domingo, 4 de outubro de 2009

Emoções no Pacaembu

Por Sabine Klimt e Eduardo Caballero, de São Paulo:
“Nós estávamos lá!”
Um jogo do Atlético. Para nós, todo jogo do Atlético é um grande evento, seja amistoso ou final de campeonato. Mas para que mora na cidade de São Paulo é muito mais que isso, já que vale a nossa honra. É como se a nossa “vida” durante todo um ano de moradia na cidade dependesse disso. Ganhar de um time daqui de São Paulo tem um gosto especial para nós, Atleticanos de Sampa.

Como de costume, em qualquer jogo do rubro-negro que vamos acompanhar, sabemos que temos de ter uma capacidade física e cardiológica forte. Nesse jogo, não foi diferente. Chegar no estádio, com cerca de 300 atleticanos contra 30 mil corinthianos, é uma verdadeira batalha.

Apita o árbitro. Nossas emoções vão à flor da pele por saber que ali é uma decisão para nós. Gritando, vibrando sem parar, esses mesmo 300 atleticanos se fizeram escutar pelo Pacaembu afora, com entonações de vaias e assobios por todo o estádio por parte da torcida adversária. Mesmo assim, torcedor rubro-negro é quem tem raça, e não teme a própria morte. Pois bem, estávamos lá durante toda a primeira etapa, incentivando, mas o jogo na primeira etapa se encaminhou para um 0 x 0 justo, parecendo já aguardar o que viria no segundo tempo.

Um jogo normal? Mas nunca pense que seria um jogo normal, não para um time determinado. O Atlético logo no começo do segundo tempo, com a torcida adversária quieta, fez valer o seu domínio na partida e marcou com Baier: 1 a 0 Furacão. Amigos, do gol até o final só deu torcida do Atlético. Gritos de “Furacão, êooo, Atlético-o-o” ecoavam pelo estádio em meio àquela gigante torcida que “nunca pára”, mas que neste sábado de outubro, parou. Uma mistura de suor, lágrimas e sangue rubro-negro dominaram o estádio.

Se mesmo com 1 a 0 a situação era essa, faltou voz para comemorar o segundo gol. Alegria, alívio e raiva. Um pouco de vingança também. Aquele mesmo Wallyson que havia perdido um gol importantíssimo na Copa do Brasil deste ano contra este mesmo Corinthians veio comemorar seu também importantíssimo gol com a torcida. Estávamos no caminho: 2 a 0 Furacão.

Muitos pensariam que o jogo estaria liquidado, porém Furacão é Furacão, Atlético é Atlético. Nunca é fácil e nunca é sem praticamente colocar o coração pela boca. Os adversários tomando de 2 em casa, logicamente pressionaram, e conseguiram marcar o seu: 2 a 1.

Depois do gol, um simples gol, todo aquele grito e raça se transformaram em agonia, vontade que a partida acabasse, raiva do juiz. Que aflição! Um balde de água fria! Mas Atlético é assim mesmo, 2 a 1 e pressão do adversário. Mesmo com anos e anos de jogos, a sensação de aflição é a mesma do início de um jogo contra o antigo Matsubara.

Aflição, raiva, pressão, pressão baixa, tremedeira, grito, garganta, rouco, Pacaembu, agonia, tempo. Tempo, tempo, tempo. Não dava. Não dava para agüentar nem mais 1 minuto do jogo. Com 2 a 1 não tínhamos nada além de tensão no Pacaembu. Mas, como sempre, esse “mas” é o Atlético. Nada é fácil, porém todos os sentimentos foram dispersados, algo como um “orgasmo futebolístico” com o gol de Wesley: alegria, alívio, honra, amor, Atlético! Era a confirmação da nossa vitória. Nesse momento, o coração pára de bater um segundo, a pele fica fria, o peito arde e a voz sai: Gooooooooooooooooooooooooooooool!!!!!!!

Os 30 mil corinthianos, não existiam mais. A vibração dos rubro-negros ecoava com predominância no estádio inteiro. E assim seguiu para o final: vitória! A nossa honra!

Esgotados, caminhamos para a saída do estádio, em meio aos próprios corinthianos. Mas, diferentemente dos 30 mil, mesmo não podendo berrar, nosso pensamento estava rouco de gritar por dentro. Nos entreolhávamos e víamos a nossa felicidade clandestina estampada naquele sorriso de canto, naquele olhar de alegria. No meio de toda aquela multidão, diante de todo aquele silencio de derrota, éramos as pessoas mais felizes.

Isso tudo é o Atlético: um misto de raiva, alegria, suor, lágrimas, emoções sem fim em apenas 90 minutos. Ninguém jamais vai saber o que sentimos, apenas nós, atleticanos.

18 comentários:

jewantofzs disse...

acabo de escutar um comentario de milton neves falando que o coritiba é o primeiro time do parana quero que a torcida atleticana de seu comentario o guerrilheiro tambem de seu comentario sobre isso quero um boicote contra milton neves? ah e ele tambem ja falou que atletico mg era o unico atletico dse verdasde sdo futebol brasileiro e depois sdo o meu sobre isso

João Gabriel disse...

Cara o que o referido cidadão(milton fezes) fala, escreve e pensa, não vale merda nenhuma, por isso nem ligue para o que ele fala. deixemos ele falando sozinho!
Muito bom o texto! abraço para os autores!

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Quem é Minton Neves???????

Anônimo disse...

Milton Neves so fala isso pq sabe que a torcida do Furacão e a maior do estado, se nao fossemos nada, nem teria ele ficar cotucando o atletico.

roderley disse...

Esse Milton Neves ainda tem programa em televisão?
A anos que não o vejo, ele e sua turma são insignificantes na cronica brasileira até pensei que já tinha se aposentado.

Bruno disse...

Texto IRADO!!!
Parecia q estava descrevendo eu assistindo o jogo do Furacão!!!ISSO É TORCER PARA O ATLÉTICO!!!!

JMK disse...

"Quem é Minton Neves???????"
Boa Guerrilheiro! Troféu Ziquita pra ti!

Sobre o texto:
Ser Atleticano é isto aí, misto de emoção, ansiedade, principalmente paixão.

Parabéns Torcida Atleticana de São Paulo, vocês mostraram também a sua força!

Anônimo disse...

texto IRADO!!![2]

Anônimo disse...

o cara quiz falar do milton neves um arrogante e um idiota e nao vamos falar desse filha da puta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

vitor disse...

muito bom texto!

Eduardo disse...

Agradeço ao guerrilheiro por ceder o espaço a nós atleticanos de sampa. Fazemos de tudo para dar um tom rubro-negro nos estádios aqui de São Paulo. Contra o Corinhtians, valeu a raça e a vontade, com inteligência.

Parabéns Atlético! E parabéns a todos nós atleticanos!

Anônimo disse...

Milton neves e airton cocodeiro são dois inuteis para cronita esportiva, eu jamais assisto programa do minton merda e nunca ouça o cocodeiro!!!

Sabine Klimt disse...

Obrigada pelo espaco Guerrilheiro! Nos Atleticanos em Sampa fazemos de tudo para representar bem o Furacao aqui nesta cidade dominada por bambis, gambas e porcos.
Quando tem jogo aqui em SP cantamos muito, porque queremos transformar nosso setor de visitante num pedacinho da Baixada de tanto que sentimos falta dela (sou paulistana, nunca morei em Curitiba, mas sempre que posso vou aos jogos do Furacao na Baixada, e sinto muita falta dela).

Fernanda disse...

Pessoal de Sampa, é bem nessas... Gostei muito do texto, me senti em pleno Pacaembu, comemorando essa vitoria com vcs! Saudações Rubro-Negras!

Fernanda disse...

E eu não acredito que foram desenterrar o milton neves, um ignorante, ridículo, deve dar até azar assistir...vish...

Um chinelão desses não merecia nem ser citado aqui no blog...

Anônimo disse...

Maravilhoso texto de Sampa. Mas a vitória foi ainda mais maravilhosa. A mídia corinthiana vai ter de falar do Atlético (ao menos hoje...).
Charlie

Rubens disse...

Parabéns Eduardo e Sabine . Vocês conseguiram nesse texto exemplificar um pouco do que a gente sente assintindo um jogo do nosso querido e amado Furacão aqui em São Paulo . Infelizmente eu não pude ir ao jogo mas não sofrí e nem vibrei menos do que ninguém ouvindo o jogo pelo rádio . Sábado ao entregar o bandeirão para o Andres e ver ele com uma amiga japa vestida com a camisa do Furacão e com o sorriso estampado no rosto eu imaginei cá com os meus botões que nada e nem ninguém nos tiraria a vitória . Parabéns e Saudações Rubro-negras a toda essa galera que vibra ,sofre ,chora , rí , mas que não abandona jamais a sua paixão .

Anônimo disse...

Belas palavras...lindos sentimentos.
Amanhã faremos o mesmo aqui na baixada, deixa com a gente e APAREEÇÇAAAAAMMMMMMM!!!!!!!
Titio Enéas