quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Facão do Guile

Pra quem não sabe, a cambalhota praticada pelo Rhodolfo na comemoração dos gols que ele marca, como aconteceu na quarta contra o Vitória, recebeu o nome de "Facão do Guile" por conta de um videogame. Guile é um personagem do Street Fight, um dos mais tradicionais arcades da década passada e que faz sucesso até hoje. E um dos principais golpes do soldado é justamente o "facão" - um mortal frontal que resulta num chute fatal para o oponente.

Este ano, já é a sexta "facãozada" de Rhodolfo, a primeira no Brasileirão.

Em entrevista ao site oficial do CAP, o zagueirão confessa que quer ser lembrado pelo "golpe" - e pelos gols que o antecedem, é claro. "É pra deixar uma marca registrada".


O "facão" original, do Guile...


E a comemoração do Rhodolfo: inspiração ou coincidência?

Ironia

Por Augusto Mafuz:
Na Arena da Baixada, Atlético 1 x Vitória 0. O placar foi simples. Mas a vitória, grandiosa.

É porque em um campeonato de vida ou morte, a único fato importante é a consequência do placar. E aí a equação dos números é a de que o Atlético não saiu de campo com apenas um a zero, mas com 41 pontos ganhos, e entre os primeiros.

Foi um jogo esquisito, porque acabou sendo marcado por uma ironia: Carpegiani, com sua audácia ofensiva (já não sei se é bom ou é se ruim), mandou o Atlético para campo com apenas Chico na contenção, empurrando Baier, Branquinho, Guerrón, Bruno Mineiro e Maikon Leite para o ataque.

Foi um massacre tático, que provou que os gols não são produzidos apenas por um esquema ofensivo. O mais importante é a qualidade do jogador na decisão. E aí Bruno Mineiro está se revelando um perdedor nato.

A ironia foi que o Atlético jogou com time ofensivo, mas a vitória veio da velha convenção: Baier cobrou uma falta para alguém cabecear. Desta vez, ou outra vez, foi Rhodolfo. Pode parecer contradição, mas o um a zero foi uma vitória folgada. Neto, um dos goleiros da Seleção Brasileira, não foi obrigado a fazer uma única defesa.

Foi uma vitória tão irônica que poucas vezes se viu no futebol um time se conformar com os gols perdidos. O melhor em campo foi o equatoriano Guerrón. Perdeu o medo de jogar na Baixada.

Custou 1 milhão de euros. Com o gol contra o Botafogo e a atuação de ontem, já pagou 200 mil.

Carpegiani saiu devendo uma solução para o número 9. Vai chegar um momento em que os gols perdidos por Bruno Mineiro vão fazer falta.

Na base do facão

Rhodolfo marcou o gol da vitória e comemorou com o tradicional "Facão do Guile"
Da Furacao.com:
O placar foi magro, mas a dimensão dos três pontos conquistados na noite desta quarta-feira é enorme. Com o triunfo por 1 a 0 diante do Vitória, na Arena da Baixada, o Furacão chegou aos 41 pontos, conquistou a quinta colocação no Campeonato Brasileiro e segue na luta por uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem.

Noite agradável em Curitiba, clima ameno e bom público no estádio. Ingredientes que indicavam um bom jogo entre Atlético e Vitória. E, de fato, foi um jogo bastante movimentado, com inúmeras chances criadas pelo Furacão, porém, o placar não foi maior porque o time esbarrou na falta de qualidade na hora do último toque. Faltou um finalizador para transformar as jogadas de Paulo Baier, Branquinho e Guerrón em gols para o Furacão.

O primeiro tempo começou com maior posse de bola para o Atlético e as tramas de ataque começaram a funcionar pelo lado direito, com Élder Granja e Guerrón. O meia equatoriano criou pelo menos três chances claras de gols, que foram desperdiçadas primeiro por Rhodolfo, que furou o chute dentro da área e depois por Bruno Mineiro (duas vezes), que não aproveitou dois cruzamentos primorosos do “El Dinamita”.

Quando a torcida começava a ficar impaciente com os gols perdidos do Rubro-Negro paranaense, eis que Rhodolfo se redime do gol perdido anteriormente e abre o placar para o Furacão. Aos 36 minutos, Paulo Baier – sempre ele – alçou bola na área em cobrança de falta e o zagueiro cabeceou livre, no canto esquerdo do goleiro Lee. Festa na Baixada e Furacão na frente!

O segundo tempo começou da mesma maneira como o primeiro acabou, com o Furacão pressionando e esbarrando na noite desastrosa do atacante Bruno Mineiro. Maikon Leite, em seu único lance mais lúcido na partida, fez ótimo cruzamento e Bruno, já na pequena área e de frente para o gol, cabeceou mal e a bola foi torta para a linha de fundo. Mais uma oportunidade claríssima de gol desperdiçada pelo centroavante.

Porém, o lance que definitivamente esgotou a paciência da torcida aconteceu aos 10 minutos. Guerrón fez ótima jogada pela direita e cruzou rasteiro para Bruno Mineiro que perdeu um gol incrível cara a cara com o goleiro do Vitória.

Esses dois lances de perigo parecem terem acordado o time do Vitória, que avançou a marcação e passou a ter mais posse de bola quando o meia Thiago Humberto e o atacante Kléber Pereira entraram na partida, aos 16 minutos da etapa final. O time baiano pressionou em busca do empate, mas Rhodolfo, esse sim inspirado, não perdeu uma jogada e inibiu qualquer chance mais perigosa do adversário.

O jogo prosseguiu com o Furacão apostando nos contra-ataques puxados por Branquinho e Ivan González (que entrou no lugar do capitão Paulo Baier), mas a linha ofensiva atleticana não viveu uma noite feliz e o jogo terminou com o suado placar de 1 a 0.

O próximo compromisso do Atlético é contra um concorrente direto pela briga por uma das vagas no G3, que dá direito a participar da Copa Libertadores em 2011. No sábado o Furacão vai até Sete Lagoas (MG) e enfrenta o Cruzeiro, que atualmente ocupa a 3ª colocação no Campeonato Brasileiro, com 47 pontos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Josete embaçou

O pedido de urgência para votação do projeto de Lei que autoriza a transferência do potencial construtivo para conclusão do estádio da Arena foi retirado de pauta.

A bancada de apoio ao prefeito havia argumentado que a votação urgente seria necessária para não atrasar o cronograma das obras no estádio do Atlético. Mas a vereadora Professora Josete (PT) reclamou dizendo que a maior parte dos vereadores ainda não havia recebido todas as informações a respeito da legalidade do projeto.

Ora, até os postes de iluminação da Rua XV já sabem de cabo a rabo como é que funciona a transação com os papéis de potencial construtivo. Se qualquer leigo já assimilou, era de se esperar que os doutos vereadores pagos pelo povo, como a dotôra Josete, estivessem um pouvo melhor informados.

Talvez em um ou dois anos a Josete consiga assimilar como funciona uma negociação com potencial construtivo.

Rumo ao topo

Hoje é dia de Baixada, negada! E de sair mais cedo do trampo, porque o jogo começa às 19h30 e é preciso encarar o rush curitibano para chegar ao santuário rubro-negro.
Uma vitória sobre o Vitória significa manter viva a chance de classificação à Libertadores. Como o Santos perdeu ontem, pelo menos um adversário o Furacão ultrapassará na "táubua de classificação" e se aproximará ainda mais do topo. Com sorte, pode chegar até à quarta colocação.
Sinto que bons ventos soprarão para os lados da Arena hoje.

Urgência para o potencial

A Câmara Municipal de Curitiba está votando na sessão desta manhã requerimento que autoriza o Legislativo a analisar em regime de urgência o projeto de lei que autoriza a transferência de potencial construtivo para a conclusão da Baixada nos padrões Fifa para sediar a Copa do Mundo de 2014. A aprovação do requerimento agilizará o processo, pois a matéria não precisará passar por comissões diversas, indo diretamente a plenário.
A solução encontrada para resolver a questão foi aprovada tanto pela prefeitura da capital quanto pelo governo do estado, incluindo aí suas procuradorias, que deram garantias de que o processo envolvendo potencial construtivo e empréstimo do FDE é perfeitamente legal.
Mas, no legislativo, vocês sabem como é.
Há uma pressão grande, da parte dos coxas, sobre vereadores e deputados. Sem falar que tem muito vereador e deputado coxa-branca a fim de melar geral o negócio.
Vamos ficar de olho e ver como se comportam os parlamentares. Até porque, como a solução já está acordada entre todas as partes e avalizada pela CBF e pela Fifa, tirar a Copa da Baixada nesta altura do campeonato significa excluir Curitiba do Mundial e impedir o aporte de milhões de reais em investimentos na cidade.
E o vereador ou o deputado que colaborar para isso ficará marcado para sempre.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Arena: o projeto final

Da Gazeta do Povo:

Na terça-feira (28), o Conselho Deliberativo do Atlético terá uma reunião extraordinária para apresentação do Termo de Convênio firmado em 20 de setembro de 2010 pelo estado e prefeitura e Atlético de conclusão da Arena para receber jogos da Copa do Mundo de 2014.

Ainda no encontro, Carlos Arcos, arquiteto responsável pelo projeto de adequação do estádio Rubro-Negro ao caderno de encargos da Fifa, vai expor as principais modificações antes do início das obras – prevista para começar em 2011. “Vamos detalhar o projeto aos conselheiros. Mostrar o mesmo projeto que foi enviado e aprovado pela Fifa”, explica o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Gláucio Geara.

Dentre as novidades que serão apresentadas estão o fim do alambrado e fosso, novas áreas de acesso e saída do estádio e alteração dos vestiários e zonas mistas.

O dirigente explicou que não será discutido na reunião o orçamento das obras e o local onde o Atlético mandará seus jogos enquanto a Arena estiver fechada para as reformas. “Quanto ao local onde mandaremos nossos jogos, isso é uma negociação que está sendo conduzida pelo Conselho Administrativo, presidido por Marcos Malucelli, que tem autonomia para isso”, lembra Geara.

Nos bastidores, a diretoria do Furacão negocia a Vila Olímpica do Boqueirão e Vila Capanema, estádios do Paraná Clube, para levar os jogos do Atlético, a partir do segundo semestre de 2011.

Fase

Filosofia do Peçanha:
"Quando a fase está boa, até empate fora de casa se torna mau resultado".

domingo, 26 de setembro de 2010

Faltou ataque, mas a raça garantiu o empate

Guerrón desencantou e comemorou com a galera rubro-negra no Engenhão.
Comemoremos, pois foi um pontinho sofrido, suado, conquistado na base da raça.
Se no primeiro tempo o Atlético não esteve bem, e levou um gol, no segundo tempo a torcida presente ao Engenhão assistiu ao Furacão mandar no jogo, comandado por Paulo Baier e principalmente por Branquinho - que desta vez roubou a vareta e foi o maestro em campo.
E assim o Rubro-Negro pressionou o Botafogo, encurralou-o, e defendeu-se bem dos contragolpes da estrela solitária.
Mas o gol não vinha.
Uma, duas, três chances desperdiçadas. Bruno Mineiro, Maikon Leite e Thiago Santos, que o substituiu, perderam chances claras. E a derrota parecia iminente e lamentável.
Mas o Furacão não desistiu, e seguiu no cangote do adversário. Até que, aos 45 do segundo, brilhou outra estrela, a de Guerrón. Branquinho roubou a bola na intermediária e lançou na medida o equatoriano, que na velocidade "passou por cima" do zagueiro adversário e, finalmente, desencantou: bateu forte de perna direita, na gaveta, um golaço.
Não fosse a inoperância do ataque, o Atlético poderia ter saído de campo com a vitória.
Mas o empate, dadas as ciscunstâncias da partida e à tabela de classificação, foi um bom resultado. E mantém o Furacão vivo nma luta pela Libertadores.
Agora voltamos à Baixada para enfrentar, na quarta-feira, o Vitória.
Troféu

ZIQUITA
Branquinho e Guerrón.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Aos atacantes Bruno Mineiro e Thiago Santos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Resiste a tudo



As imagens são das carteirinhas do sócio atleticano Rodolfo Amend em 1967, 1970 e 1982.
Um período duríssimo para o time. A falta de títulos era diretamente proporcional à falta de recursos.
Mas a paixão por esse time, meus caros, supera tudo. Não tem fim.
As fotos foram enviadas ao blog pela filha de Rodolfo, Chris Cruz. Hoje, aos 74 anos e com problemas de saúde, Rodolfo não pode mais ser sócio.
Mas a parte dele ele já fez.
Faça a sua você também.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A frase

"Quando as ilusões cansam e vão embora, quando não há mais esperanças, sempre resta um chute de Paulo Baier."
Do jornalista Augusto Mafuz

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Guerrón também é convocado para a seleção. Equatoriana, é claro

Meus amigos, esta quinta-feira foi mesmo um dia especial para o Atlético. Depois de curtir uma suada vitória contra os gaudérios colorados, conquistada na base do suor e da raça, dois jogadores do clube foram convocados para defender as seleções nacionais de seus países.
Além de Neto, chamado por Mano Menezes, Guerrón foi convocado para defender a seleção equatoriana para dois amistosos, contra a Colômbia e a Polônia, nos dias 8 e 12 de outubro, em Nova Jersey e Montreal, respectivamente.
Uma ótima notícia essa do Guerrón.
Sua presença na seleção nacional pode representar o incentivo que faltava para que ele deslanche de vez e volte a apresentar aquela mesma bola que mostrou na LDU, em 2008.
Além disso, dois selecionáveis no elenco não é pra qualquer um não.
Parece que os bons tempos, aos poucos, estão voltando à Baixada.
Oxalá.

Seguindo os passos da Majestade do Arco

Não recorri aos alfarrábios, apenas à velha memória de um cansado guerrilheiro.
E, se ela não me trai, Neto é apenas o segundo goleiro atleticano em toda a história a ser convocado para a seleção brasileira. Antes dele, apenas Caju, a Majestade do Arco.
Roberto Costa, o Bola de Ouro, foi convocado em 1984, mas já não estava mais no CAP - havia sido negociado com o Vasco.
Assim, o jovem Neto já gravou definitivamente seu nome na história do Clube Atlético Paranaense.
E que a passagem pela seleção signifique apenas o início de uma carreira brilhante no Furacão. Como foi a de Caju.

Hey, tchê!


Uma homenagem dos amigos do Blog da Baixada aos colorados gaúchos. Enviado, é claro, pelo Peçanha.

Que Lula, que nada

Quase 20 mil atleticanos assistiram à vitória sobre o Inter.
(Foto: Franklin de Freitas/Bem Paraná)

Tinha comício do Lula na cidade. Mas o povão não quis nem saber. Preferiu ver o Furacão.

Neto é seleção!

Da Furacao.com:

O goleiro Neto, do Atlético, foi convocado nesta quinta-feira para a Seleção Brasileira. Ele fez parte da relação de 23 jogadores chamados para amistosos em outubro.

Neto tem 21 anos e é natural de Araxá, Minas Gerais. Começou a carreira no Cruzeiro, aos 13 anos, mas chegou ao Atlético ainda na categoria infantil, em 2003. Passou por todas as categorias de base até ser promovido ao time profissional do Furacão, em maio de 2009. Sua estreia foi contra o Grêmio Barueri, no Brasileirão 2009.

No início desta temporada, assumiu o posto de titular e começou a se destacar. Na primeira convocação de Mano Menezes, seu nome já era cotado. Porém, o treinador resolveu apostar em Renan, do Avaí. Na época, o time catarinense fazia uma campanha melhor no Brasileiro, o que pesou na decisão de Mano.

A recuperação do Rubro-Negro na competição colaborou para que Neto ficasse em evidência. Mano convocou outros dois goleiros, mais experientes: Victor, do Grêmio, e Jefferson, do Botafogo. Ambos já haviam sido chamados anteriormente. Neto tem idade para disputar as Olimpíadas de 2012.

Confira a lista completa dos convocados:

Goleiros
Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Mariano (Fluminense)
André Santos (Fenerbahçe)
Adriano Correia (Barcelona)

Zagueiros
David Luiz (Sporting)
Alex (Chelsea)
Thiago Silva (Milan)
Rever (Atlético Mineiro)

Volantes
Lucas (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Elias (Corinthians)

Meias
Carlos Eduardo (Rubin Kazam)
Philippe Coutinho (Inter de Milão)
Wesley (Werder Bremen)
Giuliano (Internacional)

Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
Robinho (Milan)
André (Dinamo de Kiev)
Nilmar (Villarreal)

Furacão quase lá

Da Furacao.com:
O G4 encolheu e agora é G3. Mas o Furacão provou, na noite desta quarta-feira, que a classificação para a Taça Libertadores de 2011 é possível. Na Arena da Baixada, o Atlético fez 1 a 0 no Internacional, atual campeão da competição continental e que disputará o Mundial de Clubes em dezembro.

O meia Paulo Baier cobrou falta com perfeição e garantiu os três pontos para o Rubro-Negro, que sobe na tabela. Agora é o sexto colocado com 37 pontos em 24 jogos.

O técnico Paulo César Carpegiani, que teve todos os jogadores titulares à disposição, armou a equipe no tradicional 4-4-2 com Branquinho e Paulo Baier no meio. E foi deste a primeira chance do Rubro-Negro no jogo. Ele cobrou falta para a área e o goleiro Pato Abbondanzieri fez a defesa.

No primeiro tempo, prevaleceu a disputa no meio-campo, com pouco trabalho para os goleiros. A partir dos 38 minutos, porém, o jogo pegou fogo. Primeiro o Inter assustou com Tinga. Após cruzamento de Kléber, o volante bateu com categoria e acertou a trave de Neto, que só ficou olhando a zaga afastar.

A resposta veio em grande estilo. Falta para Paulo Baier na entrada da área é sinônimo de gol. Aos 43, ele cobrou com categoria, por cima da barreira colorada, e a bola entrou, sem chance para Pato Abbondanzieri - 1 a 0 para o Furacão na etapa inicial.

Esquentou

O segundo tempo começou com tudo. E o Internacional teve duas chances com D'Alessandro. Logo com um minuto, o argentino cobrou falta e obrigou o Neto a fazer bela defesa. Aos nove, em outra bola parada, ele jogou direto pela linha de fundo.

Aos 13, o Rubro-Negro quase ampliou. Maikon Leite recebeu do lateral-esquerda Paulinho, driblou o adversário e chutou para a defesa de Abbondanzieri. Na sequência, Baier bateu falta e o goleiro fez outra defesa. O técnico Celso Roth sentiu o bom momento atleticano e trocou o meia Giuliano pelo atacante Ilan, que defendeu o Rubro-Negro entre 2001 e 2004.

A substituição surtiu efeito e, aos 20 minutos, o Colorado obrigou Neto a trabalhar. Leandro Damião chutou no canto e o goleiro teve de pular para evitar o gol de empate.

Os dois treinadores mudaram duas vezes cada, mas o panorama do jogo não se alterou. O Inter pressionava; e o Atlético buscava o segundo gol nos contra-ataques. Em um deles, o equatoriano Guerrón cruzou para Maikon Leite, que se adiantou ao adversário, mas bateu por cima do gol. Foi a última chance clara de gol. E depois de cinco minutos de acréscimos, a torcida atleticana soltou o grito de "Libertadores".

Na próxima rodada, o Furacão enfrenta o Botafogo no estádio do Engenhão. A partida está marcada para 16h de domingo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sem fronteiras

A surpresa de segunda: Marco Luque saca uma camisa do Furacão durante o CQC.
Primeiro foi o rapper Mano Brown, vocalista dos Racionais MC's, que apareceu na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, elegantemente trajando a camisa do Furacão.
Agora foi a vez do ator e humorista Marco Luque. Na noite desta segunda-feira, durante o encerramento do CQC, Luque mandou ver e agitou uma peita rubro-negra em cadeia nacional na Band.
É o Furacão sem fronteiras, conquistando cada vez mais torcedores e admiradores, famosos e anônimos, Brasil afora.

Uma grande vitória nossa

Quando este blog foi criado, em 2007, as discussões acerca do estádio curitibano que sediaria a Copa do Mundo estavam em seu auge. A batalha era desleal. Suja. Nefasta. O Atlético, dono do estádio mais moderno do país à época, ofereceu a Baixada para receber os jogos do Mundial - afinal, o estádio do Furacão já havia sido projetado com esse intuito. Mas, do outro lado do front, Giovani Gionédis, Professor Miranda e Onaireves Moura se uniam a integrantes do poder público que utilizavam-se de seus cargos para tentar tirar a Copa da Arena e, com isso, tentar convencer o então governador Roberto Requião a autorizar a construção de um elefante branco de 600 milhões de reais.
Até vídeo pirata no maior estilo Al Qaeda foi divulgado. O horror.
Mas, aos poucos, as mentiras foram sendo descobertas e as mutretas denunciadas, muito por conta do olho vivo do indignado povão atleticano.
E o Blog da Baixada não poderia ter deixado de participar, botando a boca no trombone para também tentar alertar à imprensa e as autoridades.
Relembre um pouquinho da história:
É só um aperitivo. Quem tiver paciência pode procurar mais na busca aí ao lado.
O fato é que a solenidade de ontem, para a assinatura do convênio que garante as obras para finalização da Baixada no padrão Fifa, foi o capítulo final de uma grande vitória nossa. De Petraglia, de Fleury, de Malucelli, de Geara, de Fornéa.
Mas, acima de tudo, uma grande vitória de todos nós.

Com a bênção de Joaquim Américo

Clotilde Guimarães, ao lado de João Cláudio Derosso e Gláucio Geara:
neta de Joaquim Américo
participou de dia histórico na Baixada.
Em um dia importante na história do Clube Atlético Paranaense, o governo do estado e a Prefeitura de Curitiba assinaram nesta segunda-feira o convênio financeiro para as obras de conclusão da Baixada nos padrões Fifa para a Copa 2014. Além de cartolas e políticos de todas as esferas e espécies, uma elegante senhora chamou a atenção na solenidade, realizada nas dependências do estádio Joaquim Américo. Era Clotilde Guimarães, neta do próprio Joaquim, fundador do Internacional Foot-Ball Club - que deu origem ao Atlético - e idealizador da primeira praça esportiva do Paraná. "É a realização de um grande sonho. A história do estádio começou com o meu avô doando o terreno e aqui vi meu pai e meus tios atuando. A vinda da Copa para a Arena é um sonho realizado. Tenho certeza que meu avô, se estivesse vivo, ficaria muito satisfeito com essa grande conquista", disse.
Um dia histórico, abrilhantado ainda mais com tão ilustre presença.
Com a bênção da família Guimarães, a Copa será na Baixada e ninguém tasca.
Leia mais:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Somos todos atleticanos

Sou crítico contumaz do excesso de regras que estão impondo aos frequentadores dos estádios de futebol. Não poder beber uma cervejinha é uma aberração. A barbárie do Pinga-Mijo, por exemplo, aconteceu com esta proibição inútil já em vigor. Na Baixada, as regras são ainda mais chatas. O torcedor não pode entrar com sua bandeira, por exemplo. Nem com um guarda-chuva, mesmo se estiver caindo o maior toró e a cadeira do sócio for daquelas próximas ao gramado, onde qualquer vento faz com que ele se molhe por completo. Já estão querendo também - oh, céus - proibir os torcedores de ficar em pé - mas isso eu vou abordar em outro post.
Se bem que nem todas estas regras e proibições valem para todos os atleticanos que frequentam a Baixada, sócios ou não. Ocorre que as torcidas organizadas podem entrar com bandeiras e faixas. Mas, então, porque os outros torcedores não podem? São igualmente atleticanos e também querem demonstrar sua paixão pelo Furacão. E, o que é pior, as bandeiras barradas nas catracas são dezenas de vezes menores que as das TOs, e sem mastro. Uma incoerência tremenda, portanto.
Mas todo esse prólogo é para chegar no episódio ocorrido na sexta-feira à noite, no Prajá - o tradicional bar anexo à Baixada, na Buenos Aires.
Como se sabe, uma festa da Ultras acabou em confusão e quebra-quebra por conta de um conflito com a outra organizada do Atlético, a Fanáticos.
Um acontecimento estarrecedor. Idiota mesmo. Uma situação que não pode se repetir jamais, em hipótese alguma.
Não sou totalmente contra as TOs, mas há que se colocar limites.
Lembro-me quando a administração Petraglia, que nunca permitiu a entrada de bandeiras nas arquibancadas, num surpreendente acordo com a Fanáticos aceitou que integrantes da torcida entrassem em campo, junto com o time, carregando duas ou três bandeiras com mastro e tudo. Na primeira vez que vi isso acontecer, pensei no ato: "Vai dar merda!". E não deu outra. Um dos "organizados" foi agitar a bandeira perto do adversário e em seguida a pousou no chão, provocativamente, perto do jogador - que se não me engano era o goleiro Flávio, na ocasião defendendo o Paraná. Ato contínuo o atleta pisou na bandeira e o valentão da organizada partiu pra cima dele. Atitude que obrigou a diretoria do clube a rever, de imediato, aquele "benefício" dado à facção.
Volto ao ocorrido na sexta-feira para alertar a atual diretoria que precisa tomar alguma atitude. Se não punitiva, no mínimo corretiva. Afinal, a administração Malucelli-Geara tem sido demasiadamente generosa com as organizadas e por vezes rigoroso com o torcedor comum, mesmo com os sócios.
Não basta penas reforçar o contingente de segurança nas arquibancadas. É preciso deixar claro às organizadas que precisam seguir algumas regras de civilidade, se não quiserem ser de fato punidas com suspensão ou a proibição da entrada de seus materiais no estádio. Há que se impor limites. Antes que sobre para próprio clube e para os seus sócios.
Além, disso, é de se esperar que as próprias organizadas, se não quiserem ser extintas de vez, passem a andar na linha e expulsem os marginais. E que seus líderes não dêem mau exemplo, como ocorreu na sexta-feira. Esse tipo de atitude pode ganhar proporções que nem eles mesmos imaginam. Depois, não adianta dizer que é impossível controlar a massa enfurecida. Afinal, as atitudes desses líderes, tanto as bacanas e meritosas quanto as imbecis e irresponsáveis, são replicadas por seus seguidores.
E, por fim, é hora de tratar os atleticanos igualitariamente. As regras não podem valer apenas para alguns.
Se os Fanáticos e a Ultras podem entrar com bandeiras, que liberem o resto do povão para fazer o mesmo.
Somos todos atleticanos, afinal.

Bandeirinhas: cada torcedor deveria poder entrar com a sua, e não somente os Fanáticos.

Carpa quer Rhodolfo na seleção

Da Gazeta do Povo:

Seguro na bola aérea, limpo nos desarmes e líder absoluto da defesa atleticana. O zagueiro Rhodolfo é um dos principais personagens da reação rubro-negra no Brasileiro. Aos 24 anos, ele só recebe elogios do técnico Paulo César Carpegiani, que quer o defensor na seleção brasileira – até hoje, o jogador teve apenas uma convocação para a seleção pré-olímpica, no fim de 2007.

“O Rhodolfo está sendo excepcional. Vem tendo um desempenho excelente e é um jogador do nível da seleção brasileira”, elogiou o treinador, logo após a vitória sobre o Atlético-GO, por 2 a 1, no sábado, dando uma dica ao colega Mano Menezes.

A subida de produção do Rubro-Negro no Brasileiro – nos últimos 29 dias perdeu apenas um de nove jogos – está baseada também na segurança defensiva. No período, apenas seis bolas balançaram a rede do goleiro Neto.

Mesmo assim, Carpegiani não está totalmente satisfeito com o desempenho da retaguarda. Dizendo-se perfeccionista, o técnico ficou incomodado com alguns lances que resultaram em gols adversários.

“Tem de sempre ficar muito atento. Se não tiver um adversário na frente, deve estar nas costas. A zaga é a porta da nossa casa e não podemos dar a chave para ninguém. Ter de ter um cuidado maior”, alerta o treinador.

O recado é assimilado pelos defensores. Atualmente, a dupla titular é formada por Rhodolfo e Manoel, mas Leandro atuou em Goiânia por causa da suspensão do segundo. Diante do Internacional, quarta-feira, na Arena, o setor deve ter novamente os dois donos das posições.

“Nosso time está com o entrosamento muito bom. Um erro ou outro é normal às vezes. Mas a gente tem acertado muito mais do que errado”, avalia Rhodolfo, capitão do time na ausência de Paulo Baier, outro que cumpriu suspensão diante do Dragão.

No elenco profissional da Baixada desde 2007, Rhodolfo é o jogador da atual equipe que está há mais tempo no clube. Se contar o tempo de base, já se vão oito anos de CT do Caju. Período no qual vivenciou dramáticas lutas contra o rebaixamento e participou como titular da conquista do Paranaense do ano passado. Agora ele quer mais e vê nas recentes vitórias fora de casa o diferencial. “Equipe que quer subir no campeonato tem de ganhar fora. E nós já estamos aí na quarta vitória”, aponta.

domingo, 19 de setembro de 2010

Alma rubro-negra

Branquinho marcou dois e foi o nome da partida em Goiânia.
Mal tinha começado o jogo e o Guerrón disparou pela direita, cruzou na medida para o Maikon Leite carimbar o travessão e Branquinho, no rebote, estufar as redes do Dragão goiano.
Era o presságio de que um novo Atlético estava em campo. Um Atlético guerreiro, com alma rubro-negra e que, surpreendentemente, deixou de ser um convidado trapalhão e passou a vencer partidas dentro da casa dos adversários.
Pouco depois, o próprio Branquinho teve calma e tranquilidade para carregar a bola e disparar no cantinho do gol, sem chances para o goleiro.
O Atlético-GO também conseguiu marcar o seu gol, mas a vitória do Furacão jamais chegou a ser ameaçada.
A ascenção do Atlético se deve, em boa parte, à boa fase pela qual passam Branquinho e Maikon Leite, além da segurança defensiva e de Guerrón aos poucos ir ganhando ritmo de jogo. Com Maikon e Guerrón, o CAP volta a ser um time veloz e perigoso nos contra-ataques, coisa que não acontecia há muito tempo.
E, sob o comando de Carpegiani, o Furacão foi beliscando pontinho aqui, outro acolá, e se mantém firme na sétima colocação do campeonato, mas agora ainda mais perto da zona de classificação à Libertadores.
A próxima parada é quarta-feira, na Baixada, contra o Internacional-RS.


O branquinho Branquinho e o neguinho Guerrón incorporam a alma rubro-negra.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Idas e vindas

O lateral-direito Elder Granja reforça o Atlético até o final do ano. Vem do Vasco, por empréstimo.
O atacante Dinei reforça o Palmeiras até o final do ano. Vai do Atlético, por empréstimo.
  • E aí, o que acham? Comentem!

Círculo de História classificado

A torcida atleticana mostrou sua força mais uma vez e o blog do Círculo de História Atleticana foi classificado para segunda fase do prêmio Blog Books - A próxima Página. O site ficou entre os 10 mais votados na categoria "Esportes". Na segunda fase, os classificados em cada categoria serão avaliados por uma comissão, formada pelos vencedores de 2009 e editores das empresas Ediouro. Um blog de cada categoria será escolhido para virar livro.
Tomara que o Círculo esteja entre eles.
Aliás, falando nisso, hoje tem novo encontro do Círculo, com o tema "Os 40 anos do título de 1970 e a história de Alfredo Gottardi no Atlético", com a ilustre presença de Alfredo, filho de Caju.
Será no Roxinho (Av Marechal Deodoro, 1285 - Centro), das 19 às 22 horas.
As inscrições já estão encerradas, mas se você quiser mesmo ir escreva para circuloatleticano@yahoo.com.br que, de repente, rolam algumas vagas extras.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rumo ao sossego


A dois minutos de jogo, Bruno Mineiro abriu o placar.
E, a dois minutos do fim, Gonzáles garntiu a vitória.

Esqueça que o Atlético apresentou um futebol fraco durante boa parte da partida contra o xará mineiro. E que, até aos 43 do segundo tempo, estava apenas empatando mais uma partida em plena Baixada. Passado o jogo, o que conta é o que fica. E o que ficou, nesta noite de quarta-feira, foram os três suados e merecidos pontinhos. Pontos que nos levaram de volta à 7ª colocação no Campeonato Brasileiro.
Mas, apesar do resultado ter caído do céu, não foi só.
Ficou também a consolidação de Ivan Gonzáles como uma grata surpresa no time do Furacão. Tantas expectativas a Nação Rubro-Negra depositou sobre tantos estrangeiros que por aqui chegaram, e justamente aquele no qual a torcida menos acreditava é o que está fazendo a diferença. O paraguaio, aleticano da cavera desde criancinha, garantiu a vitória já no final da partida, num gol de oportunismo, raça e técnica.
Mas, como eu estava dizendo, com a vitória o Furacão chega aos 31 pontos e está a apenas 15 de escapar matematicamente do rebaixamento.
O que ainda é o objetivo principal.
E que seja conquistado o quanto antes. Porque, depois de tantas temporadas com a corda no pescoço até a rodada derradeira, o que eu quero é sossego.
E também porque, depois de afastado de vez o perigo, duas situações podem ocorrer.
Uma delas é o sossego se transformar em relaxo e o time ficar com a sensação de dever cumprido, jogar sem tesão algum e cair de produção. Já vi isso acontecer uma porrada de vezes por aí.
A outra possibilidade é o time jogar mais solto, sem essa pressão sobre as costas, e deslanchar de vez. Partir pra cima dos adversários sem medo de um revés e, no fim das contas, beliscar uma vaga na Libertadores.
Também já vi isso acontecer com tantos times por aí.
E é isso que espero do Furacão.
Afinal de contas, se já estamos na sétima colocação mesmo após passar a maior parte do primeiro turno apresentando um futebol medonho, por que não é possível chegar em quarto ou terceiro lugar lá no final do campeonato, agora que melhoramos?
Ainda mais se jogar com raça até o fim, como foi hoje e contra o Avaí.
Aí, fica bonito!
•••
Próxima parada: sábado, no Serra Dourada, contra o Atlético-GO. Sem Manél, Paulinho e Paulo Baier, suspensos.
Troféu
ZIQUITA
Ivan Gonzáles. Como disseram no twitter, se continuar assim vai acabar pegando a Larissa Riquelme.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Pra toda a zaga, que deixou o Obina sozinho da Silva pra marcar o gol mineiro! Assim não pode! Assim não dá!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Baier, Maikon, Diniz e Guerrón estão de volta

Da Furacao.com:
O técnico Paulo César Carpegiani relacionou 20 jogadores para enfrentar o Atlético-MG, às 19h30 desta quarta-feira, na Arena da Baixada. Ele não conta com o volante Deivid e o atacante Federico Nieto, que se recuperam de lesões.

Por outro lado, o treinador tem quatro reforços. Wagner Diniz volta após cumprir suspensão; Paulo Baier foi poupado do jogo de Campinas e também será titular nesta quarta; Maikon Leite e Guerrón, outros desfalques no domingo, também ficam à disposição de Carpegiani.

Dessa forma, o provável Furacão para encarar o time mineiro tem, no esquema 4-4-2: Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Vitor (Olberdam), Paulo Baier e Branquinho; Maikon Leite e Bruno Mineiro.

Confira os relacionados para o jogo desta quarta-feira:

Goleiros: Neto e João Carlos
Laterais: Paulinho e Wagner Diniz
Zagueiros: Rhodolfo, Manoel, Leandro e Eli Sabiá
Volantes: Chico, Vitor, Olberdam e Fransergio
Meias: Paulo Baier, Branquinho, Ivan Gonzalez e Netinho
Atacantes: Bruno Mineiro, Maikon Leite, Guerrón e Thiago Santos

Timemania dá ingresso. Até de camarote

Uma boa nova pra quem não é Sócio-Furacão e quer assistir à partida contra o atlético-MG, nesta quarta, na Baixada: quem apostar em 20 bilhetes da Timemania (concurso 141) ganha um ingresso para a peleja. E mais: quem levar 50 bilhetes gassegura um lugar de camarote. Uma ótima oportunidade poara o torcedor que ainda não teve a oportunidade de conhecer algum dos camarotes da Arena.
A troca acontece a partir das 14h desta terça até às 17h de quarta-feira, dia do jogo, no tour de visitação, localizado ao lado do Espaço Sócio Furacão (Rua Buenos Aires). Segundo o clube, todas as trocas serão carimbadas e o torcedor deverá preencher um cadastro para retirar o ingresso.
A troca deverá ser feita somente entre 14 e 17 horas no tour de visitação, localizado ao lado do Espaço Sócio Furacão (Rua Buenos Aires). Todas as trocas serão carimbadas e o torcedor deverá preencher um cadastro para pegar o ingresso.

Um dia na história de um sonho


Em áudio raro e emocionante, a conquista de 1970, após 12 anos na fila.

O esquadrão de 70: Djalma Santos, Wanderlei, Zico, Alfredo, Julio e Reinaldo;
agachados: Gildo, Sicupira, Nelsinho, Toninho, Liminha e Cesar (massagista).
Em aberto fica o nome do maior mascotinho da história do futebol mundial, ali à direita.

A Furacao.com me lembra que o título de 1970 está completando 40 anos. Na verdade, completou nesta segunda-feira, dia 13 de setembro. Leio também no melhor site do Atlético que o próximo encontro do Círculo de História Atleticana vai relembrar aquela conquista, e contará com a presença de Alfredo Gottardi no Atlético, filho do goleiro Caju e jogador do clube de 1966 a 1977 e 1979.
Bem. A data me fez lembrar de um post publicado em março deste ano, justamente sobre o título de 70. O qual reproduzo aqui, agora:
Adoro raridades futebolísticas, principalmente as que envolvem o Atlético.
Este áudio eu me lembro de ter ouvido em algum programa esportivo quando era piá. Um compacto da partida entre Atlético x Seleto, em Paranaguá, em 1970, quando o Furacão sagrou-se campeão após 12 anos na fila, produzido na época pela Rádio Clube B2.
No último sábado, um dia após o aniversário de 86 anos do clube, eis que sou surpreendido ao ouvi-lo novamente, desta vez reproduzido pela rádio Banda B. E nova surpresa neste domingo, quando soube que a Mylla, do Círculo de História Atleticana, botou o arquivo à disposição de toda a Nação Atleticana.
"Um dia na história de um sonho. 13 de setembro de 1970, após 12 anos de sofrimento de uma torcida. Cidade de Paranaguá. Local destinado para o Clube Atlético Paranaense conquistar o título de Campeão Paranaense de Futebol. Estádio Orlando Mattos superlotado. Intensa emoção dominando as torcidas do Seleto e do Atlético."

Assim começa o compacto da jornada daquela tarde festiva. O narrador era Ayrton Cordeiro, ainda jovem. E que, pasmem, era um bom narrador. A cada grito de gol, o bordão: "Sucesso Rubro-Negro em Paranaguá!". No final da fita, aparece também o então repórter Carneiro Neto.
Sicupira foi o artilheiro de 1970, com 20 gols.
Mas quem rouba a cena, mesmo, é o locutor do compacto. Um desconhecido, de voz grave, pausada e elegante. Que anunciava, desta forma, o quarto gol do Furacão: "Morria a tarde, e o sonho vivia. Vamos confirmar: Toninho. O Furacão renascido no crepúsculo da batalha. A festa estava chegando. A vitória final, com mais um gol!"
Gol após gol, até este último de Toninho, aos 41 do segundo tempo, quando a torcida sofrida e angustiada, após 12 anos sem ver o Atlético conquistar um título sequer, rompe os portões do alambrado e invade o gramado euforicamente, ouvindo este áudio você sente como se estivesse lá em Paranaguá, naquela tarde, naquele estádio. E se emociona.

Até que o misterioso locutor chama para a parte final do compacto:
"A emoção, as lágrimas, o supremo delírio. Clube Atlético Paranaense, campeão do estado! Bandeiras. Foguetes. (...) Atlético, a caminho do torneio Roberto Gomes Pedrosa. É dia de festa."
Ao apito final do árbitro, quando a torcida rubro-negra já cantava o tradicional "É campeão", a voz embargada e emocionada do presidente Passerino Moura toma conta do microfone. Djalma Santos dribla os repórteres e os torcedores e corre para o vestiário. Não quis dar sua camisa. Preferiu guardar a relíquia, último uniforme com o qual foi campeão em sua vitoriosa carreira. Zico, o zagueiro, é erguido nos braços da massa.
Meu amigo, se você acha que não tem mais motivos para se emocionar com o futebol, ouça este compacto.
E se emocione.

Doze anos na fila, o Atlético levantava a taça. O que só veio a acontecer novamente 12 anos depois, em 1982.

Mas isso já é uma outra história...

  • Para baixar o áudio com o compacto do título de 70, clique aqui.
  • Para saber mais sobre o título de 70, clique aqui, aqui e aqui.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mais longe

Torcida Rubro-Negra esteve presente no Brinco de Ouro, em Campinas.
Atlético e Guarani protagonizaram neste domingo uma das piores partidas do Campeonato Brasileiro de 2010. Bastante desfalcado, o Furacão ainda chegava ao finalzinho da partida segurando um empate sem gols, e estava prestes a conquistar um ponto importante e que o manteria na sétima posição.
Mas, como não se pode ter sorte sempre, uma bobeira da zaga atleticana acabou resultando no gol bugrino. Manoel e Leandro deixaram Mazola passar como quis. O atacante avançou e chutou, a bola desviou em Rhodolfo e acabou entrando na meta rubro-negra.
Gol que decretou o fim de uma invencibilidade que durava seis jogos.
E que jogou o CAP para a oitava posição, atrás do próprio Guarani.
Se há duas rodadas estávamos bem próximo da zona de classificação à Libertadores, agora ficou bem mais difícil. O Atlético está a nove pontos do G-4, e apenas sete acima da zona de rebaixamento.
Portanto, o momento requer pés no chão. Sonhar com classificação para a Libertadores ainda nos é permitido, mas por via das dúvidas o melhor mesmo é vencer o quanto antes as seis partidas necessárias para fugir de vez do rebaixamento. Depois disso, o que vier é lucro. A Sulamericana será um lucrinho. A Libertadores, um lucraço daqueles que só loja de turco consegue.
Mas, para isso, vamos ter que torcer muito para que os titulares não se contundam e não sejam suspensos, porque algumas peças de reposição não estão respondendo à altura. E, por isso, talvez o Carpegiani também não possa mais se dar ao luxo de poupar jogadores, como fez com o Paulo Baier por duas partidas seguidas fora de casa.
Próxima parada: quarta-feira, na Baixada, contra o Atlético Mineiro, e desta vez às 19h30. Vitória obrigatória, para manter as galinhas na Zona e permanecer próximos dos líderes.
Nos vemos lá!

sábado, 11 de setembro de 2010

Contra o Bugre, cinco desfalques certos; Marcelo e Dinei voltam a ser convocados

O técnico Paulo César Carpegiani não poderá contar com cinco atletas para a partida deste domingo, contra o Guarani. Wagner Diniz (suspenso), Paulo Baier (poupado), Guerrón, Deivid e Nieto (contundidos) sequer viajaram a Campinas.
Além desses, Maikon Leite ainda é dúvida, e passará por testes clínicos antes da partida para saber se tem condições de jogo.
Por outro lado, alguns jogadores que estavam quase esquecidos voltama figurar na lista dos 20 convocados por Carpa. Entre eles os atacantes Marcelo e Dinei - aquele mesmo, que passou uma temporada no futebol espanhol. Outra novidade é o também atacante Thiago Santos.
Confira a lista dos jogadores relacionados por Carpegiani:
Goleiros:
Neto e João Carlos
Zagueiros:
Rhodolfo, Manoel, Leandro, Eli Sabiá e Alex Fraga
Laterais:
Paulinho
Volantes:
Chico, Olberdam, Vitor e Fransergio
Meias:
Netinho, Branquinho e Ivan González
Atacantes:
Maikon Leite, Bruno Mineiro, Thiago Santos, Marcelo e Dinei.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Salve, Alex!

Momento mágico na história do Atlético Paranaense: após o gol, Alex Mineiro salta
sobre o batido Silvio Luiz e corre para comemorar o título maior da história do clube.

10 de setembro de 2010, dia de uma nota triste. Provavelmente, jamais veremos novamente Alexander Pereira Cardoso, o Alex Mineiro, marcar mais um gol com a camisa rubro-negra.
O atacante mais importante da história do CAP rescindiu hoje seu contrato com o clube.
E se vai, assim, sem mais nem menos. Um adeus breve, merecedor de ínfima nota no site oficial. Após uma terceira, e frustrada, passagem pelo Furacão.
Ídolos o Atlético tem vários.
Goleiros fantásticos, atacantes artilheiros, zagueiraços intransponíveis e meias de classe.
Muitos deles, talvez a maioria, sequer vi jogar. De Caju, Sicupa, Bellini, Jackson, Cireno, Alfredo, Julio, Nilson Borges, Ziquita e tantos outros apenas ouvi, atentamente, às suas histórias e façanhas.
Outros eu tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos, que tantas vezes se encheram de lágrimas graças a jogadas fantásticas, gols sensacionais e títulos inesquecíveis. Vi Washington e Assis, Lino, Roberto Costa, vi Kleber Pereira estufar as redes, vi Kleberson conquistar a Copa do Mundo, vi Marcão e Cocito encarnarem a Raça Rubro-Negra, vi Flávio Pantera conquistar títulos alucinadamente, vi Oséas escalando alambrados. Meninos, eu vi.
Mas, sobretudo, vi Alex Mineiro com o diabo no corpo, naquele ano da graça de 2001. Marcou nas quartas-de-final, contra o São Paulo. Marcou nada menos do que três gols na semifinal contra o Fluminense. Voltou a marcar três na final, contra o São Caetano. E, na última partida, o gol que selou o título maior da história atleticana.
É bem provável que jamais alguém faça tanto pelo Atlético em tão pouco espaço de tempo.
Alex se vai.
Quando voltou à Baixada, em julho de 2009, garantiu que seria seu último clube e que queria encerrar a carreira por aqui.
Não sei se mudou de ideia ou não.
Seja como for, que vá com Deus e não te esqueças: aqui, você é ídolo.
Salve, Alex!

Alex endiabrado: obrigado, ídolo!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

González, um atleticano em Assunção

Ivan González ainda moleque, com sua inseparável
camisa da Fanáticos: atleticano por opção.

E não é que o meia paraguaio que estreou ontem no Furacão, contra o Corinthians, é mesmo atleticano de verdade? Desde piá, quando se apaixonou pela camisa Rubro-Negra com a caveira da Fanáticos estampada. Mais uma daquelas histórias que só acontecem mesmo com o nosso Trétis. Leia a bela reportagem de Monique Silva para a Furacao.com:
Ivan Emmanuel González Ferreira tinha 11 anos quando ganhou sua primeira camisa do Atlético. Na verdade, uma camisa da Torcida Organizada Os Fanáticos. Depois de disputar um torneio em Curitiba jogando pelo clube paraguaio Guarani, o menino não pensou duas vezes quando entrou em uma loja de artigos esportivos e ganhou a chance de escolher qualquer camisa. O pai bem que tentou fazer o filho mudar de ideia. "Filho, tem a do Corinthians, do Flamengo, do São Paulo..." Mas não teve jeito. O manto rubro-negro saltou aos olhos do menino. Presente escolhido e a certeza de que um dia o destino se encarregaria do resto.
A camisa da torcida acompanhou Ivan González por muitos anos de sua infância. Era com ela que o menino jogava futebol com os amigos pelas ruas de Assunção. "Ainda criança eu imaginava ser jogador do Atlético quando vestia a camisa que ganhei do meu pai, então sempre sonhei em um dia jogar aqui. Até tive propostas de outros times, mas falei para o meu procurador sobre o meu desejo de jogar aqui. E quero muito ficar", revelou Ivan em entrevista exclusiva à Furacao.com, logo depois de seu primeiro jogo oficial pelo Rubro-Negro.
Doze anos depois, Ivan realizou o sonho de estrear no Atlético. Agora atacante, com 23 anos, entrou em campo com a camisa rubro-negra - essa oficial - e fez valer o que sempre imaginava. Ivan González entrou aos sete minutos do segundo tempo contra o Corinthians, no lugar de Deivid, e teve uma boa atuação. Mostrou personalidade e, na primeira oportunidade com a bola nos pés, não fez feio. Se livrou de dois marcadores e mandou uma bomba de longe, que passou sobre o gol de Júlio César. Além disso, de acordo com levantamento realizado pelo Datafolha, durante os 40 minutos em que ficou em campo, Ivan fez 15 passes certos, em 16 tentativas.
Contratado durante a Copa do Mundo, o paraguaio foi elogiado pelo técnico Paulo César Carpegiani e não escondeu que viveu momentos de ansiedade antes de atuar pelo Atlético. "Finalmente eu pude estrear. Estava só treinando e, graças a Deus, tive a oportunidade. Eu ficava ansioso e queria ajudar logo. Foi bom porque eu não jogava há muito tempo. Sabia que era uma partida muito importante e na minha visão consegui ajudar a mudar um pouco a atitude da equipe dentro de campo", comentou González depois do empate com os alvinegros paulistas. O apoio incondicional da torcida atleticana também foi destacado pelo jogador, que se encantou com a força vinda das arquibancadas. "Gostei muito da torcida, eles sempre estão apoiando o time em campo, seja qual for o placar", ressaltou.
O sonho de ver a torcida vibrando na Arena vem de longe. Ivan lembra que acompanhou a campanha do Campeonato Brasileiro em 2001. "Acompanhava alguns jogos do Atlético lá em Assunção e vi quando o time foi campeão brasileiro em 2001, torci e gostei muito".
Carreira

Ivan González tem 23 anos e começou a sua carreira profissional aos 17, no Club Guaraní, do Paraguai. Em 2005 foi campeão do Sul-Americano Sub-20 com a seleção paraguaia. Ainda em 2005 iniciou sua carreira internacional, atuando no St. Gallen, da Suíça. Depois, atuou pelo Stuttgart, da Alemanha, Olímpia, do Paraguai e o Sportivo Luqueño, também do Paraguai. Em 2007, voltou ao futebol suíço, para o FC Wil 1900. No ano passado, voltou ao futebol paraguaio, onde defendeu Sol de America e Cerro Porteño, seu último clube antes de acertar com o Furacão.
O meia demorou para estrear em partidas oficiais. Seu futebol ofensivo e habilidoso chamou a atenção de quem acompanha os treinos do Atlético no CT do Caju.

Ficou no empate

Até o caveirão se assustou com o pênalti bizonho marcado contra o Atlético...
Mas Bruno Mineiro, também de pênalti, empatou para o Furacão.
(Fotos Franklin de Freitas / Bem Paraná)
Embora o Atlético tenha empatado novamente na Baixada, o resultado contra o Corinthians ficou de bom tamanho. Não que vamos sair por aí comemorando, mas foi uma partida das mais duras do campeonato até agora.
O Corinthians esteve muito bem armado pelo técnico Adilson Batista, principalmente no aspecto defensivo. E hoje eu entendi porque o Mano Menezes convocou o Jucilei, ex-Malutron, para a seleção: trata-se de um monstro, com um vigor físico impressionante. O que dificultou muito a vida do Atlético, principalmente no primeiro tempo.
Por outro lado, os gambás também produziram muito pouco.
Até que começou a aparecer a influência do personagem da partida, o árbitro Jaílson Macedo "Vera Verão" Freitas, sobre o resultado.
Primeiro, marcou um pênalti inexistente a favor dos visitantes: a bola chutada pelo Ronalducho acertou o joelho do Wagner Diniz e rebateu no braço do lateral atleticano. Lance totalmente involuntário e que não alterou em nada o lance. O próprio Bola bateu e abriu o placar.
No segundo tempo o Furacão voltou mais concentrado e ofensivo. Mas também só achou seu gol graças a um erro do juiz, que marcou um pênalti desta vez sobre Wagner Diniz, que caiu na área sem ter sido atingido pelo marcador. Bruno Mineiro cobrou e empatou.
O Atlético até poderia ter virado em duas boas chances, uma com Maikon e outra com Branquinho. Mas faltou mira.
Individualmente, um jogo de poucos destaques do lado atleticano. Mas o time mostrou novamente muita segurança defensiva, o que ajudou a manter a invencibilidade que já dura seis jogos. Vitor, que entrou no segundo tempo, jogou muito bem. Talvez seja interessante um jogador que imponha mais respeito, como ele ou o Olberdan, jogando ao lado do Chico na cabeça-de-área. O jovem e bom Deivid ainda terá muitas oportunidades pela frente.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Musas, estilo 1994

O Peçanha, colaborador e conselheiro do blog, viu que a competição para escolher a Musa do Brasileirão está de volta. A disputa, este ano, limita-se a duas representantes de cada time - não tem mais aquela fase inicial, eliminatória, da qual qualquer moça podia participar.
As representantes do Atlético em 2010 são a Josiane Araújo de Paula, 24 anos, e a Mahara Oliveira, 19, que já foi a Musa do Furacão no ano passado (fotos abaixo).
Peçanha também andou lendo, nas redes sociais, que há uma corrente de atleticanos investigando qual das moças é, digamos, "mais atleticana": se são sócias, frequentam os jogos, quantas camisas do CAP possuem, o que conhecem da história, etc.
Alheio à disputa, Peçanha diz que vai votar nas duas, por achá-las muito bonitas e acreditar que ambas são atleticaníssimas.
Mas o fato é o concurso trouxe à mente do nosso amigo algumas antigas lembranças que já tinham sumido da memória.
Olhando para as fotos de Josiane & Mahara, Peçanha lembrou-se com nostalgia de seus tempos de juventude, quando arriscava-se a flertar junto à mais garbosa das atleticanas. E com relativo sucesso, garante.
E partiu, Peçanha, a fuçar sua gaveta de recordações atrás de uma foto de 1994. Ele a encontrou, e nos enviou junto com a seguinte mensagem:
"Salve Guerrilha e irmãos rubro-negros! Está começando mais um concurso para a escolha da Musa Furacão. Duas morenas lindíssimas, aliás. Isso me fez lembrar de duas musas da década de 90, escolhidas para apresentar o novo uniforme da época, produzido pela Rhumell e com uma logomarca enorme da Janjão nas mangas. Salvo engano, chamavam-se Tânia e Mara. Mas poderiam também se chamar Regininha e Marinara. E, pela tez, deviam ser ali da região de Carambeí. Pois, se não eram polacas, certamente descendiam de holandeses. Notem a classe das garotas, vestindo o calção acima do umbigo, no melhor estilo 'santropeito'. Coisa fina. Um salve às polacas de ontem e às morenas de hoje! Abraços, Peçanha".
Taí a foto (clique para ampliar). Musas 90´s style .
Por onde andam, hoje em dia, a Musas de 1994?

O maestro volta

Leio na Furacao.com que o Carpa já decidiu: o maestro Paulo Baier será titular contra o Corinthians. "O Paulo volta. Ele necessitava ter um certo descanso porque o ritmo hoje (no domingo) ele não aguentaria. Se o Paulo entende, ótimo. Se não entende, não estou preocupado em agradar fulano ou beltrano. Ninguém gosta de sair, mas havia a necessidade", afirmou o treinador após a vitória sobre o Avaí, na Ressacada."O Paulo vai jogar na sua real posição, onde realmente rende, como foi na escalação contra o Santos", concluiu. Diante do Peixe, Baier foi o único meia de armação, com dois atacante à frente (Bruno e Alex Mineiro).
Com a volta do capitão, quem deve perder a vaga de titular é Guerrón.
Apesar de não ter reencontrado ainda o seu melhor futebol, o equatoriano vem melhorando a cada jogo. Mas não importa quem vai sair do time.
Paulo Baier, jogando na dele, é um baita reforço.

O ano do Furacão


O vídeo acima foi sugerido pela Mylla, do Círculo de História Atleticana. Mostra como era a cidade de Curitiba na metade do século XX, em 1949. Os primeiros arranha-céus começaram a aparecer em meio a prédios históricos. O futebol já atraía uma parcela significativa dos curitibanos e o Atletiba se consolidava como clássico maior do estado do Paraná. No final do breve documentário, cenas de um clássico na Baixada, no ano em que o Atlético transformou-se em Furacão.
Conforme conta a própria Mylla, o vídeo mostra Nilo Biazetto, com sua maestria na zaga. E um golaço do Rubro-Negro, cujo autor ela não conseguiu identificar (e nem eu). Também aparece um lance do grande Cireno em alta velocidade.
Naquele ano, relembra a mentora e anfitriã do Círculo, o Atlético não tomou conhecimento dos coxas. No Torneio Início, vitória por 1 x 0. No Paranaense, vitórias por 5 x 1, no Couto, e 3 x 2, na Baixada. Também vencemos por 3 x 1 na II Taça Cidade de Curitiba. Mas, segundo a Mylla, o filme não mostra nenhuma dessas partidas, mas sim um amistoso que acabou em 5 x 3 para o Furacão.
Vale a pena assistir, até o final.

Vai faltar espaço

Povão enfrenta o frio curitibano na busca por um ingresso para Atlético x Corinthians, na quarta-feira. A fila se estendia pela avenida Getúlio vargas. Nessas horas é que a gente agradece por ser sócio! Vai faltar lugar no Caldeirão! (Foto Fernando Freire/Furacao.com)

Esse é o Furacão que queremos

Povão aproveitou o feriadão e invadiu a Ressacada.
Receita pra matar barriga-verde: leite quente. E na Ressacada foi assim; Maikon Leite garantiu a vitória do Atlético sobre o Avaí aos 49 do segundo tempo.
E que vitória. Faz tempo que eu não via tamanha comemoração por um gol. Um gol daqueles que ninguém espera. E num momento em que todos já estão contentes com um mero empate - ainda mais com um jogador a menos (o zagueiro Leandro conseguiu a proeza de ser expulso oito minutos após entrar em campo). De repente, a explosão. E a Mercearia Stela quase vem abaixo.
Essa foi a segunda vitória consecutiva fora de casa no Brasileirão. Nem me lembro mais quando foi a última vez que isso aconteceu. Dever ter sido em 2004. Ou em 2001.
Fato é que, apesar do empate contra o Grêmio em casa, o Atlético está invicto há cinco jogos e deu um salto na classificação, chegando à 7ª colocação e ficando a apenas 4 pontos da Zona da Libertadores.
Finalmente o Furacão tá melhorando. E tá chegando!

Troféu
ZIQUITA
Neto, Chico, e Maaaaaaikon Leite.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Leandro.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sem Baier, gringos devem ser titulares

O maestro Paulo Baier sequer viajou para Santa Catarina. Poupado, é desfalque certo contra o Avaí, na tarde deste domingo, na Ressacada.
Além disso, o técnico Carpegiani deve sacar Bruno Mineiro, artilheiro do time na temporada mas que passa por um preocupante jejum de gols há várias rodadas.
Com isso, os gringosa Guerrón e Federico devem ganhar espaço no ataque, ao lado de Maikon Leite.
A tendência é que o Furacão entre em campo com a formação que jogou o segundo tempo da partida contra do Ceará: Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo, Paulinho; Chico, Deivid, Branquinho; Guerrón, Maikon Leite e Nieto.
  • E aí, o que acha? Palpite!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ahhh, a velha Baixada

Viajando pelo site do Círculo de História Atleticana, encontrei duas pérolas fotográficas. São registros do rubro-negro Renato Olivir Basso, retratando a invasão de campo após o apito final de Ivo Antônio Rodrigues para os 3 a 0 aplicados pelo Atlético contra o Londrina, resultado que valeu o título estadual de 1985.

Apenas duas fotos que guardam muito sobre o Furacão. A velha Baixada dos tijolinhos lotada, o clássico placar dos fundos, o pinheiro do Boluca mais atrás, as bandeiras rubro-negras, a inscrição "a maior torcida do estado do Paraná" gravada na cobertura.

De quebra, ainda vemos alguns personagens fantásticos na segunda foto. O primeiro deles, naturalmente, é o camarada de sapato, meia marrom, calça social, cinto e camisa do Trétis pendurada no pescoço invadindo o gramado! Reparem que mais abaixo temos também uma senhorita ostentando um belo penteado old school e, logo ao lado, na mesma linha, uma fera de chapéu.

Tudo isso, ao cair de uma linda tarde de sol em Curitiba... emocionante!


E os gringos espantaram o sono


Branquinho e Chico marcaram os gols do Furacão.
Ambos com a participação de Guerrón.

O jogo já começou num horário desgraçado de ruim. Dez da noite. Isso mesmo, 22 horas. Brabo pra quem ralou o dia todo. Mas, enfim, a Baixada é logo ali, como diria o outro. Só que, com um futebolzinho como aquele apresentado no primeiro tempo contra o Ceará, não há quem resista. Baixou o Morfeu na moçada. Bocejos pra todo lado durante o intervalo. Sono e a perspectiva de mais 45 minutos de uma pelada dura de assistir.
Mas o time voltou mudado dos vestiários. Carpegiani tirou Bruno Mineiro e Paulo Baier para a entrada dos gringos Guerrón e Federico Nieto. E pra sacar Paulo Baier do time, convenhamos, o cabra tem que ser macho. E toda a massa que promoveu o coro de "burro" teve de engolir os gritos a seco quando viu em campo um time rápido, tocando a bola e atacando sem medo. E quando percebeu no argentino Federico um atacante inteligente e perigoso, que incomoda a defesa, faz faltas que matam os contra-ataques do adversário, exerce o papel de pivô com eficiência e ainda promove assistências precisas.
O time acordou. E ninguém mais cochilava na arquibancada.
O episódio também deixou claro que o Atlético não pode ter intocáveis no elenco. Nem mesmo Paulo Baier. É o maestro soberano, ídolo maior na atualidade, tem a admiração da torcida e tudo o mais, mas se não está bem numa partida, como foi o caso desta quarta-feira, não há mal nenhum em ser substituído. Acontece, e provavelmente acontecerá outras vezes.
Coincidentemente, ou não, o futebol de Branquinho também começou a aparecer de verdade somente após as substituições. Teve mais liberdade, deixou o time mais ágil e ainda marcou um belo gol, abrindo o placar. Paulinho também se soltou mais pela esquerda e fez um ótimo segundo tempo. E Guerrón, apesar de ainda não ser aquele que a torcida espera, preocupou a zaga cearense o tempo todo e ainda deu um passe para o gol de Branquinho e conquistou um escanteio que resultou no gol de Chico.
Aqui, um capítulo à parte.
Chico não foi brilhante. Não foi, aliás, melhor nem pior do que sempre joga. Regular, como sempre, e muito dedicado. E foi premiado com o gol da vitória.
Aliás, foi um prazer ver o setor defensivo do Furacão formado por Neto, Rhodolfo, Manoel, Chico e David. Todos pratas da casa. Piazada rubro-negra segurando a onda.
O Ceará ainda marcou seu gol, no finalzinho. Mas era tarde pra qualquer reação.
Próxima parada: domingo, em Floripa, contra o Avaí, no encerramento do primeiro turno. Vai que ganha... aí fica bonito!
Troféu
ZIQUITA
Manoel, Branquinho e Federico.
Troféu
TIÃO MACALÉ

Bruno Mineiro. Artilheiro vive de gol...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Chico: "Dinheiro não é tudo. Pesou o amor que tenho por este clube"

Da Gazeta do Povo:

Por que você recusou a proposta do Betis?

Eu decidi porque estou em um momento bom, o time está em ascensão. E financeiramente lá

O fato de você ser oriundo das categorias de base pesou para a permanência?

Foi o principal peso. Depois de começar no Atlético, hoje estou beirando os 150 jogos. Cresci aqui. Quando eu estava na base e vinha ver os jogos do profissional, sempre sonhava em estar aqui. Hoje, realizando isso, é muito gratificante. Dinheiro não é tudo. Pesou muito a camisa, o amor que eu tenho por este clube. E foi muito em cima da hora. Achei melhor ficar. Quem sabe mais para a frente, se aparecer outra coisa, a gente pode pensar.

Especulou-se que o problema seria você ter de receber o mesmo salário até o final do contrato de cinco anos. É verdade?

Não. No contrato, cada ano ia subindo. Isso que é o normal. Eu pesei, coloquei na balança os prós e contras. O que pesou foi financeiramente, mas não só isso.

Como você viu essa confusão, esse vai não vai?

Eu nunca falei que tinha ido. Ninguém ouviu eu falando alguma coisa. Não dei declaração para ninguém que eu estava indo embora. Entre o Atlético e o Bétis estava tudo certo. Mas o Atlético não tem nada a ver com isso, não foi culpa deles, fui eu que não quis.

Cavalo encilhado passa duas vezes?

Já passou. Não é a primeira proposta que chegou para mim ou para o Atlético. Tenho de continuar trabalhando. O meu sonho é jogar na Europa, mas não era a hora.

Já está com a cabeça de volta ao Brasileiro?

Contra o Grêmio, eu conversei com o Carpegiani, falei que estava à disposição dele. Foi ele que achou melhor eu sair para resolver isso em casa, com calma, que eu não ia ter cabeça. Hoje estou aqui, com o foco 100% no Atlético, nesse jogo de amanhã [hoje] que é muito importante para a gente.