sexta-feira, 30 de abril de 2010

Idas e vindas

Fase de entressafra e muita especulação no Atlético. Bem mais especulações do que negociações, aliás.
Seis atletas já foram afastados e não comporão o grupo para o restante da temporada: Vanegas, Serna, Patrick, Gerônimo, Raul e Kaio. Os colombianos já voltaram para seu país. Os demais devem ser emprestados.
Além deles, outros jogadores voltaram a compor a equipe de juniores: o atacante Bruno Furlan, o lateral-esquerdo Heracles e o volante Guilherme Batata.
Sobre contratações, por enquanto a única novidade foi a confirmação, na tarde de hjoje, da assinatura de contrato com o lateral-direito Wagner Diniz (ex-São Paulo, Santos e Vasco).
O jogador, que conta apenas com um título na carreira (o Paraibano de 2005, com o Treze de Campina Grande), teve grande destaque jogando pelo Vasco durante o Campeonato Brasileiro de 2008 e chamou a atenção do São Paulo, mas não conseguiu repetir as boas atuações no então time do técnico Muricy Ramalho e acabou sendo emprestado ao Santos no meio do último ano. Sem ser aproveitado, retornou à equipe do Morumbi no início deste ano e não estava sendo utilizado pelo técnico Ricardo Gomes. Não joga há um bom tempo, aliás. Vamos ver como se sai.
Novos nomes podem ser anunciados na semana que vem. Às vésperas da estreia no Brasileirão...
* Com informações da Furacao.com.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Como nossos velhos

Texto enviado ao blog por
Victor Domingues:
"1968. 2010. Ontem encontrei esta carteirinha de sócio-contribuinte do meu avô. Não tive a oportunidade de ver meu Furacão com ele no antigo Joaquim Américo, nem de ir com ele num fim de semana qualquer brincar na Praça Afonso Botelho. Esta missão ficou relegada aos meus pais. Mas fiquei com um orgulho imenso por ser atleticano de linhagem puro-sangue.
O Velho foi lá, associou-se num período em que o Atlético estava num jejum de 10 anos, e só seria campeão dois anos mais tarde, em 1970. Diz a história que o arrebatamento de torcedores era obra de Jofre Cabral e Silva, outro atleticano de berço. Dizem que o Presidente Jofre "promoveu o despertar do atleticano, induzindo o torcedor a portar bandeiras, adesivos nos automóveis e uma série de outras manifestações, coisa que nunca havia acontecido em Curitiba e no futebol paranaense. Colocou, enfim, o Atlético na boca do povo, despertou torcedores indecisos, aumentou naturalmente o número de atleticanos".
Refletindo sobre as razões do meu avô ter se tornado atleticano numa época em que o Atlético não representava nada em termos de grandeza, me fez imaginar que o Atlético simbolizava a grandeza nos corações dos atleticanos. Não ganhávamos grandes títulos, não tínhamos o melhor time, não era de perto o melhor estádio, mas a paixão fazia com que torcedores como meu avô se tornassem contribuintes, a despeito de toda a lógica.
Todos querem ganhar, todos querem o melhor time, os melhores jogadores, treinadores, uniformes, centros de treinamento etc. Mas o título sempre vai ficar na mão de um time. O que resta, no fim, é a paixão. Este sentimento não deixa o atleticano ser tratado como cliente, mas sim como torcedor. E torcedor que é, e sempre foi, canta, torce, grita, chora e ri, mesmo num jejum de 10 anos.
Um torcedor rubro-negro, como foi o Velho."

terça-feira, 27 de abril de 2010

O maior superávit desde 2006

O balanço patrimonial do Clube Atlético Paranaense referente ao exercício de 2009 fechou com o melhor resultado desde 2006. O superávit em 31 de dezembro do ano passado, de acordo com o relatóirio anual do clube apresentado na noite desta terça-feira ao Conselho Deliberativo, era de R$ 10,7 milhões. Um grande salto com relação ao ano anterior, que fechou com déficit de R$ 18 milhões.
Mas, como aconteceu isso?
Grosso modo, dá pra resumir pelo óbvio: houve corte nas despesas e aumento na receita, mesmo sem o clube ter conseguido um patrocinador master.
O dinheiro que entra no clube fruto de patrocínios, aliás, é pífio.
Vamos lá. A receita no ano passado foi de R$ 39,4 milhões, contra R$ 30 mi em 2008.
O item que mais colaborou para a entrada de recursos voltou, ao contrário de 2008, a ser as "Transferências de atletas": R$ 22,6 milhões. No ano anterior, as negociações de jogadores haviam rendido apenas
R$ 13,2 milhões.
Em segundo lugar em 2009 aparecem as
"Receitas esportivas", com R$ 21 milhões. Em 2008, eram R$ 15,5 mi. Nesta rubrica estão incluídas, entre outras formas de arrecadação, as receitas advindas dos contratos com a TV e que receberam um bom reajuste no ano passado.

Também cresceram as "Receitas de Associados", de 2,8 milhões para R$ 5,3 mi, e as "Receitas do Estádio", de R$ 3,9 para R$ 4,4 milhões.
Já os contratos de patrocínio e cessão de uso da logomarca renderam apenas R$ 3 milhões, enquanto "Promoções e publicidade" resultaram em R$ 970 mil no caixa. Pouco demais para um clube com tamanha estrutura e torcida.
Como se vê, o aumento nas receitas parece ter sido bem mais resultado de fatores conjunturais do que por méritos da nova diretoria.
Por outro lado, a gestão Malucelli-Geara trabalhou bem na redução gastos, que ajudou a formar o superávit final.
A
principal despesa do clube, os "Proventos e encargos", caiu de R$ 19,3 milhões para R$ 17,6 mi. Os "Serviços especializados" tiveram um custo de R$ 12,1 milhões em 2009, ante R$ 13,4 mi em 2008. Já as "Despesas administrativas - sede, Arena e CT" diminuíram de R$ 8,7 milhões para R$ 8,1 mi.
Não sou contador, nem economista e tampouco matemático. Mas não é preciso ser nada disso pra notar que, se a situação financeira do clube não é a mais confortável do universo, está bem melhor do que estava há um ano.
E que já dá pra ousar um pouquinho mais nas contratações, mesmo sem abandonar a importante austeridade fiscal adotada na atual gestão.
Ou não?
•••
Confira os principais números dos balanços do CAP desde 2005:
Receitas esportivas

2005 = R$ 18,9 mi
2006 = R$ 15,9 mi
2007 = R$ 14,06 mi
2008 = R$ 15,3 mi
2009 = R$ 21 mi
* De 2006 a 2008 estes recursos estavam praticamente estagnados. Suponho que o crescimento em 2009 deve-se ao reajuste nas cotas de TV.
Receita com transferências de atletas

2005 = R$ 33,2 mi
2006 = R$ 29,5 mi
2007 = R$ 23,5 mi
2008 = R$ 13,2 mi
2009 = R$ 22,8 mi
* O Furacão, que no começo da década sempre teve na venda de jogadores - principalmente ao exterior - a sua principal fonte de receitas, viu esses recursos caírem a menos da metade entre 2005 e 2008. Em 2009, os valores voltaram a crescer.
Proventos e encargos

2005 = R$ 16 mi
2006 = R$ 13 mi
2007 = R$ 17,7 mi
2008 = R$ 19,3 mi
2009 = R$ 17,6 mi
* O pagamento de salários e encargos de um clube de primeira divisão, mesmo sem grandes estrelas no elenco, também é bastante alto. Mas houve pequena redução neste custo em 2009.
Serviços especializados

2005 = R$ 5,06 ,mi
2006 = R$ 9,6 mi
2007 = R$ 10,7 mi
2008 = R$ 13,4 mi
2009 = R$ 12,1 mi
* Uma despesa considerável é esta, com "serviços especializados". Voltou a cair no ano passado.
Despesas administrativas

2005 = R$ 4,7 mi
2006 = R$ 5 mi
2007 = R$ 7,2 mi
2008 = R$ 8,7 mi
2009 = R$ 8,1 mi
* Os custos para manter um estádio moderno e um CT de primeiro mundo também são bastante grandes.
Resultado final

2005 = R$ 25,5 mi (superávit)
2006 = R$ 15,5 mi (superávit)
2007 = R$ 1,5 mi (superávit)
2008 = (-) R$ 18 mi (déficit)
2009 = R$ 10,5 mi (superávit)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Atlético contrata zagueiro do Corinthians-PR

Da Gazeta do Povo:
O zagueiro Leandro, que disputou o estadual pelo Corinthians, é o mais novo reforço do Atlético para a Série A do Brasileirão. O jogador fica no clube da Baixada por empréstimo até o fim da temporada. O Rubro-Negro tem prioridade em uma futura negociação envolvendo o atleta.
O presidente de honra do Timãozinho,
Joel Malucelli, confirmou o negócio.

O envolvimento da comissão técnica atleticana foi fundamental para a conclusão do negócio, já que o defensor estava apalavrado com o Paraná, clube que defendeu na Série B do ano passado. O técnico Leandro Niehues e o auxiliar Sandro Forner convenceram o jogador a mudar de ideia e trocar a Vila Capanema pela Arena da Baixada.

“Estava encaminhado para ele ir para o Paraná, mas como o Leandro e o Sandro já o conheciam, conseguiram convencer o jogador a ir para o Atlético”, disse Malucelli.

A contratação de Leandro é a terceira do Rubro-Negro visando o Brasileiro. Antes dele os laterais-direitos Lisa, do Operário Ferroviário, e Wagner Diniz, do São Paulo, fecharam acordo com o time.

Círculo de História com Washington: vagas esgotadas

Washington veste a faixa de Supercampeão de 82.
Torcedores atleticanos e o ex-atacante Washington irão relembrar momentos importantes do bicampeonato de 82/83 e a campanha histórica do Atlético no Brasileirão de 1983 no próximo encontro do Círculo de História Atleticana. O encontro será nesta quinta-feira (dia 29 de abril), das 19h às 22h, no Artha Gastronomia (Rua Mateus Leme, 2823 – São Lourenço).
Além do atacante Washington, o encontro também terá a presença do historiador do clube, Heriberto Ivan Machado.
Esta é a boa notícia.
A má é que as inscrições já estão esgotadas. Casa com lotação total para prosear um pouco com um dos maiores ídolos do Furacão nos anos 80.

domingo, 25 de abril de 2010

Uma pausa

Meus amigos, o título que eu iria dar a este post era "Despedida melancólica". De tão triste que foi este fim de campeonato estadual, era realmente o mais óbvio dos títulos. Tanto é que me deparei com ele estampado na manchete da Furacao.com. Não podia ser diferente: chuva, Baixada com pouca gente e um futebol (?) de quinta categoria.
A última rodada, a bem da verdade, foi um belo retrato deste Paranaense: um torneio dos mais infames que já se teve conhecimento país afora. Os únicos momentos de prazer nesta competição foram os dois Atletibas (aliás, prazer para os coxas, porque para nós os rubro-negros acabaram se tornando um fardo). Mais de três meses de disputa para termos apenas duas partidas que valem mesmo à pena.
Pior ainda para os torcedores do Furacão, porque a conquista de uma taça pelo menos nos faz sorrir e esquecer de toda esta mediocridade. A nós, meus amigos, restou apenas a sensação de tempo perdido.
Agora, uma pausa no futebol.
Duas semanas para pôr a cabeça no lugar.
O tempo é curto, mas é valioso para que os dirigentes achem as contratações certas e façam as dispensas necessárias. É preciso trazer quem saiba mesmo tratar da bola e chegue para ser titular. Nada de Sernas. Nada de gente que não serve nem para a reserva.
Porque agora é pensar no Brasileirão. Ou, como diz a Camila Batista, melhor nem pensar!
•••
Ecos do estadual
O que ficou de bom
  • a boa e inesperada recuperação de Alex Mineiro. Será muito útil no Brasileirão.
  • a confirmação de Manoel como um grande zagueiro do futebol brasileiro.
O que ficou de ruim
  • a fragilidade do time. Precisamos de pelo menos um zagueiro, um lateral, um meia, um volante que saiba jogar, um atacante.
  • a fragilidade do elenco não atinge só os titulares. Precisamos ter na reserva jogadores que entrem para resolver de verdade e mudar uma partida. Trocar 6 por 5 quando a coisa tá preta não adianta nada. Qualquer Carlinhos Bala é uma melhor opção no banco do que os nossos atuais atacantes reservas.
A dúvida
  • Leandro Niehues tem bala na agulha para aguentar a pressão de um Brasileirão?
Troféu
ZIQUITA
do estadual
Paulo Baier, Bruno Mineiro e Manoel.

Troféu
TIÃO MACALÉ
do estadual
Serna, Vanegas e Wallyson.

Cumprindo tabela

Da Gazeta do Povo:
Se faltam atrativos para a despedida atleticana do Estadual, quem for à Arena neste domingo, às 15h50, ao me­­nos verá algo raro na recente trajetória do Furacão. Há 15 anos o clube não cumpre tabela no Campeo­­nato Paranaense. Com o título antecipado do Coritiba, a equipe transformou o duelo com o Iraty em laboratório para o Brasileiro.

O Rubro-Negro não joga valendo nada desde 23 de julho de 1995. Na oportunidade, dois meses após a mudança inciada por Mário Celso Petraglia que revolucionaria o clube, o time encerrou sua participação com uma vitória por 1 a 0 sobre o Rio Branco. O título ficou com o Paraná, tricampeão e com a quarta conquista da década.

A partir daí, o Atlético foi o clube mais vitorioso, com seis títulos (2009, 2005, Supercampeo­­nato-2002, 2001, 2000 e 1998) e qua­­tro vice-colocações (1997, 2004, 2008 e 2010). Acabou eliminado nas outras oportunidades. Mas não havia mais encarado um compromisso tão despretensioso.

Para alguns atletas, o jogo ganhou importância. Após o desgaste físico e emocional com o tropeço no estadual e a eliminação na Copa do Brasil, o técnico Leandro Niehues escalou um time reserva para esta tarde. Assim deu uma trégua aos titulares e poderá analisar melhor as peças potencialmente úteis no Campeonato Brasileiro. A próxima semana será de definições com a esperada chegada de alguns reforços e a dispensa e negociação de outros jogadores.

“É uma oportunidade para a diretoria saber que pode contar conosco. Muitos são atletas novos e precisam passar por essa aprovação. O importante é ter a cabeça boa para fazer um bom jogo”, comentou o estreante goleiro João Carlos.

Da equipe principal, apenas Chico e Alex Mineiro devem estar em campo. “Quem joga num clube como o Atlético precisa estar motivado sempre. Não importa a partida”, disse o volante. Ele reconhece, porém, as dificuldades deste domingo. “O entrosamento não será dos melhores. Vamos tentar acertar na conversa”, acrescentou.

Já para o Iraty o jogo é decisivo. Melhor time do interior e classificado para a Série D do Campeonato Brasileiro, o Azulão busca também uma vaga na Copa do Brasil. A equipe depende apenas de uma vitória. Se empatar, precisa torcer por um tropeço do Paraná.

PS: Pra quem tá com preguiça de ir à Baixada nesta tarde fria e úmida, a peleja vai passar ao vivo na RPC.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Retratos

Partidas de futebol, já vi centenas. Jogos importantes do Atlético, muitíssimos. Fiascos do Furacão? Dezenas. Eliminações da Copa do Brasil eu já coleciono na memória. Foram derrotas sofridas contra times grandes, médios, pequenos e até medíocres. Mas uma demonstração de apoio e amor ao time, dias após a perda de um título, e ao mesmo tempo protestando contra o racismo e a intolerância, isso, meus amigos, não é todo dia que se vê. E é isso que o fotógrafo Orlando Kissner captou ontem, na Baixada: a alma atleticana. Veja algumas das fotos publicadas originalmente no Blog do Zé Beto:





Noite bela, gosto amargo

Povão lotou a Baixada e fez uma festa belíssima.
E os caras-pretas protestaram contra o racismo de Danilo.


E o Mosaico Furacão pediu respeito.
O clima criado pela torcida atleticana antes da partida tornou tudo muito sensacional na noite desta quarta-feira, na Baixada.
Sensacional pela presença dos caras-pretas, em protesto contra a atitude racista de Danilo. Pelo belo mosaico pedindo respeito. Pela força do coro ensandecido do povão rubro-negro que lotou a Arena e contagiou os jogadores. Pela alegria estampada no rosto dos torcedores, mesmo poucos dias após a perda de um título. Pela defesa de pênalti feita pelo Neto, um goleiraço, mantendo a esperança acesa mesmo após a expulsão de Bruno Costa. Pela raça do time, mesmo jogando com um a menos. Pelo gol de Alan Bahia, com uma paradinha que humilhou um dos melhores goleiros do Brasil.
Àquela altura, nem mesmo a torcida acreditava mais numa vitória. Mas o Atlético tirou forças das entranhas do Caldeirão do Diabo para ir pra cima do Palmeiras e abrir o placar.
Um êxtase.
Que, infelizmente, não durou muito. O futebol não tolera falhas, e numa falha de marcação o Porco chegou ao gol de empate.
E, assim, a Copa do Brasil já era. De novo.
Fica o gosto amargo da eliminação.
Mas a noite, meus amigos, valeu a pena.
Agora, só nos resta o Brasileirão. E não há mística da Baixada ou força da torcida que dê jeito toda vez. A necessidade de contratações é urgente.
Troféu
ZIQUITA
Alan Bahêa, Rhodolfo e Chico. Jogaram muito.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Bruno Costa e Pepe Toledo. Jogaram nada.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Exemplo para o mundo

Desde hoje os torcedores do Furacão já estão pintando suas caras em protesto contra o racismo.
Enquanto jogadores negros são alvo de atitudes racistas em vários países , como a gente vê volta e meia no noticiário, a torcida do Clube Atlético Paranaense vai dar nesta quarta um exemplo para o mundo. Os caras-pretas vão invadir o estádio. Para quem resolver participar, a Comissão de Festas do Furacão estará pintando os rostos nas entradas da Getúlio Vargas e da Buenos Aires.
Confira a reportagem do Lancenet sobre o assunto:
A torcida do Atlético-PR promete infernizar Danilo com vaias durante os 90 minutos desta quarta-feira à noite. Mas a tradicional pressão não foi a única maneira encontrada em Curitiba como protesto, motivado pelo incidente da semana passada: caras pintadas estarão na Arena.

O palmeirense chamou Manoel, do Furacão, de macaco e responderá na Justiça por injúria racial. Nesta quarta, ele volta ao estádio do clube o qual defendeu de 2005 a 2008 pela primeira vez. Danilo verá parte da arquibancada pintada de preto.

Em ideia que surgiu em fóruns na internet, atleticanos lançaram a campanha: pinte a cara. Na terça-feira, em frente à Arena, os torcedores mostraram ao LANCENET! como pretendem se mobilizar no jogo.

– A ideia é pintar metade do rosto de preto, para mostrar que todos somos iguais. Quem for negro, pinta de branco – afirmou o torcedor Paulo Simon Filho, de 20 anos.

A tática também ajuda no acesso ao estádio, já que a polícia veta a entrada de pessoas com rosto coberto por questões de segurança.

Um mosaico com mensagem contra o racismo está sendo produzido. A ideia não é de torcida organizada e, sim, de sócios e torcedores comuns.

– Se dois ou três mil forem pintados, já estará ótimo – afirmou o torcedor Gustavo Leão, de 20 anos.

Na terça-feira, eles festejaram o fato de Danilo ter sido liberado para jogar.

– É um a menos para o time do Palmeiras – sorriu Paulo Simon Filho. O grupo não quer violência.

– Você se lembra do Dagoberto no ano passado? Era vaia a cada toque na bola, ele não conseguiu jogar – disse Leão, lembrando do desafeto são-paulino, que voltou à Arena pela primeira vez no ano passado.

Cada pote de tinta preta custa R$ 4,50, com 500ml. Eles serão distribuidos antes da partida na Arena.

Torcida do Vitória encampa campanha antirracismo

A torcida do Vitória da Bahia também vai protestar nesta quarta-feira contra o racismo, solidarizando-se contra as ofensas segregadoras de Danilo contra Manoel. Torcedores do Leão vão sair de Salvador rumo a Goiânia, onde o rubro-negro baiano enfrenta o Goiás pela Copa do Brasil, levando uma faixa com os dizeres "Racismo - Tô fora". No Serra Dourada, também estarão com as caras pintadas. A informação foi enviada ao blog pelo torcedor Manoel Novaes.

Torcida racista também merece punição

Ontem vi, estarrecido, a um vídeo publicado no Youtube por uma torcedora do coxa mostrando as agressões verbais aos jogadores do Atlético na saída para os vestiários, após o Atletiba. Incluindo ofensas racistas ao zagueiro Manoel piores que as desferidas pelo Danilo, revelando uma face podre da torcida verde.
Hoje, preocupados com a repercussão negativa, os coxas retiraram o vídeo do site.
Tarde demais.
O portal Lancenet já havia registrado o vídeo, e chegou a fazer uma matéria condenando a atitude dos coxas. Confira:
Depois das cenas de barbárie ocorridas no jogo entre Coritiba e Fluminense - jogo que culminou com o rebaixamento do Coxa à Série B - a torcida do clube dá mais uma demonstração clara de falta de educação.

No último domingo, no intervalo do clássico contra o Atlético-PR, xingamentos racistas vindos de arquibancada do Couto Pereira foram endereçados ao zagueiro Manoel, que descia para o vestiário.

O mesmo jogador fora vítima de preconceito por parte do zagueiro Danilo, do Palmeiras, em partida válida pela Copa do Brasil. O caso ocorrido no Palestra Itália foi parar na delegacia.

Por conta das cenas de violência protagonizadas pelos alviverdes no jogo contra o Flu, o clube já fora punido com multa e a perda de mando de 30 partidas (reduzida a apenas 10 jogos).

A FIFA encampa campanha mundial intitulada 'Say no to racism' (diga não ao racismo).

Lamentável.

Uma vergonha.

Para ver o vídeo, clique aqui.

Certo mesmo estava Jofre Cabral, ao chamar os verdes de Quinta Coluna.

Tomara que o procurador do STJD veja o vídeo e encaminhe denúncia.

Para denunciar a atitude racista dos coxas, mande um e-mail para o ouvidor da Copa do Brasil, Antônio Álvares Miranda Filho: miranda.ouvidor@cbf.com.br.
Mais gancho neles!

Um mosaico contra o racismo para o Brasil ver

Da Furacao.com:
Tanto o Atlético quanto a sua torcida estão com o foco voltado para o jogo desta quarta-feira, contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil. A partida de volta, pelas oitavas de final da competição, será realizada na Arena da Baixada, às 21h50.
O clima de rivalidade para esta partida ganhou uma dose extra pelo ato de racismo praticado pelo zagueiro Danilo contra o atleticano Manoel. Indignados com a falta de ética e hombridade do ex-jogador do Furacão, a Comissão de Mosaicos anuncia a realização de um mosaico no setor Getúlio Vargas Inferior.
Para a presidente da comissão, Mariana Monteiro, este mosaico é uma forma de expressar o repúdio do torcedor atleticano contra à atitude de Danilo. "Ainda na quinta-feira, logo após o jogo, começaram a pipocar ideias de protesto. Então, a Comissão começou a discutir a possibilidade de montar um Mosaico que expressasse o que todo torcedor estava sentindo. Não poderíamos deixar de mostrar apoio ao nosso jogador e qualquer outra pessoa que sofra qualquer tipo de preconceito”, disse.
Esta será a 15ª edição do Mosaico Furacão, pioneiro no Brasil, e a temática será uma forma de protestar contra todo e qualquer tipo de preconceito e também prestar solidariedade ao zagueiro Manoel, um dos principais atletas do atual elenco rubro-negro. "Pretendemos mostrar ao Brasil que não existe mais espaço para racismo em nossa sociedade. Atitudes como a do zagueiro Danilo só servem para reforçar nosso espírito de fazer algo sempre em prol do Atlético e, neste caso, demonstrar um apoio especial ao Manoel", contou César Alves, vice-presidente do grupo de torcedores atleticano.
A Comissão solicita que os atleticanos que tenham cadeira no setor Getúlio Vargas Inferior, cheguem com antecedência ao estádio.
Confira as instruções para a execução do mosaico:
- Quando você chegar a sua cadeira, haverá um painel de tecido. Não troque o painel de lugar e não jogue-o fora;
- O mosaico será executado no momento em que o time entrar em campo. Para tanto, basta erguê-lo na altura da cabeça por cerca de 1 minuto, juntamente com os demais torcedores;
- Integrantes da Comissão de Mosaicos estarão nas arquibancadas identificados com coletes e camisas da comissão para auxiliar na execução;
- Após a execução do mosaico, se possível, dobre o seu painel e mantenha-o próximo a sua cadeira. Ao final da partida, a Comissão irá recolher os materiais, que poderão ser reaproveitados em futuros mosaicos;
- Se você quiser entrar em contato com a Comissão para tirar alguma dúvida, envie um email para: equipe@mosaicofuracao.com.br.
Cara-pintadas
Além disso, os atleticanos já estão se mobiclizando para pintar os rostos de4 preto, em desagravo ao zagueiro Manoel. É a volta dos cara-pintadas.
Participe!

Danilo e Manoel são denunciados

Da Furacao.com:
Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias foi o ato de racismo praticado pelo zagueiro Danilo, do Palmeiras, contra o zagueiro Manoel, do Atlético. O fato foi denunciado oficialmente pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na tarde desta segunda-feira, dia 19 de abril. Além de penas graves, a Procuradoria pediu a suspensão preventiva de ambos os atletas.
Danilo tem a situação mais preocupante. O jogador foi denunciado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: 254-B (cuspir em outrem), que pode render punição de seis a doze jogos e no 243-G (praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão da cor), que prevê suspensão de cinco a dez partidas. Assim, o palmeirense pode pegar de cinco a 22 jogos de punição. Já Manoel foi denunciado duas vezes no artigo 250 (praticar ato de hostilidade). A punição prevista no artigo é de suspensão de uma a três jogos, totalizando seis no máximo.

Segundo o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, agora depende do presidente em exercício do tribunal deferir ou não o pedido de suspensão preventiva, que, segundo a Procuradoria, cabe em casos de infração grave, principalmente nesse caso, que os jogadores não cumpriram suspensão automática. Caso isso aconteça, os jogadores já não jogam nesta quarta-feira, dia 21, no confronto de volta, marcado para a Arena da Baixada.

"Formulamos a denúncia e agora cabe ao Virgílio Val decidir se os jogadores ficarão suspensos enquanto aguardam o julgamento", disse ao site Justicadesportiva.com.br

O lance aconteceu aos 29 minutos do primeiro tempo. Depois de uma disputa de bola, o defensor palmeirense teria chamado o adversário de "macaco". O jogador rubro-negro, por sua vez, admitiu ter dado um pisão em Danilo num lance posterior. O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que apitou a partida vencida pelo Palmeiras, não puniu os jogadores.

Baier também pode levar gancho

Além de Danilo e Manoel, Paulo Baier, do Furacão, também foi denunciado. O jogador foi denunciado pela sua expulsão aos 40 minutos do segundo tempo de jogo, em decorrência de ter praticado uma atitude desleal ao interromper um contra-ataque do adversário, próximo à linha do meio-campo, ao desferir um "tranco" em Danilo, na disputa da bola, derrubando-o ao solo.

Pela infração, Baier vai responder também ao artigo 250 do CBJD e pode pegar o gancho de até três jogos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Wagner Diniz é confirmado

Raul e Gerônimo devem não aproveitaram mesmo as chances que tiveram. Após a contratação de Lisa, lateral-direito que disputou o Paranaense pelo Operário de Ponta Grossa, o Atlético confirmou confirmou hoje o empréstimo do lateral-direito Wagner Diniz, do São Paulo. Especulado há semanas como possível reforço, o jogador de 26 anos realizou exames médicos e cardiológicos de praxe no Cecap e deve assinar o seu contrato no máximo nesta terça-feira.

De acordo com o diretor de futebol Rubro-Negro, Ocimar Bolicenho, o jogador cumpre agora etapas meramente formais para ser anunciado oficialmente. “Ele esteve aqui no CT do Caju hoje para os exames. O São Paulo nos garantiu que as condições físicas dele estão perfeitas e estamos apenas nos certificando que esta tudo ok para então confirmarmos. Mas sei que esta tudo certo”, disse o diretor, por telefone, à Gazeta do Povo.

Diniz chega por empréstimo, mas vem com opção de compra embutida na negociação caso o Furacão queira ficar com o lateral. “O acerto será nos mesmos moldes do que já foi divulgado pela imprensa. O São Paulo irá subsidiar metade dos vencimentos do jogador”, afirmou Bolicenho.

Com a contratação de Diniz e de Lisa, ex-Operário, o Atlético interrompe, por ora, a busca por um lateral-direito. Outros nomes foram sondados e oferecidos, como o do ex-Corinthians Edson Sitta (que estava no Ceará), mas o time parece satisfeito. “Contratamos os dois e vamos aguardar”.


O primeiro reforço para o Brasileirão

O site Futebol Paranaense informa que o lateral direito Wágner Diniz, de 26 anos chegará nesta segunda-feira ao Atlético. O jogador está vindo emprestado pelo São Paulo até o final do ano e disputará o Campeonato Brasileiro pelo Furacão. O desembarque do atleta na capital paranaense acontecerá no começo da tarde e irá direto para o Ct do Caju, onde fará passará por exames médicos e físicos.
A informação ainda nõa foi confirmada oficialmente pela direção do clube.

Carreira: Wagner Diniz Gomes de Araújo é natural de Maceió e iniciou a carreira em 2003, no CRB, de Alagoas. Em 2005, chegou ao Vasco da Gama permanecendo no clube carioca até o fim de 2008, ficando conhecido pelo Brasil como um lateral de boa velocidade, mas que, principalmente, recebia grande quantidade de pênaltis, percorrendo a lateral até ser derrubado na área, providenciando muitos gols a favor do Vasco. Com o fim de seu contrato, partiu para o São Paulo.

No dia 3 de junho de 2009, devido a seu baixo rendimento no Tricolor Paulista, o jogador foi emprestado até o final do Campeonato Brasileiro de 2009 para o Santos, retornando ao São Paulo para a temporada de 2010 após a tentativa do Santos de devolvê-lo ao São Paulo antes mesmo de seu empréstimo acabar por conta de sua baixa produtividade.

domingo, 18 de abril de 2010

Focos

Lamentar, a gente lamenta. Mas não dá pra reclamar de injustiça. Os coxas, que fizeram valer o supermando, jogaram melhor os dois clássicos do Paranaense e, por isso, mereceram ficar com a taça.
A lamentação vem justamente pelo fato de o Atlético não ter tido capacidade de enfrentar o rival de igual para igual, nem na Baixada nem no Tremendão. O que apenas reforça a tese de que, para encarar o Brasileirão, reforços são mais que necessários. São imprescindíveis.
Esse deve ser o primeiro foco a partir de agora: se preparar para a série A que está prestes a começar.
O segundo é a Copa do Brasil. Quarta-feira tem decisão, na Baixada. Ganhar do Parmera é obrigação.

sábado, 17 de abril de 2010

O clássico


86 anos de Atletiba, um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Neste domingo, mais um capítulo será escrito.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Atletiba do porco - II

Vinte anos depois do ocorrido, eis que surgem novas imagens de jornais da época sobre o famoso "Atletiba do Porco". As fotos foram enviadas ao blog pelo Otávio, que conta ter entrado no gramado junto com o Julião para soltar o pequeno leitãozinho alviverde. Notem que o danadinho foi caçado pelas autoridades policiais e acabou sendo detido por um pastor alemão, que aproveitou para dar uma encoxada no pequeno Porks. Mas parece que ele saiu com vida do episódio, cresceu bastante e até hoje anda aprontando das suas, no mesmo palco de 20 anos atrás.

Mais uma clássica história do grande clássico Atletiba.
Domingo tem mais.

Por um imbecil a menos em 2010

Do blog do José Ilan, no Globoesporte:

Não dá pra ser compreensivo. Não dá pra relativizar. Não dá pra ser complacente.

Danilo conseguiu, em menos de cinco segundos, dirigir ao adversário Manoel as duas mais graves agressões morais que um homem pode fazer com seu semelhante: Cuspiu no rosto e o chamou de “macaco”, com intenção de diminuí-lo pela cor da pele.

Parece inacreditável, mas já tem gente “justificando” as atitudes de Danilo pelo arranca-rabo que se passou entre os dois durante toda a partida. Como se um empurrão, uma falta dura, uma discussão ou mesmo uma cabeçada, estivessem no mesmo repertório ético (ou anti-ético) de uma cusparada na cara e um xingamento racista.

Danilo e Manoel podem se equivaler em deslealdade em campo ou falta de esportividade, não sabemos.

Mas no quesito humano, Danilo talvez nem seja aceito na categoria. Humilhar um colega de profissão da forma covarde que fez é coisa de um ser menor. Se fosse homem valente mesmo, teria lhe dado um soco ou claramente agredido fisicamente, e assumiria as consequências.

Em vez disso, tentando disfarçar das câmeras, cuspiu; mas antes deu uma olhadinha pro lado do tipo “será-que-tem-alguém-olhando?” E insultou; com um raciocínio tipo “os-microfones-não-vão-captar”.

Pior do que tudo isso, é saber, que os demais atletas do Palmeiras – segundo o clube – se uiniram hoje em torno de uma defesa às atitudes de Danilo. Sinceramente, melhor nem comentar.

Só espero que a informação acima seja apenas infeliz coincidência com o fato de que o chefe destes jogadores é exatamente Antônio Carlos Zago, que se notabilizou anos atrás como jogador do Juventude, também por cena de racismo em campo.

Agora, a casa caiu para Danilo. Na esfera criminal, ainda escapou de flagrante e denúncia por racismo, que é crime inafiançável. Vai até ficar barato ser processado por injúria racial, que certamente acaba virando acordo, sem detenção.

Na esfera esportiva, vai ser denunciado, e espera-se que pegue um gancho exemplar. Fala-se em pena máxima de 22 jogos. Por mim, Danilo poderia tirar “férias”, no mínimo, até o fim do ano.

Seria um imbecil a menos em 2010.

A volta dos cara-pintadas

Quarta-feira, na Baixada, no jogo de volta pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Em desagravo ao Manél.
Pinte a cara!

Ato hostil

Em entrevista à sporTV, o procurados do STJD, Paulo Schmitt, revelou que pode pedir uma suspensão preventiva para Danilo, do Palmeiras, e Manoel, do Furacão. Danilo pela cusparada e pela atitude racista; Manoel pelas jogadas duras. Mas o atleticano não deve ser acusado de agressão e sim por ato hostil (artigo 250), tanto pela cabeçada quanto pelo pisão confesso. A pena por cada uma das infrações seria de uma a três partidas. Ou seja, o zagueiro poderia pegar no máximo seis jogos de suspensão. "Não tem prova de agressão no lance do pisão, e a cabeçada não parece se caracterizar como uma agressão e sim um ato de hostilidade", disse Schmitt. Leia mais aqui.

Sem desculpa

Por Paulo Vinícius Coelho, em seu blog na ESPN:
Não adianta dizer que é coisa do futebol. Se é, tem de deixar de ser.

No caso de Danilo, há um agravante. Ele era titular do Atlético Paranaense, quando Manoel chegou ao time de cima. "Vi o Manoel saindo das divisões de base", admitiu o próprio Danilo, em sua entrevista coletiva, logo depois da partida.
Cabe a Manoel seguir com o processo e levá-lo até o tribunal. Será o melhor serviço prestado ao futebol, para que episódios desse tipo não voltem a acontecer.

Berg, 20 anos depois

E não é que a Gazeta do Povo achou o Berg, o zagueiro coxa que deu o título de 90 ao Furacão? Confira a reportagem e relembre um dos episódios mais marcantes da história dos Atletibas:
Atualmente Berg vive em Londrina, onde dá aulas numa escolinha de futebol.

De um lado, só restava ao goleiro atleticano Marolla rezar, e era exatamente o que ele fazia. Do outro, o zagueiro alviverde Berg apenas esperava o tempo passar para se tornar o herói.

O time do Coritiba era superior, poucas pessoas discordam disso. Talvez por isso, não foi difícil ao Alviverde – que saiu per­­dendo ao tomar um gol logo aos 5 minutos, do atacante Dirceu – virar a partida ainda na primeira etapa.

O gol do 2 a 1, claro, havia sido do então eufórico defensor alviverde, Berg. Ele se aproveitou uma fa­­lha bisonha do experiente Marolla, que tentou rebater um escanteio, mas a bola caiu quase na linha de seu gol, no pé do coxa-branca.

O relato trata do dramático Atletiba que definiu o título do Paranaense de 1990, última decisão entre os dois rivais disputado no Couto Pereira (completará 20 anos no dia 05 de agosto). E, ao contrário do que possa parecer até aqui, quem saiu do Alto da Glória festejando foi o Atlético.

“Nunca esqueci dessa partida. Ainda mais porque fui eu que falhei no gol de virada do Cori­­ti­­ba. Dei um tapa na bola, mas ela voltou”, relembra Marolla, que até os 25 minutos da segunda etapa estava inconsolável dentro de campo. “Era eu defendendo e rezando, rezando. Rezei muito!”

Aos 26, Berg marcou contra o 2 a 2. O empate era suficiente para o rival da Baixada levantar a taça de 1990. “Eu sabia que o Atlético tinha bons chutadores de fora da área”, se explica Berg, meio acanhado, ao justificar a falha.

O ex-zagueiro, atual professor de futebol em Londrina, evita lembrar do lance desde o mo­­mento em que a bola rebatida por Jorjão tocou em sua cabeça. Mas a jogada começou antes e, por isso, é tão espetacular. Em apenas seis segundos, Berg deixou de ser o jogador que sonhava chegar à seleção e, praticamente, acabou ali a sua carreira. Marque no relógio.

No desespero, Odemílson lança a bola com as mãos para a área Alviverde. Serginho, Hélcio e Paulo César correm na bola. É cabeção que, desequilibrado, toca para trás. Jorjão, de puxeta, tira das mãos de Gérson. E, no meio da área, a bola chega para Berg. Ele tem ainda menos tempo para decidir. E decide (explicação dada acima) colocá-la para escanteio. Mas a bola entra no ângulo esquerdo de Gérson, sob os olhares atônitos das 42 mil pessoas presentes no Couto Pereira.

Quase 20 anos depois, a mesma lembrança ainda faz a pessoa do outro lado da linha telefônica ficar muda. É um silêncio que du­­ra bem mais do que a trajetória da bola. Não é que Berg esteja pensando, a resposta ele já tem faz tempo.“Se eu tivesse outra chance, cabecearia para qualquer ou­­tro lado”, diz.

Até os atleticanos sofreram com Berg

A opinião de boa parte dos 26 atletas que entraram em campo naquela ensolarada tarde do primeiro domingo de agosto de 1990 é a de que, após o gol contra de Berg, a partida acabou. Das arquibancadas ao gramado, tudo relacionado ao Alviverde parou aos 26 minutos da etapa final.

“Quando saiu o gol vimos o baque deles. Levar um gol daquele jeito. Dava para perceber dentro de campo que tinha acabado ali. Tanto é que não houve mais nada na partida”, lembra Carlinhos Sabiá, que, como boa parte dos jogadores, sentiu pelo colega de profissão. “Só pensei ‘coitado do Berg’. Depois disso ele nunca mais jogou.”

A visão de Serginho Cabeção é mais realista ainda. Depois de ser o primeiro a cabecear, ele ficou olhando a bola de um lado a outro até entrar na rede. “Seria cômico se não fosse trágico”, conta. “Quando sai do estádio, nem pensava tanto na derrota, mas no Berg, que era um cara muito legal e não merecia isso.”

Para rever o lance, clique aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Babaca do caralho

Manoel foi à delegacia prestar queixa contra Danilo, o popular "Danojo".
Existem pessoas que nasceram pra fazer cagada. Danilo, o zagueiro, é uma delas. Vejam só: aqui no Atlético, apesar de todas suas limitações técnicas, e de ter entregue tantos jogos aos inimigos, permaneceu como titular por temporadas a fio. Estava lá, com seu dinheiro farto caindo na conta, comendo e bebendo bem, vivendo vida de rei.
No primeiro revés, revelou seu caráter. Quando Geninho avisou a ele que ficaria no banco de reservas, abandonou a concentração às vésperas de um jogo importantíssimo. Simplesmente assim, deu às costas ao clube que lhe garantia seu ganha-pão.
Saiu daqui às turras, falando mal de clube, de dirigentes, da torcida.
E quis o destino que fosse parar justamente no Palmeiras.
E que fosse logo numa partida contra o Atlético que ele revelasse esta outra faceta. A de um babaca racista.
Logo que acabou o jogo, Manoel revelou às rádios o xingamento banal - e, pelas leis brasileiras, criminoso.
Nunca duvidei da palavra do zagueiro atleticano. Afinal, ele não teria motivos para mentir e se dispor a ir até uma delegacia prestar queixa contra um colega de profissão. Mas Danilo e dirigentes do porco apressaram-se em desmentir o ocorrido. O que, de certa forma, deixa no ar uma certa dúvida. Afinal, o jovem Manél poderia também ter se confundido, entendido errado, ou mesmo exagerado. Quem sabe.
Mas o flagrante da ESPN é cabal. Após confusão na área, o palmeirense dispara a grosseria: "Seu macaco do caralho" (veja o vídeo aqui).
Não há atenuantes.
Poderíamos até dizer que, no calor de uma discussão, sai um xingão aqui e outro acolá. Ainda mais em jogo de futebol, onde não há santo. Quem já não se estranhou disputando uma pelada?
Mas, peralá. Tudo tem limite. Se o Danilo fosse xingar de macaco todos os negros com quem se atritou em campo, já teria pego prisão perpétua.
Manoel também errou. Em nada ajuda uma tentativa de cabeçada no adversário. Poderia, se o juiz tivesse visto, até ter sido expulso prematuramente. Se bem que, confesso, torci para que tivesse logo acertado o nariz do pamonha.
Mas a reação do Danilo não se justifica.
Foi atitude de um babaca. Um babaca do caralho.
Um babaca que como tal vai ser recebido no jogo de quarta que vem, na Baixada.
Não falo de violência. Nada disso.
Falo de uma recepção com já tiveram Tcheco-quebra-ossos e Dagobambi. Para relembrar, clique aqui e aqui.

Ficou pra Baixada

O Atlético volta de São Paulo com uma derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, e agora vai decidir em casa, na próxima quarta, a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Placar injusto, diga-se.
O Atlético anulou as ações ofensivas do Porco durante toda a partida, mas acabou tomando o gol numa das poucas boas jogadas indivicuais do time paulista.
Por outro lado, faltou poder ofensivo ao Furacão.
As poucas jogadas de perigo surgiram, como sempre, de escaneios e faltas cobradas por Paulo Baier.
Numa delas, por pouco o zagueiro Rhodolfo não empatou a partida - o goleiro Marcos salvou espetacularmente.
Ainda houve a palhaçada promovida pelo zagueiro Danilo, aquele mesmo traíra que abandonou a concentração quando ainda era jogador do CAP. Mas essa história eu deixo para outro post.
E o jogo acabou assim. Um detalhe definiu a vitória para o Palmeiras.
Porém, por um placar nada impossível de se reverter.
Mesmo sem Paulo Baier, expulso quase no fim da partida. Expulsão também injusta, pois se a falta que resultou no segundo cartão é bastante discutível, o lance que gerou o primeiro é totalmente indiscutível: a punição foi uma excentricidade do senhor árbitro, que amarelou a vida do maestro porque, numa cobrança de escanteio, a bola não estava sobre a linha. Um exagero total.
Mas vamos em frente.
Que Quarta-feira é dia de caldeirão fervente.
E de porco à pururuca.

Prova de fogo

Meus amigos, o Atlético encara hoje sua primeira prova de fogo de 2010: a partida "de ida" do mata-mata contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil. Primeiro duelo do ano ante um time de série A, como o Furacão.
Sem Bruno, o Patrick e Pepe Toledo terão a missão de comandar o ataque do Rubro-Negro. Mas a responsa mesmo estará nas costas de Chico, Manoel, Rhodolfo, Valencia e Alan Bahia: se o paredão defensivo funcionar e o Atlético não tomar gols, será meio caminho andado rumo à classificação.
E o time não estará sozinho. Os atleticanos de São Paulo estão animados e prometem uma grande festa no Palestra Itália, organizada pela Embaixada Furacão na cidade.
Aos que estão aqui, espalhados pelo Paraná afora, o negócio é acompanhar pela tela: a partida será transmitida pela SporTV e pela ESPN, a partir das 19:30.

Povão faz fila para ir ao Atletiba decisivo

Povão faz fila para ir ao Atletiba.
Os atleticanos que quiserem ir ao Atletiba decisivo de domingo, no Tremendão, devem correr. Os ingressos para o jogo estão à venda a partir desta quinta-feira, mas desde ontem já tinha gente na fila, que hoje de manhã já estava enorme. Não sei se amanmhã ainda haverá bilhetes à disposição. Para a torcida do furacão as vendas serão exclusivamente nas bilheterias da Arena da Baixada, que funcionam das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 50,00 (inteira), sendo R$ 25,00 a meia-entrada.
Com informações da Furacao.com e do site oficial do CAP.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Atlético sem Bruno; Palmeiras sem Cleiton

Depois de desfalcar o Atlético contra o Paranavaí, no último sábado (10), pela quinta rodada do octogonal final do Campeonato Paranaense, o atacante Bruno Mineiro continuará fora do Rubro-Negro nesta semana. Para o duelo diante do Palmeiras na próxima quinta-feira, às 19h30, no Palestra Itália, em São Paulo, a presença do jogador está descartada, de acordo com o Departamento Médico do clube. “Se a decisão fosse nesta quinta-feira, acredito que ele jogaria. Mas como não é, vejo excelentes chances de ele atuar no clássico”, afirmou o chefe do DM atleticano, Edílson Thiele.

Sem atuar diante do Alviverde paulista, o camisa 9 deverá ser continuar em processo de recuperação para poder entrar em campo nas condições ideais contra o Coritiba, no domingo (18), às 15h50, no Couto Pereira.

Sem Bruno Mineiro, o técnico Leandro Niehues tem à disposição outros seis atacantes no elenco. Javier Pepe Toledo e Patrick, titulares no último jogo, podem novamente começar como titulares diante do Palmeiras. Serna e Alex Mineiro, Wallyson e Marcelo - também recuperados de lesões - podem aparecer no banco de reservas.

Palmeiras sem Cleiton Xavier

O Palmeiras também terá um desfalque importante: o meia Cleiton Xavier, um dos principais jogadores da equipe, sofreu uma entorse no joelho esquerdo e desfalcará o time por um mês. Para seu lugar, o técnico Antônio Carlos Zago inovou e testou o lateral-direito Figueroa (recuperado de uma periostite no fêmur direito) atuando próximo aos volantes Pierre e Márcio Araújo. Lincoln ficou encarregado da armação das jogadas, enquanto Diego Souza apareceu mais uma vez no ataque, ao lado de Robert.

O time considerado titular foi escalado por Zago com: Marcos, Eduardo, Danilo, Léo e Armero; Pierre, Márcio Araújo, Figueroa e Lincoln; Diego Souza e Robert.

* Com informações da Gazeta do Povo e do Globoesporte.com.

Contratações à vista

Trechos de entrevista do presidente Marcos Malucelli à rádio CBN, nesta tarde:
Wagner Diniz

"Ele está liberado pelo São Paulo e agora preciso que o departamento de futebol faça contato para fazer os exames médicos, físicos. Na próxima semana vamos tratar desta contratação. Não conversamos sobre o salário mas o São Paulo sabe do limite do nosso Clube e aquilo que se sobrepor, o São Paulo deverá cobrir a diferença.
Contratações

"Traremos dois meias, um para a direita e um para a esquerda e mais um lateral-direito. Atacante ainda iremos atrás porque temos o Alex voltando e, inclusive, para o domingo ele poderá estar entre os relacionados".
Campeonato Brasileiro

"Vamos reforçar o time porque não queremos repetir o que fizemos nos últimos anos. A expectativa é que teremos todos os jogadores à disposição para iniciarmos bem a nossa campanha".
Claiton

"Na quinta-feira ele estará em São Paulo para fazer o último exame e ver se está tudo em ordem. Como esperamos que esteja tudo bem, na semana após o término do Paranaense ele irá a campo com os outros jogadores".

Há 20 anos, o Atletiba do porco

Em semana de Atletiba decisivo, é sempre bom relembrar dos clássicos inesquecíveis. Pois um deles está completando 20 anos no próximo dia 1º de maio: o Atletiba do porco.
Para quem não se lembra, já escrevi aqui no blog sobre esta partida. Foi quando o Julião Sobota entrou dentro do campo, em pleno Pinga Mijo, e soltou no gramado um porquinho pintado de verde e branco. O Tremendão quase veio abaixo. Como contou o próprio Julião, em entrevista à Gazeta do Povo:
“Meu Atletiba inesquecível é o do dia 1.º/5/1990, que perdemos por 3 a 0. Como eu era responsável por soltar os foguetes, fui ao vestiário e um dirigente perguntou se eu tinha coragem de soltar no campo um porco que ele tinha levado. Nunca vi a torcida do Atlético tão feliz e a do Coritiba com tanta raiva".

Ano passado, quando comentei aqui no blog sobre o episódio, lamentei que não havia nenhuma imagem sobre o feito.
Pois não é que a galera se encarregou de encontrar uma foto da ocasião? Taí embaixo, e foi enviada ao blog pelo Paulo Perussolo e pelo Caio Derosso:
Uma imagem para a história: Julião atravessa o gramado
do Couto Pereira e mostra aos coxas o leitãozinho alviverde.

Quinta-feira, no Palestra Itália

Teaser de Eduardo Caballero convoca os membros da Embaixada SP para a partida de quinta.
Palmeiras x Atlético, primeira partida das oitavas-de-final da Copa do Brasil. Ao vivo pela SporTV e ESPN, a partir das 19h30.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Deu a lógica

Como nos velhos tempos: Atletiba decidirá o campeonato estadual.
Os coxas passaram por cima do Operário, como fizeram com todos os adversários enfrentados até agora neste segundo turno. O Atlético, da mesma forma, fez sua parte e venceu todas nesta fase. Vale, portanto, o peso do supermando: o Atletiba de domingo decidirá o campeonato e ao Rubro-Negro só a vitória interessa.
O que, de certa forma, é até bom. Ultimamente, jogar com os coxas precisando de um mero empate tem significado retrancas e frustrações.
Desta vez, será diferente. Mas não menos difícil.
O Atlético terá que sair para o jogo. E não poderá se descuidar nem um só minuto com os contra-ataques dos nanicos verdes. Que já deram um tremendo sufoco no primeiro clássico do ano, na Baixada - empate em 1 a 1.
Pesa também contra o Rubro-Negro o fato de ter de encarar uma semana desgastante. Na quinta-feira, vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras, em jogo de ida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Os coxas não precisarão se deslocar. Nem jogar contra ninguém: já estão eliminados.
Já ouvi alguns coxas falando em levantar a taça no domingo (uma vitória dá a eles o título antecipado).
Parece que se esquecem que o Furacão cresce nas horas difíceis.
Mas o fato é que, novamente, um Atletiba decidirá o Paranaense.
É o único momento que se salva deste paupérrimo campeonato estadual.

domingo, 11 de abril de 2010

Palco da Copa

A Baixada já palco da Copa. Pelo menos no comercial do Itaú, que escolheu a Arena do Atlético Paranaense como locação poara representar o Mundial de futebol. Confira:

Que venha o coxa

Foi tudo como estava no script: o Atlético venceu o Paranavaí em casa, mesmo jogando sem cinco titulares, e levou a decisão do Campeonato Paranaense para o Atletiba do próximo domingo.
Seja qual for o resultado do jogo dos coxas amanhã, a grande decisão do estadual acontecerá na próxima rodada.
Se os coxas perderem ou empatarem contra o Operário, o Atlético terá a vantagem do empate no clássico. Caso os coxas vençam o Fantasma amanhã, o que é mais provável, o Furacão terá de vencê-los para chegar à liderança, restando então apenas uma rodada para o final do torneio.
Mas, antes disso, outra decisão. Na quinta-feira o Rubro-Negro encara a primeira partida contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, no Palestra Itália.
Troféu
ZIQUITA
Para o trio de zaga: Rhodolfo, Bruno Costa e Vanegas. Pepe Toledo também batalhou bastante e marcou o gol da vitória.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Patrick e Jean.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Um novo time neste sábado

Da Furacao.com:
O Furacão que entra em campo neste sábado para enfrentar o Paranavaí será bastante diferente do que venceu o Operário na última quarta-feira. O técnico Leandro Niehues promove mudanças na defesa, no meio-campo e no ataque. Ao todo, ele deve fazer seis alterações.

O goleiro Neto, único jogador do Rubro-Negro que disputou todos os jogos do ano, está confirmado.

Na defesa, Manoel, que tem dois cartões amarelos e poderia desfalcar o Furacão no clássico Atletiba, sequer foi relacionado. Pelo mesmo motivo, o volante Chico deve ser poupado. Assim, formarão o trio de zaga com Rhodolfo o jovem Bruno Costa e o colombiano Vanegas.

Pelo lado direito, permanece Raul. Pelo esquerdo, o suspenso Márcio Azevedo dá lugar a Jean, que pela primeira vez começa uma partida como titular desde o retorno ao Furacão, no fim de fevereiro.

No meio, o volante Valencia, também pendurado, deve ser poupado. Quem entra na vaga do colombiano é o meia Netinho. O volante Alan Bahia e o meia Paulo Baier permanecem no time. No ataque, mais mudanças. O artilheiro Bruno Mineiro, com dores no tornozelo esquerdo, dá lugar a Javier Toledo, que volta de suspensão. Ele formará a dupla de ataque com Patrick, que entra no lugar de Tartá.

Portanto, o time do Furacão para enfrentar o ACP tem, no esquema 3-5-2: Neto; Vanegas, Rhodolfo e Bruno Costa; Raul, Alan Bahia, Netinho, Paulo Baier e Jean; Javier Toledo e Patrick.

"Os atletas que entrarão vão jogar nas suas posições. Não haverá nenhuma improvisação. Então se o jogador está no grupo do Atlético é porque tem qualidade. Será um jogo decisivo e confiamos nesses atletas para a partida contra o Paranavaí", afirmou Niehues ao site oficial.
O jogo, válido pela 5ª rodada da segunda fase do campeonato estadual, está marcado para sábado, às 16h, na Arena da Baixada.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A verdadeira assombração

O Furacão tomou um susto do fantasma, mas conseguiu vencer de virada, manteve os 100% de aproveitamento no returno e segue firme na luta pelo bicampeonato estadual. A vitória, aliás, botou o rubro-negro na liderança - pelo menos até esta quinta, quando os coxas recebem o Iraty.
O destaque da noite foi o volante Alan Bahia, o Negrinho do Pastoreio rubro-negro, atleta que mais vezes vestiu a jaqueta atleticana, que marcou dois gols, ambos de pênalti. ALiás, é o melhor batedor de penalidades do país na atualidade.
E o gol da vitória veio com Patrick, que andava meio sumido, meio esnobado pelos treinadores e mesmo pela torcida, e que só entrou em campo devido à contusão de Bruno Mineiro, caçado em campo pelos fantasmagóricos e carniceiros adversários. Mas entrou, fez um belo gol e mostrou que pode ser bastante útil ainda ao Furacão.
Cumprida a tarefa de casa, os rubro-negros sintam-se à vontade para secar os coxas nesta quinta. Afinal, o Iraty sim é uma verdadeira assombração para os nossos colegas da segundona. Ano passado, por exemplo, o Azulão tirou a taça das mãos dos verdes ao vencer por 1 a 0, em pleno Interditadão. Sem falar no episódio da mala preta, quando os diretores coxas tentaram subornar o goleiro do Iraty e foram pegos com a boca na botija.
Troféu
ZIQUITA
Pro Alan Bahêa e pros 8 mil atleticanos que encararam esse frio da porra para ir à Baixada!

Troféu
TIÃO MACALÉ
Vai pra João Renato, o zagueiro do Operário que deixou as marcas das travas de sua chuteira no tornozelo de Bruno Mineiro, e pro árbitro Antônio Valdir dos Santos, que só deu cartão amarelo para o agressor, além de deixar de marcar dois pênaltis para o Furacão.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bruno vai pro jogo

Da Furacao.com:
O atacante Bruno Mineiro foi liberado pelo Departamento Médico atleticano e deve ser titular na partida contra o Operário. O jogo, válido pela 4ª rodada da 2ª fase do Paranaense, acontece às 21h45 desta quarta-feira, na Arena.

O jogador, que levou uma pancada no tornozelo esquerdo diante do Paraná Clube, no último domingo, não treinou durante a semana. Segundo o site oficial do Atlético, Bruno fez tratamento intensivo no CECAP e está a disposição do técnico Leandro Niehues.

O treinador, que não conta com o argentino Javier Toledo, suspenso, tem duas opções para formar a dupla de ataque. A mais provável é que ele escale o meia-atacante Tartá para atuar ao lado de Bruno Mineiro. A outra seria colocar Patrick, que não joga há exatamente um mês, para atuar ao lado do artilheiro rubro-negro.

Com isso, o provável time do Furacão que entra em campo na noite desta quarta tem Neto; Manoel, Rhodolfo e Chico; Raul, Valencia, Alan Bahia, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Tartá (Patrick) e Bruno Mineiro.

Lei não, falácia

Da Gazeta do Povo:

A lei municipal, que determina a identificação de torcedor para ter acesso aos estádios de futebol de Curitiba, não será aplicada na prática de imediato. Os clubes tiveram 90 dias de adaptação antes da aplicação do texto sancionado no dia 5 de janeiro pelo prefeito Beto Richa. A razão para o atraso é a indefinição de quem serão os responsáveis pela fiscalização do sistema de segurança exigido pela lei.

“Agora, dia 5 de abril, venceu o prazo de 90 dias de adaptação à lei. Por isso,vamos nos reunir com a secretaria de governo para saber como e quem vai fiscalizar”, garante o vereador Tico Kuzma (PSB), autor da lei ao lado de Roberto Aciolli (PV) e Juliano Borghetti (PP).

Em vigência desde 5 de abril, o cadastro do torcedor(com foto e RG) deveria ser colhido no ato da compra do ingresso e valeria para estádios com capacidade superior a 15 mil lugares de Curitiba.

Além disso, os clubes estariam obrigados a colocar câmeras em todos os acessos do estádio. As imagens ficariam arquivadas por 30 dias, conforme prevê a lei municipal.

A ideia é inspirada em um sistema similar implantado pelo Internacional no Beira-Rio. Em 2007, quando instalou os equipamentos, o clube gaúcho desembolsou R$ 150 mil.

São determinações que Coritiba e Paraná alegam não terem condições de cumprir. “Não há como fazer como está na lei. O Coritiba identifica torcedores dentro dos conceitos que ele tem hoje. Quem fez a lei não entende nada de futebol”, reclama o vice-presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade.

O Tricolor segue a mesma linha do rival. Para o advogado do clube Alessandro Kishino, não há detalhes de equipamentos a serem usados e a condição financeira impede investimento para adaptação à lei. “Tem de saber quais as exigências. Porque temos que saber como funciona a questão técnica. Qual o tipo de câmera que eu posso usar? Tem algum requisito mínimo de equipamento? Quais os locais? Eu que escolho? Falta a parte mais técnica dessa operação. Preciso de um decreto que regulamente essa lei, falta a regulamentação da lei. Optamos por não fazer nada porque faltam essas informações. Não podemos gastar dinheiro, que não temos, pois não sabemos se está adequado à lei”, explica.

Já no Atlético, a situação é mais tranquila. Segundo a assessoria de imprensa do Rubro-Negro, por conta própria, o clube já investiu no sistema de identificação de torcedores. Hoje, esse sistema já cobre 95% das pessoas que têm acesso à Arena. Porém, o clube também reclama e diz não ter detalhes de como pôr em prática a lei de identificação.

Autor admite prazo maior para aplicação de multas

O descumprimento da lei renderá advertência por escrito ao clube. Em caso de reincidência, a associação estará sujeita à multa (R$ 5 mil e de R$ 10 mil). Na hipótese de desobediência à lei, mesmo após a aplicação das penalidades, será cassado o alvará de localização e funcionamento do estádio de futebol.
Funcionários dos clubes, próprios ou terceirizados, com desempenho de alguma atividade no local da partida, também devem ser identificados e portar documento que permita a visualização de seu nome, função e foto.

O vereador Tico Kuzma garante que as advertências e multas serão aplicadas, mas admite esticar o prazo de adaptação. “A gente vai pedir para que os clubes já sejam notificados, que apresentem detalhes desse processo ou como que está o andamento disso daí. De acordo com a resposta, pode ser dado um prazo. Se o clube, por exemplo, apresenta um papel da Torcida Legal dizendo que projeto será implantado dentro de 60 dias, não há motivo para você multar.

Existe a promessa de que o programa “Torcida Legal”, do Governo Federal, citado por Kuzma, invista de R$ 1 a 3 milhões em controle de acessos e monitoramento de imagens em 40 estádios brasileiros. Os clubes de Curitiba seriam os primeiros atendidos pelo projeto por causa dos incidentes de 6 de dezembro do ano passado no Couto Pereira. No entanto, não há previsão de quando o projeto será posto em prática.