terça-feira, 30 de novembro de 2010

Baier fica por mais dois anos

O maestro e a bola na Baixada: mais dois anos de parceria.
Da Gazeta do Povo:


O meia Paulo Baier, principal jogador do Atlético na temporada, renovou contrato com o Furacão pelos próximos dois anos. O acordo aconteceu com relativa tranqüilidade, afinal clube, empresário e jogador demonstraram interesse em renovar o vínculo, tamanho o sucesso que a parceria gerou.

“Renovamos por dois anos. Foi um pedido especial do presidente e uma vontade do Paulo. Estamos bastante satisfeitos”, disse o empresário Neco Cirne, representante de Baier, à Gazeta do Povo. “Tivemos apenas uma reunião. Não teve aquela história de novela. O Marcos (Malucelli, presidente do Atlético) queria acertar e o Paulo disse que queria ficar. Só acertamos os números”.

O diretor de futebol atleticano, Valmor Zimermann, explicou como foi a negociação. “Em princípio iríamos renovar por um ano, mas durante a conversa que tivemos hoje com o jogador e seu empresário, percebemos que como o Paulo é um jogador que se cuida e já provou sua qualidade, evoluímos para um contrato de dois anos. Decidimos que valia a pena apostar”, esclareceu.

O acerto garante ao torcedor a certeza de que o time estará bem conduzido dentro de campo para a próxima temporada. Aos 36 anos, o jogador tem um condicionamento físico invejável e visão de jogo rara no futebol Brasileiro. É o atual artilheiro do Brasileirão na era dos pontos corridos com 86 marcados. Na temporada, com a camisa Rubro-Negra, marcou 11 vezes.

Para Zimermann, a renovação com Baier é o ponta-pé inicial no planejamento Rubro-Negro para a montagem do elenco de 2011. “É uma notícia muito importante. Era uma das posições que nos preocupava e uma necessidade que conseguimos atender sem maiores preocupações. É o ponto de partida para a montagem de um elenco forte para ano que vem”.

Segundo o empresário de Baier, os dois recusaram ofertas bastante tentadoras de outros dois clubes da Série A. “Existiam dois clubes interessados sim. Mostramos os papéis com as propostas para o presidente para não deixar tudo como especulação. No final o que prevaleceu foi a vontade do Paulo em ficar, independente de qualquer proposta”, afirmou Cirne.

Aposentadoria na Arena?

A renovação por dois anos pode fazer com que o torcedor pense em ver Baier encerrando sua carreira na Arena da Baixada. Segundo Cirne, entretanto, a realidade não é essa. “Eu duvido muito disso. Basta você conversar com qualquer treinador. Todo mundo acha que ele ainda vai jogar por muito tempo. Quando tocamos no assunto, inclusive, ele desconversa”, disse.

Cirne comenta ainda que Baier esta muito animado com a renovação. “Ele esta louco para chegar o próximo jogo e mostrar esse presente (a renovação) para a torcida. Ele esta feliz, se cuida muito – você não vê ele na noite. Vive para a família. Vejo muito jogador de 20 anos que não chegará aos 30. O Paulo ainda vai longe”, concluiu.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Guardiões da História

Primeiro lançamento de "Uma paixão eterna"
aconteceu na Embaixada Atleticana de Cascavel.

A noite de hoje será especial. Às 19 horas, na Arena Store, será lançado o livro "Uma paixão eterna", de Heriberto Ivan Machado, Valério Hoerner Junior e José Paulo Fagnani.
A obra é uma reedição do livro "Atlético - A paixão de um Povo", publicado em 1994 e que conta a história do CAP desde sua fundação, em 1924. Logicamente, atualizado com os últimos 15 anos da história do Furacão, incluindo aí suas principais conquistas: o título da Série B em 1995, a Seletiva da Libertadores em 1999, o Brasileirão de 2001 e 0 vice-campeonato de 2004, além das participações nas copas Libertadores de 2000, 2002 e 2005.
Na verdade, é o segundo lançamento - os sortudos colegas atleticanos da Embaixada de Cascavel já puderam adquirir o livro.

A publicação, de 360 páginas, estará à venda na Arena Store e nas lojas das Livrarias Curitiba por R$ 60,00.
Os autores são verdadeiros abnegados pela história do Atlético Paranaense, verdadeiros guardiões da história atleticana. Principalmente o professor Heliberto, que além de transformar a história em livros, tem como grande objetivo de vida exibi-la num Museu, o grande Memorial da História Atleticana.
Se isso vai sair do papel um dia, não se sabe. Espera-se que, com a conclusão da Baixada para Copa, um bom espaço seja reservado e a diretoria do clube invista neste espaço. O mínimo que se espera de um clube grande, tradicioonal e com tanta história pra contar, como é o CAP, é que tenha um Memorial à altura de suas tradições.
Serviço:
Lançamento do Livro “Uma Paixão Eterna”

Data: 29 de novembro
Horário: 19h
Local: Arena Store

  • Para ler mais sobre a obra e o sobre professor Heriberto, clique aqui.

De volta à Sula

Da Furacao.com:
A sonhada vaga para a Copa Libertadores da América não veio, mas, em 2011, o Atlético voltará a disputar uma competição internacional: a Copa Sul-Americana. Essa será a quinta vez que o Rubro-Negro disputará a competição, criada em 2002.

A estréia foi apenas em 2006, credenciada após o Atlético conquistar a sexta colocação no Brasileirão anterior. Foi quando o Rubro-Negro fez sua melhor participação, alcançando a fase semi-final. Na campanha, o Atlético fez jogos memoráveis contra o argentino River Plate e o uruguaio Nacional, mas acabou eliminado pelo Pachuca.

Em 2010, o Atlético interrompeu a série de participações no torneio após fraca campanha no Brasileirão 2009. No ano que vem, o Furacão tentará aproveitar a mudança de regulamento, que prevê vaga na Libertadores ao campeão da Sul-Americana.

domingo, 28 de novembro de 2010

O velho e bom Cartola, nosso legítimo mascote

Em maio noticiou-se que o Atlético faria uma pesquisa entre os torcedores para a escolha de seu novo mascote. Segundo o site Máquina do Esporte divulgou à época, o cartunista Ziraldo desenharia e a galera escolheria entre o Cartola e o Furacão.
Bem, passou o tempo e, finalmente, o Atlético abriu uma votação para a escolha de seu novo mascote oficial. São três opções, cujos autores não foram divulgados, e que reestilizam o velho Cartola.
Apenas os sócios podem escolher, por meio do site oficial, entre um dos três personagens:

O primeiro é um cartola modernoso, meio sinistro; o segundo, um estranho cartola com corpo de Furacão e rosto de personagem de desenho infantil; já o terceiro é um cartola queixudo e metido a fortão, que faz questão de fazer poses e mostrar seus musculosos braços, desproporcionais em relação ao tamanho do corpo.
Honestamente.
Não dá.
Por mais boa vontade que se tenha, nenhum dos três tem qualquer possibilidade de representar oficialmente o Clube Atlético Paranaense. São desenhos sem qualquer relação com as tradições do Furacão, exceto pelo fato de terem uma cartola na cabeça; versões modernosas para um clássico. Ilustrações para alguma ação específica, até vá lá. Mas mascote oficial, nem a pau. Mascote oficial, senhores do marketing, é esse aí ó:

O Cartolinha, o eterno
mascote oficial do CAP.

O mínimo que poderiam ter feito era colocar o tradicional Cartolinha entre as opções. Simplesmente excluí-lo é atitude lamentável.
Espero que os sócios tenham bom senso e rejeitem essa votação.
Ao invés de votar, mandei um e-mail ao clube pedindo que o Cartola tradicional seja oficializado como mascote. Para fazer o mesmo, clique aqui.
O Atlético tem suas tradições. Modernizar o clube não significa atirá-las no lixo.
•••
PS: Dessa história toda, o marketing clube deu pelo menos uma bola dentro. Além do mascote oficial, o Atlético terá outro, voltado para o público infantil: o Furacãozinho. E esse ficou bem bacana, dentro do propósito a que se propõe:

O Furacãozinho, novo mascote do clube voltado para as crianças.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Os maus companheiros

No mundo do futebol, tem de tudo. Há um mundo de gente, e de interesses, por trás de cada boleiro desse país. Muito mais do que a gente possa imaginar. Muita gente boa, mas também muito canalha.
Nesta quinta, um episódio envolvendo o nome do jogador Branquinho quase o colocou contra a torcida.
E os causadores da confusão foram justamente algumas dessas pessoas que atuam nos bastidores e sobrevivem graças ao sucesso dos jogadores.
Tudo começou quando alguns integrantes da imprensa receberam um release de uma empresa paulista que se intitulava a mais nova assessoria de imprensa do camisa 8 do Atlético. O texto, especulativo e mentiroso, informava que Branquinho deveria sair na janela de verão e ainda extrapolava ao "informar" que o "Furacão pode sofrer um verdadeiro desmanche, com a negociação dos principais jogadores do atual elenco". O e-mail citava ainda o nome do diretor de Futebol Ocimar Bolicenho, cujo nome estava erronamente grafado como Bolicenha. E informava que ele (Bolicenho), "deixou aberta a possibilidade de Branquinho transferir-se para outro clube na janela de transferências de janeiro".
Bom, não é difícil imaginar o que se sucedeu a partir daí.
Alguns sites picaretas que publicam qualquer bobagem sem checar, como o Justiça Desportiva, divulgaram a notícia. E outros jornalistas, estes de fato profissionais, foram questionar o próprio Bolicenho sobre a veracidade da informação.
O diretor de futebol ficou puto dentro das calças, desmentiu o texto e foi tirar satisfação com o empresário de Branquinho - com quem o release diz que Bolicenho teria se encontrado para tratar de uma possível negociação.
O nome dele: Edinan Leal Silveira.
Coincidentemente, mesmo empresário do Maikon Leite. Jogador sobre o qual, há coisa de uma semana, começou a circular a informação de que não permaneceria no Atlético em 2011.
No caso do Maikon, tudo bem - afinal, o empréstimo termina mesmo agora em dezembro.
Mas Branquinho é do Furacão, e tem contrato até 2013.
Bem, voltando ao Edinan(ci?).
O que se descobriu é que foi o empresário quem contratou a tal assessoria de imprensa, a "FUTpress Comunicação".
E o assessor redigiu a nota com base em informações repassadas pelo Edinan(ci?), sem se dar ao trabalho de checar as informações com o clube. E nem mesmo com o maior interessado: o próprio jogador.
À noite, pelo twitter, Branquinho se mostrou chateado e informou que jamais contratou qualquer assessoria de imprensa, ou autorizou que falassem em seu nome.
O release traz uma declaração entre aspas de Branquinho.
Portanto, como eu já disse lá em cima, é um release mentiroso.
Branquinho afirmou ainda, claramente, que essas informações eram fruto de alguém "mal intencionado".
Pois bem, Branquinho.
Agora tá claro que os maus intencionados da história são o Edinan
Leal Silveira - que, aliás, já foi jogador do Paraná Clube - e a fantástica "Futpress". Aliás, coloco a má intenção apenas na conta do empresário. A assessoria parece ter pecado "apenas" por incompetência e falta de ética.
No twitter, Branquinho disse ainda que quer muito permanecer no Atlético em 2011, e se possível jogar uma Libertadores pelo clube.
A sinceridade nas palavras dele me convencem. Ele foi honesto.
Mas, Branquinho, atenção: há canalhas em todo o canto, e pode não ser nada bom ter o seu nome atrelado aos deles.
Para empresariá-lo e assessorá-lo, procure gente de bem. E competente.
Maus companheiros podem levá-lo para o buraco.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sérgio Soares renova e já planeja 2011

Da Gazeta do Povo:
No mesmo dia que teve a sua renovação de contrato confirmada pelo Atlético, o técnico Sérgio Soares inovou. Fã do esquema 4-4-2, mas sem poder contar com o meia Paulo Baier, o treinador deve escalar três atacantes no domingo, contra o Ceará, na penúltima rodada do Brasileiro. Desta maneira, Maikon Leite formaria o trio ao lado de Nieto e Guer­­rón – poupado do treino de ontem por causa de dores nas costas –, no jogo em que a vitória é fundamental para manter as chances de Libertadores.

Sobre a permanência para 2011, Soares confirmou que participará da montagem do elenco, sugerindo alguns atletas principalmente do interior de São Paulo e acompanhando a diretoria na escolha de quais jogadores devem continuar. A intenção do técnico é manter um time rápido. Porém ele sabe que pode perder alguns destaques, como o zagueiro Rhodolfo e o volante Chico.

“Tivemos uma primeira conversa a respeito da remontagem do elenco, da possibilidade de saída de alguns e de rapidamente trazermos atletas para manter o Atlético muito forte na temporada de 2011”, contou o técnico, que já tinha encaminhado a re­­novação em um jantar com a di­­retoria na terça-feira da semana passada.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um encanto para a piazada



Do site da Prefeitura de Curitiba:
A manhã desta terça-feira (23) foi diferente para 41 crianças que participam do contraturno da Unidade de Educação Integral da Escola Araucária, no Bairro Alto. Os estudantes conheceram a Arena da Baixada, estádio que vai receber jogos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. A visita faz parte do projeto "Criança, saúde e ação", uma parceria entre as secretarias municipais da Educação e da Saúde.
"Nunca tinha visitado um estádio antes. Gostei bastante de tudo", disse o estudante Montoya Pires Pirroti, de 7 anos. As crianças passaram pelas cadeiras nas arquibancadas, camarotes, pelo vestiário, sala de massagem, de aquecimento, onde os jogadores dão entrevistas após as partidas e na entrada do gramado por onde os atletas passam.
O projeto
As crianças participam de uma escolinha de futebol de areia, às terças e quintas-feiras, das 10h às 11h30. A visita na Arena foi uma forma de comemorar um ano que o projeto está completando. Além da escolinha de futebol, o projeto também trata da saúde dos estudantes.

O idealizador do projeto, Jean Fabrizio Cavilha, explicou que a visita na Arena foi para as crianças vivenciarem como é um ambiente de esportes profissional. A coordenadora do contraturno da Unidade de Educação Integral da Escola Araucária, Adinda Luisa Lass, afirmou que ao todo crianças de cinco escolas, entre municipais e estaduais, participam do projeto.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Na conta do juiz

Enviado pelo Marlon Szaikowski e adaptado para o blog com informações da última partida, contra o Grêmio:
Acho que time quer ser campeão tem que jogar bola e passar por cima da arbitragem, mas tem vezes que é foda jogar com 11 (ou menos, porque o FDP expulsou alguém) contra 14.
Total de pontos perdidos: 9 a 14. Isso resultaria em 65 a 70 pontos e disputando a liderança! É por isso que parabenizo esse time e a diretoria, independente da classificação final do Atlético.

Os 7 jogos que o Atlético foi operado nesse Brasileiro (comentários retirados de matérias da Furacão.com):

O paulista Seneme lidera o ranking da sacanagem:

Corinthians 2x1 Atlético – 1ª rodada

Nome do safado: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Pontos perdidos: 1 ou 3
Comentário: Sobre a polêmica atuação do árbitro Marcelo de Lima Henrique, o treinador disse que três coisas devem ser observadas: a expulsão de Baier, o lance de Danilo, que seria expulso mas o árbitro recuou, e o pênalti inexistente de Alan Bahia em Souza.

Atlético 2x2 Guarani – 2ª rodada

Nome do safado: Jaílson Macedo Freitas (BA)
Pontos perdidos: 2
Comentário: No jogo contra o Guarani, pela segunda rodada, o Furacão deixou o campo reclamando de pênalti sobre Alex Mineiro.

Atlético 0x2 Cruzeiro – 7ª rodada

Nome do safado: Wilson Luiz Seneme (SP)
Pontos perdidos: 1 ou 3
Comentário: Na reestreia no Campeonato, dois gols anulados - um deles equivocadamente. O erro aconteceu ainda no primeiro tempo, quando o jogo estava empatado em 0 a 0. Após chute de Fransérgio de fora da área, Fábio deu rebote e Alex Mineiro tocou para trás; o auxiliar levantou a bandeira antes mesmo de Bruno Mineiro tocar na bola, assinalando posição irregular - inexistente - de Alex. O árbitro Wilson Seneme também prejudicou o Atlético. No primeiro tempo, Paulo Baier bateu falta rápido e encontrou Alex Mineiro livre, na frente do gol; Seneme, porém, parou a jogada. Além disso, após cobrança de falta na entrada da área a bola bateu na barreira, visivelmente no braço esticado de um jogador cruzeirense que estava dentro da área, não tendo sido assinalado o pênalti entretanto.
Vasco 3x1 Atlético – 8ª rodada

Nome do safado: Nielson Nogueira Dias (PE)
Pontos perdidos: 1
Em mais uma "arbitragem absurda" - conforme definido por Mauro Cézar Pereira - o Atlético foi prejudicado em três lances capitais contra o Vasco, em São Januário. O árbitro Nielson Dias marcou pênalti inexistente de Eli Sábia (que recebeu cartão amarelo na jogada) e expulsou Chico em lance em que o volante tocou na bola e sofreu falta do jogador vascaíno. Pior, o primeiro erro do árbitro acarretou na expulsão de Sábia, pelo segundo cartão amarelo. "Mais adiante, Chico, de carrinho, limpo, levou a melhor no duelo com Rafael Carioca. Nogueira Dias foi capaz de ver uma falta e ainda mostrou o cartão vermelho ao jogador do Atlético. Depois viria a expulsão de Eli Sabiá, cujo primeiro amarelo havia sido absurdo. Assim, com 35 minutos de partida, o time paranaense perdia por 2 a 0 e tinha somente nove homens. O jogo estava resolvido."
Atlético 1x0 Flamengo – 14ª rodada

Nome do safado: Carlos Eugênio Simon (RS)
A vitória contra o Flamengo deve ser comemorada pelo torcedor atleticano, mas mais uma vez a arbitragem não foi boa.
Em um lance de raça do atacante Maikon Leite, que ganhou uma dividida da zaga adversária e preparava o corpo para finalizar, o jogador foi derrubado dentro da área, em um pênalti bastante claro não assinalado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon. A torcida presente na Arena protestou veemente contra o ocorrido. No momento em que a infração ocorreu, a partida ainda estava empatada sem gols.
Atlético 2x2 Fluminense – 31 ª rodada

Pontos perdidos: 2
Nome do safado: Wilson Luiz Seneme (SP)
"Eu não quero dizer se foi pênalti no Tartá ou não - até acho que pode ter sido. Mas o pênalti no Guerrón foi escandaloso. Eu cheguei a ver na reprise e o jogador (do Fluminense) nem chegou perto da bola, ele simplesmente 'tirou' o pé do Guerrón".
Ocimar lembrou que Seneme já havia prejudicado o Rubro-Negro, inclusive neste Brasileirão. Ele apitou a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro e, entre outros erros, anulou um gol legal do Atlético. "Não é a primeira vez que o Seneme rouba o Atlético. Então vamos fazer aquilo que está ao nosso alcance, que é uma representação junto à CBF, colocar o DVD do jogo. O que nós já fizemos outras vezes e tivemos o desprazer de ver ele fazer toda essa lambança aqui".
Atlético 1x3 Grêmio – 36 ª rodada

Pontos perdidos: 1, caso conseguisse o empate, ou 3
Nome do safado: Sálvio Espíndola (???)
Rodolfo nem sequer encostou no jogador do Grêmio e o sr. "Sálvio Corinthians" apitou pênalti para o time gaúcho. O bandeirinha ainda chegou a alertar o árbitrou de que houve simulação, mas ele não voltou atrás. Já era segundo tempo, e a partida seguia empatada em 1 a 1. O gol desestabilizou totalmente o Atlético, que desorganizou-se em campo. O técnico Sérgio Soares obrigou-se a fazer duas alterações e no finalzinho o Furacão ainda sofreu mais um. Sem contar que o seo Sálvio distribuiu nove cartões amarelos para jogadores do Atlético. Um absurdo.
Impossível afirmar categoricamente que, se não fosse esse pênalti, o Atlético conquistaria um ou três pontos. Mas ficará para sempre a imagem de um dos pênaltis mais bizarros já marcados na história do Campeonato Brasileiro:
A um metro de Rhodolfo, o jogador
do Grêmio já estava se jogando.
E o juiz marcou o pênalti bizarro.

Na briga

Da Furacao.com:
O Atlético encerrou a 36ª rodada do Campeonato Brasileiro na quinta colocação, um ponto atrás do Grêmio, que abre o G4. A derrota do Botafogo no Engenhão para o Internacional, por 2 a 1, ajudou o Furacão na luta por uma vaga na próxima Copa Libertadores da América.
Atlético, Grêmio e Botafogo seguem na disputa pela quarta vaga na competição continental. O Furacão encara ainda Ceará, no Castelão, e Avaí, na Arena da Baixada. Na 37ª rodada o Botafogo recebe o já rebaixado Prudente no Engenhão, enquanto o Grêmio visita o Guarani em Campinas. Na última rodada as duas equipes se enfrentam, no estádio Olímpico, em Porto Alegre.
Vale lembrar que o clube que ficar com a quarta vaga ainda terá de "secar" o representante brasileiro na final da Copa Sul-Americana (Palmeiras ou Goiás), já que em caso de vitória brasileira na competição continental faria o G4 transformar em G3.

domingo, 21 de novembro de 2010

O mais querido do estado

O Atlético é o time mais querido entre os paranaenses, de acordo com mais uma pesquisa que demonstra a realidade sobre a preferência futebolística do Paraná publicada neste domingo na Gazeta do Povo. Desta vez, a Paraná Pesquisas foi a campo para saber por qual time de Curitiba os moradores de todo o estado simpatizam - excluindo aí, é claro, os times forasteiros paulistas, gaúchos e cariocas, que possuem um grande número de torcedores no interior do estado.
Quase metade dos paranaenses - 48% - respondeu “nenhum”. Preferem não ter time a torcer por Atlético, Coxa ou Paraná. Lamentável, mas já estamos acostumados a isso.
Mas, dentre os que escolhem um time daqui, a maioria absoluta se diz simpática ao Atlético: 25% dos paranaenses torcem ou gostam do Furacão. Mais do que coxas e paranistas somados - juntos, atingiram apenas 22%. Números aos quais também já estamos acostumados:
Para o levantamento, publicado neste domingo na Gazeta, foram ouvidas 16.025 pessoas, em 165 municípios, en­­tre os meses de agosto e outubro.
Levando em conta as regiões do estado, notamos também que o Furacão domina em todas elas. E que, se no interior há menos simpáticos ao Atlético, mesmo assim eles são ampla maioria se comparado com os rivais locais:
A pesquisa também mostra como se dividem os torcedores por sexo. O Atlético é o mais querido tanto para os homens quanto para as mulheres do estado.
Quanto à escolaridade, uma surpresa: quanto mais estudo tem o paranaense, mais ele gosta de um time daqui. Novamente o Atlético lidera em todas as faixas, com vantagem ainda mais ampla sobre os rivais dentre os que possuem ensino médio ou ensino superior:

Católico, Apostólico e Atleticano. Quem não se lembra desta frase de autoria de José Carlos Farinhaque e que virou faixa levada aos estádios, principalmente ao Pinheirão, nos anos 90? Pois o levantamento da Paraná Pesquisas publicado pela Gazeta mostra que essa é a mais pura realidade. Afinal, 26% dos católicos deste estado são atleticanos. Mas o Furacão é também o mais querido entre os evangélicos e entre os que seguem outras religiões, como mostra o gráfico:



O mais querido do Paraná, desde sempre e para sempre.

Por um fio

O jogo deste sábado era um daqueles onde tudo poderia acontecer. Torcia e confiava numa vitória, mas sabia que o empate era bom negócio e que uma derrota fazia parte do script. Jogo decisivo é assim. Ainda mais contra o melhor time do returno, dentro de seus domínios.
Mas, após um primeiro tempo onde o Furacão começou sendo massacrado e depois equilibrou as ações, chegando a massacrar em alguns momentos, eu só não contrava como apito amigo de Sálvio Espíndola.
Uma vergonha.
Mas sobre falhas de juiz contra o Furacão eu dedicarei outro post.
Não boto só na conta do árbitro a derrota de ontem.
No segundo tempo, o Atlético praticamente não chutou ao gol de Victor. Encolheu-se, não conseguiu jogar, principalmente pela inoperância de Branquinho ao lado do maestro Paulo Baier - ele não pode resolver tudo sozinho, sempre. Não adianta botar 10 atacantes em campo se não tiver quem crie as jogadas.
Com a derrota, o Atlético foi ultrapassado pelo Grêmio e está na quinta colocação, um ponto atrás. Se o Botafogo vencer ou empatar com o Inter, neste domingo, o rubro-negro cai para a sexta posição.
Faltando duas rodadas para o final do Brasileirão, o sonho da Libertadores ainda vive. Mas está por um fio: será preciso vencer Ceará (fora) e Avaí (na Baixada) e ainda torcer contra Grêmio e Botafogo - os dois se enfrentam, aliás, na última rodada.
Relembrando: pra quem começou o campeonato de forma pífia terminar o campeonato nestas condições e ainda ganhar a caga na Copa Sul-Americana é um ótimo negócio - a propósito, já estamos classificados matematicamente à Sula já faz algumas rodadas, e nem comemoramos o feito.
Se a diretoria for inteligente e programar direito a temporada, 2011 promete vôos mais altos.
Troféu
ZIQUITA
Paulo Baier

Troféu
TIÃO MACALÉ
Sálvio Espíndola

sábado, 20 de novembro de 2010

Decisão em Porto Alegre

Do site oficial do CAP:
Os dois times com as melhores campanhas do returno do Campeonato Brasileiro se enfrentam logo mais, às 19h30, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Grêmio e Atlético Paranaense somaram 34 e 29 pontos respectivamente no 2º turno e conseguiram sair de uma situação adversa na competição. Na soma total de pontos, o Furacão está em melhor situação que seu oponente. Ocupa a 4.ª colocação na tabela com 56 pontos, dois a mais que o tricolor gaúcho.
O jogo de hoje à noite é encarado pelos dois clubes como uma decisão. E não tem como ser diferente, já que faltam apenas três rodadas para o término do Brasileirão. Para enfrentar o Grêmio, o Atlético não tem problemas com suspensão de atletas. Além disso, viajou reforçado para Porto Alegre com a presença do goleiro Neto, que serviu a Seleção Brasileira, o lateral-esquerdo Paulinho, que cumpriu suspensão automática na última partida, e os atacantes Maikon Leite e Nieto que estavam em tratamento no DM.

O time que entra em campo não foi divulgado oficialmente pelo técnico Sérgio Soares que mantém o mistério, assim como o treinador gremista Renato Gaúcho. A seu favor o Tricolor conta com a força de sua torcida, que deve lotar o Olímpico e pressionar o Atlético. Em contrapartida, o Rubro-Negro paranaense tem uma das melhores campanhas como visitante e está há três jogos sem perder. Vitórias diante de Flamengo, Palmeiras e Grêmio Prudente.

Na partida de logo mais, o Furacão também joga para acabar com um longo tabu. Em Campeonatos Brasileiros, não vence o Grêmio, em Porto Alegre, desde 1983. Porém, a última vitória atleticana no Olímpico foi arrasadora e inesquecível para ambas as torcidas. Semifinal da Copa Sul-Minas de 2002: 5 a 1 para o Atlético Paranaense.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Páginas imortais

Volto ao épico desempenho de Adauto contra o Grêmio em 2002. Agora com os recortes da Tribuna do dia seguinte. Boa oportunidade para nos deleitarmos com os detalhes daquela goleada por 5 a 1. E que o espírito do nosso "Adau Pacino" baixe no Furacão no próximo sábado.

CLIQUE NA IMAGEM PARA VISUALIZÁ-LA MAIOR.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nos Pampas

O Atlético quer o apoio do torcedor na partida deste sábado contra o Grêmio, em Porto Alegre. Para isso, firmou uma parceria com a BWT Viagens para fechar pacotes voltados aos Sócios-Furacão que queiram viajar para ver a partida. São três opções de viagens, de ônibus ou de avião. Confira:
Além disso, a Torcida Os Fanáticos também já está vendendo as passagens para a sua excursão a Porto Alegre. O valor da passagem é R$ 90,00, mais um quilo de alimento. O pacote não inclui o ingresso, que custa R$ 40,00. Informações sobre horários e itinerários podem ser obtidas na secretaria da Torcida, pelo fone 41-3079-1977 ou com Junior, através do 7815-5699.

Dê uma forcinha, companheiro


O Atlético lançou hoje uma campanha de incentivo às apostas na Timemania. A peça acima fiu publicada em jornais de Curitiba e faz referência ao bom momento vivido pelo time no Brasileirão.
Dê uma forcinha você também: faça sua aposta na Timemania esta semana.

Soares deve ter contrato renovado

Da Gazeta do Povo:
O técnico Sérgio Soares deve ter o seu contrato renovado e permanecer no Atlético pelo menos até o final de 2011. Em uma reunião rea­­lizada ontem à noite, diretoria e treinador encaminharam o provável acerto.

“As coisas estão evoluindo”, disse o diretor de futebol, Valmor Zimmermann, após o encontro. “Mas não fechamos ainda”, acrescentou, dizendo ter muitos detalhes a tratar sobre o assunto.

Após três vitórias consecutivas, que colocaram o time no G4, Soares está em alta no Furacão. Não é à toa que a reunião foi feita mesmo antes de conseguir o objetivo para o qual o treinador foi contratado, o de conquistar uma vaga na Libertadores.

Zimmermann, nega que a permanência tenha sido vinculada à classificação. “Na realidade nunca houve isso. Não sei como se criou essa informação”, contou. “Ele veio para terminar este campeonato e neste meio tempo nós observarmos o trabalho”, complementou.

E aí:? Acha uma boa a manutenção de Soares em 2011? Opine!

Já o gerente de futebol, Ocimar Bolicenho, destacou a importância de começar as reuniões com o treinador de 2011, que definirão o elenco rubro-negro. “Isso [a renovação] antecipa um monte de coisas que nós temos de fazer, como a avaliação da equipe. Já temos a avaliação diretiva, mas obviamente sempre a palavra da comissão técnica pesa”, afirmou.

Entre os atletas, a notícia da provável permanência do treinador foi muito bem recebida. “É um grande treinador, uma excelente pessoa”, disse o meia Bran­­quinho. “Os jogadores estão contentes com ele, estão felizes, não vejo ninguém reclamando”, complementou.

O lateral-esquerdo Paulinho, que retorna contra o Grêmio após cumprir suspensão, foi na mesma linha. “É um excelente treinador e está ajudando o Atlético. Se ficar, vai ajudar mais ainda”, apostou, em um coro aumentado por Wagner Diniz. “O Sérgio é um cara bem tranquilo, transparente, amigo, conversa com todos. Acho que a diretoria está fazendo uma boa escolha. Quem tem a ganhar é o Atlético”, disse o lateral-direito.

  • E aí? Acha uma boa a manutenção de Soares em 2011? Opine!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tarde de protagonista

Em 2001, Adauto recebeu a estatueta de melhor jogador coadjuvante da campanha do título nacional. O negão foi o nosso Robert De Niro em O Poderoso Chefão 2, Sean Connery em Os Intocáveis, Joe Pesci em Os Bons Companheiros -- lembrando performances clássicas que renderam um Oscar por atuações secundárias na telona. Antes de Alex Mineiro chamar no Marlon Brando e roubar a cena na reta final, o atacante anotou cinco gols pela fase regular, mesmo na condição de reserva. Só golo importante.

Agora, sabe como é... chega o momento que o cara quer deixar de fazer papel de serial killer, mordomo, leão de chácara, sargento. Pois o saudoso Adauto teve a manha de pular de categoria com extrema competência. E vocês já sabem do que eu estou falando. Em 2002, contra o Grêmio, nosso próximo adversário, e no Olímpico, palco do jogo de sábado, ele foi Adau Pacino (perdão pelo trocadilho infame).

Numa onda Tony Montana, o atacante foi protagonista na semifinal da Copa Sul-Minas, responsável por três gols na sapecada de 5 a 1 aplicada pelo Furacão. Tratou os gremistas com a mesma crueldade empregada pelo personagem de Scarface na batalha contra os traficas colombianos - e sem afundar a napa no capeta ralado, como apreciava o refugiado cubano. Só na bola, para o desespero da gaúchada, reconhecida por odiar futebol.

Infelizmente, essa passagem violenta da cinegrafia do esporte não está disponível no Youtube. Mas quem teve a oportunidade de assistir a intensa e agressiva atuação de Adauto, diante dos hoje auto-denominados "imortais", jamais esquece. Lembro bem das três cenas que arrepiaram os tiozinhos da Academia da bola:

Cena 1 - "I'm Tony Montana"
Longe dos holofotes, Alex Brando Mineiro surge sagaz pela direita e cruza na confusão. Adauto entra na segunda trave e, econômico no gestual, escora de direita fazendo 2 a 1 e matando pela primeira vez o Grêmio.

Cena 2 - "Fuck"
Mais uma vez, Alex serve de escada para Adauto brilhar. O carequinha entra na área, dribla o zagueiro e toca por elevação. A bola ultrapassa o goleiro e encontra o negão, que fuzila de cabeça, executando pela segunda vez o Grêmio.

Cena 3 - "Say hello to my little friend!"
Para sacramentar a performance premiada, uma imagem sublime precede os créditos finais. Alex, humilde, lança Adauto. O que vem a seguir é inesquecível, capaz de arrancar lágrimas do mais empedernido rubro-negro. Com o pé esquerdo, o avante dá um tapa. E, com o direito, fuzila o ângulo, aniquilando pela terceira vez o Grêmio.

O maestro regeu a galera


Pra quem ainda não viu, os gols da partida de ontem. Detalhe para a comemoração de Paulo Baier após o segundo gol. Literalmente o maestro regeu a galera.

No Panteão dos Heróis

O maestro Paulo Baier marcou os dois gols na vitória contra o Prudente.
Cena um. Quarenta e cinco do segundo tempo. Partida dramática e o Atlético, mesmo com um jogador a mais, segue empatando com o Prudente em 1 a 1. Guerrón faz bela jogada pela direita e cruza uma bola rasteira na área. Ela passa pelos adversários sem ser obstruída e chega limpa aos pés de Paulo Baier, quase na marca da pequena área. Silêncio na Baixada: o gol era iminente. Sem marcação, o Maestro encheu o pé. Forte demais. Alta demais. A bola passa sobre a baliza. Era a chance de vitória, e de entrar no G4, escorrendo pelo ralo.
Cena dois. A torcida, mesmo engasgada com o gol perdido e já resignada com o empate, grita o nome de Paulo Baier. Os Fanáticos puxam o coro e o estádio todo acompanha. Mesmo perdendo aquele gol feito, era uma forma de agradecimento e reconhecimento por tudo o que fez - no jogo, no campeonato, em sua passagem pelo Atlético enfim.
Cena três. Quarenta e sete. O Atlético não desiste. Insiste. Já sem organização ou tática: só no coração e na raça. Novo ataque. Outro gringo, Ivan Gonzales, cruza a bola na área - desta vez alta e pela esquerda. A bola passa sobre os defensores e encontra um atleticano no meio da área. Só poderia ir mesmo ao encontro dele, o Maestro. Uma bola alta demais, fraca, ruim de cabecear. Baier se estica, acerta o cocoruto nela e consegue tirá-la do alcance do goleiro do Prudente. Explosão total no Caldeirão: a vitória estava consumada e o Atlético fechava a rodada no G-4.
Ídolos temos aos montes na história do Furacão. Mas Baier já merece vestir a camisa 10 do Melhor Atlético de Todos os Tempos. Não é apenas um craque, é um comandante. Elegante, joga de cabeça erguida. Racional, ocupa todos os espaços do campo com uma autoridade inigualável. Chamam-no de maestro, mas poderia ser rei. Domina a bola como se fosse uma extensão de seu corpo. Passa pelos adversários como se os ignorasse. Um nobre em meio a plebeus piolhentos.
Paulo Baier já está com seu espaço reservado no Panteão dos Heróis Atleticanos.
Salve, Baier!
•••
O Atlético chegou à quarta colocação e segue firme na luta por uma vaga na Libertadores. E a próxima partida, sábado, em Porto Alegre, ganha ares de decisão: será contra o Grêmio, sexto colocado, com 54 pontos.

Troféu
ZIQUITA
Baier. Paulo Baier.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Bruno Mineiro e Marcio Azevedo, estiveram abaixo da média do time. Bruno segue sob a maldição do artilheiro sem gols, mas ainda vai fazer o dele este ano. Tomara seja contra o Grêmio.

sábado, 13 de novembro de 2010

Com o espírito de 1996


Atlético x Palmeiras, em 1996: futebol - e torcida - pra gringo ver.
Esse clima frio e úmido em pleno mês de novembro é algo que só mesmo Curitiba pode nos proporcionar.
Clima que me faz lembrar de alguns jogos do Furacão no já longínquo ano da graça de 1996.
Quantas vezes tivemos que ir agasalhados até o talo, e com capas ou guardas-chuvas para poder ver o Atlético na Baixada? Diversas.
De cabeça, lembro alguns inesquecívels. Contra Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, Botafogo... Frio, chuva e o povão lá, empurrando o time o tempo todo, alucinadamente. Destes, ganhamos três - ficamos no empate sem gols contra a Raposa.
A expectativa, em 96, era de classificar o Atlético entre os oito primeiros que seguiriam às quartas-de-final. A euforia da torcida era geral e irrestrita.
Hoje, estamos em 5º, lutando pela 4ª colocação.
E mesmo assim ainda vejo torcedor reclamando de jogador, da diretoria, da vida.
Meus amigos, a quarta colocação no campeonato pode levar o Atlético de volta à Libertadores da América. E nestas quatro rodadas que faltam não é impossível ficar entre os três primeiros no final.
O foco agora é esse, camaradas!
E que esse frio e chuva em plena primavera faça renascer em cada atleticano aquele espírito de 1996.
Vamos lotar a Baixada neste domingo e empurrar o Furacão para uma vitória contra o Prudente.
Este será o penúltimo jogo na Baixada este ano, meus caros.
Se você é sócio e não pode ir, empreste seu smart card para algum atleticano conhecido.
Domingo é dia de esquentar o clima no Caldeirão!

Atlético x Vasco, também em 1996: Oséas e Paulo Rink fizeram chover!

Na rede

Lembro bem quando descobri a tal da internet. Acho que era 1997, ou 1998. Logo fui procurar referências ao Atlético, é claro. E achei um site bastante completo, embora feito com a precariedade de um página de internet daquela época, ainda por cima amadora.
Tratava-se, na verdade, de um embrião da Furacao.com. O principal daquele site saiu do ar, mas ainda dá pra acessar alguma coisa (clique aqui). Depois, a piazada juntou mais alguns atleticanos e mudou conteúdo e visual, dando origem a um dos melhores sites de times do país.
Bem, depois veio a onda dos blogs, e começamos de maneira totalmente despretenciosa a escrever maltraçadas linhas aqui no "Da Baixada", em meados de 2007. Desde janeiro de 2008, quando instalamos um contador, já foram nada menos do que 1,4 milhão de visitas - o que muito nos liosonjeia.
Mas o que importa mesmo é que a internet vai ganhando cada vez mais audiência e também há cada vez mais gente se familiarizando a ela.
E sites e mais sites e blogs do Atlético vão surgindo.
Alguns deles já estão faz tempo na coluna de links aó do lado direito.
Mas de um tempo pra cá houve algumas estréias interessantes.
Um deles é o Blog do Trétis, de autoria do @HenStockler e que fala de atuyalidades do Furacão, com uma coluna chamada Memórias que traz um belo acervo de páginas históricas de jornal sobre o Atlético.
Outro é o sensacional Causos do Marcão. Feito, é claro pelo próprio Marcos Mattos (@mxmcapmarcao), um atleticano figuraça que tem muitos causos pra contar.
E também o Tuiteiros da Baixada, que congrega os atleticanos que diariamente se conversam pela rede soacial - que são, a cada dia, mais e mais.
Sem falar do Papo Atleticano, do Blog do Barilcka, do Blog do Dunne, o Blog do Junão e outros que porventura eu tenha esquecido agora.
Vão todos pra lista de links aí ao lado.
É o Furacão dominando a Rede.
Fica aí a dica, e que a cada dia surjam mais e mais espaços dedicados ao Rubro-Negro. Informação, debate e troca de ideias sobre o Atlético são sempre benvindos.

Um Furacão na Rua Augusta

Pessoal da Embaixada de São Paulo entra em contato pra anunciar o novo ponto de encontro dos atleticanos em São Paulo: o Ícone Espaço Cultural, na Rua Augusta, nº 1415 - uma das mais conhecidas e agitadas da capital paulista, próximo à Avenida Paulista.
Segundo informa o Eduardo Caballero (@edu_cabs), a estreia do boteco como QG dos atleticanos foi na vitória contra o Flamengo e a expectativa é de lotar o local neste domingo, para assistir à partida contra o Prudente.
Se você estiver em Sampa, não perca tempo: junte-se aos atleticanos da Embaixada, divirta-se um monte e participe da corrente pela classificação do Furacão!

Convocação

Anúncio publicado originalmente na Tribuna do Paraná e enviado ao blog pela assessoria de imprensa do CAP.
Considere-se convocado!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Baixada fecha em julho

O cronograma de obras para adequar a Baixada às normas da Fifa para receber jogos da Copa de 2014 já está pronto. De acordo com entrevista publicada pelo Globoesporte.com com o presidente Marcos Malucelli, a Arena receberá jogos até junho de 2011, quando será fechada para o início das obras. Assim, o Atlético terá que procurar outro estádio para mandar seus jogos no segundo semestre do ano que vem - e também em 2012. Na entrevista ao portal, Malucelli não disse se já há alguma negociação em andamento para o uso de outra praça esportiva.
Para ler a entrevista completa, clique aqui.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Homenagem

Para nunca esquecer.

A força da Baixada

Da Furacao.com:
Elogiar a torcida atleticana e falar da força da equipe na Arena da Baixada é "chover no molhado". Então vamos direto aos números. 17 jogos: dez vitórias, seis empates e apenas uma derrota como mandante. 70,5% de aproveitamento. Este é o Rubro-Negro no Campeonato Brasileiro de 2010.

O desempenho do Furacão em casa só é inferior ao do líder Corinthians (41 pontos) e ao do vice-líder Fluminense (37). Dos 53 pontos que tem, o Atlético conquistou 36 no Caldeirão - onde fez 24 e sofreu 15 gols.

Para se ter uma ideia, no Brasileirão de 2009, o Rubro-Negro teve 57,8% de aproveitamento como mandante. Foram nove vitórias, seis empates e quatro derrotas. No ano anterior, foi 63,1%. O time venceu dez, empatou seis e perdeu três partidas.

Em 2004, na melhor campanha do Furacão na era dos pontos corridos, o time teve 75,7% de aproveitamento na Arena: 15 vitórias, cinco empates e só duas derrotas. Portanto, no atual campeonato, o Atlético pode ficar bem próximo à campanha de 2004 como mandante. Se vencer o Grêmio Prudente e o Avaí, o clube terminará com 73,6% na Baixada.

Confira a pontuação de cada time como mandante após 17 jogos:

41 - Corinthians
37 - Fluminense
36 - Atlético
34 - Ceará
33 - Santos
33 - Internacional
32 - Cruzeiro
32 - Vasco
31 - Grêmio
31 - Botafogo
30 - São Paulo
29 - Palmeiras
29 - Guarani
27 - Vitória
26 - Avaí
24 - Flamengo
23 - Atlético-GO
22 - Atlético-MG
19 - Prudente
19 - Goiás

A derrota que comemorei


1996 - Criciuma x Atletico-PR
Carregado por rsakae. - Veja mais videos de esportes e de esportes radicais
1996. Mesmo nas derrotas, esse time jogava muito. E a comemoração se deu porque, apesar da derrota, o Atlético se classificou para as oitavas-de-final. Mas, principalmente, porque o resultado salvou o Tigre e rebaixou o Fluminense - aquele que só conseguiu voltar à primeira divisão no tapetão.

Reforços contra o Prudente

Da Furacao.com:
Depois de vencer o Flamengo, ontem, no Rio de Janeiro, e seguir vivo na disputa por uma vaga à Libertadores 2011, o Atlético recebeu uma boa notícia nesta segunda-feira. O departamento médico rubro-negro finalmente liberou o meia Branquinho e o zagueiro Rhodolfo para as atividades visando a partida contra o Grêmio Prudente, domingo, na Arena da Baixada. Ambos não jogam há três rodadas, desde que a equipe empatou em casa contra o Fluminense, em casa. Em seguida, os dois jogadores desfalcaram o Furacão contra o São Paulo, Palmeiras e Flamengo.

Sendo assim, somente dois atletas continuam em tratamento no CT do Caju: o lateral-direita Élder Granja e o atacante Maikon Leite, que têm chances de ser liberados pelos médicos no decorrer da da semana.

Desta forma, o técnico Sérgio Soares terá apenas dois desfalques para enfrentar o Grêmio Prudente: o lateral-esquerda Paulinho, suspenso pelo terceiro amarelo, e o goleiro Neto, que estará servindo a Seleção Brasileira neste final de semana.
Azevedo ansioso

Depois de cinco meses afastado dos gramados, o lateral-esquerda Márcio Azevedo voltou empolgado para ajudar a equipe atleticana na reta final do Campeonato Brasileiro. Totalmente recuperado de um edema ósseo no joelho direito, o jogador esteve 15 minutos em campo na vitória contra o Flamengo, ontem, no Rio de Janeiro, e ficou satisfeito com o retorno à equipe.

"Foi um tempo muito longo fora, mas consegui superar isso. Estava na hora de voltar e tive a oportunidade diante do Flamengo. Foram apenas 15 minutos em campo, mas para mim foi importante para deixar de lado a ansiedade desse retorno. Poder disputar um jogo novamente foi muito legal. Conseguimos vencer e deixar o Atlético mais próximo do topo da tabela", disse o jogador, através de sua assessoria de imprensa.

Azevedo deve reassumir a titularidade da equipe no domingo, já que o lateral-esquerda Paulinho terá que cumprir suspensão em razão do terceiro cartão amarelo. "Será mais uma decisão para o nosso time. Caso o Sérgio (Soares) precise de mim estou pronto para atuar. Quero ajudar e será muito bom retornar à Arena em uma partida tão importante para o Atlético. Contamos com o apoio do nosso torcedor", finalizou.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

É bom pra aprender

Não sou de ficar me queixando sobre transmissões de jogos pela TV. Temos narradores e comentaristas bons, médios e ruins, e isso não se muda assim tão facilmente. E tenho bastante apreço pela SporTV, acho que até fazem um trabalho bacana - apesar do visível bairrismo.
Mas ontem os caras se superaram. Além de reprisar qualquer lance de dividida para tentar provar que foi falta não marcada para o Flamengo, ainda forçaram uma barra de maneira indecente para promover um jogador do time carioca, o tal do Negueba. Porra, foi uma babação de ovo tão grande em cima desse cara que chegou a deixar os espectadores envergonhados. Até a entonação de voz do Luiz Carlos Jr. mudava quando o estreante pegava na bola. - Lá vai o Negueeeeba! E no intervalo, o ápice da palhaçada: ao invés de perguntar aos jogadores como tinha sido o primeiro tempo, os repórteres perguntaram... o que acharam do Negueba! Como diriam os Manymais: Porra, aí não dá. Aí é foda!
Ao ouvir da jovem jornalista carioca a pergunta, sobre o que ele achou do... Negueba, Paulo Baier apenas riu. E desconversou, é claro, respondendo sobre o que achou do Flamengo de maneira geral.
Mas não foi desta vez que a mídia conseguiu galgar um menino pobre do subúrbio e com nome esquisito à condição de ídolo nacional, porque o guri jogou uma bolinha mequetrefe, tentou uns chutes a gol que mandaram a bola lá pra bandeirinha de escanteio e acabou substituído.
Menas, SporTV. Menas.
Além da gana para fazer brotar do nada um novo craque, a emissora também recebeu outra dura lição. Quiseream acompanhar de perto a "estrela" Vanderlei Luxemburgo e colocaram um microfone ao lado do treinador. Mas no fim das contas tiveram que engolir, ao invés de instruções, um rosário de palavrões daqueles que obrigam a tirar as crianças da sala.
Mas, também, vai confiar num cara com uma gravata brega daquelas!

Menas, SporTV. Menas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Um tabu a menos

Paulo Baier cadenciou o jogo e marcou, de pênalti, o gol que encerrou o tabu...
... enquanto o goleirão Neto novamente garantiu o placar, numa partida perfeita.
A história dos confrontos entre os rubro-negros paranaense e carioca é bastante peculiar. Lembra aquelas rixas da turma da rua de baixo contra a molecada da rua de cima. Quando o Flamengo desce até Curitiba, apanha. E o Atlético, quando se atreve a ir até a "rua de cima", lá no Rio de Janeiro, apanha também.
Ou melhor, apanhava.
Após 14 partidas em terras cariocas, finalmente o tabu já não existe mais.
Terminou justamente nos pés do maestro Paulo Baier, que converteu uma penalidade máxima e ampliou o score que o coloca como maior artilheiro da era dos pontos corridos.
Baier foi fundamental para a vitória, sofrida como sempre neste campeonato. Se não esteve perfeito, como em outras partidas - ao contrário, errou mais passes do que costuma -, foi ele quem colocou a bola no chão, quando o time dava balões; quem cadenciou o jogo, carregando a bola sem pressa, enquanto o Atlético caía na cilada de entrar na correria.
Mas o Atlético não foi só Baier.
Foi raça e vibração.
E foi um time que soube segurar o resultado e vencer o Flamengo no Rio mesmo com tantos desfalques (o técnico Sérgio Soares não pôde contar com Rhodolfo, Chico, Branquinho e Maikon Leite).
Porque Rafael Santos foi soberbo na zaga; Federico Nieto fez um primeiro tempo perfeito no papel de pivô; Paulinho, que vem se firmando na ala esquerda, jogou demais; e Vitor foi um gigante na cabeça-de-área.
Mas ninguém foi melhor do que Neto.
Pegou tudo e mais um pouco, e aos 40 do segundo tempo ainda fez uma defesa espetacular, à queima-roupa.
Prova, a cada partida, porque é goleiro de seleção.
No final, o que sobrou é o gostinho da esperança, que ainda existe, de classificação à Libertadores.
Para manter as chances, precisa vencer o Grêmio Prudente, próximo adversário, domingo que vem, na Baixada.
Nos vemos lá!

sábado, 6 de novembro de 2010

Reencontro com o Mão de Anjo

Enviado pela Milene Szaikowski, a Mylla:
Mylla, Prof. Heriberto, Alfredo e Roberto Costa: reunião de grandes atleticanos no Círculo de História.
O encontro de ontem do Círculo foi demais, tanto que mesmo a essa hora me deu vontade de te mandar um breve relato.
Já fazia um ano que eu queria convidar o Roberto Costa para um encontro do Círculo de História Atleticana, porém estava esperando uma oportunidade em que ele viesse a Curitiba para visitar a família. Há mais ou menos um mês seu filho me avisou que ele viria para cá e desde então temos trocado e-mails combinando o dia do encontro. Ele, sempre muito atencioso, já se mostrava ansioso para reencontrar a torcida atleticana.
Roberto quando chegou fez questão de cumprimentar os presentes um a um, demonstrando todo seu carinho pela torcida atleticana. Logo em seguida, pra minha surpresa, chegou o Alfredo Gottardi Jr ,que tinha sido o convidado do último encontro. Então tivemos a oportunidade de contar com dois ilustres atleticanos nessa noite tão especial. E o mais interessante disso é que, quando Roberto chegou ao Atlético, Alfredo ainda era jogador e logo em seguida ele foi técnico de Roberto no Torneio da Morte.
No encontro Roberto lembrou-se de várias histórias de seu tempo de Atlético, exaltou e muito a vibração da torcida atleticana. E nos contou que antes mesmo de vir para o CAP encantou-se pelo Clube num jogo em que o Atlético venceu o São Paulo. Esse amor pelo Atlético ele transmitiu aos filhos e ao netinho que, segundo ele, é atleticano doente.

Uma das histórias engraçadas que ele nos contou foi a de ter dormido durante um jogo do Atlético em Ponta Grossa. Sua filha era recém-nascida, ele tinha passado noites em claro no hospital e de lá viajou direto pro jogo. Ele conta que apagou em campo, dormiu mesmo. Só se lembra de Nivaldo gritando: "Acordaaaa Roberto!"

Essa foi uma das muitas histórias que Roberto Costa contou dos seus tempos de Atlético, tempos que ele guarda com muito carinho na lembrança.

Foi uma noite incrível; poder contar com as ilustres presenças de Roberto Costa, Alfredo Gottardi Jr e prof. Heriberto. Em anexo mando uma foto da turma reunida.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A camisa do craque da 8

Foi apenas na Furacao.com que consegui ver uma imagem da camisa comemoratiova lançada ontem pelo Atlético em homenagem a Barcímio Sicupira Junior, o craque da camisa 8, maior artilheiro da história do Furacão.
Confesso que me surpreendi.
Eu imaginava que seria como a camisa que homenageou Ziquita - na verdade, parte do uniforme oficial número 2.
Mas esta não é para jogos.
Em algodão stonado, estilo retrô, traz uma imagem monocromática e a assinatura do Sicupa.
Ficou muito legal.
Mais ou menos como a coleção que a gente havia pensado para homenagear os craques atleticanos e sugeriu no começo deste ano.
Que venham outras, a seguir.
Esta, vou correndo comprar.

Só não gosto é do Palmeiras...


O Atlético venceu ontem um time do qual poucos gostam. Nem mesmo o Bruno Aleixo simpatiza com o Parmera de Felipão e do racista Danilo. Uma façanha.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Na luta, companheiros!

O povão atleticano esteve angustiado por 85 minutos...
Mas no final saiu feliz da vida da Baixada.
(Fotos Franklin de Freitas - Bem Paraná)
Cinco minutos de alegria compensam oitenta e cinco de desapontamento? Compensam, sim senhor! Pelo menos na noite desta quinta-feira, na Baixada, foi assim. O torcedor do Atlético sofreu durante quase toda a partida, o time se bateu para chegar com perigo à meta do Palmeiras e, quando chegava, o mesmo drama de sempre se repetia: um ataque inoperante que não levava perigo ao gol do goleiro Deola.
Incrível como um time precisando da vitória pode permanecer tanto tempo com o trio Netinho-Gonzales-Bruno Mineiro como a grande alternativa para balançar as redes.
Jamais seriam uma solução.
Tanto é que o gol saiu dos pés de dois jogadores que saíram do banco e entraram em campo já quase no final da partida. Marcelo armou a jogada pela direita e botou na área para o gringo Federico Nieto meter pra dentro.
Um golaço do argentino, que em vez de comemorar foi direto dar uma dura nos cornetas ali atrás do gol da Madre Maria. Certo o gringo, pois não deve ser mole para os reservas ficar ouvindo asneiras enquanto se aquecem ali naquele pedaço.

Sequência de fotos de Franklin de Freitas mostra o desabafo de Nieto após o gol.
Desabafo à parte, foi um golaço do Nieto - que demosntra ser o único centro-avante de verdade no elenco. E que, por isso, precisa ser mantido no time titular. Só após sua entrada o Atlético conseguiu reter a bola no ataque. Faz bem o pivô, e abre espaço para os meias chutarem a gol. Coisa que Bruno Mineiro não consegue fazer há meses. E nenhum outro atacante nosso, já que os demais tem a velocidade como principal característica - não são referências dentro da área.
Mas bem mesmo foi, novamente, o setor defensivo. Mesmo sem Rhodolfo, Manél, Rafael Santos, Chico e Vitor jogaram muito. Anularam o ataque do time marca-texto. Assim como os laterais Paulinho e Wagner Diniz.
Voltando ao gol do gringo. Saiu quase aos 40 do segundo tempo.
E os cinco minutos finais - e mais aguns dos acréscimos do senhor juiz, que, aliás, anulou um gol legítimo do Paulo Baier - foram de êxtase no Caldeirão do Diabo e compensaram toda aquela angústia anterior.
E o povão saiu feliz da Baixada. Afinal, ainda estamos na luta, companheiros, por uma vaga na Libertadores.
Próxima parada: Flamengo, domingo, em Volta Redonda. Vamo que dá!
Troféu
ZIQUITA
Manoel e Vitor.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Netinho e Gonzales.

Desfalques para encarar o Porco

Da Furacao.com:
Não deu para Branquinho, Rhodolfo e Élder Granja. Os três jogadores atleticanos foram vetados novamente pelo Departamento Médico rubro-negro e desfalcam a equipe que entra em campo na quinta-feira, diante do Palmeiras, na Arena da Baixada.

Durante o treinamento realizado na tarde desta terça-feira, no estádio atleticano, o lateral-direita Élder Granja participou apenas da primeira parte das atividades, mas voltou a sentiu dores e deve ceder o lugar à Wagner Diniz.

Se o técnico Sérgio Soares não poderá contar com os três importantes jogadores do elenco, pelo menos terá a presença do capitão Paulo Baier, que se recuperou de uma lesão muscular e participou normalmente dos trabalhos desta tarde. Já o paraguaio Ivan González cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo diante do tricolor paulista e também fica à disposição do treinador.

Sendo assim, com os desfalques confirmados do volante Deivid e do meia-atacante Guerrón, que receberam o terceiro cartão amarelo, o Atlético deve ir a campo com: Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Vitor, Chico, Paulo Baier e Netinho; Ivan González e Bruno Mineiro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Para Sicupa

Excelente a iniciativa do clube em lançar uma camisa oficial para homenagear Barcímio Sicupira Junior, 0 mair atrtilheiro da história do Clube Atlético Paranaense. O lançamento será na quinta-feira, na Arena Store, antes da partida contra o Palmeiras, com a presença do próprio Sicupa - uma figuraça.
De acordo com a Furacao.com, a camisa é resultado de uma parceria entre o Atlético Paranaense e a marca Original Esporte Clube, que buscam resgatar a memória de um dos maiores ídolos do clube.
Essa não é primeira vez que o clube homenageia um craque do passado com uma camisa oficial. Por ocasião dos 30 anos do histórico jogo dos 4 gols do Ziquita, o Furacão lançou no ano passado um uniforme número 2 em homenagem ao ex-camisa 9.
E que ações como essas se repitam por várias vezes.
Nada mais legal do que homenagear esses caras que fizeram a história do Atlético Paranaense.

•••
Em fevereiro deste ano, o Blog da Baixada também lançou a ideia de homenagear ídolos atleticanos com camisetas. Não oficiais, é claro, mas que trouxessem a estampa de nossos craques históricos.
A ideia não saiu do papel, por enquanto.
Mas ainda iremos mandar produzir uma meia-dúzia de camisas. Tiragem limitada, sem fins lucrativos. Só para alguns mais fanáticos torcedores.
Lógico, como não fo um designer quem fez, mas este pobre guerrilheiro, por enquanto está bastante bastante tosco. Mas já dá pra ter pelo menos uma ideia de como ficarão as camisas depois que a gente passar para alguém que manje mesmo do riscado para fazer a arte final.
Veja como ficará nossa camisa em homenagem ao Sicupira:

O aí, o que acham?
  • Para ver os outros modelos, em homenagem a Ziquita, Washington e Assis, clique aqui.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

À moda antiga


Da Gazeta do Povo:
No retorno dele ao Atlético, em julho, não foram poucos os que comentaram: “Valmor Zimer­­mann? Mas ele não está meio ultrapassado?”. A recuperação do Furacão no Brasileiro pós-Copa do Mundo responde. E o dirigente, hoje, diante deste tipo de observação, elimina qualquer dúvida: “Eu sou mesmo um cartola à moda antiga”.

Autoavaliação que, inclusive, enfeita a antessala do apartamento de Zimermann, em Curitiba. Entre as camisas do Rubro-Negro e do Brasil – ambas autografadas – está um desenho do dono da casa encarnando o Cartolinha, ex-mascote atleticano. Ao lado, uma foto registra cena idêntica: o então presidente do clube veste fraque, cartola e a faixa de campeão paranaense de 1988.
“Seu” Valmor, como é comumente chamado no CT do Caju, é do tempo em que se levava boleiro para jantar logo após as partidas. De quando meter a mão no bolso para quitar as contas atrasadas era tormento rotineiro – práticas impensáveis atualmente. “Hoje são outros tempos, mudou muito. Mas posso dizer que eu consegui me adaptar bem”, diz o empresário, 67 anos, natural de Xanxerê, em Santa Catarina.
Companheiro de dia a dia no Atlético, o gerente de futebol Oci­­mar Bolicenho indica o motivo provável do sucesso do colega. “Ele tem um carisma positivo espetacular. Todos têm a mesma opinião sobre o Valmor. E isso su­­pera qualquer possível falta de atualização. O que nem é o caso”.
A relação de Zimermann com o Furacão começou pelas ondas do rádio, ainda em Francisco Beltrão, onde morou. “Eu e alguns amigos acabamos escolhendo o Atlético, sem muita explicação”.
Já em Curitiba, a paixão alcançou as arquibancadas e, em 1973, tornou-se ainda mais próxima. “Li em um jornal que o clube não havia treinado por não ter uniformes limpos. Decidi contribuir”.
Dessa preocupação nasceu a Retaguarda Atleticana – aliás, o nome do grupo diz muito sobre o seu criador, sempre atuante nos bastidores, despido de vaidade. “No início, nós ajudávamos financeiramente. Depois, fomos, naturalmente, nos tornando diretores”. Participaram também Valdo Zanetti, Samir Lobato Machado, Celso Gusso, Airton Galina e al­­guém que, anos mais tarde, revolucionaria o Furacão: Mário Celso Petraglia.
“Eu trouxe o Mário para dentro do Atlético, como diretor financeiro, em 1984”, lembra Zimer­­mann. A essa altura, ele sentava na cadeira de presidente, função que ocupou até 85 e voltou a exercer no biênio 87/88. Período de dois títulos estaduais e, especialmente, saneamento nas contas. “Posso dizer que nunca deixei faltar nada ou atrasar salários”.
Jogador da época, o agora procurador Carlinhos Sabiá confirma: “Eu tive diversas passagens pelo clube e não era brincadeira. Posso dizer que somente no tempo do Seu Valmor nós recebíamos normalmente. Tenho muito carinho por ele, é um amigo sensacional”.
Do ex-ponta-direita, Zimer­­mann lembra da final com o Pi­­nheiros em 88. Bastava Carlinhos acertar o pênalti para o caneco ir rumo à Baixada. Não foi o que aconteceu, e o jogador deixou o gramado do Pinheirão chorando copiosamente. “Eu o levei para jan­­tar em um hotel na Boca Mal­­dita e falei ‘você é o nosso craque, vai ser decisivo’”. No terceiro confronto, Carlinhos passou para Manguinha anotar o gol da conquista rubro-negra.
Depois da segunda presidência, ele tentou livrar-se dos problemas do Atlético, aparentemente infindáveis. Chegou a raspar o bigode na tentativa de ficar “irreconhecível”. Em vão. Na metade da década de 90, mesmo sem a marca-registrada, participou das obras da reinauguração do Joaquim Américo e, mais tarde, compôs o colegiado responsável por tocar o Furacão. Em 2001, no título nacional, marcou presença como supervisor da bola.
Um ano depois veio o afastamento da diretoria em virtude de um câncer no estômago. En­­tretanto, o contato como torcedor permaneceu e foi fundamental para um novo retorno, nesta temporada. “Eu via todo ano o time brigando para não ser rebaixado, isso me deixava agoniado. Até que recebi o convite em um jantar, tinha tomado vinho demais e acabei aceitando”, revela, rindo.
Porém, desta vez, ele garante que encerra sua participação. Quer dedicar-se mais à família e à pescaria, seu grande hobby. A ajuda na montagem da equipe que se recuperou na competição, além dos ajustes para 2011, serão as últimas lembranças. “Eu gostaria de entrar para a história como um cara sincero, que fala o que pensa, na frente das pessoas. O que eu me dispus a fazer, eu fiz. Nada de excepcional”.