sexta-feira, 16 de abril de 2010

Berg, 20 anos depois

E não é que a Gazeta do Povo achou o Berg, o zagueiro coxa que deu o título de 90 ao Furacão? Confira a reportagem e relembre um dos episódios mais marcantes da história dos Atletibas:
Atualmente Berg vive em Londrina, onde dá aulas numa escolinha de futebol.

De um lado, só restava ao goleiro atleticano Marolla rezar, e era exatamente o que ele fazia. Do outro, o zagueiro alviverde Berg apenas esperava o tempo passar para se tornar o herói.

O time do Coritiba era superior, poucas pessoas discordam disso. Talvez por isso, não foi difícil ao Alviverde – que saiu per­­dendo ao tomar um gol logo aos 5 minutos, do atacante Dirceu – virar a partida ainda na primeira etapa.

O gol do 2 a 1, claro, havia sido do então eufórico defensor alviverde, Berg. Ele se aproveitou uma fa­­lha bisonha do experiente Marolla, que tentou rebater um escanteio, mas a bola caiu quase na linha de seu gol, no pé do coxa-branca.

O relato trata do dramático Atletiba que definiu o título do Paranaense de 1990, última decisão entre os dois rivais disputado no Couto Pereira (completará 20 anos no dia 05 de agosto). E, ao contrário do que possa parecer até aqui, quem saiu do Alto da Glória festejando foi o Atlético.

“Nunca esqueci dessa partida. Ainda mais porque fui eu que falhei no gol de virada do Cori­­ti­­ba. Dei um tapa na bola, mas ela voltou”, relembra Marolla, que até os 25 minutos da segunda etapa estava inconsolável dentro de campo. “Era eu defendendo e rezando, rezando. Rezei muito!”

Aos 26, Berg marcou contra o 2 a 2. O empate era suficiente para o rival da Baixada levantar a taça de 1990. “Eu sabia que o Atlético tinha bons chutadores de fora da área”, se explica Berg, meio acanhado, ao justificar a falha.

O ex-zagueiro, atual professor de futebol em Londrina, evita lembrar do lance desde o mo­­mento em que a bola rebatida por Jorjão tocou em sua cabeça. Mas a jogada começou antes e, por isso, é tão espetacular. Em apenas seis segundos, Berg deixou de ser o jogador que sonhava chegar à seleção e, praticamente, acabou ali a sua carreira. Marque no relógio.

No desespero, Odemílson lança a bola com as mãos para a área Alviverde. Serginho, Hélcio e Paulo César correm na bola. É cabeção que, desequilibrado, toca para trás. Jorjão, de puxeta, tira das mãos de Gérson. E, no meio da área, a bola chega para Berg. Ele tem ainda menos tempo para decidir. E decide (explicação dada acima) colocá-la para escanteio. Mas a bola entra no ângulo esquerdo de Gérson, sob os olhares atônitos das 42 mil pessoas presentes no Couto Pereira.

Quase 20 anos depois, a mesma lembrança ainda faz a pessoa do outro lado da linha telefônica ficar muda. É um silêncio que du­­ra bem mais do que a trajetória da bola. Não é que Berg esteja pensando, a resposta ele já tem faz tempo.“Se eu tivesse outra chance, cabecearia para qualquer ou­­tro lado”, diz.

Até os atleticanos sofreram com Berg

A opinião de boa parte dos 26 atletas que entraram em campo naquela ensolarada tarde do primeiro domingo de agosto de 1990 é a de que, após o gol contra de Berg, a partida acabou. Das arquibancadas ao gramado, tudo relacionado ao Alviverde parou aos 26 minutos da etapa final.

“Quando saiu o gol vimos o baque deles. Levar um gol daquele jeito. Dava para perceber dentro de campo que tinha acabado ali. Tanto é que não houve mais nada na partida”, lembra Carlinhos Sabiá, que, como boa parte dos jogadores, sentiu pelo colega de profissão. “Só pensei ‘coitado do Berg’. Depois disso ele nunca mais jogou.”

A visão de Serginho Cabeção é mais realista ainda. Depois de ser o primeiro a cabecear, ele ficou olhando a bola de um lado a outro até entrar na rede. “Seria cômico se não fosse trágico”, conta. “Quando sai do estádio, nem pensava tanto na derrota, mas no Berg, que era um cara muito legal e não merecia isso.”

Para rever o lance, clique aqui.

3 comentários:

Anônimo disse...

ele nao tinha morrido?

Anônimo disse...

não, jogou no CAP depois disso, e naquela tarde fez um gol para os verdes quase estragando a nossa festa.

A bola era do Berg, o goleiro que saiu.

eu acho que foi mais culpa do goleiro deles que do berg propriamente dito.

Fizemos a Festa, foi uma das decisões mais lindas que esse classico já proprorcionou.

Gustavo GR disse...

BERGUÊ... TUM TUM TUM
BERGUÊ... TUM TUM TUM
BERGUÊ... TUM TUM TUM

AH QUE BOM SERIA, SE O BERG VOLTASSE ALGUM DIA HAOUHEOUHAOUHOUEHOA...

SDS RN
GUSTAVO