara é interminável.

A defesa se mostrou mais uma vez segura, com todo mundo bem. David reafirmou que é o nosso carrapato titular, enquanto Róbston vai deslanchando aos poucos.

Na meia-cancha, Branquinho parece, enfim, reabilitado. Categoria ele tem de sobra, falta ritmo e, infelizmente, vontade em determinados momentos -- o que não foi o caso ontem. Na frente, Adaílton virou certeza e só Guerrón foi nota 5. Apesar disso, o Dinamita já mostrou que é capaz de aprontar as mais loucas aventuras.

Por fim, só nos resta estufar o peito, aprumar o gurgumilo e soltar... "que venha os coxas!".

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Troféu
ZIQUITA
Velho Baier.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Do Trétis ninguém merece. Então fica pro
Renè Inspetor Clouseau Ned Flanders Rei da Coxarada Simões, pela
chatice de sempre.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Noite de decisão

Se dependesse do retrospecto, nem precisava ter jogo hoje. Em nove partidas disputadas em Curitiba contra o Bahia, o Furacão venceu sete e empatou duas em 0 a 0 - placar que classifica o Rubro-Negro às quartas-de-final da Copa do Brasil.
Mas como retrospecto não ganha jogo, o foco é total e o clima é de decisão.
O maestro Paulo Baier volta para comandar o meio-de-campo.
E o baixinho Madson será a arma secreta de Adílson Batista no banco de reservas.
“Com o Baier o time ganha na experiência, na bola parada, em controlar o jogo, na liderança, no aspecto coletivo de leitura do jogo, em saber o momento de administrar e de defender. Acho que o Atlético ganha muito com ele”, avaliou o técnico Pezão em entrevista à Gazeta.
Desde 2007 o Furacão não chega às quartas-de-final da Copa.
Hoje vai!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Do Baú do Guerrilha para a Arena

clique para ampliar

Além da barbaridade cometida pelo Bruno Costa, e do golaço-aço do Adaílton, o sábado na Baixada reservou-me outra tremenda surpresa. Assim que recebi o programete da partida, na entrada do estádio, flagrei a foto do Pezão sangrando e pensei... "Ôpa, creio que sei de onde veio essa pérola".

Partiu de uma revista Placar, sacada do baú do Aderbal diretamente para o HP Scanjet G2410 até, finalmente, ganhar o mundo.

Mas tinha mais.

Ao ler o card do nosso treinador, não tive dúvidas: "Eu que escrevi isso!". Com uma leve edição, o texto surgiu aqui no blog dia 5 deste mês e foi parar quase que integralmente no produto oficial do Furacão.

Ao lado esquerdo da foto, encontrei o crédito para o Blog da Baixada.
E fiquei feliz ao ver que estamos ajudando o CAP a reverenciar seu passado.
E uma coisa é certa: de onde saiu esse tem muito mais, pois o baú do Guerrilha não tem fim...
Aliás, logo logo vem mais coisa boa por aí!

domingo, 17 de abril de 2011

Sem monotonia



Meus amigos...

Não há monotonia na vida do Trétis. O compromisso de ontem tinha tudo para ser mais um daqueles jogos chatos do Paranaense, em que quase nada acontece. E foi assim no primeiro tempo, horroroso. Eis que para a etapa derradeira estavam guardadas as mais fortes emoções...

O que falar do own goal do Bruno Costa? Junto com a saída sem lenço e sem documento do Toinho em 1990 e da caçada de borboleta do Thiago Cardoso em 2003, a recuada muy amiga do nosso béque terminou num dos golos mais toscos que eu já vi o Furacão levar. O coitado do Renan entrou pra história apenas como melhor ator coadjuvante.

Bem, pelo menos incendiou a peleja de estreia do Pezão na Arena...

E numa excelente tarde de calor, com a Guerrilha formada na reta Pinheirãozinho, a virada contra o Paranavaí só não tornou-se um clássico pois faltou a cervejinha e um saco de mixirica. Aliás, estamos maquinando para instalar um sistema de roldanas no muro da Brasílio Itiberê capaz de içar para dentro da Baixada todos esses saudosos acompanhamentos.

Voltando ao confronto, a única coisa que eu espero é que já tenham sido abertas as tratativas com o Vitória para adquirirmos, em definitivo, o futebol desse jovem Adaílton. Em meia dúzia de partidas, se muito, o negrão já anotou três golaços.

No de ontem, ele invadiu a área adversária como se costurasse cones num teste de motoca no Detran. E que canhotinha certeira!

Foto de Joka Madruga.

Valeu o ingresso, mas não garantia a vitória, que acabou por vir também dos pés dele. Lançamento caprichado de Branquinho (ele voltou!), Mádson errou o chute ao ser chargeado pelo zagueiro, e Adaílton meteu pro fundo do barbante. E não pensem que foi moleza. A bola subiu tinhosa, cheia de veneno, foi preciso aprumar o cucuruto com sabedoria.

Fim de papo, três pontos na sacola e estamos vivos na briga. As chances são mínimas, eu sei, mas é aquela história... em vida de atleticano tudo é possível!

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Troféu
ZIQUITA
Adaílton

Troféu
TIÃO MACALÉ
Bruno Costa

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bom empate na Bahia

Da Furacao.com:
O Atlético empatou por 1 a 1 com o Bahia, na noite desta quarta-feira, pela Copa do Brasil. O gol do Rubro-Negro foi marcado por Guerrón, ao final do segundo tempo. O Bahia igualou o placar com Camacho, ao final da partida.

O Furacão começou o jogo de uma forma diferente, marcando o Bahia no seu campo e, logo no início da partida, Guerrón teve chance de abrir o marcador. O jogador saiu na cara do goleiro Omar, mas o goleiro baiano fez uma grande defesa.

Com a marcação mais avançada, o Rubro-Negro dava pouco espaço ao Bahia e, com 20 minutos, os torcedores baianos presentes no estádio de Pituaçu vaiavam o tricolor de aço que, nervoso, pouco incomodava o goleiro Renan Rocha.

Para finalizar o primeiro tempo, um escanteio para o Bahia. Renan Rocha tirou a bola da área e ela caiu nos pés de Madson, que a carregou até tocar para Wagner Diniz. O lateral se livrou bem de um marcador e deixou o equatoriano Guerrón na cara do gol para abrir o placar para o Furacão. Desta vez, ele não desperdiçou e bateu bem no canto do goleiro.

Time recuado cede empate

Com dois minutos da etapa final, o Bahia teve a chance de empatar o jogo. Após cruzamento vindo da direita, a bola atravessou toda a área, mas nenhum atacante conseguiu finalizar.
Com o passar do tempo, o Atlético foi tentando administrar o resultado e o técnico Adilson Batista fez mais duas alterações - Kleberson tinha sido substituído por Fransérgio ainda na primeira etapa. As outras duas substituições foram Pimba no lugar de Madson e Gabriel substituiu Deivid.

Como o Atlético chamou o Bahia para dentro do seu campo, o gol do tricolor baiano foi uma questão de tempo. Aos 39 minutos, o meia Camacho pegou de primeira e bateu forte de fora da área, empatando o jogo.

Agora o Atlético volta as suas atenções ao Campeonato Paranaense e se prepara para jogar contra o Paranavaí, às 16h de sábado, na Arena da Baixada. O jogo da volta pela Copa do Brasil está marcada para a próxima quarta-feira (20/04), às 21h50.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sob as graças do Delega

Sem mágoas: na Toca do Leão, Antônio Lopes ciceroneou o Furacão.
Olha só quem apareceu para dar aquela força. Pouco mais de um ano após deixar o comando técnico do Atlético, ele, o folclórico técnico-delegado Antônio Lopes, recebeu a comitiva do Atlético em Salvador e ainda de quebra passou a Adíolson Pezão preciosas informações sobre o adversário de logo mais, em Pituaçu. Sem Mágoas, o delega era só sorrisos. Dentre as dicas para a partida desta noite, recomendou forte marcação: "só não vale é dar chambão"! Veja como foi o encontro na reportagem do Globoesporte.com:
Nesta terça-feira, o Atlético-PR contou com uma ajuda providencial para partida contra o Bahia, que acontece na quarta, em Pituaçu, válida pela Copa do Brasil. O time paranaense treinou na Toca do Leão e não hesitou em pedir informações sobre o adversário tricolor aos jogadores e comissão técnica do Vitória, que realizavam atividades no campo ao lado.

Com quatro passagens pelo Furacão, o treinador Antônio Lopes foi o mais procurado pelos jogadores e membros da comissão técnica que já o conheciam. Lopes pôde dar um panorama geral sobre a situação do Bahia, que vem de derrotas no Baianão e turbulências que resultaram na demissão do técnico Vagner Benazzi.

O técnico rubro-negro ainda deu pistas sobre a possível escalação do rival tricolor na partida. Ao ser questionado sobre a situação de Robert, o treinador afastou as preocupações dos companheiros do Furacão, antecipando que o atacante não deve começar jogando. Já o técnico Adilson Batista preferiu sondar informações com os auxiliares Ricardo Silva e Flávio Tanajura.

Quem também aproveitou para passar informações sobre o maior rival foi o goleiro Viáfara. Em papo descontraído com o atacante Guerrón, Viáfara contou detalhes sobre o Bahia e ainda brincou:

- Já passei tudo, mas, para falar sobre o Bahia, passaria a tarde inteira aqui – diz o goleiro do Vitória.

O clima amistoso foi a marca principal do treino praticamente conjunto de Vitória e Atlético-PR. Outras figuras com passagem pelo rubro-negro baiano, como o meia Héverton e o goleiro Renan Rocha, também aproveitaram para rever amigos na Toca do Leão.

O grande teste

O confronto com o Bahia hoje à noite, em Pituaçu, é um teste definitivo para que possamos medir qual é o poder de fogo do atual elenco do Furacão e como o time vai se portar sem Paulo Baier. Sobre a importância do confronto, nem é preciso falar: se o CAP passar pelo tricolor, fica a quatro partidas de uma inédita final da Copa do Brasil.
Atlético e Bahia se reencontram após oito anos, e o retrospecto do confronto é amplamente favorável ao Rubro-Negro, como aponta a reportagem da Furacao.com:
O jogo da noite desta quarta-feira no estádio Pituaçu promove o reencontro de duas equipes tradicionais do futebol brasileiro. Atlético e Bahia não se enfentam há quase oito anos. O último encontro aconteceu em 22 de novembro de 2003, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O Furacão venceu na Fonte Nova por 2 a 0, gols de Alex Mineiro e Marcelo Souza, contra. Ao final daquela temporada o Tricolor de Aço acabou rebaixado para a segunda divisão, O time viveu a pior fase de sua história ao cair para terceira divisão dois anos depois. Retornou à segundona em 2008 e na temporada passada o time conseguiu o acesso para a elite do futebol nacional.

Atlético e Bahia já se enfrentaram
18 vezes, com 9 vitórias atleticanas, 4 baianas e 5 empates.
Pela Copa do Brasil, as duas equipes se encontraram na edição de 1992. Em Curitiba empate sem gols. Já em Salvador uma vitória do Furacão por 2 a 1 com gols de Renaldo e Leomar. O Atlético acabou eliminado nas quartas-de-final pelo Palmeiras.

  • Bahia x Atlético começa às 9h50, com transmissão pela RPC TV.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sem Baier na Baêa

Da Furacao.com:
O capitão atleticano Paulo Baier é desfalque para a partida de amanhã contra o Bahia, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O meia não conseguiu reunir condições físicas e acabou sendo vetado hoje pelo departamento médico do Atlético.

Com dores no joelho, o capitão não embarcou ontem com a delegação atleticana que viajou a Salvador, pois havia a chance de recuperação nesta terça-feira. Porém, exames detectaram uma entorse no joelho e o jogador permanece em Curitiba realizando tratamento.

domingo, 10 de abril de 2011

Valeu pela vitória

Importante estrear com vitória. E Adílson Batista estreou ganhando. Como conta a Furacao.com:
O Atlético não fez uma grande partida, mas jogou o suficiente para vencer o Cianorte por 1 a 0 e seguir com oportunidades no Campeonato Paranaense.

Logo aos oito segundos, Adaílton roubou a bola do zagueiro adversário e bateu para grande defesa do goleiro do Cianorte. Entretanto, após o início avassalador, o jogou ficou morno, com ambas as equipes produzindo pouco.

Aos 18 minutos, Valdir apareceu livre na cara de Renan Rocha, que no reflexo fez uma grande defesa, evitando a inauguração do placar. No minuto seguinte, Baier cobrou escanteio e Guérron subiu livre para marcar o gol do Furacão na partida.

A equipe da casa sentiu o baque e o Atlético passou a controlar a partida. Na sequência, Wagner Diniz apareceu livre no contra-ataque, mas displicente, desperdiçou a chance de ampliar o placar.

O treinador da equipe local mudou o esquema de jogo, tirando um zagueiro para a entrada de um atacante e a substituição teve efeito imediato. Aos 30 minutos, Marquinhos chutou com perigo de fora da área, mas sem acertar o alvo.

Aos 40 minutos, bobeada da defesa atleticana. Tiago Santos finalizou livre, da entrada da pequena área, mas para fora.

Marasmo no segundo tempo

Na segunda etapa, o Furacão voltou com uma postura mais cautelosa, jogando pelo resultado. Mesmo assim teve boas oportunidades para ampliar. Logo aos três minutos, Baier cobrou falta na barreira e Guérron pegou o rebote, para ótima defesa de Marcelo.

A equipe da casa defendeu aos 10 minutos, com Marquinhos batendo cruzado, para bela defesa de Renan Rocha. A resposta atleticana foi no lance seguinte, com Kleberson batendo rasteiro de fora, para grande intervenção de Marcelo.

Acuado, o Atlético permitia que o Cianorte trocasse passes na frente da defesa e pouco saia no contra ataque. Aos 34 minutos, Robston bateu de fora, para mais uma boa defesa de Marcelo.

Nitidamente controlando a partida, o Atlético apenas tocava a bola de lado, aguardando o apito final. Mesmo assim, conseguiu envolver a defesa do Cianorte e marcou o segundo gol com Rafael Santos, mas erroneamente o bandeira marcou impedimento.

O Furacão volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Bahia, às 21h50, pela Copa do Brasil.


Troféu
ZIQUITA
Renan Rocha, um paredão, e Kleberson.
Troféu
MACALÉ
Dalton - foi uma verdadeira avenida para os adversários.

sábado, 9 de abril de 2011

Pra matar a saudade

O jogo da solidariedade foi bem além da ajuda aos necessitados no Japão e no litoral do Paraná. Na quinta-feira, na Baixada, pudemos matar a saudade de grandes ídolos da história rubro-negra, atuando ao lado de gênios como Zico e Romário. Abaixo, algumas fotos de Joka Madruga.

Ricardo Pinto, o guerreiro da camisa 1

O tanque Paulo Rink...

... e o eterno parceiro, Oséinha, o baiano incrível

O maior artilheiro, Sicupira, e seu bigode atômico

Adilson Pezão Batista, no gramado onde nasceu

Alberto e seu passe com GPS

O eterno Bolinha ao lado de Gune, o rei do cruzamento bumerangue

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Prepare o seu coração

Meus amigos...

Depois da fotaça do Pezão num post abaixo, eis que a Guerrilha Produções recupera agora a matéria do Globo Esporte da mesma partida, simplesmente a gloriosa decisão do Estadual de 1988. Mais uma parceria com a Aderbal Produções.

Um espetáculo. Documento de um futebol muito mais divertido e apaixonante -- hoje nem gol pode se comemorar mais, que dureza!



Tudo começa com a velha e marcante abertura do programa, seguida do oferecimento da Disapel, a mais simpática, até a aparição de Gilberto Fontoura, em traje esporte fino para passear no Barigui. "No sábado deu Atlético", anuncia o apresentador, sem fru-fru ou humor sem graça .

Antes da matéria principal, uma homenagem ao brioso Pinheiros, com direito ao samba malaco do Bezerra da Silva, em "Levante a Cabeça". "Eu sei que a dor no seu peito ainda há/ Mas levante a cabeça CUMPADI/ O que passou, passou". Trilha para imagens da tristeza elegante dos derrotados, que não se furtaram em erguer e carregar a taça do vice-campeonato para o vestiário. Old times.

A partir daí, rapaziada, a reportagem de Ney Hamilton detona as mais pujantes emoções. São fantásticas as imagens da galera atleticana, um mar vermelho-e-preto, bandeiras "tremulejando" gostoso na selva de pedra de Rolim de Moura. "A-tlééé-ti-coô".

Na entrada das esquadras em campo, o escrete atleticano é recepcionado com muito talco, a tradicional onda de papel higiênico Mili de segunda linha e acompahado por uma piazada nervosa. Já com os lances da partida rolando, e sem qualquer explicação, alguns segundos de um telecatch na bancada bem pegado e sadio.

Logo a seguir, Fiodermundo Marolla Junior pratica defesa épica. Mais tarde, nosso camisa 1 se equipa com um boné branco, complemento perfeito para o seu visual arqueiro de fim de semana.

Até que... "atleticano, PREPARE O SEU CORAÇÃO, está nascendo o gol do campeonato". Serginho Mico cruza e Manguinha irrompe na área para assassinar. Delírio no Tarumã. "A imagem do Atlético é a descontração e a irreverência dos dribles inesperados de Dicão". Obrigado, Ney Hamilton.

Ao apito de Tito Rodriguez, a comemoração pintada em cores psicodélicas de um fim de tarde na velha e friorenta Curitiba. Nelsinho Batista é festejado e ouve de um popular "você é o maior treinador que eu já vi na minha vida". Manguinha fala e é abraçado por uma tia ensandecida.

Sobe o hino rubro-negro...

Qual a intenção?

Da primeira vez, depois da lamentável derrota no Atletiba, começaram a surgir contratações e acertos com treinadores os mais estapafúrdios possíveis. Agora, após a demissão de Geninho, a "bomba" é a renúncia do presidente Marcos Malucelli quando o mesmo retornar de viagem.

Tudo isso partindo de torcedores do Atlético -- bem, pelo menos eles se apresentam dessa maneira -- no twitter e em outras redes sociais. Sempre tratando como "notícia".

Aí eu pergunto: qual a real intenção da boataria? Uma coisa é certa, só tem servido para tornar as coisas ainda mais difíceis.

E, antes que alguns desavisados enxerguem um "post político", não estou defendendo situação, oposição, tomando partido de ninguém. Pouco me importa quem esteja à frente do Furacão, desde que tudo caminhe bem.

Também não estou emitindo qualquer opinião sobre a atual gestão.

Trato apenas desses torcedores que, ao meu ver, de atleticanos não tem absolutamente nada.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pezão é pura raça!

A foto acima diz tudo sobre Adílson Batista. Mesmo com o nariz fraturado - num choque com o adversário ainda no primeiro tempo - o Pezão seguiu firme em campo para ajudar o Furacão a conquistar o título estadual de 1988, diante do Pinheiros, no Pinheirão.

Era a despedida dele da Baixada, onde nasceu, cresceu e tornou-se ídolo pela raça vestindo a camisa 4 (disposição genuína, não o marketing ridículo dos dias atuais, em que jogador "vibra" ao chutar a bola para lateral).

Eram tempos difíceis, época que hoje alguns atleticanos adoram renegar. Mas quem viveu e amou o Trétis como sempre jamais esquecerá.

Na sequência, Adílson despontou no Cruzeiro e foi fazer história no Grêmio, capitão de diversas conquistas tricolores. Carreira brilhante que nos encheu de orgulho.



Agora ele está de volta para o velho lar, desta vez como treinador, buscando um espaço definitivo na primeira linha do futebol nacional. É uma satisfação imensa vê-lo ostentanto novamente o nosso escudo no peito. Chegou com missão dificílima. Portanto, vamos dar tempo ao Pezão. Amor à camisa certamente não faltará.

Mais um ídolo queimado

Adílson Batista será apresentado hoje à tarde como novo treinador do Atlético. Um ídolo que se foi, Geninho; outro que vem, o Pezão. Mas antes de pensar nos próximos dias, é preciso refletir um pouco mais sobre a mudança.

No post anterior, concordei com a demissão. Agora, não posso deixar de registrar a maneira lamentável como tudo aconteceu. E aí, é compreensível a mágoa do eterno campeão brasileiro. Faltou tudo: elegância, carinho, bom senso e profissionalismo.

Só não concordo quando Geninho diz ter vindo "ajudar o Atlético". A relação entre o técnico e o Furacão é e sempre será diferente -- embora hoje esteja estremecida. No entanto, ele foi requisitado como um profissional da bola e, dizem, muitíssimo bem pago. Assim, é necessário fazer essa ressalva.

Infelizmente, tem se tornado rotina a queima de ídolos na Baixada por parte da atual diretoria. Alex Mineiro, o jogador mais importante de nossa história, vazou pela porta dos fundos. Ao que tudo indica, Lucas e Kléberson seguirão pelo mesmo caminho.

Só espero que o retorno do Pezão seja bem diferente...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Geninho se foi. Adílson na área?

Geninho já era. Mesmo com a vitória no clássico, o velho campeão brasileiro acabou demitido hoje pela manhã. Decisão que encaro como um acerto dentro de um erro da diretoria rubro-negra. Afinal, perdemos tempo precioso com um técnico desatualizado e sem qualquer trabalho relevante nos últimos anos. Fim triste para um ídolo eterno.

Ouvi gente afirmando: "os números dele foram bons". Ora, que número pode ser considerado neste horrível Paranaense? Nenhum. Trata-se de uma competição de nível tão baixo que ou se atropela todo mundo, ou a coisa tá feia.

Da mesma forma, não existe "momento" para demitir treinador. Se o cara está mal, toda hora é hora, mesmo após uma vitória. Mantê-lo no cargo seria persistir no erro.

Segue o baile e, ao que tudo indica, com algum tempo de atraso, traremos um técnido de ponta, caso do Adílson Batista, o mais cotado para o cargo. Aí sim, a diretoria pode lavar as mãos e dizer: "fiz a minha parte". Aguardemos a confirmação.

domingo, 3 de abril de 2011

A vingança do F...


Virada com dois golaços. Um de Mádson, outro de Adaílton.

26 de março de 1995, um domingo, estádio Couto Pereira. Bola pererecando na área rubro-negra, Mirandinha (aquele do "se correr não penso, se pensar não corro") solta um coice que supreende Gilmar, marcando de calcanhar na vitória do Paraná por 2 a 0 sobre o Furacão.

3 de abril de 2011, um domingo, Vila Capanema. Mádson recebe na área, chargeado pelo zagueirão e, sem outra alternativa, aplica um golpe DISCOSTA, encaminhando a pelota rasteira para o fundo das redes, no primeiro gol do triunfo atleticano por 3 a 2.

Precisar, nem precisava -- afinal, já estamos cansados de humilhar o Paranito, como é possível relembrar AQUI. Em todo o caso... ESTAMOS VINGADOS!

De quebra, empurramos ainda mais o time com o maior número de cabelinhos de Neymar do Brasil para o fundo do buraco, mantivemos o tabu de não perder para eles desde 2008 e reforçamos o excelente retrospecto no campo da Rede Ferroviária Federal, nossa segunda casa (atenção diretoria: vamos jogar lá caso seja necessário sair da Arena para as obras da Copa!).

Boa parte disso tudo graças ao...

O nanico Rei da Night curitibana (com toda a justiça) foi bem além do histórico gol de empate. Fez também o segundo, num chute certeiro de fora da área. E certamente faria o da virada, estufando de vez a tanga dos tricolores, não fosse uma dessas imbelicidades do dito "futebol moderno".

Só porque o baixinho fez GLU-GLU pra torcida adversária ao comemorar o tento, o juizão resolveu aplicar um cartão amarelo e, consequentemente, subiu também o vermelho, visto que Mádson já havia sido advertido. Não por acaso o futebol está cada vez mais chato.

Mas beleza, nós tínhamos ainda Adauto no banco. Ou melhor, Adaílton. Depois do golaço contra o Cascavel, o negão deixou a condição de bancário para decidir o confronto. E o fez com categoria idêntica, ao receber em profundidade, degustar o calvo defensor paranista e tocar de canhota para o fundo do barbante.

Imagem retirada do Fórum Furacão.com

Virada categórica que, pelo menos para o momento, nos faz deixar de lado a série de problemas que o nosso time ainda apresenta. Uma semana inteira se passou e não vimos nenhuma evolução no trabalho de Geninho. O primeiro tempo foi horroroso e, com menos sorte, poderíamos ter sofrido uma derrota.

A defesa permanece insegura, embora Renan venha mostrando mais frieza na meta. Eu disse antes aqui que Diniz foi mal, no entanto, revendo os lances, ele cruzou no gol de calcanhar do Mádson e lançou o Adaílton no terceiro. Ou seja, não dá para criticar o cara. Alê não foi mal, ao contrário de Róbston, Lucas e Guerrón. E, pelas barbas do profeta, o que acontece com o Claiton?

O Rasta Vesgo não é nenhuma maravilha, mas uma nota 6,5 ele sempre garante. Hoje foi novamente bem, dando mais mobilidade ao meio-de-campo e, como de costume, empurrando o time para frente com o seu gogó afiado. Já demorou para o Geninho acordar pra vida...

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Troféu
ZIQUITA
Mádson e Adaílton.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Róbston, Lucas e Guerrón.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Vila é nossa

Meus amigos...

Domingo é dia de pegarmos o Paraná na Vila Capanema, estádio que é sinônimo de alegria para a massa rubro-negra. Não lembro os números totais, mas o domínio é amplo. Desde que o estádio da Rede Ferroviária Federal foi remodelado, por exemplo, não sabemos o que é perder: foram seis partidas, com quatro vitórias e dois empates.

No entanto, tratarei de uma passagem épica lá do início dos anos 90. Corria o ano de 1991 e a vitória era fundamental para as nossas pretensões no Paranaense. Mais ou menos como agora. A diferença estava do outro lado.

Enquanto hoje eles sofrem para fugir da humilhação suprema do rebaixamento, naquela época os paranistas estavam cheios de marra, surfando na onda do "time do ano 2000", em busca de seu primeiro título estadual diante de um oponente desacreditado.

Mas do outro lado da cancha estava a camisa Clube Atlético Paranaense., e aí o bicho pega. Pior, um conjunto bombado pela raça uruguaia de seu treinador, Sérgio Ramirez, o bugre que pôs Rivelino pra correr. "Estampa de campeão, porra!".

Azar ainda maior para eles, nos fundos do velho Durival encontrava-se a elite da galera rubro-negra. Vagabundos, desvalidos, maconheiros, embrigados, sóbrios, apaixonados em geral. Um sol incomum para novembro castigava a massa, e soma de suor, chulé, bafo de cana e fumaça de cigarrinho de artista fez surgir uma arco-íris vermelho e preto que encantou o nosso escrete.

De quebra, o velho Washington, amaciado pelo tempo, carregava a jaqueta número 9. Aí só podia mesmo dar em caixão e vela preta! E não teve jeito. Resultado final, 1 a 0 para o Furacão, num chute venenoso do eterno parceiro de Assis que a torcida atleticana coagiu o goleiro Celso Cajuru a frangar.

Mais detalhes vocês podem curtir no video abaixo, em mais um clássico da cinematografia rubro-negra, disponibilizado pela Guerrilha Produções.