terça-feira, 10 de novembro de 2009

Saideira II

Meus amigos... com a volta do calor cresce a vontade de tomar uma berinha gelada. Por isso, vale à pena dar um replay aqui neste post de agosto do ano passado. Até porque, como vimos recentemente, as confusões dentro e fora dos estádios continuam rolando solta em ritmo alucinante. Aí vai:
Nos EUA, vendedores de cervejas nos estádios têm associação e até site.
Minha vida de torcedor sempre foi acompanhada da velha e boa cervejinha. Na Baixada, sempre geladíssima e com a possibilidade de se escolher entre tantas marcas, nos bares da praça de alimentação. Clara ou escura. Bock ou malzbier. Bohemia, Skol ou a velha e boa Caracu.
Nem sempre foi assim. Lembro-me dos tempos de vacas magras, quando o Atlético jogava no Pinheirão inacabado, onde vendiam, sabe Deus porquê, o precioso líquido em saquinhos plásticos com canudinhos! Nunca vi na vida coisa mais sem sentido, os caras não eram capazes de fornecer sequer um copo plástico ao consumidor, a cerveja vinha num saco! E, geralmente, ainda vinha quente.
Mas o povo, sem escolha, mandava ver assim mesmo.
Afinal, futebol combina com cerveja, não é mesmo?
Combinava.
Hoje, pela última vez em competições organizadas pela CBF, haverá venda de cerveja na Baixada. O clube e os lojistas da Arena tiveram que sucumbir à nova determinação da Confederação, que, para passar uma imagem politicamente correta à opinião pública, resolveu proibir a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol de todo o país. Mais um factóide ridículo que criaram nesse país de Deus.
Engraçado é que, em países civilizados, se alguém apronta, estando bêbado ou não, vai preso e é punido. Arrumou briga, é detido. Arremessou algo no campo? É detido. Aqui, a saída encontrada foi proibir todo mundo de tomar sequer uma latinha de cerveja e ponto final.
Mas é claro, temos que dar o exemplo para estes países atrasados, como os Estados Unidos, não é mesmo?
Lá, nos EUA, cumpre-se a lei: aprontou, vai em cana. Mas respeita-se também o direito de quem quer vender e de quem quer consumir uma cervejinha honestamente.
Aliás, alguns vendedores de cervejas nos estádios por lá são famosíssimos, e têm até um site (www.beervendors.com).
Quem não lembra daquele tio do sorvete dos estádios aqui de Curitiba, aquele do "Chocolate, côco e mangaaaaaa"? Pois é, lá existem vários figuraças como esse, que vendem cerveja pra galera sedenta. Existe até um concurso pra ver quem é "o mais rápido no gatilho" e serve a Bud em menor tempo para o torcedor-freguês.
Quer conhecer alguns deles? Aí estão:
O mais rápido no gatilho:

O gritão:

Dose dupla:

Ice COOOOOLD Beeeeeeeeeeeeeeeeer
(o "chocolate, côco e mangaaa" deles):

Figurão cantor dos Yankees:

Ópera beer:


É... quem sabe um dia a gente possa voltar a beber nossa cerveja em paz, sem incomodar nem ser incomodado. Como no primeiro mundo.

4 comentários:

DINDO disse...

EU QUERIA UM DIA ENTRAR NO CAMAROTE DO JAGUARA DO TEIXEIRA (COM AQUELA CARA DE COZIDO (IGUAL A MINHA) SÓ PARA SABER SE ELE TOMA REFRI O JOGO INTEIRO, PORQUE TOMAR CERVEJA SEM ALCOOL É O MESMO QUE FUMAR UM CIGARRO APAGADO (NÃO FUMO).
PORTANTO TEIXEIRA COM TODO RESPEITO À SUA MÃE...

Sabine Klimt disse...

ainda bem que com a copa vao voltar a vender, ai quem sabe voltam atras desta palhacada!

Anônimo disse...

A galera enche o pote do mesmo jeito, se não é no campo é fora dele, para entrar no estádio já calibrado, rsrsrs. Essa proibição é, e sempre foi ridícula, não tem nenhum fundamento, não passa de jogar política e de marketing, nada a ver com a segurança nos estádios. Por que não obrigam todos os estádios que participam de campenonatos da CBF a ter um sistema de segurança com câmeras, isto seria muito mais eficaz para conter a violência e as atitudes nocivas ao bom convívio nos estádios...

Abrax

Anônimo disse...

Que beber vai pro bar...
Arena é templo de adoração, hehehe.