sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Entrando em 2012, deixamos a mensagem de um Feliz Ano-Novo a todos os atleticanos e atleticanas enviada ao blog por Antônia Schwinden, autora do livro Dez Atleticanas e Uma Fanática:

Feliz 2012, atleticanos e atleticanas!
Será um ano feliz, se nós os verdadeiros e apaixonados atleticanos de todos os sexos, etnias, idades, credos e ideologias assim o fizermos.

Estaremos sem Casa? Vamos mostrar que a “Casa” da torcida atleticana é feita de paixão, construída com a mente e o coração de cada um de nós. Vamos fazer valer o “Eu te sigo em toda parte” e acampar, em qualquer lugar, sob o manto da Bandeira Rubro-Negra. (Por que não roçamos o Pinheirão – afinal, a FPF está nos devendo, não? – e tomamos conta daquilo por algum tempo? Seria quase uma experiência antropológica para a novíssima geração de atleticanos e atleticanas.)

Estamos sem apoio dos jornalistas, comentaristas, radialistas e outros tantos “istas” da terrinha? Vamos nos transformar em notícias. Respondendo cada matéria ou comentário tendencioso, reclamando (por telefone, pelo twitter, pelo e-mail...), reciclando (poderíamos voltar ao bom e velho pompom de jornais), desligando, não pegando, não pagando... Quero ver!

Estamos sim no B, B de Brasileirão (a outra série é um torneio Rio-São Paulo). E que tal subverter essa situação com humor e muita criatividade? Vamos “desoficializar” os nossos gritos de guerra, as nossas músicas, os nossos refrões. Vamos escolher a alegria de músicas que “grudam” na cabeça da gente. (Tenho a maior simpatia pela nossa grande torcida organizada, mas ela anda muito burocrática, naquele “senta-levanta” que mais parece aeróbica para poucos.
)
Estamos sim recebendo dinheiro público. Mas isso não deve nos humilhar jamais! Quase todos os clubes do futebol brasileiro vivem do dinheiro público. Com dívidas astronômicas para a previdência – desde sempre! E o que há de mais público que a previdência? –, financiados por empresas estatais, por bancos estaduais... Não dá para esquecer como o recente ex-presidente da República tratou o seu time do coração. O tal do dinheiro público ao CAP pelo menos renderá um aeroporto “mais moderno” à cidade. Mais conforto, inclusive, para os nossos rivais, a não ser que em represália eles prefiram sair pelo Bacacheri.

Feliz 2012, atleticanos e atleticanas. Nosso Atlético completará 88 anos. Só isso já merece toda a nossa felicidade, pois temos uma história de garra, fanatismo, irreverência que nos fez reconhecidos em qualquer lugar! Na virada do ano, estarei de vermelho e preto, para mim, as cores da paz, do amor e de uma vida plena de paixão!

Antônia Schwinden

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal Atleticano


Para os cristãos de todo o mundo, a principal data religiosa é comemorada em 25 de dezembro, dia do nascimento de Cristo.
Para os Católicos Apostólicos Atleticanos, desde 2001 D.C., o Natal é comemorado em 23 de dezembro.
Milhares de magos atleticanos partiram rumo ao interior paulista após a Estrela Amarela ter dado seus sinais uma semana antes, na sagrada Baixada.
E, há 10 anos, toda uma Nação presenciava o nascimento de uma nova era na vida do Atlético.
Os cânticos de louvor podiam ser ouvidos em todos os cantos de Curitiba. Mas extrapolavam também as fronteiras do estado - rubro-negros de todo o mundo fizeram, naquela Noite Feliz, os fogos espoucarem.
E as lágrimas escorreram nos rostos de cada atleticano deste planeta.
Muitos registros históricos dão conta da importância da data, como pode-se ver nos vídeos e imagens abaixo:

Relembre como foi o Natal Atleticano em 23 de dezembro de 2001.
São Alex, o milagreiro, salta para comemorar o gol do título.
Na Praça Afonso Botelho, em Curitiba, os fiéis atleticanos
aguardavam a confirmação do que, até então, só aconteceria por milagre.

Em São Caetano do Sul, jogadores e torcedores comemoraram juntos.
Alegria suprema: um misto de riso e choro tomou conta do rosto de cada atleticano.

Emoção futebolística jamais vista em terras paranaenses.
Mas, apesar de tanta história registrada, eis que surgem agora, 10 anos depois, dois novos documentos belíssimos sobre a conquista maior do Atlético Paranaense, os quais chamo de Evangelho Atleticano Segundo Monique Silva e Evangelho Atleticano Segundo André Pugliesi. Dois especiais fantásticos, um da Furacao.com e outro da Gazeta do Povo, que valem a pena serem lidos e relidos e guardados com carinho.
Os links seguem aí:
Então, é Natal. Um Feliz Natal Atleticano!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Doces lembranças

Dentro de três dias comemoramos os 10 anos da máxima conquista do Atlético Paranaense.
Por isso, vamos relembrar aqui um pouco do noticiário da época sobre o Furacão. esses fac-similes, disponibilizados no site da Folha de S. Paulo, mostram um pouco de como o Rubro-Negro conquistou o respeito da mídia nacional no início do novo milênio.
Infelizmente, são cópias em preto-e-branco. Mas já dá para ter uma noção. Confira e relembre (clique para ampliar):
A Folha noticia a classificação de Atlético e São Caetano para a grande decisão:

Antes das partidas finais, destaque para o fantástico ataque do Furacão e a exemplar estrutura do clube:




Após a primeira partida, na Arena, o destaque era para a decisão de Brasileiro mais "artilheira" da história e a chance de a taça vir para a Baixada:





Desempenho do Furacão colocou o futebol do Sul em destaque:


Por fim, o título brasileiro era nosso: "Programado para ser Campeão!"









* * *

Você tem imagens ou recordes de jornais da época sobre a conquista do Furacão? Ou fotos suas no estádio ou na comemoração? Mande que a gente publica! Envie até quinta-feira para guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

10 anos do maior jogo da vida de todo atleticano

Sexta-feira, 16 de dezembro de 2001. Quem deixou a Baixada naquele fim de tarde presenciou o maior jogo da história do Atlético e, certamente, uma das finais de Brasileiro mais emocionantes de todos os tempos. Inesquecíveis serão o gol de Ilan, a habilidade de Souza, a velocidade de Gabiru, a estrela de Alex Mineiro e as bolas salvas em cima da linha pela zaga atleticana. Quer relembrar aquele momento mágico? Veja o vídeo abaixo:



Um belo texto sobre a inesquecível peleja é a reportagem publicada na ocasião pela revista Placar. Na capa, a chamada: Como a Baixada derrubou o Azulão. Dentro, a manchete mostra a importância que o Caldeirão e sua torcida têm sobre o time: Baixada 4 x 2 São Caetano. Confira:

Baixada 4 x 2 São Caetano

Não foram apenas 11 jogadores do Atlético que venceram a primeira partida da decisão do Brasileiro: foi todo um povo unido em torno do estádio mais argentino do Brasil

Por Sérgio Xavier filho
O São Caetano começou a cozinhar muito antes de a bola rolar. Faltava uma hora para o primeiro jogo da decisão do Brasileirão 2001. Esquerdinha, Adãozinho e Daniel entraram em campo para aliviar a tensão, enfrentar logo o tal Caldeirão da Baixada. Péssima idéia. Apesar de estarem de chinelão e sem uniforme do Azulão, eles foram logo reconhecidos pela galera e tomaram uma vaia digna de vilões. Sentiram o calor do Caldeirão e voltaram rapidinho para o vestiário.
De fato a Baixada não é um estádio convencional. A vaia ali é mais doída. A Baixada é o estádio mais argentino do Brasil, o mais vertical. É como se fossem vários predinhos cercando um campo de futebol, com o agravante de as arquibancadas serem cobertas e o som não ter para onde ir. Da platéia ou do campo, o barulho é infernal. E isso vai piorar quando o lado oposto às cabines de rádio terminar de ser construído. A vaia será ainda mais contundente.

É claro que o São Caetano não tomou de 4 x 2 apenas porque o estádio do Atlético é barulhento. A receita para o caldeirão ferver envolve vários ingredientes além do aplauso e da vaia, a lenha dos torcedores. A fanática torcida criou um conjunto de rituais que provocam a combustão dos mais sérios espectadores. O sistema de som emenda o hino do Atlético a uma série de músicas do time. As organizadas são boas de cântico, adaptam até melodias do Pink Floyd em uma "homenagem" ao rival coxa-branca que utiliza em poucos versos grande parte dos palavrões encontrados na língua portuguesa.

(...)

O time também faz sua parte. Uma equipe capaz de pressionar qualquer um no calor do Caldeirão.

Foi o que aconteceu no último domingo. O Azulão mal entrou em campo e já perdia o jogo. Não é mole tomar um gol aos 4 minutos. Mas o São Caetano conseguiu sair da enrascada da melhor forma possível: empatou em um frango do goleiro Flávio, uma ducha que quase apagou o Caldeirão. A equipe poaulista ainda ficou em vantagem, mas aí foi o Atlético que saiu do buraco de um jeito brilhante: três gols em seqüência do ídolo do momento, o Papai Noel Alex Mineiro. Não houve mais tempo de reação. Apesar de todas as suas qualidades, apesar de todo o seu conjunto e de seus bons jogadores, o Azulão não estava preparado para a panela de pressão. (...)

É o Pet


"Não sou muito porque me elevam e não sou pouco porque me maldizem. Sou o que sou."

Mario Celso Petraglia em fevereiro, em entrevista ao Blog da Baixada, perguntado sobre o que
achava de ser consideradoi "Deus" por alguns atleticanos e um "diabo encarnado" por outros.
"Acreditem... 'Sim, nós podemos' estar entre os grandes clubes do Brasil e das Américas."

Petraglia, durante a mesma entrevista, enviando uma mensagem à torcida atleticana.

Mario Celso Petraglia está de volta.
Não adianta mais resmungar, reclamar, acusar.
Foi eleito democraticamente pela maioria dos sócios. Ampla maioria, inclusive.
Aliás, para quem costuma chamá-lo de déspota e ditador, vale lembrar que foi ele quem implantou no clube o sistema de votação direta pelos sócios. Além, é claro, de ter implantado (mesmo debaixo de críticas) o próprio sistema de associação até hoje em vigor.
Vale lembrar também que sua chapa teve a inscrição de 292 conselheiros - um recorde. E, dentre eles, é possível localizar rubro-negros notáveis e membros de tradicionais famílias atleticanas.
Não vou ficar aqui relembrando os grandes feitos de Petraglia, tampouco seus defeitos, porque todos já os conhecem decor. Afinal, trata-se - gostem ou não - de uma das principais figuras de toda a história do Furacão.
Uma coisa eu voz digo: Petraglia é atleticano e em suas veias corre sangue rubro-negro. Já o vi xingar pelo Atlético. Já o vi sorrir pelo Atlético. Já o vi chorar pelo Atlético. E só quem é atleticano de verdade sabe o que é isso.
E, agora que o homem já está eleito, é hora de baixar a guarda e nos unirmos todos em prol de um Atlético mais forte.
Que todos os atleticanos remem para o mesmo lado a partir de agora. Mesmo os que estavam na chapa adversária. Se não for para ajudar, que ao menos não atrapalhem.
Boa sorte à nova diretoria. E ao Furacão.

MOMENTOS
Pet e o Atlético
Na década de 80, Petraglia já participava ativamente da vida do clube.

Comemorando com a torcida o título brasileiro de 2001 na Rua XV.

Na estrutura conhecida como "pombal", sempre com o netinho ao lado, Pet esbravejava
feito louco contra adversários e juízes larápios: sangue rubro-negro quente nas veias.

Em 2008, o choro e o abraço sincero em Ferreira após o
Furacão golear o Flamengo e se livrar do rebaixamento.


  • Clique aqui para reler a entrevista concedida ao Blog da Baixada em fevereiro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Democracia atleticana

Meus amigos, acabo de voltar da Baixada. Volto com a certeza de que o futuro do Atlético, decidido nas urnas, será bastante próspero. Seja qual for o resultado da eleição.
Digo isso pois vi rubro-negros de todas as idades, aos milhares, lotando as dependências da Arena, votando, cumprindo com sua obrigação de atleticano e decidindo os rumos do clube.
Vi ali, na Baixada, grandes ídolos do Furacão, alguns que nem mais estão em atividade, participando ativamente de uma campanha eleitoral.
Vi integrantes das duas chapas tentando elegantemente convencer os eleitores, sem apelação.
Apesar de toda a sujeira da campanha, a democracia atleticana venceu.
E será soberana.
E que os derrotados nas urnas não deixem de ser atleticanos por isso. E que continuem a ajudar o clube, direta ou indiretamente.
E que os vencedores tenham a capacidade, a competência e a sorte de levar o Furacão para o lugar que merece.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Camisas relembram os 10 anos do título brasileiro



Às vésperas do aniversário de 10 anos da conquista do título de Campeão Brasileiro de 2001, a Charanga lançou dois modelos de camisetas comemorativas alusivas à data histórica (imagens acima). Uma traz a imagem do ídolo Alex Mineiro, no exato momento em que ele salta sobre o goleiro Silvio Luiz batido para comemorar o gol do título no estádio Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul. A outra é ilustrada com a taça de Campeão Nacional e traz também alguns dos números da campanha fantástica daquele escrete.
Para comprar as camisetas, que custam R$ 40 cada, é só acessar o site da Charanga.
Neste final de semana também será possível comprá-las no bazar da Canecaria, na nova sede da empresa (Brasílio Itiberê, 1092 - Rebouças - perto da Baixada). Além das camisetas do título e outros produtos para venda, o evento terá atrações como grafitti, música e quitutes. O evento será realizado no sábado e no domingo, a partir das 14 horas (mais informações no folder abaixo).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Viva a chapa "Os Cardeais"!

Emblema d'os Cardeais, grupo de elite que dava suporte à diretoria lá pela década
de 70 e que agora dá nome à chapa terceira via para a eleição desta quinta.
Meus amigos...

É tempo de eleição no Trétis. E, antes de qualquer coisa, que fique claro: não estamos com nenhuma das duas chapas inscritas!

Até porque... nós temos a nossa própria! Sim, é isso mesmo que vocês leram. Num esforço político tremendo, o Blog da Baixada lança agora, oficialmente, o seu grupo para comandar o Furacão nos próximos três anos, recheado de figuras fantásticas do atleticanismo.

Vamos aos nomes da grupo, antes que seja tarde demais. E, para quem não está satisfeito com os rumos do clube, já sabe... no dia 15, escreva "Chapa Os Cardeais" na cédula de votação.

Presidente do Conselho Administrativo: Furtão

Ex-integrante da Fanáticos nos anos 80/90, o "Rei da Intéra" (para o ônibus, para o mé, para os fogos etc) logo no portão da Velha Baixada. Adepto da política do “rouba mas faz”. Os meios podem não ser os mais lícitos, mas os fins são sempre em prol do Clube Atlético Paranaense.

Presidente do Conselho Deliberativo: Onaireves Nilo Rolim de Moura

Após passar por tantas agruras na vida, Onaireves promete voltar regenerado e mais atleticano do que nunca. Em caso de título, promete dar a cada jogador um Monza, como fez em 1982. Registrou em cartório declaração de que não cometerá novamente a asneira de levar o Atlético para o Pinheirão – arapuca que ele promete deixar para os coxas.

Diretor de Logística: José Carlos Belotto

Grande idealizador das famosas excursões da Fanáticos, um virtuose do repinique, será o responsável pela locação dos ônibus convencionais a preços módicos para transportar os atletas nas andanças do Paranaense e da Série B. Garante reservar alguns assentos para torcedores e para materiais como bumbo e faixas.

Diretor Financeiro: Paulinho Alves

Famoso pelo escândalo da mala-preta nos anos 80, que sacudiu os corredores do Maraca, ficou conhecido em todo o mundo pela alcunha de “Homem da Mala”. Se você quiser, ele pode arranjar.

Diretor de Alguma Coisa: Belezêra (Tubarão)

Não poderíamos deixar de fora o nosso outsider rubro-negro favorito.

Relações públicas: Mala

O conhecido torcedor, eleito o mais chato de todo o universo pela Board, circula com extrema desenvoltura entre todas as correntes de atleticanos.

Diretor de Futebol: Ziquita

São Ziquita finalmente poderá realizar seu sonho de voltar ao futebol. E naquele esquema, indo pro choque.

Segundo vice-presidente: Macaris do Livramento

Pretende fazer do boxe o segundo esporte do clube.

Diretor do Sócio-Furacão: Índio

O mais famoso cambista da cidade. Sobrando ele compra, faltando ele vende. Ninguém mais adequado para gerir o sistema de sócios.

Prefeita do CT: Tia Lili

A eterna dona do bar da Tia Lili, antigo La Honda, será a responsável por cuidar das instalações do Centro de Treinamento Alfredo Gottardi. Copa e Cozinha é com ela mesma.

Assessor de Imprensa: Sidney Campos

O grande e bigodudo apresentador da Grande Resenha Esportiva da rádio Paraná promete lançar perdigotos em todo mundo.

Câmara de Ética e Disciplina: Metal

Outro ex-integrante da Fanáticos, que nos anos 80/90 era o responsável por tocar a caixa na bateria. Com ele, não havia briga perdida. A chapa aposta que, com Metal ocupando esta função, todos os torcedores andarão na linha dentro da Baixada.

Diretor de Segurança: Cap Norris

A Lenda sabe como manter a ordem.

domingo, 4 de dezembro de 2011

...

Clique para ampliar.
Homenagem ao Atlético e ao velho Coronel, onde quer que esteja.
De Guilherme Caldas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Na janela

Hoje acordei e botei minha bandeira Rubro-Negra na janela do apartamento.
A mesma des sempre, de tantas batalhas, já gasta, desbotada, que um dia há de cobrir meu féretro.
Faça o mesmo.
#orgulhodeseratleticano #atleticanogracasadeus

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O moribundo apanhou do morto

Mesmo moribundo, o Atlético teve sua chance. Mas conseguiu a proeza de apanhar para um morto. E, em vez de deixar a UTI, terá mais uma semana inteira agonizante.
E, apesar disso, o pulso ainda pulsa.
Embora a eutanásia já tenha data marcada.
Não creio mais em milagres.
Não depois de passar sete meses levando porrada.
Não depois de Uberlândia.
Não depois de, às vésperas de um jogo decisivo, chapas eleitorais lançarem campanhas e promoverem carreatas, passeatas e jabás com candidatos e asseclas sorridentes.
O Atlético só não morreu neste campeonato, ainda, de teimoso.
Não creio em milagres.
Mas estarei na Baixada domingo.
Porque, se acontecer um, quero estar lá pra ver.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um apoio para nos manter vivos


Mano Brown no vôo do Furacão, hoje, e em 2009, com a
camisa rubro-negra: o rapper é pé-quente!

O elenco do Furacão recebeu um apoio inusitado durante o vôo para Uberlândia, onde enfrenta o América-MG no domingo. Alguns membros dos Racionais MCs estavam no mesmo avião, e posaram para fotos com os jogadores do Rubro-Negro -- entre eles o vocalista Mano Brown, um conhecido admirador do Atlético. As informações são do jornal Gazeta do Povo.
Um bom presságio, camaradas! Lembrando que em novembro de 2009, quando o Furacão estava penando para se safar da segundona, Mano Brown apareceu em plena Folha de São Paulo vestindo o manto sagrado e deu a maior sorte: vencemos os jogos restantes e nos livramos.
Alguém acredita que esse reencontro é mera coincidência?
Eu não creio.
Afinal, é como dizem os Racionais:
"É isso aí, você não pode parar/
Esperar esperar o tempo ruim vir te abraçar
/
Acreditar que sonhar sempre é preciso /

É o que mantém os irmãos vivos".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ajudinha

Não acredito em conspirações e no Juca Kfouri, mas é bom ficar de olho...

Quem ganha e quem perde no placar real
Juca Kfouri

Como sabem os internautas mais ligados ao futebol, desde junho está no ar um sítio na internet que se chama “Placar Real” e que pretende fazer a classificação do Campeonato Brasileiro sem a influência dos erros de arbitragem.

Os autores, um engenheiro e um publicitário paulistas, se baseiam na opinião dos especialistas sobre lances polêmicos e naquilo que eles mesmos observam.

Neste momento, a duas rodadas do fim do campeonato, pela contagem do “Placar Real”, o líder seria o Vasco, dois pontos adiante do Corinthians que teria 69 pontos, dois a mais do que tem de fato.

O Vasco teria sido garfado em seis pontos.

Já no grupo do rebaixamento, o Cruzeiro é o maior beneficiado.

Na classificação que vale, o time mineiro é o primeiro fora da zona do rebaixamento, com 39 pontos.

No “Placar Real”, está em antepenúltimo lugar com 34 pontos, cinco a menos portanto do que tem fruto de erros do apito, e quatro abaixo do Atlético Paranaense, o primeiro fora da zona.

A teoria da conspiração não tem dúvida em afirmar que a tentativa de salvar o Cruzeiro é fruto das ótimas relações de dois senadores mineiros e cruzeirenses com o presidente da CBF, maldade que carece de comprovação.

O endereço do sítio é http://www.placarreal.com.br/ e é, no mínimo, divertido navegar nesta boa ideia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Atlético fica no empate com o Cruzeiro

Da Furacão.com

O Atlético apenas empatou com o Cruzeiro na tarde deste domingo em Sete Lagoas e manteve-se na zona de rebaixamento com a mesma pontuação do Ceará e um ponto atrás do próprio Cruzeiro. A decisão foi adiada para as rodadas finais. O gol do Furacão foi marcado por Marcinho e o do Cruzeiro foi marcado pelo volante Charles.

Como já era esperado, o primeiro tempo entre Cruzeiro e Atlético foi bastante tenso, no começo da partida os dois times estavam se estudando e aos poucos as chances de gol foram aparecendo.

O Atlético fez o seu gol aos 25 minutos com Marcinho, que pegou de primeira o cruzamento feito por Wendel. Logo em seguida, o Cruzeiro teve chance de empatar com Wellington Paulista, que bateu de fora da área e o “morrinho artilheiro” quase enganou o goleiro Renan Rocha.

Aos 42 minutos, o Atlético tinha uma falta a seu favor. Paulo Baier bateu a falta na barreira e no contra-ataque o volante Charles aproveitou a indecisão de Wendel e do goleiro Rena Rocha e empatou a partida.

Jogo aberto e erro da arbitragem

Cruzeiro e Atlético voltaram para o segundo tempo com a obrigação de vencer o jogo e a segunda etapa foi bastante aberta com chances de gol para os dois times.

O técnico Antônio Lopes mudou o time aos 12 minutos colocando Cleber Santana no lugar de Renan Foguinho, que saiu de campo machucado, trocou Morro Garcia por Branquinho, aos 19 minutos, e Adaílton entrou no lugar de Marcinho aos 32 minutos do segunrdo tempo.

O lance crucial da partida aconteceu aos 38 minutos, quando Branquinho deixou Paulo Baier na cara do goleiro Fábio e o árbitro assistente marcou impedimento. A bola chegou a entrar, mas o árbitro anulou o gol atleticano.

Nos minutos finais, o Rubro-Negro pressionou o Cruzeiro e buscou o gol da vitória. Chegou a ameaçar em chutes de Guerrón e Branquinho, mas Fábio fez boas defesas.

O empate não era o resultado esperado, mas o confronto direto entre Ceará e Cruzeiro na próxima rodada é um fator favorável ao Atlético. O time terá a semana toda para trabalhar para jogar contra o já rebaixado América, também no interior de Minas Gerais - o jogo será em Uberlândia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Missão cumprida



Seguimos vivos. Vivíssimos. Mais vivos do que nunca.

Ou alguém achou que nós iríamos nos entregar?

A rodada era complicadíssima, quem sabe até mais do que a que vem. Pegar os Bambis brigando pela Libertadores, mesmo em casa, e com a obrigação da vitória, era missão das mais difíceis.

Cumprimos com louvor.

Marcelo Oliveira, Guerrón, Nieto e Héracles foram gigantes. Os demais fizeram bem a sua parte.

Agora é partir pra cima do Cruzeiro, que se enroscou com o quase morto Avaí. É preciso coragem e fé. Eles estão tão incomodados com o rebaixamento quanto nós.

Até a próxima batalha...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Só uma chance

Rubro-negros, pintem-se para guerra: agora são quatro batalhas decisivas.
Não há tempo pra nada. Nem pra chorar mais uma derrota. Ou lamentar a má-sorte.
Só há agora uma única chance se o Atlético permanecer na série A: ganhar os jogos que lhe restam.
Começando quarta, contra o São Paulo.
Não há qualquer possibilidade de perder pontos em casa contra os bambis e seguir na luta. Perdeu, acabou.
Agora é guerra.
E depois desta batalha, outras duas subsequentes na Boca do Jacaré, contra dois times que estão em situação semelhante à nossa: América e Cruzeiro.
Guerra total.
Vamos fardados à Baixada, guerrilheiros! Vamos gritar para que não seja nosso último suspiro.
É difícil, mas não impossível. No fundo do poço, mas ainda com o nariz pra fora d'água.
Boto mais fé no Furacão para os próximos jogos do que botava ontem contra o Corinthians.
Ainda dá! Concentração total, meu Furacão!
•••
PS - E digo mais: ainda dá, mas se porventura não der mais, fodam-se todos! Meu atleticanismo será o mesmo, a bandeira rubro-negra estará hasteada na janela e o hino do Furaca vai tocar no último volume até a madrugada.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A última tentação

Meus amigos, o espírito rubro-negro sempre prevalece, como conta abaixo o texto enviado pelo guerrilheiro Pontoni...

Por meses caminhei pelo deserto. Durante o tempo em que vagava no limbo fui constantemente testado pelas bestas-feras de pernas brancas, que me rogavam uma infinidade de pragas, maldições, todo o mal. Fui colocado à prova. Foram dias dentro de um pesadelo que parecia sem fim. Mas continuei em frente, concentrado no que me restava de força, mesmo que a cada dia sofresse uma investida diferente do Cramunhão. A voz soturna, impregnada do cheiro de urina e concreto podre, tentava me convencer de que não adiantava acreditar, que o fim era certeiro. Quanto mais fugia, mais as hienas gritavam pela minha desgraça, mostravam como verdade apenas trevas.

Os dias passavam e procurei uma fuga na abstração. Fiz de conta que não era comigo. Neguei minha pessoa.

E, quando não havia mais forças, veio a luz. A mesma que iluminou aquele senhor calvo que ostentava a 10 rubro-negra. Aquela que no meio de um mar de mediocridade fez emergir a esperança. Com ela, o anjo polaco número 5 sussurrou: “o Atlético não é para os fracos”.

No grito estridente da trilha sonora de Peter Gabriel, revivi toda a minha infância e adolescência passada no Água Verde, ao lado da Baixada, no Beco da Rua Madre Maria dos Anjos.

As idas para os clássicos nas caçambas dos caminhões da Disapel ou mesmo a pé. O Pinheirão. A camisa com cheiro de serigrafia, a caveira e o CAP toscamente cravados em meu peito. As vitórias impostas pelo dito fraco ante o dito forte. A raça sobrepondo a técnica.

Sim, tudo isso foi arrancado das sombras da dúvida e trazido à tona para me lembrar que o Atlético nunca foi fácil. Nunca foi e jamais será para os fracos. É pra quem tem raça, sangue forte e não teme a própria morte.

Quando dei por mim, estava de volta à Baixada, onde a minha alma foi forjada para lutar e nunca se acomodar. E é com este sentimento que digo para todo o torcedor rubro-negro, parafraseando o nosso incansável Guerrilheiro: nestas horas, em que todos estão atirando contra, é que nos mostramos fortes o suficiente para levantarmos e colocarmos o inimigo por terra.

Aos que se acovardam fica o lembrete: sempre foi assim. O Atlético é movido pela nossa paixão e, principalmente, pelo nosso grito na arquibancada. E enquanto houver vida estarei na linha de frente lutando.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vergonha eterna

Nem tudo no futebol é "dinâmico", como gostam de repetir algumas bestas da crônica esportiva. Certas coisas são eternas, como a vergonha de ser o PIOR CAMPEÃO DA HISTÓRIA.

A principal façanha do clube do alto de tantas glórias é, mais uma vez, destaque na revista Placar, desta feita na edição deste mês, com o Felipão na capa.

Isso sim é marca pra meter num outdoor! Parabéns, coxarada!