quarta-feira, 31 de março de 2010

O mesmo time

Da Furacao.com:
Para o segundo jogo da segunda fase da Copa do Brasil 2010, o técnico Leandro Niehues pretende repetir a formação atleticana que iniciou o jogo contra o Cascavel, no último sábado, no Campeonato Paranaense.
O treinador se disse satisfeito com o desempenho da equipe e que a manutenção da formação é uma maneira a mais de dar maior ritmo de jogo entre os atletas. “Você tem que ter sempre uma equipe motivada. E se a equipe é repetida é porque algo de bom está acontecendo. Já conhecemos o adversário e esse nosso time encaixa bem para este desafio. Então é legal repetir a equipe e com isso a sincronia vai aumentando”, afirmou o treinador.
Dessa forma, o Atlético deve entrar em campo na quinta-feira com a seguinte formação: Neto; Raul, Manoel, Rhodolfo, Chico e Márcio Azevedo; Valencia, Netinho e Paulo Baier; Bruno Mineiro e Javier Toledo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Palavras de um mestre

Texto de Armando Nogueira para o Jornal do Brasil, publicado em 26 de dezembro de 2001, e reproduzido hoje pelo site oficial do CAP:
Espelho pra seleção

Futebol assim lava a alma. Duas equipes empolgantes. Duas torcidas solidárias e, sobretudo, civilizadas. Ninguém morreu, ninguém matou. O jogo final até que ficou devendo em beleza técnica. Cumpriu-se a intenção do Atlético Paranaense. O time não quis correr maiores riscos. Como sabia que seria atacada inapelavelmente, tirou partido de uma arma que sempre manejou muito bem, que é o contra-ataque.

O desfecho da partida já era esperado. O placar de 4 a 2, da Arena, como que selara a sorte do título. Os jogadores do São Cateano confessavam, à saída do vestiário: nós perdemos o campeonato em Curitiba. Palavras do lateral Mancini. Verdade pura. A charada da partida era facilmente decifrável. O Atlético Paranaense, pra sair campeão, não precisava nem de um gol e, no entanto, tinha, em campo, uma dupla de artilheiros dos mais temíveis da temporada: Kleber e Alex Mineiro. A qualquer momento, um deles daria o ar de sua graça. Já o São Caetano, que necessitava ao menos de dois gols, não dispunha sequer de um goleador. Afinal, Magrão não é do ramo. Ele é apenas um discreto cabeceador, extremamente limitado com a bola nos pés. Deu no que tinha que dar: Alex Mineiro, um a zero, crismaria o campeão.

Pela trajetória ascendente, fenomenal da equipe. Pelo esplendor da torcida, ruidosa e pacífica, retocada de rostos bonitos e saudáveis ("Ah, como as mulheres são lindas/ Inútil pensar que é do vestido", como diz Bandeira). Pela alma vertiginosa da camisa atleticana. Pela cara fechada do implacável Alessandro. Pelo elã de Adriano. Pela tormenta que desaba no campo, ora, com Kleber, ora, com Alex.

Enfim, pela dimensão festiva que os dois finalistas devolveram ao futebol, só me cabe pedir, de Natal, que a seleção dispute o mundial 2002, com uma equipe exatamente assim. Nada menos, nada mais que assim. Do princípio ao fim.

•••

Saudades de 2001. E do Armando Nogueira.

Como se estivesse lá

O esquadrão de 1970, antes de uma partida na Baixada: Djalma Santos, Wanderlei, Zico, Alfredo, Júlio e Reinaldo; agachados: Gildo, Sicupira, Nelsinho, Toninho, Liminha e César (massagista). Em aberto fica o nome do maior mascotinho da história do futebol, ali à direita.
Adoro raridades futebolísticas, principalmente as que envolvem o Atlético.
Este áudio eu me lembro de ter ouvido em algum programa esportivo quando era piá. Um compacto da partida entre Atlético x Seleto, em Paranaguá, em 1970, quando o Furacão sagrou-se campeão após 12 anos na fila, produzido na época pela Rádio Clube B2.
No último sábado, um dia após o aniversário de 86 anos do clube, eis que sou surpreendido ao ouvi-lo novamente, desta vez reproduzido pela rádio Banda B. E nova surpresa neste domingo, quando soube que a Mylla, do Círculo de História Atleticana, botou o arquivo à disposição de toda a Nação Atleticana.
"Um dia na história de um sonho. 13 de setembro de 1970, após 12 anos de sofrimento de uma torcida. Cidade de Paranaguá. Local destinado para o Clube Atlético Paranaense conquistar o título de Campeão Paranaense de Futebol. Estádio Orlando Mattos superlotado. Intensa emoção dominando as torcidas do Seleto e do Atlético."

Assim começa o compacto da jornada daquela tarde festiva. O narrador era Ayrton Cordeiro, ainda jovem. E que, pasmem, era um bom narrador. A cada grito de gol, o bordão: "Sucesso Rubro-Negro em Paranaguá!". No final da fita, aparece também o então repórter Carneiro Neto.
Sucupira foi o artilheiro de 1970, com 20 gols.
Mas quem rouba a cena, mesmo, é o locutor do compacto. Um desconhecido, de voz grave, pausada e elegante. Que anunciava, desta forma, o quarto gol do Furacão: "Morria a tarde, e o sonho vivia. Vamos confirmar: Toninho. O Furacão renascido no crepúsculo da batalha. A festa estava chegando. A vitória final, com mais um gol!"
Gol após gol, até este último de Toninho, aos 41 do segundo tempo, quando a torcida sofrida e angustiada, após 12 anos sem ver o Atlético conquistar um título sequer, rompe os portões do alambrado e invade o gramado euforicamente, ouvindo este áudio você sente como se estivesse lá em Paranaguá, naquela tarde, naquele estádio. E se emociona.
Até que o misterioso locutor chama para a parte final do compacto: "A emoção, as lágrimas, o supremo delírio. Clube Atlético Paranaense, campeão do estado! Bandeiras. Foguetes. (...) Atlético, a caminho do torneio Roberto Gomes Pedrosa. É dia de festa."
Ao apito final do árbitro, quando a torcida rubro-negra já cantava o tradicional "É campeão", a voz embargada e emocionada do presidente Passerino Moura toma conta do microfone. Djalma Santos dribla os repórteres e os torcedores e corre para o vestiário. Não quis dar sua camisa. Preferiu guardar a relíquia, último uniforme com o qual foi campeão em sua vitoriosa carreira. Zico, o zagueiro, é erguido nos braços da massa.
Meu amigo, se você acha que não tem mais motivos para se emocionar com o futebol, ouça este compacto.
E se emocione.
Doze anos na fila, o Atlético levantava a taça. O que só veio a acontecer novamente 12 anos depois, em 1982.
Mas isso já é uma outra história...
  • Para baixar o áudio com o compacto do título de 70, clique aqui.
  • Para saber mais sobre o título de 70, clique aqui, aqui e aqui.

domingo, 28 de março de 2010

Maestro, rei, mestre... e presidente

Leio na Furacao.com que o Paulo Baier não quer sair mais do Furacão. Em entrevista à CNT, o jogador - também chamado pelos atleticanos como maestro, rei, mestre - revelou que pretende jogar por mais três anos e encerrar a carreira por aqui, em solo sagrado da Baixada. Como já o fez Djalma Santos, em 1970.
E o Mestre Baier mostrou também que enxerga além de muitos cartolas por aí. Na entrevista, afirmou com todas as letras que o Atlético precisa de reforços para encarar o Brasileirão. E pediu pelo menos mais quatro jogadores de qualidade para compor o elenco.
Taí.
Grande Baier.
Além de jogar muito, sabe tudo de futebol.
Se continuar assim, permanece no time por mais três anos e, depois, não se aposenta: vira presidente.

Contrato com a Spaipa será assinado nesta segunda

Da Furacao.com:
Fabricante e distribuidor da Coca-Cola no estado do Paraná e interior de São Paulo, a Spaipa Indústria Brasileira de bebidas é o novo parceiro do Atlético Paranaense. O anúncio será feito oficialmente na manhã desta segunda-feira, em Curitiba, com a presença de representantes da Coca-Cola do Brasil e da Spaipa. O acordo prevê venda exclusiva de produtos na Arena e publicidade no CT do Caju, mas não engloba patrocínio nas camisas do clube. Além do Atlético, a Spaipa também irá anunciar uma parceria com o Coritiba na mesma data.
Os contratos com a dupla Atletiba devem ser semelhantes e terão a duração de cinco anos. Com isso, a Spaipa terá a exclusividade na venda de bebidas em todo o complexo Arena da Baixada, além de ter a marca exposta no CT do Caju e a possibilidade de realizar campanhas de marketing nos jogos do Furacão. A parceria não deve contemplar a exibição da marca Coca-Cola na camisa do clube – o que já ocorreu no final da década de 80, início dos anos 90. A Coca-Cola também será a fornecedora oficial de energéticos para o clube.
Apoio ao esporte

Além do futebol, a Coca-Cola está incentivando outras ações esportivas no Paraná. Recentemente, a Spaipa anunciou patrocínio para a equipe feminina de handebol Unipar-Cianorte. Com o patrocínio, a equipe passa a ser denominada Coca-Cola Handebol Cianorte. A marca Coca-Cola estará estampada nos novos uniformes, em placas no Ginásio de Esportes Tancredo Neves e em todos os locais de treinos e de competições da equipe feminina.

sábado, 27 de março de 2010

Segundo passo

Desta vez o Pepe foi legal, desencantou e abriu o placar na Baixada...
... enquanto Rhodolfo voltou a marcar e comemorar com o rodopio.
Faltavam sete jogos na caminhada rumo ao bi. Agora, restam cinco. O segundo passo foi dado nesta tarde de sábado, na Baixada, contra o Cascavel: o Furacão fez sua melhor partida até agora no campeonato e goleou, desta vez não por 4, como nos dois últimos jogos, mas por 5 a 0. E cabia mais.
Finalmente o argentino Pepe Toledo desencantou e balançou as redes, além de ter participado das jogadas de outros 3 gols. Raul e Rhodolfo também fizeram um cada. E o Bruno Mineiro? Bem, o Bruno guardou mais dois, isolando-se ainda mais na artilharia do estadual. Ele é foda, meus amigos. Uma ótima contratação.
O time esteve tão bem hoje que, imagino, até o Serna, se tivesse entrado, teria sido impregnado por uma síncope de bom futebol.
O maestro comandou geral, de novo. E ficou elegante em novo traje.
Sem contar que estrear camisa nova com vitória traz sorte, dizem os supersticiosos. E que ela nos acompanhe até o final.
Agora, pausa no estadual e voltemo-nos para a Copa do Brasil. Quinta-feira, na Baixada, tem o jogo de volta contra o Sampaio Correia. Nos vemos lá!
Troféu
ZIQUITA

Bruno Mineiro, o artilheiro.
Troféu
TIÃO MACALÉ

Pros cornetas que criticaram a nova camisa, que é um tesão!

Pra manter o embalo

Da Furacao.com:
Em busca de mais uma vitória no octogonal final do Campeonato Paranaense, o Rubro-Negro enfrenta o Cascavel hoje, às 16h, na Arena da Baixada, para manter o embalo na segunda fase do torneio estadual. O Furacão estreou com vitória na última quarta-feira, quando goleou o Corinthians-PR, e espera repetir a boa atuação de olho no Coritiba, líder com cinco pontos.

Para esta partida, o técnico Leandro Niehues poderá contar com o retorno do meia Netinho, que volta ao time após cumprir suspensão. Já o volante Alan Bahia segue como opção para o banco de reservas. O único desfalque do treinador será o lateral-esquerda Jean, que foi expulso na goleada sobre o Corinthians-PR e fica de fora do duelo deste sábado.

Caso vença o Cascavel, o aniversariante da semana pode igualar a melhor sequência de resultados positivos na temporada. Segundo informações do Jornal do Estado, sob o comando do então treinador Antonio Lopes, o Furacão a equipe conseguiu três vitórias na 5ª, 6ª e 7ª rodadas da primeira fase – (2 a 0 no Corinthians-PR, 4 a 1 no Cianorte e 1 a 0 no Paraná). Nos últimos dois jogos, os atleticanos derrotaram o Paranavaí (por 4 a 0) e o Corinthians-PR (por 4 a 1).

Porém, todo cuidado é pouco, já que o Cascavel ainda não perdeu para times da capital em 2010 e inclusive empatou com o Atlético na primeira fase, em jogo realizado sem gols no interior. "Esse jogo do Cascavel será muito difícil. Na primeira fase já tivemos dificuldades. Então o Leandro está passando bastante coisa da equipe deles para fazermos um bom jogo amanhã", disse Netinho ao site oficial.

Para o duelo com o Rubro-Negro, o técnico Eloi Kruger terá a volta do meia-atacante Irineu, vice-artilheiro da competição, com sete gols. O provável time que enfrenta o Atlético deverá ser composto por: Veloso; Rafael, Tininho, Rodrigo e Gílson; Sidiclei, Kim, Uéverson e Irineu; Rincón e Mineiro.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Atlético, 86 anos

Por Mauro Betting:
Gostaria de falar com meus netos quando tiver 86 anos. Não sei se os terei (os 86 anos, porque os netos tenho certeza, com os dois filhos maravilhosos que tenho). Mas sei que alguma coisa boa terei feito. Além deles, claro.

Coisas boas, você sabe. Um legado. Uma história. Afinal, em 86 anos, a gente pode errar muito. Pode bobear na cara do gol. Pode perder gols feitos. Pode frangar. Falhar. Perder títulos ganhos, como em 2004. Fazer lindo por todo o Brasil, como em 2001. Ou mesmo em 1983, quando só um time espetacular – não por acaso rubro-negro – acabou com a festa.

Acabou, vírgula. Pode ter encerrado um sonho, não enterrado. Não se mata paixão. Naquela terra paranaense, em todo o Brasil que foi Atlético, o Furacão honra o nome. Aliás, o único que se tem notícia que é boa nova. Os furacões como fenômenos meteorológicos têm nomes. Aquele de 1949 também tinha seus nomes e fenômenos: Laio, Délcio, Valdomiro, Waldir, Wilson, Sanguinetti, Viana, Rui, Neno, Jackson, Cireno, Caju, Nilo, Peres, Joaquim, Cordeiro, Guará, Villanueva, Toco. Todos fizeram um pouco nessa história de muitas graças em 86 anos de vida.

Grandes nomes como Caju. O do CT que mostra a bela estrutura atual, moderna como a arena exemplar. Campeões do mundo como Kleberson. Mitos como Sicupira. Tantos em 86 anos. Mas, talvez, o mais atleticano, sem ser o maior craque, ou o mais amado, seja Ziquita, olhando aqui de fora. Um centroavante de boas e más partidas. Típico camisa nove. Um dos que se arrastavam em campo em novembro de 1978, quando, no velho Joaquim Américo, o Atlético perdia para o Colorado por 4 a 0.

Aos 30 minutos do segundo tempo, ele fez um. O de honra. E que honra! E que hora! Aos 34, diminuiu. Aos 36, encostou. Aos 43 empatou. E só não virou aos 46, fazendo o terceiro gol de cabeça, que ela explodiu no travessão. Quatro gols em 15 minutos. A proeza de Ziquita. Ou apenas mais uma história de uma das mais apaixonadas torcidas do Brasil. Daquelas que fazem de um Ziquita um mito.

Daquelas que só podem não ganhar um campeonato brasileiro quando perdem para um Zico, em 1983, ou para uma zica danada, em 2004.

O Atlético é daqueles grandes brasileiros que só não são maiores porque, por vezes, a bola não dá pelota para quem não é de Rio e São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Mas quando se tenta comparar a incomparável e imensurável paixão, o Furacão é capaz de varrer muitas grandes torcidas só no grito.

Quem já viu (e ouviu, e sentiu) jogo na Arena sabe o que é isso.

Parabéns, Atlético. Você é jovem entre os grandes brasileiros. Continue com o mesmo espírito que um torço ter em 2052.

Por amor

Por Zé Beto:
Sentado no piso frio da arquibancada, o estádio vazio numa tarde sem data, ele me olhou com a serenidade dos sábios e explicou numa frase o seu amor. “Ajudei a carregar tijolos, cimento e areia e trabalhei pesado para construir esta parte aqui”, disse. Olhei então para suas mãos, enormes, pele já enrugada pelo tempo, e me senti feliz por fazer parte. Estava diante do maior ídolo da história do Clube Atlético Paranaense, e fiquei imaginando quantas defesas elas tinham feito ao longo de uma história que se mistura com a do time como o ar que entra nos nossos pulmões.
Naquele dia, na última conversa longa que tivemos, ele ainda longe da doença que lhe afetaria a memória, Alfredo Gottardi, o Caju, Majestade do Arco, não citou um jogo, um lance, um feito, nada. Revelou aquele gesto, como uma declaração a ser feita para tirar o clube de mais um dos vários momentos de crise. Como não guarda para sempre isso, mesmo porque sabia que ele, o irmão Alberto, também goleiro jamais vestiram outra camisa, mostrando que ela fazia – e faz parte da vida como uma outra pele fundamental para a sobrevivência. Alfredo Gottardi Jr., filho de Caju, quase o mata do coração ao vestir a camisa do adversário depois de também ser ídolo rubro-negro como zagueiro. Por castigo dos deuses, ficou mais no banco do que qualquer coisa lá do outro lado. Amor não tem explicação. Amor é. E por um time, ele pode ser este, como o de Caju e sua família, que nasceu com o próprio clube, em 1924, ou a de um forasteiro que aqui desembarcou pela primeira vez em 1977 arrastado pela profissão e teve como primeira missão ir àquela sagrada Baixada para colocar nas páginas de uma revista de nome Placar as diabruras de um ponta chamado Katinha.

Santista de origem paulistana e nordestina, pai abduzido pelo time de Pelé e Coutinho, demorei três anos para saber o que já sabia – pois atleticano era desde o primeiro dia em terras paranaenses – e mais de três décadas se passaram, tempo suficiente para colocar no mundo três herdeiros atleticanos e paranaenses, nessa ordem. Se revelação rubro-negra não explodira lá do fundo da alma, ela existia, pois havia a certeza de que jamais torceria para “o outro”.

O destino cumpria sua missão sagrada de fazer mais um repórter da sucursal da revista ser atleticano. E isso sem aquele ranço dos idiotas de plantão que confundem tudo e acham que um jornalista esportivo não pode ser torcedor. Antes, Carlos Maranhão, Helio Teixeira e Milton Ivan Heller, integravam esta pequena, mas privilegiada torcida que, pelo destino profissional, podia viver de dentro e relatar os dramas e alegrias proporcionados pelo que acontece por causa dela, a bola. Ao meu lado, nos 12 anos de sucursal, tive dois craques da fotografia e, claro, atleticanos: José Eugenio e Sérgio Sade.

O que poderia querer mais? Conhecer e conversar com quem não vi jogar, como Tocafundo, Cireno, Zinder Lins, um dos autores do hino que é a mais perfeita tradução da paixão, Sicupira, Nilson Borges… Ver nascer e desfilar pelos estádios o timaço de 1982/83 e ouvir da boca de Zico, depois da famosa partida em que o Atlético de Capitão, Washington e Assis massacrou o Flamengo fazendo 2 a 0 no primeiro tempo da semifinal do Campeonato Brasileiro, e ouvir o Galinho, craque maior de um time excepcional, revelar que tinham recuado no segundo tempo porque “vimos aquele car…. enorme vindo no nosso rabo e a gente tendo de espantar de qualquer jeito; assim mesmo, gritando sai, sai, sai”, mostrou, abanando com a mão direita algo poderoso querendo ferrar o Mengão.

E o que dizer do privilégio de estar naquele terreno sagrado do estádio Joaquim Américo e, lá de dentro, encostado no alambrado ao lado do antigo ginásio de esportes, receber a carga de emoção indescritível de ver baixar o Sobrenatural de Almeida no centroavante Ziquita para ele fazer os 4 gols e empatar nos últimos 13, 14, 15 minutos, não importa, aquele jogo que virou lenda, diante do Colorado?

A paixão por este time é tão exacerbada, no melhor sentido da palavra, que há pouco mais de um mês, fez o coração pulsar feliz ao ouvir uma história de um jogador que foi campeão brasileiro pelo outro time, mas que antes tinha vestido com orgulho a nossa, como goleiro. Disse Rafael Camarota, que revezou com outro excepcional goleiro, Roberto Costa, a posição de titular do timaço de 82: “Uma das minhas maiores frustrações foi nunca ter jogado um Atletiba dentro da velha Baixada”.

Tenho, sim, uma pedrinha guardada daquele templo demolido para a construção do novo estádio Joaquim Américo. Ganhei da jornalista Sonia Nassar, outra tradução perfeita do amor rubro-negro. A ela e ao Caju, aliás, dediquei uma revista especial que produzi para homenagear a conquista do título de Campeão Brasileiro de 2001 quando, por obra e graça do destino, a Placar voltou ser semanal (parou em 1990, depois de 20 anos de edições contínuas) e eu retornei ao posto como colaborador.

Sonia e Caju não puderam ver ao vivo a maior conquista, mas, estavam lá, mãos dadas, ajudando do Céu, na maravilhosa performance que soterrou a lacuna existente desde que o outro conquistou o título, 16 anos antes.

Eu comemoro meu time todos os dias. Sempre digo que sou atleticano até depois da morte, porque assim era antes de nascer – e sem saber. Para os que torcem o nariz ao futebol, aqueles idiotas da objetividade, os que falam em ópio do povo porque não sabem que a bola, como a Terra, é redonda, informo que a verdadeira nação, a irmandade, a fraternidade, não é essa onde se vê canalhas, ladrões e pulhas engravatados massacrando o povo depois de pedir votos com o olhar rútilo e a baba escorrendo pela possibilidade de enfiar no bolso o dinheiro fácil do suor da ninguenzada.

A verdadeira nação é a composta dos torcedores e dos jogadores que construíram ao longo dos anos, desde aquela fusão do América e do Internacional, em 1924, uma história de lealdade eterna, onde o que flui, porque é assim mesmo, o amor na sua mais sublime forma. Desde que, por motivos profissionais, deixei a editoria de esportes para jogar em outras áreas do jornalismo, me tornei o torcedor clássico, com cadeira cativa, comprada, de vestir a camisa, mesmo que tenha sempre detonado a idéia imbecil de se trocar as tradicionais listras horizontais, a da primeira camisa, pelas verticais, neste surto de marketing de cartolas que não respeitam a história. Sofro com os times medíocres dos últimos dois anos. Também aplaudo quando o juiz dá cartão amarelo para o adversário, prova de que o prazer de ver a bola rolar redonda não aparece. Mas sempre estou lá, dando força, no meio de meus irmãos, todos nós anônimos, esperando a hora em que vai acontecer o que merecemos, o que o time merece.

Tenho uma camisa do Furacão de 1949. Comprei assim que soube da existência. Ostento-a com o orgulho de quem sabe que ela resume tudo. Às vezes, nas cadeiras do novo estádio, olho para o canto do estádio onde naquela tarde de um dia da vida estive com Caju. Olho em volta, vejo principalmente as crianças que um dia saberão dele e dos outros, e sei que suas mãos não construíram apenas aquele canto do antigo Joaquim Américo.

Isso é Atlético

No topo da Araucária, tremula a bandeira rubro-negra (clique para ampliar).
Foto de Sérgio Sade enviada ao blog pelo Peçanha, nosso fiel colaborador e conselheiro.

Novo uniforme estreia no sábado

Paulo Baier e Netinho apresentaram os novos uniformes. (Foto: Giuliano Gomes/Furacao.com)
Estão aí os novos uniformes nº 1 e nº 2 do Furacão, apresentados há pouco em evento no salão nobre do 4º andar da Arena da Baixada. A tradicional camisa rubro-negra resgata a tradição dos primeiros modelos com listras verticais, agora mais largas do que as recentes. Já a camisa reserva, que tradicionalmente é predominantemente branca, ganha detalhes em prata.
A estreia do novo uniforme será neste sábado, na Baixada, na partida contra o Cascavel.
E as camisas já estão à venda na Arena Store, a partir desta sexta-feira, por R$ 179,00 cada modelo – linha de jogo.

A nova camisa de jogo custa R$ 179,00. (Foto: Umbro)
A parceria entre Atlético e a fornecedora de material esportivo Umbro, iniciada em 1997, é hoje a segunda mais longa entre todos os 20 times da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Feliz Dia do Atlético!

Hoje não é apenas o aniversário do clube mais amado do Paraná. É também, oficialmente, o Dia Estadual do Clube Atlético Paranaense (clique na imagem para ampliar).
Comemore, torcedor. Vista a camisa rubro-negra. Pendure sua bandeira na janela. Afinal, você é um privilegiado.
Parabéns a todos os atleticanos!

Oh Furacão de tantas glórias! Paixão sem fim!

Camisas da história


Exposição anexa à peça A história da cana, que está sendo apresentada hoje na Baixada - como parte do Festival de Curitiba - traz camisas históricas do Furacão. Após o espetáculo, serão apresentados os novos uniformes oficiais do CAP. Os eventos fazem parte das comemorações de 86 anos do clube.

Legal

Boas iniciativas devem ser exaltadas. Como essa, divulgada pelo site oficial do CAP:
O Clube Atlético Paranaense aproveita as ações comemorativas de seus 86 anos para lançar mais uma novidade, a campanha ‘Jogo do CAP é de bicicleta'. Esta campanha é resultado de uma parceria do CAP com o Programa Ciclovida da UFPR e vai ser iniciada neste sábado com o incentivo aos torcedores para virem de bicicleta à Arena, para acompanhar a partida contra o Cascavel. Além de ser servida pela ciclovia que passa pela rua Getúlio Vargas, a Arena do CAP possui um estacionamento, os chamados paraciclos, com capacidade para 33 bicicletas. A intenção do Clube é fomentar a utilização das bicicletas nos dias de jogos como forma de aumentar o leque de meios de locomoção disponível ao torcedor e incentivar práticas sustentáveis de vida.

Presentão

O Atlético Paranaense, clube mais querido do Paraná, completa amanhã 86 anos de vida. Já nos presenteou muito. Com títulos, vitórias, ídolos. Já sofremos muito com ele também. Estivemos no fundo do poço, e de lá saímos, sempre juntos. Agora, é a vez dele pedir um presentinho de aniversário. Bastante modesto, mas muito importante: que cada atleticano aposte ao menos um bilhete da Timemania neste 26 de março, objetivando se tornar o clube de maior votação do dia em todo o país.
O desafio é grande. A Caixa Econômica Federal divulga apenas a apuração semanal. A maior votação semanal recebida pelo Rubro-Negro foi no concurso nº 69, sorteado em 20 de junho de 2009, quando o atual campeão paranaense recebeu 20.069 votos como “time do coração”. No concurso sorteado no último sábado, o de nº 107, o Furacão recebeu 8.211 escolhas.
Confira a nota oficial:
O Clube Atlético Paranaense lança um desafio para os torcedores atleticanos. Para comemorar o aniversário do Atlético em grande estilo, nada melhor do que bater recordes. E o desafio do CAP é atingir o maior número de apostas da Timemania, no dia 26 de março. O Clube solicita que TODO o torcedor compre pelo menos UM bilhete da Timemania no dia do aniversário do seu time do coração. Vamos todos juntos rumo a mais uma conquista do Clube Atlético Paranaense! Vale lembrar que o prêmio da Timemania está acumulado em R$ 2 milhões, e o sorteio acontece neste sábado (27 de março). É muito simples apostar. As apostas custam R$ 2 e o torcedor pode escolher dez entre 80 números e um entre 80 clubes. A Timemania premiará o apostador que acertar entre três e sete números, além daquele que acertar o time do coração.

O desafio está lançado.
Se você é atleticano, mostre sua gratidão ao rubro-negro e retribua todos os sorrisos que o Furacão já estampou em seu rosto. Aposte.

Arte, futebol e camisa nova

A Baixada será palco, esta noite, de uma peça do Festival de Curitiba. Trata-se de ‘Memória da Cana’, obra de Nelson Rodrigues - justamente um dos maiores cronistas de futebol de todos os tempos. O cenário já está foi montado e parte do quarto andar do estádio atleticano se transformou em um verdadeiro canavial.
E o clube, que esrtá de aniversário amanhã, vai aproveitar a ocasião para comemorar a data. Ao lado do cenário haverá painéis com frases célebres de Nelson Rodrigues e uma exposição de troféus e camisas antigas do CAP. Tudo isso como pano de fundo para outro grande evento da noite: o lançamento dos novos uniformes do Furacão.
Pelo pouco que se pôde ver, será uma camisa linda. A nova coleção da Umbro recupera elementos clássicoss de várias camisas históricas do CAP. A gola pólo usada nos anos 80 e 90 está de volta. O primeiro escudo do clube estará estilizado em baixo relevo, com a aplicação do escudo tradicional bordado por cima, unindo presente e passado. Na gola, a inscrição do termo "Furacão" será uma homenagem à torcida. Já a camisa número 2 será predominantemente branca e terá pela primeira vez uma estampa listrada em marca d'água. Filetes verticais nas cores vermelha, branca e cinza claro prometem dar um toque de elegância ao uniforme.
É esperar para ver.
Sorte de quem for assistir à peça e, de brinde, ver os novos uniformes em primeira mão.

O dono da bola

O rei e seus súditos: recuperado, Paulo Baier volta a ser o grande maestro rubro-negro.
Ele tem 36 anos, mas parece um garoto. Racionalmente perfeito, comanda o time ocupando todos os espaços do campo. Passeia pelo gramado com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Chamam-no de maestro, mas poderia ser rei. Ponham Paulo Baier em qualquer rancho e sua majestade há de ofuscar toda a corte. Elegante, sempre de cabeça erguida, domina a bola como se fosse uma extensão de seu corpo. Passa pelos adversários como se os ignorasse. Um nobre em meio a plebeus piolhentos.
Mesmo voltando de uma contusão que o afastou dos gramados por quase dois meses, meus amigos, Paulo Baier foi novamente o dono da bola. O nome do jogo. O cara que faz valer a pena encarar a chuvarada para ir ao estádio das dez à meia-noite.
Marcou apenas um gol, dos quatro que o Atlético enfiou no clone do Corinthians. Mas, se é exagero dizer que ganhou a partida sozinho, registre-se que ele foi o protagonista da goleada.
No primeiro tempo, parece que jogou sozinho. O maestro contra a rapa. Aliás, foi ele quem cobrou o escanteio na cabeça de Rhodolfo, que abriu o placar e comemorou com seu estrambólico rodopio.
Na segunda etapa o time parece ter se encontrado. E jogou melhor. Logo aos 5 minutos Baier lançou Pepe Toledo, o gringo passou por dois marcadores e encontrou Bruno Mineiro na área, para, de cabeça, marcar o segundo gol rubro-negro. Aos 30 minutos, após jogada de velocidade como há tempo não se via, Alan Bahia deixou Bruno Mineiro à vontade para aumentar o placar. O Malutrom diminiu numa cobrança de falta, mas no finalzinho da partida Tartá ajeitou de peito para ele, Paulo Baier, deixar também a sua marca. A marca do maestro-rei.
E o Bruno, mineiramente, já se isola na artilharia do Campeonato Paranaense, com 9 gols.
Mas não pensem, senhores, que foi uma vitória fácil. Em vários momentos o Atlético foi pressionado pelo Jotinha e o goleiro Neto fez uma série de defesas, muitas delas incríveis. O que evidencia a necessidade de melhorar muito, apesar da goleada.
Com a vitória o Furacão vai a 4 pontos, contra 2 dos coxas. O lance agora é esperar pelo clássico entre coxas x parasitas nesta quinta-feira. Um empate ou vitória do time da RFFSA deixa o Atlético na liderança do returno.
Troféu
ZIQUITA

Paaaaaaulo Baier! Menções honrosas para Neto, Manél e Bruno Mineiro.
Troféu
MACALÉ

Para os cornetas da Getúlio que, mesmo com o time vencendo, ameaçaram começar uma vaia (puxada por um camarotezinho pra lá de suspeito) contra o técnico Leandro Niehues. Deixa o homem trabalhar!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Começa hoje a corrida em busca do bicampeonato

Da Gazeta do Povo:

Pela primeira vez o Atlético pode assumir a liderança do Estadual. Basta vencer o Corinthians-PR hoje, às 21h45, na Arena, jogando toda a pressão para o rival Coritiba. Amanhã, a torcida seria por um tropeço do campeão da pri­­meira fase, que pegou logo de cara um clássico com o Paraná, e pronto, o Rubro-Negro estaria na ponta do octogonal decisivo.

“Corremos o tempo todo atrás na fase anterior. A pressão estava em cima da gente. Agora, se ga­­nharmos, jogamos toda a responsabilidade para o lado deles, que também terão um jogo muito difícil”, afirma o atacante Bruno Mineiro.

Na primeira fase, valendo o su­­permando – com direito a sete jogos em casa e dois pontos extras –, o Furacão viu o Coxa ganhar do Serrano na estreia, enquanto ficava no empate com o Toledo. De­­pois, não conseguiu mais alcançá-lo, tendo de se contentar com o segundo lugar. Ou seja, seis partidas como mandante e um ponto extra.

Nada que desanime o técnico Leandro Niehues. No ano passado ele comandava o J. Malucelli (hoje Corinthians), que derrubou o Atlético, então detentor do supermando, logo na primeira rodada do octogonal. O Rubro-Negro só ficaria com a taça porque em seguida os principais adversários também viriam a tropeçar. “Veja como é: o Coritiba fez a melhor campanha e já tem um clássico. Coisas da tabela, que já estava pronta de acordo com as posições”, diz o treinador, vendo boas possibilidades de o rival não vencer.

Porém ele alertou os jogadores que toda essa conversa não valerá nada se o time não corresponder. “O regulamento tem essas nuances. Jogar antes ou depois se tornou uma situação chave. Mas temos de entrar pressionados também, porque apenas se ganharmos conseguiremos inverter a situação.”

A estreia infeliz no octogonal de 2009 também foi lembrada como estratégia para precaver a equipe atleticana. Afinal, a base do algoz é a mesma, apesar de o Timãozinho ter pego apenas a oitava vaga e não fazer nenhum jogo em casa. “O importante é que agora começa tudo do zero, ou quase. E para nós é indiferente onde vamos jogar”, discursa o técnico Lio Evaristo, acostumado a comandar um time sem torcida.

No Atlético, Niehues decidiu recolocar o centroavante argentino Javier Toledo entre os titulares. “Como o adversário tem três zagueiros fortes, precisamos de mais presença física ali. O Tartá foi bem na última partida e ficará como opção”, explica. Outro que retorna é o volante Alan Bahia, na vaga do meia Netinho.

Caso as coisas se mantenham iguais após a primeira rodada, no fim de semana o Furacão terá nova chance de jogar psicologicamente com o rival. Recebe o Cas­­cavel, sábado, enquanto o Cori­­tiba só volta a campo no dia se­­guinte para enfrentar o Corin­­thians-PR.

terça-feira, 23 de março de 2010

Com esse elenco, onde chegaremos?

A Furacao.com produziu uma excelente análise do elenco rubro-negro. confira:
No começo do ano, um dos itens apontados pela diretoria como “vantagem” para o Atlético de 2010 era manutenção da base de 2009. Para grande parte dos torcedores atleticanos, essa questão era justamente o ponto de maior preocupação: o clube apostava na base quase rebaixada do Brasileiro de 2009 – e pior: se enfraqueceu, com a saída do meia Wesley e as negociações do meia Marcinho e do zagueiro Nei, considerados destaques na recuperação do time na reta final do Brasileiro do ano passado.

Entretanto, apesar da desconfiança, o início de uma nova temporada indicava a necessidade de se dar um novo voto de confiança. Do elenco do ano passado, além de Marcinho, Wesley e Nei, o clube também não conseguiu manter o goleiro Galatto e optou em não renovar o empréstimo do volante Rafael Miranda. Nas contratações, vieram os atacantes Bruno Mineiro, Javier Toledo e Serna; o meia Tartá; e o zagueiro Vanegas. Também foram “repatriados” o lateral-direita Gerônimo, o volante Alan Bahia e o meia Kaio. E ainda promovidos para o elenco profissional nomes como o lateral Heracles, os volantes Deivid e Guilherme Batata e o atacante Bruno Furlan.

Passados mais de dois meses da estreia atleticana na temporada 2010, o balanço é preocupante. Em dois meses, o time ainda não convenceu em campo, demitiu o técnico Antônio Lopes e agora aposta no auxiliar Leandro Niehues, que ainda não conseguiu convencer os torcedores de que fará um bom trabalho.

Em 16 jogos na temporada 2010, o Atlético teve oito vitórias, seis empates e duas derrotas, com aproveitamento de 62,50% dos pontos disputados. Se a matemática parece não ser tão preocupante, quando se analisa questões técnicas e táticas a situação beira ao desesperador. O time sofreu para vencer equipes fracas do interior do Estado, não conseguiu vencer nenhum jogo fora de casa na Copa do Brasil contra time que disputa a Série C (como Sampaio Corrêa) ou “sem divisão” (como o Vilhena) e na maioria dos casos de vitória, venceu mas não convenceu. Um cenário preocupante, levando-se em consideração que o Furacão é o único clube paranaense a integrar a elite do futebol nacional e que daqui a menos de dois meses estreia no Campeonato Brasileiro 2010 (o primeiro jogo será em 05 de maio, contra o Corinthians) e que já nesta quarta-feira estreia na segunda e decisiva fase do Campeonato Paranaense.

Hoje o elenco profissional atleticano tem 33 atletas. Confira a análise preparada pela equipe da Furacao.com sobre o desempenho individual de cada um deles neste início de ano:

GOLEIROS

Neto:
16 jogos | 11 gols sofridos
Titular absoluto desde o início da temporada, o jovem goleiro Neto vem se destacando na meta atleticana. A segurança passada por Neto para os seus companheiros de defesa, principalmente nas saídas do gol, faz da defesa do Rubro-Negro a menos vazada do Campeonato, ao lado da do Paraná Clube, com 8 gols sofridos cada. Neto tem 21 anos e seu contrato com o Atlético vai até 14/04/2014.
João Carlos:
0 jogo
A saída de Galatto para o Litex Lovech, da Bulgária, fez com que o goleiro João Carlos voltasse ao Furacão, pois ele esteve emprestado ao Ipatinga no ano de 2009. Sem ter oportunidades no time principal João Carlos foi destaque na Taça São Paulo de Juniores no ano de 2007. João Carlos tem 22 anos e seu contrato com o Furacão vai até 10/03/2012.
Renan Rocha:
0 jogo
Terceiro goleiro do Atlético, o também jovem Renan Rocha teve algumas oportunidades de vestir a camisa atleticana no Paranaense de 2009 quando havia o revezamento com o goleiro Vinícius. De lá para cá não teve mais chances de jogar. Renan Rocha tem 23 anos e seu contrato com o Rubro-negro vai até 31/07/2012.
Santos:
0 jogo
Quarto goleiro do Furacão, o jovem goleiro Santos foi destaque na Taça São Paulo de 2009, quando o time que tinha além dele, Raul, Manoel, Bruno Costa, Patrick e Marcelo conseguiu o vice-campeonato da competição. Santos foi integrado este ano ao time profissional e ainda não teve nenhuma oportunidade para vestir a camisa profissional do Atlético. Ele tem 20 anos e seu contrato com o Atlético vai até 31/03/2011.
LATERAIS

Márcio Azevedo:
15 jogos | 1 gol
Um dos jogadores mais regulares do Furacão. Logo no início deste ano teve seu nome especulado em uma possível transferência para a Roma, do futebol Italiano. Entretanto, o negócio não se concretizou e o atleta seguiu no Atlético. Demonstrando bastante dedicação e um excelente preparo físico, é uma das esperanças da torcida Rubro-Negra na segunda fase do Campeonato Paranaense. Tem contrato com o Rubro-Negro 10/06/2011.
Gerônimo:
10 jogos | 0 gol
Uma das caras novas no elenco atleticano em 2010, o jogador recebeu a primeira chance de atuar pela equipe principal do Atlético. Anteriormente, já havia sido emprestado para a Ferroviária-SP e para o Olimpi Rustavi da Geórgia. A primeira oportunidade ocorreu no segundo tempo na partida contra o Serrano e dali em diante foi entrando em algumas outras partidas, até que ganhou a posição de Raul. Com um futebol de característica defensiva, mas de muito pouco recurso técnico, não caiu nas graças da torcida. Após a saída de Lopes, perdeu espaço no elenco atleticano. Tem contrato com o Furacão até 31/12/2010.
Raul:
10 jogos | 1 gol
Um dos jogadores mais badalados após a Copa São de Futebol Juniores de 2009, o jovem lateral direito não consegue se firmar na equipe principal do Atlético. Oscilou bons e maus momentos no ano passado. Entretanto, após as saídas de Nei e Wesley, a tendência natural era de que o lateral tomaria conta da posição em 2010. Começou como titular a partida contra o Toledo e foi autor do primeiro gol Rubro-Negro na temporada, porém, com um futebol pouco produtivo, e que demonstra preguiça em alguns momentos, foi gradativamente perdendo espaço no elenco atleticano. Com o treinador Antônio Lopes, chegou a ser testado no meio de campo. Tem contrato com o Atlético até 28/02/2011.
Héracles:
3 jogos | 0 gol
Jovem promessa que surgiu no CT do Caju, o jogador não decepcionou quando teve que substituir Márcio Azevedo. Na partida contra o Rio Branco, em Paranaguá, participou ativamente do jogo, criando boas oportunidades no ataque. Deixou uma boa primeira impressão para o torcedor atleticano. Tem contrato com o Furacão até 30/06/2012.
Jean:
1 jogo
Surgiu muito bem em 2003 e após excelentes atuações na seleção brasileira de base foi negociado com o futebol holandês. Perambulou por alguns clubes do futebol europeu e no Brasil teve uma passagem pelo Fluminense. Retornou ao Atlético e no jogo do último domingo reestreou no clube, entrando no segundo tempo do jogo no lugar de Márcio Azevedo. Assinou contrato até o final deste ano.
ZAGUEIROS

Manoel:
16 jogos | 2 gols
O maranhense Manoel tem sido um dos maiores destaques do Atlético desde a arrancada atleticana na final do Brasileiro de 2009, que garantiu o Atlético na Série A neste ano. Titular absoluto da zaga atleticana, suas boas atuações têm rendido várias especulações sobre o interesse de outros clubes e grupos de empresários no futebol de Manoel. Seu contrato vai até 14/04/2014.
Rhodolfo:
15 jogos | 3 gols
Não tem repetido as boas atuações de seu início como profissional. Inclusive, recebeu apupos da torcida atleticana em jogos na Baixada. Porém, era homem de confiança do ex-treinador Antonio Lopes e nunca teve sua titularidade ameaçada. Marcous até aqui dois gols na temporada, um no Paranaense e outro na Copa do Brasil. Tem contrato vigente até 01/08/2011.
Bruno Costa:
1 jogo | 0 gol
Titular da histórica campanha atleticana na Copa São Paulo de Juniores em 2009, compondo a zaga com Manoel, Bruno Costa nunca conseguiu demonstrar no elenco profissional que merecia a titularidade. Após jogar alguns jogos na reta final do Brasileiro do ano passado, perdeu espaço e disputou apenas uma partida pelo Atlético neste Estadual, na estreia contra o Toledo. Tem contrato até 30/06/2014.
Vanegas:
2 jogos | 0 gol
Indicado pelo observador Borba Filho, o colombiano Samuel Vanegas ainda não mostrou um bom futebol no Furacão. Disputou 2 jogos do Paranaense. A seu favor, o fato de ter participado justamente dos dois jogos que o Atlético venceu fora de casa até o momento – contra o Paraná Clube e o Rio Branco. Seu contrato expira em 03/01/2011.
VOLANTES

Chico:
15 jogos | 1 gol
Foi o volante que mais partidas jogou, porém revezou entre time titular e reserva e atuou na maioria das vezes como zagueiro. Com seu futebol limitado e burocrático, fez o possível nos minutos em que esteve em campo. Marcou um gol no jogo de ida contra o Vilhena na Copa do Brasil. Tem contrato com o Atlético até 01/08/2011.
Alan Bahia:
13 jogos | 7 gols
Retornou ao time após passar um ano no futebol japonês e foi fundamental na ausência de Paulo Baier, assumindo inclusive o posto de capitão. Porém, desde o clássico diante do Paraná Clube seu futebol vem caindo de produção, relembrando as temporadas anteriores de Alan no elenco atleticano, quando seu futebol oscilou bastante. Apesar disso, fez gols importantes neste início de ano. Seu contrato com o Atlético vai até 31/12/2010.
Valencia:
13 jogos | 0 gol
Chegou atrasado para a pré-temporada e com isso ficou de fora das duas primeiras partidas do ano. Voltou ao time titular na goleada diante do Serrano, por 8 a 0. Apesar das atuações regulares, suas atuações estão abaixo da média se comparadas com as temporadas anteriores de Valencia no Atlético. Tem contrato com o Rubro-Negro até 31/12/2010.
Deivid:
3 jogos | 0 gol
Fez sua estreia na vitória contra o Engenheiro Beltrão, atuando poucos minutos. Já diante do Iraty jogou improvisado na lateral-direita, como titular, mas foi abaixo da média, em função da discreta atuação do time atleticano no interior do estado. Atuou ainda no jogo diante do Sampaio Corrêa, no Maranhão. Seu contrato com o Rubro-Negro expira em 01/03/2011.
Renan:
2 jogos | 0 gol
Oscilando desde que subiu ao time profissional em 2008, Renan jogou as duas primeiras partidas do Atlético no ano como titular. Atuações apagadas fizeram o jogador não ser mais relacionado para as partidas, perdendo espaço inclusive no banco de reservas para os garotos Deivid e Guilherme Batata. Seu contrato com o Atlético vai até 09/03/2013.
Fransérgio:
1 jogo | 0 gol
Um dos jogadores badalados do time vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior ano passado, Fransérgio não conseguiu se firmar nos profissionais. Entrou nos minutos finais do jogo entre Atlético e Toledo e pouco fez. Com a mudança no comando técnico do time, pode ter nova oportunidade. Tem contrato com o clube até 01/04/2012.
Guilherme Batata:
1 jogo | 0 gol
Destaque na base e titular da Seleção Brasileira sub-17 no Mundial da categoria em 2009, Guilherme jogou poucos minutos na vitória diante do Engenheiro Beltrão e não comprometeu. Seu contrato com o Furacão vai até 25/03/2012.
Claiton:
0 jogo
Retonou ao Atlético na metade do ano passado, mas se lesionou e ainda não conseguiu se recuperar. Ainda sem data para voltar ao time, ele tem contrato com o clube até 24/12/2011.
MEIAS

Netinho:
16 jogos | 6 gols
Passou um período no ano passado afastado do elenco profissional, mas foi reintegrado no final do ano. Nesta temporada, Netinho teve a difícil missão de substituir Paulo Baier quando o capitão atleticano se machucou. Analisando-se apenas os números, não se pode dizer que ele foi mal: marcou 5 gols, sendo o vice-artilheiro do time na temporada, além de ter dados várias assistências para outros gols atleticanos. Mas o rendimento em campo não tem agradado. Sua titularidade é constantemente questionada pelos torcedores, que não veem em Netinho o condutor e construtor ideal das jogadas ofensivas do time. Seu contrato com o Atlético vai até 31/12/2010.
Tartá:
11 jogos | 2 gols
Emprestado pelo Fluminense no início do ano, Tartá foi o nome do time durante a ausência de Paulo Baier. Com dribles desconcertantes e um futebol ousado, ele conquistou a torcida. Mas se envolveu num lance polêmico, no primeiro tempo do jogo contra o Rio Branco, quando acabou expulso pelo árbitro, e depois não atuou bem. Com a saída de Antônio Lopes, perdeu a posição no time titular, sendo opção no banco de reservas de Leandro Niehues. Está emrestado ao clube, com contrato até 15/12/2010.
Paulo Baier:
5 jogos | 1 gol
Principal nome do elenco atleticano, o experiente Paulo Baier passou a maior parte deste início de temporada no Departamento Médico, tratando de uma lesão na coxa. Ele se machucou na estreia atleticana na temporada, contra o Toledo, num jogo em que chegou a desperdiçar uma cobrança de pênalti. Voltou apenas no clássico Atletiba e marcou o seu primeiro gol na temporada no jogo contra o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil. é o principal nome e a principal esperança da torcida atleticana. Tem contrato com o Atlético até 13/12/2010.
Kaio:
1 jogo | 0 gol
Depois de atuar uma temporada no futebol japonês, por empréstimo ao Cerezo Osaka, o meia Kaio retornou ao Atlético no início deste ano. Atuou em apenas um jogo no time, na derrota em casa para o Operário, por 2 a 1. Sua atuação foi bastante questionada pelos torcedores, tendo inclusive perdido uma bola no meio-de-campo que permitiu o contra-ataque do time de Ponta Grossa e o gol da virada no marcador. Tem contrato com o Atlético até 31/07/2012.
ATACANTES

Bruno Mineiro:
13 jogos | 7 gols
Após uma longa negociação, Bruno Mineiro foi contratado pelo Furacão e em pouco tempo virou titular da equipe, mostrando que sabe balançar as redes. Decisivo em algumas partidas fundamentais, como no clássico contra o Paraná Clube, o atacante já marcou 6 gols no ano e aparece ao lado de Alan Bahia como artilheiro da equipe na temporada. Apesar do já comprovado “faro de gol”, Bruno Mineiro caiu de rendimento nas últimas partidas, assim como o restante do time atleticano. Tem contrato com o Atlético até 14/01/2013.
Wallyson:
9 jogos | 0 gol
Vindo do nordeste com uma grande fama de goleador, Wallyson passou por bons e maus momentos com a camisa atleticana. Apesar da qualidade técnica indiscutível, o atleta passa a imagem de um jogador que não está muito preocupado com a partida, irritando a torcida. Em 2010, Wallyson ainda não marcou gols e no último Atletiba, realizado no início deste mês, deixou o campo com uma lesão no pé esquerdo. Tem contrato com o Atlético até 02/09/2010.
Marcelo:
8 jogos | 2 gols
Destaque do Furacão na Copa São Paulo de 2009, o jovem Marcelo estreou na equipe atleticana com apenas 17 anos. Mostrando um futebol rápido e inteligente, o jogador virou titular na equipe do técnico Antonio Lopes. Nesta temporada, Marcelo marcou 2 gols e vinha sendo um dos destaques da equipe até sofrer umacontusão no músculo posterior da coxa direita, sofrida no primeiro jogo da Copa do Brasil, contra o Vilhena, em Rondônia. Muito próximo de um retorno aos gramados, o atacante leva a confiança da torcida atleticana e da atual comissão técnica. Tem contrato com o Atlético até 25/03/2012.
Javier Toledo:
6 jogos | 0 gol
Aposta da diretoria atleticana para a temporada de 2010, o argentino Javier Toledo estreou na equipe Rubro-Negra na partida contra o Nacional, em Rolândia. Demonstrando uma boa visão de jogo e muita força física, o atleta conquistou a vaga no time titular e se destacou nas primeiras partidas, formando uma boa dupla de ataque com Bruno Mineiro. Mesmo com a confiança da comissão técnica, Javier Toledo ainda não marcou nenhum gol pelo Atlético, caiu de rendimento nos últimos jogos, foi expulso na partida contra o Iraty e gerou muita desconfiança na torcida atleticana. Tem contrato com o Atlético até 15/12/2012.
Patrick:
5 jogos | 1 gol
Titular na equipe atleticana que fez uma bela campanha na Copa São Paulo de 2009, o atacante Patrick foi promovido ao elenco principal durante o Campeonato Brasileiro do ano passado. Jogando como atacante de área, o jogador ganhou algumas chances na equipe titular, mas nunca conseguiu se firmar. Nesta temporada, Patrick fez só um gol e nem no banco ficou nas últimas partidas. Tem contrato com o Atlético até 25/03/2012.
Serna:
6 jogos | 0 gol
Contratado juntamente com o zagueiro Samuel Vanegas, o atacante colombiano Serna foi testado como titular no Campeonato Paranaense e recebeu algumas chances na Copa do Brasil, mas o futebol desengonçado do atacante não conquistou a confiança da comissão técnica e muito menos da torcida atleticana. Nas últimas partidas, o atleta figurou no banco de reservas devido ao grande número de lesões sofridas pelos outros atacantes do elenco. Assim como o argentino Javier Toledo, Serna não balançou as redes com a camisa Rubro-Negra. Tem contrato com o Atlético até 03/01/2011.
Bruno Furlan:
3 jogos | 1 gol
Promovido ao time principal após a Copa São Paulo deste ano, Bruno Furlan demonstrou ter potencial nas partidas em que atuou pela equipe principal do Furacão, marcando, inclusive, um belo gol na vitória do Atlético sobre o Serrano, na Arena da Baixada. A boa sequência do atacante só foi interrompida por uma lesão, que afastou o atleta dos gramados por mais de um mês. Recuperado, o jovem de 17 anos já está à disposição do técnico Leandro Niehues. Tem contrato com o Atlético até 01/10/2012.
Alex Mineiro:
0 jogo
Herói do Campeonato Brasileiro de 2001, Alex Mineiro retornou ao Atlético para encerrar a sua vitoriosa carreira. Mas ao contrário do que todos os torcedores atleticanos sonhavam, o ídolo sofreu com graves lesões nos últimos meses e não atua desde o Campeonato Brasileiro. Após meses de tratamento, o jogador já está treinando com bola, mas a volta aos jogos oficiais ainda é um mistério, assim como as condições físicas e técnicas que o atleta irá apresentar. Tem contrato com o Atlético até 20/12/2010.
OBS.: Jogou ainda pelo clube na temporada 2010 o volante Alex Sandro, negociado com um grupo de investidores. Ele disputou três partidas na temporada e não marcou nenhum gol.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Agora é pra valer

Da Furacao.com:
O Atlético goleou neste domingo o Paranavaí por 4 a 0 e garantiu a segunda colocação da primeira fase do Campeonato Paranaense. Bruno Mineiro, Rhodolfo, Netinho e Alan Bahia marcaram os gols atleticanos.
O jogo na Baixada começou equilibrado. O Paranavaí, com uma vitória sobre o Furacão, poderia tomar a segunda posição do Atlético. Mas logo o Atlético passou a dominar a partida e quase abriu o placar aos três minutos. Bruno Mineiro, de fora da área, acertou um belo chute na trave do goleiro Rudi. Aos 28 minutos, O Atlético chegou com perigo novamente com Valencia, após lançamento de Bruno Mineiro. E aos 41 minutos, o Furacão abriu o placar. Em bela jogada de Márcio Azevedo pela esquerda, o lateral cruzou rasteiro para o artilheiro Bruno Mineiro marcar.
O Atlético voltou com a mesma equipe para a segunda etapa. E logo no primeiro minuto, em rebote do goleiro, Rhodolfo acertou um belo chute e marcou o segundo gol rubro-negro. Aos três minutos, foi a vez de outro zagueiro marcar. Mas Manoel estava impedido. O Atlético continuou a pressão sobre o Paranavaí e chegou ao terceiro gol aos nove minutos. Alex Noronha agarrou Bruno Mineiro na área e o árbitro marcou pênalti. O jogador do ACP foi expulso pelo lance. Netinho cobrou bem e aumentou para o Rubro-Negro.
Após diminuir um pouco o ritmo ao conseguir o terceiro gol, o Atlético chegou à goleada aos 27 minutos, através de outro pênalti. Desta vez, Adriano derrubou Raul na área. Alan Bahia, que havia entrado no lugar de Manoel, bateu alto e marcou o quarto gol atleticano, decretando a goleada. O Furacão terminou o jogo também com 10 jogadores, após a contusão de Valencia e já ter efetuado as três substituições.
O Furacão, segundo colocado na primeira fase, volta a jogar nesta quarta-feira contra o Corinthians-PR, 8º colocado. O jogo será o primeiro dos seis jogos que o Atlético fará dentro da Baixada na segunda fase do Estadual.
Confira a tabela da fase decisiva:
1ª Rodada - 24 e 25/03/2010 - Qua./Qui.

Coritiba X Paraná Clube
Atlético X Corinthians
Iraty X Paranavaí
Operário X Cascavel
2ª Rodada - 27 e 28/03/2010 - Sáb./Dom.

Coritiba X Corinthians
Atlético X Cascavel
Iraty X Operário
Paraná Clube X Paranavaí
3ª Rodada - 03 e 04/04/2010 - Sáb./Dom.

Coritiba X Paranavaí
Atlético X Paraná Clube
Iraty X Cascavel
Operário X Corinthians
4ª Rodada - 07 e 08/04/2010 - Qua./Qui.

Coritiba X Iraty
Atlético X Operário
Paraná Clube X Corinthians
Paranavaí X Cascavel
5ª Rodada - 10 e 11/04/2010 - Sáb./Dom.

Coritiba X Operário
Atlético X Paranavaí
Iraty X Corinthians
Paraná Clube X Cascavel
6ª Rodada - 17 e 18/04/2010 - Sáb./Dom.

Coritiba X Atlético
Iraty X Paraná Clube
Operário X Paranavaí
Cascavel X Corinthians
7ª Rodada - 25/04/2010 - Dom.

Coritiba X Cascavel
Atlético X Iraty
Paraná Clube X Operário
Paranavaí X Corinthians

sábado, 20 de março de 2010

Não

Meus amigos, não vou comentar a tal coletiva do filho de Petraglia e do Mauro Holzmann. Esse assunto já tá virando briga de lavadeira.
Meus amigos, não vou comentar a ação do Atlético contra o Wallyson, porque pra mim é perda de tempo. Dava logo um bilhete azul e contratava pro lugar um atacante de verdade.
Meus amigos, não vou comentar mais nada, porque hoje é sábado e tá sol lá fora.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um lá, um cá

Os gols de Sampaio Correia x Atlético, ontem, pela Copa do Brasil:

Vaga será decidida na Baixada

Da Furacao.com:
Mais uma vez o Atlético decepcionou jogando fora de casa pela Copa do Brasil. Com a vantagem imposta pelo regulamento de eliminar o jogo da volta caso vencesse por dois gols de diferença, o Furacão não conseguiu abrir a vantagem necessária para vencer e garantir a classificação para as oitavas-de-final da competição em São Luís. O clube viajou 3.230 km até a capital do Maranhão e não conseguiu vencer o Sampaio Corrêa, empatando no estádio Nhozinho Santos em 1 a 1.

A bola parada foi a grande protagonista do jogo no Maranhão. Os dois lances de gol surgiram de cobranças de falta. O Atlético abriu o marcador aos 22 minutos do primeiro tempo, com Paulo Baier, mas permitiu o empate dos donos da casa na etapa final, aos 2 minutos, com o ex-atleticano (e ex-CAJA) Castorzinho.

O jogo começou com uma situação inusitada. Logo no primeiro lance da partida, o lateral Deivid fez falta no lateral Rigo, do Sampaio Corrêa. O lance, apontado como “de jogo” pelas emissoras de rádio, foi mais grave do que aparentava: o atleta do Tubarão caiu de mau jeito no gramado e teve uma suspeita de fratura exposta no braço.

Em campo, o Atlético iniciou a partida mostrando maior objetividade e um time mais coeso, com os jogadores atuando de forma mais compacta e melhor dispostos no gramado. Dessa forma, o Rubro-Negro não teve dificuldades para dominar a maior parte da etapa inicial, levando algum perigo apenas nas jogadas protagonizadas pelo trio Castorzinho, Selmir e Tica. Aos 22 minutos, em uma excelente cobrança de falta do meia Paulo Baier, o Rubro-Negro abriu o placar. O Furacão teve ainda a chance de ampliar o marcador aos 30 minutos, com Bruno Mineiro, que recebeu a bola livre pela esquerda e chutou forte, mas para fora. No final da primeira etapa, o lateral-esquerda Márcio Azevedo salvou uma bola em cima da linha, garantindo a vantagem no marcador para o Furacão.

Na etapa final, mais uma vez o jogo começou movimentado. Logo aos 2 minutos, Castorzinho cobrou bem a falta e empatou o marcador para o Sampaio Corrêa, placar que se manteve até o final.

Com o empate em 1 a 1, o Atlético joga precisando de um empate sem gol (0 a 0) ou vitória simples para se classificar na Copa do Brasil. Empate em 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis. Qualquer empate com mais de um gol marcado (2 a 2, 3 a 3, etc.) ou vitória do Sampaio Corrêa dá a vaga ao clube maranhense. O jogo da volta está marcado para o dia 01 de abril, às 21 horas, na Arena da Baixada.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vem nova camisa por aí

E pelo jeito a gola pólo está voltando!

Exótico e sofrido

Os "bolivianos" do Sampaio costumam encher o Nhozinho Santos, em São Luis.
O Rubro-Negro já está no Maranhão, onde amanhã encara o Sampaio Correia - mais um exótico rival pela Copa do Brasil.
E o elenco atleticano encarou uma viagem de nada menos do que 3.230 km até São Luís, terra do Marquês de Pombal, da Revolta de Bekmam e da Balaiada. O povo de lá sempre foi chegado numa revolução, desde que os holandeses tentaram tomar conta do pedaço e também depois, quando os portugas resolveram enfiar a faca nos preços dos produtos e nos impostos recolhidos para a Coroa.
Terra interessante, bonita e cuja principal personalidade nativa veio fazer fama justamente aqui no Furacão: o artilheiro Kleber Pereira.
Pois bem, voltemos ao Sampaio.
O Atlético já encarou o tricolor maranhense em duas oportunidades, e venceu as duas. A última delas em 1999, por 3 a 1, com dois gols de Lucas e um do Gabiru que ilustra o post aí de baixo.
Para o confronto de amanhã, não se pode dizer que o "Tubarão" vem em estado de graça.
Ao contrário: procurando por informações do nosso próximo adversário, descobri que o diretor de futebol, insatisfeito com os maus resultados da temporada, bradou ser urgente a contratação de reforços, se possível já para a partida contra o Atlético. E acabou levando um pito do presidente do clube. Tudo isso em pleno site oficial do Sampaio.
Falando em exotismo, o time do "Bolívia"- apelido herdado da época de sua fundação, quando o uniforme adotado lembrava a bandeira do país vizinho - tem no elenco craques como Mimica, Wallax e Célio Codó, além de dois jogadores com passagem pelo CAP: Selmir e Castorzinho. Mas o técnico Valter Ferreira terá de quebrar a cabeça, pois não poderá contar com Thiago Miracema e Eloir, contundidos.
Descobri também que outro jogador do Sampaio é o Dejair, velho de guerra. Sim, aquele meia que já passou por Olaria, ABC, Botafogo, Vitória, Criciúma, Atlético-MG, São Caetano, Náutico e Moto Club.
Mas esse está machucado desde janeiro e nem sabe se volta aos gramados, cogitando se aposentar de vez. Para amanhã, é carta fora do baralho.
Bom, o problema é que, além do exotismo inerente à competição, que proporciona esse intercâmbio cultural fantástico, a Copa do Brasil também causa em nós, atleticanos, uma grande desconfiança. É o famoso pé atrás, depois de tantas e tantas eliminações medonhas, seja contra times inexpressivos ou contra times do eixo, quando estávamos com a mão na vaga e botamos tudo a perder. Na primeria fase, por exemplo, esperava-se uma boa vitória contra o Vilhena, em Rondônia. Apenas empatamos, e precisamos disputar o jogo de volta, na Baixada.
E, tendo em vista as últimas atuações do CAP, quem é capaz de apostar que o time volta de São Luís com a vaga garantida?
Mas, mesmo assim, a gente acredita nisso. Fazer o quê. Ninguém mandou nascer atleticano.

domingo, 14 de março de 2010

Gabiru eterno

A imagem inesquecível para Peçanha: Gabiru caído, após ter sido derrubado pelo
zagueiro do São Caetano, sofrendo o pênalti que resultou no quarto gol do Furacão na
primeira partida da decisão de 2001: lance deu aos atleticanos a certeza do título.

Circulando pelas ruas de Curitiba, Peçanha, colaborador e conselheiro deste blog, se deparou com uma grande figura da recente história de conquistas do Furacão. E nos enviou esta mensagem:

Resolvi almoçar pelo centro na semana passada e acabei tendo uma grata surpresa. Andando pela Praça Osório avistei, bem sossegadão, de mãos dadas com uma mulher, o Adriano Gabiru. Foi uma sensação um tanto estranha. Estamos acostumados a ver esses caras lá dentro do gramado, à distância, separados por fossos e grades. Ou então pela tela da tevê. Assim, quando encontramos essa turma “ao vivo e a cores”, é algo quase surreal.
Ainda mais no caso do Gabiru. Ouso dizer que ele disputa com o Sicupira o posto de maior camisa 8 da história do Atlético. Ainda mais, considerando que o bigodudo já tem um trono cativo, de maior artilheiro do clube de todos os tempos.
Da primeira à última vez em que vestiu nosso manto, Adriano nunca negou disposição – muito pelo contrário. Raçudo, rápido, meia que sabia fazer gols e infernizava os adversários, especialmente a coxarada.
E como esquecer da imagem que nos deu a certeza do título brasileiro em 2001? Ainda sentado no solo sagrado do Caldeirão, Adriano vibrando com o pênalti sofrido por ele e convertido por Alex Mineiro, o quarto gol do 4 a 2 sobre o São Caetano.
Gabiru... saudades!
Em tempo: após girar por diversos clubes, sem sucesso, Adriano foi dispensado no início do ano pelo Mixto-MT, ao lado dos também ex-atleticanos Perdigão e Luisinho Netto.

sábado, 13 de março de 2010

Mais uma derrota

E o Atlético perdeu a segunda partida no campeonato, desta vez para o Iraty. Assim, o supermando na segunda fase já é dos coxas e o Furacão ainda tem que lutar se quiser ficar com a segunda colocação.
Não assisti à partida, portanto poupar-me-ei de tecer muitos comentários.
Agora, fica a pergunta. O principal motivo para a derrota foi:
a) A expulsão do Pepe, que não foi nada legal e conseguiu levar um cartão vermelho com menos de 20 minutos de bola rolando;
b) A repentina troca de treinador;
c) O condicionamento físico ainda longe do ideal do melhor jogador do time, Paulo Baier, que voltou de longo tratamento médico;
d) A falta de mais jogadores de qualidade no time;
e) A falta de jogadores no banco que possam entrar e resolver a parada;
f) Todas as alternativas acima.
Quem escolher a letra "f" levanta a mão!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Baier titular

Da Furacao.com:
Depois de 55 dias sem atuar como titular do Atlético, o meia Paulo Baier deverá iniciar no time na partida contra o Iraty, sábado, no estádio Coronel Emílio Gomes. O último jogo como titular de Baier foi na estreia atleticana no Campeonato Paranaense, no dia 17 de janeiro, contra o Toledo. Na partida, ele sofreu um estiramento de grau dois para três no músculo adutor da coxa esquerda e desfalcou o Rubro-Negro por quase um mês e meio.

O retorno aos gramados ocorreu no último final de semana, quando entrou no segundo tempo do clássico Atletiba. Na oportunidade, a comissão técnica atleticana preferiu deixá-lo no banco de reservas, já que não conseguiria atuar a partida inteira. Agora, a expectativa é que Baier consiga atuar por cerca de 60 minutos de jogo.

Nos treinamentos desta quinta-feira, o técnico Leandro Niehues colocou Baier no time titular, sinalizando que deve manter o atleta no time contra o Iraty. Ele atuou no meio-campo ao lado de Valencia e Netinho.

E o Geraldão está órfão...

Pequena homenagem do blog ao Glauco, assassinado nesta madrugada em Osasco (SP). Pra quem não o conhece, ele era cartunista da Folha de S. Paulo e também o pai do Geraldão, seu mais famoso personagem - esse da tira aí em cima. E era um dos Los tres amigos, junto com Laerte e Angeli - trio que acabou inspirando, anos mais tarde, o surgimento dos Tres inimigos do Tiago Recchia. A geração "Chiclete com Banana", da qual faço parte, fica meio órfã também. Como o Geraldão.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Por amor

Me perdoem os petraglistas. Me perdoem os malucistas. E também os cornetas em geral. Ser atleticano se sobrepõe a tudo. Dirigentes, já tivemos dos melhores e dos piores. Piores do que Petraglia e Malu, aliás, tivemos aos borbotões. Times fracos e jogadores inexpressivos, idem. Mas o Atlético segue. E, atrás dele, sua Nação. Formada por gente que já sofreu o diabo, já viu o time ser rebaixado, ser goleado, trocar o passe de jogador por um lote de toalhas, gente que foi obrigada a deixar sua casa por anos a fio, numa espécie de diáspora forçada, mas que em nenhum segundo sequer abandonou o clube, nem deixou de amá-lo mais e mais. Por isso tudo, e pelo que ando lendo e ouvindo de "petraglistas", "malucistas" e por incrível que pareça de outras correntes que se formaram, reproduzo abaixo o texto de Roberto José da Silva publicado na Furacao.com:
A paixão por este time é tão exacerbada, no melhor sentido da palavra, que há pouco mais de um mês, fez o coração pulsar feliz ao ouvir uma história de um jogador que foi campeão brasileiro pelo outro time, mas que antes tinha vestido com orgulho a nossa, como goleiro. Disse Rafael Cammarota, que revezou com outro excepcional goleiro, Roberto Costa, a posição de titular do timaço de 82: “Uma das minhas maiores frustrações foi nunca ter jogado um Atletiba dentro da velha Baixada”.

Tenho, sim, uma pedrinha guardada daquele templo demolido para a construção do novo estádio Joaquim Américo. Ganhei da jornalista Sonia Nassar, outra tradução perfeita do amor rubro-negro. A ela e ao Caju, aliás, dediquei uma revista especial que produzi para homenagear a conquista do título de Campeão Brasileiro de 2001 quando, por obra e graça do destino, a Placar voltou ser semanal (parou em 1990, depois de 20 anos de edições contínuas) e eu retornei ao posto como colaborador.
Sonia e Caju não puderam ver ao vivo a maior conquista, mas, estavam lá, mãos dadas, ajudando do Céu, na maravilhosa performance que soterrou a lacuna existente desde que o outro conquistou o título, 16 anos antes.
Eu comemoro meu time todos os dias. Sempre digo que sou atleticano até depois da morte, porque assim era antes de nascer – e sem saber. Para os que torcem o nariz ao futebol, aqueles idiotas da objetividade, os que falam em ópio do povo porque não sabem que a bola, como a Terra, é redonda, informo que a verdadeira nação, a irmandade, a fraternidade, não é essa onde se vê canalhas, ladrões e pulhas engravatados massacrando o povo depois de pedir votos com o olhar rútilo e a baba escorrendo pela possibilidade de enfiar no bolso o dinheiro fácil do suor da ninguenzada.
A verdadeira nação é a composta dos torcedores e dos jogadores que construíram ao longo dos anos, desde aquela fusão do América e do Internacional, em 1924, uma história de lealdade eterna, onde o que flui, porque é assim mesmo, o amor na sua mais sublime forma. Desde que, por motivos profissionais, deixei a editoria de esportes para jogar em outras áreas do jornalismo, me tornei o torcedor clássico, com cadeira cativa, comprada, de vestir a camisa, mesmo que tenha sempre detonado a idéia imbecil de se trocar as tradicionais listras horizontais, a da primeira camisa, pelas verticais, neste surto de marketing de cartolas que não respeitam a história.
Sofro com os times medíocres dos últimos dois anos. Também aplaudo quando o juiz dá cartão amarelo para o adversário, prova de que o prazer de ver a bola rolar redonda não aparece. Mas sempre estou lá, dando força, no meio de meus irmãos, todos nós anônimos, esperando a hora em que vai acontecer o que merecemos, o que o time merece.

Tenho uma camisa do Furacão de 1949. Comprei assim que soube da existência. Ostento-a com o orgulho de quem sabe que ela resume tudo. Às vezes, nas cadeiras do novo estádio, olho para o canto do estádio onde naquela tarde de um dia da vida estive com Caju. Olho em volta, vejo principalmente as crianças que um dia saberão dele e dos outros, e sei que suas mãos não construíram apenas aquele canto do antigo Joaquim Américo.
* Roberto José da Silva, o Zé Beto, é jornalista, titular do Blog do Zé Beto (www.jornale.com.br/zebeto) e escreveu o texto para celebrar os 86 anos do Clube Atlético Paranaense.

Niehues esboça time mais ousado

Da Gazeta do Povo:
Após a tumultuada transmissão de cargo na terça-feira, o técnico Leandro Niehues começou a pôr em prática a exigência da diretoria atleticana: montar um Atlético mais ousado, ofensivo e que brigue pelo título paranaense. O substituto de Antônio Lopes, que deixou o clube insinuando um complô para derrubá-lo, tem condições de cumprir a missão.

A opinião é de quem já trabalhou com o novo comandante rubro-negro, eleito o melhor treinador do Paranaense 2009, pelo então J. Malucelli.

“Acho que ele sabe muito bem o equilíbrio entre a parte ofensiva e defensiva. Taticamente é bastante qualificado. Se aqui, em uma equipe menor, fez um bom trabalho, imagine lá no Atlético com jogadores de qualidade e uma estrutura melhor”, avaliou o jogador Cícero, capitão do Corin­­thians-PR e que trabalhou por dois anos com Niehues.

O jogador garantiu que o treinador dá confiança e explora bem o talento dos seus comandados. Habilidade exigida pelo presidente atleticano Marcos Malucelli. “Qualidade o grupo tem, cabe ao treinador extrair o melhor”, disse o dirigente ao enumerar alguns dos motivos para demitir o De­­legado.

O colunista da Gazeta do Povo Airton Cordeiro, entretanto, ressaltou carências no elenco capazes de atrapalhar o trabalho de Niehues. “O considero competente e em busca de uma prova de fogo. Mas não adianta tudo isso com um grupo fraco. Não tem atacante, lateral-direito de qualidade. Os estrangeiros são fracos”, ponderou.

Outra incumbência do recém-empossado é garantir uma postura mais ofensiva ao Atlético. Ser pressionado em casa, como no clássico de domingo, foi o vacilo derradeiro de Lopes na opinião de Malucelli. “Havia 20 mil pessoas apoiando na Arena e o time não tinha força para reagir. Quem tinha de se defender era o Coritiba. O Campeonato Paranaense é fraco e se resume a dois clubes, Atlé­­tico e Coritiba, e eventualmente algum outro, buscando o título. É isso que queremos”, cobrou o presidente.

O auxiliar do Timãozinho, Sandro Forner, por quase dois anos ao lado de Niehues, acha que isso é possível. “Não conheço o trabalho do Lopes. Mas taticamente o Atlético vai melhorar bastante. O Leandro gosta do 3–5–2. Isso no papel. Durante o jogo ele trabalha diversas variações, como o 3–5–2 quando ataca e uma linha de cinco quando se defende. Com certeza sabe armar bem o time. Mas precisa de tempo para impor esta filosofia”, ressaltou.

Para Niehues, não cabe improviso na parte defensiva, já os atacantes terão mais liberdade. Por enquanto, porém, ainda não adiantou como será o Atlético contra o Iraty. “Vou fazer o melhor até sábado. Não é questão de o seu time ser defensivo ou ofensivo e isso é o próprio jogo que diz. Gosto de um trabalho dinâmico e bem próximo da realidade do jogo, mas não é hora de inventar muito”, concluiu.

Além da parte tática, o antigo comandado Cícero, defendeu Leandro quanto às suspeitas de Antônio Lopes de que o ex-auxiliar e o diretor de futebol Ocimar Bolicenho teriam armado a sua saída. “Li isso na imprensa e fiquei surpreso. O conheço bem e não acredito nisso. Devem estar usando o nome dele”, disse.