sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Clube explica filas e problemas com smart cards

Em seu site oficial, o Atlético publicou no final da tarde desta sexta-feiras um esclarecimento a respeito das filas que se formaram na entrada da partida contra o Santos, e dos problemas com os smart cards de sócios que fazem o pagamento da mensalidade com cartão de crédito. Confira as justificativas do clube:

1 - Por que se formaram longas filas nas entradas da Arena antes do jogo?

Por uma conjugação de motivos. O grande público de 18.000 torcedores, o horário das 19h30, a chegada da grande maioria dos torcedores em cima do horário do jogo e a situação de alguns sócios inadimplentes, especialmente aqueles da modalidade "cartão de crédito", que tentaram adentrar à Arena, apesar dos diversos alertas prévios do Clube. Foi necessário encaminhar esses sócios aos guichês de atendimentos para retenção do smart card e recebimento de senha de ingresso no Estádio. Esse panorama acarretou um afluxo anormal de torcedores e a formação de filas não planejadas pela administração do Clube.

2 - O Clube tomará medidas para evitar que isso se repita?

Sim. Vale destacar que já notamos um aumento no fluxo de pagamentos pelos sócios em atraso, o que facilitará o acesso dos sócios nos próximos jogos. Mas, além disso, vamos intensificar a campanha para que os associados compareçam ao Estádio com antecedência.

3 - Então terei que chegar cedo à Arena mesmo tendo lugar marcado?

Sim. O local marcado é um conforto ao associado, mas apesar disso o associado deve comparecer com antecedência. Sugerimos um prazo de 1 (uma) hora antes do início do jogo para que o sócio possa transitar com tranqüilidade até sua cadeira. Com os recordes de público que a nossa torcida vem atingindo, é necessária a colaboração do associado na manutenção da ordem e tranqüilidade do Estádio.

4 - O que ocorreu com relação aos sócios que pagam as mensalidades via cartão de crédito?

Esse ponto merece esclarecimento. Desde 10 de setembro, todos os sócios foram informados do realinhamento das mensalidades, de R$ 50,00 para R$ 70,00. Os sócios que pagam suas mensalidades via pré-agendamento no cartão de crédito, além de cientificados, foram convocados a comparecer ao Espaço Sócio Furacão até o dia 13 de outubro de 2009, para pré-agendar a complementação das parcelas, de R$ 20,00 por título. Esse aviso foi efetuado várias vezes, tanto pelo site oficial quanto por e-mails e ligações telefônicas para cada um dos associados, via call center.

Infelizmente, uma minoria de sócios não providenciou o pré-agendamento da diferença dentro do prazo. O Clube permitiu a presença deles no jogo do dia 18 de outubro contra o Santo André, mas no jogo contra o Santos, em respeito à imensa maioria que atendeu ao chamado do Clube e regularizou sua situação, fomos obrigados a impedir o acesso dos inadimplentes.

5 - Mas esses sócios não "compraram" um título de 1 ano, pagando em 12 vezes? Eles não estariam isentos da complementação da mensalidade?

Não. Desde o início do programa Sócio Furacão, em 2008, foi esclarecido que o título tem prazo indeterminado. Não há "compra", e sim pagamento de taxas de manutenção, por prazo indeterminado. O sócio pode optar pelo pré-agendamento via débito em conta corrente ou pré-agendamento no cartão de crédito, que, por regra das administradoras de cartão de crédito, somente poderia ser efetuado por até 12 meses. Com o realinhamento, os sócios com opção de débito automático não precisaram tomar outra medida. Todavia, os optantes pelo cartão de crédito devem complementar o valor pré-agendado, sob pena de se caracterizar inadimplemento.

A imensa maioria dos sócios via cartão de crédito compareceu ao clube e regularizou sua situação.

6 - E aqueles que pagaram a mensalidade antecipadamente, para 5, 10 ou 15 meses com desconto? Devem complementar o valor?

Essa é uma terceira situação. Nesse caso, os associados optaram pelo pagamento adiantado e não pelo pré-agendamento. O Clube já recebeu os valores e deu baixa nas parcelas relativas aos meses pagos. Estes sócios já estão quites com as mensalidades até o final do período adiantado. A partir de então, deverão pagar a taxa de manutenção em vigência.

7 - O Clube Atlético Paranaense preocupa-se com seu associado?

É lógico! Há um esforço gerencial muito grande para administrar nossa base de associados, que supera os 20.000. Temos ciência de que há muito a fazer e às vezes o nosso esforço interno acaba não chegando ao conhecimento do sócio. Entendemos plenamente aqueles associados que, por um motivo ou outro, ficam insatisfeitos com algum ponto de nosso relacionamento mas buscamos sempre o aprimoramento dos nossos equipamentos e a capacitação do nosso corpo de colaboradores.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vila, tá quase na hora! Na hora de desocupar a área invadida

Alguém aí ainda se lembra do Paraná Clube? Pois bem, parece que, em breve, o time terá que abandonar o "puxadinho". Afinal, o clube que tanto se faz de coitado e injustiçado na verdade ocupa, há décadas, um terreno que pertence à União. Ou seja: a mim, a você, a todos os cidadãos brasileiros.
A história é mais ou menos essa: em 1998, a Rede Ferroviária Federal ajuizou uma ação reivindicatória cumulada com perdas e danos contra o Paraná Clube na 18ª Vara Cível de Curitiba, por conta da área onde está situado, atualmente, o estádio Durival de Britto. Na ocasião, a Justiça, além de considerar o pedido improcedente, ainda reconheceu a usucapião em favor da ré (o Paraná Clube).
Por óbvio, a União recorreu da decisão junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Pois agora, no dia 6 de outubro de 2009, o relator do processo, juiz federal João Pedro Gebran Neto, publicou o acórdão: o TRF anulou a decisão tomada na primeira instância. Primeiro, pela impossibilidade de se reconhecer a usucapião do imóvel, por se tratar de bem público. Depois, por considerar que o juiz de primeira instância ignorou a prova pericial produzida nos autos.
O caso, agora, será redistribuído a uma das Varas Federais da Subseção Judiciária de Curitiba para prolação de nova sentença.
E, aí, parece que pode terminar o reinado dos invasores na Vila Capanema.
  • Para acessar a decisão do juiz João Pedro Gebran Neto, clique aqui.

Infelizmente, João Henrique não resistiu

Da Gazeta do Povo:

O estudante de direito, João Henrique Viana, vítima de atropelamento após o clássico Atletiba do último domingo, teve morte cerebral confirmada na tarde desta quinta-feira. O torcedor do Atlético estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Trabalhador, em Curitiba.

Leia na íntegra a nota divulgada pelo hospital na internet:

"O Hospital do Trabalhador informa que o paciente João Henrique Viana, vítima de atropelamento e com lesão traumática cerebral grave e que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva deste hospital desde o dia 25 de outubro, apresentou morte encefálica na tarde desta quinta-feira. A confirmação veio à tarde após a equipe médica do Hospital do Trabalhador realizar a repetição do protocolo de investigação para morte cerebral, tendo como resultado dos testes a ausência de fluxo cerebral, o que comprova a morte cerebral."

Fechado: Baier fica no Furacão em 2010


Do site oficial do CAP:

O meia Paulo Baier renovou nesta quinta-feira seu contrato com o Atlético Paranaense até o final de 2010. O vínculo inicial do jogador com o CAP valia até o final deste ano, porém as duas partes demonstraram interesse na renovação e o acerto foi concretizado antecipadamente.

"Me identifiquei com o Clube e a torcida e não teria porque não continuar aqui. Buscamos a renovação para já podermos trabalhar tranquilos e sempre pensando em melhorar. Como já disse anteriormente, quero ficar muito tempo no Atlético e ajudar o Clube e a meninada que está chegando", comentou o meia.

O presidente do CAP, Marcos Malucelli destacou a renovação do meia como um primeiro grande reforço para a próxima temporada. "Essa identificação dele com o Atlético é importante ser valorizada. Ele é um jogador dedicado e que tem uma influência muito positiva em todo o grupo. Com essa renovação afasta-se o interesse de outros clubes e é uma prova do que o time será forte em 2010", apontou Malucelli.

Carreira

Antes de chegar ao CAP no mês de junho, Paulo Baier já havia passado por 10 equipes. E mesmo com duas passagens por Criciúma e Goiás, Baier revelou que em nenhum outro clube se sentiu tão à vontade como no CAP. Em entrevista exclusiva à Revista Oficial do CAP, que será publicada em novembro, Paulo Baier conta sua história, altos e baixos e diz porque se sente tão bem com a camisa rubro-negra. "Estou sendo muito bem tratado e minha família adora a cidade, o Clube e a vida aqui. Não tenho porque sair de um lugar que só me dá alegria", conclui o meia.

Tumulto e fila na entrada dos sócios

Da Furacao.com:
Já eram decorridos mais de 30 minutos de jogo e centenas de torcedores ainda estavam do lado de fora do Joaquim Américo na noite de ontem. E para piorar a situação, todos são Sócios Furacão, modalidade associativa que o clube disponibiliza aos torcedores desde 2007.

O maior problema deu-se aos que fizeram o pagamento via cartão de crédito, dividindo a fatura em doze parcelas. Devido ao reajuste, anunciado com uma antecedência de somente 9 dias em relação ao pagamento da primeira parcela com o novo preço, no mês de setembro, alguns problemas já haviam ocorrido. Entretanto, não no exagerado número de queixas e reclamações como na noite de ontem no confronto diante do Santos

Segundo o gerente comercial do Atlético Péricles Souza, havia a previsão de que uma confusão assim poderia ocorrer. No entendimento do clube, quem pagou com o cartão de crédito deve se dirigir ao Espaço Sócio Furacão e acertar essa diferença entre o que foi pago no momento da associação e o valor agora reajustado.

Ontem vários torcedores tinham seus smart cards rejeitados nas catracas de acesso ao estádio e tinham que se dirigir a três guichês de atendimento localizados logo ao lado para averiguar a situação, pegar um papel amarelo e apresentar novamente nas catracas para entrada no estádio. Esse procedimento se mostrou bastante demorado, causando as confusões, xingamentos e tumultos na entrada na noite de ontem.

CONTESTAÇÃO

Advogados ouvidos pelo site contestam o entendimento atleticano sobre o pagamento com cartão de crédito. O reajuste deveria ser assimilado pelo próprio clube, pois o preço contratado pelo sócio foi o de R$ 600 anuais e dividido em 12 parcelas iguais de R$ 50, não havendo qualquer tipo de previsão de que, caso houvesse aumento, ele deveria ser pago pelo contratado.

Já o clube entende que somente quem quitou a vista a anuidade de R$ 600 não pode ter a diferença cobrada, pois quem parcelou pagava nada mais do que os R$ 50 mensais e deveria agora pagar os R$ 70 como os demais sócios.

A discussão está em aberto.

RECLAMAÇÕES

Desde as primeiras horas da madrugada desta quinta-feira, muitos torcedores tem entrado em contato com a furacao.com externando sua bronca com os problemas de ontem e também com o tratamento dado ao torcedor, tido como parceiro do clube.

“Presenciei vários torcedores que o SMART CARD deu problema e com isto o segurança ficava discutindo junto ao torcedor na catraca de entrada, congestionando todos os outros torcedores que estavam tentando entrar no estádio.
O que me indignou foi várias famílias que se encontravam com filhos menores, onde tivemos que fazer cordão de isolamento próprio para não serem pisoteados” - Jones Canarines, 41 anos.

“O que de concreto tenho é que, em conjunto com aproximadamente 400 pessoas (isso no momento que estava no local...), fomos obrigados a enfrentar uma fila de 40 minutos, perdendo, praticamente, todo o primeiro tempo do jogo até receber nos guichês um "papel amarelo" que autorizava a entrada no estádio. Não tenho dúvida que minha mensalidade, bem como a dos demais torcedores estava em dia, no entanto, os "smart card" não funcionaram.” - Eduardo P. Monteiro, 27 anos.

“Deixemos a emoção de lado, e tratemos da questão pelo lado racional: você consegue imaginar comprar um produto de R$600,00 em 12 vezes sem juros no cartão de crédito , e depois a loja te chamar pra pagar uma diferença, porque o fornecedor aumentou o preço da mercadoria ??? Esta atitude, acima de tudo, é ilegal. Nem precisa ser advogado pra saber disso.” - Cássio Ricardo de Matos, 28 anos.

Duas opiniões são quase unânimes dos torcedores : uma é sobre a falta de comunicação formal do clube com relação as pendências, ainda que o clube tenha divulgado nota sobre o assunto na última segunda-feira no site oficial. A outra é que o torcedor não pode ser tratado como mero consumidor e sim como parceiro do clube e em episódios como esse deveria ser liberada a entrada e que o clube retivesse o smart card do sócio para que o mesmo se visse obrigado a comparecer ao Espaço Sócio Furacão para normalizar sua situação posteriormente.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um pontinho mais


O Santos abriu o placar com Kléber Pereira, de pênalti; Bruno Costa empatou após cobrança venenosa de escanteio de Paulo Baier.
Atlético e Santos acabam de disputar uma partida que justifica o fato de ambos estarem na zona morta da tabela. Um jogo morno, que terminou em empate: 1 a 1.
Pontinho valioso, diga-se, para quem ainda não se livrou totalmente do perigo do rebaixamento. Com a derrota do Santo André para o Cruzeiro, o Furacão manterá bons oito pontos de distância dos times que estão na temida zona.
Por outro lado, o rubro-negro desperdiçou a chance de sair da 14ª colocação, contra um time que jogou boa parte do segundo tempo com um jogador a menos.
O maestro Paulo Baier esteve numa noite não tão feliz, e o time todo parece ter seguido o seu ritmo.
Mas nem tudo foi desastre. Novamente, ressalte-se a boa participação dos pratas da casa, especialmente o grande Manoel e Bruno Costa, que jogou na lateral-esquerda e ainda marcou o gol de empate para o Furacão.
O calvário continua: faltam apenas mais seis pontinhos. Próxima parada: domingo, em Floripa, contra o Avaí.
Troféu
ZIQUITA
Nei, Bruno Costa e para a torcida: 18 mil pessoas na Baixada, mesmo após uma derrota no clássico.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Para a CBF, que marca uma partida para as 19h30 numa cidade grande, onde as pessoas costumam sair do trabalho entre 18h00 e 19h00, sem contar os engarrafamentos no trânsito neste horário. Resultado: muita gente chegando ao estádio ao mesmo tempo e muitas filas nas catracas da Arena.

Ingressos para jogo em Floripa serão vendidos na Baixada

O Atlético informa que emprestou ao Avaí FC dois guichês para a venda de ingressos de visitante para a partida entre as equipes neste domingo, às 18h30, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. A venda se inicia nesta quinta-feira às 10h nas bilheterias da rua Buenos Aires. A venda será de responsabilidade exclusiva do Avaí, o qual comunicou que não serão comercializados ingressos de meia-entrada em Curitiba. Esta venda ocorrerá apenas em bilheterias especiais no estádio da Ressacada, mediante o preenchimento de um cadastro. O ingresso inteiro tem o valor de R$ 50.
Aliás, uma facada este preço hein?

Homenagem

Da Furacao.com:
O jogo deste quarta-feira, contra o Santos, será marcado por homenagens de torcedores atleticanos ao jovem João Henrique Mendes Xavier Vianna, de 21 anos, torcedor do Furacão e que sofreu um grave acidente no último domingo, após o clássico Atletiba. O torcedor está internado no Hospital do Trabalhador em estado gravíssimo, correndo risco de morte.
Antes do jogo na Arena, nesta quarta-feira, uma faixa em apoio a João Henrique e sua família circulará no estádio. A mensagem fará um pedido de paz nos estádios e justiça neste caso, com o culpado pagando pelo ato.
A irmã mais velha do torcedor, Maria Luiza, estará presente na homenagem. “Gostaria de ressaltar que amanhã estarei presente no jogo para prestar a homenagem ao Joãozinho. Sentarei na sua cadeira e torcerei pelo Atlético o quanto eu puder, que era o que ele sempre fazia”, escreveu na comunidade oficial do clube, no Orkut.

Atlético tem mudanças para enfrentar o Santos

Uma vitória para finalmente subir da 14.ª posição após dez ro­­dadas estagnado. Esse é o objetivo do Atlético contra o Santos, hoje, às 19h30, na Arena. Se bater o Peixe, o Rubro-Negro não só ultrapassa o adversário como pode ganhar mais duas posições, dependendo de tropeços de Barueri e Corin­­thians. A Abelha recebe o Flamen­­go e o Timão viaja para enfrentar o Vitória.

Derrotados no Atletiba, por 3 a 2, no domingo, os jogadores atleticanos asseguram já ter recuperado o moral. O técnico Antônio Lopes fez uma reunião com o elenco na reapresentação, segunda-feira, para reforçar a necessidade de se esquecer o clássico.

“Tivemos uma conversa muito boa. A rapaziada está toda voltada para vencer o Santos”, assegura o treinador.

Lopes confirmou pelo menos duas alterações em relação à equipe que perdeu para o Coxa. Sem o lateral-esquerdo Alex Sandro, expulso no Atletiba, e o meia Wes­­ley, vinculado ao Peixe, Bruno Costa e Marcinho entram na equipe titular.

Outra possível mudança é a entrada do centroavante Patrick na vaga de Alex Mineiro. No entanto, o Delegado prefere manter o mistério, apesar de ter testado Patrick como titular no coletivo de ontem.

“O Alex está mais entrosado, mas foi o Patrick quem treinou. Ainda vou decidir”, afirma o técnico. No Santos, as novidades são os retornos do zagueiro Eli Sabiá e do atacante Kléber Pereira após suspensão. No entanto, o assunto na che­­­­gada do Peixe a Curitiba foi a ar­­bitragem. “É um árbitro inexperiente (Francisco de Assis Almeida Filho, do Ceará) para um confronto direto da Série A. To­­mara que eu es­teja errado, mas es­­tamos falando antes para não dizerem que reclamamos depois”, afirma o diretor de futebol santista, Adílson Durante.

* * * * *

Atlético: Galatto; Nei, Manoel, Ronaldo e Bruno Costa; Valencia, Rafael Miranda, Paulo Baier e Marcinho; Wallyson e Patrick (Alex Mineiro). Técnico: Antônio Lopes.

Santos: Felipe; Pará, Astorga, Eli Sabiá e Triguinho; Germano, Rodrigo Souto, Felipe Azevedo, Paulo Henrique e Madson; Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

"Não vi nem a cor do carro"

O site Curitiba Agora, feito por estudantes de Jornalismo da PUCPR, entrevistou Caio Budola, atleticano que estava ao lado do colega João Henrique Vianna quando ele foi atropelado na volta do Atletiba de domingo. Segundo Caio, um grupo de torcedores voltava pacificamente do Couto Pereira e o veículo que atingiu João Henrique trafegava em alta velocidade. "Estávamos andando e conversando; tínhamos atravessado a rua e já estávamos sobre a área de estacionamento. Não vi sequer a cor do carro, marca, nada. Passou a uns 50 centímetros de mim e acertou o outro menino e o João. Só vi meu amigo 'voar', muito alto", contou.
Para ouvir a entrevista, clique aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Caneta não é bala não

A galera tem chiado, nos comentários, porque o árbitro Paulo César Oliveira não botou na súmula que algum coxa arremessou uma caneta no cocoruto do Paulo Baier quando ele foi cobrar um escanteio, durante o Atletiba de domingo. Tá certo que uma caneta não mata nem mutila, mas pode ferir. Até porque o objeto foi arremessado com o claro intuito de acertá-lo. E, se até por uma bala sete-belos o Atlético já foi denunciado e julgado, não há porque haver uma postura diferente neste caso. Se for pra punir ou inocentar os coxas, o STJD que decida.
Bem, o juiz não botou na súmula, mas há fotos e registros em vídeo sobre o ocorrido.
Qualquer torcedor pode denunciar o episódio à procuradoria do STJD. Se você quiser fazê-lo, copie a imagem abaixo e encaminhe para o e-mail stjd@uol.com.br, endereçado à Procuradoria.
O próprio Baier entregou o objeto arremessado ao quarto
árbitro, mas o juiz preferiu omitir o fato na súmula.

João Henrique segue em estado gravíssimo

O site da Gazeta do Povo informa um desmentido: o Hospital do Trabalhador não confirmou a morte cerebral do atleticano João Henrique Mendes Xavier Vianna, de 21 anos, sócio do CAP e que foi atropelado após o clássico de domingo por um veículo ocupado por seis torcedores do Coritiba - inclusive o motorista. Mas a situação não é nada boa: João segue em coma profundo e, segundo nota divulgada pelo hospital, seu estado é gravíssimo.
Como ainda há esperança, resta-nos torcer para que João consiga sair dessa.

Tempestade em copo d'água

Ouvindo os programas esportivos de final de tarde, fiquei sabendo que o zagueiro Ronaldo será o titular amanhã, contra o Santos, jogando ao lado de Manoel. Ou seja, o jovem jogador não foi afastado do elenco. Pelo que ouvi, ele e seus procuradores serão procurados para renovar contrato dentro do prazo, se houver interesse do clube.
Parece que fizeram tempestade num copinho d'água.
De qualquer maneira, como o assunto veio à tona, seria bom que as partes envolvidas se manifestassem: atleta, diretoria e os ex-diretores.

Vínculo contratual pode ter afastado Ronaldo do Atletiba

O jonalista Augusto Mafuz levanta hoje uma polêmica envolvendo os direitos federativos de jovens jogadores do Furacão e ex-diretores do clube. O problema teria sido, inclusive, o motivo pelo qual o zagueiro Ronaldo, que vinha atuando como titular, sequer foi relacionado entre os convocados para o Atletiba. Se verídicos, são gravíssimos os fatos. Confira o texto:
Segredo de estado
O hino do Atlético diz a certa altura que a camisa rubro-negra só se veste por amor. Não sei, mas imagino que Ruy Paciornick, Pablo Xavier e Alexandre da Rocha Loures, tenham cantado várias vezes esse refrão.
Motivos nunca lhe faltaram: atleticanos fanáticos, além de altamente capazes, tiveram a sorte de adquirir e consolidar a profissionalização como executivos no futebol, no Atlético e por conta do Atlético.

Por força da execução de suas funções, aprenderam todos os segredos do clube. Sob o pretexto de que era a única forma de proteger o Atlético da ação de agentes e empresários, Alexandre da Rocha Loures foi nomeado “agente oficial”, dos jogadores do Atlético. Chegou a ter 40 procurações de atletas. Ruy Paciornick nunca iria imaginar que um dia viajaria representando o “seu Atlético” no exterior. Pablo se juntou a eles. Os três constituíam um dos orgulhos do clube, que era o “Departamento de Negócios Internacionais”, ou coisa similar. Não ganhavam pouco. Seus salários eram de grandes executivos. Nada mais justo pela qualidade do trabalho e pelo benefício que traziam.

Pelos mais diversos motivos, mas em especial por uma proposta milionária de emprego que lhes fez Mário Celso Petraglia, os três foram embora. Além da excepcional formação cara paga pelo clube, levaram os segredos e as procurações dos jogadores. Segredos, uma centena; procurações, 40 no mínimo.

Estranhei a ausência do menino Ronaldo na zaga, no Atletiba. Vinha se constituindo, com Manoel, no fato novo do time, dando ao setor a consistência, que há tempo não tinha. Perguntei: da mesma forma que apareceu de repente vai sumir de repente?

No cadastro da CBF, o contrato Ronaldo termina em maio de 2010. Não jogou o Atletiba por decisão da diretoria, que, aliás, foi implantada no clube por Mário Celso Petraglia, quando do episódio Dagoberto. Se há resistência para renovar o contrato do jogador, o melhor é afastá-lo. Atitude absolutamente correta.

Ronaldo não jogou porque seus procuradores passaram a criar impedimentos para a renovação. Pedem valores extraordinários para quem há duas semanas sequer treinava entre os titulares. Procurei saber quais são os seus procuradores. São eles: Ruy Paciornick, Alexandre da Rocha Loures e Pablo Xavier. O fato de serem atleticanos não os obriga a recusar benefícios do mercado. Ainda mais no caso específico, porque assim foram formados. No entanto, se o mercado permite que se ignore questões sentimentais, os impede negociar usando instrumentos que ajudaram a criar.

O Atlético, por todos esses fatos, virou um refém. Pode perder Ronaldo, e outros jogadores, por conta de alguns segredos, que seus criadores levaram. O caso é mais grave do que o de Dagoberto. Neste, pelo menos, os Malaquias não tinham nenhum compromisso pessoal com o Atlético.

◘◘◘
Nota do blog:
Tudo isso é grave, mas é também importante saber se os três diretores saíram mesmo do clube por terem recebido de Petraglia uma proposta milionária de emprego ou se, assim como outros executivos profissionais que estavam trabalhando no clube até 2008, foram demitidos pela atual gestão devido ao alto valor de seus salários.

Soluções

Já fui favorável a clássicos de uma só torcida como medida para diminuir a violência no futebol. Mas, vejamos os últimos episódios. O incidente que vitimou o jovem João Henrique, o atleticano atropelado por um carro guiado por um coxa-branca, aconteceu a quilômetros do Couto Pereira. No caso das dúzias de ônibus quebrados pela cidade, difícil afirmar também que o vandalismo foi cometido apenas por quem esteve no jogo.
A medida pode ajudar a evitar transtornos dentro do estádio e durante a partida - como o arremesso de bombas, confrontos com policiais, etc -, mas é só.
Mas me parece ineficaz para coibir episódios como os que ocorreram no domingo, por toda a cidade.
Qual a solução?
Não sei.
Passa por educação, bom-senso, consciência, valores e um mínimo de racionalidade.
Convenhamos, é bem difícil esperar isso tudo do povão.
Tanto dos moradores das vilas mais pobres, quanto - como pudemos ver no episódio do atropelamento - nas classes mais abastadas.
De imediato, a punição exemplar é uma das únicas formas de coibir a violência no futebol. E não estou falando em pegar o motorista coxa-branca como "bode-expiatório". Falo em punição de maneira ampla, geral. Quantos vândalos foram proibidos de frequentar os estádios, como prega o Estatuto do Torcedor? Que me lembre, isso ocorreu aqui no Paraná em apenas uma oportunidade, quando meia-dúzia de "atleticanos" presos durante confronto num terminal de ônibus foram submetidos a tal pena, por algumas semaninhas.
Pouco, muito pouco.
E, como estamos vendo a cada clássico, proibir a venda de cerveja no estádio está bem longe de ser uma solução para qualquer problema.

Incidente traz à tona discussão sobre clássico de uma só torcida

Da Gazeta do Povo:

Atletiba de uma torcida só. Essa deve ser a primeira reação ao atropelamento do torcedor do Atlético João Henrique Mendes Xavier Vianna, ontem, e aos diversos atos de vandalismo que se espalharam pela cidade antes e após o Atletiba de domingo.

A proposta, apresentada à Polícia Militar (PM) na semana passada, durante a reunião que montou o esquema de segurança para o clássico, será rediscutida amanhã, em novo encontro com re­­presentantes das diretorias das torcidas organizadas. A conversa está pré-agendada para começar às 9 horas, no quartel da PM, no centro de Curitiba. A tendência é que a torcida única valha já para o Es­­tadual do ano que vem.

“Vale a pena propor, experimentar. Quem sabe dá certo”, afirma o Major Arildo Luís Dias, responsável pela coordenação policial no clássico do Couto Pereira, sem muita convicção sobre a validade da sugestão.

A medida deve ser bem aceita pelos clubes. Marcos Malucelli, presidente do Atlético, e Tico Fon­toura, presidente do Conselho Deliberativo do Coritiba, mostraram-se favoráveis à mudança.

“Conversei com o presidente (do Coritiba, Jair) Cirino, ainda no primeiro turno, e falei para reduzir o espaço da torcida adversária. Reduzir até chegar a zero, se os problemas não forem resolvidos. Sou favorável”, revelou Malucelli. “Se o Ministério Público e as pessoas encarregadas pela segurança iniciarem um movimento, terão a companhia do Atlético”, prosseguiu.

Fontoura citou um exemplo do exterior para defender a ideia. “Sou inteiramente favorável. Está sendo adotado em clássicos na Argentina, especialmente entre Boca e River. É uma medida que já deveria ter sido tomada, pois falamos em dois ou três jogos por ano e diminuiria as confusões em dia de clássico”, argumentou.

As torcidas organizadas também se mostraram inclinadas a aceitar a restrição. “A Torcida Orga­­niza Os Fanáticos apoia totalmente essa iniciativa”, ressalta Juliano Rodrigues, vice-presidente da uniformizada.

Luiz Fernando Corrêa, o Pa­­pa­­gaio, presidente da Império Alvi­­verde, em um primeiro mo­­mento concorda com a ideia. “Se quiserem fazer, estaremos juntos. Quando o problema é dentro do estádio, como no caso das bombas na Arena (0 a 0 em julho), ficaria resolvido”, diz.

O presidente da principal facção ligada ao Coxa, porém, faz ressalvas sobre a relação da proposição com o fim da violência nas re­giões mais afastadas da cidade.

“Não sei se vai ter o re­­sultado prático. Quem não vai ao jogo, acaba se encontrando (com rivais) de tudo quanto é jeito. Quem só quer brigar, vai continuar brigando”, afirma.

Opinião compartilhada pelo Major Arildo. Apesar de exaltar o teste, ele prefere indicar outros caminhos. A PM quer implementar até o ano que vem um cadastro com o nome, números de do­­cumentos, endereço e fotografia dos torcedores ligados às subdivisões das organizadas, conhecidas como comandos, uma forma de quebrar a lei do silêncio vigente entre os integrantes das uniformizadas. Outra medida seria o au­­mento do efetivo policial nos dias de clássico.

  • Qual é sua opinião sobre o tema? Opine!

Atleticano atropelado é Sócio-Furacão

Da Gazeta do Povo:

Um cara tranquilo, apegado à mãe, fanático pelo Atlético e que não perde um jogo do Rubro-Negro. Esse é o relato que amigos do estudante de Direito João Henrique Vianna, 21 anos, fazem do rapaz atropelado por um torcedor rival quando retornava do Couto Pereira para a Arena, na escolta policial aos fãs atleticanos que foram ao Atletiba, no domingo.

“Ele tem até uma tatuagem em homenagem à mãe (Ana Maria Mendes) nas costas. É muito calmo e tranquilo. Se alguém merecia morrer ali, não era ele. Não participava de festas de torcida e muito menos de brigas”, diz o estudante Eduardo Marques, 19 anos, que estava no mesmo grupo de rubro-negros depois do clássico.

João Henrique não é integrante de torcida organizada, mas é sócio-torcedor do Atlético. Na Arena da Baixada, sua cadeira ficava no setor 104 da reta inferior da Getúlio Vargas. Local onde fez várias amizades durante as partidas do Furacão.

“Conheço ele de conversar durante os jogos. Era mesmo muito calmo. Gostava de comentar o jogo com ele”, conta o torcedor André Maria Fonseca, 21 anos, outro que viu o acidente de perto. “Ele voou uns três, quatro metros para cima. Bateu com a cabeça no alto do parabrisa. Estava com um capuz na cabeça e demoraram para perceber que era ele quem estava caído”, acrescenta o amigo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A primeira morte

Estava demorando, mas aconteceu:
O estudante de Direito João Henrique Mendes Xavier Vianna, de 21 anos, torcedor do Atlético-PR, morreu no fim da tarde desta segunda-feira, vítima de um atropelamento por um carro conduzido por um torcedor do Coritiba, após o Atletiba de domingo.
Vianna e outro torcedor do Atlético foram atingidos pelo carro na esquina das ruas Desembargador Westphalen e Engenheiros Rebouças, próximo à Arena. O Celta que atropelou os atleticanos era ocupado por cinco torcedores do Coritiba, que voltavam do Couto Pereira – os rubro-negros estavam na Baixada assistindo ao clássico em um telão.
Vianna foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador, onde permaneceu internado durante todo fim do domingo e a segunda-feira em estado grave. Segundo informações da família, ele teve morte cerebral decretada no fim da tarde e os médicos já autorizaram a doação de órgãos.
O condutor do Celta deixou o local do acidente e só foi parado algumas quadras depois, na esquina da Westphalen com a Nunes Machado, por um agente da Diretran a caminho do trabalho, que vinha logo atrás do carro no momento do acidente. O motorista foi levado à Delegacia de Delitos de Trânsito, onde está preso. Ele recusou-se a fazer o teste do bafômetro.
O outro torcedor atropelado quebrou uma perna. Ele teria sido levado ao Hospital Evangélico e liberado nesta segunda-feira. O hospital não confirma a informação.

Alegria

Por Juarez Vilella Filho, na Furacao.com:
Acompanhei um pouco daqueles anos que a gente gosta de lembrar mas só como exercício de atleticanismo, pois nossa vida era muito dura. Pinheirão indo de Interbairros II lotado ou jogos tomando emprestada a Vila Capanema ou o Couto para os jogos a noite e ouvindo das outras torcidas um grito que doía no coração: sem terra! Era mais doído do que ultimamente ouvíamos, agora sem sentido, sobre o “meio estádio”.

Eles com uma estrela dourada no peito e trazendo alguns bons jogadores que haviam brilhado no eixo Rio-São Paulo eram quase sempre favoritos, enquanto a gente ia buscar soluções no Toledo e Matsubara. Tempos difíceis aqueles em que vencer um Atletiba era nossa grande meta anual.

Hoje estruturados, maiores dentro e fora de campo, com um estádio de verdade e muito melhor que o deles, assistimos o contrário acontecer. A comoção pelo clássico, a maneira como eles querem se mostrar para nós, como o menino do campo aguardando o primo que mora na “cidade grande” para mostrar do que é capaz são cativantes.

Enquanto o Coritiba se levar a sério como tem se levado, com um locutor que nos chama de “atletiquinho”, colocando músicas ininteligíveis de sua torcida, postando A. Paranaense para tentar fazer chacota, enquanto seu ídolo se preocupa em fazer banana pra gente ao invés de comemorar uma bela vitória com sua torcida, fico tranquilo. A diferença nossa para eles é abismal e só tende a aumentar.

Não sinto pena porque seria falsidade. Prefiro ficar com meu sorriso de canto de boca e pensar que ser atleticano é uma dádiva divina e cada vez mais me convenço que é muito melhor perder sendo atleticano do que vencer sendo coxa.

Atlético negocia renovações de Baier e Miranda

Do blog da jornalista Nadja Mauad:
Paulo Baier
Confirmando a informação que tinha postado aqui na semana passada... Nesta segunda-feira, os procuradores do meia Paulo Baier vão se reunir com a diretoria do Atlético para definir a renovação de contrato do atleta. O vínculo com o Furacão vai até o dia 8 de dezembro desse ano, mas o jogador já manifestou a vontade de ficar no time da Baixada.
Rafael Miranda

O Atlético já conversa com o Atlético Mineiro para encontrar uma maneira justa de ficar com o jogador em 2010. O contrato do volante com o time mineiro acaba no final desse ano e o Atlético não quer se aproveitar dessa situação. Por isso os dirigentes do Furacão tem conversado com o Galo para encontrar uma solução. Vale lembrar que o volante foi emprestado ao Furacão até o final do ano, enquanto Pedro Oldoni está no Galo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Feriadão, praia e Furacão

Galera do Fórum Furacao.com já se mobiliza para ir a Floripa assistir a Avaí x Atlético, no sábado. E para dar uma esticadinha na ilha, afinal segunda-feira é feriado...

Comovente

Meus amigos, no trajeto entre o pinga-mijo e o Torto Bar fiquei comovido com a comemoração eufórica dos coxas pela vitória que garantiu-lhes a manutenção da 15ª colocação no campeonato. De início estranhei, mas logo compreendi. Afinal, esta foi esta a única alegria dentre tantos fiascos no ano do centernada: ganhar do campeão do estado.
E é bom frisar que o árbitro Paulo César de Oliveira também quis dar seu presente de aniversário. Se a expulsão do Alex Sandro foi justa, Leandro Donizete também deveria ter ido mais cedo para os vestiários, quando ainda no primeiro tempo acertou Wallyson num carrinho por trás.
Vida que segue, agora o Furacão tem uma oportunidade ímpar de sair de vez desta 14ª colocação. A próxima partida é na Baixada, contra o Santos - 13º colocado, com dois pontos a mais na tabela.
É ganhar e entrar na zona da Sulamericana!
Troféu
ZIQUITA
Galatto, Valencia e Paulo Baier. Menção para Marcinho, que entrou num momento difícil e mudou o panorama da partida.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Pro juizão Paulo César de Oliveira, que afinou e não expulsou o volante dos coxas. E, infelizmente, para o Alex Mineiro. Bem marcado, foi presa fácil e não ofereceu perigo.

Atletiba, o clássico


85 anos de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Neste domingo, mais um capítulo será escrito.

Invasões


1991: a famosa romaria da Nação Atleticana até o pinga-mijo e uma tremenda festa com faixas e bandeiras. E com o grande sucesso recém-lançado Atirei o pau nos coxas ecoando forte no estádio Tremendão.


2008: tomando conta geral do pinga-mijo, mesmo com espaço reduzido, sem faixa, bandeira ou bumbo. Só no gogó! E, é claro, com o já maior de idade Atirei o pau nos coxas ainda fazendo sucesso e ecoando forte no Tremendão.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Wally ou Marcinho?

A Furacao.com informa que Marcinho treinou entre os titulares nesta sexta-feira, no CT do Caju, e pode ser o companheiro de ataque de Alex Mineiro no clássico Atletiba de domingo. Ele disputa posição com Wallyson, que foi utilizado nos outros treinamentos durante a semana.
Além dessa dúvida no ataque, o técnico Antônio Lopes promove uma mudança em relação à equipe que venceu o Santo André. O zagueiro Rhodolfo volta de lesão e entra no lugar do jovem Ronaldo.
Na lateral-esquerda, Márcio Azevedo foi vetado e Alex Sandro permanece como titular. Portanto, o Furacão deve enfrentar o Coritiba com Galatto; Nei, Manoel, Rhodolfo e Alex Sandro; Valencia, Rafael Miranda, Wesley e Paulo Baier; Alex Mineiro e Marcinho (Wallyson).
Marcinho tem jogado melhor que Wally nas últimas partidas.
Mas tem tido um bom desempenho quando entra no decorrer da partida, descansadão.
Mesmo assim, se eu tivesse que optar, o escolheria para iniciar a partida.
  • E você, prefere Wally ou Marcinho ao lado de Alex Mineiro? Opine!

O Carrasco

Após a conquista do título de 90, Dirceu comemora posando de super-homem.
Tivemos o prazer de bater um papo, na tarde desta quinta-feira, com um dos principais personagens da história dos Atletibas: Dirceu, o Carrasco. Não disputou tantos clássicos assim, como um Sicupira, um Nilson Borges, um Marolla. Jogou poucos, mas foi sempre decisivo. Em 1990, em três partidas contra o rival, anotou quatro gols. Mais que isso: garantiu o titulo em cima dos coxas, que tinham um time tecnicamente superior, em dois jogos épicos, lembrados até hoje por muitos atleticanos como os Atletibas inesquecíveis de suas vidas. Bem, é melhor deixar que o próprio Dirceu explique como foi.
Véspera de clássico no Couto Pereira, nada como pedir uma força para o carrasco dos coxas.
Tá certo (risos).
O que você anda fazendo?

Estou agora no Grêmio Maringá, há mais ou menos um mês, trabalhando na base e como auxiliar do Mueller, junto com o Cocada. Antes eu estava na Portuguesa Londrinense, disputando a Divisão de Acesso.
Continua o teu giro pelo interior do Paraná.

Pois é, tô nessa batalha.
Quando foi que você parou?

Em 1997, há mais de 10 anos.
Então, eu queria relembrar aquela final de 1990.

Bons tempos...
O que você recorda do primeiro jogo da decisão?

Lembro que entrei no finalzinho, uns 40 minutos do segundo tempo. Eu estava no banco e a torcida começou a gritar o meu nome e a cantar aquela música.

Os coxas, favoritos, eram o macaco. E o Atlético a banana. Mas...
"Recordar é viver, o Dirceu acabou com você"?

Isso, tudo por conta dos dois gols que eu havia feito no outro Atletiba, 2 a 2 (pela primeira fase do campeonato). Quando deixei o banco a torcida do Coritiba, que ficava logo atrás, começou a me vaiar. Eu virei e falei: Vou empatar esse jogo...
Instinto de artilheiro.

Fui para o campo e, num lançamento, o goleiro do Coritiba...
Gérson.

Isso, ele pegou a bola com a mão fora da área. Como eu estava no lance, o Gilberto Costa chegou no meu ouvido e falou: Essa bola vai no primeiro pau.
A morte estava encomendada.

Não deu outra; subi bem de cabeça e senti que ela foi para o gol. Saí correndo, tirei a camisa, uma alegria imensa. Parte da torcida do Atlético já tinha ido embora e voltou para comemorar. Ali ganhamos o título.
Era essa a sensação no vestiário?

Com certeza. Nosso time tinha a noção que o Coritiba era superior. Eles tinham uma grande equipe, com Tostão, Serginho, uma máquina. Mas a gente tinha muita raça. E não era só isso, precisávamos da conquista para receber o salário...
Período de dificuldades...

Muitas.
E a preparação para o segundo jogo decisivo?

A maior ansiedade. Ficou aquela tensão: joga Dirceu ou joga Kita. O Kita tinha muito mais nome e estava fazendo gols também. Eu dividia o quarto com o Carlinhos Sabiá...
Esse era gênio.

Excelente jogador. Conversamos na véspera, o Gilberto Costa também reunia o pessoal. Tive muita dificuldade para dormir, estava muito preocupado. Decisão e Atletiba não é brincadeira. Até que chegou a hora da palestra com o Zé Duarte.
Como foi?

Ele avisou que eu ia jogar. Com isso o Kita levantou, pegou a mala dele e disse que ia embora. Aquilo aumentou ainda mais a pressão sobre mim, fiquei com toda a responsabilidade de fazer os gols. E eu já tinha 27 anos e sem ganhar nenhum título...
Que barra!

Fomos para o estádio. Cheguei lá e a partir daí não falei mais nada. Fiquei quieto, no meu canto, tentando me concentrar. Fui para o aquecimento uma meia hora antes de todo mundo. Pensativo. Na hora de ir para o gramado, o Carlinhos e o Gilberto falaram muito da importância do título.
Aí subiram para o campo...

o estádio lotado e as torcidas fazendo um barulho muito grande, fogos de artifício e tal. Mas eu não escutava nada. Era um silêncio absoluto.

Bola rolando, hora da verdade. De cara você fez 1 a 0.
O Carlinhos foi na linha de fundo, pela direita, e cruzou. Cheguei na bola e mandei pra dentro. Senti um alívio enorme. A missão estava cumprida.
O Carrasco comemora o gol na grande decisão. Ao fundo, Berg e Heraldo.
Mas os coxas viraram o placar ainda no primeiro tempo.

Foi mesmo. Mas nosso time era bem armado, comportado em campo.No vestiário o técnico Zé Duarte falou bastante e Marolla disse que não tinha nada perdido. E intimou: Mais do que jogar bola, temos que mostrar que somos homens!
Inflamou o time...

Com certeza.
O jogo estava disputado, e o Atlético correndo atrás. Até que...

Bola na área, lançada pelo Odemílson. Lembro que eu estava na área, pressionando o zagueiro. Berg pensou em recuar, mas acabou encobrindo o goleiro. O título era nosso.
Precisou só administrar até o final.

Uma coisa legal foi que o Rizza foi substituído e acabou indo para a frente da nossa torcida. Nem sei se isso era ou é permitido. Mas ele ficou lá orquestrando a galera. Nossa torcida passou a cantar muito alto e a dar a força que a gente precisava.
Aí foi só alegria.

Pois é, mas sabe que aconteceu uma coisa diferente. A gente foi embora, peguei o Monza que o Farinhaque tinha me dado de luvas e fui pra casa...
Pô, nem foi comemorar?

Eu nem acreditava que aquilo tudo tinha acontecido. Fiquei conversando com os amigos até de manhã.
Mas entrou para a história, isso é o que vale.

Claro!
Isso tudo ainda te emociona?

Muito.
Como foi ouvir a galera cantando a tua música na Arena, quando você trabalhou por lá como técnico do Nacional de Rolândia?

Sabe que eu não esperava? Muito tempo depois... Foi lindo, muito marcante.
Vai torcer para o Furacão no domingo?

Posso dizer que o único clube que eu guardo um carinho, uma torcida, é o Atlético. É jogo complicado, com toda a certeza. Peço que a turma entre com responsabilidade... E com muita raça, que é a característica do Atlético.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lopes é absolvido

Antônio Lopes foi absolvido no episódio do “chambão”. O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deu provimento ao recurso do Delegado e retirou a suspensão de 30 dias, imposta em primeira instância.
Com a decisão, o comandante do Furacão está liberado para exercer suas funções e instruir seus jogadores de forma direta. Ou seja: Lopes vai pra beira do gramado no Atletiba.
Ótima notícia.
E que seus gritos esganiçados incomodem, azucrinem e desorientem os coxas.

Já era

Do site oficial do CAP:
Os Sócios Furacão adquiriram em cerca de cinco horas toda a carga de 3.400 ingressos destinados à torcida atleticana para o Atletiba deste domingo, no estádio Couto Pereira. Desta forma, a venda para não-sócios que seria iniciada nesta sexta-feira não será realizada.

Aventura no Poço do Fedor Eterno

Meus amigos, vocês que como eu conseguiram um ingresso para o Atletiba de domingo, preparem-se: voltar a encarar o Poço do Fedor Eterno, suas estrutuas corroídas e as cataratas de mijo será um verdadeiro desafio. Para lembrá-los do que está à nossa espera, dêem uma olhada nas fotos e vídeos que os leitores enviaram ao blog após o clássico de setembro/2008:

O Monumental Pinga-Mijo ganhou o apelido de "Cataratas do Mijaçu".
Magrelos, cuidado: mais um pouco e passa uma pessoa pelos buracos da pocilga corroída!




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O sorriso sátiro de Dirceu

Por Sandro Moser:
A minha geração alcançou ainda os bons tempos do Atletiba. Nos verdadeiros clássicos, a torcida do Atlético ficava na curva da Igreja:
– El, el, el... segura o papel... e quando o Rubro-Negro entrava era aquele verdadeiro Niágara de papel branco e pó vermelho; e a velha faixa desbotada e alguém dentro do campo detonando os fogos fátuos.
Os últimos grandes jogos desta época foram as finais de 1990. É importante que se faça, rapidamente, uma pequena contextualização histórica. Era o tempo das camisas de algodão, tempo de Lombardi Jr, dos estaduais semestrais e suas fórmulas mirabolantes. Juan Figger estava começando a botar as manguinhas de fora, bem como o recém-eleito presidente da CBF Ricardo Teixeira.
Ainda não tinha se dado a ascensão do Bragantino, das camisas de tecido sintético espalhafatoso, Vanderlei Luxemburgo e outras imposturas. Não havia produtos importados e quando os garotos precisam repor uma bola furada nas peladas de rua iam até a Fedatto e compravam um capotão n° 5. Só os muito playboys tinham acesso às bolas oficiais das Copas.
Alguns contemporâneos de Pelé ainda jogavam por ali e acolá e o Atlético era presidido por José Carlos Farinhaque. Para os jovens que não o conheceram ele era o anti-Mario Celso Petraglia. Era antes de tudo um torcedor (antes que as hienas se arremessem - ele foi também um empresário de jogadores e teria sido o inaugurador do balcão de negócios na rua Buenos Aires). Pode ser, ocorre que a motivação era conjuntural. Era o que se podia fazer e não de política estrutural (sacaram ???). O Polaco assumiu o Atlético numa época difícil, quando todos os quadros se afastaram. Seu compromisso era com a torcida. Se hoje os torcedores são impedidos de entrar no Clube (escrevi este texto antes da trégua do inverno de 2007), naquela época éramos convidados para churrascos, bois no rolete.
Se hoje ninguém sabe quem é contratado e dispensado, naquela época éramos anualmente convidados a comparecer no Afonso Pena, receber alguma “cobra”. Éder, Kita, Vivinho e Eder Lopes. Estive em todas essas. E as especulações inverossímeis? E o caminhão de jogadores que chegavam e saíam diariamente? Mario Henrique e Wilson Maciel nos abasteciam com nomes e mais nomes quase que todos os dias. Nos jogos mais calmos, Farinhaque levava seu pai – um senhor polonês que parecia ter mais de noventa anos e usava suspensório e galocha – para ver o Atlético. Como era bonito tudo aquilo.
Eram tempos românticos, meio prosaicos – tempos honestos, mais claros. Tempos que foram engolidos pela paranóia da “mudernidade”, do mundo corporativo, clube-empresa, milhões de dólares e todos os palavrões do futebol atual. Há quem diga, hoje em dia, defendendo os novos tempos:
– Você queria voltar praquela época?
Nostálgico incorrigível que sou, não digo nada. No máximo, dou um suspiro e peço outra.

ELETRÔNICA MODELO - Em agosto de 1990 eu tinha 12 anos e o Atlético era a coisa mais importante da minha vida. O Brasil, com sua democracia ainda virgem, fervia no caldo das eleições gerais. Assisti a todos os jogos daquele campeonato de três turnos e um hexagonal e o Atlético montou uns cinco times naquele ano. Peguem a lista de jogadores utilizados. Vai de Assis a Paulo Rink. Vitórias sofridas em jogos noturnos no Couto Pereira (os banheiros eram lavados de creolina para nos sacanear) naquele inverno frio e um empate em 2X2 , com dois de Dirceu, nos deram a vantagem de dois resultados iguais nas decisões. É bom lembrar que no ultimo jogo do ultimo turno havíamos enfrentado pela primeira vez o recém-nascido Paraná. O gol da vitória também foi de Dirceu.
O primeiro jogo da decisão é o meu Atletiba inesquecível.
Recordo-me que os ingressos foram majorados em trocentos por cento e custariam o equivalente a 15 dólares. O Globo Esporte estadual, surpreendentemente, fez uma matéria lindíssima e inesquecível com um samba que não sai da minha cabeça, mas que eu nunca mais ouvi (“O jogo é hoje, vai sair o grande campeão...”).
Lembro de ter ido comprar meu ingresso à tarde, nas bilheterias da Rua Mauá. Numa trêmula excitação, passei o resto do dia tirando e retirando aquele ingresso do bolso, olhando-o como se fosse a verdadeira rosebud, a coisa mais valiosa do Mundo. Não consegui comer nada. Eu ouvi todos os programas esportivos possíveis.
Meu pai viajava muito na época. Não estava na cidade. Mas seus amigos e colegas de antigas diretorias do Atlético usavam nossa casa no Alto da Glória, na quadra do campo, como posto avançado Rubro-Negro. Aquele dia foi igual. O próprio Farinhaque deixou o carro lá em casa, junto com o grande Airton Gallina. Lembro que neste dia, o querido tio Galina me falou que o Atlético tava de olho num centroavante de 17 anos, de Brasília, que ele chamou de “Renaldo sem i”.
Eles foram antes, eu fui com meu irmão e minha doce irmã Tatiana (que assistiu todos os jogos do hexagonal decisivo).
Noite fria de neblina densa. O plano Collor e o aumento absurdo do preço, além certeza de um outro jogo domingo levaram menos de 20 mil pessoas ao antigo estádio do Coxa. Algum gênio da raça havia inventado uma versão de Another brick in the wall, usando os versos de uma paródia que uma rádio já fazia e a notória indecisão sexual dos coxas, a origem obscura de suas famílias e tudo o mais. A propagação boca-a-boca deste hino e o verdadeiro delírio pornográfico que ele causava no refrão retumbante foi o fenômeno popular mais impressionante que eu já vi em toda a minha vida.
Do alto destes quase vinte anos fica a certeza de que sem a composição deste clássico das arquibancadas (hoje desvirtuado e até profanado pelos estádios do Brasil) não teríamos vencido o campeonato.
Os coxas tinham um time muito bom, que nos vencera facilmente no ano anterior e no primeiro turno (no lendário jogo do porco do Julião). Tinha Tostão, Serginho e o jovem Pachequinho que sempre jogavam bem o Atletiba. Por mais que pareça irreal atualmente, aquele tempo era difícil ganhar deles. Eles geralmente venciam, mas com esta ressalva fatal: não as decisões.
Era o que nos consolava e elevava, pois o nosso time - que a história se encarregou mais tarde de consagrar - nos era simpático, mas um pouco desconhecido. Havia sido montado havia apenas algumas semanas. Vieram só para as finais Fonseca, Leonardo, Gilberto Costa , André e Rizza. Juntando-se ao grande Marolla, meu ídolo Odemilson, Carlinhos Sabiá, Kita, Cacau, Heraldo e Valdir. Além do Serginho "Mico", nunca lembrado, todavia o artilheiro daquele time e havia outros. Sobretudo, o sobrenatural Dirceu. Jogo nervoso demais, eles sempre pressionando.
Lembro perfeitamente do verdadeiro suplício que foi o primeiro tempo. O Atlético quase não atacou e cortou um doze para não levar gols. Eu, garoto, no fosso ali da entrada da Mauá, sentia o estômago e o coração saindo pela boca. Os amigos do meu pai, para meu espanto, pareciam reservadamente otimistas e confiantes. Não conseguia entender como. E só fui conseguir muito tempo depois – quando eu também comecei a tomar cerveja nos estádios.
Eles estavam com aquelas camisas listradas na vertical, que os meus vizinhos coxas chamava de a “ganhadeira”. Nós, elegantíssimos, de mangas longas rubro-negras e calção branco. O segundo tempo foi mais equilibrado e mais tenso e com mais neblina. Na metade do período aconteceu o pior. Ocorriam num outro nível as provocações naquela época, as torcidas ficavam mais próximas. Garrafas de meia cerveja voavam sobre o cordão de isolamento. Como eles fizeram barulho. E como a nossa torcida sempre cresce nessas horas. Do gol deles, que deve ter sido pelos 25 min, até o fim, Os Fanáticos não pararam de berrar, entraram numa espécie de um transe, todos loucos de algum chá de cipó da amazônia peruana. Uma coisa que não se vê mais. O negro Dirceu foi chamado por Zé Duarte (técnico boa praça e sósia do Chacrinha).
“A Eletrônica Modelo informa, substituição no Atlético...” Nos minutos finais pressionamos como nunca. E então Deus resolveu começar o primeiro ato da sua intervenção. Alguns amigos vão dizer que Deus apita pouco na Baixada do Água Verde. Quem manda lá é o “Outro” e tal. Cruz credo, vade retro, mas enfim... Uma bola quebrada no meio campo tinha o endereço da linha de fundo. Eu tinha a impressão de que seria tiro de meta pra eles. O Goleiro deles achou que não. Com Dirceu a acossá-lo e resolveu sair da área para evitar o escanteio. Criou no último minuto o que os antigos chamavam de “córner de mangas curtas”.
A oportunidade que precisávamos. A impressão era de que todos os jogadores foram pra dentro da área, com a maioria dentro da pequena área. A neblina (já era quase meia noite), era compacta, maciça. O Couto tinha uma rede azul e a jogada era do outro lado. Eu, com meus enlouquecidos 12 anos, via tudo atentamente, mas por outro lado não via nada do que realmente estava se passando. Gilberto Costa levantou na primeira trave. Todos na bola. Durante um segundo eterno, eu fiquei sem saber o que aconteceu. Tinha a impressão, mas não a certeza.
De repente naquela escuridão medonha surge o sorriso branco de Dirceu. A saúde dentária do nosso herói era a confirmação. Aconteceu. Os bêbados da curva do Corneta pareciam “já saber”. Os “anticristos” da caveira – que em todos os casos naquela hora pediram a benção do papa - explodiram. Dirceu atravessou o campo, eu delirava, “só para me garantir que tinha feito o gol pra mim”.
Fica tranqüilo garoto, a pequena criança já está dormindo
, ele me dizia.
Aquele era nosso. Não teve mais jogo. A bateria começou o "tum / tum-tum": “Atirei o pau nos coxas...”.
Dias depois, existiu ainda o segundo jogo, não menos espetacular e não menos sobrenatural. O segundo ato da intervenção divina. Espero que um confrade mais inspirado saiba contar esta história.
Este primeiro jogo foi mais do que um simples jogo. Foi um divisor de águas na vida do Atlético, uma espécie de “morte do passado”.
O sorriso sátiro de Dirceu de Mattos atravessando o Alto da Glória foi o meu grande momento na história do Atletiba.


Povão fiel

Meus amigos, a torcida do Furacão está de parabéns. Demos mais uma surra nos coxas e estamos subindo cada vez mais na Timemania. Confira os últimos resultados:

Concurso 86 - 17/10

Colocação Time UF Nº de Apostas Percentual
FLAMENGO RJ 64.917 6,75
CORINTHIANS SP 54.685 5,69
PALMEIRAS SP 44.449 4,62
SAO PAULO SP 41.278 4,29
GREMIO RS 38.198 3,97
SANTOS SP 33.809 3,51
INTERNACIONAL RS 32.911 3,42
VASCO DA GAMA RJ 30.764 3,20
CRUZEIRO MG 27.277 2,83
10º BOTAFOGO RJ 25.586 2,66
11º ATLETICO MG 22.584 2,35
12º FLUMINENSE RJ 21.933 2,28
13º BAHIA BA 19.943 2,07
14º ATLETICO PR 17.287 1,79
15º FORTALEZA CE 16.571 1,72
16º VITORIA BA 15.727 1,63
17º GOIAS GO 15.499 1,61
18º CEARA CE 13.953 1,45
19º CORITIBA PR 11.934 1,24
20º AVAI SC 11.907 1,23

Acumulado do ano

Colocação Time UF Nº de apostas Percentual
FLAMENGO RJ 2.834.203 6,92%
CORINTHIANS SP 2.503.225 6,11%
PALMEIRAS SP 1.789.252 4,37%
SAO PAULO SP 1.773.674 4,33%
GREMIO RS 1.636.898 4,00%
SANTOS SP 1.506.794 3,68%
INTERNACIONAL RS 1.438.539 3,51%
VASCO DA GAMA RJ 1.347.895 3,29%
CRUZEIRO MG 1.237.145 3,02%
10º BOTAFOGO RJ 1.133.134 2,77%
11º FLUMINENSE RJ 1.008.197 2,46%
12º ATLETICO MG 991.901 2,42%
13º BAHIA BA 888.853 2,17%
14º FORTALEZA CE 662.401 1,62%
15º GOIAS GO 620.902 1,52%
16º VITORIA BA 617.788 1,51%
17º ATLETICO PR 541.943 1,32%
18º CEARA CE 537.813 1,31%
19º CORITIBA PR 522.237 1,28%
20º SPORT PE 501.294 1,22%