segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Saudade, Madalena

A Fanáticos lançou nova música durante a partida contra o Grêmio. Já havia lançado algumas no ano passado, como "Rubro-Negro eu lhe digo..." e "Só eu sei porque não fico em casa...", todas com relativo sucesso entre os atleticanos. Particularmente gosto de todas, exceto aquela que fala de Deus & Pátria, algo que soa meio Tradição, Família e Propriedade demais para o meu gosto.
Mas esta última música, após muito tempo, é paródia de uma canção famosa. Remete aos anos 80, no auge do RPM. Lance a primeira pedra aquele que nunca cantarolou ou ao menos assoviou uma música da banda do Paulo Ricardo no auge dos seus 11, 13 anos. Veja como ficou:

Bem, a torcida do Atlético sempre foi a mais criativa por estas bandas. Até pelo exagerado número de figuraças que frequentam e frequentaram as arquibancadas para torcer pelo Rubro-Negro.
Nos tempos de Pinheirão e romarias ao Couto Pereira, então, era uma grandeza.
A começar pelo Pink Floyd The Wall, em versão pornochanchada da mais chula possível, a maior invenção já bolada nos estádios brasileiros, copiada por dez entre dez torcidas do país. Até mesmo, pasmem, pela torcida dos próprios coxas.
Mas, enfim, ao ouvir este novo canto na Baixada recordei-me de tantos outros que ouvi nascer ali, ao vivo, em meio à fanática e ensandecida torcida.
Dois deles surgiram bem nessa época, um pouco após, se não me engano, ao lançamento da Atirei o pau nos coxas, lá pelos idos de 1991, 1992. Me refiro às paródias de Madalena, de Martinho da Vila, e Asa-Branca, de Luiz Gonzaga. Que há coisa de uns dois anos até começarama a ser copiadas por outras torcidinhas por aí.
Lembro-me bem da primeira vez que a "Madalena anticoxa" foi entoada num Atletiba, no Couto Pereira. Como eu disse, por volta de 1992.
Intervalo de partida e a galera começou a cantar a música, sem instrumento qualquer, só na garganta. Justo naquele momento de silêncio no estádio, enquanto alguns iam mijar nas paredes do pinga-mijo e outros se dirigiam àqueles "bares" para comprar uma Brahma quente. Os versos eram puxados pelo "Pedro Raspinha", também autor da letra, um camarada da Fanáticos que tinha esse apelido porque trabalhava no Serlopar, o serviço de loterias do estado. E enquanto a massa rubro-negra se contagiava e cantava mais alto a cada verso, a coxarada olhava, ouvia e xingava, boquiaberta e irritada.
Taí, seria uma boa a torcida atleticana começar a cantar novamente estas músicas.
Pra quem não conhece ou não se lembra, seguem os vídeos com as versões originais e as letras das versões atleticanas:
Madalena

Rubro-negro, rubro-negro

Você é meu bem-querer
Eu vou falar pra todo mundo,
Vou falar pra todo mundo
Que eu amo você
Eu vou falar pra todo mundo,
Vou falar pra todo mundo
Que eu amo você
Ô Coxarada!

Coooxarada, coxarada
Vôce vai tomar no **
Eu vou falar pra todo mundo,
Vou falar pra todo mundo
Que eu comi o teu **
Eu vou falar pra todo mundo,
Vou falar pra todo mundo
Que eu comi o teu **
Asa-Branca

O meu sangue é rubro-negro

Atleticano de paixão
Mesmo ganhando, mesmo perdendo
Sou rubro-negro, de coração!
Eu vi o Caldeirão fervendo

E quase morri de tesão!
Eu eu falei, viva a Baixada,
E que se foda o Pinheirão!
(bis)

domingo, 29 de agosto de 2010

Que lástima

Maikon Leite driblou o goleiro gremista e abriu o placar...
e depois comemorou com os outros jogadores junto à galera.
(fotos Franklin de Freitas - Bem Paraná)
Tudo conspirou a favor. Os times que não poderiam ganhar, não ganharam. Uma vitória e o Atlético saltaria para a oitava colocação no campeonato brasileiro. Mas, mais uma vez, não passou de um empate em casa.
Chance de ouro jogada no lixo.
E não é caso de ficar se lamentando por má-sorte. O Furacão não foi muito superior ao Grêmio. Abriu o placar com o ótimo Maikon Leite e esperou acabar o primeiro tempo. No segundo, sofreu com a pressão dos gaúchos. Até sair o gol de empate.
O resultado manteve o Furacão na 12ª colocação e mais próximo da zona de rebaixamento do que do G4: tem uma vantagem de 5 pontos sobre o Grêmio, mas está a seis do Inter.
Mas nem tudo está perdido.
Se vencer as duas próximas partidas (Ceará em casa e Avaí fora), fecha o turno em situação privilegiada.
Só falta o próprio Atlético se ajudar um pouco.

Pra subir na tabela

Duelos contra times gaúchos são sempre duros. Me refiro à dupla Grenal, é claro. O Inter é um dos adversários mais indigestos de se vencer, mesmo dentro da Baixada. E os jogos contra o Grêmio, de uns anos pra cá, revestiram-se de uma rivalidade ainda maior.
Todos lembram daquela partida no Olímpico em que nocautearam Alex Mineiro e Evandro. E do jogo da volta, na Baixada, quando o troco foi dado em forma de um sonoro olé.
Pois é. De lá para cá, o Furacao não conseguiu mais vencer os falsos argentinos. Foram duas derrotas no Olímpico e dois empates sem gols na Arena, um em 2008 e outro em 2009.
Pois chegou a hora de pôr fim a este pequeno tabu, ganhar da gauchada e consolidar uma reação no Brasileirão.
Os três pontos serão importantíssimos, fundamentais. Três times que estão logo acima do CAP na tabela jogam fora de casa: Vitória, Flamengo e Avaí.
Se considerarmos que a tendência é de que pelo menos dois destes não vençam, o Atlético pode saltar até para a nona colocação no final da rodada. E, daí, tem mais uma partida na Baixada, já na quarta-feira, contra o Ceará.
Por isso hoje é dia de acender o fogo no Caldeirão, moçada.
Boa sorte ao Furacão!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Branquinho será titular; Chico pode ser negociado

Do UOL e do Blog da Nadja:
A volta do meia Paulo Baier gerou um grande ponto de interrogação na escalação do Atlético-PR, para o jogo com o Grêmio, neste domingo, às 18h30, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão. O técnico Paulo César Carpegiani não definiu o time e admitiu que terá que sacrificar alguém, para o retorno do capitão, mas ainda tem dúvidas.

"Estou em dúvida. Não em função do adversário, mas por uma situação nossa. Tem o retorno do Paulo Baier e alguém vai ter que sobrar. Vou deixar em suspense. Gostei muito do time taticamente em Prudente. Posso deixar o Guerrón, o Bruno ou até mesmo jogar com um volante só", disse o técnico, em entrevista nesta sexta.

Considerado titular absoluto, Paulo Baier não atuou na vitória por 1 a 0 sobre Grêmio Prudente, na última quarta-feira. Apesar disso, a equipe atleticana fez uma boa apresentação, com destaque para Branquinho, que substituiu Baier. Carpegiani já decidiu manter o ex-meia do Santo André, mas, para isso, considera uma série de mudanças.

"Os volantes que tenho [Olberdam e Chico] atuam como segundo homem. Quem faz o primeiro é o Deivid e talvez fosse o ideal escalar o Paulo Baier e o Deivid, para manter a estrutura lá na frente. Mas vou pensar um pouco para definir", disse o treinador.

Chico

Além de ter que achar um lugar para Paulo Baier, Carpegiani pode ter que substituir o volante Chico, que negocia sua transferência para o Betis. O clube espnhol fez uma proposta de cerca 1 milhão euros por 50% do jogador. Entre o Atlético e o time espanhol já estaria tudo certo, faltando apenas o volante acertar os detalhes da negociação.

Como a janela de transferência fecha na próxima terça-feira, o volante deve dar uma resposta hoje ao time espanhol. Se a transferência for concretizada, Chico pode viajar já neste final de semana. Já se o jogador não aceitar a negociação, estará a disposição de Carpegiani para o jogo de domingo.

"Recebemos uma proposta do Betis, entre o Atlético e o time espanhol está tudo certo. Falta apenas o jogador se acertar. Não vou falar em valores. E sobre prazo depende agora do Betis. Mas como a janela fecha, tem que definir isso até domingo", disse o presidente Marcos Malucelli.

Essa não é a primeira vez que um clube espanhol procura o atleta. No começo do ano, o La Coruña chegou a fazer uma proposta de empréstimo pelo jogador.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Missão: mais seis


Branquinho marcou um belo gol.
E a comemoração foi na base do Playstation.

Ao contrário do que acontece na maioria das partidas do Furacão longe de casa, a torcida desta vez acreditava numa vitória. E não é que ela veio mesmo?
Resultado ótimo, mas que poderia ter sido menos sofrido. Jogo fácil, contra um adversário tecnicamente fraco, e que o Atlético só ganhou graças a uma boa jogada individual de Branquinho, que arrematou de fora da área e marcou seu primeiro gol com a camisa rubro-negra.
Ainda bem, porque mesmo jogando com três atacantes - Maicon Leite, Bruno Mineiro e Guerrón - o time teve dificuldades sérias para arrematar a gol.
Falta um algo a mais na hora de botar a bola na rede. Tanto que os artilheiros do CAP no Brasileiro são um meia e um zagueiro: Paulo Baier e Manoel.
E olha que, mesmo assim, já são 19 gols marcados - sétimo melhor ataque do campeonato até agora.
Mas, por outro lado, a zaga esteve bem, o volante Olberdan fez outra boa partida e o importante mesmo é que a vitória veio.
Agora, são duas partidas seguidas na Baixada, contra Grêmio e Ceará.
Duas vitórias, e mais seis pontos conquistados, colocarão o Furacão lá pra cima na tabela, próximo à Zona da Libertadores.
Por isso, é hora de mobilização total.
Começando contra os gaudérios, no domingo.
Bora pras cabeça, Furacão!

E Tatu conheceu a força da torcida atleticana

A Petrobras, patrocinadora do Campeonato Brasileiro, divulgou o documentário da torcida atleticana gravado no último fim de semana. E o Tatu pôde ver ao vivo a força do povão atleticano. Confira abaixo o vídeo, que já pode ser visto também no site e no canal exclusivo no Youtube da campanha:


Carpegiani entre Bruno Costa e Guerrón

Da Gazeta do Povo:


O técnico Paulo César Carpegiani foi para Pre­­sidente Prudente com uma certeza e uma dúvida. A certeza é que Branquinho deve ser o camisa 10, já que o treinador não poderá contar com Paulo Baier, vetado pelo departamento médico por causa de um problema no joelho – a síndrome do atrito iliotibial.

“Se fosse um jogo de campeo­nato mundial, ele poderia to­­mar a medicação e jogar”, afirmou o coordenador do de­­par­­ta­­mento médico atleticano, Edil­­son Thie­­le. De acordo com o mé­­dico, a in­­tenção é recuperá-lo para o duelo com o Grêmio, no domingo.

A dúvida do treinador está entre o zagueiro Bruno Costa e o atacante Guerrón. Se o primeiro for o escolhido, o lateral Pauli­­nho atuará mais avançado, em um 4-4-2. Já com a volta do equatoriano, que se recuperou de um inchaço do tornozelo, o Atlético atuaria em um 4-3-3, como contra o Flamengo.

Para Carpegiani, esse esquema é possível mesmo fora de casa. “Não existe magia. Na medida que eles assimilarem a postura tática, não vejo dificuldades. Posso jogar até com quatro atacantes. Desde que tenham um reposicionamento rápido, uma compactação”, explicou.

Mesmo admitindo que ainda não jogou bem desde que chegou ao Furacão, Guerrón apostou em um bom desempenho seu e da equipe. “A disposição, a motivação, depende somente do time. O Atlético tem de sair e demonstrar que tem um futebol bom”, afirmou o equatoriano, sem saber se será titular ou não.

Poeta maldito

Pichações de poemas de Paulo Leminski, poeta, atleticano, nascido há 66 anos, em 24/08/1944. Uma homenagem um pouquinho atrasada. Mas sempre válida:
O pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capz
o filhodaputa
de fazer chover
em nosso piquenique
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Rápidas. Bem rápidas.

O Atlético terá dois desfalques importantes na partida de amanhã contra o Grêmio Prudente, no interior paulista: Paulo Baier (vetado) e Manoel (suspenso). Branquinho deve aparecer no meio e Leandro na zaga.
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Por outro lado, o Prudente também não terá dois titulares: o zagueiro Leonardo e o atacante Wanderley, machucados.
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O Atlético deve jogar com Neto; Wagner Diniz, Leandro, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Olberdam e Branquinho; Guerrón, Maikon Leite e Bruno Mineiro
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Ilan, atacante campeão brasileiro pelo Furacão em 2001, acertou seu retorno ao futebol brasileiro. Defenderá o Internacional-RS.
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Já o atacante Anderson Aquino, que não estava sendo utilizado pelo técnico Carpegiani, foi emprestado ao Paraná Clube para a disputa da série B. Curiosamente, foi o Paraná quem revelou Ilan.
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O Atlético recebeu 14.830 escolhas como “time do coração” no concurso nº 134 da Timemania, obtendo a 19ª colocação na apuração do último sábado. No acumulado do ano, o Furacão é o clube paranaense melhor colocado e segue também em 19º, aproximando-se do 18º, o ABC.
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Todas essas informações foram legalmente chupinhadas da Furacao.com, o melhor site brasileiro sobre um time de futebol.

domingo, 22 de agosto de 2010

Valeu pelo mosaico

Meus amigos...

Dentro de campo este Atlético e Flamengo não entrou para a lista das grandes vitórias do Furacão, como as lembradas abaixo. O jogo foi complicado e, como tem sido rotina nesse Brasileirão, muito em virtude das invencionices do nosso treinador. O Marcelo nem relacionado era e, de repente, vira titular. Para piorar, o moleque, que tem talento, entra frio, sem ritmo, e acaba queimado.

Mas, deixemos o Carpa de lado. O que valeu mesmo foi a conquista de mais três pontinhos, suadíssimos, que nos empurraram para fora da zona de rebaixamento. De quebra, mantivemos o tabu, que já dura desde 1974, de não perder para o Mengo em Curitiba.

Agora, se com a bola rolando o jogo deixou a desejar, o mesmo não se pode dizer fora de campo. Pra variar, a torcida rubro-negra mandou muito bem. Especialmente, a raçuda turma do Moisaco Furacão. Contando com a colaboração de todos os atleticanos, protagonizamos um show histórico na Baixada: a primeira imagem com painéis no estádio inteiro no Brasil!


Há também um video em que se pode curtir a montagem do mosaico colorindo a Arena...


Domingo de futebol e regatas

Acordei bem cedo e fui ler um pouco de Nélson Rodrigues.

O nosso mais inspirado escritor quando o assunto é futebol, o anjo-pornô, me explica que o grande momento da vida brasileira no ínicio do século XX era o domingo de regatas. A alegria das multidões. O ideal era um domingão como este: céu sem nuvens, solzão, aquela paz.

Todos os caminhos levavam até a enseada de Botafogo. As mulheres sempre elegantes de chápeu. Os homens de cartola e polainas para ver as competições de remo. Na época, era o principal esporte do Brasil.

Lugar que o futebol ocupou faz tempo e para toda a eternidade. E hoje tem regata na velha Baixada. Os homens vestem rubro-negro com amor e as nossas mulheres, bem não quero parecer grosseiro, são agora de tirar o chapéu. Talvez tenha acordado um pouco otimista demais, até por que ontem eu não bebi e tou sem ressaca, mas não sei não, gente boa: parece que hoje será um dia daqueles.

Vamos listar os ingredientes que tornam esta tarde especial: tempo perfeito e o horário ideal para o futebol - domingo, às 16h. O mosaicão histórico que será devidamente eternizado pelo documentário da Petrobrás. O atual campeão brasileiro e um dos fregueses mais fiés como adversário. E , principalmente, uma escalação mais perto daquilo que a galera quer - sem invenções ou surpresas. Tudo para ser um puta domingo de festa na Baixada.

Quanto a escalação (se é que não teremos o "treino da madrugada"), acho que desta vez o 'home' acertou. Acho que a zaga é isso aí. O que temos de melhor, enquanto o Azevedo não volta. E uma coerência reconfortante. O lateral direito na direita e o lateral esquedo na esquerda. De resto é torcer para que o Manél fique inteiro, ele que estreou sua carcaça contra o Flamengo no primeiro turno do ano passado.

No meio, a estréia do Olberdan. A grande interrogação. Este, ninguém nunca viu jogar – nem a diretoria do Atlético. O que eu sei é que ele tinha fama de badboy em Portugal. Era o capitão do time, tinha moral lá. Vamos ver. Depois, o nosso bravo e lutador Chico ao lado do maestro Paulo Baier.

Na frente - sem Guerrón que ainda não estreou - teremos velocidade, habilidade e juventude com Maikon Leite e Marcelo Ziquita. No comando, o Bruno Mineiro. mais dentro da área, só com a responsa de empurrar o balão pra dentro. Audácia e mais audácia. Para abafar desde o início e tentar garantir a vitória logo de cara. Assim como sempre foi na Baixada em anos vitoriosos. Parece que o Carpa levou em conta o fervo que vai estar o Caldeirão para escalar o time.

sábado, 21 de agosto de 2010

Napoleão de hospício

O meu compadre Peçanha, colaborador habitual do blog, conta que ficou emocionado com a lembrança do arco-íris no Tarumã numa épica tarde de 91, naquela vitória contra o Flamengo. Valeu Peça. Como ele não é caboclo de deixar barato me mandou um testemunho sobre outra vitória contra o Flamengo. Olha aí:

Guerrilheiro, foste na jugular de novo. Eu estou encharcado daquela chuva até hoje. E me fez lembrar de outras vitórias contra este adversário de domingo. Sempre ao sol e a chuva, como deve ser o futebol. Antes de começar peço licença para apresentar um rápida tese une os dois melhores times de futebol da história. A seleção brasileira não teria sido campeã em 70 sem o João Saldanha na preparação. Mas, também, não teria sido se ele não fosse demitido.

A coragem e o temperamento do “João sem medo” foram fundamentais na escolha do elenco, na confiança da moçada, e tudo o mais. Chegou um momento porém, que era encrenca todo dia. Saldanha batia de frente com a imprensa, com os craques do time, com a direção. Mesmo que ele tivesse com a razão na maioria das vezes, o ambiente avacalhou – algo que é fatal no futebol. Fez-se a troca. Veio o apaziguador e sortudo Zagallo e com ele, o título mundial.

Exatamente a mesma coisa que aconteceu com o Atlético em 2001. Nunca teríamos sido campeões brasileiros se não fosse a preparação comandada por Mário Sérgio Pontes de Paiva. Contudo, tenho certeza que o Nem não levantaria o caneco se ele não tivesse vazado na hora certa. Foi ótimo pela preparação física, pela consolidadção do 352 com os caras certos, pela efetivação do Kléberson e tudo o mais.

Mas chegou o tempo que ficou tudo uma grande zona. O auge foi em uma derrota para o Palmeiras, no Parque Antártica. Lembro que o MS apresentou um comportamento pra lá de estranho aquele dia. Mostrou as bola pra torcida dos caras, falou palavrão pro reporter de TV, ameaçou divulgar uma “lista da gandaia” no final do jogo. Tenho pra mim que ele tava mais doidão do que o habitual naquele dia. O ambiente tinha virado zona. O Carambola pegado fogo.Histórias escabrosas sobre a famosa casa da sacanagem (uma história ainda por contar). Algo precisava mudar. Veio o tranquilo e malandro Geninho e com ele, o título nacional.

No dia 11 de agosto de 2001, Mario Sérgio e Zagallo eram os treinadores do Atlético e Flamengo. Foi uma verdadeira surra do Furacão no urubu. Eles tinham acabado de ganhar o título contra o Vasco (aquele gol do Pet que a Globo passa uma vez por semana). Vieram cheio de marra levaram 4x0. Gustavão logo no primeiro minuto. Alex Mineiro e Kléber cada qual em um dos tempos. E Rodriguinho para sacramentar a goelada fez um golaço. No final o Mario Sérgio profetizou que o Rodriguinho seria titular da seleção. Tudo bem. Isso tudo é uma espécie de homenagem. Pra lembrar da melhor atuação do CAP sob a administração esquizo do “napoleão de hospicio” de lingua presa- o tecnico que só prepara. Saudade daquelas tardes de domingo. Grandes festas de cerveja na Baixada.

O nosso time :
Atlético: Flávio, Igor, Nem e Gustavo (Erandir); Rogério Souza ( Rodriguinho), Pires, Adriano, Kleberson e Ivan; Alex Mineiro (Souza) e Kleber. Técnico: Mário Sérgio. No Flamengo, lembro do Pet, Beto e Julio César, o melhor goleiro presepeiro do mundo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Petrobras gravará documentário com a torcida atleticana

Da Furacao.com:
A vibração da nação rubro-negra será palco do documentário da Petrobras, patrocinadora do Campeonato Brasileiro de Futebol, neste domingo, quando o Atlético enfrenta o Flamengo, na Arena da Baixada. Cada uma das 20 torcidas dos clubes que participam do torneio nacional está sendo registrada por Fabiano Tatu, torcedor símbolo do Brasileirão Petrobras 2010, que está percorrendo todo o Brasil.

Os mini-documentários da aventura estão sendo exibidos semanalmente no site e no canal exclusivo no Youtube. Os registros da torcida atleticana estarão disponíveis a partir de 25 de agosto.

"A cada semana estaremos junto de uma torcida e agora chegou a vez do Atlético Paranaense. Dentro e fora do estádio vamos mostrar como a torcida do Furacão manifesta a sua paixão e move o time durante os jogos", conta Walter Romano, do núcleo de Comunicação Digital da Petrobras.

Além disso, a Petrobras está realizando promoções via twitter ao longo do campeonato, sempre com foco no time da semana. Nelas, os torcedores usam a criatividade para concorrer a camisas oficiais. Entre os dias 22 e 28 de agosto será a vez do Atlético Paranaense. Para participar, os torcedores devem seguir o perfil no Twitter e responder ao desafio que será proposto.

Com essa ação, a Petrobras pretende reforçar sua associação com o futebol, por meio do maior evento esportivo do calendário nacional. A Companhia espera criar identificação dos torcedores com sua marca e utilizar a plataforma, que inclui os vídeos e promoções como canal para divulgação de produtos e serviços da Petrobras.

Um clássico esquecido

Domingo é dia de recerbemos o Flamengo em Curitiba. E sempre quando os cariocas passam por aqui, sai coisa boa (não perdemos desde 1974!). São vários os confrontos clássicos. O maior de todos, certamente, é o de 1983, quando ficamos a um golzinho da final do Brasileiro e cravamos o recorde de público do Couto Pereira. Temos ainda outras ótimas recordações: a inauguração da Baixada do Farinhaque em 1994, o jogo do "eu sou o Lucas", os 4 a 0 de 2001 e o mítico 2 a 1 em 2004.

Há também um encontro, normalmente esquecido, que eu recordo com carinho: os 3 a 0 de 1991. Era a nossa partida de retorno à Primeira Divisão. Logo de cara, o Flamengo, recheado de figurinhas carimbadas. Destaque, claro, para Júnior, há tempos desfalcado da vistosa cabeleira black, que lhe rendeu o apelido de Capacete, mas com a canhotinha matreira de sempre. Eles contavam ainda com os zagueiros Rogério (atual técnico do clube) e Júnior Baiano, além de dois dos mullets mais clássicos do futebol brasileiro, o goleiro Zé Carlos e o volante Charles. Além destes, compunham a esquadra três figuras que, anos depois, alcançariam o estrelato: Zinho, Marcelinho (Carioca) e, no banco de reservas, Vanderlei Luxemburgo.

O Furacão não ficava atrás e apresentava um onze caprichado. Rafael envergava nossa camisa 1 -- ou seja, antes de o juiz apitar, já vencíamos no quesito "arqueiro com penteado arrojado". Na lateral-direita, Jorge Luís, o nascedouro da "jogada pronta", negócio da China realizado em Cambará com os japoneses do Matsubara. Leonardo e Batista eram dois beques razoavelmente confiáveis e, fechando o quarteto de zaga, o minotauro Odemílson, deslocado pela esquerda.

Partindo para o meio-campo, tínhamos o incansável Valdir Benedito, um exagero na proteção da defesa. E três meias: Luis Carlos Martins e seu jeitão de bancário, o baixinho e perigosíssimo André, e ele, sim, ele mesmo, Carlinhos Sabiá.

Na frente, Tico, o responsável pelo arremate de "jogada pronta", muitíssimo bem acompanhado pela, possivelmente, maior contratação da história do Atlético: Éder Aleixo. Pois bastaram cinco minutos, naquela tarde de sábado, para o canhão da Copa do Mundo de 1982 justificar o caminhão de dinheiro que o Furacão prometeu a ele e não cumpriu (paciência).

Quase 20 anos se passaram, não lembro com exatidão dos gols. Mas, se não estou enganado, logo na abertura do marcador, com André, Éder adicionou tanto veneno na bola que o zagueirão flamenguista (Piá) foi ao solo ao tentar interceptar o lançamento. Carlinhos então se apoderou da menina e, antes de endereçá-la a área, procurou pelo companheiro melhor colocado (manobra em desuso atualmente). Complementação perfeita, Fanáticos em festa.

Pouco depois, outro grito de gol no Pinheirão. Desta feita, na conta do Sabiá. A bola se ofereceu dentro da área, em um rebote. O eterno camisa 7 pediu licença a Zé Carlos, driblou-o, e finalizou com seu característico tapa aveludado: 2 a 0.

Vantagem administrada, com segurança, até próximo do término da partida. Foi quando uma tempestade se abateu sobre o Tarumã - e lá, naquela paragem vizinha a capital paranaense, os fenômenos climáticos eram seis vezes mais intensos.

Eu estava na curva (ou rampa) de entrada e a ridícula cobertura do setor era incapaz de conter as pedras que desabavam do céu. Por alguns segundos, fui fuzilado junto de outros milhares de irmãos, até encontrar abrigo atrás de uma placa de publicidade encostada no paredão.

De lá, espremido, consegui espiar Ratinho (fui saber com o Léo Batista, no dia seguinte), peça de conexão da linha importada de Cambará, ser derrubado na área. Pênalti! Tico firmou as travas no piso off-road do campo da FPF e executou a cobrança com categoria: 3 a 0.

Agora, dê play no video abaixo para continuar...



Bastou a gorducha adormecer, as nuvens se abriram, o astro-rei surgiu e, aliado à chuva, fez explodir um espetacular arco-íris, ao som do Jimi em Third Rock from the Sun. E ,ao pé da visão multi-colorida, lá estava a nossa taça primeira taça de campeão brasileiro. Era só ir buscá-la...

Bem, não foi exatamente assim que tudo terminou naquele início de fevereiro. Mas parecia, tamanha era a alegria dos atleticanos comemorando debaixo d'água.

As opções de Carpegiani

Da Furacao.com:
O técnico Paulo César Carpegiani fez mais mudanças no Furacão no treinamento desta quinta-feira, na Arena da Baixada. Sem Manoel, com amigdalite e que virou dúvida para enfrentar o Flamengo no domingo, o treinador escalou Eli Sabiá entre os titulares.

Na frente, Carpegiani trocou Branquinho, que havia treinado entre os titulares na terça e na quarta, e colocou o meia-atacante Guerrón. Com isso, o Rubro-Negro voltou a ter o equatoriano, Maikon Leite e Bruno Mineiro no trio de ataque.

Outra mudança, dessa vez tática, foi no posicionamento do volante Chico. No treino desta quinta-feira, o jogador atuou mais recuado, pelo lado esquerda da defesa. O time passou para o esquema 3-4-3 e o lateral Paulinho teve mais liberdade para avançar. Confira a seguir as equipes que Carpegiani utilizou nos treinamentos da semana - os dois primeiros no CT do Caju e o último na Arena da Baixada:

3ª feira, no 4-3-3 com: Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Olberdam, Paulo Baier e Branquinho; Guerrón, Maikon Leite e Bruno Mineiro.

4ª feira, no 4-4-2 com: Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Olberdam, Chico, Paulo Baier e Branquinho; Maikon Leite e Bruno Mineiro.

5ª feira no 3-4-3 com: Neto; Eli Sabiá, Rhodolfo e Chico; Wagner Diniz, Olberdam, Paulo Baier e Paulinho; Guerrón, Maikon Leite e Bruno Mineiro.

A partida entre Atlético e Flamengo, válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, terá arbitragem do gaúcho Carlos Eugênio Simon. O Furacão, com a punição ao Grêmio Prudente, é 16° colocado. O time paranaense conquistou 14 pontos em 14 jogos; foram 17 gols marcados e 26 sofridos. Já o clube carioca ocupa a 8ª posição com 20 pontos, 13 gols pró e 11 contra.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Circulo dá livro

Meus amigos, uma das iniciativas mais nobres e importantes que já foram tomadas em relação ao nosso Atlético é o Círculo de História Atleticana, comandado por esta guerrilheira chamada Milene Szaikowski - a Mylla. Na medida do possível, fiz questão de participar dos encontros, assim como fazem uma porção de outros rubro-negros doentes. Agora, o CHA conta com a força da galera para eternizar a nossa história em um livro. Explica aí, Mylla:

"Amigos atleticanos, preciso da ajuda de vocês. O blog do Círculo de História Atleticana está participando de um concurso para virar livro. Mas para que isso aconteça, preciso da força da torcida atleticana. Serão selecionados blogs de diversas categorias que tiverem maior votação. Para votar basta clicar aqui ou no banner localizado no lado direito do blog (www.circuloatleticano.wordpress.com). Conto com a ajuda e divulgação de vocês! Se o blog for bem votado poderemos ter um livro com as histórias contadas nos encontros do Círculo de História Atleticana. Abraços, Milene Szaikowski.

Não percamos tempo, mesmo porque há pouca literatura sobre o Furacão!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Aos puritanos, moralistas e austeros de ocasião

O que mais tenho lido e ouvido por aí são queixas quanto às soluções propostas para viabilizar a Copa do Mundo no estádio Joaquim Américo. Vejam bem, eu me refiro a quaisquer soluções, boas ou ruins. Se por um lado não podemos sair por aí defendendo gastança pública, mesmo que seja em prol do Atlético, por outro lado não se pode admitir falso moralismo calhorda e de ocasião.
Primeiro porque o que está em jogo não é gastança pública. Se trata de viabilizar que o maior evento desportivo do mundo seja realizado em Curitiba. E para isso há duas opções: ou investir na Baixada, cujo custo para adequação chega a uns bons R$ 120 milhões, mas dos quais o próprio Atlético se dispõe a botar uns R$ 33 mi; ou então construir um estádio do zero, a um valor que deve passar facilmente a casa dos R$ 400 milhões. Ou seja, mesmo que se tratasse de investimento direto dos governo na Baixada, mesmo assim estaria se buscando o menor investimento possível para conseguir como contrapartida centenas de milhares de reais em obras de infra-estrutura, além do aporte financeiro proveniente do turismo na época do Mundial.
Mas vamos adiante.
Ocorre que não está se propondo investimento direto do estado ou do município, a fundo perdido.
Está se estudando uma alternativa que viabilize o término do estádio nos padrões Fifa. E várias sugestões já foram colocadas à mesa.
Uma delas foi a possibilidade de a Copel adquirir os naming rights da Arena. Choveu crítica. Até o mais safado dos larápios de supermercado levantou a bandeira da moralidade: "Jamais!" "A Copel é nossa!" "Uma empresa da área de energia não pode investir nesse tipo de patrocínio!" e outras bravatas. Fosse apenas uma convicção em torno do tema, até vá lá. Mas ocorre que jamais vi ou ouvi esses arautos da austeridade, verdadeiros paladinos da ética, se mobilizarem contra os milhões de reais investidos pela Petrobras - cujo capital também é de todos os brasileiros, e isso inclui a nós, paranaenses - por anos a fio no Flamengo; ou pela Eletrobras - cujo capital também pertence a nós, paranaenses, e que também é uma estatal que possui monopólio no setor - no Vasco da Gama.
Agora estuda-se a aplicação de recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) do estado, em forma de empréstimo à construtora responsável pela obra, e que em composição com o potencial construtivo do município dado como garantias parece representar uma solução bastante plausível.
Mas novamente alguns experts no assunto, sumidades em não entender de porra alguma, mas também em dar pitaco em tudo, bradam contra. Outros tentam revestir a operação de um caráter ilegal ou imoral.
O FDE é um instrumento financeiro do governo do Paraná constituído com a finalidade de apoiar programas e projetos de desenvolvimento econômico e social de interesse do estado.
Em lugar nenhum está escrito que projetos ligados ao esporte, desde que contribuam para o desenvolvimento e sejam de interesse do estado, como é obviamente o caso, estão impedidos.
Os mesmos que opinam agora de forma indignada e quase revoltada jamais questionaram o emprego de recursos do mesmo FDE para empresas estrangeiras como a Volkswagen, Audi e Renault, por exemplo. Talvez nem saibam como se deu a operação.
Bem.
É óbvio que as críticas têm como pano de fundo, muito mais do que a defesa do ente público ou da preservação moral de nosso estado, uma bronca clubística. Nos fóruns de internet, sites e meios de comunicação, isso é nítido: só se vê coxas e parasitas se unindo nas críticas a quaisquer propostas que apareçam, sejam elas plausíveis ou não; interessantes ou não; benéficas ou não.
Além da ignorância visível (e risível) em algumas dessas opiniões, do discurso unificado e repetitivo e dos argumentos pobres e rasteiros, um outro detalhe também chama a atenção: como podem os torcedores do Pinheiros-Colorado, que ocupa há décadas uma área que não lhes pertence, mas sim à União - ou seja, a mim, a você, a todos nós - e que tenta dar o golpe do usucapião para se adonar do terreno da RFFSA, como podem estes que estão usufruindo há décadas do que é público terem a desfaçatez de levantar a voz pela moralidade e emitir qualquer opinião que seja a respeito da relação entre o público e o privado?
A esses puritanos, moralistas e austeros de ocasião, fica a dica: vão se ocupar de outros assuntos; preocupem-se com o que está realmente afundando este estado. E desencanem, porque a realização de uma Copa do Mundo em Curitiba será benéfica a todos nós que aqui vivemos. E, se houver mesmo Copa em Curitiba, ela será na Arena da Baixada. E não serão frases mal escritas em fóruns e sites picaretas que vão mudar isso.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os dois lados de uma pesquisa


Mais uma pesquisa sobre tamanhos de torcida no país. E mais polêmica. O Ibope foi a campo por encomenda do jornal Lance! e o estudo traz poucas novidades: cariocas e paulistas continuam a dominar o cenário nacional, com gaúchos e mineiros se infiltrando entre os 10 mais.
O que chama a atenção mesmo, e traz à tona todo o tipo de desconfiança, é o Sport-PE aparecer com uma torcida quase três vezes maior que a do Atlético, e também maior do que as torcidas de Botafogo e Fluminense. Nada contra os irmãos rubro-negros do Recife, mas Pernambuco é um mercado ainda menor que o do Paraná e sofre, tanto quanto aqui, com a forte influência dos forasteiros. E o Sport com 3 vezes mais torcida que o Furacão é bem difícil de engolir.
Falando nisso, e resgatando o tema do post, o levantamento traz duas visões distintas se levarmos em conta o cenário obtido no estado do Paraná.
A primeira é lastimável: dois clubes paulistas, Corinthians e Palmeiras, são detentores das maiores torcidas no estado - muito graças à influência do estado vizinho no Norte paranaense. O Corinthians aparecer em primeiro não surpreende. Mas sim o Palmeiras em segundo, superando o Furacão. Infelizmente os sites do Lance! e do Ibope não trazem uma metodologia mais aprofundada sobre a pesquisa em cada estado, bem como o número de entrevistas realizadas na capital e no interior de cada estado. É de se questionar. Mas o fato é que a influência paulista existe, é forte e não há qualquer iniciativa por parte dos times paranaenses para tentar virar esse jogo, nem a médio nem a longo prazo. Ao contrário: ano após ano fazem campanhas mais pífias e não têm quaisquer iniciativas de marketing pelos municípios do estado.


O outro lado da pesquisa nós também já conhecemos: o Atlético tem a maior torcida dentre os clubes paranaenses, superando de longe os rivais. Segundo o Ibope/Lance!, há mais atleticanos no estado do que torcedores coxas e do Paraná somados.
Ou seja, estamos muito bem no cenário doméstico, mas com uma participação ainda pífia em termos nacionais.
Pra mudar esse jogo, só ganhando espaço no interior do estado, antes que os paulistas dominem geral.
E, pra isso acontecer, só com bons times, boas campanhas e um marketing consistente e insistente.
Três medidas que, pelo jeito, estão longe de acontecer.

domingo, 15 de agosto de 2010

Outra semana daquelas

Aproveitei o fim de semana de sol em Curitiba e não esquentei muito a cachola com o Atlético.
Mas amanhã é segunda-feira e a nova derrota, desta vez para o Palmeiras, só ampliou a costumeira depressão de domingo à noite.
Terminados todos os jogos da rodada, bingo: o Furacão está de volta à zona de rebaixamento.
E, podem escrever, vamos permanecer por ali, lutando para sair dela, até a última rodada. E não se trata de derrotismo ou conformismo, apenas de constatação.
O calvário será novamente longo e sofrido.
E, como sempre, o time vai precisar do Caldeirão pra somar pontos.
Está na hora disso começar a acontecer já no domingo, contra o Flamengo. Pois, até agora, o CAP venceu apenas três das seis partidas na Arena.
Para fechar o turno, serão ainda mais quatro partidas, duas delas em casa - contra Grêmio e Ceará.
Uma boa meta a ser traçada é conquistar nove pontos nessas três partidas na Baixada. Daí, contra Grêmio Prudente e Avaí, fora, o que vier é lucro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Os convocados

Da Furacao.com:
Paulo César Capegiani relacionou 20 atletas para enfrentar o Palmeiras, às 18h30 deste sábado, no estádio do Pacaembu, pela 14ª rodada do Brasileirão.

O zagueiro Manoel, expulso contra o São Paulo, está fora. O lateral-esquerda Márcio Azevedo, os volantes Claiton e Vitor e o atacante Alex Mineiro também são desfalques. Por outro lado, o atacante Bruno Mineiro, que cumpriu suspensão no último domingo, volta ao time. Além dele, o zagueiro Gustavo Araújo e o meia Ivan Gonzalez estão na lista de 20 jogadores.

O provável Furacão para encarar o Palmeiras tem, no esquema 4-4-2: Neto; Wagner Diniz, Leandro, Rhodolfo e Bruno Costa; Deivid (Olberdam), Chico, Paulo Baier e Paulinho; Guerrón e Bruno Mineiro.

Confira os relacionados para Palmeiras x Atlético:

Goleiros: João Carlos e Neto
Zagueiros: Bruno Costa, Gustavo, Leandro e Rhodolfo
Laterais: Paulinho e Wagner Diniz
Volantes: Chico, Deivid e Olberdam
Meias: Branquinho, Ivan Gonzalez, Mithyuê, Netinho e Paulo Baier
Atacantes: Bruno Mineiro, Guerrón, Maikon Leite e Thiago Santos

Mais um!

Momento histórico: Alex Mineiro salta sobre o goleiro Silvio Luís batido para comemorar
o gol da vitória sobre o São Caetano, que deu ao Atlético o título de Campeão Brasileiro.
O povo quer ver pelo menos mais um gol desse cara!
A quinta-feira foi marcada por um turbilhão, daqueles que quando em vez acontecem no Atlético. Um turbilhão de informações e contra-informações. A primeira diz respeito a Alex Mineiro. A diretoria apressou-se em desmentir, mas o blog da jornalista Nadja Mauad e a Furacao.com asseguram: o eterno camisa 9 do Melhor Atlético de Todos os Tempos não joga mais neste Brasileirão. Não entendi direito. Uns dizem que a medida foi tomada por insuficiência técnica. Outros, que foi motivada por indisciplina. Oficialmente, porém, o atacante está em tratamento médico devido a uma lesão na coxa.
Por seu passado, Alex merece tratamento de rei; pelo presente, merece oportunidades. É claro que não se trata do mesmo jogador de 2001. Mas é melhor que muitos avantes que aparecem por aqui aos borbotões. Mesmo agora, ainda o acho melhor do que o gringo Federico - embora este tenha tido poucas oportunidades de mostrar seu futebol; uma apenas, na verdade.
Participou, e bem, embora não tenha marcado gol, das últimas duas vitórias do Furacão, contra Santos e Goiás.
E acho que poderia ter sido útil no último jogo, contra o São Paulo.
Mas, independente de ser titular, ou reserva, ou mesmo que haja outros atacantes melhores no elenco e que o técnico não o escale nem para o banco, mesmo assim Alex é merecedor do mais extraordinário respeito. Algo que falta no trato dos cartolas com tantos ídolos - lembram do que foi feito com Alberto?
Alex tem mais importância na história do Atlético Paranaense do que qualquer dirigente atual do clube.
E boatos envolvendo ídolos assim me enchem de desgosto.
Tomara que sejam mesmo somente boatos. E que Alex fique até o final do ano conosco. E que consiga marcar gols. Mais unzinho só, que seja, pra gente comemorar.
•••
Se desmentiu a saída de Alex, o CAP oficializou o afastamento do atacante Anderson Aquino e do lateral-esquerdo Jean. Já quanto ao volante Claiton, revelou-se que ele passou por mais uma cirurgia - desta vez uma artroscopia. Ocimar Bolicenho chegou a falar que não contava mais com o jogador este ano. O próprio atleta desmentiu, em entrevista à Furacao.com. Mas esse caso é totalmente diferente. Nem mesmo a torcida conta mais com Claiton. Está há um ano e meio sem fazer uma partida oficial. E volante é o que não falta no elenco. Manter Claiton por tanto tempo no clube, sem jogar, isso sim é desperdício de dinheiro.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Conclusão da Baixada atrai J. Malucelli e CR Almeida

Da Gazeta do Povo:

Com a definição de que a Arena será o estádio curitibano na Copa do Mundo de 2014, a dúvida da vez é se há construtoras dispostas a realizar a obra nas condições exigidas. Em princípio, elas existem, mas a consolidação do interesse depende de como será feita a licitação.

Em entrevista à Rádio Transa­­mérica, o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, voltou a confirmar que há candidatos pela obra na Baixada. “Eu mesmo recebi duas construtoras interessadas no potencial construtivo. Agora, oficializando o processo, outras devem se candidatar”, afirmou.

Pelo que a reportagem apurou, cinco empresas teriam procurado o clube e esta é a expectativa de inscritos na licitação – que ainda não tem data definida para ocorrer.

Uma das que devem participar deste processo é a J. Malucelli, uma das maiores do ramo no estado. O seu presidente, Joel Malucelli, confirmou que, diante do acordo entre governo e Atlético, a empreitada pode ser viável financeiramente.

“Ainda não existe um projeto quantitativo e um estrutural. Desde que os recursos sejam claros e confiáveis, devemos participar da licitação”, garantiu.

O dono do Corinthians Paranaense já havia dito à Gazeta do Povo há uma semana que não tinha interesse caso a forma de pagamento fosse o potencial construtivo. O discurso mudou.

“Depende das condições do potencial construtivo. A quantidade de papéis, o tipo, o preço por metro quadrado”, ponderou. “Por enquanto não tem nada oficializado, no papel. São só discursos. A hora que virar uma formalização de proposta, nós vamos estudar, ver se vale a pena ou não. Mas que temos interesse, isso nós temos”, reiterou o dirigente.

Outra empresa que também tem a intenção de participar do processo é a CR Almeida. Segundo Sandro Vicentini, diretor jurídico da empresa, uma obra como um estádio para a Copa do Mundo realmente chama a atenção. “Assim que as regras estejam determinadas, vamos analisar o projeto para ver se vale a pena”, confirmou.

Uma das novidades anunciadas pelo clube é a possibilidade de ficar pouco tempo longe da Baixada para a realização da reforma. Inicialmente, previa-se que o Fura­­cão teria de mandar seus jogos em outro local assim que as obras começassem.

“Faz parte da exigência para a construtora ficarmos fora da Arena o menor tempo possível. Poderão começar a fazer obras pela parte externa, não prejudicando o gramado”, avaliou Marcos Malu­­celli, referindo-se ao terreno do antigo Colégio Ex­­poente, sem prever data para o início dos trabalhos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Show de imagem


Eu já havia postado aqui sobre as fotos da Baixada em 360º feitas pelo pelo fotógrafo Igor Kosiski. Agora, ele publicou mais uma; esta mostrando a comemoração dos jogadores e da torcida após o gol de Maikon Leite contra o São Paulo.
Show de imagem, que você pode conferir pelos frames acima.
Clique aqui para ver a foto em fullscreen e passear pelo estádio mais moderno do país. O estádio da Copa 2014 em Curitiba.

Reunião confirma a Baixada para a Copa 2014

Da Gazeta do Povo:
Governo do estado, prefeitura de Curitiba e Atlético unificaram o discurso sobre a Copa de 2014. A hipótese de um plano B para receber os jogos do torneio da Fifa no Paraná foi praticamente descartada. Todos fecharam com a Arena da Baixada.

Em uma reunião que durou cerca de duas horas, ontem, no Palácio das Araucárias, as partes chegaram a um consenso. Saíram afirmando que di­­ficilmente o estádio do Rubro-Negro vai ser excluído da competição.

A solução não é nenhuma novidade – exceto o fato de o clube não assumir nenhum ônus financeiro extra. O potencial construtivo da área onde fica a praça es­­por­­tiva atleticana será cedido pe­­la prefeitura para a construtora interessada em bancar 66,6% da empreitada. Os outros 33,3% – como já havia sido acertado – são responsabilidade do Atlético. O total da demanda está orçado hoje em R$ 138 milhões

Segundo o governador Or­­lando Pessuti, já “há três ou quatro construtoras interessadas”. Porém, o nome de nenhuma foi revelado. Caberá ao clube da Baixada indicar a executora da maior parte da reforma.

“Estamos encaminhando pa­­ra uma solução que tenho certeza ocorrerá ainda neste mês de agosto”, indicou o governador, garantindo haver grupos empresariais que nem precisariam de financiamento para realizar a obra. “A minha certeza é que a Co­­pa será em Curitiba e na Are­­na”, cravou.

O presidente do Furacão, Mar­­cos Malucelli, foi outro a sair sa­­tisfeito do encontro. O dirigente, antes tratado pelo poder público como vilão, mudou radicalmente o discurso sobre o im­­passe.

“Agora, só uma reviravolta ti­­ra a Arena da Copa”, confirmou o mandachuva atleticano, sem explicar detalhes dessa fórmula mágica. Luiz de Carvalho, gestor do evento em Curitiba, opinou: “Acredito que o Atlé­­ti­co entendeu o propósito e o ca­­minho indicado pela prefei­­tu­­ra e o governo.”

A partir de hoje, integrantes do comitê paranaense correrão atrás dos departamentos técnicos e jurídicos do mu­­nicípio e do estado. A intenção é acelerar as isenções fiscais que serão dadas a quem bancar a construção e, também, a forma legal de ceder o po­­tencial construtivo.

O objetivo é iniciar as obras a partir de janeiro. O Atlético crê que em dois anos pode finalizar os trabalhos e en­­tregar o estádio antes de dezembro de 2012.

Mas os entraves para atrasar essa meta são muitos. Para se escolher a construtora é necessária licitação. Os valores do projeto também precisam ser orçados novamente, pois os anteriores já estão ultrapassados, o que deve demorar cerca de 90 dias. “Mais do que os R$ 138 milhões orçados com certeza não será”, falou Pessuti.

Ficou ajustado entre as partes a criação de uma comissão técnica com o objetivo de atualizar os custos da obra, composta por membros das esferas políticas e do Atlético.

As iniciativas da isenção de im­­postos e do potencial construtivo ainda dependem de aprovação da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal, respectivamente. O Conselho Deliberativo do Atlético também precisa votar a manobra.

domingo, 8 de agosto de 2010

Chance perdida

É repetição, sim. Acho mesmo que não adianta falar muito. Só a título de constatação. O Atlético jogou melhor, mas não ganhou. Manteve a invencibilidade frente aos bambinos na Baixada, mas somou apenas um pontinho, enquanto deveria ter somado três.
Teve de tudo neste final de tarde no Joaquim Américo.
Um Rogério Ceni inspiradíssimo. E muito ágil, apesar de seus 37 e lá vai pedrada. O véio tá com os reflexos em dia, isso é fato.
Um Manél jogando o fino da bola no primeiro tempo e que em poucos minutos tornou-se o vilão da partida. Primeiro, titubeando na frente do adversário e deixando-o roubar a bola, em jogada que resultou no gol dos caras. Depois, por ter sido expulso - embora o lance não tenha sido merecador do segundo cartão amarelo.
Teve também um Guerrón estreando na Baixada de maneira tímida. Espera-se bem mais do equatoriano.
Teve outra estreia gringa: Federico Nieto, uma espécie de Pedro Oldoni portenho.
Teve a volta de Netinho, e o que ele jogou só serviu para deixar bem claro que Branquinho tem lugar nesse time.
Teve titubeada do técnico na escalação do time, pois Branquinho como eu disse acima joga mais do que Netinho e Alex Mineiro mesmo em má fase joga mais do que o gringo Federico.
Teve jogador se destacando pela direita: Paulinho fez um partidaço e se firma como titular na lateral.
Teve um Maikon Leite inspirado, que entrou na fogueira, com o CAP já perdendo a partida, mas que não se omitiu, foi pra cima dos bambinos e acabou por marcar um golaço.
E teve um juiz que demonstrou vigarice ao marcar um impedimento que nem o bandeirinha viu, e que jamais seria porque não havia impedimento, num contra-ataque de Maikon Leite que poderia ter sido mortal já no finalzinho do jogo.
E mais uma chance de vitória desperdiçada dentro do Caldeirão.
Com o empate o Atlético ficou aionda mais distante dos líderes e se manteve a apenas um pontinho de distância da zona de rebaixamento, mas beliscou uma posição, ultrapasaando o Vitória. Agora, somos o 15º. E, na próxima rodada, encaramos o 13º colocado: o Palmeiras de Felipão.

Troféu
ZIQUITA
Paulinho, Rhodolfo e Maikon Leite.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Netinho, Manél e Nieto.

Pelos botecos... (IV)

Mais uma foto do Tartaruga, esta enviada pelo Geraldo, mostra o pôster do Sicupa atrás do balcão, junto com outras fotos históricas do Atlético e mais uma carapaça rubro-negra.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pelos botecos... (III)

O casco Rubro-Negro aí de cima é um adorno que enfeita o tradicionalíssimo Tartaruga, na rua Itupava, em Curitiba. Vá lá, peça um pedaço de matambre, um espetinho e uma Original e não se arrependa jamais.
Essa dica é pra fechar a Tríplice Coroa de botecos atleticanos de Curitiba, juntamente com o Tia Lili e o Mercearia Stella.
E a qualquer momento por aqui mais detalhes de bares rubro-negros.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

20 anos esta noite

Texto enviado pelo Peçanha:

Era um domingo, e como hoje, aniversário do meu irmão. Lembro-me bem. Foi no mesmo ano em que os peitinhos da Débora começaram a crescer, espetando a blusa do colégio. Um grande ano, afinal. Também teve a sua Copa. Quando jogaram Argentina e Itália, um ótimo cachorro seguiu-me na volta da escola. O adotamos: Totó Schilati, o vira-lata siciliano. Morreu logo em seguida. Assim como Jair, o barbeiro da família, que morreu de câncer. Nunca consegui explicar pro cara como é que eu queria o corte. E também nunca fui naquele planetário. A alta cozinha da época era o bifê do Fornão e Sonia Campos saiu na Playboy de julho. “Senhores, peço o favor de não esporrar na minha Sônia”, alguem escreveu na página.
Mas estou me perdendo. É que naquele tempo os dias demoravam a passar. Lennon tinha morrido havia apenas dez anos e eu fiquei sabendo que Presley era só cinco anos mais velho. Pareciam separados por eras. Quanto a mim, cá estava eu sozinho e fodido numa daquelas 7ª As. Umas dez encarnações atrasado. O tempo demorava agindo lentamente nos pelos e nos mamilos das garotas. Hoje em dia, a impressão é que você pede uma dose de conhaque ao garçom, olha pro lado... e já passaram uns 10 anos.
Era outro mundo. De quinze em quinze dias dava para comprar a Chiclete com Banana por não sei quantos cruzados. Duas vezes este valor compravam um Keep Cooler. Mil e quinhentas vezes este valor - uma câmera JVC Cancorder com editor de caracteres. Multiplicando a JVC por mil chegava-se ao preço de um camarote vitalício no Pinheirão. O maior estádio da América Latina. Muito homens de visão investiram.
Da antiga arte de montar um esquadrão -Lembro que um dia meu pai chegou em casa (Fúria de Titãs na sessão da tarde) e da porta gritou orgulhoso: "vamos no Aeroporto buscar o Kita". Voltamos na Caravan Comodoro, que era uma grande e linda carroça. O nosso presidente, seo José Carlos, tivera a grande ideia de montar o melhor ataque da história pós-Furacão: Carlinhos, Kita e Marco Antônio. Mas vamos tentar ganhar tempo para chegar ao ponto. O gordo Borba era o técnico. O Pinheirão ainda não tinha encardido. Barrancos atras do gol. Feirão de carros ao sábados. Fratura exposta de Pedralli. O primeiro de de Kita foi de puxeta. Toinho já de cabelo branco usava camisa preta. A Platinense era a asa negra. Campeão do primeiro turno. Agora só faltavam dois. Derrota para a jogada pronta do Matsubara. Nílson Borges assume o comando técnico. Paulo Rink estreia no domingo de manhã. Peguei nos peitinho da Débora em junho. Lula lá, brilha uma estrela. Assis de volta à Baixada. Então é isso o Paraná Clube? E veio o hexagonal final. Grandes contratações. Fonseca, Gilberto Costa e André. Noites frias no Couto lavado de creolina. André sofreu a falta, Gilberto Costa bateu a falta e Dirceu deu dois “schlaps”. A vantagem era nossa de novo. Era um barato o cassino do Zé Duarte.A partir daí é isso que o guerrilheiro contou. Com alguns detalhes que não podem escapar:
A teoria da bola mágica – Onde você estava quando os coxas fizeram um 'três dentro' e a bola encobriu Gérson e sem bater no chão chacoalhou a rede azul? Eu estava no segundo anel. Naquele tempo tinha um enorme mastro atrás do gol da igreja. O gol do Berg é como a bala que matou Kennedy em Badlands - como explicar? Os cubanos de Miami, Castro, a Máfia... Há uma porrada de suspeitos habituais.

A banana comeu o macaco - Em seu último toque na bola no jogo de quarta, Dirceu marcou de cabeça o histórico gol. Ele não deu o pontapé inicial no segundo jogo. Honra que coube a Gilberto Costa. O crioulo sublime só foi encostar na redonda aos 5 minutos. Cabeça Preta na bola branca. O quarto gol nos coxas de cabeça no Couto em menos de um mês. Toda vez que eu escalo o melhor Atlético de todos os tempos deixo o Dirceu com a 16. Aquecendo, pronto para entrar.

Os “co-irmãos” - Voltando a falar do tempo. O Coxa tinha sido campeão brasileiro fazia cinco anos. E o título foi o fim da história para eles, mais ou menos como passou com o maracanazo uruguaio. Dali em diante ladeira abaixo.Tudo veio decaindo. Cai-cai contra nós, forfait em Juiz de Fora, terceira nacional na montblancada do genro Teixeira. Eles não haviam percebido ainda. Não tinham
sentido o gosto da lama grossa que começaram a saborear naquele domingo glorioso e ainda não pararam.

Berg - Estes dias um bêbado me disse que Berg foi um instrumento, assim como Judas foi parte de um plano secreto. O um beijo que Berg deu na cara da bola foi só parte dos insondáveis desígnios maiores se decidem numa eterna disputa de porrinha do Diabo com o Dono do Céu. Pode ser. Há também quem diga que ele não decidiu nada, já que tinha feito um gol a favor. Ficou, portanto, elas por elas e quem decidiu mesmo foi o Dirceu. De qualquer forma, parabéns à Gazeta que vinte anos depois teve a manha de perguntar: “Berg, como está a sua vida depois de ter caído em desgraça condenado eternamente como o autor da maior cagada da história do futebol mundial?”

A Virada que não veio – A nossa torcida era diferente. Como de resto tudo era diferente naquele estranho fim de século. Um tempo que só será redimido quando fizerem um álbum de figurinhas com os caras da Fanáticos daquela época. Lembro de nego que saiu do estádio meio cabreiro: “Tinha que ter ganho este jogo”. Por pouco não aconteceu num contra-ataque de almanaque. Serginho Coalhada quase marcou. E como ele merecia, o artilheiro daquele time . Parece que tem um cara lá no São Brás que tem um vídeo em que esta bola entra.
Onde foram parar estes 20 anos -No final uma sensação de que “todo o encanto paradisíaco” como o do verão descrito por Dali havia terminado. Como um fim das férias. Como mudar de colégio ou de cidade. Com um cachorro que morreu. A mulher que viaja para a Europa. Um tempo acaba para ser substituído por outro. No tempo que começava, as garotas passaram ao primeiro lugar no rol de prioridades. Mas o futebol faz isso pelo homem, como bem observou aquele paulista. Congela uma parte de sua alma do jeito em que ela se encontrava nos 12 primeiros anos de vida. Antes que um morno e sórdido lodo venha tomar conta de tudo.

Há 20 anos, um lance inesquecível


Ser campeão em cima dos coxas é sempre inesquecível. Mas os dois Atletibas finais de 1990... ah, esses foram os melhores de todos, sem dúvida. Principalmente o segundo, realizado há exatos 20 anos.
O Atlético tinha um time razoável, com alguns remanescentes do título de 88, como Carlinhos Sabiá, Marolla, Odemílson, Cacau e Serginho. Mas fez um segundo turno péssimo, que deixou a torcida ressabiada. Para o hexagonal final, o presidente José Carlos Farinhaque trouxe um reforço de peso: Gilberto Costa, o "canhão". Além disso, o técnico Zé Duarte, o "vovô", assumiu o comando do time.
Deu resultado: o Furacão ficou em primeiro lugar e levou para a final contra os coxas a vantagem de jogar por dois empates.
Os coxinhas, por sua vez, tinham um time superior tecnicamente, principalmente na meia-cancha, que tinha nomes como Hélcio, Tostão, Serginho, além do bom ataque formado por Moreno e Pachequinho.
Não me perguntem o motivo, mas as duas partidas da decisão foram realizadas no Couto Pereira (na época, o Atlético mandava seus jogos no inacabado Pinheirão).
E, apesar de eu ter citado acima tantos craques, os protagonistas das finais foram outros - um de cada lado.
Naquela temporada, disputava a vaga no comando do ataque do rubro-negro um jogador limitado mas voluntarioso, cheio de disposição e raça. No começo do campeonato, Dirceu não era unanimidade entre a torcida. Mas ganhou a simpatia ao judiar dos coxas: em dois Atletibas na primeira fase, marcou um gol em cada um. A boa fase rendeu a ele o apelido de "Schilatti", o desconhecido atacante da Itália que desandou a marcar gols na Copa do Mundo daquele ano.
Mas seu grande momento ainda estava por vir.
Dia 1º de agosto, noite fria de quarta-feira. Os coxas dominaram a partida de cabo a rabo e venciam por 1 a 0. Mas, aos 44 minutos do segundo tempo, o imponderável acontece. O goleiro Gérson inexplicavelmente pega a bola com a mão fora da área, próximo à linha de fundo. Falta, daquelas que parecem um "mini-escanteio". Eu já havia descido as escadas do chiqueirão e me dirigia ao portão de saída, mas, ao ouvir o lance no radinho, voltei. Me amontoei com a galera ali, no primeiro anel. Engraçado, parece que a gente sabia que o gol ia sair. Não deu outra. Gilberto Costa colocou com maestria a bola na cabela de Dirceu: 1 a 1. Vantagem mantida, e o atacante já começava a ganhar um outro apelido. Era o "Carrasco dos coxas".
Enfim, chega o domingo. Os últimos 90 minutos de jogo definiriam o campeão.
Mal começa a partida, Carlinhos arranca pela direita e cruza na área. Sempre ele, o Carrasco Dirceu salta à frente e acerta em cheio a cabeçada no contrapé do goleiro: 1 a 0 para o Furacão. A partir daí, os coxas partiram com tudo pra cima e conseguiram empatar com Pachequinho. No último lance do primeiro tempo, a catástrofe. O escanteio cobrado na área do Furacão tinha como endereço certo as mãos do goleiro Marolla, na pequena área. Não é que ele se atrapalhou todo, largou a pelota nos pés do zagueiro Berg, dos coxas, que encheu o pé: 2 a 1.
A torcida rubro-negra gelou. Um gol besta desses, numa final de campeonato, na casa do adversário, poderia pôr tudo a perder.
E, de fato, no segundo tempo o Furacão pressionava de maneira estabanada, pressionado pela necessidade de marcar um gol de qualquer jeito, e esbarrava na tranqüilidade dos defensores coxas.
Até que, de repente, surge novamente ele, o imponderável.
O gol de empate do Furacão foi um gol totalmente trabalhado... pelos próprios coxas! O lance foi assim: Odemílson cobrou o lateral na área. Os zagueiros do coxa trocaram um, dois passes de cabeça e, no terceiro, o zagueiro Berg, assustado, tentou colocar a bola para escanteio. Acabou encobrindo o goleiro Gérson e fazendo o gol do título.
Nunca vi uma comemoração como aquela. Nem mesmo a gente acreditava no que tinha acontecido.
E o zagueiro Berg entrou para sempre na história.
Quem estava lá, sabe do que estou falando. Quem não estava, assista ao vídeo acima. Ele fala muito mais do que eu consegui narrar neste post.

Final - Paranaense - (05/08/1990) - Atlético 2 x 2 Coritiba

Local: Couto Pereira ; Árbitro: Afonso Vitor de Oliveira; blico: 42.196; Renda: Cr$ 17.252.850,00; Gols: Dirceu, aos 5, Pachequinho, aos 13 e Berg, aos 45 do 1°; Berg (contra), aos 26 do 2°.

ATLÉTICO: Marolla; Valdir, Leonardo, Heraldo e Odemílson; Cacau, Gilberto Costa e André (Osvaldo); Carlinhos, Dirceu e Rizza (Serginho). Técnico: Zé Duarte.
CORITIBA
: Gérson; Ditinho, Berg, Jorjão e Paulo César; Hélcio, Serginho (Aurélio Carioca) e Tostão; Ronaldo, Moreno (André) e Pachequinho. T: Paulo César Carpegiani.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pílulas

Dois dias sem postar. Frio congelante e preguiça gigante. E vamos às notícias acumuladas.
Congelantes, aliás, estão as negociações para a conclusão da Arena para a Copa. Hoje foi um disse-me-disse insuportável. E, na prática, apesar da guerra de versões, nada mudou: segue tudo na mesma. O Atlético não bota mais que R$ 30 mi no projeto; o governo não injetará dinheiro diretamente; o BNDES só aceitará garantias via construtora, e não do clube; e os coxinhas continuam mordendo o rabo de inveja. Em nota no site oficial, a diretoria do CAP informa que até o presente momento não recebeu nenhuma informação oficial por parte do governador Orlando Pessuti ou do prefeito Luciano Ducci em relação ao posicionamento do BNDES. De qualquer modo, essa novelinha tá pra lá de chata. E o final ninguém ainda afirma se será feliz.
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Quanto ao time... Parece que teremos estréia na Baixada contra o São Paulo. Sem Bruno Mineiro, suspenso, o técnico Carpegianni pode lançar o atacante argentino Federico Nieto como titular, ao lado de Guerrón. Alex é a outra opção. Só espero que esse gringo seja melhor que o anterior, Pepe, aquele que não foi assim tão legal.
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O CAP ficou em 19º no último concurso da Timemania. Primeiro do estado novamente. Mas atrás de times como Avaí, Ceará e Vitória. Podemos mais, pessoal!