quarta-feira, 7 de abril de 2010

Lei não, falácia

Da Gazeta do Povo:

A lei municipal, que determina a identificação de torcedor para ter acesso aos estádios de futebol de Curitiba, não será aplicada na prática de imediato. Os clubes tiveram 90 dias de adaptação antes da aplicação do texto sancionado no dia 5 de janeiro pelo prefeito Beto Richa. A razão para o atraso é a indefinição de quem serão os responsáveis pela fiscalização do sistema de segurança exigido pela lei.

“Agora, dia 5 de abril, venceu o prazo de 90 dias de adaptação à lei. Por isso,vamos nos reunir com a secretaria de governo para saber como e quem vai fiscalizar”, garante o vereador Tico Kuzma (PSB), autor da lei ao lado de Roberto Aciolli (PV) e Juliano Borghetti (PP).

Em vigência desde 5 de abril, o cadastro do torcedor(com foto e RG) deveria ser colhido no ato da compra do ingresso e valeria para estádios com capacidade superior a 15 mil lugares de Curitiba.

Além disso, os clubes estariam obrigados a colocar câmeras em todos os acessos do estádio. As imagens ficariam arquivadas por 30 dias, conforme prevê a lei municipal.

A ideia é inspirada em um sistema similar implantado pelo Internacional no Beira-Rio. Em 2007, quando instalou os equipamentos, o clube gaúcho desembolsou R$ 150 mil.

São determinações que Coritiba e Paraná alegam não terem condições de cumprir. “Não há como fazer como está na lei. O Coritiba identifica torcedores dentro dos conceitos que ele tem hoje. Quem fez a lei não entende nada de futebol”, reclama o vice-presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade.

O Tricolor segue a mesma linha do rival. Para o advogado do clube Alessandro Kishino, não há detalhes de equipamentos a serem usados e a condição financeira impede investimento para adaptação à lei. “Tem de saber quais as exigências. Porque temos que saber como funciona a questão técnica. Qual o tipo de câmera que eu posso usar? Tem algum requisito mínimo de equipamento? Quais os locais? Eu que escolho? Falta a parte mais técnica dessa operação. Preciso de um decreto que regulamente essa lei, falta a regulamentação da lei. Optamos por não fazer nada porque faltam essas informações. Não podemos gastar dinheiro, que não temos, pois não sabemos se está adequado à lei”, explica.

Já no Atlético, a situação é mais tranquila. Segundo a assessoria de imprensa do Rubro-Negro, por conta própria, o clube já investiu no sistema de identificação de torcedores. Hoje, esse sistema já cobre 95% das pessoas que têm acesso à Arena. Porém, o clube também reclama e diz não ter detalhes de como pôr em prática a lei de identificação.

Autor admite prazo maior para aplicação de multas

O descumprimento da lei renderá advertência por escrito ao clube. Em caso de reincidência, a associação estará sujeita à multa (R$ 5 mil e de R$ 10 mil). Na hipótese de desobediência à lei, mesmo após a aplicação das penalidades, será cassado o alvará de localização e funcionamento do estádio de futebol.
Funcionários dos clubes, próprios ou terceirizados, com desempenho de alguma atividade no local da partida, também devem ser identificados e portar documento que permita a visualização de seu nome, função e foto.

O vereador Tico Kuzma garante que as advertências e multas serão aplicadas, mas admite esticar o prazo de adaptação. “A gente vai pedir para que os clubes já sejam notificados, que apresentem detalhes desse processo ou como que está o andamento disso daí. De acordo com a resposta, pode ser dado um prazo. Se o clube, por exemplo, apresenta um papel da Torcida Legal dizendo que projeto será implantado dentro de 60 dias, não há motivo para você multar.

Existe a promessa de que o programa “Torcida Legal”, do Governo Federal, citado por Kuzma, invista de R$ 1 a 3 milhões em controle de acessos e monitoramento de imagens em 40 estádios brasileiros. Os clubes de Curitiba seriam os primeiros atendidos pelo projeto por causa dos incidentes de 6 de dezembro do ano passado no Couto Pereira. No entanto, não há previsão de quando o projeto será posto em prática.

8 comentários:

CAVEIRAHHH DE TOLEDO-PR disse...

QUE "PAIAÇADA" MESMO...

SÓ FALTA AGORA OBRIGAR QUEM VÊ O JOGO DE CASA SE CADASTRAR TAMBÉM OU SE AJEITAR MELHOR NA POLTRONA.

PROÍBEM A CERVEJA, MAS FAZEM VISTAS GROSSAS PARA OS BASEADOS DENTRO DE CAMPO...

AO INVÉS DE PRENDER BANDIDOS CRIAM LEIS MIRABOLANTES PARA DIFICULTAR AINDA MAIS A IDA DOS TORCEDORES AO ESTÁDIO.

ESTES NOBRES LEGISLADORES PEGAM A MULHER NO SOFÁ COM OUTRO E TROCAM O SOFÁ...

Anônimo disse...

Este berro é lixoooooo!

Julio disse...

Será que o Juliano Teto e o Cury ajudaram na formulação desta lei? Tem a cara deles, não é?

esou disse...

Tem cara de político que quer aparecer, tentando impor uma lei bichada. Seria até uma boa medida desde que não se cobrasse dos clubes que já possuem sistema de vídeo segurança como o CAP.

Renato disse...

É simples , rasga a lei,prende e pune com rigor arruaceiros, deixando os cidadãos livres desta imbecilidade.

Anônimo disse...

A culpa é da fanta!
TIRA A FANTA DOS ESTÁDIOS!

E vista grossa na sukita.

Anônimo disse...

Isso é uma palhaçada...

Sem cerveja já é foda!

Agora nós sócios que temos um estádio de primeira com acessos fáceis na região central da cidade teremos que chegar com quantas horas de antecedencia para ser fotogrados?

tem dia que saio de casa meia hora antes do jogo e chego antes de começar o hino nacional isso indo de onibus. com meu carro não vou pq é outro roubo.
10,12 e até 15 reiais para parar o carro é sacanagem é isso na rua.

domingo é 2 pila e outros dias 4,40

SRN

Geca disse...

Paliativos... como sempre. São brilhantes as ações da secretaria de segurança pública. Sempre pertinentes, focadas e ... opressoras. Pra que prender 10, 15 que se metem em briga dentro do estádio. Mais fácil phoder com 15 mil, ou seja, vamos cortar a cerveja. A culpa é dela. Tem encosto dentro daquele líquido abominável. Quem se importa com os prejuízos de quem tem lanchonetes dentro do estádio e pagam impostos direitinho, juntamente com um aluguel que deve ser uma paulada. Depois mais uma graaande idéia: vamos fechar os bares em volta do estádio também. Afinal, é mais facil ferrar com os estabelecimentos que pagam impostos do que punir os baderneiros. Não sendo suficiente... tanta genialidade, vamos usar bafômetro. Francamente... é de doer. Era só prender e punir exemplarmente quem depreda. Essa de identificação nos estádios, é puro oportunismo de políticos em ano de eleição. Os caras tem obrigação de fazer projetos ... aí quando não dão nomes a ruas, inventam a roda redonda que gira.