sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Brasil da Copa do Brasil

Torcida do Atlético sempre presente, mesmo a 5 mil km de distância.
Da Gazeta do Povo:

O Atlético reviveu esta semana o futebol das origens. Foram seis dias de viagem, com 5.964 quilômetros percorridos, para realizar uma única partida. O confronto com o Vilhena, em Ron­­dônia, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, não será mais esquecido pela de­­legação rubro-negra, tamanhos os percalços que teve de enfrentar.

Até a realização da partida, tudo corria dentro do cronograma. O pesadelo começou no re­­tor­­no a Curitiba. A chuva e a falta de estrutura do Aeroporto Bri­­ga­­deiro Camarão, de Vilhena, de­­ram início à via-crúcis atleticana.

A delegação precisou ser divida em três núcleos para deixar o Norte do Brasil, depois de ter o voo de retorno, na quinta-feira, cancelado. A companhia aérea Trip não conseguiu alocar todos em um único avião e fracionou o grupo. O prejuízo pela longa viagem só não foi maior porque a Fe­­deração Paranaense de Fute­­bol não programou rodada para o Estadual neste fim de semana.

“Se tivéssemos rodada de fim de semana, teríamos de ter outras alternativas, como voltar por via terrestre. Mas também seria desgastante”, observou o diretor de futebol Ocimar Bo­­li­­cenho.

E alternativas não faltavam. Um grupo de moradores de Vi­­lhena se ofereceu para levar a de­­legação de carro até outras cidades de maior porte, mas com preço nada camarada. Custaria R$ 300 por pessoa, sendo que cada automóvel comportaria apenas quatro. Só com gastos em passagens aéreas, estadia e alimentação o Atlético desembolsou R$ 37, 5 mil.

“Gastaríamos R$ 12 mil para que nos levassem a Cuiabá, que fica a 760 quilômetros, ou Porto Velho, a 700 quilômetros. Ima­­gine mais este gasto?”, indagou o dirigente, que é contra jogos em pequenas cidades.

“Sou favorável a todos participarem. A Copa do Brasil é a competição mais democrática que temos, mas a cidade precisa ter o mínimo de estrutura. Esses jogos devem ser sempre nas capitais”, su­­geriu Bo­­licenho.

O preparador físico Riva Carli teve de reprogramar as atividades para tentar manter a rotina de trabalho, com musculação em academia. Por outro lado, o elenco teve algumas horas de folga para sair do hotel. “O lado psicológico é mais afetado que o físico e é preciso deixar eles quebrarem as regras. Não há quem aguente ficar preso em hotel e aeroporto uma semana”, acrescentou Riva.

Sem opção a não ser esperar a confirmação do retorno, os jogadores procuraram esquecer os problemas e descontrair. Com uma equipe jovem, média de idade de 23 anos, brincadeiras e gozações não faltaram.

“Nossa! Trinta homens juntos não dá. Ainda mais a molecada com os hormônios à flor da pele, tem de sair de perto. O jeito é que levar na brincadeira. E o Patrick se encarrega disso”, contou Rho­­dolfo.

Netinho, um dos mais experiente do grupo, acredita ter “so­­frido” mais que os colegas. “Ima­­gine que eu fiquei com o Tartá no quarto. Aquelas histórias cariocas que ninguém mais aguenta e ele ligado 24 horas por dia, foi muito complicado”, disse, aos risos, o meia, ansioso por chegar em casa. “Tudo bem que todos gostamos muito um do outro, mas uma semana juntos já é demais. Quero ir para casa”, brincou Netinho.

3 comentários:

roberto takai disse...

Faltou um pouco de imaginacao p/Diretoria la em Vilhena. Vcs c/certeza ja viram um onibus todo colorido c/2 andares, c/fotos de onca, araras, etc. ele sai de Curitiba/Porto Velho, pois bem essa empresa eh sediada em Ji Parana- Ro, era soh alugar um onibus destes (c/ar cond)e levar a delegacao ateh Cuiaba 230 km, pois de lah saem voos p/todo o Brasil, porque ficar numa cidadezinha esperando a chuva passar (a chuva vai ateh maio)!/vamos lah pessoal, um pouco mais de inteligencia!!!
Atletico ateh a morte!!!

esou disse...

Viagens assim é muito mais "divertido" do que um exercício orientado para o esporte. O ruim é que é uma despreparação pior do que ficar parado. Quem viaja bastante que o diga.

Felizmente tem alguns dias para recuperação e 5a feira queremos ver o Furacão passando por cima do Beltrão.

Mylla disse...

Vai ver esse foi o castigo por empatarem. Da próxima vez eliminem o jogo de volta pra ter as mordomias!