sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano novo, vida velha

Muita proteção para todos os atleticanos em 2011.
Dizem que virada de ano é época de renovação.
Por isso tantos planos e resoluções, incluindo aquelas mais batidas como parar de fumar, começar a academia ou perder a pança.
Muitos pensam em mudar de cidade. Ou de emprego.
Mas seguimos todos atleticanos.
Como a Tia Lili. Atleticana-símbolo, que mantém seu bar ali na avenida Manoel Ribas desde 1971. Isso mesmo: o boteco atleticano mais clássico da cidade completará 40 anos em 2011.
Mas é época de renovação, dizem, e Tia Lili também resolveu dar uma renovada no pedaço. Além da pintura nova no pequeno salão de entrada, recebeu de um fiel cliente uma doação fantástica: a coleção de todos os ingressos da Arena desde a inauguração até a era dos smart-cards. Estão lá, emoldurados, tickets clássicos como os da final de 2001 contra o São Caetano e da semi-final da Libertadores contra o Chivas Guadalajara.
A parte do balcão permanece intocada, com símbolos e enfeites do Atlético de quatro, cinco décadas atrás. Ou mais.
É ali que a Tia passou a maior parte de sua vida.
Se você ainda não conhece o lugar, taí uma boa resolução para 2011. Apareça ao menos uma vez para tomar uma, quem sabe assistir um jogo do CAP e prosear com a Tia Lili.
Até lá, o blog deixa aí embaixo, como aperitivo, algumas fotos da casa (clique para ampliar).
Feliz 2011 a todos os rubro-negros!

Personagem de 2010: Tia Lili detrás do balcão.
Na prateleira, o `Atlético do meu coração´.
Entre as velhas garrafas de cachaça, incluindo as tradicionais Samba,
Prenda e Domeq Cola, descansa o também velho símbolo do CAP.
Chaveiros clássicos.

Bloco de texto
Atleticano do saco roxo.
Atrás da Tia Lili, o símbolo do CAP talhado na madeira.

Na parte reformada do bar, a coleção completa de ingressos da nova Baixada...
... incluindo o precioso bilhete da final do Brasileiro de 2001.

Fair play: na parede da pia há também
espaço - pequeno, é claro - para os rivais locais.

No bar há também algumas homenagens prestadas à Dona Lili.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma data especial

Ontem foi uma data especial para o Atlético. Há 11 anos, o Furacão conquistava a Seletiva da Libertadores. Título dos mais importantes, pois representou o passaporte para a primeira disputa de uma Libertadores da América em toda sua história.
Uma grande campanha, naquele timaço que tinha Flávio, Gustavo, Cocito, Kleberson, Adriano, Kleber, Alberto e Lucas, que agora está de volta.
Dei aquela procurada esperta no nosso amigo Youtube e encontrei alguns grandes momentos do torneio.
Primeiro, o Atletiba no pinga-mijo: 4 a 1.

O "monstro" Cocito abriu o placar com um golaço. Na frente, Adriano Gabiru e Lucas infernizavam a pobre zaga verde. E Luizinho Neto não poderia deixar de guardar o seu. Ah, como gostava de marcar gols contra os coxas o Luizinho...
E, depois, outra goleada, desta vez contra o São Paulo, também no estádio dos coxas:

Adriano marcou duas vezes - que fase viveu o Gabiru em 99/2000! Kelly e o zagueiro Gustavão fecharam o placar. O vídeo também mostra os gols do jogo de volta, no Morumbi.
A primeira partida da final contra o Cruzeiro, na Baixada. A partida que mostrou ao Brasil quem era o atacante Lucas:

O jovem atacante não perdoou a Raposa e marcou logo três.

E o último jogo, no Mineirão, que garantiu a taça e a classificação:

O capitão Leonardo levantou a taça.
Um time que deixou suas marcas. E ídolos.
  • Para ler mais sobre a conquista da Seletiva, clique aqui.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lucas está de volta

Da Furacao.com:
Ele está de volta! Dezenove dias após ter declarado à Furacao.com que pretendia voltar a atuar no futebol brasileiro a partir de 2011, o atacante Lucas acertou sua volta ao Rubro-Negro, onde jogou nos anos de 1998, 1999 e 2000. Um dos maiores ídolos do Clube Atlético Paranaense, o jogador esteve durante mais de 10 anos atuando no exterior e agora voltará a vestir a camisa rubro-negra na próxima temporada.

O retorno foi confirmado pelo próprio atacante na comunidade do Atlético no Orkut nesta terça-feira. “Tenho que admitir que a torcida, Cocito, Dr. Edilson Thiele, Sr. Valmor, Enio Fornea e Ademir Adur tiveram um papel fundamental nessa negociação. Respeito essas pessoas e foi um convite especial. Estou dentro dos padrões do clube, não vou quebrar nenhum orçamento, mas não volto para encerrar minha carreira. Não vou assinar meu atestado de fracasso pedindo para não me compararem com o Lucas de 11 anos atrás, pelo contrário. Quero que me cobrem para render mais se possível. O meu sucesso individual só vira se o time for bom e a diretoria está se esforçando diante das limitações do clube para fazer um ótimo time em 2011”, garantiu.

Lucas, cujo retorno foi intermediado por seu amigo Cocito, disse que ainda não assinou contrato, mas que está tudo certo com o diretor de futebol do Atlético, Valmor Zimermann. Por fim, o atacante deixou um recado à torcida atleticana. “Vou fazer de tudo para não decepcionar as pessoas que estão torcendo tanto por mim. Me surpreendi pela aceitação que tive, mesmo diante de um boato e agora que existe algo. Sei que a rejeição será pequena e farei de tudo para que seja menor ainda em 2011. Força, Atlético”.

Lucas

Natural de Ribeirão Preto, Lucas chegou ao Atlético, no ano de 1998, acompanhado por Gustavo e Cocito, todos oriundos do Botafogo de Ribeirão Preto, equipe tradicional do interior paulista. Durante os primeiros meses no Furacão, o atacante passou por um período de adaptação, participando esporadicamente de algumas partidas. Já no início de 1999, Lucas ganhou a chance que tanto esperava. Com a negociação dos atacantes Warley e Tuta, titulares da equipe campeã paranaense de 1998, Lucas assumiu a camisa 9 e não saiu mais da equipe rubro-negra. Jogando ao lado de Kelly, Adriano e Kléber, formando o badalado quadrado mágico, o atleta viveu o auge de sua carreira, levando o Furacão para a primeira Libertadores da América de sua história, no ano de 2000, e ao título paranaense daquela mesma temporada.

Mesmo antes destas importantes conquistas, Lucas já havia registrado o nome na história do rubro-negro e, principalmente, da Arena da Baixada. Na noite do dia 24 de junho de 1999, dois anos após ser demolido para uma reconstrução completa, o Estádio Joaquim Américo recebeu mais de 30 mil pessoas para a partida amistosa do Furacão contra os paraguaios do Cerro Porteño, na inauguração do estádio mais moderno da América Latina. De acordo com Lucas, o estado de espírito dos jogadores alternava entre a descontração e a ansiedade para ver como tinha ficado a nova Baixada e reencontrar a fanática torcida rubro-negra. “Aquela noite foi maravilhosa, eu nunca tinha visto um estádio como aquele. Tinha só 20 anos e fiquei impressionado com a estrutura do estádio e com a força da torcida. Nunca tinha presenciado nada parecido, foi um momento mágico, de arrepiar”, conta o atacante em entrevista exclusiva à Furacao.com.

Como se não bastasse a felicidade por participar daquela grande festa, o destino guardou uma bela surpresa para o jovem destaque do time atleticano. Aos 14 minutos do primeiro tempo, o lateral-direita Luisinho Netto cruzou a bola e encontrou Lucas, que, de cabeça, marcou o primeiro gol da nova Baixada e da vitória do rubro-negro por 2x1 sobre os paraguaios.
“Nunca vou esquecer esse gol. O Luisinho Netto fez um excelente cruzamento e eu consegui me antecipar ao zagueiro e cabeceei firme no canto direito do goleiro. Lembro que todos os jogadores vieram me abraçar perto da torcida Os Fanáticos. Fiquei tão emocionado que nem consegui comemorar direito o gol. Acho que sou predestinado, qualquer jogador gostaria de fazer parte da história de um clube como o Atlético. E eu sou um privilegiado”, comemora.

Trajetória de sucesso

Depois da bela atuação na histórica partida de inauguração da nova Arena da Baixada, Lucas caiu de vez nas graças da torcida atleticana. Durante pouco mais de um ano jogando pelo Atlético dentro do Caldeirão, o jogador disputou 27 jogos, marcou 16 gols, participou de 19 vitórias e de apenas três derrotas. “Jogar na Arena era maravilhoso. Aquele time traz boas lembranças para todos atleticanos, era um time muito ofensivo. Lógico que nem sempre fazíamos grandes jogos, mas sempre jogávamos pra frente. Esta maneira de jogar contagiava a torcida e, consequentemente, a energia das arquibancadas chegava ao gramado e o time se empolgava ainda mais”. Para o atleta, o grande diferencial do estádio atleticano sempre esteve nas arquibancadas: “Não tenho dúvida nenhuma que a força da Baixada está na torcida, uma das mais vibrantes que já vi”.

"Eu sou o Lucas"

Lucas fez o Caldeirão ferver e foi o responsável pela torcida soltar o primeiro grito de gol na casa nova. Logo depois, o atacante deixou novamente a sua marca também no primeiro jogo do Campeonato Brasileiro daquele ano, contra o Flamengo, partida onde acabou ficando conhecido nacionalmente.

"Eu havia feito seis gols na Copa do Brasil, ficando atrás apenas do Romário. Perguntaram aos jogadores do Flamengo se temiam o garoto Lucas e o (goleiro) Clemer falou: "Que Lucas? Não conheço nenhum Lucas". Depois, ele até disse ao Kelly (ex-jogador rubro-negro) que não quis me menosprezar. Hoje acho que tenho de agradecer a ele, pois me motivou muito. Eu queria marcar de qualquer jeito e dar uma resposta depois do jogo. Só que na hora do gol eu vi uma câmera e, sem pensar, eu fui lá e gritei: "Eu sou o Lucas!" Até hoje lembram muito daquele jogo. Alguns fazem piada até. Acabei me apresentando para o Brasil inteiro sem querer", disse o atacante em entrevista ao jornal Gazeta do Povo no ano passado.

Despedida

O futebol alegre e refinado, que os torcedores atleticanos não cansavam de elogiar, abreviou a passagem de Lucas pelo Estado do Paraná. Logo após o título estadual de 2000, o atacante, que já havia defendido a seleção brasileira, foi vendido para o Rennes, da França, em uma negociação que atingiu o valor de 21 milhões de dólares, a segunda maior da história do futebol brasileiro até aquele momento.

Ainda passou por Corinthians e Cruzeiro e foi ganhar o mundo no futebol japonês. Jogou pelo FC Tokyo, onde marcou 48 gols em quatro temporadas, e defendeu o Gamba Osaka, seu último clube.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Melhores e piores

Não somos a Paraná em Páginas nem o Diário Popular, mas também vamos escolher os melhores e piores do ano que se encerra. Afinal, mês de dezembro, após terminadas todas as competições, é mesmo hora de fazer um balanço. De um ano que não foi trágico, nem soberbo: apenas mediano. Mas que, pelo menos, foi melhor do que os anteriores.
Aqui, é claro, os, melhores são os Ziquitas e os piores, Macalés.
Confira a lista e dê seus pitacos: alguém ficou de fora? Ou alguém não merecia estar na relação? Palpite!


E o ZIQUITA do ano vai para...
1
Paulo Baier
: de maestro a rei
O dito popular "quanto mais velho, melhor" nunca caiu tão bem para alguma situação quanto para exemplificar o que o camisa 10 representou parea o CAP neste ano. Aos 36 anos, o capitão foi o principal jogador da temporada. Não só pelo futebol elegante e preciso, mas também pela liderança e pelo empenho. Mesmo com uma idade que muitos alegam ser avançada demais para a prática do futebol profisisonal, quando menos se espera o torcedor o vê lá atrás, ajudando na marcação, e logo depois lá na frente, empurrando o time para o ataque. E nem precisa correr muito: o maestro conhece todos os atalhos do campo. Terminou o ano como artilheiro do time no Brasileirão, com 10 gols. Não cheguei a fazer a conta, mas é certo que dezenas de pontos conquistados este ano saíram dos pés dele. Além disso, ampliou sua marca como goleador máximo do Brasileirão da era dos pontos corridos: são 87 gols marcados desde 2003. Baier chegou no Furacão em 2009 fazendo juz ao apelido de maestro. Mas, aqui, já virou rei.
2

Copa na Baixada
O Atlético trava desde 2007 uma batalha contra inimigos inescrupulosos para poder sediar a Copa do Mundo de 2014 na Baixada. Naquele ano, a luta era para que a Arena fosse indicada. Pois, assim que a Fifa confirmou Curitiba como sede, surgiram uns 587 projetos picaretas de novos estádios, os mais mirabolantes que se possa imaginar. A Arena foi indicada pela Fifa, como era de se esperar. Mas a turba invejosa não se deu por vencida. Tentaram de toda forma usar o discurso da moralidade e boa utilização dos recursos públicos para tentar derrubar, tanto na Câmara Municipal como na Assembleria Legislativa, os projetos de lei que viabilizariam a realização do Mundial na capital paranaense. Mas saíram novamente derrotados os bobalhões. Os legislativos já aprovaram as leis necessárias e agora, segundo o presidente Marcos Malucelli, no começo de 2011 deve ser realizada uma licitação para a escolha da construtora responsável por concluir o estádio de acordo com os padrões exigidos pela Fifa. Enquanto isso, uns e outros que prometeram novos estádios brotando pela cidade como mágica sumiram do mapa. Outros vagam por aí, a bradar contra a Copa pelos cantos. E alguns, aqueles mais abestalhados, como diria o Tiririca, ainda continuam empunhando a bandeira pela Copa em Floripa.
3

Neto, um goleiro de seleção
Ele assumiu a camisa 1 do Atlético após a venda de Galatto. Atuou como titular já na primeira partida do ano, contra o Toledo, pelo Campeonato Paranaense. E teve de encarar uns bons meses enfrentando a resistência e a desconfiança da torcida, principalmente pelo fato de ser tão jovem - tem apenas 21 anos. Mas Neto - que está no CAP desde os 13 anos e passou por todas as categorias antes de chegar ao profissional - deu a resposta dentro de campo, com atuações seguras e alguma defesas espetaculares que garantiram não só a titularidade absoluta como também duas convocações para a Seleção Brasileira principal. Lá do alto, Caju sorri orgulhoso.

4
O paredão defensivo
Rhodolfo, Manoel e Chico. Três jogadores pratas-da-casa, que se firmaram como titulares e transformaram uma zaga que mais parecia uma peneira no melhor sistema defensivo do país neste Brasileirão. Rhodolfo - que além de brilhar na zaga chamou a atenção do mundo ao comemorar seus gols com o Facão do Guille - já desperta o interesse de times europeus. Chico também estaria na mira de algumas equipes. Tomara que pelo menos dois deles permaneçam em 2011, para manter em ação o paredão que não tem medo de adversário nenhum.
5
A força da Baixada
O Atlético fez valer a mística do Caldeirão do Diabo em 2010. No Brasileirão, foram 12 vitórias, seis empates e apenas uma derrota na Baixada - 42 pontos somados e 73% de aproveitamento. Foi a segunda melhor campanha como mandante, atrás apenas do Corinthians, que obteve 47 pontos em casa.
• • •
E o MACALÉ do ano vai para...
1

Danilo, o racista

Em 15 de abril, o Atlético enfrentou o Palmeiras no Parque Antarctica pela Copa do Brasil. O time da casa venceu por 1 a 0, mas o que chamou mesmo a atenção foi a atitude do zagueiro Danilo, que xingou o também zagueiro Manoel de “macaco”, além de dar uma cusparada no rosto do atleticano. As TVs, principalmente a ESPN Brasil, captaram as imagens e o áudio da atitude racista do palmeirense. O ato chocou todo o país, e diversos jornalistas esportivos pediram uma punição severa e exemplar a Danilo - o que, infelizmente, não ocorreu. Mas no jogo de volta, na Baixada, houve um sincero e emocionante ato de repúdio: milhares de atleticanos pintaram os rostos de preto e um enorme mosaico estampava a palavra "respeito".
2
Leandro, o pé-frio
O Atlético apostou num técnico da casa para comandar o time no Brasileirão. E se deu mal: Leandro Niehues treinou o Rubro-Negro em cinco partidas do campeonato Brasileiro e conseguiu apenas uma vitória, contra três derrotas e um empate; com 7 gols marcados e 12 sofridos. Talvez pudesse ter reerguido o time ele mesmo. Quem sabe. Mas o fato é que o futebol não perdoa uma sequência de maus resultados e Leandro caiu, deixando a equipe na 18ª posição, à frente apenas de Atlético-GO e Grêmio Prudente. Em seu lugar, assumiu Paulo Cesar Carpegianni. Leandro permaneceu no CAP, mas como assistente.
3
Briguentos e desorganizados
Uma, duas, três... as confusões entre intregrantes dos Fanáticos e da Ultras tornaram-se frequentes, principalmente no segundo semestre. Uma idiotice sem tamanhos - ressalte-se, por parte de alguns membros destas torcidas. O que exigiu um posicionamento da Comissão de Ética do Atlético, que identificou alguns dos marginais e suspendeu as associações deles ao clube. Tomara que o cerco aos brigões continue, e que sejam afastados de vez da Baixada.
4
Ataque cardíaco
Os atacantes do Atlético foram uma decepção em 2010. No ano, o artilheiro do time ainda foi Bruno Mineiro, com 18 gols. Mas que na principal competição, o Brasileiro, caiu de produção e marcou apenas 6. Depois dele, aparecem Paulo Baier (meia), com 11 gols; Alan Bahia (volante), com 10; Netinho (meia), com 7, e Rhodolfo (zagueiro), com 6. Pelo andar da carruagem, Bruno deve permanecer no CAP em 2010. Ninguém esquece de jogar bola ou de balançar as redes. Tomara que ele dê a volta por cima e retome o caminho do gol. Estamos precisando.
5

Mascote medonho
O marketing do Atlético promoveu uma "enquete" entre os sócios para escolher o novo mascote oficial do clube. Mas deram aos votantes apenas três opções bizarras. E, pior: os sócios não tiveram a oportunidade de votar no tradicional Cartola velho de guerra. No final das contas, o escolhido foi uma mistura de Furacão com Cartola e rosto de galã. Bem esquisito. E também não divulgaram o número de sócios que votaram na tal enquete - mas, pelos comentários, deve ter sido bastante baixo, inexpressivo para representar a vontade de toda uma nação. Até por isso, o Blog da Baixada já elegeu como mascote oficial do CAP e da torcida o tradicional Cartola, o elegante senhor de fraque, cartola, bengala, polaina e monóculo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Coxipó da Ponte bateu na trave e outras histórias do seo Valmor

Prof. Heriberto, Valmor Zimermann e Mylla: último encontro do ano foi na Baixada.
Relato de Milene Szaikowski, a Mylla, sobre o encontro do Círculo de História desta quinta-feira, o último do ano:
"Nossa, que encontro!" Que pessoa sensacional é o Valmor Zimmermann. Um homem a quem nós atleticanos temos que agradecer muito pela dedicação dele com o Atlético. Ele sabia que poderia fazer algo pelo clube e fez! É daqueles que sabe das coisas, que tem o jeito para tratar com os jogadores, com os dirigentes de outros clubes. Tanto que tem bom relacionamento com muitos deles.
Perguntei a ele por que ele decidiu voltar ao Atlético, ele disse que tinha tomado vinho demais no jantar com o Malucelli e que acabou aceitando. Brincamos (participantes) perguntando qual era o vinho que nós iamos comprar pra ele continuar. Mas, falando sério, ele disse que não
aguentava mais ver o time todo ano brigando pra não cair e que por isso voltou. Enfim, ele começou o encontro dizendo que não ficaria de jeito nenhum, que tinha combinado que era um ano só, que o tempo dele já foi e terminou considerando ficar pro ano que vem. Só faltou o vinho pra referendar de vez!
Uma das histórias engraçadas que Valmor contou, foi sobre o ex-presidente, Guimarães Lück (1978 a 1981). Lück tinha negócios no Mato Grosso e largou tudo pra cuidar do Atlético, quando viu que os negócios iam mal e que precisaria ir até o Mato Grosso deixou o Atlético nas mãos de Valmor. E ele demorou mais de 5 meses pra voltar, foi quando o sr. Valmor ligou pra ele, pois estava difícil de manter o clube. Eis que Lück diz pra Valmor soltar o "Coxipó da Ponte" e o Valmor ficou pensando do que se traava. Então Lück explicou que tinha deixado um talão de cheques da agência de Coxipó da Ponte (MT) no cofre do Clube, com todas as folhas assinadas. Naquela época demorava 20 dias pra compensar o cheque de outro estado e era o tempo que Lück precisava pra cobrir o cheque. E ainda, se o cheque voltasse, eram mais 20 dias pra compensá-lo.
Teve uma vez que Valmor foi trocar um cheque desses na agência em que o Atlético tinha conta. Era um valor alto e o gerente perguntou se o cheque era bom. Ele disse, claro que é, é cheque do Lück. Ele conclui rindo: "O Coxipó da Ponte bateu na trave e voltou!" E os demais participantes caíram na gargalhada.
Além dele, também esteve presente o dr. Schiavon, outro atleticano de quatro costados que se dedicou muito ao Atlético. Foi médico do clube por muitos anos, campeão de 70, e era vice-diretor do departamento médico na época do Valmor. Ambos se emocionaram ao relembrar diversas histórias que viveram juntos no Atlético.

E é claro que sendo o atual diretor de futebol os participantes queriam saber das contrações, dos planos pro próximo ano. Ele disse que estão atrás de 5 ou 6 jogadores (volante, um atacante matador, zagueiro e os outros eu não lembro).

Também tivemos a presença de Marcos Malucelli, Roberto Karam e Paulo Verardi.

Este 17º encontro foi pra fechar o ano com chave de ouro. Num ano que tivemos as presenças de Altevir, Alfredo Gottardi Jr e Roberto Costa, encerrar com o Valmor Zimmermann, e ainda mais na própria Baixada, foi muito especial. Eu faço esse trabalho por pura paixão pelo Atlético e pela sua história. Só tenho a agradecer à diretoria pelo reconhecimento e por ceder um espaço para que os encontros sejam em nossa casa."

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Caras novas

Além de Madson, dois outros jogadores se apresentam hoje no CT do Caju: Henan (atacante, Red Bull) e Marcos Pimentel (lateral-direito, Ceará).
Pimentel vem para cobrir a ausência de Hélder Granja, que já deixou o elenco.
Já o Henan é mais uma daquelas apostas. Tanto pode ser uma boa surpresa quanto pode ser mais um pra encher prateleira. Vamos ver.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Assembleia aprova projeto para conclusão da Arena

Do Paraná Online:


A Assembleia Legislativa do Paraná deu sinal verde para o acordo firmado entre o Atlético e o poder público e aprovou ontem a lei que autoriza o Estado a financiar as obras de conclusão da Arena para a Copa do Mundo de 2014. O deputados aprovaram também a isenção de impostos estaduais para as atividades ligadas ao Mundial.

Os dois projetos de lei, enviados pelo governador Orlando Pessuti, receberam apoio unânime dos deputados presentes. A votação foi aberta e ninguém se manifestou contrário.

O aval da Assembleia, com a aprovação das leis, era fundamental para viabilizar o acordo, que já havia passado pelo crivo da Câmara Municipal. Um dos projetos autoriza o Estado a financiar, através do Fundo de Desenvolvimento do Econômico (FDE), projetos de interesse público com vistas à Copa, situação em que se enquadram as obras da Arena.

Para receber o empréstimo, a construtora que vencer a licitação a ser realizada pelo Atlético poderá apresentar como garantia os títulos de potencial construtivo que a prefeitura cederá ao clube, no valor de R$ 90 milhões.

Para quitar a dívida, a construtora terá um prazo de vinte anos, com três anos de carência, juros definidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (hoje de 6% ao ano), multa moratória de 2% em caso de atraso e juros de mora de 12% ao ano.

A outra lei aprovada ontem isenta os "fatos geradores" da Copa de impostos estaduais. Estão incluídos os impostos de Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), sobre Circulação de Mercadorias e Servições (ICMS) e outras taxas.

Apenas para cumprir o protocolo, os projetos serão votados mais uma vez em plenário, em segundo turno, ainda esta semana. Depois, partem para sanção do governador.
Licitação

Com o aval da Assembleia, fica com o Atlético a responsabilidade de dar prosseguimento ao processo de conclusão da Arena. O clube ainda precisa concluir os projetos executivos, antes de abrir uma licitação para a escolha da construtora que ficará responsável pela obra. A expectativa é que as máquinas comecem a trabalhar apenas em maio de 2011.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fechamos em quinto

E 2010 terminou como em 209: com o maestro Paulo Baier dando a vitória para o Atlético na despedida. Veja como foi na reportagem da Furacao.com:
Na despedida da temporada 2010, o Atlético venceu o Avaí por 1 a 0, gol de Paulo Baier, na Arena da Baixada, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, o Furacão termina a competição na quinta posição, a quarta melhor classificação final do clube em campeonatos nacionais, perdendo apenas para as campanhas de 1983 (4º lugar), 2001 (campeão) e 2004 (vice).

Em ritmo de férias, o jogo na etapa inicial teve poucas emoções. Na primeira chance de ataque, o Rubro-Negro já abriu o placar, aos oito minutos. Márcio Azevedo cruzou na área e Paulo Baier, de cabeça, marcou seu décimo gol no Brasileirão, colocando o Furacão em vantagem. Aos 13 minutos, Rhodolfo poderia ter aumentado a conta no marcador, mas chutou por cima do gol de Renan. Após, o jogo seguiu morno até o apito para o intervalo.

Nos minutos iniciais do segundo tempo o Avaí tomou conta do jogo, com boas chances criadas pelo meia Caio. Porém a principal delas foi do lateral Patric, que entrou na área, fintou Neto e bateu para o gol, aos 15 minutos, mas Rafael Santos cortou em cima da linha. No minuto seguinte, Caio acertou a trave direita do arqueiro atleticano. Após o lance, o Atlético parece ter acordado e recuperou o equilíbrio da partida. Aos 34 minutos Paulo Baier teve boa chance de ampliar, mas chutou para fora. Nos minutos finais, o paraguaio Iván González teve duas oportunidades, entretanto, não conseguiu colocar a bola para dentro.

Agora resta à torcida atleticana curtir as férias e ficar com saudades do time e da Arena da Baixada. O Furacão entra em campo apenas em 16 de janeiro, pelo Campeonato Paranaense, diante do Arapongas, no Caldeirão.
A força da Baixada
12 vitórias, seis empates e uma derrota. 73% de aproveitamento. Este foi o desempenho do Furacão na Arena da Baixada neste Campeonato Brasileiro. Foram 42 pontos conquistados como mandante, atrás apenas do Corinthians, que obteve 47 pontos em casa e terminou na terceira posição.

O Atlético venceu fortes adversários no Caldeirão, como Botafogo, Internacional e Santos. Porém, perdeu pontos para times do meio da tabela, como São Paulo e Vasco, e até para o rebaixado Guarani.

O desempenho na Baixada este ano é superior ao dos anos anteriores. Em 2007 e 2008, por exemplo, foram 36 pontos como mandante. Em 2006, 30 pontos e, no ano passado, 33. Confira o número de pontos conquistados, em casa, por cada time neste Campeonato Brasileiro:

47 - Corinthians
42 - Atlético
41 - Fluminense
38 - Cruzeiro
37 - Grêmio
36 - Ceará
36 - Vasco
35 - Santos
34 - Internacional
34 - Botafogo
33 - São Paulo
32 - Avaí
30 - Guarani
29 - Palmeiras
29 - Vitória
27 - Flamengo
27 - Atlético-GO
28 - Atlético-MG
20 - Prudente
20 - Goiás

domingo, 5 de dezembro de 2010

Despedida

Nas despedidas do Brasileirão em 2008, contra o Flamengo...
...e em 2009, contra o Botafogo, o Furacão estava com a corda no pescoço.
Hoje, jogamos sossegados.
Meus caros amigos, a partida de logo mais contra o Avaí tem pouca significância em termos de classificação no Campeonato. Quer dizer, se o Atlético vencer pode chegar à 5ª colocação - uma das melhores em toda sua história -, mas com qualquer que seja o resultado o destino já está traçado: a classificação para a Sul-Americana garantida e sem chances de buscar a Libertadores.
E, ainda bem, ao contrário dos últimos anos a torcida não vai ao estádio prestes a ter um ataque cardíaco, com o time precisando desesperadamente da vitória para não cair. A comemoração depois de se safar realmente é semelhante à da conquista de um título, mas quem quer passar por isso novamente?
Assim, o jogo ganha atres de amistoso.
Mas um amistoso imperdível, na verdade, se o cronograma de obras na Arena for mantido e o estádio seja mesmo fechado após o campeonato paranaense. Porque, neste caso, o CAP só volta a jogar no Furacão, num Campeonato Brasileiro, em 2012 (mais provável) ou 2013.
Então vamos lá.
E que seja vitoriosa a despedida de 2010.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O primeiro reforço para 2011 é... baixinho, gente boa e bom de bola

Madson em campo pelo Santos: meia-atacante foi emprestado ao CAP por um ano.
Em outubro de 2008, Atlético e Vasco travavam um incômodo duelo particular no Brasileirão: ambos lutavam para não ser rebaixados e se enfrentariam em confronto direto a poucas rodadas do fim do campeonato. Daí a surpresa geral com a declaração de Madson, o veloz atacante vascaíno: "Queria que o Atlético Paranaense permanecesse na Série A. É um time de tradição. Não que os outros não sejam. Torço pelo Vasco e pelo Atlético. Não quero que sejam rebaixados."
Naquela partida
, o Furacão vencia por 2 a 1 em São Januário quando o baixinho empatou a partida, marcando um golaço de fora da área.
O Atlético se safou da queda; o Vasco não.
Mas o atacante foi o responsável por impedir que o Rubro-Negro quebrasse o tabu de nunca ter vencido em "Sanjanu".
Mas o que marcou mesmo, mais do que o gol, foi a simpática declaração.
De lá para cá, o Atlético bem que tentou trazê-lo para compor o elenco - menos pela simpatia declarada e mais pela bola federal que ele vinha jogando. Mas o Santos, time ao qual está vinculado, não o liberou.
Agora, parece que o interesse acabou resultando em contrato. A informação que circula na noite desta sexta-feira é que o Atlético acertou o empréstimo de Madson por um ano junto à equipe santista.
Pois o primeiro reforço para 2011, vos digo, é um ótimo reforço.

Grandes momentos do pequeno Madson.

Um a mais, um a menos

O Atlético vai ganhar um reforcinho no caixa para saldar as despesas de fim de ano. O volume de pacotes de pay-per-view do Brasileirão excedeu em aproximadamente R$ 28 milhões o valor mínimo previsto pela Globosat, que era de R$ 125 milhões. A bubunfa extra será rateada de acordo com a colocação dos times no campeonato - uma forma bastante justa de divisão.
O Atlético receberá R$ 1 milhão, valor destinado para os times que ficarem entre a 5.ª e a 14.ª colocação.
Um milhãozinho a mais no caixa.
Que poderiam ter sido dois, se o Atlético tivesse vencido o Grêmio e estivesse ainda na briga pelo G-4.
Porque o 4.º colocado leva duas milhas extras.
Mas, agora, somente os gaúchos e o Botafogo duelam por esse milhãozinho a mais.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

2011

A diretoria do CAP aguarda o término do Brasileirão para anunciar dispensas e pelo menos começar a trazer alguns reforços para a próxima temporada.
Até agora, o que temos é a renovação de Paulo Baier, a quase-renovação de Paulinho e a quase-contratação de Thiago Potiguar.
Pouco.
Sabemos que o time precisa de mais jogadores de qualidade.
Mas investimentos mais pesados no elenco devem acontecer apenas depois do Campeonato Paranaense.
Time à parte, uma dúvida consome os atleticanos: onde raios o time vai jogar quando começarem as obras na Baixada para a Copa? Já há negociações em andamento com outros clubes da capital para usar algum estádio? Até quando o Atlético mandará jogos na Baixada? Quanto tempo a obra vai levar? Como fica a situação dos sócios? Quem está com a anuidade para vencer no começo do ano deve fazer logo a renovação ou é melhor esperar uma definição?
Já estamos em dezembro e num piscar de olhos o ano acaba.
Espero que todo o planejamento para 2011 já esteja todo definido e detalhado e que falte apenas a divulgação.
Tomara.