sábado, 26 de fevereiro de 2011

De volta ao três-cinco-dois

Da Furacao.com:
Geninho comandou nesta sexta-feira o primeiro treinamento desta sua terceira passagem pelo Atlético. Acompanhado pelo preparador físico Ridênio Borges, que será seu auxiliar técnico principal, ele conversou com os atletas no gramado da Arena da Baixada.

No discurso, Geninho prometeu um novo tempo, agora sob seu comando. À diretoria, ele já havia afirmado que gostaria de acompanhar os treinamentos antes de decidir pela dispensa de atletas e contratação de reforços. Por isso, é de se esperar empenho máximo de todos os jogadores daqui para frente. Geninho teve uma conversa especial com Kleberson, um dos mais experientes do elenco e com quem já trabalhou em 2001.

Em campo, Geninho testou uma formação com poucas mudanças em relação ao time que vinha jogando em termos de jogadores. Mas ele mudou o sistema tático, passando a adotar o 3-5-2.

Ainda sem poder contar com Paulo Baier, machucado, ele testou o recém-contratado Héverton no meio-campo, ao lado de Madson. Baier treinou em separado na Arena da Baixada e será poupado do jogo deste domingo para poder

As outras mudanças foram os retornos do volante Fransérgio e do atacante Wescley. Fransérgio jogará como terceiro zagueiro, na sobra, ao lado de Manoel e Rafael Santos. Sem nenhum lateral-direita de ofício (Wagner Diniz está machucado e Marcos Pimentel, suspenso), o treinador foi obrigado a deslocar Kleberson para atuar pelo lado direito do campo. Já Wescley ganhou uma chance que porque o argentino Nieto está contudido.

O time titular começou o coletivo com a seguinte escalação: Silvio; Manoel, Fransérgio, Rafael Santos; Kleberson, Alê, Madson, Héverton e Paulinho; Wescley e Lucas.
  • E aí, será que melhora? Palpite!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Torneio da Morte e o gol de nuca


O fenomenal gol de nuca de Manguinha, em jogo
válido pelo Torneio da Morte de 1989. Tempos sofridos. Tempos felizes.
Em 2010 o ataque do Trétis foi um verdadeiro drama.
Neste ano estamos melhores, embora não ainda 100%.
O time todo, de um modo geral, ainda não está como gostaríamos.
Mas quem puxar pela memória vai lembrar: já estivemos bem pior.
Se hoje a torcida se queixa muito, e olha que acabamos de ser o 5º colocado no Brasileirão, imaginem como era em 1989.
Nesse longínquo ano, meus amigos, ano em que o Brasil voltaria a eleger um presidente da República pela primeira vez desde 1960, o Atlético disputou o Torneio da Morte. Nome tenebroso. E era ssim mesmo: cruel, soturno. Reunia os seis últimos colocados da primeira fase do Brasileirão. Destes, quatro teriam o mesmo destino do Bateau Mouche - a embarcação que afundou durante o reveillon daquele ano em Copacabana: naufragariam para a segundona. Daí a terrível alcunha.
Bem.
Era esse torneio que disputávamos. Logo na estreia, contra o Vitória, uma tarde tipicamente atleticana no Pinheirão. Sol de fim de tarde de primavera batendo bonito, e alguns abnegados e sortudos atleticanos que encararam aquela peleja puderam assistir a um dos gols mais fantásticos e bizarros da história do futebol. Marcado por um atacante que, tal e qual tantos outros que passaram pelo Furacão, era ao mesmo tempo amado e odiado.
O Atlético já vencia por dois a zero, e o segundo tempo estava apenas começando. Num chuveirinho na área, o goleiro Robson domina a bola sem maiores problemas. Tenta sair jogando rapidamente e, num pelotaço de direita, acerta a nuca do atacante Manguinha - que já estava, assim como todos os demais jogadores, de costas para a meta adversária. A bola caprichosa voltou para dentro do barbante. O artilheiro virou-se, a princípio, para dar uma xingada. Só então percebeu de que marcara mais um de seus gols improváveis - certamente o mais esdrúxulo de toda sua carreira. Depois, meio sem jeito, foi agradecer ao goleiro pelo fiasco mais espetacular da história do hoje abandonado estádio da FPF.
O gol acabou virando história na Placar, acompanhada da foto de Manguinha cumprimentando o goleiro Robinson:
(Clique para ampliar)
Nesta matéria, o Atlético era considerado favorito para se manter na primeira divisão. O presidente da época, Valmor Zimmermann, previa que o clube chegaria à última rodada, contra o Guarani, classificado.
Não é difícil prever o desfecho dessa história.
O Rubro-Negro chegou invicto à última rodada. Mas, de tantos empates que colecionou, precisaria vencer o Bugre e ainda torcer por derrotas dos times baianos - Bahia e Vitória também disputavam o torneio.
Numa noite chuvosa no mesmo Pinheirão, inúmeras bandeiras do Lula-lá, candidato adotado pelo povão, se misturavam às rubro-negras dos Fanáticos nas arquibancadas. Público mínimo no estádio. O Atlético goleou por 4 a 0, o que de nada adiantou. Terminou com o mesmo número de pontos dos baianos, mas as poucas vitórias conquistadas o colocaram em desvantagem. O Atlético estava, novamente, na segunda divisão.
Dias depois, Fernando Collor era eleito presidente da República.
Realmente, um ano de merda. Cujo único lance memorável que ficou guardado na memória dos atleticanos foi o gol de nuca de Manguinha, durante um certo Torneio da Morte.
•••
Louco amor
Pra arrematar, mais uma rápida historinha também vinda direto do túnel do tempo dos arquivos mágicos do Peçanha.
Recentemente tivemos alguns casos de quiprocó entre atacantes e torcedores. Primeiro foi o Rafael He-Man Moura, que rebateu uns xingões recebidos pela turma da Madre Maria. Ano passado foi a vez do gringo Nieto, que se estranhou com uma galera cusiosamente do mesmo setor.
Pois essa foi uma tradição iniciada por ninguém menos do que o próprio Manguinha, no mesmo ano do gol de nuca. Como comprova esta outra reportagem da Placar:
(Clique para ampliar)
O centro-avante mandou a torcida tomar no toba e acabou sendo emprestado ao Santa Cruz pra esfriar a cabeça. Curiosamente, como aconteceu posteriormente com outros atletas, acabou fazendo falta: enquanto marcava um caminhão de gols por lá, aqui estava difícil o time colocar a bola pra dentro. O Atlético foi buscá-lo de volta, justamente para disputar o Torneio da Morte. E, na foto da Placar, Manguinha manda um beijinho pra torcida. Era a reconciliação. "Brigas, nunca mais", sentenciou. Porém, infelizmente, o beijo não nos livrou da segundona.
Eram tempos mesmo difíceis.
Mas, como bem observou o Peçanha, amávamos e nos divertíamos com o Trétis da mesma maneira.
Essa tarde com o golaço do Manguinha é uma amostra.
  • PS: o vídeo acima é o primeiro de uma série que será colocado no Youtube pela Guerrilha Produções. Vem mais coisa boa por aí! Aguardem!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sofrido como sempre

A Copa do Brasil começou dramática como sempre para o Atlético.
Derrota fora de casa, para o Rio Branco, no Acre.
Pelo menos o golzinho marcado por Lucas, de pênalti, deixou mais fácil a missão na Baixada: basta uma vitória simples no jogo de volta.
Mas que Geninho terá muito trabalho, isso terá.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vem aí a Copa ingrata

O Atlético começa hoje a peregrinação pelo país para disputar uma das competições mais bacanas, a Copa do Brasil.
Todo ano é uma esperança e uma empolgação; cada partida é uma decisão.
Mas o "atalho mais curto para a Libertadores" também frustra e castiga.
Seja em eliminações injustas contra os principais times do eixão; seja em bizonhas mas justas eliminações contra timecos desconhecidos e sem tradição.
Lembro-me de partidas épicas nesse do Furacão torneio; assim como jogos que resultaram em raiva e tristeza.
É, definitivamente, uma Copa ingrata.
Hoje o Furacão joga no distante Acre, contra o Rio Branco.
Curiosamente, num estádio construído pelo mesmo engenheiro que reconstruiu a Baixada: a Arena da Floresta.
Que desta vez o Rubro-Negro, no final, escreva uma história diferente.
A propósito, a Furacao.com, numa iniciativa inédita, tem um correspondente na capital acreana para acompanhar e cobrir o Atlético nesta aventura. Clique aqui para ver como foi o treino do Furacão na Arena da Floresta.

Para nunca esquecer...

Campanha da torcida atleticana no fim dos anos 60. Mas que vale pra sempre.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bem-vindo

Charge dos Três Inimigos publicada após o Atlético se safar
do rebaixamento na última rodada do Brasileirão de 2008.

A fumaça branca finalmente foi vista pelos lados do CT do Caju, anunciando: - Chega de interino, habemus técnico!
Parece que a paciência e parcimônia nas tratativas para contratar um treinador de longo prazo terminaram com a vexatória derrota no Atletiba.
De um dia para outro e... zás! Geninho está de volta. Decisão precipitada, certamente, pela pressão de uma goleada dolorosa para o maior rival.
O anúncio-relâmpago pegou de surpresa a maior parte da torcida. E, pelas reações que vi no twitter, não foi uma unanimidade. Mas também, vem cá: quem seria? Falcão? Silas? Mancini? Caio Junior? Celso Roth? Tite? Desses, nenhum. Talvez um Abelão, um Murici, um Autuori. Todos fora de nossas possibilidadses atuais.
Geninho é da casa.
Campeão Brasileiro.
Campeão Paranaense.
E de quebra nos livrou de um iminente rebaixamento, em 2008. Pra quem não se lembra, vale refrescar a memória: quando o trouxeram de volta, pouquíssimos torcedores acreditavam que o Furacão se safaria da queda. A mídia nacional, então, nem se fala: nos davam como rebaixados.
Mas Geninho chegou, botou ordem no coreto e, como que por milagre, nos salvamos.
Curiosamente, as conquistas dos títulos descritos acima foram seguidas imediatamente por campanhas ruins, que acabaram resultando na saída de Geninho do clube.
Vale lembrar também, sobre aquela temporada: onde teríamos chegado se o Wallyson não perdesse aqueles dois gols no Morumbi, diante do Corinthians, pela Copa do Brasil?
Quem sabe...
Voltemos a 2011.
Dizem que Geninho está acabado, decadente.
Também já ouvi a mesma coisa sobre o velho e bom Antônio Lopes.
Prefiro dar um voto de confiança e torcer para que dê certo.
Afinal, ele agora está do nosso lado e é do trabalho dele que dependemos.
Uma certeza eu tenho: não torcerei contra, jamais.
Seja bem-vindo, Geninho.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Muito a melhorar

Apesar da derrota, torcida atleticana fez bonito no Pinga-Mijo!
(Foto: Franklin de Freitas)
Escrever depois de voltar pra casa de cabeça quente após tomar 4 a 2 dos coxas não é fácil. Encarar o pinga-mijo pra ver uma derrota, menos ainda.
Mas existe algo muito mais estranho acontecendo no CAP do que uma derrota pros rivais.
Por exemplo: por que raios o Claiton sequer foi relacionado? O cara fica dois anos se tratando, e quando tá bom, é dispensado de um Atletiba?
Outra: o Atlético foi pro Atletiba sem nenhum zagueiro no banco de reservas. Nenhum! Quer dizer, se algfum defensor fosse expulso, estávamos (ainda mais) fudidos. Mas, pior do que a não-escalação, foi a explicação que ouvi no rádio: disseram que o Gabriel pediu para não ser relacionado. Como assim? Não quis? Também não quero ir trabalhar amanhã. Posso?
São apenas dois exemplos de quanto o futebol do Atlético está perdido e sem comando.
E, é claro, isso se reflete em campo.
Como na escalação do Fransérgio, que não conseguiu ser titular nem quando emprestado ao falido Paraná Clube, mas que o Leandro Niehues acha que tem condições de ser titular num Atletiba.
Ah, é mesmo. É pra falar sobre o jogo.
A defesa foi uma piada.
Aliás, é a segunda pior defesa do fracassado Campeonato Paranaense, minha gente! Uma vergonha. Uma catástrofe.
Não critiquei a venda de Rhodolfo e de Chico, porque dinheiro não está dando em árvores. Mas, onde está a reposição? Quem foram as contratações para essas posições? Sendo que na zaga o técnico acha que não há nenhum zagueiro à altura sequer para ser relacionado e ficar no banco? Isso sim precisa ser criticado, até porque é uma situação bizonha.
Enfim, a zaga - e aí incluo os laterais - foi um fracasso total neste domingo, e em menos de meia hora de jogo os coxas já tinham feito três gols.
Daí, Inês já era morta.
De bom mesmo, do lado atleticano, apenas o gringo Nieto, que marcou dois gols - inclusive o de número 1.000 em Atletibas, marca histórica - e um dos poucos a mostrar gana em campo.
Muita água precisa rolar debaixo da ponte antes de começar o segundo turno, senão quisermos dar de presente aos coxas o título por antecipação...
• • •
Detalhe: mesmo jogando mal pra cacete, só perdemos devido aos três gols relâmpagos tomados infantilmente logo no começo da partida. Calma que tem revanche, galera!
Troféu
ZIQUITA
Federico Nieto. O gringo vem se mostrando um baita artilheiro. E calando a boca daqueles cornetas que o avacalhavam na temporada passada.
Troféu
MACALÉ
Silvio, Marcos Pimentel, Manoel, Rafael Santos, Paulinho e Fransérgio. Defesa nota zero!

Treinando pro Atletiba

Tem Atletiba? Então desde já vá treinando, chutando a bunda de um pork. E esse é dos grandes!


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Relembrando: o Atletiba literário

* Post originalmente publicado em junho de 2008:
Já que estamos em semana pré-Atletiba, que tal um duelo entre escritores atleticanos e coxinhas? Vamos lá:
ATLETICANOS

Dalton Trevisan


— Que tanto chora e treme e se desespera? O que tem de mais? Pensa que é a primeira? E a única? Nem é tão ruim assim. Algumas bem que gostam. Uma ruiva, quando eu saía, pediu que voltasse. E quis me dar uma rosa ou cravo, sei lá. Ofendido e gaguejando.
— Mas eu avisei: "Macho não ganha flor."
Me olhou de soslaio.

— O que eu quero...

Enxugava a cara molhada de suor — e sem tirar o óculo escuro.

— ...vou lá e me sirvo.

Jogou a toalha num canto.

— Ah, se eu tivesse tempo. Porra. Já te ensinava o que é bom. Porra.

Uma hora tinha se passado. Uma hora que, no relógio parado da memória, se repetiria em mil horas inteiras de tortura e terror. E pelo resto da vida quantas vezes seria eu, indefesa no sonho, o pasto de tal bicho espumante de raiva?

Afinal ele parava de tentar. E fechou o zíper da calça.
Paulo Leminski

"esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem"

* * *
"CHUTES DE POETA

NÃO LEVAM PERIGO À META"
* * *
"quero a vitória

do time de várzea
valente
covarde
a derrota
do campeão
5 X 0
em seu próprio chão
circo
dentro
do pão"
Cristóvão Tezza

"A idéia da paixão é poderosa não pelo que ela tem de egoísta, de auto-satisfação, pelo isolamento terrível que contém; a idéia da paixão é grande porque melhora o mundo inteiro. É uma idéia que põe uma finalidade nas coisas e uma ética no mundo. A paixão nos esparrama. A paixão nos distribui, como o pão de Cristo, apenas trigo, sem Deus - e sem sofrimento, porque estamos fartos dele, há que se tirar essa gosma dos séculos das nossas costas. E chega de retórica."


COXINHAS

• René Simões

"Minha primeira pergunta ao Juninho era por que ele estava na enfermaria se todos no Coritiba tem plano de saúde da Amil?! Ele falou que o Dr.Valmir tinha estado lá pela manhã e disse-lhe que providenciaria a troca para o quarto. Disse-lhe que ficasse tranqüilo, pois eu não sairia de lá antes que ele fosse removido para um quarto particular." (!!!!!)

■ ■ ■

Como é bom ser atleticano, minha gente!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Significa...

É preocupante a notícia de que Héber Roberto Lopes será o árbitro do Atletiba. Afinal, já faz tempo que o Carequinha tem uma relação no mínimo estranha com a coxarada. Incrível coincidência, o Furacão nunca se dá bem com ele apitando, como vocês podem atestar no levantamento da Furacão.com.

Povão confiante

Essa era a fila na hora do almoço pra comprar ingressos para o Atletiba de domingo no Pinga-Mijo. As meia-entradas já estão esgotadas. Povão atleticano confiante pra empurrar o Furacão!

Atletiba é...

Charge do Solda - um dos poucos coxas-brancas criativos da cidade -, publicada no Blog do Zé Beto.

Treinando pro Atletiba

Domingo que vem tem Atletiba no Pinga-Mijo. Pois vá se preparando e comece a treinar desde já! Numa aberração na natureza os coxinhas porcos, depois de mais um ano escondidos de vergonha por estar na segundona, agora querem sair de suas tocas. Não permita! Soque estes seres nojentos e os mande de volta para onde merecem!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Furacão & grande elenco


Virou uma febre no twitter, na manhã de hoje, a brincadeira "tuíte um filme sobre o Atlético".
Começou com "Resgatando o soldado Kleberson", "Dois presidentes bem rabugentos" e "Pork's 2 - De volta à pocilga".
Depois, a galera foi soltando a imaginação e engordando a hashtag.
Daí surgiram citações como "Fomos Heróis", com Alex Mineiro e grande elenco.
"Kakácorra que o Cocito vem aí!
", relembrando a pancada que o volante atleticano desferiu no jovem bambino em 2001.
"A fuga das Galinhas"
, estrelando Marcos Aurélio, Dagoberto, Danilo e Carpegiani.
"Querida, encolhi o Madson"
conta a história do novo meia atleticano.
"Kill Bill"
estreia no doimingo, com Manoel e Rafael Santos de protagonistas.

"Entrando Numa Fria Maior ainda"
narra o retorno de Leandro Niehues
ao comando do time.
"Eu sei o que o Petraglia fez no verão passado"
traz uma narrativa do presidente Marcos Malucelli em primeira pessoa.
"Tropa de Elite"
, com Paulo Baier, Madson, Lucas e Kleberson
.
"Por um punhado de dólares"
conta os bastidores da saída do goleiro Neto do Atlético.
"O Poderoso Guerrão"
é uma saga sobre o atacante equatoriano.
"Cara, cadê meu técnico?
" é a história mais atual.
"Curtindo a Chuva Adoidado"
fala sobre o belo aproveitamento do atacante gringo Nieto debaixo de temporais.

"Meu vizinho mafioso"
é a biografia de Evangelino da Costa Neves.
Quer ver mais?
Clique aqui.
Ou entre no twitter e dê uma busca por
#tuiteumfilmesobreoatletico. Bote a cachola pra funcionar e tuíte um filme atleticano você também!

A pequena rubro-negra

Há dois anos e pouco o atleticano Nicolas Popa enviou ao blog uma foto de sua recém nascida filha Bárbara.
Agora o pai coruja nos escreve de novo, e envia mais uma bela foto da pequena atleticana em frente ao santuário rubro-negro.
Taí, Nicolas, a atleticaninha pé-quente de novo no Blog da Baixada!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um encontro que vale ouro

10 de abril de 1949
Amistoso, inauguração do Estádio Horácio Klabin, em Telêmaco Borba
Atlético 3 x 3 Corinthians
Em pé: Valdir, Nilo, Caju, Valdomiro, Joaquim e Sanguinetti
Agachados: Valdir, Rui, Neno, Cireno e Jackson


15 de novembro de 1949
Atlético 5x2 Guarani, em Ponta Grossa
Entrando em campo: Cireno, Guará, Neno, Valdir, Jackson, Caju, Délcio, Vilanueva, sem identificação, Valdomiro, Laio e Ivan.
O Círculo de História Atleticana convida para seu 18º encontro, nesta quinta-feira (17/02), das 19 às 22 horas, no 4º andar da Baixada (entrada pela rua Buenos Aires). Tema: "O Furacão de 49".
Os convidados especiais da vez são mais do que especiais. Estarão presentes ninguém menos do que Jackson Nascimento e Waldomiro Galalau, dois dos craques que transformaram o Atlético em Furacão. Duas lendas vivas do futebol paranaense.
Além, é claro, do historiador Heriberto Ivan Machado.
Uma oportunidade realmente única; um evento imperdível para os atleticanos.
E para o povão ir desde já sentindo o clima do encontro, publicamos acima duas fotos históricas do acervo de José Cação Ribeiro Júnior, originalmente postadas aqui no blog em setembro de 2009. Fantásticas imagens; especialmente a segunda, com o Atlético todo de branco entrando em campo para jogar em Ponta Grossa, com as palmeiras ao fundo. Destaque para as belas camisas negras dos goleiros, com o "ATLÉTICO" destacado em letras maiúsculas (clique para ampliar).
E, abaixo, um vídeo que mostra a cidade de Curitiba na metade1949, o Ano do Furacão. Os primeiros arranha-céus começaram a aparecer em meio a prédios históricos. O futebol já atraía uma parcela significativa dos curitibanos e o Atletiba se consolidava como clássico maior do estado do Paraná. No final do breve documentário, cenas de um clássico na Baixada:

Naquele ano, conta a Mylla, mentora e anfitriã do Círculo, o Atlético não tomou conhecimento dos coxas. No Torneio Início, vitória por 1 x 0. No Paranaense, vitórias por 5 x 1, no Couto, e 3 x 2, na Baixada. Também vencemos por 3 x 1 na II Taça Cidade de Curitiba. Mas, segundo a Mylla, o filme não mostra nenhuma dessas partidas, e sim um amistoso que acabou em 5 x 3 para o Furacão.
  • Serviço: Para participar do encontro desta quinta, basta confirmar presença pelo e-mail circuloatleticano@yahoo.com.br até o dia 16, quarta-feira. As vagas são limitadas e a participação é gratuita. Ah, importante: o evento tem o apoio do Prajá - ou seja, dá pra tomar uma cervejinha enquanto rola o papo com os ídolos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dilemas

Nem escrevi sobre o jogo de ontem contra o Paranavaí. Nem é preciso, pois a Furacao.com já o fez com maestria. A participação do Atlético na partida se resumiu a uma zaga preocupantemente frágil e um ataque eficiente, mesmo com as ausências de Lucas, Guerrón e Madson.
O negócio é pensar mais adiante.
Vem aí um Atletiba. Na casa do rival, que precisa de apenas um empate para conquistar o turno a a primeira vaga para a final.
Não está sendo fácil a vida de Leandro Niehues.
Herdou um time cheio de problemas, venceu três partidas seguidas e agora tem este abacaxi pela frente.
Digo abacaxi no seguinte sentido: como o Atlético deve se portar no clássico, em pleno pinga-mijo?
A melhor exibição do Furacão até agora, sob o comando de Niehues, foi na goleada contra o Paraná Clube. Na partida seguinte, em meio a um dos maiores temporais que a Baixada já presenciou, nem dá pra levar em conta qualquer análise tática.
Mesmo na partida contra o time do viaduto, em que o ataque foi envolvente e insinuante, as deficiências defensivas ficaram claras. Com dois zagueiros e um volante de ofício - naquela ocasião foi o Fransérgio -, tendo Claiton a seu lado, não foi raro ver os meias e atacantes paranistas chegarem à meta do goleiro João Carlos.
Ontem, novamente, a mesma coisa. Embora o primeiro volante tenha sido o Vítor, este sim um marcador-nato, a meia-cancha ficou pouco combativa. Tanto que o técnico precisou sacar Branquinho e colocar Fransérgio para botar ordem na casa.
Por isso, uma dúvida deve consumir Niehues: manter o esquema com o qual ele iniciou is três jogos sob seu comando, ou optar por uma formação mais pegadora, com dois volantes de marcação ou mesmo com três zagueiros.
Se optar por dois volantes, o que me parece bem provável, Claiton deve ser o meia ao lado de Paulo Baier. Mas, nesse caso, onde colocar o endiabrado Madson? Sem chance deixá-lo de fora. Nesse caso, deve sobrar mesmo para o Predador.
Outro mico para Leandro está no ataque: como tirar Nieto do time depois destas duas últimas ótimas apresentações do gringo? Ficou difícil.
Sem falar quer o time ainda não achou seu goleiro nem seu lateral-direito ideal. Só se tem uma certeza: não pode ser esse Marcos Pimentel.
Enfim, são vários dilemas para Niehues - ou para o técnico que o substituir - resolver.
Fosse eu, botaria em campo dois volantes marcadores e liberaria o quarteto de ataque. Mais ou menos assim:
Silvio (JC); Wagner Diniz, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Vítor, Fransérgio, Madson e Paulo Baier; Lucas e Nieto. Reservando para o banco boas opções, com Claiton, Branquinho, Héracles e Guerrón.
E você, que time escalaria para o clássico?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sem Falcão, quem vem?

O Atlético podia não ter pressa pra trazer um novo, mas perdeu um bocado de tempo nessa negociação com o Falcão - que exigiu um contrato de dois anos, o que parece ter assustado a diretoria.
O sinal de urgência ainda não tocou, mas a pressa começa a aparecer.
A uma semana do Atletiba e a duas do final do turno, sobram poucas opções de treinadores no mercado.
Um que ninguém ventilou é o Andrade.
Tá por aí, dando sopa.
É mais barato e tem cara de Atlético.
Por enquanto, Leandro Niehues vai tocando o barco.
E parece que sobrou pra ele a responsabilidade de jogar o Atletiba no Couto Pereira, jogo decisivo para os coxas, e que pode representar a eles o título do turno.
Detalhe: se o Atlético vencer hoje e também o clássico, Niehues não terá conquistado naturalmente uma nova oportunidade de se manter como técnico?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deus e o Diabo na terra de Joaquim Américo

Mário Celso Petraglia.
Nenhum atleticano nesse mundo deixa de esticar o pescoço e manter os ouvidos bem antenados ao escutar este nome.
Muitos por idolatrá-lo. Outros por não tolerá-lo.
Alguns o tratam como um Deus. Outros, como o diabo em pessoa.
O fato: amem-no ou odeiem-no, Petraglia é um dos pricipais personagens dos 87 anos que o Atlético Paranaense completará em breve. Se não o principal.
O murro na mesa aconteceu em 1995 e deu início a uma revolução jamais vista no futebol brasileiro. Transformou um clube praticamente falido num dos principais do país. Livrou o CAP da miséria e da falência iminente, e deixou como herança um patrimônio e uma estrutura invejáveis.
Mas também uma torcida dividida entre "petraglistas" e "antipetraglistas".
Muitos só ouviram falar dele depois da construção da Arena, no final da década de 90.
Mas ele já estava no CAP havia muitos anos.
Hoje, dia 11 de fevereiro, Petraglia completa 67 anos de vida. Muitos deles dedicados ao Atlético.
E o Blog da Baixada, ao mesmo tempo que o parabeniza, aproveitou a data para entrevistá-lo.
Confira:
Nos anos 80 Petraglia, ainda jovem,
já participava do clube ativamente.
O senhor está complentando 67 anos. Quantos dedicados ao CAP?

Minha data de nascimento é 11/02/1944 - data de aniversário este ano: 11/02/2011. Note que este número pode-se ler tanto da frente para trás como de trás para frente que será igual. É muito raro isso acontecer. Também a soma destes números é 44, número perfeito da cabala hebraica (risos). Entrei no CAP junto com a Retaguarda Atleticana, movimento criado por jovens torcedores e empresários no início da década de 70 do século passado. São 40 anos de vida envolvido nas coisas do nosso Furacão.
O que sente pelo Atlético hoje?
O mesmo sentimento que sempre tive de amor, de paixão, porém de longa duração, uma vida, desde 1954 quando passei a torcer pelo nosso querido Atlético Paranaense.
Nos tempos em que havia o "pombal" ao lado do muro do colégio, o senhor era visto por lá, azucrinando a arbitragem, sempre acompanhado de seu neto. O senhor o transformou num atleticano de verdade?

Sim, na verdade são dois meninos, João Pedro e Estéfano. O João, que me acompanhava, está com 8 anos; o Estéfano com 4. Os dois fanáticos ao extremo e amam o futebol, não deixam nunca de ir à Arena ou de ver pela TV... Conhecem todos os jogadores do CAP, assim como dos demais clubes brasileiros e da seleção nacional, até de outros países. Não sei se fiz bem ou mal, porém com o avô no futebol eles viraram verdadeiros fanáticos. Viverm me pedindo pra voltar (risos).
Cena comum no início da década: Petraglia, no "pombal" da Baixada,
torcendo feito louco. A seu lado, sempre o netinho João Pedro.

E o senhor volta?

Não. Passou meu tempo. Não tenho mais motivação para trabalhar da forma que fizemos para ser xingado e imputado por canalhas de ações injustas e caluniosas...
Você teve diversos atleticanos ao seu lado quando assumiu o clube, e depois se afastou deles (ou eles se afastaram do senhor, enfim). Por que isso aconteceu? O Atlético não está acima de rusgas pessoais?

Essa é uma versão mentirosa e mal analisada... Jamais tive pessoas ao meu lado, as encontrei no clube quando cheguei em 1995, com o CAP quebrado e na situação que alguns se recordam... A grande maioria, principalmente a "Geração Arena", pensa que o Atlético Paranaense sempre foi como é atualmente! Não levei ninguém comigo, trabalhei no projeto, nas transformações havidas com os mesmos que lá estavam com o clube às portas da falência. Depois, por desencontros de interesses e estratégias, não quis continuar. Renunciei ao Conselho, num momento em que não estava na Presidência. Houve o movimento "Fica Petraglia", resolvi ficar e mudamos de turma. Garanto-lhe quer tínhamos verdadeiros torcedores ao nosso lado. Aqueles somente com o interesse de ver o clube grande e vencedor.
No Atlético era difícil haver bate-chapa numa disputa presidencial. Em várias ocasiões não havia nem um candidato sequer. Atualmente, até porque o CAP é hoje um clube estruturado e com patrimônio invejável, surgiram correntes politicas diversas dentre os atleticanos. Isso é bom ou ruim? O senhor se sente responsável por essa divisão?

Não é bem assim. Eu mesmo em algumas ocasiões participei de eleições com mais de uma chapa inscrita. Na Era Petraglia não tivemos bate-chapa, somente agora com a definição de não continuarmos surgiram candidatos e houve bate-chapa nesta última eleição. Nos anos em que estvemos à frente do projeto ninguém se habilitou porque sabiam que o MCP era praticamente imbatível sendo ele candidato...

Após o título brasileiro de 2001, com o povão feliz na Boca Maldita.
Se o senhor não volta ao clube, e por outro lado critica os que lá estão, e os que lá estavam... Há então alguém capaz de continuar o trabalho de crescimento
e engrandecimento do clube? O senhor vai apoiar algum nome ou alguma chapa?
Não acredito mais na forma, no sistema atual de gestão de clube de futebol, uma direção amdora para conduzir destinos de uma entidade profissional com orçamentos de 100, 200, 300 milhões de reais no ano. O CAP, assim com os demais clubes, deverá buscar a profissionalização total de suas atividades, como também conseguir uma forma de se blindar politicamente para que não caia nas mãos de amadores, incompetentes ou desonestos como acontece na maioria das administrações de clubes de futebol. Não se concebe mais dirigente sem condições, sem preparo, sem experiência ou vocação para a atividade empresarial do futebol, um grande business da atualidade sendo conduzido por amadores que dedicam poucas horas no dia-a-dia fora do expediente de suas atividades particulares! O tempo dos mecenas acabou no futebol. Sou favorável à mudança no modelo, da fórmula jurídica atual. Não indicarei ninguém para assumir uma instituição que de antemão sei que dificilmente conseguirá os resultados esperados. A AssoCAP será, uma vez aprovado por seus associados, quem apresentará possíveis e modernas alternativas de gestão para o futuro do Atlético. Vamos ver a reação dos 20 mil sócios. Teremos representação suficiente paera aprovar aquilo que estes entendem que seja o melhor para o futuro do nosso Furacão? Vejo a necessidade de várias cabeças se envolverem, de um conjunto de esforços e ações para recuperar o tempo perdido em nosso estado em relação ao esoprte bretão. Infelizmente estamos há 100 anos fora do grupo dos clubes considerados grandes e líderes do futebol brasileiro. Precisamos queimar etapas com inteligência e ações modernas, e apoio da grande torcida do CAP, para alcançar os objetivos e estar entre os maiores clubes do Brasil e das Américas.
Muitos atleticanos o tratam como um verdadeiro Deus. Outros vêem no senhor um diabo encarnado. Como o senhor se autodenomina?
Não sou muito porque me elevam e não sou pouco porque me maldizem. Sou o que sou.
Qual foi seu melhor momento durante todo esse tempo no comando do Atlético? E o pior?

O melhor certamente foi a inauguração da Arena. O pior... foram as injustiças cometidas pelos canalhas.
Que mensagem o senhor gostaria de enviar à nação atleticana?

Que acreditem... "Sim, nós podemos" estar entre os grandes clubes do Brasil e das Américas.

Vitória no dilúvio

Vitória sobre o Cianorte foi debaixo de uma chuvarada jamais vista na Arena.

Meus amigos e meus inimigos.
Eu frequento o Joaquim Américo desde os temos da arquibancada de tijolinho – voce quebrava um pedaço e escrevia alguma merda no muro branco do ginásio. Tinha inflação galopante, as mulheres não davam, a ditadura escrota e a falta de títulos. Tempo da gonorréia.
Não quer dizer que eu goste ou saiba mais do Atlético do que cada um de vós. Só quer dizer que eu, e este meu coração rubro-negro, estamos velhos. E que eu jamais tinha visto cair tanta água no gramado da Baixada quanto nesta quinta-feira.
Nós, que somos tarados por bola, sabemos o quanto é um tesão jogar na chuva. Mais do que isso. O tesão é quando a chuva vem durante a pelada e a coisa vira um “quebra pau”. Foi o que rolou hoje. Seu Ariosto, que fica ali na Buenos superior, disse que choveu mais do que no “quinto ato do Rigoletto”. Pra mim – o Trétis é minha ópera – só tinha chovido assim na estréia de 91.
O aguaceiro atrapalhou quase tudo e todos. Só não incomodou o extraordinário Paulo Baier. Em alguns momentos, o camisa 10 parecia flutuar. E, sob seu comando, a bola não parava nas poças: seguia adiante, seguindo o rumo que o maestro determinava.
Foi uma aula de bola. Pra galera, pros adversários e pros companheiros.
Não foi partida fácil. Embaçada. O Cianorte tem um bom time, e alguns jogadores a serem observados.
E tem o nosso lado. Sou o primeiro a saber que tem muito coisa a ser resolvida e deixo a crítica pra vocês. A conquista do primeiro turno, com a vitória dos coxas, ficou bastante distante.
Indefinição é a palavra do momento. Apesar de reconhecer que o time evoluiu claramente e da certeza de que um técnico e reforços ainda estão por vir. Tudo bem (ou mal).
Mas futebol não é só isso. Precisamos saber analisar os fenômenos. Por hoje, e sempre, eu tiro meu chápeu encharcado pro Paulo Baier.
Aula de bola, maestro.
O resto, a gente vê amanhã.

Bem-vindo, Xaropinho

Ele veio para o Atlético muito antes de se tornar profissional, e já nas categorias de base mostrou seu cartão de visitas: numa Copa São Paulo de Juniores (1999 ou em 2000, pelos meus cálculos), contra o Fluminense, marcou um gol espetacular. Recebeu a bola ainda no campo de defesa, perto da linha divisória, no círculo central, e dali mesmo, ao perceber o goleiro adiantado, desferiu um chute forte... A bola subiu e desceu, encobrindo o "guapo" de maneira inapelável. O famoso "gol que Pelé não fez".
O nome dele era Kleberson. Um garoto, desconhecido.
Em 2001, ganhou a posição no time profissional e foi campeão brasileiro, jogando como segundo volante.
Em 2002, foi nada menos do que pentacampeão do mundo com a seleção brasileira - único atleta de um time paranaense a conquistar o título máximo do futebol mundial.
Esse currículo curto, mas vitorioso, deu a ele um papel de destaque na história do CAP.
Em todas as seleções de "Melhor Atlético de todos os tempos", ele está presente. Nos times elaborados pela Gazeta do Povo e pela Furacao.com, como primeiro volante. No selecionado do Blog da Baixada, como segundo volante - sua real posição.
Depois, foi vendido ao Manchester United e ganhou o mundo.
Passados nove anos, o Xaropinho está de volta.
O Atlético repatriou recentemente muitos jogadores de sua "época de ouro". Poucos obtiveram sucesso em sua volta ao clube.
Assisti, no ano passado, a algumas partidas de Kleberson pelo Flamengo.
Gostei do que vi.
Acho que pode ser bastante útil ao Atlético este ano.
É uma contratação que tem tudo pra dar certo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uma chance para o Alemãozinho

Heracles, que não estava sendo relacionado nem para o banco de reservas com Sérgio Soares, terá uma chance de ouro de mostrar seu futebol hoje, contra o Cianorte, substituindo o suspenso Paulinho.
O "Alemãozinho", como chamava Antônio Lopes, uma das grandes promessas do atual elenco, já jogou por alguns minutos contra o Paraná Clube, mas no meio-campo.
Hoje, joga na dele.
Outro que terá uma oportunidade é o zagueiro Flávio, no lugar do também suspenso Manoel.
Uma vitória contra o Cianorte é obrigação, se o Atlético quiser continuar pelo menos com chances matemáticas de conquistar o turno.
Que o Alemãozinhio e o zagueiro estreante ajudem Baier, Madson & companhia a conquistá-la.

Novo patrocinador

O Atético apresentará hoje à noite, durante a partida contra o Cianortte, um novo patrocinador nas mangas dos uniformes. Segundo a Gazeta do Povo, a Netshoes, site especializado na comercialização de material esportivo, irá estampar sua marca na manga do uniforme rubro-negro, em substituição a HDI Seguros. A Philco segue como anunciante principal.

Sem pressa

Por Augusto Mafuz:
Mais um dia se passou, sem que o Atlético contratasse o novo técnico.

Melhor assim.

Há tempo para tudo, inclusive para contratar um técnico.

Foi por ter pressa que contratou Sérgio Soares.
O treinador que vem será o que vai comandar o Atlético na Copa do Brasil, tentar salvar o Estadual e estruturá-lo para o Brasileiro. Um técnico com essa responsabilidade não pode ser um técnico qualquer. Além de ser capaz tem que ser sério, para não permitir os equívocos que a diretoria de futebol vem cometendo na contratação de jogadores. Sérgio Soares foi embora, mas deixou Pimentel, Alê, Flavio, Wescley, Gabriel e Henan.

Falcão era uma hipótese para ser o coordenador de futebol na época de Carpegiani. Chegou a trocar ideias com o presidente Malucelli. Como técnico seria até uma boa proposta, desde que trouxesse junto o seu guia técnico e tático, Otacílio Gonçalves.

Hélio dos Anjos foi para o Sport. Está descartado, felizmente. Wagner Mancini está riscado por ter um comportamento esquisito. Do varejo, resta Silas.

O que o Atlético não pode é jogar com o direito do tempo, e depois aparecer com Geninho, Vadão, Andrade, Bonamigo ou outras opções improvisadas.

Aliás, se os dirigentes não têm orgulho, o nome do novo técnico tinha que passar pelo crivo do professor Luiz Carlos Neves.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Boa estreia

Jadson entrou no finalzinho da derrota do Brasil para a França, por 1 a 0, substituindo o inexpressivo Renato Augusto. E, sem nenhum atleticanismo, foi um dos melhores do jogo. Com o Brasil atuando com 10 jogadores (Hernanes foi expulso), carente de poderio ofensivo, o malaco do Furacão criou chance clara de empate, deixando Hulk na cara do gol, já nos descontos do clássico. Infelizmente, o atacante dominou mal e perdeu a oportunidade de consagração para ambos. Mesmo assim, Jadson certamente ganhou moral com Mano Menezes, apesar da fortíssima concorrência com Ganso e Kaká por uma vaga na meiúca canarinho.

Técnicos

Nos comentários dos posts abaixo nossos leitores deixam evidente a preocupação com o técnico que será contratado.
Também, pudera: o clube anunciou que tinha 10 pretendentes ao cargo.
De Falcão a Hélio dos Anjos.
Estilos tão diferentes que, pelo menos é o que transparece da situação, nem a diretoria sabe direito qual é o perfil que deseja para o próximo treinador.
Segundo as últimas informações divulgadas pela imprensa, até o argentino Marcelo Bielsa teria sido cotado, mas ainda é um sonho distante.
PC Gusmão, Dunga e Silas continuariam na lista. Já citaram até Parreira e Abelão.
Falcão não é unanimidade entre a cúpula atleticana, dizem.
Mas, sinceramente, qual destes seria unanimidade entre todos os diretores? No final, a decisão precisa ser tomada e ponto. Seja pelo presidente, seja pelo diretor de futebol. Agrade aos demais ou não. Senão nunca vão trazer ninguém.
O fato é que, curiosamente, as poucas chances de conquistar o turno e a goleada sobre o Paraná afrouxaram um pouco a pressão - e a pressa - para trazer logo um novo técnico.
Por enquanto, Leandro Niehues segue como interino.
Mas e se sob seu comando o time ganhar todas, será que ele mesmo não entra na lista?
Quem sabe...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Clássico da humilhação

A partida do último domingo reforçou uma sina dos paranistas: serem humilhados pelo Furacão. Nos pouco mais de 20 anos do confronto, fumamos o Paraná em, pelo menos, 5 oportunidades. Vamos relembrar...

1993 - 0x4 - Vila Capanema
Naquela época, eles eram o clube do ano 2000, e nós, um time sem futuro nenhum. O encontro aconteceu pelo Nacional, dentro de um octogonal que na verdade era uma Segundona disfarçada. Ao final da disputa, terminamos em sétimo, enquanto eles ficaram na segunda colocação. Apesar disso, numa quarta-feira à tarde, sob um sol de rachar, pesou a mística rubro-negra. O rústico Ademir Fonseca (hoje treinador do São Caetano), o insinuante Dedé, o incansável Leomar, e o inominável João Carlos Cavalo anotaram os golos da primeira humilhação paranista.

1996 - 1x4 - Pinheirão
Três anos depois, o cenário era completamente diferente. De volta à elite, revigorado e cheio de planos, o Atlético vivia a Era Rink e Oséas, talvez a dupla mais pop da história atleticana. Numa tarde chuvosa de domingo, foi a vez do avante que chegou apelidado de "o Gullit da Baixada" apavorar os tricolores. Oséinha da Bahia marcou três gols e traumatizou até hoje o raçudo Hélcio. O outro tento foi anotado pelo dinâmico meia Luis Carlos.

2002 - 6x1 - Baixada
Experimente lembrar de Kléber Pereira diante de um paranista. Ele perde a graça na hora. Era o primeiro jogo da decisão estadual de 2002, e o saudoso Incendiário tocou fogo em todas as sedes do Paraná. No Tarumã, Kennedy, Boqueirão, fez a sacanagem de queimar até mesmo o Durival Britto, estádio eternamente emprestado pelos tricolores da Rede Ferroviária. Quatro gols dele, um do grande Fabiano Vaca-Brava e outro de Alex Eterno Mineiro.



2006 - 4x0 - Baixada
Dias depois da classificação para a final da Copa Sul-Americana, o Furacão aproveitou o jogo com o Paraná pra dar uma relaxada gostosa. Fazia 3 a 0 ao natural até que, aos 29 minutos do segundo tempo, o mundo viu um dos gols mais bonitos da história do futebol. Dênis Marques avançou até a entrada da área pelo lado direito e avacalhou com o paranista número 1 cortando para a esquerda. Em seguida, esnobou o paranista número 2 com um leve toque. O paranista número 3 veio desesperado na cobertura e acabou ridicularizado com uma meia-lua. O arremate preciso na saída do goleiro Flávio decretou a humilhação suprema. Evanílson, Alan Bahia e Willian também brincaram.



2011 - 5x1 - Baixada
Esse está fresquinho. Nova goleada impiedosa, agora comandada por Magic Baier. Três gols do Vovô mais querido dos rubro-negros, cada um de um modelo diferente. Com destaque para o segundo, que contou com nada mais, nada menos, que dois toques com nojo na pelota, um para eliminar o goleiro e outro para botar o neném no berço. O jogo estava tão fácil que serviu até para o Doutor Claiton encomendar um sombreiro para os tricolores. Madson, o Soda, e Guerrón completaram o sapeca-ia-iá.

A piada do dia

O Juizado Especial implantado na Arena teve muito trabalho logo no dia de sua inauguração.
- Até o Paulo Baier foi encaminhado, por Atentado Violento ao Paranito!

A lápide da vez

Circula na internet:

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Uma surra

Baier comandou o time e guardou três.
Madson foi um capetinha em campo, e tmabém marcou o seu gol.
(Fotos Franklin de Freitas/Bem Paraná)

O Furacão finalmente estreou no Campeonato Paranaense. E a goleada por 5 a 1 sobre o Paraná Clube deixou ainda mais evidente o quanto perdemos tempo sob o comando de Sérgio Soares.
Os jogadores entraram em campo com uma vontade jamais vista este ano.
E as mudanças promovidas por Leandro Niehues deram certo, principalmente a entrada de Claiton no meio campo.
Resultado: uma surra histórica no time do viaduto, fechando o placar em 5 a 1.
Por outro lado, há que se dar um desconto pela fragilidade do adversário. Os parasitas são um arremedo de time.
A vitória veio em boa hora, mas os resultados da rodada não ajudaram muito. Agora, estamos a 5 pontos dos coxas e a 4 do Cianorte, faltando apenas quatro rodadas para o final do turno.
Na quinta-feira, podemos dimiuir a diferença para o vice-líder: o adversário é justamente o Cianorte, novamente na Baixada.
Troféu
ZIQUITA
Baier foi o maetro de sempre e marcou três; Madson infernizou a zaga inimiga e também marcou o seu; Claiton foi um motorzinho no meio de campo.
Troféu
MACALÉ
Paulinho, que teve alguns momentos de bobeira e tomou o terceiro cartão amarelo.

Contra os parasitas, vitória é obrigação

O time da galinha assustada é o maior freguês da Arena.
Mesmo estando distante dos líderes do campeonato, vencer o Paraná logo mais, na Baixada, é obrigação. Restando ainda cinco rodadas (contando com a de hoje) para o fim do turno, ainda é possível lutar pela vaga na final.
Se depender do retrospecto, estamos bem: os parasitas são o maior freguês da história da Arena. Foram até hoje 13 vitórias do Atlético, seis empates e apenas duas derrotas:
1999 – Atlético 1 x 1 Paraná
2000 – Atlético 3 x 1 Paraná
2001 – Atlético 2 x 1 Paraná
2001 – Atlético 1 x 1 Paraná
2001 – Atlético 2 x 2 Paraná
2001 – Atlético 1 x 1 Paraná
2002 – Atlético 0 x 0 Paraná
2002 – Atlético 6 x 1 Paraná
2003 – Atlético 1 x 0 Paraná
2004 – Atlético 3 x 0 Paraná
2004 - Atlético 1 x 1 Paraná

2005 - Atlético 2 x 1 Paraná
2006 - Atlético 1 x 0 Paraná
2006 - Atlético 4 x 0 Paraná
2007 - Atlético 2 x 1 Paraná
2007 - Atlético 1 x 3 Paraná
2008 - Atlético 2 x 1 Paraná
2008 - Atlético 0 x 1 Paraná
2009 -Atlético 2 x 1 Paraná
2009 - Atlético 2 x 0 Paraná
2010 - Atlético 1 x 0 Paraná
Para a partida de logo mais, o técnico interino Leandro Niehues fará mudanças no time. Claiton deve reaparecer como um dos volantes e Wescley pode ganhar uma chance no ataque, no lugar de Guerrón.
O jogo começa às 19h30.
Bora pra Baixada!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

De novo outra vez

"Passados mais de dois meses da estreia atleticana na temporada 2010, o balanço é preocupante. Em dois meses, o time ainda não convenceu em campo, demitiu o técnico Antônio Lopes e agora aposta no auxiliar Leandro Niehues, que ainda não conseguiu convencer os torcedores de que fará um bom trabalho".
Trecho de reportagem da Furacao.com em março de 2010.
Este ano a troca de técnico se deu ainda mais cedo.
Tomara que cheguemos em março podendo fazer uma análise melhorzinha...

A parcela de cada um

No Brasileirão, bastava ao Atlético marcar um golzinho para conquistar os três pontos.
É que, lá atrás, a defesa se garantia.
Neste ano a média de gols marcados está até maior - já foram 10 em seis jogos. Mas a zaga virou uma peneira. Levou bola na rede em todas as partidas até agora. No total, foram nove.
Por isso, Sérgio Soares não pode ser considerado o único culpado pela péssima campanha no Campeonato Paranaense.
Na conta da diretoria entram as negociações do goleiro Neto, do zagueiro Rhodolfo e do volante Chico.
As propostas eram irrecusáveis, dizem.
Pode ser.
Mas o mínimo que se espera é reposição à altura.
O afastamento do outro volante que jogou muito na temporada passada, Vitor, para a entrada do fraco Alê também contribuiu para destruir de vez o que no ano passado era um verdadeiro paredão. Decisão, essa sim, de responsabilidade do próprio SS.
O fato é que nem mesmo o melhor técnico do mundo conseguiria manter o nível do time quando aquele que foi um dos melhores sistemas defensivos do país é desmantelado e ele é obrigado a se virar com os que, até então, eram reservas.
Poderia, isso sim, minimizar o problema se armasse bem o time, escolhesse as peças certas e tivesse o elenco todo do seu lado.
Mas, como Sérgio Soares não é o melhor técnico do mundo, deu no que deu...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pior dos piores

Soares: sem deixar saudade.
Sérgio Soares já é passado. Foi-se sem deixar saudade. O aproveitamento e o quinto lugar no Brasileirão podem até passar uma impressão, a quem não acompanhou o time, de que foi um bom treinador.
Engano.
No Brasileirão, "SS" pegou um time pronto, escalado e embalado. Mesmo assim, várias vitórias vieram com as calças na mão, apertadas, com gols milagrosos já ao apagar das luzes. Mas eram vitórias, e isso é o que importa no futebol. Mesmo assim, o time mostrava deficiências que se sobressaíram agora, no Paranaense.
Mesmo assim, não ousaria colocar Soares no rol dos piores treinadores da história do CAP.
De imediato, alguns nomes de personagens com passagens muito mais bizonhas saltam à mente:

Mestre Giva
Chegou no Atlético após a atrapalhada passagem do alemão Lothar Matthäus - o ex-campeão do mundo até treinou o time direitinho, mas suas desventuras extracampo o obrigaram a voltar para a Europa. Chegou com a fama de "Rei do Nordeste" e saiu com a alcunha de pobre coitado. Sem conseguir bons resultados, foi massacrado pela torcida e pela imprensa. Cheguei a sentir pena do Mestre Giva em várias ocasiões.
Sr. testosterona
Outro que veio do Nordeste com fama de emergente. Sob seu comando, o time apanhava em campo e ainda recebia críticas dele próprio! Mas ficou famoso, mesmo, ao diagnosticar, após uma derrota em plena Baixada, os motivos do fiasco: “Faltou testosterona”.
Mior, impossível!
Em sua eterna busca por um treinador barato e desconhecido que desse certo no CAP, Mário Celso Petraglia trouxe de Portugal um nome que 100% da torcida nunca havia sequer ouvido falar: Casemiro Mior. Pudera: aqui no Brasil, havia treinado apenas times de quarta linha. Deu no que deu: um fiasco.
O pior de todos
Carioca cheio de manha, malandrage pura, Gilson Nunes herdou nada menos do que o time campeão brasileiro de 2001, com um ou outro desfalque. Mesmo assim, conseguiu se manter no cargo por apenas duas rodadas, tamanho foi o nó que ele deu na equipe. Esse merece estar no topo da lista!
* Claro que deve ter havido dezenas de treinadores bizarros no Atlético nas décadas de 30, 40, 50, 60, 70... Mas, como não vi, não posso julgar.
** Agora nos resta torcer pra que não apareça por aqui mais um treinador medonho pra substituir o Serjão!

  • E pra você, quem foram os piores técnicos da história do Atlético? Palpite!

Nome de peso

E o Sérgio Soares se mandou. Se pediu demissão ou foi demitido, agora pouco importa. Nos resta, pela enésima vez, a lição de que para o cargo de técnico é preciso contratar gente de primeira linha -- e aí não estou falando da turma dos multi-milionários. Mas treinador precisa ter grife.

Isso porque o nome do "professor" exerce influência incrível sobre os boleiros. No atual nível do Atlético, não adianta trazer Gilson Nunes, Valdemar Lemos, Casemiro Mior e, no caso, Sérgio Soares. Não convence. Para o bem e para o mal, contamos com atletas que atingiram um patamar de marra e desejo de se mandar para o exterior que só um comandante presença é capaz de domar.

A passagem do Carpegiani, e as idas e vindas do Lopes, já deveriam ter nos alertado para essa questão. Assim, poderemos apostar em um Mancini, por exemplo, e contando com uma conjunção positiva dos astros tudo dar certo, como aconteceu com Vadão e Geninho. Ou trazer alguém do status de um Abel Braga, ou Paulo Autuori, e ter boa dose de certeza de que o time vai engrenar.

Seja quem for o cara, espero que a diretoria atleticana pense nisso.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vexame histórico

E eu que pensava que as derrotas para os primários Arapongas e Operário já tinham sido vexame suficiente. Que nada, conseguimos ir muito além. Perdemos para uma equipe que já teve o presidente de técnico neste Estadual! Pior, o Cascavel não tinha vencido ninguém e atuou com sete desfalques, dispondo de El Loco Clênio no ataque. Tamanha vergonha, eu espero que sirva para, pelo menos, derrubar o técnico Sérgio Soares. Algo que, diante do pós-jogo, parece que não vai acontecer...

João Carlos
Foi bem mais seguro nas saídas de bola. Mas não é goleiro para o Atlético.

Marcus Pimentel (Wágner Diniz)
Não sei qual é o pior dos dois.

Gabriel
É zagueiro para entrar nos últimos minutos e segurar resultado. Só.

Rafael Santos
Este ano está muito mal, mas pode ser útil.

Paulinho
Outro que voltou mal.

Alê
Mais um que é jogador pra Santo André. Pelo menos é brioso.

Fransérgio
Ao contrário de Alê, é muito tímido, não tem sangue nas veias.

Mádson
O "Soda" até que tentou, mas sozinho não dá.

Branquinho (Gabriel Pimba)
Outro que chama atenção pela falta de vontade. E o Pimba ainda existe!

Lucas
Deu pena do Severino.

Guerron (Wescley)
Está virando um jogador folclórico. Em poucos minutos, o substituto foi melhor.

Campanha antecipada

Em ano eleitoral, qualquer fato relacionado ao Atlético parece virar motivo para campanha.
Como a notícia da venda do Rhodolfo ao São Paulo.
A princípio, fui contra, como disse alguns posts abaixo.
Mas também não acho que seja motivo pra tanta gritaria e choradeira.
Rhodolfo já não estava mais no elenco. Seria vendido de qualquer maneira. Se o clube rejeitou propostas do exterior e aceitou a dos paulistas, é porque esta foi mais vantajosa financeiramente - pelo menos é o que parece óbvio.
Além do mais, o próprio jogador afirmou que vem recebendo propostas desde o ano passado e que queria sair, após 8 anos de clube. Pelo que li por aí, os bambis vão pagar a ele um salário cinco vezes maior do que o CAP pagava. Como segurar um jogador nessas condições?
Além disso, quatro milhões de euros (na verdade dois milhões por 50% dos direitos) por um zagueiro não é proposta pra se jogar no lixo.
Sem contar que segurar o atleta até o ano em que seu contrato se encerra pode ser uma cilada e o clube pode ficar sem um tostão sequer.
De qualquer maneira, a negociação do Rhodolfo, boa ou ruim, somada aos demais boatos desta semana, acenderam de vez o pavio da campanha eleitoral.
Já vejo convocações para protestos na Baixada durante a partida de domingo. Atitude um tanto precipitada, me parece. Não vejo o povão atleticano assim revoltado, apenas alguns setores.
Mas o fato é que o ano será de muita pressão sobre a diretoria atual, e por consequência, sobre o time.
Maus resultados em campo funcionarão como gasolina jogada na fogueira.
Ao que tudo indica, parece que essa será a campanha eleitoral mais longa da história do CAP.
Não que isso seja ruim; é bom pra democracia atleticana. Desde que se debata o futuro e que não seja uma campanha rasteira, baseada em ataques e troca de acusações. E que não se torça para o time ir mal apenas para tirar proveito político. Sem golpes baixos.
Mas, como em toda campanha eleitoral...
* Atualizado às 13h02.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tito levou as cervas

O vencedor do desafio de alguns posts abaixo foi o Tito, primeiro a acertar todo o elenco de 1995 que aparece na foto.
"Gilmar (metade apenas), Gleyson, China, Camilo, Leomar, Reginaldo, Welson, Marcos Roberto, Roberto, Pádua, Clayton, Bira, Marcão, Alaércio, Paulinho Kobayashi, Alessandro, Gilson, Luís Américo, Neto (metade apenas), Cleverson, Serginho, Luís Almeida, Silton, Jorginho e Christian. Os staffs que aparecem são Dr. Newton, Toinho, Tavares, Riva, Nilson Borges e Adnam. Além é claro do Bolinha. Além disto estão cortados da foto original Dr. Erickson, Hélio dos Anjos e Amadeu. Além é claro, ao centro da foto se encontra o Presidente Hussein Zraik."
Tito, por favor mande um e-mail para guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com para receber as instruções a respeito do prêmio - duas cervejas e um amendoim na Tia Lili.

No fim das contas, Rhodolfo vai pro São Paulo

Tanto se especulou sobre uma possível venda do zagueiro Rhodolfo para o exterior e ele acabou sendo negociado justamente com o São Paulo.
Como num conto de fadas, num passe de mágica Rhodolfo virou bambi.
O defensor foi liberado para fazer exames médicos na Bambilândia. Se aprovado, será vendido e 50% dos direitos econômicos do jogador permanecerá vinculado ao Rubro-Negro.
Segundo a jornalista Nadja Mauad, os valores envolvidos sao de € 2 milhões.
Negociar com o exterior um dos melhores jogadores da posição atuando no futebol brasileiro é uma coisa.
Mas para um rival de campeonato nacional, assim passivamente, é outra.
Já tivemos casos de outros atletas que tiveram como destino o Morumbicha.
Mas não sem uma boa briga.
Por outro lado, pelo que andei sondando, o passe do jogador está fixado em € 4 milhões. Portanto, a venda por metade deste valor, mantendo 50% dos direiotos, pode significar um lucro bem maior no caso de uma futura venda ao exterior.
Fosse eu diretor, arriscaria deixá-lo por aqui por mais algum tempo.
Duvido que até a janela do meio do ano algum europeu não pagasse o que o CAP está pedindo, talvez até mais.
  • E aí? O que acha da ida de Rhodolfo para os bambis? Opine!