domingo, 28 de fevereiro de 2010

Que venha o coxa...

O Furacão ganhou a primeira fora de casa, contra o Rio Branco, e manteve a segunda colocação na primeira fase do Paranaense. Agora, a missão é ganhar dos coxas, na Baixada, para manter as chances de levar o supermando para a segunda fase - como os verdes também venceram, estamos a quatro pontos de distância, faltando ainda três rodadas. Veja como foi o jogo na análise da Furacao.com:

Em um jogo muito disputado na cidade de Paranaguá, o Furacão venceu o Rio Branco por 2 a 1 e conquistou a primeira vitória fora de Curitiba no ano de 2010. Com gols marcados por Bruno Mineiro, que teve mais uma grande atuação com a camisa rubro-negra, o Atlético chegou aos 21 pontos e na próxima rodada enfrenta o Coritiba, às 18h30, na Arena da Baixada.

Contando com o apoio da torcida atleticana, que compareceu em grande número ao litoral paranaense, e com a estreia dos jogadores Vanegas, Heracles e Javier Toledo na equipe titular, o rubro-negro começou bem na partida e teve boas oportunidades para abrir o placar. Já aos 5 minutos, o meia Netinho cruzou uma boa bola para o argentino Javier Toledo, o atacante cabeceou bem, mas a defesa do Rio Branco cortou a bola para escanteio. Aos 10 minutos, após uma boa triangulação com Alan Bahia e Javier Toledo, o atacante atleticano Bruno Mineiro saiu de frente para o gol Alexandre, que fez uma bela defesa no canto esquerdo.

O domínio inicial do Furacão fez com que o Rio Branco acordasse na partida e após uma cobrança de escanteio do meia Renan, aos 16 minutos, a equipe de Paranaguá quase abriu o placar com um gol olímpico. Aos 22 minutos, o rápido atacante Vinícius, destaque do Rio Branco na partida, acertou uma belo chute dentro da grande área e por pouco a bola não entrou no ângulo do goleiro atleticano Neto. A resposta atleticana veio aos 30 minutos, quando o argentino Javier Toledo recebeu uma belo cruzamento, limpou o zagueiro e bateu rasteiro, rente ao canto direito do goleiro do Rio Branco.

Com a partida quente, aos 33 minutos, o meia atleticano Tartá e o zagueiro Daniel, do Rio Branco, se estranharam e foram expulsos sem rodeios pelo árbitro Anderson Carlos Gonçalves.

Aos 39 minutos, a dupla de ataque atleticana funcionou novamente e após o cruzamento de Javier Toledo, Bruno Mineiro cabeceou bem e o goleiro Alexandre fez outra grande defesa. Já aos 42 foi a vez do Rio Branco assustar na última jogada de perigo no primeiro tempo. Em uma cobrança de falta de longa distância, o volante Ives acertou um belo chute e exigiu uma grande defesa do goleiro atleticano.

Segundo tempo: Bruno Mineiro neles

O segundo tempo começou sem alterações e com muita dedicação e velocidade das duas equipes. Já no primeiro minuto, o jovem lateral atleticano Heracles, de 17 anos, fez uma bela jogada pela esquerda e por pouco o atacante Bruno Mineiro não abre o placar. Aos 7 minutos Heracles fez outra boa jogada e bateu cruzado, nenhum atleticano chegou para completar o lance e a defesa do Rio Branco cortou para a linha de fundo. Na cobrança do escanteio, o meia Netinho levantou a bola na cabeça de Bruno Mineiro, que cabeceou bem e explodiu a bola no travessão da equipe do litoral.

Após inúmeras tentativas, o Furacão abriu o placar aos 12 minutos. Alan Bahia encontrou Javier Toledo na pequena área, o argentino tocou de cabeça para Bruno Mineiro que bateu de primeira sem chances para o goleiro Alexandre. Pouco tempo depois, aos 16 minutos, foi a vez de Bruno Mineiro servir o atacante Javier Toledo, que bateu de primeira em cima do goleiro do Rio Branco.

Com o objetivo de ter um contra-ataque mais veloz, o treinador atleticano Antônio Lopes sacou Javier Toledo e apostou na entrada do atacante Wallyson, que já na sua primeira jogada na partida, aos 22 minutos, recebeu um belo lançamento do lateral Gerônimo e cruzou para Bruno Mineiro, livre na pequena área, completar e marcar o segundo gol do rubro-negro.

Vencendo por dois gols de diferença, o Atlético afrouxou o jogo, deixando o Rio Branco gostar da partida. Aproveitando uma bobeada do zagueiro Manoel, a equipe do litoral diminuiu o placar, aos 30 minutos, com o atacante Renan Meduna. Já aos 38 minutos, o meia Marquinhos fez uma boa jogada pela direita e bateu cruzado, por muito pouco o atacante Gustavo não alcança e empata a partida.

Após o susto, o Atlético se fechou e não correu mais riscos, esfriando o jogo até o apito final do árbitro Anderson Carlos Gonçalves.

Na próxima rodada do Campeonato Paranaense, o Furacão tem o clássico Atletiba pela frente, no domingo. A partida vai acontecer na Arena da Baixada, às 18h30, e deverá marcar a “cartada” decisiva do rubro-negro em busca da liderança da competição.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Gringos ganham espaço

Além do volante Valencia, muito provavelmente o Furacão terá mais dois “gringos” - como gosta de falar o delegado Antônio Lopes - no time titular que enfrenta o Rio Branco amanhã, em Paranaguá. O também colombiano Vanegas já está confirmado na zaga, no lugar do suspenso Rholdolfo. E, no ataque, o argentino Javier Toledo foi escalado nos treinamentos no lugar de Wallyson, e pode pela primeira vez começar uma partida no Furacão.
Palavras do próprio Lopes. Sobre Vanegas:
“Vamos ver ele jogando, pois estava entrando aos poucos. O ‘gringo’ é um jogador forte, bom nas bolas altas e muito experiente, até mais do que o Rhodolfo e vai fazer a mesma função dele”.
E sobre Pepe:
“Vou conversar com o Riva (de Carli) para ver a parte física. O ‘gringo’ vem entrando aos poucos e o Bruno Mineiro voltou de contusão. Então, vou analisar entre os três, não é fazer mistério”..

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Te sigo em toda parte

A torcida Os Fanáticos anunciou que cinco ônibus já estão lotados para a excursão de domingo a Paranaguá, para assistir à partida entre Rio Branco x Atlético. Boa parte desta galera que vai pegar a estrada é formada por mulheres. Um ônibus inteiro será só delas.
Mas nem sempre foi assim.
Lembro-me de algumas viagens que fiz com a torcida quando era, ainda, um piazote.
Pouquíssimas garotas se aventuravam. Nas excursões, iam apenas as mais, digamos, ousadas.
Por outro lado, tem atleticana que deixa qualquer marmanjo no chinelo quando a questão é viajar para ver o Furacão.
Como conta um trecho do livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antônia Schinden:
Início de Brasileirão de 2007, o Atlético ia a Florianópolis enfrentar o Figueirense e Minhoca*, que anda com um pé na torcida organizada Os Fanáticos, resolveu encarar uma excursão de ônibus. "pensei comigo: se é uma experiência antropológica que você está procurando, beleza!" Fui sozinha. Tinha mulheres, mas eram namoradas de alguém ou dos caras da bateria, todas da torcida organizada. Sem par, só eu.
Lá pelas tantas, fui ao banheiro. Mal sentei, abriu a porta... A torcida organizada toda quase me viu com a bunda na privada. Daí, claro, travei, não fiz xixi. Depois chegou o organizador e me perguntou: "Tudo bem?" Eu respondi: "Na verdade, se o senhor pudesse parar pra eu fazer xixi porque naquela hora não consegui, a porta abriu...". Então ele gritou: "Pare o ônibus porque a dona Minhoca quer fazer xixi!". Foi muito engraçado. Uma delícia de jogo [Figueirense 3 x Atlético 6]. Só na saída é que teve aquele esquema de torcida contrária querendo nosso couro, porque a gente ganhou deles e eles viram nosso ônibus e tal. Nada demais. Fui muito bem tratada pelo pessoal dOs Fanáticos, fiz amizade com todo mundo. O tempo todo cantando o hino, as músicas, dá aquela sensação de pertencer."
E, às vezes, a sensação de estar absolutamente "por fora".

La Paz, 3.900 metros de altitude. Minhoca estava na capital da Bolívia a trabalho, mais precisamente integrava a equipe de campanha para a presidência da República de Jaime Paz Samora. Soube que o Atlético enfrentaria o Bolivar pela Libertadores e inventou uma enxaqueca para se desocupar mais cedo: "Já estava lá uns dois meses, mas não falava espanhol, porque ainda não sabia bem e não suporto essa história de portunhol, então só arriscava umas palavras. Peguei um táxi - detalhe: estava acompanhada com uma garota coxa-branca - e, toda simpática, disse 'oi' para o motorista, que se me respondeu: 'Si, hoy es miercoles', e eu, mais uma vez 'oi' e ele 'si, el juego es hoy'.
Afinal, chegamos ao estádio, um estádio antigo, maltratado, mas bonito. Quando me dei conta, estava no meio da torcida deles. Começa o jogo, o Atlético marca um gol, depois mais um, mais um... Foi aquele banho do Atlético, e eu quieta, sem poder torcer. Veio o segundo tempo, nosso time era outro, parecia jogar em
slow motion e o time deles com a corda toda. O juiz ainda expulsou dois dos nossos, injustamente diga-se de passagem. Eles aplicaram no nosso time o goloe do soroche [mal da montanha, causado pela rarefação do ar nas grandes altitudes]. Resultado, empatamos o jogo [Bolívar 5 x Atlético 5, em 12 de março de 2002]. Voltei pro hotel e, aí sim, tive uma puta enxaqueca".
(*) Elaine Lemos, a "Minhoca", é uma das dez atleticanas retratadas no livro.

A propósito, sortearemos três exemplares do livro na segunda-feira. Dois deles pelo twitter. Para concorrer, basta seguir o Guerrilheiro da Baixada e "tuitar" a seguinte mensagem: "Eu quero ganhar o livro Dez Atleticanas e uma Fanática do @guerrilheirocap".
O terceiro será sorteado dentre aqueles que não tem conta no twitter e visitam o blog. Basta mandar um e-mail para guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com com o assunto "Quero ganhar o livro Dez Atleticanas". Na mensagem, é preciso colocar um telefone para contato e o endereço para entrega.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Obrigação cumprida

Jogo do Atlético com chuva e garoa já virou regra. Mesmo assim, 10.265 atleticanos estiveram na Baixada e viram a goleada sobre o Vilhena, que garantiu a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil. A Furacao.com conta como foi o jogo:
O Atlético não teve muitas dificuldades para golear o Vilhena por 4 a 0 e conquistar a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil. Numa noite de chuva em Curitiba e contra um adversário que não demonstrou muito poder de reação para impedir a vitória atleticana, o Rubro-Negro jogou bem e venceu com facilidade. Netinho marcou dois gols na noite e Alan Bahia e Patrick marcaram os outros gols da tranquila vitória do Furacão.
Num clima de espécie de “treino de luxo” o torcedor que compareceu à Arena da Baixada na noite desta quarta-feira viu um Atlético ousado em campo, esbanjando em toques rápidos e jogadas bonitas, que animaram o torcedor. Logo aos 11 minutos, Wallyson sofreu a falta dentro da área. Na cobrança da penalidade, Alan Bahia precisou cobrar duas vezes, com direito a duas “paradinhas” para abrir o marcador para o Furacão.
O gol deu maior tranquilidade ao time rubro-negro, que passou a explorar as jogadas rápidas no campo de ataque. Aos 37 minutos, Netinho passou por dois adversários e bateu no canto do goleiro para fazer 2 a 0 no placar.
Na etapa final, mais dois belos gols do Furacão. Aos 9 minutos, Toledo fez a jogada de pivô e deixou Netinho de frente para o gol, que num belo chute fez o terceiro gol do Atlético. E, aos 34 minutos, Patrich recebeu dentro da área e fechou a goleada atleticana.
Agora, o Furacão aguarda a definição do outro classificado da chave, no confronto entre São Domingos de Sergipe e Sampaio Correia.

Troféu
ZIQUITA
Netinho, Alan Bahia. E fiz questão de observar atentamente à participação de Manoel. Não é brincadeira, nem exagero: não perdeu uma bola sequer. Craque. Leva o Ziquita também.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Ninguém esteve assim tão mal. Vou poupar o Wallyson porque, como disse Antônio Lopes, sofreu o pênalti e ainda fez uma assistência. Mas não pode mais perder gols feitos! Daí a torcida não perdoa.

Que venha a Copa

Da Furacao.com:

Hora de apoiar o Atlético! Hora de resgatar as boas energias positivas e levar para a Baixada, na noite de quarta-feira, o grito e a dedicação de amor ao nosso Atlético.

Somos grandes, do tamanho dos nossos sonhos, e a partir das 21h do dia 24 de fevereiro de 2010, o Furacão dará oficialmente as mãos a sua imensa torcida rumo à conquista da Copa do Brasil. Diretoria, comissão técnica, atletas e atleticanos do mundo inteiro deverão estar sintonizados, embalados pelo mesmo objetivo, pelo mesmo ideal.

Temos um time que ainda não está engrenado, jogadores ainda em tratamento médico, temos dificuldades e, como se não bastasse tudo isso, passamos por turbulências e conflitos políticos fora de campo. Nada, absolutamente nada disso vai falar mais alto que o nosso amor pelo Atlético. Nada irá sobrepor o que há de mais importante: a vitória do Furacão dentro das quatro linhas do gramado.

Chegou o momento de mostrarmos a nossa força dentro da Baixada, a força da nossa torcida, a festa que contagia a todos e a toda a nossa cidade quando o Atlético entra em campo. Não podemos nos apegar a regulamento, mas temos obrigação de colocar em campo a nossa garra, a nossa raça, os nossos limites, o nosso desejo de vencer, vencer, vencer!

Com todo o respeito ao adversário, vamos com tudo pra cima do Vilhena, time que já mostrou suas virtudes e sua competência no jogo de ida em Rondônia. Vamos mesclar a qualidade com a superação, e iniciar, definitivamente, a caminhada rumo ao título da Copa do Brasil.

O Furacão entra em campo nesta quarta-feira, às nove da noite, e com ele entra em campo a nossa torcida, a nossa vibração e a certeza de que nada é maior que o Clube Atlético Paranaense.

Torcedor, venha fazer parte dessa festa. O Rubro-Negro precisa de você!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Camiseta-homenagem

Estava cá pensando juntos uns amigos. O Atlético e a Umbro oferecem um portfólio interessante de camisas. A da Liga Retrô, réplica da usada pelo Furacão de 49, é também muito legal.
Mas sentimos falta de um material que homenageasse os grandes craques da história do CAP.
E pensamos em produzir uma meia-dúzia de camisas pra gente usar. Tiragem limitada, sem fins lucrativos. Só para alguns mais fanáticos torcedores.
De forma que fiquei encarregado de fazer um layout inicial, mesmo que ficasse meio tosco.
E, apesar de não ser estilista nem designer - ao contrário, exageradamente demodê -, arrisquei uns protótipos usando algumas imagens que achei na net. Essa do Sicupa, por exemplo, era um esboço de um bandeirão que chegou a circular na rede, mas que nunca saiu do papel (ou melhor, da tela).
E, de fato, ficou bastante tosco.
Mas já dá pra ter pelo menos uma ideia de como ficarão as camisas depois que a gente passar para alguém que manje mesmo do riscado para fazer a arte final.
De imediato, as homenagens iriam pra Sicupira, o maior artilheiro da história do CAP; pro Ziquita, o herói lendário; e para Washington e Assis, os grandes ídolos dos anos 80.
A do Ziquita não acertei muito a mão, e tem dois modelos provisórios.
Estão todas aí embaixo (clique para ampliá-las).
O que importa, por enquanto, é saber a opinião da galera: gostaram da ideia e dos modelos? Homenageariam mais alguém?
Comentem!



"Pró stadium"

Hoje, vocês notaram, estou meio nostálgico.
Então vai aí mais uma relíquia rubro-negra, esta que mostra o quão antigo é o sonho atleticano da casa própria, e o quão sofrido foi chegar onde chegamos:
Clique para ampliar.

Lembranças da infância (2)

E que tal esses escudinhos para o time de botão? Aliás, além de jogar peladas, o futebol de botão foi o esporte que mais pratiquei durante minha vida. No "Estrelão" (o campo de compensado vendido pela Estrela), na mesa velha da vó, no chão da garagem. Em qualquer canto saía uma peleja. Pena que minha coleção perdeu-se. Bons tempos, meus amigos. Bons tempos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lembranças da infância de um atleticano






Futebol Cards Ping-Pong. Sucesso entre a piazada no fim dos 70s e começo dos 80s.
Alguém aí se lembra?

Os goleiros do Furacão

Altevir, convidado do próximo Círculo de História, no time de 1975. O esquadrão da foto era formado por:
Marinho, Gérson Andreoti, Alfredo, Altevir, Ladinho e Gilberto.
Agachados: Toninho (massagista), Nilton Batata, Rotta, Evans, Tião Marçal e Nenê.

Acontece no dia 25 de fevereiro (quinta-feira) o primeiro encontro do Círculo de História Atleticana neste ano. O tema será Os goleiros do Atlético e o convidado especial será Altevir, que defendeu o Rubro-Negro entre 1972 e 1977. Além da presença sempre obrigatória do professor Heriberto Ivan Machado, o historiador oficial do CAP.
Altevir, que atualmente treina times da Suburbana curitibana, chegou a ficar 1.066 minutos sem levar gol no Furacão. uma proeza, principalmente numa época de vacas magras.
Ele é o convidado, mas o papo vai tratar de grandes ídolos que já guardaram a meta atleticana, como Caju, Roberto Costa, Rafael, Marolla, Ricardo Pinto, o campeoníssimo Flávio Pantera e tantos outros.
Para participar, basta mandar um e-mail confirmando presença para o endereço circuloatleticano@yahoo.com.br. A inscrição é gratuita.
O evento será na Artha (Matheus Leme, 2823 - São Lourenço), das 19 às 22 horas.

Quer ganhar o livro Dez atleticanas e uma fanática?

Quer ganhar o livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antônia Schwinden? Pois o Blog da Baixada vai sortear três exemplares para comemorar o primeiro milhão de acessos, recentemente registrados.
Dois deles serão sorteados pelo twitter. Para concorrer, basta seguir o Guerrilheiro da Baixada e "tuitar" a seguinte mensagem: "Eu quero ganhar o livro Dez Atleticanas e uma Fanática do @guerrilheirocap".
O terceiro exemplar será sorteado dentre aqueles que não tem conta no twitter e visitam o blog. Basta mandar um e-mail para guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com com o assunto "Quero ganhar o livro Dez Atleticanas". Na mensagem, é preciso colocar um telefone para contato e o endereço para entrega - sim, vamos mandar o exemplar direto para sua casa. Maior mordomia!
Quer saber mais sobre a obra? Clique nos links abaixo:

Coisa boa

Tá certo que de cabeça quente, após tomar um gol no finalzinho da partida e ver a vitória ir pelo ralo, a gente despeja tudo o que está sentindo.
Mas vale a pena falar, também do golaço marcado por Netinho. Há tempos ele estava ensaiando marcar um gol olímpico. Até que saiu o bendito.
Que me lembre, é o terceiro gol do Atlético que presencio. O primeiro foi de Nélio, o segundo de Nei.
Pena que com a bola rolando Netinho não tenha tido um grande desempenho. Ao contrário, teve uma atuação apagada. Como de praxe, aliás.
Mas que foi um golaço, isso foi.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Uma lástima

Mais um jogo para entrar no rol de fiascos do Furacão. Empatar com o vice-lanterna do poderoso Campeonato Paranaense é dose. E o resultado, pra agravar a situação, manteve uma escrita medionha: o Atlético não ganhou nenhum jogo fora de curitiba em 2010. Isso que estamos falando de jogos contra adversários do interior paranaense e de Rondônia (o Vilhena, pela Copa do Brasil). Imaginem no Brasileirão, que é o que interessa de verdade, como será. Nem precisa imaginar, meu amigo. Eu já lhe adianto: o Rubro-Negro vai ser novamente um time de pijama, daqueles que quando sai de casa a torcida já sabe que é pra apanhar. Uma vitória longe de casa só mesmo por aberração da natureza.
Que sina...
Resta torcer para que Paulo Baier e Bruno Mineiro voltem logo ao time.
A próxima partida do Atlético pelo Paranaense é também fora de casa, no Caranguejão, em Paranaguá, contra o Rio Branco.
Antes disso, tem o jogo de volta contra o Vilhena, pela Copa do Brasil, quarta-feira na Baixada.
Que os Deuses estejam do nosso lado.
  • Como não assisti à partida na íntegra, não me sinto à vontade para escolher os vencedores dos troféus Ziquita e Tião Macalé. Podem indicar à vontade!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pepe Toledo vai pro jogo

O atacante argentino Pepe Toledo está entre os convocados para a partida deste domigo, contra o Nacional, em Rolândia, de deve fazer sua estreia pelo Furacão. Os demais atacantes convocados são Wallyson e Patrick. Segundo a Furacao.com, o colombiano Serna também havia sido convocado, se machucou e foi cortado da delegação.
Além de Pepe, outros dois gringos estão convocados e podem jogar: os também colombianos Valencia e Vanegas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Grana boa. E à vista

Intermediada pelo Petraglia ou não; empresários ganhando dinheiro ou não, o fato é que a venda de Alex Sandro por 2 milhões de euros - à vista! - proporcionou um respiro às finanças do clube em 2010. Segundo disse Malucelli na entrevista à Transamérica, o valor traz estabilidader financeira ao clube. “O Enio [Fornéa Júnior] é quem toca nossa parte financeira e ele sabe mais do que eu quais são as nossas necessidades e as premências do clube em relação às suas obrigações. Ele achava que esse dinheiro em caixa, e à vista, como eles se propunham a pagar, seria interessante porque teríamos o caixa tranquilo praticamente até o final do ano, e isso traz uma tranquilidade, porque vocês não sabem o que é administrar, como nós administramos ano passado, sem dinheiro, com dívidas”, declarou o presidente atleticano.
Detalhe: Malucelli era contra a venda de Alex agora. Preferia que ele jogasse pelo menos mais um Brasileirão. Mas foi convencido pelo Fornéa.

Malucelli solta o verbo

Ouvi parte da entrevista do presidente Marcos Malucelli ontem, à rádio Transamérica. Ironicamente, justamente a emissora com quem Mario Celso Petraglia comprou uma grande briga quando no comando do CAP. E foi lá que Malucelli soltou o verbo e fez acusações graves contra o próprio Petraglia e ex-funcionários do clube do clube, que estariam influenciando na negociação de jogadores - a exemplo do que ocorreu no caso de Alex Sandro.
A mais grave, acredito, contra Alexandre Rocha Loures: "Essa é uma coisa muito errada que aconteceu no clube. O Alexandre Rocha Loures era funcionário do Atlético e agente FIFA. Ele trabalhava no departamento de relações internacionais. E nessa condição de agente FIFA, ele obteve, por indicação do Atlético, diversas procurações de jogadores, notadamente os jogadores da base. Esses jogadores davam procuração para ele não porque ele era o Alexandre Rocha Loures, mas porque ele era o funcionário do Atlético que atuava nessa área. Quando ele saiu do Atlético, logo que nós assumimos, ele lamentavalmente levou com ele esse acervo todo, esse estoque de procurações, de maneira que esses jogadores, que tinham como procurador um funcionário do Atlético, passaram a ter como procurador um agente de jogadores que passou então a agenciar a carreira desses jogadores. Isso num primeiro momento poderia se pensar que ele era do Atlético, ele sai, leva as procurações, bom para o Atlético. Não, não foi bom para o Atlético, não. Nos atrapalhou, e muito. Ele tem sim procuração de diversos atletas nossos, eu não sei nem a quantidade exata, mas isso é fácil de verificar no clube. Evidentemente que ele, quando saiu, deveria ter deixado."
E atacou também uma parceria feita durante a gestão de Petraglia com o "CAPA" - que, segundo Malucelli, assumiu as equipes infantis do Furacão e que, quando os jogadores em idade avançada retornavam para o Atlético, permanecia com 30% dos direitos sobre eles.
Segundo a Gazeta do Povo desta sexta, Malucelli promete para breve uma entrevista coletiva onde tratará de outros assuntos referentes à gestão anterior.
Isso sim, ainda vai dar pano pra manga.
  • A Furacao.com publicou a íntegra da entrevista. Para ler, clique aqui.

Vitória molhada


Veja os três gols do Atlético pela TV Furacão.
Só mesmo maluco pra encarar um jogo de futebol com um tempo desse. Garoa fina, chata, intermitente. Mas tem louco pra tudo nesse mundo. Principalmente pelo Atlético. E lá estavam 10 mil rubro-negros para assistir à vitória do Furacão sobre o Engenheiro Beltrão, lanterna do Paranaense, por 3 a 0.
E viram uma vitória fácil. Embora tenha feito primeiro tempo fraco e voltado para o vestiário no intervalo amargando um 0 a 0 lastimável, o Atlético buscou o gol o tempo todo. E só não veio porque Wallyson deve mesmo estar sob os efeitos de alguma praga daquelas: meteu outro tirambaço na trave - o quarto, que eu me lembre, neste campeonato estadual. Márcio Azevedo ainda fez uma jogadaça de cinema, ao chapelar o zagueiro e soltar uma bomba antes da bola tocar o solo. Mas o goleiro fez grande defesa.
No segundo tempo, mais pressão e os três gols saíram naturalmente. Tartá, que já vinha sendo o nome do jogo, levando com velocidade a bola ao ataque, abriu e fechou o marcador. O último, uma pintura. Aplicou dois dribles desconcertantes no zagueirão antes de estufar a rede. Daqueles de entortar a coluna do beque. Bonito de ver. Fez valer a pena ter saído de casa debaixo da garoa mais chata do mundo.

Eu tô maluco: Tartá foi titular e não decepcionou. Infernizou a zagueirada e marcou dois belos gols.
(Foto Franklin de Freitas/Bem Paraná)
Ah, teve também outro gol, o do meio. Esse foi do Alan Bahia, de cabeça. Gol que já o coloca no topo da lista de artilheiros da competição. É arretado o negrinho, ninguém há de contestar.
E já estamos a 5 pontinhos dos coxas...
A próxima parada é domingo, em Rolândia, contra o Nacional.
Troféu
ZIQUITA
Pro Tartá, é claro. Outros destaques foram Wallyson, Chico e, sempre ele, Manoel.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Eu iria dar a láurea ao time do Beltrão, que não deu um chute sequer à meta de Neto. Mas o lance bizarro protagonizado pelo atacante Serna é inigualável. Dentro da área adversária, quase na pequena área, para ser mais preciso, o cara deu um bico na bola para a lateral, lá no meio-de-campo, como fosse um beque do Beltrão. Sem falar que hoje ele não acertou uma sequer. Tem que treinar mais, o nosso amigo colombiano.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os melhores posts

Meus amigos, foi difícil fazer uma seleção. Mesmo porque, até hoje, já foram publicados 2.353 posts! Mas, de qualquer forma, a busca foi bacana, para relembrar bons e maus momentos do nosso Furacão desde 2007. Dentre tantas postagens, encontrei algumas que considero como as mais legais do Blog da Baixada - como eu tinha prometido como forma de comemorar a marca de um milhão de acessos.
Aí vão os links:
Merecem também uma menção honrosa:
Sem falar naqueles que "homenageiam" nossos rivais:
É isso aí pessoal, vocês já tem leitura garantida até o fim de semana! Divirtam-se!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tartá ganha a vaga de Valencia

Da Furacao.com:
O Atlético deverá ter uma formação mais ofensiva em campo no jogo contra o Engenheiro Beltrão, quinta-feira, na Arena. Para substituir o volante colombiano Valencia, que cumpre suspensão pelo cartão vermelho recebido contra o Paraná Clube, o técnico Antônio Lopes optou pela escalação do meia Tartá. Dessa forma, o sistema tático do time continuará sendo o 4-4-2, mas com dois meias-atacantes em campo: Netinho e Tartá.

Segundo o treinador, a opção por Tartá é para testar uma formação mais veloz em campo. “O Tartá é outro jogador que viemos colocando aos poucos, no transcorrer das partidas. Agora apresentou este momento bom para colocarmos de início. É um jogador velocista, que dribla e conduz a bola muito bem. Então ajudará a dar mais velocidade ao time”, prevê Lopes. O time que deve entrar em campo na quinta-feira é: Neto; Gerônimo, Manoel, Rhofoldo e Márcio Azevedo; Chico, Alan Bahia, Tartá e Netinho; Serna e Wallyson.

Velocidade

A opção de Lopes por Tartá chega a surpreender, já que o treinador vinha usando uma formação em 4-4-2 mas com um maior número de atletas com características defensivas no meio-campo. Antes eram Valencia, Alan Bahia e Alex Sandro. Depois, com a negociação de Alex Sandro, o treinador optou pela inclusão de Chico na meia-cancha, cabendo apenas a Netinho a função principal de armador das jogadas ofensivas do time.

Pepe deve ser regularizado amanhã

Da Gazeta do Povo:

Não será contra o Engenheiro Beltrão que Javier “Pepe” Toledo estará à disposição de Antônio Lopes. O atacante argentino só deverá sair no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na quinta-feira (18), portanto fora do prazo para participar do jogo no mesmo dia. Assim, a última contratação do Atlético poderá estrear contra o Nacional, em Rolândia, no domingo (21).

“Toda a documentação internacional está completa. O que falta apenas é que a Federação Paranaense e a CBF estejam abertas ao mesmo tempo para a informação ser transmitida. Para poder jogar, ele precisa estar no BID com 24 horas de antecedência, o que não vai acontecer”, explicou o diretor de futebol Ocimar Bolicenho. A FPF fez expediente nesta quarta-feira (17), enquanto que a CBF continuou em recesso.

Atlético não deverá negociar atacante

Com a chegada de Toledo, o Atlético passa a ter oito atacantes no elenco. Além do argentino, o Furacão conta com Alex Mineiro, Bruno Mineiro, Jorge Serna, Marcelo, Patrick e Wallyson, acrescidos de Bruno Furlán, que alterna presenças na base e na equipe principal. Apesar da superpopulação de jogadores ofensivos, o clube não pretende negociar ninguém. “Não há esta expectativa. Para ver como são as coisas: de oito jogadores, só poderemos contar com três para a próxima partida, no caso o Serna, o Wallyson e o Patrick. Um não tem registro e quatro estão no departamento médico”, disse Ocimar Bolicenho.

Por outro lado, o Atlético tem quatro estrangeiros no elenco (o argentino Toledo e os colombianos Valencia, Serna e Vanegas), podendo apenas relacionar três por partida. Isso sinaliza sim para uma futura transferência de Valencia, há mais tempo no clube. “O Valencia está na expectativa para ser negociado para o futebol europeu ainda neste ano. Não deu certo no começo do ano”, explicou o diretor.

Uma nova dupla de ataque

Da Furacao.com:
O sistema ofensivo do Atlético deve sofrer alterações para o jogo da próxima quinta-feira, contra o Engenheiro Beltrão. Titular no ataque atleticano, o atacante Marcelo já é desfalque certo, devido a uma lesão na coxa. Nesta terça-feira, o técnico Antônio Lopes ganhou mais um problema: segundo informações da Rádio Banda B, o atacante Bruno Mineiro também sentiu uma lesão e deve ser poupado na quinta. Com isso, o ataque atleticano será formado por Wallyson e Serna.
Wallyson não joga pelo Furacão desde o empate em 0 a 0 com o Cascavel, quando entrou no segundo tempo. Como titular, a última partida dele no Furacão foi na goleada por 8 a 0 sobre o Serrano.
Já o colombiano Serna deverá ganhar a sua primeira oportunidade no time titular do Atlético. Ele já atuou em quatro jogos no clube este ano (contra Corinthians-PR, Cianorte e Paraná Clube, pelo Paranaense, e contra o Vilhena, na Copa do Brasil), mas em todos entrou no decorrer da partida.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pano pra manga

O assunto "Arena Atletiba" bombou no twitter hoje.
Bom, lá vamos nós de novo.
Como toda proposta lançada pelo Petraglia, esta divide as opiniões entre os totalmente a favor e os totalmente contra.
Em se tratando de propostas do nosso ex-presidente, estive do lado a favor na grande maioria das vezes. Mas não em todas.
Agora, me vejo novamente na ala dos contra.
A proposta toda, é claro, faz sentido. Na explanação de Petraglia, então, torna-se tudo muito belo. Sedutor, até. E, convenhamos: fazendo as contas, simplesmente, torna-se uma ideia genial.
Mas vamos dissecar a ideia. “Sem paixão nem ódios”, como prega Petraglia. Por isso, prometo que vou deixar de lado o mesquinho argumento de que não dividiria nunca o estádio com os coxas pelo simples fatos de serem uns porcos chafurdantes. Tentarei me ater a detalhes técnicos, embora eu seja - assim como 99,9% dos que estão opinando sobre o assunto - um leigo.
Pelo que entendi da entrevista do Petraglia, a fundamento principal de sua proposta é unir forças para alavancar receitas.
Tudo bem. Ninguém é mesquinho a ponto de preferir ver os coxas na merda em detrimento de ter a oportunidade de ver o Atlético lá em cima.
Mas o próprio Petraglia disse, na entrevista à Gazeta, que ainda não há estudos que comprovem quanto o clube vai ganhar com a divisão.
Com a venda dupla de cadeiras e camarotes, não ganhará nada. A revenda dos locais do estádio certamente seriam para os torcedores e sócios dos coxas. E o dinheiro, é claro, iria para os coxas.
Por outro lado o Atlético, proprietário de fato do estádio, ficaria com o dinheiro de patrocínios e naming rights. Pelo menos entendo assim, Petraglia não deixou isso muito claro. Por esse aspecto, pode ser uma boa para o CAP. Mas vejo que o clube pode conseguir isso também sozinho, sem os coxas como parceiros. Já o fez, inclusive.
Quanto ao custo de manutenção do estádio, se dividido entre os dois clubes, isso sim cairia pela metade. Embora não ache que seja esta receita que tornará o Atlético uma potência.
Mas vamos ao aspecto mais importante da proposta de Petraglia, que é o seguinte: com os coxas utilizando também a Baixada, seria muito mais fácil receber dinheiro público para terminar o estádio nos padrões Fifa. Claro, pois não haveria a oposição dos coxas e o fator "autofagia", tão citado por Petraglia como um dificultador, estaria eliminado.
Essa ideia faz sentido, embora revele a pequenez bisonha dos nossos políticos. São Paulo e Internacional certamente receberão dinheiro público para reformar seus estádios e não precisarão transformar o Beira-Rio em uma "Arena Grenal" ou ceder o Morumbi ao Corinthians.
Mas estamos no Paraná. Em Curitiba. E por aqui, há os coxas. E políticos bundões (aos montes).
E Petraglia teve que se render à autofagia que sempre criticou.
E fez uma proposta que agrade a todos: quem dará o dinheiro, quem ganhará o dinheiro e até quem ficaria sem dinheiro algum.
Xeque-mate? Solução ideal? Situação resolvida?
Sei não.
Vamos a outros aspectos da proposta. Os aspectos práticos.
De acordo com a entrevista do "homem", a proposta passaria também por uma decisão dos coxas em abrir mão do Couto Pereira - que seria cedido, pelo que entendi, ao poder público como contrapartida pelos investimentos na Arena.
Embora aquilo seja um pinga-mijo desgramado, é o único bem dos coxas. Acho difícil que topem.
É óbvio que a ideia deve também passar pelo crivo da diretoria do CAP e pelos conselheiros; talvez até pelos sócios. A diretoria já mostrou-se contra.
Enquanto isso, o tempo corre e os prazos para começar as obras vão se esgotando.
Melhor achar logo um "plano B". Nem que passe pela revitalização do Couto Pereira pelo poder público como contrapartida pelo investimento na Baixada.
Até porque, por enquanto, só vi essa ideia sair da boca de Petraglia. Ambos os clubes já rechaçaram a proposta e nenhum político sequer ousou tocar no assunto. Ou será que já?
•••
PS: Pra não dizerem que sou intransigente. Um leitor orientou-me a ler as colunas de Tiago Recchia e Linhares Junior sobre o assunto. Li. E não vi nada demais. Apenas opiniões leigas, como a minha. Não critico a proposta por achá-la ruim. Mas por, de fato, não concordar com ela.

Dirigentes rechaçam proposta de Petraglia

Da Gazeta do Povo:
Considerada por Mario Celso Pe­­traglia a única maneira de concluir o estádio e dar um impulso ao futebol paranaense, a Arena Atle­­tiba é inviável para dirigentes de Atlético e Coritiba. Nem tanto pela ideia em si – vista pelos alviverdes como “interessante”. Mas, principalmente, pela dificuldade de unir, sob o mesmo teto, as duas torcidas rivais.

No último domingo, o ex-presidente do Furacão recolocou o tema em pauta em entrevista à Gazeta do Povo – após ter revelado a po­­lêmica proposta na revista Ideias de agosto do ano passado. Para ele, uma questão de sobrevivência.

Fusão imobiliária que é rejeitada em sua totalidade pelos rubro-negros. O tema chega a ser tratado como piada por parte de conselheiros e sócios, conta o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Gláucio Geara.

“É aquela velha história do Garrincha ao receber as instruções de jogo. ‘Combinaram com o adversário?’ Alguém se reuniu com o Coritiba? É utópico, pois descaracterizaria totalmente o futebol paranaense”. Além disso, de acordo com o dirigente, o Atlético não precisa da ajuda do co-irmão para a conclusão (ou atualização) de sua casa.

No Alto da Glória, as diferenças dos mais de 80 anos de rivalidade seriam o maior problema. “Acho interessante, inteligente, mas vejo dificuldades sérias. As áreas onde estão o Couto Pereira e a Baixada são proibitivas para as duas torcidas”, afirma Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Con­­selho Administrativo alviverde.

Porém, em um ponto os dois concordam com Petraglia: o futebol do estado precisa mudar. “Exis­­tem mesmo clubes mais fortes em virtude do aspecto financeiro, precisamos encontrar alternativas”, diz Geara. Novo caminho, segundo Andrade, possível somente com o auxílio do poder público. “Seria necessário trabalho intenso e auxílio do governo do Estado, com patrocínio ou investimentos”.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Enfim, um treino

Da Furacao.com:
Após a longa e cansativa viagem para enfrentar o Vilhena, pela Copa do Brasil, a delegação atleticana conseguiu retornar a Curitiba. O Furacão deixou a cidade na manhã de segunda-feira e antes de chegar à Rondônia passou por Cuiabá. Após o jogo, mau tempo e vôos lotados atrasaram o retorno atleticano em dois dias. Apenas ma madrugada de sábado para domingo o grupo rubro-negro desembarcou em Curitiba.
Porém, o carnaval será de trabalho no CT do Caju. Apenas no domingo os atletas tiveram uma pequena folga. Na tarde desta segunda-feira, todos os jogadores se reapresentam e iniciam as atividades visando o próximo desafio do Furacão no Campeonato Paranaense. Na quinta-feira, o Atlético enfrenta o Engenheiro Beltrão na Arena. O técnico Antonio Lopes não poderá contar com o volante Valencia, expulso contra o Paraná.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

As visões de Petraglia

Em entrevista à Gazeta do Povo deste domingo, o ex-presidente do Atlético Mario Celso Petraglia fala sobre a Copa 2014 e o término da Baixada, e volta a defender um estádio único para a dupla Atletiba - na verdade, na visão dele, a única forma única de conseguir um aporte milionário de dinheiro público para terminar o projeto nos padrões Fifa. Confira os principais trechos da entrevista:

O senhor prevê uma mudança na forma de ver o futebol no Brasil a partir da Copa de 2014. Será um novo espetáculo ao vivo em 12 es­­tádios apenas ou passa para os ou­­tros?

Isso já está havendo. É uma onda, é a pedra do lago. A cidade de Cu­­ri­­tiba, pluff, isso aí vai irradiar, já es­­tá irradiando. Na capital os outros clubes terão de fazer a mesma revitalização porque o assistente daqui vai comparar com a qualidade de lá e não vai se subordinar a assistir em outro nível. Ponta Grossa já está falando em fazer arena – claro, menor, com menos requinte –, Maringá, Londrina, interior de São Paulo, o Palmeiras está construindo uma nova. É uma onda que vai revitalizar o futebol brasileiro.

A conta dos estádios da Copa fechou com 94% de investimento público. O senhor vê gente disposta a investir nessa onda?

Eu acho que será 100%. E é investimento público, público. Quem tomará o financiamento não vai ser a iniciativa privada, vai ser go­­verno, para facilitar seu fluxo de caixa, seus orçamentos, para diluir isso em 10, 15, 20 anos. O investidor será o poder público.

Esse é um ponto que gera muitas críticas. A imediata é a de prioridades de investimento. Ao invés de investir em estádio, que se in­­vista em saúde, educação, segurança.

Isso é uma visão extremamente mío­pe. Quem levanta esse tipo de coisa não sabe o que é uma Copa do Mundo. Segundo estudos de viabilidade apresentados ao governo brasileiro, cada R$ 1 investido na Copa do Mundo tem R$ 10 de retorno no período de amortização do investimento. É prioridade zero o Brasil trazer uma Copa do Mundo, assim como a Olimpíada. Você não organiza um país para receber uma Copa do Mundo. Você recebe uma Copa do Mundo para reorganizar alguns setores do país. Serve como vetor.

Pretende participar como dessa operação Copa?

O que eu tinha de participar, já participei. Fomos superando obstáculo por obstáculo e acabamos conseguindo. Fiquei especialmente sa­­tisfeito, feliz e orgulhoso, dia 31 de maio, quando as 12 cidades foram anunciadas pelo presidente da Fifa e vi que Cu­­ritiba era uma delas. Ali, dei por encerrada a minha missão.

O senhor conseguirá se manter como mero espectador pelos próximos quatro anos e meio?

Não vou ser mero espectador no resto do Brasil. Aqui, em Curitiba, serei mero espectador, não quero me envolver, porque a aldeia é complicada. O nosso objetivo era de fazer um projeto, elevar o Atlé­­tico Paranaense a um nível de destaque estadual além do que ele tinha e nacional que nunca teve. O futebol paranaense, nos 100 anos de existência, sempre foi considerado de segunda classe. Quando as cinco cidades previamente foram escolhidas (como subsedes da Copa) – Brasília, Rio, São Paulo, Be­­lo Horizonte e Porto Alegre –, eu dizia ao Ricardo Teixeira: “Pre­­si­dente, por que não Curitiba?”. E ele: “Mário, qual é a representatividade que vocês têm no futebol? O que vocês representam no futebol nacional para ser naturalmente escolhido? É futebol que nós va­­mos disputar, não é qualidade de vida”. Cansei de ir a reuniões de entidades dos clubes em que o Pa­­raná e nada é a mesma coisa. Mui­­tas vezes, entre aspas, me senti li­­xo. Na divisão do bolo, na força po­­lítica, quando se atribui uma pena por algum ilícito, na formação de uma tabela, nas transmissões dos jogos. Lixo.

O futebol paranaense está regredindo?

Não. Nós crescemos em razão de um momento pontual, muito mais pelo enfraquecimento dos considerados grandes do que pela nossa força. Os grandes começaram a se reorganizar, se mexeram. Nós não temos estrutura nem condição de orçamento para estar en­­tre os maiores clubes brasileiros. A performance em campo, atualmente, é diretamente proporcional ao fluxo de caixa. Em 39 anos, o São Paulo tem seis títulos brasileiros. Em 35 anos, ganhou três. Nos últimos quatro anos, três. E quase foi de novo. Como nós, com um orçamento cinco, seis vezes me­­nos, vamos concorrer em uma atividade extremamente profissional, de altíssimos valores envolvidos, na mesma competição?

A realidade do futebol paranaense é essa: lutar para não cair na Série A e ter algum destaque na Série B?

Se não tiver alguma coisa realmente moderna, visionária, revolucionária, que una esforços, que crie a mais valia, alavanque receitas, vamos voltar na proporção àquilo que sempre fomos: times de segunda lutando para ser time de primeira. O Paraná Clube, com esse orçamento, não será nunca um clube de primeira. Pode até por um mo­­mento, num vento favorável subir, empinar lá (risos)... a pipa. Mas depois vai cair. Há uma atenção muito grande para que o Brasil não vire uma Inglaterra, uma Espanha, uma Itália, onde começa o campeonato e a gente já sabe que A, B ou C será o campeão e os outros, coadjuvantes.

Mas alguns se satisfazem como coadjuvante. O Everton acha o má­­ximo se ganhar uma vez do Liverpool e chegar na Liga Eu­­ropa.

Nós queremos isso? Eu não nasci para isso. Por que não podemos fazer um clube ou dois de representação nacional? Não entra na minha cabeça. Nós podemos (enfático). Foi provado que nós podemos, alcançamos um status. Então vamos daqui pra frente. Nós temos de nos profissionalizar.

Como o senhor visualiza isso passando diretamente pela Arena Atletiba?

Ficou muito claro, escrito e assinado que o Atlético não pagaria para uma Arena em nível de Copa do Mundo, não precisa disso. Para o nível do futebol nacional, não precisa do requinte e da qualidade que a Fifa exige. Foi definido que essa diferença entre o que o Atlético pro­­jeta para si e a Fifa exige será pago por quem for ter o benefício (estado e município). Por ser necessariamente dinheiro público, não é justo que esse benefício seja de um clube só. É muito difícil colocar isso, porque parece que estou de­­fendendo o interesse do Coritiba. Não estou. Eu só tenho um interesse futebolístico na minha vida, por paixão, o Atlético Paranaense. Temos de trazer energia para realizar isso.

Estou falando do complexo, vai custar 250, 300 milhões de reais, porque tem de desapropriar área no entorno, envolver a viabilidade, mobilidade, revitalização do bairro, remodelar a praça. A Areni­­nha tem o dinheiro disponível no Ministério do Esporte para Curitiba fazer um ginásio. Curitiba não tem projeto e terreno, vamos acabar perdendo esse dinheiro. Por que não fazer o complexo todo, se o di­­nheiro está disponível? Por que quando é público um clube pode compartilhar com o outro? Está aí o Maracanã: 50 anos quatro clubes compartilhando. Privado não pode? Não consigo en­­tender a irracionalidade que leva o pensamento das pessoas ao bloqueio.

Se o Atlético chegou até aqui sozinho, por que para terminar vai precisar do Coritiba?

Até aqui não serve mais. Essa é a visão que o atleticano não está tendo. Esse projeto é do caderno de 95. Nós vamos ficar para trás. Se o Atlé­­tico não revitalizar a Arena, começa já a curva da decadência. Daqui a dez anos ou a cinco, a história do futebol brasileiro será outra. E nós vamos ficar parados à sombra das conquistas de até aqui? Não serve mais para nada. Por que essa soberba, se o Atlético viveu a sua história em estádios de terceiros? Tem 85 anos, tem o seu estádio há dez e agora subiu à cabeça? Agora, se me disserem: “Mário, por que não fa­­zer sozinho?”. Claro. Temos força para fazer sozinho? Vamos fazer. Faça o complexo sozinho, convença a prefeitura, traga os 150 mi­­lhões da Areninha, traga os 150 milhões para terminar a Arena a fundo perdido, não se endivide... (bate palmas) vou aplaudir.

Consegue visualizar a Arena alviverde?

Não diria alviverde, mas uma cor neutra. Recebi de um torcedor e achei muito legal: “Presi­dente, ponha preto, vermelho, verde e branco numa lata, misture e a cor que sair pinte”. Pronto. O que eu quero que seja rubro-negro é o time. Estádio, CT, maca, torcida, é meio. A alma do nosso Atlé­­tico Paranaense é o time em campo, a vitória, ser campeão. Como se faz isso? Com grana.

O senhor tem alguma projeção de receita a ser gerada por um estádio único?

Não fizemos essas contas, mas pela nossa experiência de 14 anos com a pasta debaixo do braço tenho certeza absoluta de que essa união é geométrica. Um mais um é mais do que dois.

O senhor vê Curitiba comportando três clubes?

Zero, zero. (desenha dois retângulos paralelos em um flip chart, representando as Séries A e B do Brasileiro). Anti­ga­mente, eram 24, primeira e segunda. Agora são 20 com tendência de ser 18, deixa passar Copa, isso vai diminuir mais ainda. A distância dos primeiros para esses aqui (parte baixa do gráfico) fica impraticável. Quando nós pegamos o Atlético, estava aqui (aponta a Série B no gráfico). Éramos menores que o Ju­­ven­tude, Portuguesa, os principais do Nordeste, todo o interior de São Pau­lo.

Começo desse século, pelo buraco havido aqui, ocupamos um es­­paço que não era nosso. São 12 grandes clubes brasileiros de faturamento hoje, o Atlético está aqui (rabisca o número 13). Não tem ne­­nhum clube que fature mais do que nós fora esses 12. Esses 12 es­­tão se reorganizando, vão ocupar isso aqui de novo, então nós vamos ficar aqui, no nosso lugar. Qual é a tendência se não fizer nada? (Bate na Série B três vezes). Isso é aritmético. É surpresa o Paraná estar aqui? Não é. A tendência do Paraná, com a reorganização de alguns estados e clubes... Terceira Divisão (desenha um terceiro retângulo). Daqui pra cá e daqui pra lá (aponta a flutuação entre as Séries B e C). Não aqui (Série A). Acabou. Nós temos 12. Atlético, Coritiba, Goiás, a volta do Guarani, Ponte Preta. O que vai sobrar para o Paraná? Nordeste, Bahia, Forta­­leza, tudo com estádio novo, se re­­or­ganizando. Esqueça. Quem não tiver essa visão do que está acontecendo, estará morto.

Qual é a minha proposta? Fazer algo aqui. O Coritiba foi um acidente, era para estar aqui (Série A), o Fluminense deveria ter caído. Foi o Sobrenatural de Almeida que fez o Fluminense não cair, a magia do futebol. Eu tenho certeza, esse ano, que o Coritiba volta pela força do seu clube. Mas vai ficar aqui (parte de baixo). Aí vem a visão míope de deixar o Coritiba morrer. Eu não quero. A nossa briga é aqui (metade de cima da Série A), não é aqui (metade de baixo da Série A). Temos de passar dos 12. É com essa gente que nós temos de brigar. Vamos nos unir aqui para su­­bir lá, e aí é uma questão de competência.

E a Federação?

Não existe. É um modelo falido, que vem do Estado Novo, da Era Vargas. Os clubes profissionais dos estados não existem mais, estão falidos, os Estaduais acabaram. Já deviam ter sido excluídos do nosso calendário há muitos anos. Só serve para a satisfação das federações e seus feudos. Federação não contribui com nada, só ex­­plora os clubes. Para que nós precisamos da Federação Parana­ense de Futebol? Me dê uma ra­­zão. Registro é na CBF. Para quê? Para organizar o Estadual?

  • E aí, o que acha? Comente!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

É tudo vermelho e preto

Como explicar o fascínio pela combinação do vermelho e preto? Não se assuste, passa longe de mim a idéia de trazer alguns dos incontáveis significados e usos das duas cores, mesmo porque são também incontáveis as linhas/orientações que pretendem interpretá-las. Mas vou arriscar uma incursão pela mitologia grega, plena de sugestões de interpretação do nosso imaginário. Orfeu canta a noite, "mãe dos deuses e dos homens, origem de todas as coisas criadas", e esse preto da noite "reveste o ventre do mundo, onde, na grande escuridão geradora, opera o vermelho do fogo e do sangue, símbolo da força vital". Resultado: uma operação/combinação que envolve as entranhas...
Tal é o caso de Dona Gessy, há mais de cinqüenta anos magnetizada pelas cores rubro-negras. Ela nasceu em Guarapuava e quando casou veio morar em Curitiba - sorte das sortes, bem pertinho da Baixada. "Por influência de tudo, acho que nasci atleticana: lá no interior meu pai já era atleticano, eu adoro o vermelho e o preto e morei 32 anos perto da Baixada. Tinha um barranco, era só terra ali, mas era nossa arquibancada. A gente levava banquinho, pipoca, água e bandeira. Não perdíamos um jogo, meu marido, eu e meus três filhos, domingo era sagrado para nós".

Dona Gessy tem sete filhos, 10 netos, 10 bisnetos e, com o orgulho de uma matriarca do futebol, contabiliza: "entre 27 pessoas na família, apenas quatro coxas e um paranista". Ambas comemoramos essa "goleada" e ela continuou: "Eu tenho muiita saudade daquela Baixada. Inclusive, eu tenho as pedrinhas da Velha Baixada, guardo ali na pratileirinha do meu quarto os pedacinhos, a lembrança. Uma saudade mesmo porque ali era o amor pelo time, os jogadores jogavam por amor, pela camisa do Atlético. Hoje são poucos os que jogam assim. Mas eu continuo apaixonada pelo futebol, pelo Atlético, uma coisa que não sei explicar. Você viu, né? Meu quarto, meu banheiro, é tudo vermelho e preto".

•••
Trecho do livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antonia Schwinden, que vamos sortear depois do Carnaval, via twitter, para comemorar um milhão de acessos no blog.

O Brasil da Copa do Brasil

Torcida do Atlético sempre presente, mesmo a 5 mil km de distância.
Da Gazeta do Povo:

O Atlético reviveu esta semana o futebol das origens. Foram seis dias de viagem, com 5.964 quilômetros percorridos, para realizar uma única partida. O confronto com o Vilhena, em Ron­­dônia, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, não será mais esquecido pela de­­legação rubro-negra, tamanhos os percalços que teve de enfrentar.

Até a realização da partida, tudo corria dentro do cronograma. O pesadelo começou no re­­tor­­no a Curitiba. A chuva e a falta de estrutura do Aeroporto Bri­­ga­­deiro Camarão, de Vilhena, de­­ram início à via-crúcis atleticana.

A delegação precisou ser divida em três núcleos para deixar o Norte do Brasil, depois de ter o voo de retorno, na quinta-feira, cancelado. A companhia aérea Trip não conseguiu alocar todos em um único avião e fracionou o grupo. O prejuízo pela longa viagem só não foi maior porque a Fe­­deração Paranaense de Fute­­bol não programou rodada para o Estadual neste fim de semana.

“Se tivéssemos rodada de fim de semana, teríamos de ter outras alternativas, como voltar por via terrestre. Mas também seria desgastante”, observou o diretor de futebol Ocimar Bo­­li­­cenho.

E alternativas não faltavam. Um grupo de moradores de Vi­­lhena se ofereceu para levar a de­­legação de carro até outras cidades de maior porte, mas com preço nada camarada. Custaria R$ 300 por pessoa, sendo que cada automóvel comportaria apenas quatro. Só com gastos em passagens aéreas, estadia e alimentação o Atlético desembolsou R$ 37, 5 mil.

“Gastaríamos R$ 12 mil para que nos levassem a Cuiabá, que fica a 760 quilômetros, ou Porto Velho, a 700 quilômetros. Ima­­gine mais este gasto?”, indagou o dirigente, que é contra jogos em pequenas cidades.

“Sou favorável a todos participarem. A Copa do Brasil é a competição mais democrática que temos, mas a cidade precisa ter o mínimo de estrutura. Esses jogos devem ser sempre nas capitais”, su­­geriu Bo­­licenho.

O preparador físico Riva Carli teve de reprogramar as atividades para tentar manter a rotina de trabalho, com musculação em academia. Por outro lado, o elenco teve algumas horas de folga para sair do hotel. “O lado psicológico é mais afetado que o físico e é preciso deixar eles quebrarem as regras. Não há quem aguente ficar preso em hotel e aeroporto uma semana”, acrescentou Riva.

Sem opção a não ser esperar a confirmação do retorno, os jogadores procuraram esquecer os problemas e descontrair. Com uma equipe jovem, média de idade de 23 anos, brincadeiras e gozações não faltaram.

“Nossa! Trinta homens juntos não dá. Ainda mais a molecada com os hormônios à flor da pele, tem de sair de perto. O jeito é que levar na brincadeira. E o Patrick se encarrega disso”, contou Rho­­dolfo.

Netinho, um dos mais experiente do grupo, acredita ter “so­­frido” mais que os colegas. “Ima­­gine que eu fiquei com o Tartá no quarto. Aquelas histórias cariocas que ninguém mais aguenta e ele ligado 24 horas por dia, foi muito complicado”, disse, aos risos, o meia, ansioso por chegar em casa. “Tudo bem que todos gostamos muito um do outro, mas uma semana juntos já é demais. Quero ir para casa”, brincou Netinho.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O choro do ídolo

Em 1983, eu era um dos 67 mil atleticanos que entupiram o Couto Pereira para ver aquela memorável semifinal do Campeonato Brasileiro. Washington, que com Assis formava a dupla que ajudou a levar o Furacão a um nível que nunca havia alcançado em sua história, marcou dois gols no então goleiro do Flamengo, Raul Plasmann. Infelizmente, por um único golzinho o Atlético não se classificou à final, contra o Santos. Mas aquele jogo... ah, aquele jogo nunca mais sairá da memória. Hoje, quase 30 anos após, os dois protagonistas daquela partida se reencontraram. Não no Couto, mas no Joaquim Américo. Confira, na reportagem da Gazeta do Povo:


Sensibilizado com a saúde e dificuldade financeira de Washington, Zico repassou parte da renda do tradicional Jogo das Estrelas, que acontece sempre no fim do ano, para ajudar o ídolo do Atlético e do Fluminense nos anos 80. O encarregado da entrega da doação foi o comentarista da RPC-TV Raul Plasman, companheiro do Galinho no Flamengo campeão do mundial em 1981, que reside em Curitiba.

O local escolhido para recepcionar o ex-atacante não poderia ser melhor: a Arena do Atlético-PR. Enquanto Raul mantinha conversa ao telefone com Zico, debaixo da chuva fina que caia na manhã desta quinta-feira em Curitiba, de cadeira de rodas, vestindo uma camisa polo do Fluminense, Washington, que reside na capital paranaense, se aproximou do grupo de jornalistas e do ex-goleiro do Flamengo.

Emocionado, agradeceu, ao telefone, a iniciativa de Zico em ajudá-lo. “Você não imagina com eu queria te dar um abraço. Não tenho nem palavras. Que Deus abençoe você e a tua família. Eu já torci muito por você, agora mais do que nunca. Eu vou arrumar uma forma de que vocês fiquem sabendo da forma que estou usando esse dinheiro”, disse Washington, sem conseguir conter as lágrimas, minutos antes de receber o cheque no valor de R$ 50 mil das mãos do ex-goleiro do Flamengo.

"Jogamos em times diferentes, tomei gols do Washington. Se eu não me engano, nós nos enfrentamos na semifinal do Brasileiro. O Atlético venceu por 2 a 0 no Couto, mas nós( Flamengo) fomos pra decisão.É muito bom ajudá-lo e saber que está bem", lembrou Raul.

Washington marcou história ao formar o lendário casal 20 ao lado de Assis, na década de 80, Aos 49 anos, ele sofre com uma doença degenerativa conhecida como ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica.

A mesma quantia doada a Washington, foi repassada à família do ex-goleiro do Flamengo Zé Carlos, que morreu no ano passado vítima de câncer. Em dezembro de 2009, o "Jogo das Estrelas", organizado por Zico, no Maracanã, teve um público de 65 mil torcedores.

No ano passado, o atacante Fred, do Fluminense, comandou uma campanha de ajuda a Washington. A ideia, partiu de um sócio do clube carioca, teve aprovação da diretoria. Além de leiloar uma camisa autografada por todo o elenco tricolor, o Fred também se colocou à disposição para divulgar o "Washington Day", que aconteceu na partida entre Fluminense x Atlético-PR, no Campeonato Brasileiro de 2009.

Empate na estreia

Da Furacao.com:
Não foi bem a estreia que a torcida atleticana esperava. Contra um adversário que se superou em campo e um Atlético em marcha lenta e sonelento, o Rubro-Negro não conseguiu passar de um frustrante empate, em 2 a 2, contra o Vilhena, na estreia na Copa do Brasil.


A forte chuva que caiu na cidade de Vilhena, o campo pesado no estádio Portal da Amazônia e em péssimas condições e o ajeitado time do Vilhena foram alguns dos obstáculos do time atleticano na noite desta quarta-feira, em Rondônia. Jogando um futebol abaixo do esperado, o Atlético decepcionou e agora precisará reunir forças para conseguir a classificação para a segunda fase da competição.

Todos os quatro gols da partida saíram ainda no primeiro tempo. O Rubro-Negro abriu o marcador aos 20 minutos com Rhodolfo, que concluiu a jogada de cabeça, após a cobrança de escanteio de Netinho. Três minutos depois, começou a reação do time da casa, com o volante Valencia derrubando dentro da área o atacante Souza. Pênalti que Magrão cobrou com categoria, no canto do goleiro Neto, empatando a partida.

Aos 26 minutos, a virada do Vilhena: após boa jogada de Celinho a bola sobrou para Jessé, que invadiu a área e bateu forte, desempatando a partida. A partir do gol do Vilhena, o Rubro-negro foi para o ataque e tentou o empate. Aos 32 minutos, Alan Bahia arriscou o chute de fora da área e a bola acertou a trave. Dois minutos depois, enfim o gol de empate atleticano: Netinho cruzou, a bola sobrou para Rhodolfo que fez um novo cruzamento na cabeça de Chico, que de cabeça empatou a partida para o Atlético.

Na etapa final, apesar do Atlético ter melhorado em campo e dominado a maior parte das ações ofensivas, o jogo ficou mais morno. A melhor chance atleticana saiu aos 35 minutos: Netinho bateu de fora da área e Júnior fez grande defesa. Na sobra, Marcelo chutou e a bola saiu para escanteio.

Com esse resultado, haverá a necessidade do jogo da volta, em Curitiba, quando o Rubro-Negro joga com a vantagem de empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 para conseguir a classificação para a próxima fase.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um milhão!

Essa não! O blog bateu a casa de 1.000.000 de visitas e eu nem nos demos conta. Pra ser mais exato, já estamos com 1.003.499 no placar.
Na verdade o número é simbólico, porque começamos a contagem em janeiro de 2008 - nove meses após a criação do blog.
Mas mesmo assim é uma marca bacana.
Um milhão é um milhão, pô! Não é café pequeno.
Me lembro quando comemorávamos a marca das 10 mil visitas lá no começo de 2008...
Bom.
De alguma forma, temos que comemorar isso.
Primeiro, vamos tentar listar os 10 posts mais legais da história do blog.
É claro, vocês podem ajudar dando pitacos.
Acho que os posts mais comentados também merecem uma menção (embora eu tenha certeza que é só na desgraça que o pessoal comenta em massa).
E, melhor que tudo isso, vamos sortear alguns exemplares do livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antônia Schwinden - verdadeira obra-prima sobre o atleticanismo. Vou ver como fazer isso e explicarei por aqui.
De imediato, vamos abrir um scotch e comemorar por aqui mesmo.

Uma torcida especial

Galera rubro-negra recebeu os jogadores no aeroporto.
Do Globoesporte.com, direto de Vilhena-RO:
No total, são 2.300km de distância que separam Curitiba de Vilhena, em Rondônia. Mas até no Norte do país, a torcida do Furacão se fez presente nesta terça-feira para recepcionar os jogadores que entram em campo nesta quarta-feira, às 23h (de Brasília), contra o Vilhena, pela rodada de abertura da Copa do Brasil. Um dos organizadores da recepção, o torcedor Rodrigo José dos Santos contou o que espera da partida. Ele acredita que a recepção fez sucesso.

- Os torcedores ficaram bem motivados. A nossa expectativa para o jogo é boa. Vamos fazer uma grande festa - revelou.

Quem também comemorou a presença dos torcedores foi o volante Chico. O jogador ressaltou que, após o cansaço pela viagem, é importante receber o carinho.

- Depois de uma viagem tão cansativa é legal ter a recepção dos nossos torcedores, ainda mais que estamos muito longe de casa - ressaltou o volante.

•••
Cidadade é sede de Embaixada
Da Furacao.com:
Vilhena, em Rondônia, é uma das cidades de fora do Paraná a contar com o projeto Embaixada Furacão. A própria embaixada está organizando uma recepção especial para o Atlético na quarta-feira. Segundo o Embaixador do Atlético na cidade, Rodrigo José dos Santos, a expectativa da torcida para reencontrar o Furacão é enorme o que deixa uma certeza: se em número de pessoas a torcida do Atlético será menor no estádio Portal da Amazônia, em vibração e amor pelo Atlético eles pretendem dar a força necessária para o Furacão conseguir a classificação.

“A movimentação está grande aqui na cidade. Na embaixada temos cerca de 15 pessoas que se reúnem para assistir jogos e torcer pelo Atlético. Acredito que depois do jogo
aumentaremos bastante este número”, conta Rodrigo. Ele diz que caravanas de vários municípios de Rondônia e do Norte do Mato Grosso já confirmaram presença na partida desta quarta-feira. “Você que é atleticano junte-se a nós e vamos marcar presença quarta-feira em Vilhena para ajudar nosso time do coração”.
Rodrigo conta que mora na cidade de Vilhena há 2 anos e sempre procura exaltar as cores do Furacão na região. “Foi uma alegria muito grande saber que o Atlético viria para cá. Também consegui levar na imprensa uma matéria sobre a Embaixada, isso tudo foi muito satisfatório para mim”, disse.

Contato
- Quem estiver em Vilhena e região e quiser acompanhar o jogo junto com a Embaixada Furacão, pode entrar em contato com Rodrigo pelos telefones: (069) 3322-2103 ou (069) 9271-0713.