quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Furacão veste o fardo continental

Da Gazeta do Povo:

Eliminar o Botafogo e passar às oitavas de final da Copa Sul-Ame­­ricana pode criar uma dificuldade extra para o Atlético. Continuando no torneio internacional, o Furacão terá de conciliar viagens e partidas desgastantes em mata-matas com jogos decisivos na luta para ficar longe do rebaixamento no Campeona­to Brasileiro.

O encontro de volta entre pa­­ranaenses e cariocas ocorre hoje, às 21h50, no Engenhão. Como fi­­caram no 0 a 0 na Arena, basta um empate com gols para classificar o Rubro-Negro – novo em­­pa­­te sem gols leva a decisão da va­ga aos pênaltis.

Se passar pelo Fogo, provavelmente já na semana que vem (a Conmebol só deve oficializar as datas após o encerramento da pri­meira fase, previsto para amanhã), o time da Baixada já enfrente o Emelec, do Equador. Pela disposição da tabela, o primeiro confronto seria na Arena e o segundo em Guaiaquil. Os dois jogos seriam nas semanas que antecedem aos compromissos diante de Palmeiras e Corin­thians, fora de casa, pelo Na­­cional.

“Se for para pensar assim era melhor nem brigar para se classificar. Temos é de jogar, não fi­­car pensando quando vamos vi­­ajar e nessas coisa de logística. Primeiro vamos classificar, de­­pois pensamos nisso”, argumenta o diretor de futebol Ocimar Bo­­licenho. “Não tem jeito. A se­­quência de jogos é o preço para quem quer continuar na competição”, admite o volante Rafael Miranda, a única novidade em relação à formação que perdeu para o Atlético-MG, no domingo.

Por outro lado, a equipe de An­­tônio Lopes pode angariar al­­go muito positivo para o clube, que não esconde viver problemas financeiros. Só por disputar a primeira fase do Continental, o Atlético receberá cerca de US$ 80 mil. Caso avance, acrescerá um prêmio sempre US$ 30 mil maior a cada etapa. Com esse dinheiro, o clube precisa bancar suas viagens na disputa e a premiação dos atletas sairá de uma porcentagem dessa quantia.

“Quem não quer um agrado a mais? Não corremos mais ou menos por isso, mas é algo im­­portante para nós e para o clube. A Sul-Americana foi vencida pelo Internacional no ano passado e teve uma repercussão muito boa”, pondera Miranda.

O técnico Antônio Lopes também conta com a classificação na Sul-Americana para conseguir um plus de ânimo nos jogos do Brasileiro. Dos últimos nove pontos disputados no Nacional, os atleticanos somaram apenas um. A distância para a zona de rebaixamento está em quatro pontos. No sábado, o Furacão re­­cebe o Sport.

Ao contrário da partida de ida, quando usou só um titular, o Bo­­tafogo deve colocar força máxima no jogo de hoje. O técnico Estevam Soares está pressionado no cargo. Afinal, a equipe alvinegra não vence há dez partidas.

O caminho

Se passar pelo Botafogo, o Atlético estará de um lado da chave teoricamente mais fácil. Adversários como River Plate e Boca Juniors só enfrentam o Rubro-Negro em uma eventual final. No entanto, o Internacional pode aparecer no caminho.

Oitavas de final - Eliminando o Fogo, o mata-mata contra o Emelec já deve começar na semana que vem. O primeiro jogo ocorre no Brasil e o segundo no Equador.

Quartas de final - Quem passar entre Atlético-MG e Goiás enfrenta o Cerro Porteño, do Paraguai. Daí sai o eventual adversário atleticano.

Semifinais - O favorito para chegar nessa etapa como rival rubro-negro é o atual campeão Internacional. Universidad do Chile, Fluminense ou Alianza, do Peru, podem aparecer.

Final - Se os favoritos chegarem, Boca Juniors, River Plate ou San Lorenzo devem pintar contra quem vier do outro lado da chave. O Vitória é o único brasileiro que poderá desafiar os argentinos antes disso.

4 comentários:

JMK disse...

O Furacão tem que tentar se classificar na Sulamericana. Conseguindo, temos titulares e suplentes de nível equivalente, logo tanto equipe principal quanto "reserva", podem jogar numa ou noutra competição.
O importante é fazer o melhor possível em todas as competições.
Quanto à repercussão se conquistarmos o título... É outra estória. Nós com certeza vamos comemorar muito!

Anônimo disse...

Anos atráz, time brasileiro não dava importancia para a Libertadores, os Argentinos ganharam quase tudo e como consequencia, projeção e dinheiro ! A Sulamericana está sendo descriminada, mas coloca o time em evidência e gera dividendos. Só fala mal quem é desclassificado, como é o caso dos coxas.

Anônimo disse...

vamos bater penaltis

rory disse...

Com este futebolzinho, tanto faz jogar titular ou reserva. Independente disto, a idéia deve ser, vencer sempre, até em jogos de botão.