sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Limites

Por Augusto Mafuz:
Há um agravante na derrota do Atlético para o Operário, na Baixada: seu único jogador lúcido, que no jogo, gerou esperança de uma ou outra jogada foi Alan Bahia.
Esse fato dá a exata noção dos equívocos de avaliação da comissão técnica, em especial, do treinador Antonio Lopes.
Não estranhe, o leitor, o que vou escrever: com um pouco mais de condição física, no Atlético atual, Alan Bahia escolhe a camisa. Não é contradição, não se trata de incoerência. É uma verdade.
Por isso pergunto: Bahia sendo insubstituível é bom ou é ruim? É um progresso, uma estagnação ou um retrocesso? A verdade é que o saldo da incapacidade de gerenciamento do futebol até janeiro de 2009 vai sendo usado como se fosse o meio de formar um grande time.
Eu teimo em acreditar que a diretoria do Atlético está se enganando com a idéia de que é um progresso escalar sete ou oito jogadores vindos recentemente da base. Certa vez, Paulo Cesar Carpegiani me convenceu, de que é impossível uma renovação em massa.
Lembrou que no futebol brasileiro só ocorreu uma vez: o Flamengo da geração de Zico, e assim mesmo, porque tinha dois super craques em Leandro e Junior, dois craques em Adílio e Andrade, e um gênio em Zico.
Quero dizer que não me impressionam os fracassos do Atlético neste campeonato. Absolutamente normais, diante da circunstância que era e é preciso alterar toda a legião daquele saldo que desde 2005 faz força para levar o clube para a segunda divisão.
Mas não espera tamanho erro de avaliação para dar o mínimo de preparo ao time nesse inicio de temporada. O que assusta, é que a falta de preparo (sob qualquer ponto de vista, inclusive tático), soma-se à inexperiência e o risco de tentar soluções, mesmo como reposição, com um jogador como Kaio.
Há tempo para se alcançar os objetivos, não há dúvida.
Mas é preciso corrigir esses erros que parecem inerentes ao inicio de temporada, mas que em se tratando de Atlético são bem antigos.

11 comentários:

Rodrigo R. disse...

Três palavras:
assino
em
baixo.

dindo disse...

Assino ao lado.

Ricardo disse...

Faço críticas à gestão de futebol do Atlético desde que Malucelli assumiu a presidência e trouxe com ele o Bolicenho.

Nenhum deles entende de futebol. Nenhum deles é Atleticano. O que se tem visto, até agora, é só discurso. Nada de atos. Nada de cumprir promessas.

Não tem dinheiro para pagar salários? Financiem. Um time com títulos vale mais, vende mais camisetas, tem mais gente no estádio, negocia melhor os jogadores.

E não se diga que se está, aqui, pedindo a volta de Petraglia. Qualquer um que assumir a barca e fizer um bom trabalho terá apoio da torcida.

Lancemos a campanha: Um atleticano para comandar o Atlético!

Quanto às palavras do Mafuz, também assino.

Tiago disse...

Eu não assino, pois acho e sempre achei o Bahia um jogador utilíssimo ao CAP. E esta história do : eu avisei... eu já sabia.... já encheu o saco. Precisamos ,urgentemente, de reforços, mas também precisamos reconhecer, em nosso time atual, as peças importantes para o grupo ( caso do Bahia ).

esou disse...

Mafuz como de costume teceu um comentário consistente. As coisas devem ser vistas desse ângulo.

Como poucos se fala mas este fantasma que aprontou na Arena que sirva de lição para os responsáveis verem que a falha é de orientação técnica.

Rhodolfo não tem pontaria nas cabeçadas e os seus chutes são pejorativos de chutes, tem que ficar na defensa.

Os gols perdidos têm a mesma gravidade de falhas do goleiro e gols contras.

O Wallyson tem que se ver e tomar consciência, pois o futebol é conjunto e não pode ficar refém de individualismo.

Não sou adepto às mudanças constantes que um treinador processa, o que não se pode perdoar mesmo é o treinador insistir nos mesmos erros e se "eximir" de culpa.

Está certo que nestes dois primeiros jogos em ambos poderíamos vencer até com certa facilidade, com esta equipe. A falha foi do sr Lopes.

De qualquer forma, antes que a torcida entre em pânico faz-se necessário corrigir o nosso ataque, pois vimos principalmente no 2° tempo a nulidade que foram os nossos meio do campo e ataque.

Aparecido jose disse...

Não merecemos a diretoria que temos, sem ambição, sem ousadia e muito mesno vontade se corrigir.
Não falo aqui de coisas absurdas, incapazes, coisas malucas, mas sim de um básico que nos dê um pouquinho só de orgulho, não esse desmando nos causando vergonha e revolta a cada partida.
Não sei como funciona o conselho deliberativo ou outro dentro da diretoria, mas não ter manisfestação (pacifica) contra essa situação é um absurdo.
É muita acomodação pro meu gosto.

Tiago disse...

Esou, é muito simplista esta sua teoria em que o Antonio Lopes é o grande culpado. Que culpa teve o Lopes no primeiro jogo em que o Wallyson perdeu um gol feito e o Baier perdeu um penalti. Se ambos os gols convertidos, a vitória teria sido sacramentada já no primeiro tempo. Contra o Operário, o time ,até certo ponto, tinha o joga na mão, só que recuou no 2º tempo, além de ter esquecido de marcar o adversário ( talvez o cansaço de início de temporada ), fazendo que o time de Ponta Grossa igualasse o marcador e depois, na empolgação, chegasse à virada.
Não sei aonde está a grande falha do Lopes, que certamente cometeu erros, como todo técnico, mas que não são suficientes para torná-lo
o grande culpado.

Anônimo disse...

concordo com o tiago, Lopes errou mas não é o grande culpado!...o que realmente me deixou triste foi ver o volume das vaias da torcida no final do jogo! sim a torcida tem que cobrar mas torcedor que é torcedor tem que apoiar o time! e não é o que acontece. Para apoiar mesmo só tem a Fanáticos que realmente apoia o time! a pergunta é: Para apoiar só tem a TOF e para vaiar tem um estadio inteiro??
Eu jogo futebol na base do CAP eu vejo o jogo de outro angulo de outra forma, eu sei o quanto é dificil correr durante 90 minutos, mas eu tambem sei a emoção, o frio na barriga e o animo que da para o jogador ver uma torcida te incentivando, pedindo RAÇAA para você! te empurrando pra cima, gritando OLÉ para os lances bonitos! mas me intristece saber que isso é apenas na orgânizada!de 20 mil pessoas em um estadio 2, no maximo 3 mil apoiam o time de verdade? e para vaiar? 20 mil pessoas!
isso realmente me deixa PUTO da cara! ver que o atlético tem "torcedores" que só servem para criticar, cobrar e vaiar mas para apoiar só quem realmente é TORCEDOR!

esou disse...

Tiago, dizer que a minha opinião é simplista é um direito seu e o repeito. Apenas permita que eu explique melhor.

Não é de hoje que o nosso ataque não funciona assim como o Wallyson tem esse cacoete de ser individualista. O Lopes não vê isso? Tem que lhe chamar a atenção, não o fez e não é o culpado?

Veja que a atuação de cada atleta está intimamente ligado a forma como é instruido nos treinos e principalmente para o jogo. Quem é que manda o Rhodolfo ir para o ataque? Poderá até ser que venha a ser um grande apoiador, mas de momento só está demanchando as chances de gol.

Cada um deve ser colocado na posição que renda resultados.
Acho isso uma logica de qualquer competição de equipe.

Aparecido jose disse...

Percebo que o Lopes está escalando aquilo que tem de disponível, porisso torna dificil de obter bons resultados. Que ele tem boa parte de culpa isso tem, percebe-se o time mal escalado e mal posicionado em campo, bem como as substituições, que sempre não correspondem.

Tiago disse...

Esou, o futebol não é uma ciência exata, nem os jogadores são robos a obdecer plenamente as instruções técnicas. Não posso lhe dizer se o Antonio Lopes repreende, ou não, o Wallyson pela sua individualidade, pois não estou no dia a dia do clube. Acho até que o pior defeito do Wallyson, mais que sua individualidade, é o seu constante sono e sua ausência no jogo, talvez por achar que joga mais do que realmente joga.
Mas...vamos lá ! Amanhâ, tem mais...