quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Atlético e o Rei

Neste sábado, Pelé completa 70 anos. O Atlético teve o Rei como adversário em três oportunidades. E diante do maior jogador de todos os tempos, podemos dizer que o Furacão obteve retrospecto razoável.

Vencemos uma e perdemos duas. Mas podemos nos orgulhar de termos sofrido apenas um gol do Negrão. Graças a Wanderley, Gainete, Hermes, Gibi, Alfredo, Júlio, Di e Ladinho, a rapaziada que segurou as pontas da nossa defensiva.

O primeiro encontro deixou Curitiba frenética -- normal, em se tratando do Santos dos anos 60/70. O que dizer então da presença de Pelé na cidade meses depois da conquista do memorável tricampeonato no México? De quebra, os paulistas trouxeram o capita Carlos Alberto e Clodoaldo, outros bambas da seleção.

Agora, peraí! Naquele ano, o Rubro-Negro também ostentava um esquadrão. Entre outros, formavam o nosso escrete Alfredo, o herdeiro de Caju; Julio, o Deus da Raça; a bigodeira atômica Barcímio Sicupira; comandados por Djalma Santos, o Extra-Classe. Com um detalhe, ou melhor, uma arma secreta que fez toda a diferença.

Envergando a Rubro-Negra, Dorval. Ele mesmo. Aquele que formou ao lado de Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe a linha de frente mais sinistra desde o Big Bang. Íntimo dos oponentes, foi ele o marcador do gol da vitória atleticana, naquela tarde inesquecível no então Belford Duarte: 1 a 0, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

O Trétis de 70. Dorval é o primeiro à esquerda, agachado

Três anos depois, em 73, mais dois compromissos com o Camisa 10. E aí, nada de boas lembranças. Em novembro, os santistas sapecaram 2 a 0 na Vila Belmiro. Pelé ficou só na vontade. Dois meses mais tarde, tivemos a chance de revanche.

Disputar três partidas e não ser vazado pelo Rei seria demais. Mas foi por pouco. Restavam apenas cinco minutos para o encerramento do embate, novamente no Belford Duarte. Placar zerado. Eis que entramos para a contagem dos 1000 gols.

O Rei antes de marcar contra o Furacão.

O bandeirinha apontou tiro de meta. Porém, o estrela Arnaldo Cézar Coelho inventou uma providencial falta lateral para os forasteiros. Lançamento na zona do agrião, Ladinho não desviou o suficiente e a bola procurou Pelé. Livre, a Majestade aprumou o penteado clássico nela e fim de papo: 1 a 0 para o Peixe.

EM NOME DOS ATLETICANOS... PARABÉNS, PELÉ!

12 comentários:

Mylla disse...

No encontro passado o Alfredo Gottardi contou histórias muito legais de como era marcar o Pelé.

http://circuloatleticano.wordpress.com/2010/09/27/alfredo-conta-sobre-como-era-marcar-pele/

Anônimo disse...

bigodeira atômica.... kkkkkkk

Vitor disse...

Parabéns ao Guerrilheiro, que, como poucos, domina a arte de escrever sobre a bola e o nosso Atlético!

Anônimo disse...

que é isso guerrilheiro, chamar o nosso furacao de tretis....é assim que os porcos verdes nos chamam. Foi o unico senao do post

Espírito Atleticano disse...

O Santos de Pelé foi disparado o melhor time do Mundo. Para ver o quanto a maioria dos torcedores são sábias, em 66 bastaria ter dado o credencial de seleção brasileira àquele esquadrão, como o povo clamava, que teria trazido o Jules Rimet em vez daquele fiasco que fizemos.

CAVEIRAHHH DE TOLEDO-PR disse...

PELÉ RECONHECEU A FILHA?

O HOMEM SE TIVER UMA FILHA NEM QUE SEJA COM UM PROSTITUTA TEM QUE ASSUMIR NEGÃO!

E OS NETOS DA SANDRA QUE CHEGARAM A JOGAR NO CAP, TEM O CARINHO DO VÔ?

ELE CRITICA O MARADONA PELAS SUAS LOUCURAS, MAS NÃO FALA NADA DAS SUAS PRESEPADAS.

MAS FUTEBOLISTICAMENTE FALANDO PELÉ FOI O MAIOR. SEM DÚVIDAS.

COMPARAR PELÉ A MARADONA É O MESMO QUE COMPARAR O ATLÉTICO COM O TIME VERDE DA SEGUNDA DIVISÃO. A DIFERENÇA É ENORME.

Anônimo disse...

Parabéns, Guerrilha. Só aqui encontramos esse resgate histórico do nosso Furacão. E muito bem feito.

Anônimo Revoltado disse...

CAVEIRAHHH ANALFABETO, PARE DE FALAR ASNEIRAS. ESTÁ COM INVEJA, BASTARDO?

Tiago disse...

Cacete, mas este Caveira não tem um comentário em que ele não destile o veneno ( ou seria o cálcio...) aqui no blog. Cara, não estamos falando da vida pessoal do Pelé, mesmo porque é um problema apenas dele, e sim do legado como atleta que ele deixou de exemplo aos demais praticantes de qualquer esporte.

Anônimo disse...

CAVEIRAHHH, ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO ASSUME A SUA MULHER, JÁ QUE CERTA VEZ DECLAROU AQUI NO BLOG QUE O ATLÉTICO ERA MAIS IMPORTANTE DO QUE ELA. PARE DE FALAR O QUE OS OUTROS DEVEM FAZER E COMECE A OLHAR PRO SEU OSSUDO RABINHO.

Anônimo disse...

Amigos Atleticanos,
Fugindo do assunto, indago se alguém sabe quando serão realizadas as próximas eleições para nova diretoria do CAP?

R_o_n_e_i disse...

Assisti o primeiro jogo onde ganhamos por 1x0, em jogo noturno no Belfort Duarte entupido, era gente saindo pelo ladrão.
O gol do Dorval foi no início do segundo tempo lá no gol de fundos, numa falta próximo da meia-lua, lembro bem pois estava assistindo bem seguro no alambrado lá no fundão.
Apenas um reparo. O segundo jogo relatado, o 0x2, não foi na Vila Belmiro e também foi no Belfort Duarte numa quente tarde de domingo. Ali já tomamos os gols no primeiro tempo e pelo menos um foi marcado pelo Edu ponteiro esquerdo.
Nosso time jogava muito e com uma garra inigualável.