terça-feira, 27 de outubro de 2009

Incidente traz à tona discussão sobre clássico de uma só torcida

Da Gazeta do Povo:

Atletiba de uma torcida só. Essa deve ser a primeira reação ao atropelamento do torcedor do Atlético João Henrique Mendes Xavier Vianna, ontem, e aos diversos atos de vandalismo que se espalharam pela cidade antes e após o Atletiba de domingo.

A proposta, apresentada à Polícia Militar (PM) na semana passada, durante a reunião que montou o esquema de segurança para o clássico, será rediscutida amanhã, em novo encontro com re­­presentantes das diretorias das torcidas organizadas. A conversa está pré-agendada para começar às 9 horas, no quartel da PM, no centro de Curitiba. A tendência é que a torcida única valha já para o Es­­tadual do ano que vem.

“Vale a pena propor, experimentar. Quem sabe dá certo”, afirma o Major Arildo Luís Dias, responsável pela coordenação policial no clássico do Couto Pereira, sem muita convicção sobre a validade da sugestão.

A medida deve ser bem aceita pelos clubes. Marcos Malucelli, presidente do Atlético, e Tico Fon­toura, presidente do Conselho Deliberativo do Coritiba, mostraram-se favoráveis à mudança.

“Conversei com o presidente (do Coritiba, Jair) Cirino, ainda no primeiro turno, e falei para reduzir o espaço da torcida adversária. Reduzir até chegar a zero, se os problemas não forem resolvidos. Sou favorável”, revelou Malucelli. “Se o Ministério Público e as pessoas encarregadas pela segurança iniciarem um movimento, terão a companhia do Atlético”, prosseguiu.

Fontoura citou um exemplo do exterior para defender a ideia. “Sou inteiramente favorável. Está sendo adotado em clássicos na Argentina, especialmente entre Boca e River. É uma medida que já deveria ter sido tomada, pois falamos em dois ou três jogos por ano e diminuiria as confusões em dia de clássico”, argumentou.

As torcidas organizadas também se mostraram inclinadas a aceitar a restrição. “A Torcida Orga­­niza Os Fanáticos apoia totalmente essa iniciativa”, ressalta Juliano Rodrigues, vice-presidente da uniformizada.

Luiz Fernando Corrêa, o Pa­­pa­­gaio, presidente da Império Alvi­­verde, em um primeiro mo­­mento concorda com a ideia. “Se quiserem fazer, estaremos juntos. Quando o problema é dentro do estádio, como no caso das bombas na Arena (0 a 0 em julho), ficaria resolvido”, diz.

O presidente da principal facção ligada ao Coxa, porém, faz ressalvas sobre a relação da proposição com o fim da violência nas re­giões mais afastadas da cidade.

“Não sei se vai ter o re­­sultado prático. Quem não vai ao jogo, acaba se encontrando (com rivais) de tudo quanto é jeito. Quem só quer brigar, vai continuar brigando”, afirma.

Opinião compartilhada pelo Major Arildo. Apesar de exaltar o teste, ele prefere indicar outros caminhos. A PM quer implementar até o ano que vem um cadastro com o nome, números de do­­cumentos, endereço e fotografia dos torcedores ligados às subdivisões das organizadas, conhecidas como comandos, uma forma de quebrar a lei do silêncio vigente entre os integrantes das uniformizadas. Outra medida seria o au­­mento do efetivo policial nos dias de clássico.

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6 comentários:

Julio disse...

Guerrilha, desculpe fugir do assunto mas há uma denúncia gravíssima na coluna do Mafuz de hoje. Ele cita um esquema de transação de jogadores articulada pela antiga diretoria. Este esquema já nos causou o primeiro problema que foi a não escalação do Ronaldo no jogo de domingo. Mafuz cita que existem mais de 40 jogadores em nome de ex dirigentes. É de extrema importância apurar este caso.
Agora fica claro porque o ditador quer voltar a todo custo para o clube. Ele é cabeça deste esquema. E ainda tem inocentes que acham que o cara fez algo por amor....

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Olá Julio. Citarei o tema em breve.

Diego Ferreira disse...

Eu acho que isso não resolve em nada o problema das torcidas.
a maioria do que se metem em encrenca muitas vezes nem vçao no jogo, e se o jogo tiver um só torcida com certeza essa cambada de marginal vai estar na rua esperando a outra torcida para poder brigar. isso já nem é mais pelo time, é por ser bandido mesmo, se não fosse pelo time esses vadios arrumariam outro motivo para brigar, como bairro, região e etc.

não adianta nada colocar policiamento em volta do estádio, se agora os confrontos acontecem nos terminais mais afastados da cidade - Santa Candida, Bairro Alto, Fazendinha e etc.

no Rio teve um projeto de lei excelente, mas que não saiu do papel eu acho.

Lá quem é pego brigando em dia de jogo, é considerado criminoso, vai preso por formação de quadrilha e tudo mais.

se tivessem leis mais rigorosa que realmente punissem, com certeza isso aconteceria menos.

Fran disse...

Hein alguém sabe aonde o nosso colega está sendo velado? Ou mesmo horário do enterro? obrigada
Que Deus conforte a família desse nosso atleticano.

roderley disse...

Tempos atrás os estádios eram divididos meio a meio e com o tempo isto foi diminuindo devido as confusões ano após ano, infelizmente não vejo outra solução o fim será uma torcida só em dia de clássicos.

roderley disse...

O principal problema é que cresceu a marginalidade em nossa cidade e os mesmos se aproveitam dos dias de grandes jogos, shows etc... para fazerem arruaças pela cidade, são individuos que muitas vezes nem aos eventos vão apenas se aproveitam das ocasiões.
No dia em que a policia for mais efetiva prender e mostrar a cara dos marginais no dia seguinte em todos os jornais, televisão, internet quem sabe as coisas comecem a melhorar, mas só o que fazem é culpar os "torcedores" pelo vandalismo.