segunda-feira, 31 de maio de 2010

Carpa é o novo técnico

Da Furacao.com:
Paulo César Carpeggiani foi anunciado como o novo técnico do Atlético para a sequência do Campeonato Brasileiro. Ele, que já trabalhou no próprio Furacão, foi jogador antes de iniciar a carreira de treinador, em 1981.

Natural de Erechim (RS), Carpeggiani, hoje com 61 anos, passou por diversos clubes do Brasil como Flamengo, Internacional, Náutico, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians. O último trabalho dele foi no Vitória da Bahia. Além dos times brasileiros, foi técnico no Cerro Porteño (PAR) e no Barcelona (EQU) e nas seleções do Paraguai e do Kuwait.

Também como técnico, Carpeggiani conquistou o Campeonato Carioca, a Copa Libertadores da América e o Mundial Interclubes de 1981 e o Brasileirão de 1982, pelo Flamengo. Venceu ainda a Copa da Arábia Saudita de 1984 pelo Al Nassr, o Campeonato Paraguaio de 1994 pelo Cerro Porteño e o Campeonato Baiano de 2009 pelo Vitória.
Estreia na quarta
O técnico atleticano Paulo César Carpeggiani deu uma entrevista ao site oficial do clube nesta segunda-feira falando sobre o atual elenco, a parada para a Copa do Mundo e sobre a passagem pelo Furacão em 2001.

"Chego a Curitiba nesta segunda-feira e amanhã (terça-feira) já dou o meu primeiro treinamento às 9h. Irei comandar o time já contra o Botafogo, na quarta-feira", afirmou.

Sobre o elenco rubro-negro, Carpeggiani disse estar ciente da fase pela qual o time passa, mas tem a certeza que será um bom trabalho. "Eu pessoalmente só trabalhei com um jogador do atual elenco, o Alex Mineiro. Sei que o time está em uma fase delicada, mas temos uma grande equipe. Estamos apenas no início da competição e o Campeonato Brasileiro é muito parelho. Tenho a confiança e a convicção de poder fazer um bom trabalho no Atlético".

Ainda ao site oficial, o treinador comentou sobre a primeira passagem dele pelo Furacão, em 2001. "Lembro que tínhamos um grande time. Fomos campeões do primeiro turno e meu último jogo foi 5 a 0 contra um time do interior (Rio Branco). Iniciei a montagem daquele time que depois foi campeão brasileiro no final do ano".

domingo, 30 de maio de 2010

Manchetes

Meus caros, sem o menor tesão de escrever sobre a lamentável apresentação do Atlético em Porto Alegre, onde foi goleado pelo Internacional por 4 a 1. Mas basta dar uma olhada nas manchetes de hoje da Furacao.com para ter uma noção de como está sendo a nossa puta vida de torcedor:
Resume tudo, não?

sábado, 29 de maio de 2010

Alex não enfrenta o Inter

O Atlético terá um desfalques para a partida de amanhã contra o Inter, em Porto Alegre. Alex Mineiro, com uma lesão no púbis, foi vetado pelo DM. Valencia não treinou ontem ,mas foi relacionado e deve ir pro jogo - apesar dos boatos de que estaria sendo negociado.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Paulo Goulart, um atleticano

Paulo Goulart, à esquerda, entrega prêmio a sócio do CAP: ator foi supervisor
da revista Cartola e trabalhou no projeto de reforma do Joaquim Américo.
Hoje, quase 50 anos depois, confessa: "sou atleticano de coração".

Dando uma olhada na revista Cartola, publicada em 1963, deparei-me com um nome conhecido no expediente. Lá está escrito: "Órgão oficial do Clube Atlético Paranaense. Supervisão: Paulo Goulart".
Logo achei que se tratava de um homônimo do famoso ator.
Mas quando vi a foto ao lado não tive dúvidas: era ele mesmo, o Paulo Goulart das quarenta e tantas novelas na TV, das dezenas de filmes no cinema, aquele que empresta o vozeirão ao leão de Crônicas de Nárnia. Na imagem ele aparece, ao lado do presidente do clube à época, Pacheco Neto, cumprimentando um sócio quer havia sido "o feliz vencedor de uma geladeira GE 12 pés, superluxo" num sorteio.
Daí pensei: mas que raios de relação o grande Paulo Goulart tem com o Atlético, afinal de contas?
Fui pesquisar e acabei descobrindo que ele e sua esposa Nicette Bruno moraram em Curitiba por alguns anos na década de 60, onde tiveram seu segundo filho. Por aqui, Paulo trabalhou na empresa de seu pai. E um dos projetos que ficou sob sua responsabilidade foi a remodelação do estádio Joaquim Américo. Quase quatro décadas antes do sonho de Mário Celso Petraglia virar realidade.
Além disso, Paulo ficou também responsável pela comercialização publicitária da revista Cartola.
Claro, para ter certeza de que a história era mesmo essa precisava ouvir a versão do próprio Paulo Goulart. E ele contou ao Blog da Baixada, por e-mail, como foi essa passagem por Curitiba e a ligação com o Furacão:
"Oh, Guerrilheiro!
Eu também sou curitibano e atleticano de coração.
Aliás, curitibano é meu filho que nasceu ali na Vicente Machado.
Realmente vivemos em Curitiba uma fase de vida muito significativa.
Nossa relação com o Atlético nasceu em virtude da remodelação do estádio, que acabou não acontecendo. "Coisas do futebol": mudanças de diretoria, etc.
Tenho o privilégio em torcer pelo Atlético no Paraná, Fluminense no Rio e São Paulo em São Paulo.
Nas cidades onde "se vive", como eu, temos um clube. E o futebol fica acima de qualquer paixão clubística.
Um abraço,
Paulo Goulart."
Taí. Mais uma história curiosa sobre o passado do Atlético e mais uma personalidade que nutre um carinho especial pelo Furacão.

Fluminense quer Valencia

Do blog da Nadja Mauad:
No final do ano passado, o presidente Marcos Malucelli afirmou que tinha combinado com o volante Valencia, que se uma proposta boa aparecesse, o jogador seria negociado. O Atlético possui 60% dos direitos, enquanto o atleta outros 40%. Segundo o empresário do jogador, Alexandre Rocha Loures, na última semana foi apresentada uma proposta do Fluminense, pelo colombiano.
“Nós estamos conversando com o pessoal do Fluminense, eles tem interesse. O Muricy já indicou ele quando estava no Palmeiras, mas o Atlético a princípio não está aceitando a negociação e está bem dificil. O Willians era uma das possibilidades. Nós costuramos o negócio com o Fluminense, ainda para ajudar o Atlético, já que o Valencia está no final do contrato. A gente sabia que o Atlético já tinha procurado o Willians, então foi uma ideia nossa, mas a coisa não está caminhando, por causa dos valores”, disse Loures.
Negociação

“Não dá para fazer empréstimo com um jogador com contrato encerrando. O Atlético queria ficar com um percentual do Valencia, no futuro contrato, e o Fluminense emprestaria o Willians por 2 anos. Além disso, o Atlético ficaria com um percentual em uma futura venda (20%), o que seria bom para todos. Mas a principio o Atlético não quer assim , querem uma compensação financeira. Daqui a pouco existe a possibilidade de assinar um pré-contrato, não é isso que queremos, longe disso, mas o Atlético também nunca nos procurou para renovar”.
Desfecho
“Ficaram de dar uma resposta hoje e se espera que tenha uma solução boa para todo mundo. Quando me falaram que ele poderia não jogar, pensei que era um fato positivo. Mas falei com a Traffic, que tem particiação no Willians, e me falaram que o Atlético não está aceitando os valores”, finalizou o empresário.

Lá, sim para R$ 900 milhões. Aqui, não para R$ 80 mi

O governo federal anunciou que vai abrir mão de R$ 900 milhões em impostos federais para que o Brasil posssa receber a Copa do Mundo de 2014. Aqui, na pobre província, estão achando muito investir cerca de R$ 80 milhões para terminar o estádio que abrigará jogos do Mundial. Sem falar nas cifras que outros governos estaduais terão de investir em estádios - vários deles na casa dos R$ 500 milhões.
Uma pisada na bola, uma falta de pulso firme por parte do governo estadual e da prefeitura de Curitiba, temendo a reação negativa de torcedores de alguns clubes pra lá de atrasados. Parece que em vez de pensarem no futuro e nos benefícios que a Copa trará, preferem se abraçar no atraso e no autofagismo.
Leia a matéria do Congresso em Foco sobre a isenção fiscal do governo federal:
O governo federal encaminhou o projeto de isenção fiscal da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para o Congresso. A proposta fará o país deixar de arrecadar, segundo novos números apresentados, R$ 900 milhões em impostos federais. Em compensação, a expectativa do governo é que R$ 10 bilhões entrem nos cofres da União com a realização da Copa do Mundo de 2014.

O governo também decidiu regulamentar a isenção, por parte dos municípios e do DF, de pagamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pela entidade.

As mensagens do presidente Lula informando o envio dos projetos foram publicadas na edição dessa quinta-feira (27) do Diário Oficial da União (DOU). As matérias mal chegaram e já foram alvo de uma audiência pública para debater a isenção da Fifa. Ontem, a Subcomissão da Copa do Mundo de 2014 organizou um debate com representantes da Receita Federal. Deles, os deputados ouviram que a estimativa é que o Brasil deixe de arrecar R$ 900 milhões entre janeiro de 2011 e dezembro de 2015. Na semana passada, o ministro do Esporte, Orlando Silva, passou outro valor: R$ 500 milhões.

A mudança nos números ocorreu porque entraram na conta as deduções fiscais das obras nos estádios, estimadas em R$ 340 milhões. Essa não foi a única cifra que mudou em uma semana. A expectativa de arrecadação também diminuiu quase pela metade. Dos R$ 16 bilhões projetados pelo ministro do Esporte, agora são R$ 10 bilhões de acordo com técnicos da Receita. O montante que deixará de ser arrecadado corresponde à soma do Imposto de Importação, Imposto de Renda e contribuições sociais que o Brasil não cobrará de fornecedores que atuarão no mundial.

Na audiência pública, de acordo com a Agência Câmara, o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, lembrou que as renúncias atendem a exigências da Fifa para a realização do mundial. Ela está prevista no caderno de encargos assinado pelo Brasil quando o país foi escolhido para sede do mundial. “Há uma cláusula que prevê indenização à Fifa caso as garantias não sejam cumpridas”, explicou Mombelli.

O Congresso em Foco mostrou, em outubro do ano passado, que o projeto deixou as pastas da Fazenda e do Esporte numa bola divida. As exigências para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 inclue uma série pré-requisitos técnicos, de infra-estrutura e logística a serem apresentados à Fifa. À isenção tributária, somam-se outras obrigações, como a necessidade da realização de reformas em estádios, melhoria da mobilidade urbana e aumento de oferta por parte do setor hoteleiro.

O Ministério da Fazenda, preocupado com as receitas que o país pode perder, não queria ceder a todos os pedidos. Por isso, a pasta quis saber o que aconteceu nas copas anteriores. A Receita Federal chegou a fazer um estudo do que ocorreu na Alemanha. Técnicos do órgão viajaram à Europa para saber como os alemães fizeram. Porém, acabou vencendo a tese de que o Brasil deveria ceder às exigências da entidade e não correr o risco de deixar de ser a sede da Copa.

Sofrido, mas foi

Amigos, ficamos sem acesso à internet desde ontem e não pudemos comentar até agora sobre o jogo de ontem. Mas foi mais ou menos assim: o Atlético alternou bons e maus momentos, saiu na frente, deu a impressão que poderia golear, depois sucumbiu, levou gol, quase sofreu o empate e, seguindo a tendência dos últimos anos,quase matou o torcedor do coração. E, também como nas últimas temporadas, o que valeu no final das contas foram os três suados pontinhos, suficientes para tirar o time da zona de rebaixamento.
A Furacao.com conta como foi a partida:
No duelo dos Atléticos, o Paranaense levou a melhor. Depois de duas derrotas e um empate, enfim o torcedor rubro-negro pode comemorar uma vitória atleticana. Na noite desta quinta-feira, o Furacão recebeu o Atlético-GO na Arena da Baixada e venceu pelo placar de 2 a 1, com gols de Paulo Baier e Wagner Diniz, no primeiro tempo.

A festa nas arquibancadas começou antes mesmo do primeiro gol. Logo após a torcida Os Fanáticos acender seus sinalizadores, Paulo Baier bateu falta da meia esquerda; Chico atrapalhou o goleiro e a bola morreu nas redes: 1 a 0 Atlético. O Atlético recuou e foi pressionado, mas na melhor chance do Dragão, Neto foi buscar a cabeçada de Keninha no ângulo.

A resposta do Atlético veio na sequência, e com um golaço. Wagner Diniz tabelou com Alex Mineiro, cortou Pituca para o meio e com um único drible passou por Chiquinho e Jairo antes de chutar forte no ângulo esquerdo superior do goleiro Édson. Os gols deram tranquilidade ao Atlético e o Rubro-Negro teve boas chances ainda no primeiro tempo, mas Édson fez grandes defesas em duas chances de Bruno Mineiro e uma de Alex Mineiro.

Segundo tempo com expulsões para os dois lados e tensão na torcida

O jogo que parecia tranquilo ganhou em apreensão na segunda etapa. Aos 3 minutos, Elias acertou cabeçada na trave e assustou. O ímpeto goianiense perdeu força aos 12, quando Keninha, que já tinha cartão amarelo, cometeu falta em Branquinho e foi expulso. Cinco minutos depois, o árbitro Cláudio Marcante não marcou pênalti sofrido por Wagner Diniz e amarelou o jogador atleticano. O erro do juiz custou a expulsão do lateral aos 27, quando Wagner Diniz derrubou Marcio Gabriel na área e recebeu o segundo amarelo. Na cobrança, Elias bateu no canto direito e Neto não chegou na bola.

Com o mesmo número de jogadores em campo e mais perto do empate, o time goiano pressionou. Chiquinho, aos 34, chutou cruzado e assustou. Sete minutos depois, Neto fez boa defesa em chute de Robston e espalmou para escanteio. Depois da cobrança. Welton Felipe cabeceou, a bola bateu no pé da trave, mas, para sorte do Furacão, foi direto nas mãos de Neto. A estrela do goleiro atleticano ainda brilhou mais uma vez. Aos 45 minutos, Juninho chutou forte e Neto foi buscar; a bola ainda bateu na trave antes de sair.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Copel também na camisa

Além da proposta do deputado Luiz Claudio Romanelli para que a Copel adquira os naming rights da Arena da Baixada, como já o fez a multinacional japonesa Kyocera há alguns anos, uma outra proposta foi apresentada na Assembleia envolvendo a companhia energética e o futebol paranaense.
Segundo a rádio CBN, O deputado Reni Pereira propõe que a companhia seja a patrocinadora master dos times paranaenses que disputam o Campeonato Brasileiro. De acordo com a proposta, o Atllético, que está na primeira divisão, receberia R$ 5 milhões/ano para ter a marca da copel em sua camisa. Coritiba e Paraná, que estão na série B, levariam R$ 2,5 mi por ano cada. E o Operário, que está na Série D, receberia R$ 200 mil. O valor seria reajustado ano a ano, de acordo com a divisão que cada clube estaria disputando.
As propostas parecem ter agradado aos deputados. Tadeu Veneri, torcedor do Paraná, disse que não vê problemas no fato de a Copel ser patrocinadora esportiva, "desde que seja feito com critério". Stephanes Junior, tocedor do Coxa, também declarou apoio às propostas. "Precisamos ajudar Coritiba e Paraná a subir para aprimeira divisão e o Atlético a finalizar a Arena para a Copa de 2014", disse.
  • E você, o que acha das propostas? Opine!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Enfim uma proposta inteligente para a Baixada nos padrões Fifa: Copel Arena

A Arena completa, moderna e iluminada: um ótimo merchandising para a Copel.
A notícia foi divulgada ontem no site do Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA) e hoje foi a vez da rádio Banda B: o deputado Luiz Cláudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa, apresentou um projeto para viabilizar a conclusão da Baixada nos padrões Fifa. para a Copa 2014. A ideia é que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) compre os direitos de uso dos naming rights do estádio, que passaria a se chamar Copel Arena. O valor citado pelo deputado é de R$ 40 milhões.
"O que eu propus é algo que está sendo utilizado no mundo inteiro, que é a concessão de naming rights, através de parceria do setor público e privado. Todo mundo sabe que o encargo de exigências da FIFA é extremamente rigoroso. A Arena precisa praticamente ser reconstruída e o investimento total é de cerca de R$ 130 milhões. Eu entendo que se nós pudéssemos trabalhar com esse conceito de dar o nome de Arena Copel e a empresa explorasse isso do ponto de vista comercial seria ótimo", disse Romanelli, usando a passagem da Seleção Brasileira por Curitina para explicar a magnitude de um evento como a Copa do Mundo. "A visibilidade da cidade nestes últimos 5 dias foi excepcional, não só no Brasil mas em todo o mundo", completou.
Romanelli acredita que este é o melhor caminho para encontrar a solução ideal para este impasse. "Se nós pudéssemos definir R$ 40 milhões pelo uso do nome da Arena eu acredito que é um valor extremamente razoável pelos benefícios que a cidade e o estado vão receber e é um caminho que a gente pode debater. O projeto de lei autoriza que o governo, através da Copel, assine esse contrato de concessão com o Atlético. A partir da discussão pública e transparente, vamos viabilizar esse projeto, junto com o Atlético. Eu sou atleticano, mas quero deixar claro que não se trata de financiar o time na primeira divisão, queremos viabilizar a readequação da Arena aos encargos da FIFA para receber os jogos da Copa do Mundo", explicou.
O deputado destacou que, caso os estádios do Coritiba ou do Paraná tivessem sido escolhidos para sediar a Copa, o projeto seria criado da mesma maneira. "Não podemos simplesmente investir dinheiro público num patrimônio privado. Mas a partir da exploração comercial da Copel, através do uso do nome da Arena, isso viabilizaria o investimento público. Não se trata do estádio do Atlético, mas da praça esportiva que vai receber a Copa do Mundo. Nos três estádios privados da Copa vamos ter parcerias assim para as reformas. O objetivo do projeto é mesmo visando o evento Copa do Mundo", finalizou o deputado.
Finalmente uma proposta inteligente.
Para a Copel, uma empresa que apesar de estatal tem capital aberto e tem seus papeis negociados em bolsa de valores, inlcusive na de Nova York, seria um marketing fantástico. E para a cidade e o estado, uma certeza da viabilidade de se trazer a Copa para cá - dando a Curitiba uma visibilidade mundial e um retorno financeiro incalculável.
E tem mais: o valor proposto pelo deputado é dinheiro de pinga para a empresa: em 2009, a Copel registrou um lucro líquido de R$ 1 bilhão e 26 milhões, mantendo pelo quarto ano consecutivo a série de resultados positivos superiores à marca de um bi.
A torcida do Atlético deve encampar esta proposta e brigar para que o projeto seja aprovado pelos deputados estaduais, porque a inveja e a pobreza de espírito de alguns por aí vai fazer com que tentem derrubá-lo. O negócio é desde já entrar em contato com os deputados e o governador Pessuti.
Para entrar em contato com os deputados, clique aqui. Para escrever ao governador Pessuti, clique aqui.

Convite dos Emirados pode inviabilizar vinda de Cuca

Do blog da Nadja Mauad:
O Atlético segue em busca de um novo treinador e de reforços para o time. Para o comando técnico, o principal nome era o de Cuca, mas nesta terça-feira, ele já tinha declarado que tinha uma proposta de Dubai.
O que impossibilitou a vinda de Cuca não foi o salário do treinador (que aceitou até uma redução), e sim a proposta financeira da equipe de Dubai.

“Tenho a possibilidade de ir para um time de Dubai. Já é a terceira vez que me procuram”, disse ontem. “Já recebi o convite verbal e agora aguardo a proposta no papel, por isso a possibilidade é grande de eu ir para lá. Aqui com certeza terei outras oportunidades no futuro”, afirmou nesta quarta-feira.

Outros nomes foram sondados. Helio dos Anjos, que está no Al Nasr, chegou a ser cogitado, mas pelo alto salário e por ter assumido a equipe dos Emirados Árabes há quase dois meses recusou.

O Atlético também sondou a situação de Vagner Mancini, que hoje recebe quase 200 mil reais no Guarani e além disso trabalha com uma comissão técnica própria.

Outros nomes cogitados foram o de Tite, Andrade e Paulo César Carpegiani. O salário de Tite giraria em torno de 300 mil reais e o treinador também tem sua própria comissão. Andrade e Paulo César Carpegiani seriam outras duas opções.

Reforços

O diretor de futebol, Valmor Zimermann descartou as contratações do atacante Washington e do meia Madson. O Santos confirmou nesta terça-feira para o Atlético que deseja ficar com o jogador.

O Furacão chegou a fazer uma proposta por Madson, mas o Peixe queria 2 milhões por 50% do jogador. Os outros 50% pertecem ao BMG.

Já o atacante Maikon Leite deve ser confirmado até esta quinta-feira como reforço. O Santos já aceitou liberar o atleta, sem o empréstimo de Wallyson. Alguns detalhes separam a vinda do atacante, mas a tendência é que amanhã seja confirmado.

"Ainda faltam detalhes, mas estamos conversando sobre isso", declarou o coordenador de futebol do Santos, Paulo Jamelli.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Camisa nº 3 é preta. E linda

Nada de azul. A camisa nº 3 é toda preta, simples, básica e bonita pacas. O uniforme foi apresentado um evento no Salão Vip da Arena para inaugurar a Galeria de Ex-Presidentes do Clube. Saca só:
Rhodolfo posa com a nova camisa. Todo galã.

Um time muito bem vestido. O site oficial diz que a cor é azul. Mas parece preto.
O site oficial informa que o tom da vestimenta é azul escuro. Discordo. Pra mim, parece mais que é preto mesmo. E muito elegante.
A Arena Store já recebeu o primeiro lote para venda. Custa R$ 170,00.

Washington e Madson descartados

Da Furacao.com:
O novo diretor do departamento de futebol do Atlético, Valmor Zimermann, descartou hoje, em entrevista à Rádio Banda B, as negociações com o atacante Washington, do São Paulo, os meias Carlinhos Paraíba - também do São Paulo - e Mádson, do Santos. De acordo com o dirigente, apenas o atacante Maikon Leite continua na mira do Furacão.
A contratação de reforços é considerada prioridade pela torcida do Atlético. Enquete realizada pela Furacao.com aponta que 45% dos torcedores consideram a contratação de jogadores a melhor alternativa para o Atlético reverter o mau momento. Até o momento, mais de sete mil atleticanos participaram.

Cuca é a bola da vez

Do blog da Nadja Mauad:
Na manhã da segunda-feira, o presidente Marcos Malucelli garantiu a permanência do técnico Leandro Niehues e negou a vinda de Tite. Porém, durante toda o dia, várias reuniões aconteceram e mudaram o destino do treinador. Uma delas foi a reunião com ex-dirigentes na noite de ontem.

Valmor Zimermann quer mudanças e já começou a articular a troca no comando técnico do Furacão. Nomes como o de Tite (que chegou a ser sondado, apesar da diretoria negar), Andrade e Cuca estiveram na pauta.

Cuca está em Curitiba e é o nome mais forte no momento. Primeiros contatos com o treinador curitibano inclusive já teriam sido feitos. O que pode atrapalhar a vinda de Cuca é o alto salário. Segundo a imprensa carioca, o treinador recebia no Fluminense, cerca de 300 mil reais.

Se Cuca aceitar as condições do Atlético, será o novo treinador do Furacão.

Já se Cuca não acertar, Leandro Niehues continuará no comando até que o clube encontre outro treinador.

Seo Valmor está de volta

O blog da jornalista Nadja Mauad anunciou e a Furacao.com confirmou: o ex-presidente Valmor Zimermann está de volta ao Atlético. O acerto foi feito na noite desta segunda, durante jantar com atuais diretores e ex-dirigentes do CAP.
Será o homem forte do futebol Terá o auxílio de Ocimar Bolicenho, mas exigiu autonomia nas decisões do departamento.
Valmor é homem do ramo.
Presidiu o clube por quatro temporadas. Foi campeão em duas: em 1985 e em 1988.
Montou boas esquadras.
Em 85, o time campeão era formado por Marolla, Sotter, Amauri, Nenê e Sérgio Moura; Deti, Dicão (Ernani) e Cristóvão; Camargo, Agnaldo e Renato Sá (Nivaldo). Técnico: Octacílio Gonçalves.
Em 88, o time campeão sobre o Pinheiros tinha Marolla; Odemílson, Fião, Adílson e Luís Carlos; Cacau, Wilson Prudêncio e Oliveira (Dicão); Carlinhos, Manguinha e Serginho. O técnico: Nelsinho Baptista. Destaques ainda para o lateral-esquerdo Miranda, para o volante Roberto Cavalo e para o meia Assis, que retornou ao clube naquela temporada e foi também bastante importante.
Que Valmor tenha sorte e competência agora, quando o time precisa mais do que nunca acertar nas contratações.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nova camisa nº 3 homenageará a Seleção

Um mistério ronda o lançamento do uniforme oficial nº 3 do CAP, que será lanãdo amanhã, na Baixada: a sua cor. Especulações dão conta de que seria azul - pois o modelo homenageará a Seleção Brasileira. Mas uma nota no site oficial do clube mantém o suspense: "A cor da camisa foi escolhida não só por ser símbolo do Furacão - apelido pelo qual o time do Atlético é conhecido em todo o Brasil - mas também para celebrar a Seleção, que aparece como referência nas costas da vestimenta, onde há a estampa de uma bandeira do Brasil". Como não me consta que a cor símbolo do Furacão seja o azul, me parece pouco provável que a cor seja esta. Aposto mais no preto.
A nota do site oficial informa ainda que o uniforme foi "criado dentro do conceito de alfaiataria e alia performance, tradição e muita elegância, por ser confeccionado sob medida para cada jogador".
O mistério será desvendado amanhã, às 19 horas.

Terça agitada no Furacão

Da Furacao.com:
Além da grande movimentação no departamento de futebol, agitado pelos boatos de contratações de jogadores, treinador e, até mesmo, de um novo diretor de futebol, a terça-feira trará novidades extracampo para o Atlético.
Anunciada na última quinta-feira, amanhã será realizada a reunião de apresentação da solução que irá viabilizar as obras de conclusão da Arena da Baixada e de infraestrutura da cidade, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O evento foi noticiado pela própria assessoria da Prefeitura Municipal de Curitiba e contará com a participação do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, do governador do Paraná, Orlando Pessuti, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.
Além disso, o Furacão anunciou, por meio do site oficial, o lançamento do novo uniforme número 3 e da galeria de fotos em homenagem aos ex-presidentes do clube. As cerimônias serão realizadas no setor VIP da Arena, às 19h.
Com relação ao novo terceiro uniforme, o clube antecipou que a camisa irá homenagear a Seleção Brasileira e o símbolo do Furacão de 1949, apelido pelo qual o time do Atlético é conhecido. Por este motivo, algumas informações extraoficias dão conta de que o novo uniforme atleticano será azul, levando em consideração uma das cores utilizadas pelo Brasil e o fato de Caju, o maior goleiro da história do rubro-negro e primeiro jogador atleticano convocado para a seleção brasileira, em 1942, ter disputado as partidas pelo Brasil utilizando um uniforme azul.

domingo, 23 de maio de 2010

Nossa vida é uma zona

Resultado mais que previsível: nova derrota fora de casa, desta vez para o Atlético Mineiro, por 3 a 1 Surpresa vai ser, novamente, quando o Rubro-Negro vencer uma longe da Baixada. Ainda mais se mantiver a atitude que teve na partida de hoje: retrancado, com pouco ímpeto para o ataque. É o velho filme já visto 500 vezes: pode até estar bem na defesa, como estava hoje, mas o time que só joga atrás uma hora acaba cedendo e tomando o gol. E aí a coisa desanda de vez, justamente porque o time não tem segurança para ir à frente.
Não demorou mais do que 3 rodadas para o tlético entrar novmente na zona de rebaixamento do Brasileirão. Uma triste rotina para nós nos últimos anos.
Meus amigos, essa vida de atleticano é uma zona.
Agora, espera-se atitude da diretoria. Não há mais tempo a perder. Não é todo ano que a gente vai conseguir recuperar o prejuízo, como foi em 2008 e 2009. Uma hora a casa cai.
Por isso é bom agir já.

sábado, 22 de maio de 2010

O Crack Cartola

A história em quadrinhos era idealziada e desenhada por
Nonato. O primeiro personagem foi o meia Pedrinho... (clique para ampliar)
... que mais tarde ganhou o apelido de "Formiguinha".

Ainda sobre a revista Cartola (post abaixo). Um dos destaques da edição eram os quadrinhos de Nonato. Na primeira edição, o personagem foi Pedrinho, que teve uma trajetória vitoriosa no time Junior e que depois brilhou também nos profissionais. Conta a história que o técnico Geraldino, observando a habilidade e velocidade do jogador, colocou-o na ponta-esquerda. Sua utilidade para o time e o fôlego incansável lhe renderam o apelido de "Formiguinha". Foi titular do CAP entre 1962 e 1964, quando foi vendido ao Flamengo.
Pedro Paulo Pinto Wabeski faz parte da galeria dos ídolos do Clube Atlético Paranaense.

O Cartola, em 1963, e o sonho da Baixada remodelada

A revista Cartola, publicada em 1963: destaque para
os sócios do clube e a reforma da Baixada. (Clique para ampliar)

O Cartola mostrava a maquete da Baixada reformada e
convocava os sócios para promoções. (Clique para ampliar)
Caros amigos, vocês já sabem que sou tarado por materiais históricos sobre o Atlético. Bem, novamente por intermédio da Mylla, do Círculo de História Atleticana, pude conhecer mais uma raridade.
Trata-se do primeiro número de uma revista do clube editada em 1963. O nome: Cartola. Com tiragem de 4 mil exemplares, era distribuída gratuitamente aos sócios do clube. Na capa, uma foto de Flamengo x Atlético, no Maracanã, em amistoso em prol dos flagelados da chuva no Rio de Janeiro.
O cabeçalho da edição trazia inscrito a frase O mais belo estádio do Brasil, numa alusão à Baixada e à reforma que estava sendo realizada na época. O sonho de um estádio moderno, além de aconchegante, já era latente naquela época.
O ginásio havia sido reformado e a festa de reinauguração incluía um evento chamado de "Gelorama" - patinação no gelo para os sócios.

Recado do "Cartolinha" aos sócios do CAP.
Outro destaque era a página de quadrinhos, com argumento e desenhos de Nonato. Nesta edição, a história falva sobre Pedrinho, o "formiguinha". Era o "Crack Cartola" do mês. Havia também a sessão chamada "Os grandes tentos rubro-negros", que descrevia gols importantes marcados pelo Atlético. Naquela edição de estreia, o escolhido foi um gol de Cidio, contra o Rio Branco, na Baixada.

A sessão "Grandes tentos do Rubro-Negro" descrevia gols importantes do Atlético... (Clique para ampliar)

... com direito a infográfico "feito a mão".

Pratas-da-casa já eram destaque no time profissional:
70% dos jogadores "ainda nem faziam a barba".
(Clique para ampliar)
Uma página era dedicada a uma espécie de coluna social sobre os sócios do Furacão. Dentre as fotonotícias, uma destacava o casamento de Celso Gottardi, filho de Caju, a Majestade do Arco.
O departamento comercial funcionava muito bem: a revista era repleta de anúncios de estabelecimentos da época. Muitos resistem até hoje, como a tradicional Confeitaria das Famílias e o Banco Itaú, o Açucar Diana e o Guaraná Champagne Antarctica. Outros não mais, como os Pianos Essenfelder, a loja A Musical, a Churrascaria Cavalo Branco e cinemas de rua como o Ópera, que anunciava a estreia de mais um filme do agente 007: O Satânico Dr. No, e o São João, que exibia Minha esperança é você, com Burt Lancaster e Judy Garland.
Preciosidades como esta não têm preço.
E quem quiser ver a revista na íntegra, é só clicar aqui. A Mylla a colocou o arquivo em PDF à disposição de toda a Nação Atleticana.
Essa vale a pena mandar imprimir e encadernar.

Proposta da prefeitura seria um mero ajuste na lei de zoneamento

Da Gazeta do Povo:
Uma alteração na lei de zoneamento urbano é a solução encontrada pela prefeitura e pelo governo do estado para viabilizar a conclusão da Arena para a Copa de 2014.

Uma reunião entre o Co­­mitê da Copa do Mundo em Curitiba, o prefeito Luciano Ducci e outros políticos, mais o trio diretivo atleticano (Ênio Fornea, Marcos Malucelli e Gláucio Geara) discutiu uma proposta, guardada a sete chaves pelas partes, envolvendo uma mudança que atrairia investidores para a Baixada.

O poder público municipal mudaria a área do estádio atleticano para “zona de potencial construtivo”, permitindo que construtoras que fizessem aporte na Arena ganhassem uma espécie de bônus em outros bairros. Como exemplo, um investidor que hoje quer levantar um edifício de 10 andares em determinada área, mas pela lei só poderia fazê-lo com oito, ganharia esse aval.

A ideia será estendida a Paraná e Coritiba, que recentemente teve um veto de projeto no Couto Pe­­reira por não se enquadrar nesse perfil. No entanto, o Atlético, que desta maneira não receberia dinheiro público, ainda está reticente.

Sem confirmar a proposta da prefeitura, o vice-presidente Ênio Fornea não mostrou empolgação. “Esperávamos uma parceria efetiva. Foi a primeira vez que houve algo nesse sentido, mas precisa ser amadurecido.” Já o Comitê da Copa mostrou confiança: “O evento virá e será na Arena”, cravou Luiz de Carvalho, gestor do grupo, tentando não revelar a ideia.

O Atlético conta ainda com uma ajuda política da CBF junto à Fifa para a redução do orçamento da Arena – aliviando as exigências para a obra. O clube continuaria precisando de um financiamento, mas a alteração na lei poderia atrair investidores que reduziriam o valor. Como não há garantia de que a iniciativa pública comprará a ideia, Fornea mostrou pés no chão. “Estamos muito atrasados. As coisas demoraram muito a acontecer. Ainda não tenho convicção.”

O projeto deve se tornar oficial na próxima terça-feira, prazo limite para que o Atlético aceite os termos colocados. Caso o clube não mostre interesse, a prefeitura e o estado, que garantiu um aporte de R$ 80 milhões para desapropriações na área da Arena, prometem deixar o projeto. A possibilidade de isso acontecer, no entanto, é mí­­nima.

A Copa 2014 e a parte que cabe a cada um

Por Juarez Villela Filho, colunista da Furacao.com:
Muito mais que a Seleção Brasileira está se preparando em Curitiba: pode-se dizer que o Brasil está em Curitiba! Talvez por necessidade de afirmação, carência ou mesmo por dom divino, temos a nossa Seleção Canarinho como único ente capaz de unir toda a nação por uma causa: a conquista da Copa do Mundo.
Para o brasileiro fazer boa campanha na Copa é vencê-la. Ser vice como em 1998 perdendo para o estupendo time da casa com o craque Zidane ou pior ainda, perder de virada no Maracanã lotado para o então forte Uruguai valem tanto quando rodar já na primeira fase. Na Copa do Mundo, mesmo o leigo se comove, opina, palpita e se embriaga com as vitórias.
Estamos tendo um aperitivo deste clima que ousamos viver em 2014 agora com a Seleção no CT do Caju. Imprensa de todo o mundo, seguranças, policiais, uma movimentação como nunca se viu por aquelas bandas da cidade que há 10 anos atrás passava desapercebida pela grande população curitibana. Ter uma mega estrutura elogiada mundo afora como a que o Atlético empreendeu no Umbará ajudou a fazer crescer a região.
Agora graças a vinda da Seleção algumas melhoras foram realizadas. Acesso facilitado tempos atrás com a construção de um viaduto, recapeamento de ruas, colocação de calçadas, reformas e mais obras que geram emprego e trazem qualidade de vida a população local. Cabe ao Atlético fazer isso? Não, ao poder público que deve ser parceiro do clube e de qualquer ente privado que venha a trazer benefícios para a população.
Infelizmente a inveja, desconhecimento e o pouco caso de parte da política local, dos clubes rivais e em especial pelo show de desserviço social realizado por parte da imprensa, temos nos afastado dia após dia da definição sobre a vinda da Copa de 2014 para Curitiba. O pensamento mesquinho, tacanho, burro de alguns pode prejudicar toda a coletividade da capital paranaense.
Estamos vivendo um imenso frisson porque a Seleção Brasileira está de passagem de menos de uma semana aqui, fechada e praticamente enclausurada no CT atleticano. Conseguimos imaginar o que seriam os mais de 30 dias com turistas de diversas partes do mundo, com repórter mexicano fazendo matéria sobre o barreado, com chinês conhecendo o pinhão cozido, com italiano estranhando o frio nada brasileiro de Curitiba e com as torcedoras da Suécia nos paquerando no chope da Rua XV?
A retrógrada, conservadora e por vezes reacionária sociedade curitibana tem idéia de que essa imensidão de pessoas consumirá nos shoppings que pertencem a coxas, nos restaurantes de paranistas e que verão os jogos no estádio atleticano, que durante a Copa pertence à FIFA? Continuará sendo assim tão limitada a visão daqueles contrários em recepcionar o maior evento esportivo do mundo, fazendo de tudo para prejudicar o clube que na vanguarda do pensamento então reinante foi lá e fez por merecer ser indicado para receber os jogos da Copa pois construiu boa parte do estádio quase terminado?
É mais fácil ajudar o Atlético a conseguir R$ 100 milhões e terminar o estádio fazendo com que toda a cidade lucre, gastar R$ 400 milhões como farão dezenas de outras cidades ou simplesmente lavar as mãos, não investir nada e ficar vendo pela tv a festa alheia?
Por que o Atlético merece um benefício maior? Simples, porque fez por merecer. Enquanto os outros clubes ficam passando “demão” de tinta e disfarçando os problemas (alguns bem sérios) estruturais de seus estádios contando com o silêncio de uma imprensa conivente, o Atlético fez o melhor CT do Brasil e por isso hoje é visto e reconhecido no noticiário do mundo todo e ergueu o sonho de todo time brasileiro: um estádio com concepção moderna e arrojada, oferecendo conforto e segurança para seus freqüentadores.
Como dito por Michael Corleone, interpretado pelo excelente Al Pacino na saga “O Poderoso Chefão” em sua parte III ao dividir os lucros entre os sócios e estar desfazendo os negócios quando da compra da Imobilliari: “cada um recebe proporcionalmente pelo o que investiu, mas lá no começo, quando tudo era sonho.”
Ao Atlético, que mais fez e investiu, sua parte. Aos demais, proporcionalmente ao que fizeram (ou deixaram de fazer).

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um novo time contra o Galo

Da Gazeta do Povo:
No último treino na Arena antes da viagem para Belo Horizonte, o técnico Leandro Niehues confirmou o Atlético com cinco modificações para enfrentar o Galo. A principal novidade é a estreia de Branquinho, que jogará como segundo atacante ao lado de Alex Mineiro. O goleiro Neto, o zagueiro Manoel, o volante Valencia e o meia Paulo Baier são os outros que não estavam no empate com o Guarani.

O arqueiro e o armador estavam suspensos por causa das expulsões na estreia da Série A, contra o Coritnhians, fora de casa. O meio-campo colombiano volta no lugar de Bruno Costa, que pedeu a posição. Com isso, Chico volta à zaga atleticana.

O defensor Manoel, por outro lado, se beneficiou de um efeito suspensivo para estar à disposição. O jogador havia sido punido em quatro partidas - cumpriu duas - por causa das agressões ao zagueiro Danilo, do Palmeiras, em abril, pela Copa do Brasil.

Nos bastidores, o diretor de futebol, Ocimar Bolicenho, contou que o Atlético segue de olho em Washington e Carlinhos Paraíba. Quanto ao primeiro, a diretoria rubro-negra espera uma definição dos dirigentes são-paulinos. Já o segundo foi reintegrado ao grupo do São Paulo, mas segue com a situação indefinida. A expectativa é de novidades na próxima segunda-feira (24).

A história como ela é


No último Círculo de História Atleticana o convidado foi o presidente da Fanáticos, Julio Sobota. Bom contador de histórias que é, Julião relembrou o episódio do "Atletiba do Porco" - quando ele soltou um leitãozinho alviverde em pleno gramado do Couto Pereira, em 1990. É o que mostra o vídeo acima, editado por Juninho Madeira.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Diga ao povo que Philco

Como ficará o patrocínio no novo modelo de camisa do Furacão.
O Atlético anunciou hoje que a Philco voltou a ser a patrocinadora master do clube, e o time já usará no domingo, contra o Atlético-MG, o uniforme estampando a marca. O acordo de estenderá por todo o Campeonato Brasileiro de 2010 e incluirá também espaços diferenciados de publicidade dentro da Arena e do CT do Caju.

Valores não foram anunciados.

Não devem chegar aos níveis que a Kyocera pagava. Mas certamente será um dinheiro muito benvindo para o restante do ano.

E a marca caiu bem na camisa Rubro-Negra. A composição de cores se harmoniza com o manto.

* O título do post foi devidamente chupinhado do twitter dos Herdeiros da Baixada.

Agora é oficial: uma solução para a Arena padrão Fifa

Em breve a Baixada vai ficar assim.
Da Prefeitura de Curitiba:
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, e o governador do Paraná, Orlando Pessuti, anunciarão na próxima semana ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, uma solução em conjunto para viabilizar as obras de conclusão da Arena da Baixada e de infra-estrutura da cidade, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Ducci e Pessuti se reuniram nesta quinta-feira (20) na Prefeitura para discutir uma solução legal e viável para auxiliar o Clube Atlético Paranaense a adequar suas instalações às exigências do Mundial e ao padrão estipulado pela Fifa. "Após detalhado o estudo de viabilidade econômica apresentamos ao governador uma proposta de como a cidade pode oferecer as condições necessárias para a reforma da Arena e uma responsabilidade do Clube Atlético Paranaense de assegurar que Curitiba seja uma das sedes da Copa", disse Luciano Ducci. "Vamos equacionar essa solução e cada um vai fazer sua parte", afirmou Pessuti.
O prefeito e o governador também reforçaram a parceria para executar obras que vão transformar a capital para receber o evento. As propostas de Curitiba para o PAC da Copa incluem melhorias na rodoviária da cidade, a continuação da Linha Verde Sul em direção ao anel de contorno, a reforma do Terminal Santa Cândida e a revitalização da avenida Marechal Floriano Peixoto.
O Governo Federal já garantiu a Curitiba o financiamento no valor de R$ 178 milhões do PAC da Copa. O valor inclui as obras da avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, que será revitalizada para receber a passagem do novo ônibus Ligeirão Boqueirão/Centro Cívico e ganhará um calçadão para pedestres. Também fazem parte do conjunto de obras já aprovadas pelo Governo Federal, o Sistema Integrado de Mobilidade e a ligação Aeroporto-Rodoviária, com a revitalização da avenida Comendador Franco, incluída a retirada das torres de alta tensão. Do total de R$ 178 milhões, R$ 126,5 milhões serão financiados para a Prefeitura de Curitiba e R$ 51,5 milhões para o Governo do Estado.
O governador Orlando Pessuti, disse que o Estado vai realizar investimentos não só na capital e no litoral, mas em cidades de grande porte como Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava e Londrina. "O estado, além de investir no interior, tem obrigação de destinar recursos para melhorar ruas, parques, praças e oferecer infra-estrutura que vai servir não só para a Copa do Mundo, mas para uso de toda a cidade", disse o governador. A previsão de investimentos na preparação das cidades para o Mundial é de R$ 60 milhões, mas pode ser ainda maior dependendo da necessidade de surgimento de novas obras.
Preparação

O clima de Copa do Mundo toma conta da cidade a partir desta sexta-feira (21), com a chegada da seleção brasileira, que fica em Curitiba até quarta-feira, no CT do Caju, antes de partir para a África do Sul.

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Agora sim! Tomara que o Pessutão e o Ducci tenham encontrado mesmo uma solução boa para todas as partes. E que Curitiba seja a melhor de todas as sedes da Copa 2014.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Atlético espera resposta do São Paulo para negociar com Washington

Da Gazeta do Povo:

Ocimar Bolicenho confirmou nesta quarta-feira (19) que o Atlético espera uma reunião entre o procurador do atacante Washington, Gilmar Rinaldi, e o São Paulo, marcada para esta quinta-feira (20), para fazer uma proposta para contar com o atacante. O diretor de futebol rubro-negro revelou também que a conclusão do negócio dependeria, além da vontade do clube paulista em negociar o atleta, da possibilidade de o Tricolor complementar o salário do “Coração Valente”.

“Sempre vai precisar haver uma participação (salarial). Ninguém vai trocar 10 por 5 porque gosta do frio de Curitiba. Pode haver uma composição”, disse Bolicenho, por telefone, à Gazeta do Povo.

O dirigente atleticano ressaltou que o clube só irá negociar com o jogador depois de ter o aval do São Paulo. De acordo com ele, o Furacão entrou em contato com os paulistas na última semana e recebeu a informação de que a possibilidade de contratar o centroavante só seria revelada após a partida desta noite, contra o Cruzeiro, pela Copa Libertadores da América.

“Nenhum tipo de detalhe foi conversado. Tentamos agir com os outros clubes da mesma forma com que queremos que eles façam conosco, com ética. Essa é a diretriz do Marcos (Malucelli, presidente)”, afirmou.

“O Atlético tem interesse em todo grande jogador, mas temos que ver se é viável ou não (a contratação)”, completou o Bolicenho, que destacou a ausência do atleta da lista de convocados do técnico Ricardo Gomes para o duelo contra a Raposa como um indício de que o Tricolor deve colocar o atacante na lista de transferências.

Mesmo assim, dirigente atleticano evitou colocar prazos para a vinda dos três reforços prometidos para a disputa da Série A – Branquinho, ex-Santo André, fechou com o clube na última semana.

“A pressa é nossa. Ninguém tem mais do que a gente. Mas não vamos trazer qualquer atleta. Buscamos os que julgamos corretos para as nossas necessidades. E estes nomes estão empregados hoje”, fechou o diretor de futebol rubro-negro.

Boas novas

Enfim, algumas boas notícias relacionadas ao time:
1. O meio-campo Branquinho foi registrado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, nesta quarta-feira, e poderá enfrentar o Atlético Mineiro, no domingo.
2. O zagueiro Manoel também está liberado para jogar. O auditor Flávio Zveiter, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, concedeu nesta efeito suspensivo ao recurso interposto contra a decisão que havia punido o jogador com quatro jogos de suspensão por incidentes no jogo contra o Palmeiras pela Copa do Brasil.
* Com informações da Furacao.com

Bruno Mineiro é liberado

Da Gazeta do Povo:

O Atlético ganhou ontem uma promessa de reabilitação. Artilheiro do Furacão na temporada, com 12 gols (11 pelo Paranaense), o atacante Bruno Mineiro foi liberado, treinou normalmente e deve voltar ao time para o jogo de domingo contra o Atlético-MG, zerado após 45 dias da contusão no tornozelo esquerdo.

“O mais importante é recuperar essa equipe e isso vem com os gols. Os meus, do Alex, do Javier Toledo. Assim a situação vai melhorar. Estou contente de voltar”, disse o atacante, após o longo tratamento.

“Foi na maldade. Ele não teve intenção nenhuma de acertar a bola”, reclamou o rubro-negro, sem aceitar o pedido de desculpas.

O problema tirou Bruno Mineiro de momentos decisivos no Paranaense e na Copa do Brasil. Ainda tentou um retorno no sacrifício no duelo com o Palmeiras, na Arena, pelas oitavas de final do torneio nacional, mas logo depois voltaria ao estaleiro.

Sua ausência coincidiu com o declínio técnico da equipe. Sem o jogador, o Atlético disputou seis jogos: empatou dois, perdeu três e venceu apenas um.

“Estou há quatro meses no Atlético. Tenho muito mais a mostrar aqui. Disputar o Brasileiro é uma coisa muita boa”, afirmou. Entre as vantagens do torneio, está a marcação menos acirrada dos adversários. “No Estadual era complicado. Tinha volante que vinha aqui e não jogava. Só marcava e pronto. Agora a gente tem mais liberdade e são esses momentos que precisamos aproveitar”, espera.

O regresso do artilheiro é apenas uma das boas notícias do Atlético nesta semana. O meia Paulo Baier e o goleiro Neto voltam após cumprir suspensão. O clube ainda irá tentar mais uma vez um efeito suspensivo no Superior Tribunal de Justiça Despor­­tiva (STJD) para poder contar com Manoel. O zagueiro foi punido pela confusão com Danilo, do Palmeiras, pela Copa do Brasil.

“É muito bom ter os jogadores novamente. Mas não é só isso. Também precisamos parar de errar. No domingo demos os gols para o Guarani, por falhas individuais”, cobrou o técnico Leandro Niehues.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cada vez mais chato


Paradinhas de Alan Bahia: sem dó dos goleiros.
Tamanha a choradeira de alguns goleiros e a opinião da imprensa politicamente correta, a Fifa resolveu proibir a paradinha nas cobranças de pênalti. Alegam que a artimanha desiquilibra a disputa entre cobrador e goleiro - a favor do cobrador, é claro.
Mas e quem é que quer igualdade numa hora dessas?
Normalmente, aliás, o pênalti (se não foi roubado) já serve exatamente para corrigir uma injustiça - o atacante prestes a fazer um gol que é derrubado na área; um zagueiro que tira com a mão a bola que iria pra dentro do gol, etc...
O bom da paradinha é justamente ver o goleiro humilhado, abatido, rebaixado, submisso, impotente.
Mas agora acabou. Tá na regra. Deu uma paradinha, o gol não vale, a cobrança será repetida e o cobrador advertido. Bem, se levarmos em conta que o Paulo Baier recebeu um cartão amarelo dia desses porque a bola não estava exatamente em cima da linha na cobrança de um escanteio...
E o futebol segue assim rumo à modernidade. Cada vez mais engessado, cheio de normas, desinteressante, burocrático. Cada vez mais caro e mais chato.
Pior ainda pra nós, atleticanos, porque nos últimos anos a jogada mais emocionante do time é a paradinha do Alan Bahia.

A frase

Clube grande não é tubo de ensaio. Clube grande pensa grande. O segredo é esse. Custe o que custar.
Do jornalista Lédio Carmona, em seu blog.

Reforçado, time volta aos treinos

Da Furacao.com:
O Atlético volta aos treinos no CT do Caju nesta terça-feira visando a preparação para enfrentar o Atlético-MG no próximo domingo, no estádio do Mineirão.
O técnico Leandro Niehues tem quatro reforços para a partida em Minas Gerais. O goleiro Neto e o meia Paulo Baier, que não participaram do empate com o Guarani, voltam ao time titular após cumprir suspensão. O atacante Bruno Mineiro, que fez trabalhos de condicionamento físico depois de ser liberado pelo Departamento Médico, também deve encarar o Galo.
A outra novidade é o meia-atacante Branquinho, que foi apresentado na última sexta. O técnico comentou sobre o espaço que o jogador poderia ocupar no time rubro-negro. "O Santo André jogava no esquema 4-4-2 e o Branquinho jogava na ligação entre os dois volantes e o ataque. Ele pode jogar ali e pode jogar como segundo atacante também".
Niehues comentou ainda sobre uma possível utilização do zagueiro Manoel, que cumpriu dois dos quatro jogos de suspensão pela confusão com o zagueiro Danilo, do Palmeiras. "Talvez tenha a possibilidade de o Manoel voltar já para esse jogo pelo efeito suspensivo. Vamos pensar, vamos trabalhar", concluiu.
A partida entre o Furacão e o Galo, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, acontece às 16h de domingo, no Mineirão.

domingo, 16 de maio de 2010

Saudades da zona?

Leandro Niehues amargou mais um jogo sem vitória no comando do Furacão. Até quando ele aguenta?
Brasileirão após Brasileirão. Ano após ano. Desde 2005 até hoje. O Atlético acostumou-se mesmo com a zona. A zona de rebaixamento. E parece que já está com saudade dela.
De lá pra cá, a largada do Furacao em casa foi o cartão de visitas do que seria o restante do campeonato. Só ganhou em 2007, do Inter. Em 2005, perdeu para a Ponte; em 2006 para o Fluminense; em 2008 ficou no empate contra o São Paulo; e no ano passado foi derrotado pelo Vitória.
Neste domingo, outra estreia pífia em casa. O empate com o fraco Guarani mostra que o restante do ano tende a ser sofrido, mas não foi nenhuma novidade: esta é a sexta partida consecutiva do Furacão sem vitória. Meia dúzia de partidas, meus amigos!
A reação da torcida ao final do jogo foi um retrato da insatisfação. A paciência do povo já escorreu pelo ralo. Mais uma prova está na enquete promovida pela Furacao.com: 75% dos atleticanos acham que o time apenas lutará contra o rebaixamento. E é esta, sem dúvida, a impressão que este time treinado por Leandro Nieuhes nos dá.
Dentre os destaques do Atlético, Rhodolfo na zaga, Alan Bahia e Netinho no meio-campo e Alex Mineiro no ataque. E é aí que mora o perigo: quando um jogador mediano como Netinho é nosso principal jogador.
O empate e o pontinho sofrido tirou o CAP da zona de rebaixamento. Mas estamos ali, pra variar, bem pertinho dela.
E a próxima partida é fora de casa, contra um Atlético Mineiro mordido após ter sido goleado pelo Grêmio Prudente e precisando de uma vitória a qualquer custo.
O Furacão ao menos terá a volta de Paulo Baier e a provável estreia de Branquinho.
Tomara que dêem jeito no time e tragam uma vitória de Minas. Porque em caso de derrota a situação de Niehues ficará totalmente insustentável. E o time entra, pra variar, na zona de rebaixamento. E numa crise daquelas.
Troféu
ZIQUITA
Rhofolfo, Alan Bahia e Netinho.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Bruno Costa.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Projeto de lei pode abrir portas para financiamento das obras na Arena

Da Gazeta do Povo:

O Atlético esboça uma alternativa para tentar garantir um aporte financeiro, via poder público, para a conclusão da Arena da Baixada. O presidente do Conselho Fiscal do clube, Jayme Azevedo Lima, revelou que elabora um projeto de lei para a criação de um Fundo Desportivo, cujos recursos poderiam ser aplicados para adequação do estádio nos moldes exigidos para a Copa de 2014.

“Tenho a exata noção de constitucionalidade, do que pode ou não ser feito. Existe a viabilidade jurídica de se promover, através de uma lei na Câmara e na Assembleia, a criação deste fundo, que versaria sobre as receitas que poderiam garantir a realização da Copa do Mundo. Inclusive destinadas às obras na Arena”, explicou Lima, que foi assessor técnico legislativo do prefeito de Curitiba Jaime Lerner, entre 1989 e 1992.

O dirigente justifica sua proposta com base na Lei Pelé, cujo artigo 56, inciso I, prevê a criação dos fundos desportivos. “Existe ainda o artigo 26 da Lei de Responsabilidade Fiscal (sobre a destinação de recursos públicos para o setor privado). Vamos usar também o exemplo da Lei de Esportes do Município de Campinas e ainda a que cria o Mecenato Cultural Desportivo de Santa Catarina”, enumerou, sem se aprofundar.

Outro exemplo citado por ele é local e trata da doação feita pelo munícipio de Curitiba para o Ferroviário para a construção do Estádio Durival Britto, palco da Copa do Mundo de 1950, em Curitiba. “Depende do projeto, da argumentação, da contrapartida do Atlético. Mas não é tão impossível assim. Vale a razoabilidade. Quanto o Estado e o município ganhariam com a Copa do Mundo? E quanto perderiam se não viesse? Essa destinação seria muito menor do que o investimento previsto. A Lei de Responsabilidade Fiscal fala desta destinação e é aberta, não especifica valores”, comentou o advogado, economista e especialista em administração pública Washington Moreno.

Para garantir tal benefício, caso o projeto seja apresentado e aprovado, o Rubro-Negro se comprometeria a ceder espaços publicitários, além de garantir a formação e treinamento de cinco modalidades olímpicas – remo, ciclismo, tênis de mesa, luta greco-romana e algumas provas do atletismo – para os Jogos do Rio-2016. “Os custos de formação seriam bancados pelo Atlético”, disse Lima, sem explicar o motivo da escolha de tais modalidades e nem como esse processo seria feito.

“Claramente pode se remeter dinheiro do orçamento para a construção de praças esportivas. O fato de o Atlético ser uma pessoa jurídica sem fins lucrativos é um ponto positivo para o clube”, acrescentou o vice-presidente fiscal.

O gestor de Curitiba para a Copa-2014, Luiz de Carvalho, disse desconhecer a iniciativa atleticana. O representante do município justifica que a prioridade dos setores envolvidos é buscar um parceiro para bancar a obra. “Estamos trabalhando em várias frentes e esperamos ter novidades em 30, 40 dias”, afirmou.

A conclusão do Joaquim Américo está orçada em R$ 138 milhões. O clube se compromete a pagar apenas 30% do valor e cobra a participação de terceiros, inclusive do poder público, para completar o montante.

Abram os portões!

O pequeno atleticano assiste a um treino na velha Baixada.
Década de 80. Ano desconhecido. Foto enviada pelo Peçanha.

Como eram agradáveis os finais de tarde no Joaquim Américo, nos anos 80 e 90. Os treinos do time profissional eram realizados lá, mesmo nos tempos de jogos no Pinheirão, e eram acompanhados de perto pelo povão. A galera ali, estudantes, trabalhadores encurtando o expediente, pais com seus filhos, desocupados e cornetas em geral asisstindo o bate-bola da boleirada e trocando ideias sobre o Atlético.
Pois bem, leio na Furacao.com que o Rubro-Negro precisará transferir seus treinos para a Baixada durante a hospedagem da Seleça no CT do Caju. Neste período, entre 21 a 26 de maio, o CAP se preparará para dois importantes compromissos pelo Brasileirão: no dia 23 de maio enfrenta o Atlético-MG, no Mineirão; e no dia 27 de maio (um dia após a saída da seleção de Curitiba), o Furacão enfrenta o Atlético Goianiense, na própria Baixada.
Bem que a diretoria poderia autorizar a realização desses treinamentos com portões abertos, para relembrar os bons e velhos tempos.
E aproximar o povão do clube.

Branquinho é do Atlético

Do site oficial do CAP:
O Atlético Paranaense acertou nesta quinta-feira a contratação do meia-atacante Branquinho, destaque do Santo André no Campeonato Paulista. O jogador realiza exames médicos nesta sexta-feira no CT do Caju e após será apresentado à imprensa.

Wellington Clayton Gonçalves dos Santos, o Branquinho, tem 27 anos e passou por equipes como o Barueri, o Ceará e o Botafogo de Ribeirão Preto antes de se destacar pelo Santo André no último Paulistão, quando marcou sete gols. O jogador vinha sendo disputado por outras equipes da Série A mas acabou optando pelas condições de trabalho que irá encontrar no CAP.

"Fico feliz de ter acertado com o Atlético. Estávamos negociando há algum tempo e no fim optei pela estrutura e pelo peso da camisa do Atlético", afirma Branquinho, que após realizar os exames médicos, inicia os treinamentos com todo o grupo na próxima segunda-feira.

"Vou buscar o meu espaço e ficar à disposição para ajudar porque sei que o Atlético tem um elenco de qualidade", completou.

Petraglia pede “varredura” em sua gestão

Ex-presidente pede que Conselho de Ética do clube mostre se acusações contra têm ou não veracidade. A informação é da Gazeta do Povo:

Depois de três meses, Mário Celso Petraglia resolveu rebater as acusações do atual presidente do Atlético, Marcos Malucelli. Porém, o ex-presidente atleticano entrou com um pedido judicial para que o atual mandatário do Furacão “prove o que disse”. Além disso, o ex-dirigente também encaminhou uma notificação extrajudicial para a Câmara de Ética do clube analisar todas as acusações contra ele. “Fizeram denúncias para atacar a minha honra. Agora eu quero passar o Atlético a limpo”, garantiu.

Segundo Petraglia, entre os fatos que não seriam verdadeiros, um deles trata da parceria com o clube Capa. Este teria recebido do ex-presidente 30% referente aos atletas da categoria infantil atleticana. “Na verdade foi o Capa que deu 70% para o Atlético do Alex Sandro, por exemplo. Tenho o recibo”, garantiu.

Quanto ao pedido para a Câmara de Ética, Petraglia quer uma varredura completa. “Eles tem de abrir esta caixa preta. Podem quebrar os meus sigilos fiscais e tributários e das minhas empresas, mas quero que isto seja feito com os outros também”, desafiou. “Eu preciso, quero e vou buscar estas verdades”, complementou.

Porém, o ex-presidente rubro-negro já avisou que, se nada for feito, a notificação pode virar algo maior. “Se eles não tomarem as providências ou tomarem de forma não verdadeira, eu vou entrar judicialmente contra o Conselho de Ética. Se nada for provado, eles terão de tomar alguma providência contra quem me denunciou”, arrematou.

O presidente da Câmara de Ética do Atlético, Rodrigo Monteiro, tem 60 dias, após o recebimento da representação, para apurar os fatos citados. Neste período serão produzidas as provas necessárias. Mas tanto o procedimento administrativo ético-disciplinar como o seu resultado são sigilosos.

“A Câmara não pode nem con­­firmar se recebeu ou não (a representação de Petraglia). A parte envolvida, se quiser, pode divulgar”, explicou Monteiro. Caso seja confirmada alguma infração as penas variam entre interdição temporária de direitos sociais, ad­­vertência, suspensão, exclusão e cassação de título honorífico.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Uma seleção sob a guarda da Majestade

Alfredo Gottardi, o Caju, com a camisa da Seleção
Brasileira - a única que vestiu, além da atleticana...
E o busto em homenagem à Majestade do Arco no CT, onde
a Seleção se preparará para a Copa do Mundo de 2010
.
Dunga convocou hoje os jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2010.
Muito já se falou sobre o escrete hoje, mas escrevemos aqui por outro motivo.
Semana que vem, a Seleção Brasileira desembarca em Curitiba para um período de preparação.
Todos já sabem que o local escolhido é o Centro de Treinamentos do Atlético.
Se toda a imprensa nacional mostratá a bela estrutura do clube, espero que lembrem também de contar quem foi um personagens dos mais importantes do futebol paranaense e brasileiro.
Alfredo Gottardi. O Caju. A Majestade do Arco.
Fosse vivo, teria completado 95 anos em janeiro. Por 17 deles ele defendeu o Atlético como profissional. Durante toda sua carreira, vestiu apenas duas camisas: a do Furacão (1933 a 1950) e a da Seleção Brasileira (1942 e 1946).
Foi convocado numa época em que não havia transmissões pela TV e que os jogadores do eixo Rio-SP dominavam amplamente a seleção. Mas sua fama e suas defesas romperam fronteiras.
Se são raros os torcedores ainda vivos que o viram jogar, suas defesas espetaculares habitam a imaginação daqueles que ouvem as histórias contadas pelos mais velhos ou eternizadas nos livros.
Os dicionários dizem um mito é algo raro; fabuloso.
Caju é um mito.
O maior mito do futebol paranaense.
Nada mais justo do justamente o CT do Caju ter sido escolhido para a abrigar a seleção.
Na semana que vem, que o país conheça a sua Majestade.

Sem poesia

Por Flávio Jacobsen, escritor, compositor e atleticano:

Que faltou poesia, é fato. Mas não podemos dizer que faltou coerência ao homem que ocupa o cargo de mais importância do país, depois do presidente.

A ausência de Paulo Henrique Ganso é crime de lesa-futebol, como disse o Juca Kfouri. Mas eu diria que foi o tempo que selou sua ausência. Não deu tempo. Eu mesmo, andei olhando a lista de maiores discos da música de todos o tempos. Há quase tantos álbuns dos Byrds quanto dos Beatles. Nunca ouvi um disco inteiro dos Byrds. Ignorância? Sim, mas não burrice. Acho que não tive tempo. Dunga não teve tempo de convocar Paulo Henrique. O balé do Ganso surgiu a nossos olhos em uma fase nula para a seleção, longe das convocações para torneios a serem disputados. E Dunga, dentro da sua coerência, afirma: se não jogou com ele, não vai, e pronto.

Quando me refiro à ausência de poesia, quero dizer: não há craques entre os 23 convocados. Nenhum. Há grandes jogadores, mas nenhum deles está naquela fase de fazer brilhar nossos olhos, através do brilho dos seus próprios. Robinho e Nilmar, vá lá. Kaká não é craque. É apenas um grande jogador.

Isso não quer dizer que vamos perder por isso. Poderíamos perder ou ganhar com todos os craques que queríamos ver jogando. Não quer dizer a rigor, nada. Quer dizer apenas que não vamos ter o imprevisível, a magia. Neste mundaréu de cabeças-de-área o que nos resta é o previsível.

Eu já gostei muito mais da seleção. Sou do tempo em que quando o Brasil perdia a gente ficava triste. Hoje, graças ao mar de previsibilidades já costumeiras, a gente toda fica com raiva e procurando culpados.

De qualquer maneira, continuo achando que a seleção brasileira ainda é o melhor jeito de se fazer 200 milhões de pessoas absolutamente felizes e enlouquecidas. Mais alguns bilhões de seres pelo mundo encantados. Cores e originalidade, carnaval e muita música. Festa. Daqui a um mês, este país mais bacana do mundo vai estar neste clima novamente. Pobres e ricos, nosso maior problema, serão todos um só, por um mês. Um mês sem pensar em porcaria nenhuma. Essas coisas da vida, da existência, do trabalho, do dinheiro. Que nada. Todos os problemas da humanidade estarão dentro das quatro linhas e nos mais diversos copos dessa nossa cerveja vagabunda, entre goles, abraços e beijos. Delícia.

Agora vamos torcer para que a ausência do Ganso não decrete nosso canto do cisne, e que uma eventual entrada do Grafite, que veio na ponta do lápis, renda grandes bolas nas canetas dos adversários. Vai ser difícil. Mas para os outros será muito mais.

Sem poesia, eu disse. Pode ser exagero da minha parte. Sem dúvida com menos, bem menos poesia que gostaríamos. Este cronista é mesmo muito chato. Simples assim. Vamos torcer. Divirtam-se.