quarta-feira, 30 de junho de 2010

Há 5 anos, uma noite inesquecível

Após roubar a bola no meio de campo, Lima disparou, bateu no canto do goleiro, marcou
o gol da virada e ainda mandou a torcida mexicana se calar.
Uma noite inesquecível.

30 de junho de 2005. Cidade de Guadalajara, no México. Estádio Jalisco. Diante de 60 mil espectadores, o Atlético empata em 2 a 2 com o Chivas e, após ter vencido a primeira partida por 3 a 0, na Baixada, conquista a classificação para a final da Libertadores. Feito inédito para um time paranaense.
Clique aqui para relembrar como foi a partida.

Copa 2014: Atlético e poder público estão próximos de acerto

Da Gazeta do Povo:
Curitiba está a um passo de anunciar oficialmente a solução para a Arena quanto ao Mundial de 2014. Segundo apurou a Ga­­ze­­ta do Povo, o Atlético voltou atrás na recusa dos papéis de potencial construtivo (espécie de permuta sobre investimentos com garantia de livre zoneamento em construção) e contratou uma consultoria especializada no assunto para trabalhar com os papéis e garantir o montante da construção do restante do estádio.

Detalhes impediram o anúncio oficial, entre eles a viagem que o governador Orlando Pes­­suti, o prefeito Luciano Ducci e o gestor de Curitiba para o assunto, Luiz de Carvalho, farão para en­­contrar Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Orga­­ni­­za­­dor Lo­­cal (COL), na fi­­nal da Copa da Áfri­­ca. A reunião será para carimbar as garantias que a Fifa exige quanto às obras na Arena,

No clube, o presidente do Con­­selho Deliberativo, Gláucio Gea­­ra, limitou-se a dizer: “Nós fa­­la­­mos desde o início: o Atlético so­­zinho não concluirá o estádio (no padrão Fifa), entraríamos com 33% da verba”. Sobre a consultoria, afirmou que o assunto vem sendo tratado pelo vice-fi­­nan­­cei­­ro Ênio Fornea e pelo presidente Marcos Malucelli. Eles não fo­­ram encontrados pela reportagem.

Questionado sobre o “sim” atle­­ticano e fim da novela sobre a con­­clusão da Arena para o Mun­­dial, Luiz de Carvalho declarou que os governos procuraram se aproximar dos pedidos atleticanos. “Den­­tro do que a prefeitura podia passar, ainda faltava alguma coisa. E o estado também concordou em ajudar. O processo bu­­rocrático está agilizado.”

Carvalho ainda disse que a Assembleia articula votação em caráter de urgência para o projeto do deputado estadual Luiz Cláu­­dio Romanelli (PMDB) sobre o patrocínio da Copel aos clubes pa­­ranaenses em campeonatos na­­cionais, em especial no na­­ming ri­­ghts da Arena – deve ocorrer per­­to do dia 6 de julho.

A garantia de que os papéis te­­rão prioridade de venda pensando na obra curitibana para a Copa 2014 foi aceita pelo governo. Isso significa que Coritiba e Paraná te­­­­rão de esperar a conclusão da Arena para apresentar seus projetos. “Isso é natural. Eles não es­­tão no projeto Copa e hoje a prioridade é essa. Mas a lei te­­rá essa previsão”, garantiu Carvalho.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pelos botecos do Brasil

Seria o Anibal?

A foto acima é de um dos vários adornos rubro-negros que enfeitam as paredes do bar da Tia Lili, também conhecido com La Ronda, na Manoel Ribas, em Curitiba. Um senhor de fraque e cartola, o símbolo do CAP, porém mais rechonchudo do que o usual. Se se trata de uma homenagem ao ex-presidente do CAP Anibal Khoury, ninguém sabe. Mas que se parece com ele, ninguém há de negar!
  • O Blog da Baixada quer publicar lembranças, enfeites, pôsteres e quaisquer outras curiosidades referentes ao Atlético que estão espalhadas pelos botecos Brasil afora. Fotografe e mande pra gente!

Ha 13 anos, a maior mobilização já feita por uma torcida

Há 13 anos, em junho de 1997, o futebol paranaense viveu a maior mobilização de sua história: a "cruzada" da torcida atleticana para reverter o afastamento do clube de suas atividades por 1 ano, punição injustamente aplicada pelo STJD, no que ficou conhecido como "Caso Ives Mendes".

Resumindo o caso, para quem não lembra: Mendes, na época presidente do Comitê de Arbitragem da CBF, queria ser candidato nas eleições de 1998 e começou pedir "colaborações financeiras" a dirigentes dos clubes de futebol. Uma conversa dele com o então presidente do Atlético Mário Celso Petraglia foi gravada e a gravação foi parar no Jornal Nacional. Nela, Mendes pressionava Petraglia e exigia dinheiro. A edição foi caprichada para tentar inverter a situação, colocando Petraglia como corruptor. O circo estava armado e formava-se o cenário ideal para Fluminense e Bahia, rebaixados no campeonato anterior, tentarem garantir sua manutenção na primeira divisão. Com o Atlético punido, ao menos uma vaga na elite seria aberta.

O STJD apressou-se em julgar o caso de decretou a eliminação de Petraglia do futebol e o afsatamento do Atlético, por um ano, de todas as atividades desportivas. Mal sabiam que estavam cutucando um leão com vara curta.

Detalhe interessante é que a reportagem do JN mostrou também uma conversa de Mendes com o então presidente do Corinthians, Alberto Dualib, também pedindo dinheiro, mas o clube paulista não sofreu qualquer punição.

União e revolta

A revolta rubro-negra foi um acontecimento jamais visto no futebol brasileiro. Envolveu do mais humilde torcedor a personalidades como senadores, governadores e ex-governadores, ministros, ex-ministros, políticos de toda a monta, enfim.

Na linha de frente, a massa atleticana. Os torcedores entupiram o fax da CFB (e-mail ainda era artigo de luxo na época) e congestionaram as linhas telefônicas da entidade com mensagens de repúdio. Cartas de repúdio eram enviadas aos montes também à Rede Globo e às redações dos principais jornais do país. Uma manifestação promovida pela torcida Os Fanáticos levou quase 10 mil pessoas à Praça Afonso Botelho - protesto que ganhou as telas das TVs e foi mostrada para todo o país por diversos telejornais.

Noutro front, uma articulação política como jamais houve no estado. O grande "maestro" desta orquestração foi o ex-governador e ex-ministro NeyBraga, já falecido. Ney conseguiu apoios importantes, como do então ministro da Justiça, Iris Rezende. Até o maior cacique político da época, o senador baiano Antônio Carlos Magalhães, indignado com a injustiça e convidado pelo senador Osmar Dias a participar do movimento, telefonou para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Sessões da Assembléia Legislativa e da Câmara de Curitiba foram dedicadas ao assunto, repudiando a arbitrária decisão do STJD. Teixeira, aliás, viveu um período pra lá de turbulento. De um lado, sofria uma grande pressão dos cariocas para que o Fluminense tomasse o lugar do Atlético na primeira divisão. De outro, recebeu inúmeras manifestações de autoridades políticas e desportivas do Paraná, repudiando a punição ao clube e exigindo que o Atlético pudesse participar dos campeonatos normalmente.

Graças a essa mobilização, o destino do Atlético começou a ser mudado. Oficialmente, Teixeira não quis arcar com o ônus de tomar uma decisão e jogou novamente o caso para o STJD. Mas, nos bastidores, o presidente da CBF já tinha exigido que o tribunal resolvesse o problema criado. Em novo julgamento, os auditores decidem abrandar a punição ao clube, fazendo com que "apenas" perdesse o mando de campo no Brasileirão e que, ao final da competição, o Furacão tivesse descontado cinco pontos na tabela de classificação.

Embora a nova pena ainda continuasse injusta, o Atlético não estava mais proibido de participar de competições, graças à pressão da Nação Atleticana. A torcida voltou a invadir as ruas para comemorar a maior vitória política que um clube de futebol fora do eixo Rio-SP já conseguiu neste país.

* Post originalmente publicado em julho de 2007.

O gol do título


Como poucos puderam ver, postamos aí o gol do título da Taça Cidade de Londrina, contra o Corinthians. Thiago Santos, ex-Marília, dribla o goleiro e serve Jean. Thiago, aliás, marcou também um gol na primeira partida do time no torneio, contra o São Caetano.

domingo, 27 de junho de 2010

Luto

É com pesar que o blog dá esta notícia triste. Morreu na madrugada deste domingo em Ipojuca (PE) o atleticano Irajá dos Santos, aos 50 anos. Curitibano, ele há mais de uma década foi morar com a esposa na turística praia pernambucana de Porto de Galinhas, onde abriram um restaurante: o BarCaxeira. Como todo estabelecimento da região, o boteco também mantém na entrada uma enorme galinha de madeira talhada - uma tradição do local, que durante muito tempo foi o principal ponto de entrada de escravos africanos trazidos ilegalmente ao Brasil; para burlar a fiscalização, os mercadores os escondiam debaixo de caixas cheias de galinhas d'angola.
A diferença deste totem para os demais está no ornamento: é a única galinha da cidade que veste a camisa de um time de futebol. Uma camisa do Atlético, claro.
A galinha atleticana fez do BarCaxeira mais ponto turístico da região. Todo atleticano que se preze traz na bagagem uma foto ao lado dela.
Irajá foi encontrado em casa, morto brutalmente a golpes de arma branca. A polícia investiga a possibilidade de latrocínio.
As fotos abaixo foram enviadas ao blog no ano passado pelo leitor Mohamad Youssef, quando publicamos um post sobre o assunto:

O Blog da Baixada se solidariza com a família de Irajá, um atleticano que levou seu amor pelo Rubro-Negro até o outro lado do país e que foi vítima da epidemia de violência estúpida na qual o Brasil está se afundando cada vez mais.

Atlético vence torneio amistoso em Londrina

Do UOL:
Em um jogo de pouca emoção e raros lances de perigo, o Atlético-PR soube aproveitar sua chance e venceu o Corinthians por 1 a 0, na tarde deste domingo, no estádio do Café. O jogo foi a decisão do torneio amistoso Cidade de Londrina, disputado pelos clubes na cidade paranaense.

Na preliminar, pela disputa do terceiro lugar, São Caetano e Iraty empataram por 1 a 1 no tempo normal. Desta forma, a disputa foi para os pênaltis e os paranaenses levaram a melhor, vencendo por 5 a 4.

Agora, é provável que o Corinthians só volte a jogar pelo Campeonato Brasileiro. No dia 14 de julho, a equipe paulista encara o Ceará, no Castelão, no duelo entre os dois primeiros colocados do certame. Ainda há a possibilidade de um amistoso diante do Fluminense, mas a partida não foi confirmada.

Para este torneio amistoso em Londrina, a delegação paulista foi para o Paraná sem cinco jogadores: Felipe, Chicão, Alessandro, Dentinho e Ronaldo. O Atlético-PR, que priorizou a preparação para o Brasileiro, foi outro a não enviar força máxima. A equipe também volta a jogar pela competição no dia 14 de julho, contra o Cruzeiro, na Arena da Baixada.

Nesta tarde em Londrina, as equipes realizaram um primeiro tempo muito ruim. O Corinthians só foi dar seu primeiro chute a gol aos 44min do primeiro tempo, quando Bruno César arriscou de fora da área e João Carlos defendeu sem problemas. Já os mandantes sequer incomodaram a meta de Julio César.

Na segunda etapa, os treinadores mexeram em suas equipes e o jogo, ao menos, ganhou em movimentação. O time paulista até tinha mais posse de bola e Defederico comandava as ações, mas os atacantes não concluíram ao gol paranaense.

Desta forma, o bem fechado Atlético-PR tratou de explorar os contra-ataques e, em um deles, foi feliz. Aos 28min, após cruzamento na área, Jean, que havia entrado no segundo tempo na vaga de Bruno, apareceu livre e bateu no canto esquerdo de Julio César, abrindo o placar.

Depois disso, o Corinthians se lançou todo ao ataque e Mano Menezes colocou Tcheco em campo. No fim, Iarley, aos 41min, ainda teve a chance do empate ao receber passe de Defederico, mas mandou para fora, rente à trave de João Carlos.

Atlético
João Carlos; Manoel (Leandro), Rodolpho e Eli Sabiá; Paulinho, Netinho (Claiton), Chico, Deivid, Bruno (Jean), Tiago (Javier Toledo), Anderson Aquino (Tartá)
Técnico: Paulo Cesar Carpegiani

Corinthians
Julio César; Jucilei (Tcheco), William, Leandro Castán e Roberto Carlos; Ralf (Paulinho), Elias (Edu), Bruno César (Defederico) e Danilo; Jorge Henrique e Iarley
Técnico: Mano Menezes

Data: 27/06/2010 (domingo)

Local: estádio do Café, em Londrina (PR)
Árbitro: Heber Roberto Lopes
Gol: Jean, aos 28min do segundo tempo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Idas e vindas

No período de janela da Copa é assim: a gente fica um pouco longe do noticiário achando que nada acontece e, quando vê, já aconteceu um monte de coisa.
Os últimos dias no Atlético, por exemplo, foram, bem movimentados.
Muitas caras-novas chegando para compor o elenco e também algumas baixas no time que atuou no primeiro semestre.
Além de Valencia, que foi para o Fluminense, o outro volante titular também está deixando o clube: Alan Bahia, o jogador que mais vestiu a camisa rubro-negra em toda a história, acertou sua ida para o Al-Khor, do Catar.
Se havia um setor que precisava ser reformulado nesse time é a cabeça-de-área: Valencia e Alan são bons jogadores, raçudos, honram a camisa e etc, mas estão no time há bons 3 ou 4 anos e não conseguiram, juntos, apesar de tudo, trazer um diferencial.
Wallyson, com contrato prestes a vencer, também deve ir embora.
Outro que pode estar deixando o clube é o jovem atcante Marcelo, uma promessa das categorias de base que teve seus bons momentos no time principal, apesar de não se firmar como titular. O CAP vendeu 50% dos direitos econômicos do jogador para a Traffic e clube manteve 40% - os outros 10% pertenciam a um empresário. Com os recursos obtidos na negociação, o Atlético tenta agora contratar o atacante equatoriano Guerrón, que pertence ao Getafe da Espanha e estava no Cruzeiro. Segundo a jornalista Nadja Mauad, o Furacão já acertou a compra de 80% dos direitos do jogador junto ao time espanhol (por cerca de 1 milhão de euros), mas ainda falta negociar salários.
Se vier mesmo, Guerrón pode ser o único reforço "consagrado" a chegar ao Furacão.
Os demais, pelo menos os que já foram apresentados, são apostas: o lateral-esquerdo Paulinho (Novo Hamburgo-RS), o volante Olberdam (Sporting Braga-Portugal) e os meias Ivan Gonzalez (Cerro Porteño-Paraguai) e Mithyuê (Grêmio).
Mas as contratações não devem parar por aí. Pelo menos mais um volante e um zagueiro podem pintar no CT do Caju.
Já saíram
Valencia (volante)
Alan Bahia (volante)

Devem sair
Wallyson (atacante)
Marcelo (atacante)
Já chegaram
Paulinho (lateral, Novo Hamburgo-RS)
Olberdam (volante, Sporting Braga-Portugal)
Ivan Gonzalez (meia, Cerro Porteño-Paraguai)
Mithyuê (meia, Grêmio)

Podem vir
Guerrón (atacante, Cruzeiro)
Thiago Santos (atacante, Marília)
Vitor (volante, União Barbarense)
Matheus (zagueiro, Metz-França).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Uma boa ideia do governo para viabilizar a Copa na Baixada

Da Gazeta do Povo:
O governo do estado articula mais uma saída para o término da Arena para a Copa 2014. A ideia é convencer empresas, como a Renault e a Audi/Volkswagen, com sedes em São José dos Pinhais, na região me­­tro­­politana de Curitiba, a quitar parte dos débitos fiscais que têm com o estado através de investimentos na obra, contando com in­­­­centivos para tanto. Apenas as duas montadoras juntas deveriam quase R$ 3 bilhões aos cofres públicos.

A aprovação da medida será discutida na Assembleia. O deputado estadual Luiz Cláudio Ro­­manelli (PMDB) acredita que o incentivo possa servir também para obras em outros locais. “Não temos um grande ginásio, nem mesmo mais a Pedreira [Paulo Leminski, desativada] para reunir grandes multidões. Vamos am­­pliar o leque desse incentivo.”

A articulação precisa sair antes de 6 de julho, data na qual o prefeito Luciano Ducci e o governador Orlando Pessuti embarcam à África do Sul para um encontro com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Lá, terão de dar ao Comitê Organizador Local (COL) e ao ministro dos Esportes, Orlando Silva, a solução para o evento. Silva teria segurado a indicação da Arena depois de saber da intenção de uma parceria público-privada via Copel.

O aporte de R$ 40 milhões feito pela companhia estatal de energia será discutido na mesma data em que os políticos embarcam à África. Uma audiência pública com representantes do município, estado, clubes e Co­­pel está marcada para a data. Quem defende a ideia justifica o marketing ao fato de que a Copel atuará nos ramos de telefonia fixa e internet ainda este ano.

O Atlético aguarda em paralelo resposta do Banco Nacional de De­­senvolvimento Econômico e So­­cial (BNDES), quanto ao financiamento da obra, para amanhã ou sexta-feira. Os atleticanos querem oferecer os papéis do potencial construtivo (permuta em que quem investir no estádio receberá aval para construir acima dos pa­­drões urbanos estabelecidos em uma determinada área da cidade) como garantia financeira, ao invés do imóvel em si.

Politicamente, trabalha-se para que algum agente financeiro privado compre a ideia, uma vez que há necessidade de um intermediário entre o BNDES e o credor. Além disso, um convênio entre estado e prefeitura de R$ 80 milhões (mesmo valor do aporte em potencial construtivo) deve ser assinado para obras na cidade, como fator compensatório à oferta do município.

Outra queixa do Atlético está em negociação. Coritiba e Paraná receberão os mesmos benefícios, mas sem necessidade de financiamento imediato – o que poderia banalizar o valor dos papéis. O governo estuda priorizar a venda atleticana até a conclusão do estádio.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fora da zona

Passamos um bom tempo na Zona, mas saímos dela hoje, mesmo sem jogar. Confira a notícia da a Furacao.com:
Mesmo sem atuar, o Atlético saiu nesta terça-feira da Zona de Rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O Furacão foi beneficiado em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Grêmio Prudente, acusado de escalar irregularmente o zagueiro Paulão na partida contra o Flamengo.

Por 3 votos a 1, a Comissão Disciplinar do STJD puniu a equipe paulista com a perda de três pontos e o time caiu da 15ª posição (com 8 pontos) para a 18ª colocação (com 5 pontos). Com isso, o Atlético foi beneficiado, saindo do temido bloco dos quatro últimos colocados, passando para a 16ª posição, com sete pontos.

Além da perda de pontos, o Grêmio Prudente também foi condenado a pagar multa de R$ 1 mil pela infração. Entretanto, ainda cabe um recurso para essas sentenças.

Reforços serão apresentados amanhã

Do Bem Paraná:
O Atlético-PR anunciou que apresentará nesta quarta os novos reforços para o Campeonato Brasileiro. Embora o clube não tenha divulgado os nomes, devem ser apresentados cinco jogadores: o zagueiro Eli Sabiá, ex-Paulista; o atacante paraguaio, Iván González, que vem do Cerro Porteño; o lateral-esquerdo Paulinho, ex-Novo Hamburgo-RS; o atacante Thiago Santos, ex-Marília, e o meia Mithyuê, emprestado pelo Grêmio. Apenas os dois primeiros tinham sido confirmados pela diretoria. Além disso, o atacante Anderson Aquino, que estava no futebol da Geórgia, também deve ser apresentado.

Socorro! Os bolhas estão de volta

Vocês lembram daquele site furreco que plantava notícias mentirosas e que tentou de todas as formas tirar a Copa da Baixada? Aquele mesmo, de alcunha "FutebolPR", pertencente a um paranista que foi funcionário fantasma da Federação Paranaense de Futebol e, ao mesmo tempo, laranja da LA Sports? Pois é. Achei que tal site tinha sumido do mapa, junto com seu famigerado idealizador. Mas fomos alertados pelo Tiago, leitor assíduo do blog: não é que os bolhas continuam por aí, a plantar falsidades?
O "FutebolPR" agora virou um blog. Não informa quem são seus autores, mas a logomarca é a mesma do antigo site. No registro.br, a informação é de que o responsável chama-se "Giuseppe Pulizze", da empresa Maggiore Serviços, de Pontal do Paraná. Mas, de fato, quem continua mandando no pedaço é o próprio Nello Morgote, como ele mesmo admite no twitter.
E o modus operandi também continua o mesmo: o uso desmedido de informações mentirosas e análises distorcidas.
A última dos bolhas recaiu justamente sobre o Blog da Baixada.
Num post chamado "Até o guerrilheiro se rendeu", os "editores" tentam passar a impressão de que defendemos alguma vez que a Arena não deveria sediar a Copa. Tudo isso por conta de um post aí pra baixo, onde explico que, além do bônus de sediar o Mundial e ter o estádio remodelado, há também que se pensar no ônus de ficar com a Arena fechada por um bom tempo. Em momento algum dissemos que a Baixada não deveria receber a Copa; apenas lembramos que é bom contabilizar tudo na ponta do lápis. E que se, por exemplo, o Atlético quiser mandar seus jogos no Pinheirão durante a reforma da Baixada, é bom negociar desde já para que o governo do estado assuma os consertos necessários para sua utilização.
Mas os bolhas... bem, os bolhas ou são maldosos ou são analfabetos funcionais (aqueles que até sabem ler e porcamente escrever, mas que não conseguem por nada neste mundo interpretar um texto).
Qual das duas alternativas você escolhe?
* * *
Ah, antes que eu me esqueça:
depois de ter sido apadrinhado por Onaireves Moura, Luizão Stelfeld, Luiz Alberto Oliveira e Ricardo Gomyde, Nello agora está sob as asas de outra figurinha carimbada da política paranaense. Ele já foi (ou ainda é, nao sabemos) "repórter" do programa do ex-vereador Algaci Tulio - aquele mesmo que agora é o "secretário da Copa" do governo Pessuti e que disse, dia desses, que a construção de um estádio novo na área da Vila Capanema era uma boa opção para a Copa de 2014... É mole, minha gente?
* * *
Relembre algumas das peraltices do FutebolPR através dos anos:

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Atlético Paranaense abre canal de conversação com BNDES

Da Gazeta do Povo:
O Atlético aguarda uma resposta do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) para rever a posição quanto à proposta de potencial construtivo na Arena da Baixada, para a conclusão do estádio para a Copa do Mundo 2014. O presidente do conselho fiscal do clube, Amadeu Geara, solicitou ao banco estatal uma análise para determinar a possibilidade de se fazer o financiamento para o término da obra usando papéis a serem averbados pela prefeitura como garantia, ao invés do patrimônio do clube.

A resposta (e consequente solução para o entrave que atrapalha a vinda da Copa para a cidade) é aguardada ainda para essa semana. A ideia dos governos municipal e estadual é que o prefeito Luciano Ducci e o governador Orlando Pessuti viajem à África, no próximo dia 6, já com o problema resolvido.

A ação descredencia a posição dada pelo presidente do conselho gestor do Atlético, Marcos Malucelli, que desde a última sexta-feira disse não ter interesse de ver a Copa no estádio atleticano “mesmo com recursos”. “Decidimos continuar as negociações. O conselho está acima estatutariamente. Nós fomos eleitos pelos associados. Aquilo foi uma opinião pessoal dele, mas desde o início houve o nosso comprometimento. As negociações não estão fechadas. Eu respeito a opinião dele, mas nós não temos decisões pessoais; nós temos um colegiado”, disse o presidente do conselho deliberativo do clube, Gláucio Geara.

No Comitê estadual para a Copa em Curitiba, a movimentação atleticana foi muito bem recebida. “A solução está bem próxima, posso garantir”, afirmou Luiz de Carvalho, representante da prefeitura. Nos bastidores, não só o possível aceite do BNDES ao pedido atleticano é visto como saída. O projeto de lei apresentado pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), autorizando a Copel investir R$ 40 milhões em publicidade através do naming rights da Arena, ganhou força.

O deputado pediu uma audiência pública sobre o projeto, que com a entrada da estatal nos ramos de telefonia fixa e internet, passou a ser melhor visto por alguns setores da sociedade. Com a mudança no cenário, após a turbulência interna no Atlético, Carvalho demonstrou total otimismo na confirmação do evento na cidade: “Se não for na Arena, não será em lugar nenhum”.

domingo, 20 de junho de 2010

Reavivando a memória

Clique para ampliar.
Os compromissos da chapa Coração Rubro-Negro assumidos durante o processo eleitoral de dezembro de 2008. Estes foram os motivos que levaram os sócios a eleger Glaucio Geara e Marcos Malucelli.

sábado, 19 de junho de 2010

Um passeio pela Baixada





Segui as dicas do @dogecwb e do @stavaresfilho e descobri duas fantásticas imagens da Arena da Baixada em 360º feitas pelo fotógrafo Igor Kosiski. Uma feita à luz do dia, do centro do gramado. E é como se você estivesse mesmo pisando lá, acredite! A outra, noturna, foi feita do camarote VIP, com uma bela vista para todo o estádio e para a área interna do camarote.
Aí em cima tem uma amostra, mas não dá pra ter nem 1% da sensação que é ver a foto original em 360º e em fullscreen.
Para acessá-las, clique aqui e aqui.
Você pode "comandar" as imagens, aproximando, indo para os lados, para cima ou para baixo.

O outro lado da moeda

Meus amigos, não quero cometer qualquer injustiça. E, antes que botem Marcos Malucelli num paredão, e não me refiro àquele do BBB, também faço aqui uma defesa.
A questão "Copa na Baixada" não é de solução assim tão fácil.
E se por um lado a declaração de Malucelli à rádio Transaméria foi extremamente infeliz, os motivos que levaram a ela é que devem ser refletidos.
Nem vou me ater aos motivos políticos - a rixa entre o atual presidente e o anterior, Mario Celso Petraglia, grande idealizador do Projeto Copa. Mas somente aos técnicos.
Além da dificuldade em levantar os recursos necessários, já que município e principalmente o estado tiram o corpo fora, há outros aspectos a serem analisados.
Por exemplo, eu não sabia que o Atlético vai precisar ficar dois anos longe da Baixada por conta das obras. Dois anos, meus caros. Duas longas temporadas. Inicialmente, nem se sabia se o Atlético precisaria sair de seu estádio. Depois, falou-se no prazo de um ano. Agora, dois. E vamos jogar onde nesse perído?
O Furacão já viveu vários anos no exílio, mesmo na primeira fase de obras da Arena, sempre acompanhado por sua fiel torcida. Foram jogos no Pinheirão e mesmo na Vila Capanema. O estádio da RFFSA, atualmente, pode não ser mais uma alternativa. Segundo o site do Atlético, o número de cadeiras adquiridas pelos Sócios-Furacão chega a 21.698 - número superior aos 20.083 lugares que dizem ter na Vila. Mas, como a diferença não é tão grande, pode até ser que um acordo seja possível.
Já quanto ao Pinheirão... O estádio da Federação Paranaense de Futebol está interditado há mais de 3 anos pelo Ministério Público por falta de segurança. Totalmente abandonado de forma criminosa pela administração Hélio Cury, está hoje aos frangalhos:

Uma saída possível seria o governo do estado se comprometer também a fazer uma reforma básica no Pinheirão e colocá-lo em ordem para receber jogos oficiais enquanto durarem as obras na Baixada. E esse compromisso precisa ser negociado desde já com a administração estadual.
Se nenhuma destas duas opções vingar, a situação fica bem difícil.
Essa é uma questão a ser ponderada na hora de tomar uma decisão. Toda essa briga para sediar a Copa é válida, mas não pode deixar de lado aspectos importantes como esse. Que, aliás, deveriam estar sendo debatidos com os sócios do clube já há muto tempo.
Aliás, o que é que os sócios pensam sobre ficar longe da Baixada por dois anos? Não me consta que qualquer pesquisa tenha sido feita nesse sentido.
Sem falar na situação dos lojistas da Arena.
Como se vê, a situação não é assim tão fácil. Não é apenas querer receber a Copa ou não querer.
Receber a Copa do Mundo tratá um bônus fantástico ao clube. Mas não nos esqueçamos do ônus.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A bola fora de Malucelli e as soluções possíveis

“Pessoalmente, eu descartaria a Copa. Não vejo qualquer razão para a Copa na Arena, mesmo com os recursos. Interessava a quem comandava o clube na época”. Quase caí da cadeira ao ler essa declaração que o presidente Marcos Malucelli deu à rádio Transamérica (sim, aquela mesmo que tanto já sacaneou o CAP) agora no final da tarde.
Ainda bem que o desfecho para o assunto não depende de uma opinião pessoal.
É uma questão abrangente, de interesse de todos os curitibanos e, por conta do envolvimento da Arena, de toda a coletividade atleticana.
Malucelli disse que o Atlético “não perde nada” sem a Copa, e que a Baixada será concluída de qualquer maneira e será um dos estádios mais bonitos do Brasil. Com um porém: com capacidade para 36 mil pessoas, e não mais para 40 mil. Ou seja: bye-bye finais de campeonatos importantes na Baixada. A não ser que o Malu preveja que o Atlético jamais disputará outra final de Libertadores.
É evidente que se a Baixada não for receber jogos de Copa do Mundo toda a Nação Atleticana se encarregará de terminar a Arena como ela foi projetada inicialmente. Mas daí a dizer que não há interesse em trazer a Copa é uma distância abissal. Não há lógica em uma declaração dessas.
Declaração que, óbvio, caiu mal entre os gestores do Comitê da Copa. O secretário Luiz de Carvalho, mandou seu recado: “Ele [Malucelli] assinou uma matriz de responsabilidade, ao lado do ex-governador [Roberto Requião] e do presidente da república. Então ele que coloque isso em um documento e pronto. Curitiba está respeitando o Atlético. Se não querem, é simples: mandem a negativa na segunda para nós e para o estado”.
Calma lá, sr. Carvalho. Nós queremos sim. Ignore o rompante do sr. presidente.
Segundo a Gazeta do Povo, mesmo entre a diretoria atleticana as declarações de Malucelli caíram mal. “Eu acho que vai se chegar a um acordo. A solução não é difícil”, afirmou o vice-presidente financeiro do clube, Ênio Fornea, que vem tratando o assunto com o comitê do evento.
As cartas que estão na mesa
Hoje, a situação está no seguinte pé: o Atlético, sozinho, não tem como bancar a obra no padrão Fifa. E nem deve mesmo, já que o custo só é tão alto por conta dos jogos da Copa do Mundo - não são intervenções que precisem ser feitas para jogos do CAP.
Uma fonte de financiamento colocada à disposição é um linha do BNDES, com 4 anos de carência. O que mais pesa para que a diretoria do CAP não tome este empréstimo são as garantias exigidas pelo banco. Primeiro, patrimoniais: o Atlético teria de oferecer o CT do Caju e talvez o próprio estádio. Depois, os diretores que assinarem o compromisso também respondem pessoalmente pelo empréstimo e podem vir a ter sérios problemas caso o clube porventura não honre o compromisso lá na frente, provavelmente já em outra gestão.
Pois bem. É aí que entra a contrapartida das duas outras partes envolvidas: a prefeitura de Curitiba e o governo do estado. Que são os maiores interessados em trazer o evento.
A Prefeitura já fez uma proposta: a cessão de cotas do Potencial Construtivo do Município às instituições esportivas com projetos visando a Copa de 2014.
Proposta que não é de todo ruim, mas que foi vista com ressalvas pela diretoria e rejeitada pelo Conselho Deliberativo. Primeiro, porque a proposta está atrelada à aceitação do empréstimo junto ao BNDES. E, aí, estudo contratado junto a uma consultoria mostrou que há um risco grande, até pelo deságio com que que tais papéis são negociados no mercado. Em segundo lugar, porque o Atlético não tem qualquer experiência neste tipo de negociação, e teria de contatar uma consultoria imobiliária que cobraria certamente um percentual próximo de 10% sobre cada transação realizada.
Segundo um interlocutor que está participando das negociações, o Atlético tem uma contraproposta: quer que o direito de venda de potencial construtivo seja concedido independente da tomada de empréstimo junto ao BNDES; depois, quer algum tipo de auxílio da administração municipal para comercializar os papéis sem deságio. Esta solução está bem próxima de ser concretizada.
Por fim, há a contrapartida do governo do estado. E essa viria mesmo por meio da negociação dos naming rights da Arena com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Uma saída que seria vista com bons olhos pelo governador Orlando Pessuti, embora este tenha dado declarações de cunho político à imprensa nos últimos dias. Segundo alguns especialistas em Direito Administrativo, o próprio governo do estado poderia sim aplicar recursos diretamente na obra, devido ao comprovado interesse público que a Copa traria, mas Pessuti teme pelas consequências eleitorais que a decisão acarretaria. Por isso, a opção pela Copel Arena - até por não se tratar de investimento em obra, mas de um contrato de acordo de marketing entre a empresa e o clube - teria a simpatia do candidato à reeleição.
Todas essas opções podem ter um desfecho na próxima semana, quando importantes reuniões serão realizadas.
Até lá, é bom aguardar e negociar longe dos holofotes e dos microfones.
Ainda mais se for para dar declarações desastradas.

Saia justa

Por Augusto Mafuz:
Dono de inesgotáveis impulsos incontroláveis, assim falou Mário Celso Petraglia: “Tenho a solução para o estádio sem usar dinheiro público nem onerar os cofres do clube”. E disse mais: “Eu tenho a solução. Eles que deixem para quem sabe fazer”.

O que não está claro na portentosa manifestação é quem é o seu autor: o Petraglia conselheiro do Atlético ou o Petraglia confesso empresário com interesses na Copa do Mundo? Entendo que a procura de identidade é perda de tempo, porque não há diferença entre um e outro. Os dois constituem uma identidade única. Mais do que isso, é irrelevante, na medida em que um (o atleticano) ou o outro (empresário) anuncia ser o possuidor da solução que nem a poderosa estrutura estatal consegue encontrar para o estádio, “sem usar dinheiro público nem onerar os cofres do clube”.

Não me surpreendo que Petraglia tenha a solução. Na vida ele já foi capaz de tudo. Talvez, por uma escondida e improvável pontinha de humildade, não queira confessar que um dia tirou leite de pedra. Acreditem: Petraglia tem a solução, e para isso procurou aprender tudo sobre a figura “potencial construtivo”, que ele escreveu um dia desses desconhecer.

Há que ter coerência. Petraglia participou diretamente da escolha de Curitiba como sede e, por isso, mais do que ninguém, sabe que o fato só foi possível com a responsabilidade assumida pelos governos estadual e municipal. Isso significa que, ao afirmar que “eu tenho a solução. Eles que deixem para quem sabe fazer”, Petraglia não quis se referir aos atleticanos (diretores e conselheiros), mas aos governantes.

Essa situação criada pela manifestação de Petraglia obriga os governantes (prefeito e governador) a lhe convocarem para explicar que a solução não pode ser viabilizada, e por que.

Bem resumido, o caso é o seguinte: Petraglia vestiu uma saia justa nos governantes. Se esses não o chamarem para ouvir a solução que diz ter, a saia do governador Pessuti e do prefeito Ducci vai rasgar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Enquanto isso, em outro estado do país...


Comercial da Eletrobras destaca patrocínio do Vasco da Gama. A propaganda é também assinada
pelo Ministério das Minas e Energia e é encerrada com a logomarca “Brasil, um país de todos”.

Assistindo a um programa qualquer na TV aberta, me deparei com um comercial da Eletrobras. A propaganda ressaltava a importância do investimento que a estatal energética está fazendo no esporte nacional. Nas imagens, cenas de jogadores do Vasco da Gama, clube de futebol profissional do Rio de Janeiro. Uma entidade privada.
Não é a primeira estatal a patrocinar um time de futebol. A Petrobras foi parceira do Flamengo por vários anos e a Liquigas - subsidiária da própria Petrobras - patrocinou o Botafogo. Coincidentemente, todos clubes cariocas.
Já no Rio Grande do Sul, é uma tradição o patrocínio do banco estatal Banrisul aos os principais clubes de futebol do estado.
Enquanto isso, por aqui, debate-se de forma acalorada se alguma companhia estatal estadual deveria, ou até mesmo se poderia, investir num clube de futebol. Agora, em tempos de definição sobre a vinda da Copa do Mundo de 2014 para Curitiba, a discussão esquentou ainda mais.
Até por isso, um comercial na TV de uma estatal que patrocina o Clube de Regatas Vasco da Gama soa como um verdadeiro tapa na cara dos paranaenses otários.
Li que o valor pago pela Eletrobras ao Vasco é de R$ 14 milhões ao ano (dados extra-oficiais). Isso só para estampar o nome na camsa, não envolvendo qualquer tipo de negociação acerca dos naming rights sobre o estádio do clube carioca - até porque o mesmo não é digno de tal. Ou seja: R$ 56 milhões em 4 anos.
Aqui, sugere-se que a Copel adquira os naming rights do estádio mais moderno do país e surgiu a cifra de R$ 40 milhões. Se for viabilizado já para o ano que vem, e digamos que dure até 2014, ano da Copa, o acordo seria portanto de R$ 10 milhões por ano.
Pouco, muito pouco, se comparado com o que a Eletrobras paga ao Vasco da Gama.
O clube carioca não dá qualquer retorno à sociedade, nem satisfação, sobre o dinheiro recebido pela estatal. O Atlético, ao contrário, usaria este valor para ajudar na construção da praça esportiva mais moderna do estado. E, ainda por cima, cederia gratuitamente a Arena ao estado, ao município e à Fifa para a realização de uma Copa do Mundo, maior evento esportivo do planeta. Sem cobrar um centavo sequer de aluguel de campo, ou qualquer taxa, nem receber qualquer cota sobre a publicidade que o estádio receberá durante o Mundial.
Mas, aqui, tudo é mais difícil. A Eletrobras, a Petrobras, a Liquigas ou o Banrisul não precisaram de aval do Congresso Nacional ou da aprovação de um projeto de lei para patrocinar clube algum. Simplesmente decidiram assim, e assim o fizeram. Por aqui, graças à burrice de uns e à autofagia de outros, o assunto já precisou chegar à Assembleia Legislativa.
Vi por aí gente questionando se é correto uma empresa estatal patrocinar um clube de futebol, instituição privada. Não sei. Sei que o direito tem que ser igual para todos. Tanto para as estatais quanto para os clubes. Se uma estatal pode aplicar suas verbas de marketing em um clube de futebol, então todas podem. E se qualquer clube brasileiro recebe recursos de uma empresa estatal em troca de merchandising, então todos podem.
Pior mesmo é que já vi políticos de partidos ligados ao governo federal dizerem que se opõem a um possível patrocínio da Copel ao Atlético ou à Arena. Esse tipo de declaração populista e mal-informada chega a causar náuseas: segundo levantamento do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo, a administração Lula quase duplicou seus investimentos na promoção de empresas estatais em eventos culturais e esportivos. O montante aplicado saltou 96%, de R$ 555 milhões em 2003, ano da posse, para R$ 1,086 bilhão em 2006, quando o petista foi reeleito. Engraçado, nunca vi essa gente que agora faz vistas grossas a um possível patrocínio da Copel à Arena criticar essa injeção de recursos feita pelo governo Lula - num bolo que envolve também os recursos destinados a Flamengo, Vasco e Botafogo.
Bem, voltemos à conclusão da Arena para encerrar este post, que já está longo demais.
O que se propõe à Copel não é, de forma alguma, que despeje dinheiro para a construção de um estádio privado.
O que se propõe é que a Copel, maior empresa do estado, um orgulho paranaense, coloque em seu plano de marketing um contrato de naming rights envolvendo o estádio mais moderno do país, de forma que receba, em troca do valor investido, um tremendo retorno de merchandising a nível nacional e, com a proximidade da Copa 2014, até internacional. A Copel Arena pode levar o nome da companhia além das fronteiras nacionais, e fortalecer sua marca. É um dinheiro, sem dúvida, muito bem aplicado.
Com eu disse, o assunto já chegou à Assembleia. Mas há que se ter pressa. Os deputados que votem logo o projeto de lei. Ou o governo do estado e a Copel que decidam logo pela parceria - até porque esta não precisa virar lei para ocorrer.
A propaganda que eu vi ontem diz que "a Eletrobras patrocina o esporte, investe no talento do brasileiro, acreditando na sua energia e na sua superação dentro do campo". Esperamos que a Copel tenha o mesmo sentimento com relação ao povo e ao esporte paranaense.

Obrigações

Por Augusto Mafuz:
É um mandamento a diferença entre a exclusão do Morumbi para jogos da Copa e a Arena da Baixada. O Morumbi foi riscado porque o São Paulo é que formalmente assumiu o compromisso de oferecer as garantias financeiras exigidas pela Fifa. No caso da Arena, esse compromisso foi divido entre Atlético, município de Curitiba e governo do Estado do Paraná.

Existe uma lógica entre a obrigação do Atlético e dos agentes públicos. Enquanto esses se responsabilizaram por 70% da obra, o Atlético se responsabilizou por 30%. E já executou 20%.

Entendo que o Atlético deveria tomar uma providência: informar à Fifa, pela CBF, que o poder estatal não está cumprindo a obrigação que assumiu. O que não pode é o clube aparecer como o patinho feio de todo esse processo, quando a culpa é dos governantes.

Petraglia diz já ter solução para concluir a Arena

Da Gazeta do Povo:
Mário Celso Petraglia articula sua volta ao cenário curitibano da Copa do Mundo com uma promessa. “Tenho a solução para o estádio sem usar dinheiro público nem onerar os cofres do clube”. O ex-presidente atleticano, pai da ideia do Mundial na cidade, tentará, nos próximos dias, tomar a frente das negociações, através de uma associação de conselheiros e sócios do Atlético.

Seria essa a única maneira de o empresário tentar provar que consegue viabilizar o estádio, uma vez que ele precisa ter o amparo do clube para mexer na obra. Segunda-feira, o comitê da Copa na cidade conseguiu 30 dias a mais de prazo para justificar a viabilidade da obra. Hoje, no fim da tarde, na Praça Carlos Gomes, o grupo de conselheiros e sócios se reúne para elaborar uma minuta.

Via Twitter, o ex-presidente rubro-negro documentou as intenções. “Eu tenho a solução. Eles que deixem para quem sabe fazer”, disse Petraglia, cutucando a atual diretoria do Furacão. A manobra será interna: com maioria de votos no conselho deliberativo, Petraglia pretende que o Atlético crie uma comissão especial para o Mundial.

“Não quero saber de time, nada de Atlético Paranaense. Quero mostrar que podemos ficar 100 anos para trás se perdermos a Copa”, afirmou. Entre as soluções, estaria o pedido para que a prefeitura mantenha a proposta de potencial construtivo. “Eu estou presente em todas as outras 11 praças. Sei os caminhos que o Internacional vai seguir, por exemplo. E mesmo os ditos estatais: todos estão atrelados ao privado, com as Odebrechts da vida”, disse Petraglia à reportagem.

O ex-dirigente ainda deixou no ar a ideia de que as convenções partidárias que definirão os candidatos nas eleições estaduais devem clarear o caminho a ser seguido, ainda nesse mês. Uma reunião extraordinária do conselho atleticano, a pedido do grupo favorável a Petraglia, pode acontecer já na próxima segunda-feira.

  • E aí? O que você acha? A diretoria atual deveria deixar Petraglia tratar da conclusão do estádio para a Copa 2014? Qual deve ser o posicionamento do Conselho Deliberativo? Palpite!

Deputados defendem investimento da Copel em naming rights

Da Gazeta do Povo:
A ameaça de Curitiba não receber a Copa-2014 preocupa os deputados estaduais. Na sessão de ontem, vários parlamentares des­­tacaram que o Paraná não pode abrir mão dos benefícios que o estado terá por sediar o Mundial. Luiz Claudio Romanelli (PMDB) defendeu o projeto de lei de sua autoria que estabelece que a Copel disponibilize R$ 40 milhões para obras na Arena por um contrato de concessão de direito de nome – o estádio se chamaria Copel Arena.
“Trata-se de um investimento em publicidade. Portanto, não é uso de dinheiro público em algo privado”, defende. Apoiado pe­los colegas, Romanelli fez um apelo ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, deputado Durval Amaral (DEM), para que nomeie o relator do projeto para que a proposta tramite.

Ministro cobra atitude para Copa na Arena

Da Furacao.com:
O ministro do esporte, Orlando Silva, cobrou mais atitude das autoridades para a manutenção da Arena da Baixada como sub-sede da Copa do Mundo de 2014. A entrevista foi dada após a confirmação da exclusão do estádio do Morumbi.

"A diferença do Paraná para o Morumbi é que o projeto continua valendo. O problema lá é de viabilidade econômica. O prefeito e o governador me garantiram que há uma ideia de fazer naming rights (venda do nome do estádio para um patrocinador), mas o Atlético não gostou. Quem pagar para ver, pode ver demais. Curitiba precisa prestar atenção, tomar cuidado e encaminhar uma solução", declarou Silva.

Com a exclusão do estádio do São Paulo, apenas dois estádios particulares serão sub-sedes da Copa em 2014: a Arena da Baixada e o Beira-Rio, do Internacional.

O Atlético ainda busca uma solução para viabilizar economicamente a obra. Na semana passada, o conselho deliberativo do clube rejeitou de forma unânime proposta de utilização de potencial construtivo feito pela prefeitura de Curitiba. Nos bastidores, comenta-se sobre a possibilidade de uma empresa pública - como a Copel - investir na construção do estádio em troca do naming rights.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um torneiozinho, pra variar

Do site oficial do CAP:
A equipe atleticana participará de um torneio amistoso em Londrina. Os jogos fazem parte da preparação rubro-negra na paralisação do Campeonato Brasileiro. Além do Furacão, participarão da competição Corinthians-SP, São Caetano-SP e Iraty-PR. As partidas serão realizadas nos dias 25 e 27 de junho, todas no Estádio do Café.

Na sexta-feira (25/06), o Furacão enfrenta o São Caetano às 18 horas, enquanto o Corinthians enfrentará o Iraty às 20h30. No domingo (27/06), as duas equipes perdedoras se enfrentam às 14 horas. E os dois times vencedores fazem a final do torneio também no domingo, às 16h30.

Atlético confirma contratação de Joílson

Da Furacao.com:
A diretoria do Atlético confirmou na manhã desta quarta-feira a contratação do volante Joílson, ex-Grêmio, para o segundo semestre deste ano. O jogador deverá ser apresentado oficialmente ainda nesta semana para realizar os exames médicos e físicos no CT do Caju.

Joílson assinou contrato com o Furacão até dezembro com opção de renovação por mais um ano. O jogador chega para suprir a ausência do colombiano Valencia, que foi negociado esta semana com o Fluminense.

Carreira

Revelado pelo América-RJ, o jogador de 30 anos passou por clubes como Cruzeiro, Botafogo e São Paulo. Depois de se destacar no América durante o Campeonato Carioca de 2005, Joílson foi contratado pelo Botafogo, onde ficou até o fim de 2007. Depois se transferiu para o São Paulo, onde não se firmou como titular e acabou sendo negociado com o Grêmio, seu último clube.

O jogador, que também pode ser aproveitado na lateral-direita, recebeu o troféu de prata do Prêmio Craque Brasileirão em 2007 depois de se destacar com a camisa do Botafogo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

"Não há interesse em estádio público", diz Ducci

Do portal Bem Paraná:
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), afirmou em entrevista a rádio Band News, que não há interesse por parte da prefeitura em construir um estádio público municipal.

Ducci afirmou que todos os estádios públicos para a Copa de 2014 são de responsabilidade dos governos estaduais. Além disso, o prefeito declarou que Curitiba tem o estádio mais adiantado do Brasil, por isso não haveria motivos para um novo estádio.

Segundo o prefeito, ainda há tempo para que uma decisão final sobre a conclusão da Arena da Baixada seja tomada e que não existe plano B para a Copa em Curitiba. "Ninguém me ligou falando que está com um plano B para ser executado", disse Ducci.

Nova proposta

Ducci afirmou que a proposta de potencial construtivo feito pela prefeitura e recusado pelo Atlético, continuará sendo estudado e uma nova proposta será feita em breve.

O prefeito disse que essa é a principal proposta de Curitiba e que os técnicos municipais continuarão as negociações com a diretoria do Atlético.

"Curitiba encontrou a forma mais racional para os estádios particulares (o potencial construtivo). O São Paulo e o Internacional ainda não tem nenhum projeto apresentado", disse o prefeito. Outro ponto revelado é que o governo do estado está em fase de conclusão de um estudo para uma nova proposta de nível estadual.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

1982, o ano em que aprendemos a gostar de futebol

Meus amigos, uma Copa do Mundo já não me toca mais como antigamente. É claro, aos olhos de uma criança essa competição entre seleções tem muito mais brilho. Principalmente para uma criança dos anos 70/80, que cresceu vendo craques de verdade vestindo a amarelinha.
O primeiro Mundial do qual tenho lembrança é o de 1978. Algumas cenas não me saem da cabeça. A família reunida, na grande sala de tevê do avô. Na tela, lembro-me bem de alguns lances e de um nome, especialmente: Roberto Rivelino.
Mas 1982... este foi realmente o ano da graça do futebol brasileiro, pelo menos para a geração que não pôde curtir o tri mundial. O ano do futebol arte. A Copa era na Espanha. E o mascote, bem me lembro, o simpático Naranjito.
Ninguém aos 10 anos de idade pode dizer que manja muito de futebol. Mas o que Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Júnior, Leandro faziam, sob o comando de mestre Telê, aquilo realmente encantava. As jogadas eram de tal magia, os dribles tão fáceis, os passes na medida, os chutes a gol com tamanha potência e precisão, que era impossível sequer imaginar uma derrota.
Talvez por isso eu tenha chorado naquele 5 de julho. Foi primeira - e única - vez que derramei uma lágrima pela Seleção Brasileira.
A partida contra a Itália, nas quartas-de-final, entrou para a história como "a tragédia do Sarriá". O Brasil jogou muita bola, mas foi derrotado por um jogador: Paolo Rossi. Maledetto.
Bem. Agora, por ocasião da Copa da África, a revista norte-americana Sports Illustrated escolheu as 10 melhores seleções que não conseguiram conquistar o Mundial. O Brasil de 82 aparece em 3º na lista feita pelo colunista Rob Smyth, atrás da Hungria de Puskas, vice-campeã em 1954, e da Holanda de Cruyff, também vice em 74.
Para ilustrar o talento de cada seleção citada, Rob editou alguns vídeos com lances da época. O do Brasil'82 é esse aí:

Quem não pôde acompanhar aquela Copa, pode ter uma amostra do que significou aquele time.
Principalmente para um piá de 10 anos.
Mas o aprendizado de 1982 não acabou por aí.
Meses mais tarde, o jovem torcedor pôde constatar que o futebol arte podia ser jogado também por aqui. E a tristeza virou alegria em 31 de outubro, quando o Atlético de Roberto Costa, Lino, Washington, Assis, Sérgio Moura, Detti, Nivaldo, Capitão e tantos outros saía da fila para conquistar, após 12 anos, o título estadual.
Aquele time, meus amigos, também era mágico.
Fui a alguns jogos naquela temporada, mas não na grande final, contra o Colorado. Final para o Atlético, que conquistou o título por antecipação, após vencer os 3 turnos.
Lembro bem de ter visto os lances no Fantástico, e da genialidade da jogada do quarto gol, um golaço, que selou a mágica conquista.
Naquele ano, aprendi a gostar de futebol de verdade. Eu e, certamente, toda uma geração de atleticanos.
No fim de semana aproveitei o tempo livre e aluguei na Vídeo Um o DVD com a transmissão daquela partida memorável. Recomendo a qualquer um que gosta de futebol que faça o mesmo. A qualidade da gravação é péssima, mas mesmo assim vale a pena. E consegui salvar alguns trechos para postar aqui. Não ficou um grande vídeo como o do Rob Smyth, mas quebra um galho:
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Os 4 gols do Atlético, na transmissão da Rede OM.

Consegui salvar também alguns trechos da fita que mostram a comemoração alucinada da torcida Rubro-Negra, que estava com o grito de campeão engasgado havia 12 anos. E entendi porque a parentada mais velha não quis me levar ao estádio Couto Pereira: no fim da partida, invasão geral do gramado. Teve até pisoteamento, e um garoto desfalecido é carregado nos braços de um PM, sem ao menos uma maca ou socorrista para atendê-lo:
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No final, tudo parece ter acabado bem. A torcida fez questão de levar como lembrança as redes do Couto. E até uma zebra escalou o mastro das bandeiras do estádio. Torcedores atravessavam o gramado de joelhos. Uma festa, meus amigos, do verdadeiro povão atleticano.
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Volta aos trabalhos

Da Furacao.com:
O time do Atlético se reapresenta nesta segunda-feira, dia 14 de junho, para dar início à intertemporada, durante parada do Brasileirão para a realização da Copa do Mundo. Depois do último jogo no Brasileirão, na derrota por 1 a 0 para o Vitória, o time ganhou uma semana de folga.

Com 30 dias de preparação, o técnico Paulo César Carpegiani pretende melhorar o aspecto físico, tático e técnico do time atleticano, que hoje está na zona de rebaixamento do Brasileiro.

A expectativa é que a programação completa do time nesta intertemporada seja divulgada pela comissão técnica nesta segunda-feira. Ainda não foi divulgado um cronograma oficial, mas o que se sabe é que nesses 30 dias os atletas terão alguns dias de treinos com período de concentração, no CT do Caju. Também devem ser realizados alguns jogos amistosos, mas ainda sem uma definição de datas e adversários.
Elenco
Novidades devem surgir a partir desta segunda-feira no elenco atleticano. Alguns jogadores devem se desligar do time e as novas contratações também devem surgir.

Nas caras novas, a expectativa é que nesta segunda-feira sejam apresentados dois novos reforços, ainda não confirmados pela direção atleticana: o atacante Schwenck, atualmente no Vitória, e o volante Joílson, hoje no Grêmio.

Entre os nomes que podem estar de saída, estão o volante Valencia, que deve acertar a sua ida para o Fluminense, e o atacante Wallyson, que deve definir sua transferência para o Santos.

Lá pode

Alemão feliz da vida com sua cerveja em Durban.
Encontre as 5 garrafas de Bud nesta foto.
Mesmo as senhouras concordam: futebol combina com cerveja.
Sondando alguns sites para espiar notícias da Copa do Mundo, deparei-me com várias fotos de torcedores alemães no estádio Moses Mabhida, em Durban. A maioria deles bebendo cerveja. E em garrafas de vidro, ainda por cima.
Já aqui, onde somos um bando de macacos subdesenvolvidos que se transformam em demônios alucinados quando bebem, a cerveja continua proibida nos estádios.
Mesmo depois de ter ficado comprovado que não é essa arbitrariedade tola que vai impedir cenas de violência no futebol - como bem vimos no final do ano passado.

domingo, 13 de junho de 2010

Figurinhas e figuraças


Na onda das figurinhas: o Furacão em 76 e 77.
(clique para ampliar)
Já que a onda do momento são as figurinhas da Copa, publicamos outras, bem mais legais: as figurinhas do Atlético nos álbuns dos campeonatos brasileiros de 1976 e 1977. Enviadas ao blog pelo leitor Sandro Michailev.
Desfilaram pelo Furacão, nestas duas temporadas, figuraças como Radar, Catinha, Bira Lopes, Ladinho, Buião, Tião Marçal e Nenê.
Essa sim, uma verdadeira seleção do povo.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O desabafo de Fleury


João Augusto Fleury da Rocha foi presidente do Atlético entre 2004 e 2008. Mas sua história no clube não começou aí. Tornou-se sócio do Atlético em 1970, e desde então sempre participou da gestão do clube. Em 1990, foi eleito vice-presidente na chapa encabeçada por José Carlos Farinhaque. Depois, sempre colaborou com especial destaque ao Departamento Jurídico. Respondendo por essa área, fez parte do primeiro Comitê Gestor, instituído provisoriamente em 1995 em razão da renúncia de Hussein Zraik. Antes de assumir o Conselho Gestor, foi também presidente do Conselho Deliberativo.
Recentemente, nos últimos anos de sua gestão, ao lado de Mario Celso Petraglia no comando do CAP, foi bastante hostilizado por parte da torcida. E, apesar de ser conhecido por seus discursos esfuziantes, deixou a administração para a nova gestão de forma discreta.
Mas Fleury, por mais que tivesse motivos para tal, não deixou de participar do dia-a-dia clube. Está sempre presente nos jogos e não falta a uma reunião do Conselho sequer. Não faz parte da nova diretoria, tampouco concorda com todas as medidas tomadas por ela. Nem por isso se omite. Vota, palpita, discute, pensando exclusivamente no bem do Atlético.
Na reunião do Conselho Deliberativo desta quinta-feira, Fleury chamou a atenção ao pedir a palavra. Emocionado, relembrou do esforço feito pela comunidade atleticana para construir a Arena da Baixada com seus próprios recursos e esforços. E mandou um recado às outras partes envolvidas no projeto Copa (prefeitura e governo do estado):
"Se nós aqui temos consciência das nossas responsabilidades, é preciso também que as autoridades do governo e do município tenham a exata dimensão de suas respectivas responsabilidades. (...) Percebemos quer toda a responsabilidade está pendendo para o nosso lado, e isso é um desequilíbrio injusto. Mas a necessidade de se buscar soluções é dos nossos governantes, porque é a cidade e o estado que vão faturar. O estádio do Atlético está sendo cedido gratuitamente para este megaevento, não é justo que se queira onerar ainda mais o clube. (...) Não podemos simplesmente repudiar, mas temos que saber colocar as coisas como elas devem realmente ser tratadas. Não vamos fechar uma porta e simplesmente dizer 'não queremos mais'. Nós queremos dizer, isso sim, que desse modo como estão sendo conduzidas as coisas nós não aceitamos. Continuamos abertos ao diálogo.
Fomos a primeira instituição a se colocar à disposição para que a Copa viesse para cá e queremos, sim, oferecer a Curitiba e ao estado do Paraná a nossa Arena para esse megaevento. Mas que não seja às custas do Clube Atlético Paranaense."
Ou seja: deixou claro que o Atlético não está abrindo mão de colaborar com a Copa, mas que o clube precisa de outra solução que não seja se tornar um corretor imobiliário para tentar receber recursos que talvez não pagassem nem 10% do que a obra vai custar para cumprir as exigências da Fifa.
Fleury foi pro choque.
Fleury, um atleticano de coração, merece nosso respeito.

Enquanto isso, na África do Sul...

Foto Fifa.

Projeto de naming rights com a Copel segue tramitando

Na Assembleia Legislativa, segue tramitando o projeto de lei que autoriza a Copel a firmar contratos de naming rights com os estádios dos times da capital que adequarem as praças esportivas de acordo com as exigências da Fifa. O texto deve ser votado nos próximos dias:


Resumo da ópera

Curitiba quer a Copa.
O governo do estado quer a Copa.
A prefeitura quer a Copa.
Para tanto, é necessário um estádio que atenda às exigências da Fifa.
O Atlético oferece, gratuitamente, a sua Arena ao município.

Uma Arena que já está 70% concluída. E ainda se dispõe a bancar o restante dos 30% da obra dentro de seu projeto original de conclusão.
Ao estado e ao município, basta investir nas obras que atendem às exigências da Fifa para o Mundial.
Mas a um custo 10 vezes menor do que a construção de um novo estádio.
Isso sim, uma obrigação das autoridades, e não do clube. O Atlético não disputará a Copa. Nem controlará o estádio durante a Copa. E ainda terá de ficar sem seu estádio durante as obras.
É isso.
Simples assim.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um sonoro "não" à proposta da prefeitura

Em assembleia extraordinária terminada há pouco, o Conselho Deliberativo do Atlético decidiu, de forma unânime, rejeitar a proposta da Prefeitura de Curitiba para o levantamento de recursos com o objetivo de finalizar a Baixada de acordo com as exigências da Fifa.
Segundo informações de conselheiros que estiveram à reunião, um estudo feito por uma consultoria contratada pelo CAP demonstrou que a proposta não seria vantajosa ao clube. Ao contrário: poderia endividá-lo de forma irreversível.
Na primeira parte da reunião, membros do governo municipal explicaram a proposta. Falaram o prefeito Luciano Ducci e o o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur. Resumindo, a ideia era a seguinte: criar-se-ia uma lei autorizando clubes esportivos com projetos visando a Copa de 2014 a comercializar cotas do Potencial Construtivo do Município. Que, grosso modo, é um valor pago pelas construtoras para poderem aumentar a área de construção de determinados projetos. Um exemplo: às margens da Linha Verde só se pode, de acordo com o zoneamento vigente, erguer edifícios de no máximo seis andares. Para poder construir mais, a construtora interessada precisa comprar cotas. Atualmente, quem as comercializa é a própria Prefeitura. Com a lei, o Atlético, como clube autorizado a tocar obras para a Copa, poderia fazê-lo.
As tais cotas de potencial construtivo também poderiam, em tese, ser utilizadas como garantia de pagamento caso o Atlético optasse por tomar um empréstimo junto ao BNDES. Como a carência desta linha de financiamento para a Copa é de quatro anos, o clube teria esse tempo para comercializar cotas e fazer caixa para pagar o empréstimo.
Até aí, tudo bem.
Mas vários pontos levantados por conselheiros deixaram dúvidas sobre os reais benefícios da proposta. Primeiro, pelo fato de o CAP, como clube de futebol, não ter qualquer experiência neste tipo de negociação. Depois, porque alguns conselheiros presentes ligados ao setor de construção civil lembraram que tais cotas de potencial construtivo têm sido comercializadas com deságios de até 70% no mercado. E, por fim, ninguém ousou estimar qual é o volume de recursos que seria realmente possível arrecadar com este processo.
O estudo de viabilidade apresentado pela consultoria colocou ainda mais lenha na fogueira. Não seria possível estimar nem ao menos se os recursos arrecadados poderiam cobrir os prejuízos que o Atlético teria ao ficar quase dois anos jogando longe da Baixada, enquanto as obras fossem realizadas. Nesse tempo, o clube teria de alugar uma sede administrativa, indenizar lojistas, alugar estádio para mandar seus jogos, etc.
Por fim, o ex-presidente João Augusto Fleury da Rocha tomou o microfone e fez um desabafo. Não é possível, argumentou, que o Atlético, que já construiu sozinho 70% da estrutura do estádio, precise se endividar para concluir outros 30% de acordo com as exigências da Fifa, sendo que os maiores beneficiados com a vinda da Copa são o município e o estado. "Estamos doando 7o% da obra, além de todos os estudos de viabilidade e os projetos arquitetônicos. Nós somos credores, e não devedores, de 70% da obra para trazer a Copa a Curitiba", discursou.
Em seguida, a votação mostrou qual é a posição oficial do clube: um sonoro e rotundo não à proposta do município. O resultado foi unânime.
Se querem mesmo a Copa em Curitiba, que nos ofereçam mais do que migalhas.
O Atlético já bancou 70% da obra e os projetos, brigou sozinho por um bom tempo para que Curitiba não perdesse a indicação para a Copa, enquanto os governantes dormiam.
Agora, é hora do estado e do município encontrarem uma solução viável e concreta para a conclusão do estádio nos padrões exigidos pela Fifa (que, lembremos, valem apenas para a Copa; o Atlético não tem a mínima necessidade de cumprir todas elas para disputar suas competições).
Ou, senão, que digam adeus aos milhões de reais que podem vir ao Paraná para obras de mobilidade, infra-estrutura, transportes, turismo e o escambau.
Talvez Orlando Pessuti e Luciano Ducci prefiram ver a Copa apenas pela TV. Sai mais barato investir na instalação de um telão no parque Barigui.

Schwenck vem aí

Da Furacao.com:
Depois de confirmar o interesse em Dênis Marques e em Guerrón, o Atlético Paranaense também foi atrás de Schwenck, do Vitória. Mas, neste caso, as negociações foram mais simples e, segundo o diretor de futebol do Furacão, Valmor Zimermann, o atleta já acertou com o clube.

O dirigente explicou que entre os dois lados tudo já foi definido, dependendo apenas da rescisão do contrato de Schwenck com o clube baiano, o que deve acontecer ainda esta semana.

"Eu já acertei tudo com ele. Agora, depende apenas do procurador dele acertar a recisão do Schwenck com o Vitória. Mas acredito que na próxima segunda-feira ele irá se apresentar com o restante do elenco", afirmou Zimermann.

Embora seja o artilheiro do Vitória no Campeonato Brasileiro, com quatro gols, sendo um deles marcado inclusive em cima do Atlético-PR, na última rodada, Schwenck é reserva da equipe, o que facilitou seu acerto com o Furacão.

A vinda do atleta não encerrou as negociações do Rubro-negro com Denis Marques e Geurrón, que seguem negociando. Porém, ambos ainda seguem com sua situação indefinida. A tendência é que pelo menos um possa acertar.

"Estão em andamento, mas é complicado. Às vezes está 99% certo e depois voltamos à estaca zero. Mas vamos continuar negociando para trazer pelo menos um desses dois jogadores", completou o diretor atleticano, que disse também que um meia está sendo procurado.

Ficha técnica
Nome completo: Cléber Schwenck Tiene
Posição: atacante
Data de nascimento: 08/02/1979
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Altura: 1,80 m
Peso: 78 kg
Clubes: Nova Iguaçu, CRB, Juventus-SP, CFZ-DF, Al Riyadh-ARA, Cruzeiro, Botafogo, Velgata Sendai-JAP, Figueirense, Beitar Jerusalem-ISR, Pohang Steelers-COR, Goiás, Juventude e Vitória

Ficamos com a vice

O Atlético saiu na frente, mas o Coritiba empatou no segundo tempo e a Taça BH de Juniores acabou decidida nos pênaltis.
Os coxas foram mais competentes: converteram em gols as cinco cobranças, contra quatro do Furacãozinho, e ficaram com o título.
O Atlético ficou, pela terceira vez, com o vice-campeonato do torneio, do qual já foi campeão duas vezes.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

CAP já tem cronograma para conclusão da Arena

Bem, apoio governamental ou investimento privado à parte, o Atlético parece já ter fechado o cronograma físico para as obras de conclusão da Baixada para a Copa de 2014. Pelo menos é o que informa o clube por meio de nota no site oficial. Hoje a diretoria apresentou o projeto para ex-presidentes do CAP (Lauro Regos Barros, Luiz Motta Ribeiro, Guivan Bueno, Valmor Zimermann, Hussein Zraik, Ademir Adur e José Pacheco Neto) e colaboradores do clube. Amanhã, o mesmo cronograma será apresentado para os conselheiros do Atlético Paranaense, durante reunião extraordinária.
A nota do site não informa se já há fontes de financiamento ou se já está definido se o time terá de utilizar outro estádio durante as obras e em que período isso acontecerá. Provavelmente estas informações serão expostas aos conselheiros e, posteriormente, a todos os sócios e à torcida.