terça-feira, 4 de maio de 2010

Anos incríveis

No 13º encontro do Círculo de História, um telão mostrou Atlético 2 x o Flamengo, em 1983.
Prof. Heriberto mostra a camisa usada pelo time em 1982/83.

Por Milene Szaikowski (a Mylla, do Círculo de História Atleticana):

O ano de 1982 marcou o meu debut nas arquibancadas atleticanas. Exatamente no dia 9 de maio de 1982, meus pais levaram meu irmão e eu pela primeira vez. Era a primeria partida no velho Joaquim Américo naquela temporada - a estreia havia sido em Paranavaí, com um empate em 1 x 1. Naquele dia, meu primeiro jogo, o Atlético venceu o Matsubara por 2 a 1.

Obviamente que eu não me lembro de nada, mas o meu gosto pela história do Rubro-Negro me fez buscar em livros e em arquivos de áudio o momento especial que o Atlético viveu naquele ano. Após conquistar um único título num intervalo de 24 anos (1970, entre 1958 e 1982) o Atlético renasceu através daquela importante conquista, num time que marcou a história do Furacão. Tamanha importância, o bicampeonato de 82/83, junto da belíssima campanha no Brasileiro de 1983 precisavam ser relembrados de forma especial. E foi essa a motivação para que eu marcasse o 13º do Círculo de História Atleticana.
Cresci ouvindo meu pai falar de Washington e Assis - bons jogadores e boas pessoas, com quem ele conviveu. Convidei o artilheiro para participar do encontro, mas infelizmente no final da tarde Washington precisou ser hospitalizado, em decorrência dos problemas de saúde que vem enfrentando. Mesmo assim, mantive o encontro com a presença do professor Heriberto Machado e com a surpresa que eu tinha preparado para aquela noite.

Sou suspeita para falar do professor Heriberto, tamanha é a admiração que tenho por ele e pelo trabalho que ele faz há 44 anos preservando a memória atleticana. E ele conduziu o encontro com maestria, contando desde como foi a montagem do time de 82 pelo então diretor de futebol João de Oliveira Franco até a bela campanha no Brasileirão de 83 e o
bicampeonato estadual, conquistado em cima do Coritiba.
Logo em seguida, o ponto alto do encontro: exibição de lances de Atlético 2 x 0 Flamengo em um telão. Quem não se lembrava daquele jogo, ou quem nem era nascido ou era ainda muito novo, pôde ver o que era o Atlético daquela época. E quem esteve no Couto Pereira voltou no tempo, recordando todos os momentos daquela tarde de 15 de maio de 1983.
E, como se o jogo estivesse sendo realizado naquele naquele exato momento, todos lamentaram o fato de Capitão não ter passado aquela bola pra Abel e ter perdido um gol na cara do goleiro Raul Plassman...

Ao final, muitos disseram que há muito tempo não viviam uma noite tão agradável como aquela.
Um bate papo descontraído sobre o Atlético. E uma verdadeira aula de história.

* Em tempo: quem quiser assistir a Atlético 2 x 0 Flamengo na íntegra encontrará o DVD na Cinevideo 1 da rua Padre Anchieta.

4 comentários:

henrique disse...

Voltei no tempo de novo, como no dia do Círculo de História Atleticana sobre o time de 82/83, naqueles campeonatos em que jogamos o fino da bola. E agora, naqueles jogos em Ponta Grossa, do Rondinelli, do Andrade e do Élder (do Júlio César não lembrava). Muito obrigado!

Anônimo disse...

Da-lhe Geurrilheiro, belas histórias. Fico orgulhoso de guardar uma camisa deste mesmo modelo de 82/83, numero 7. Por falar nela, alguém sabes quem jogava com este número na campanha 82/83

Anônimo disse...

O número 7 em 82/83 se não me engano era o jogador chamado CAPITÃO

Anônimo disse...

7 cAPITÃO, 9 wASHINGTON E 11 aSSIS
eNÉAS