segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Déficit à vista

Da Gazeta do Povo:

O presidente do Conselho Administrativo Atlético-PR, Marcos Malucelli, afirmou o clube deve encerrar a temporada 2009 com um déficit de R$ 16 milhões. No cálculo apresentado pelo dirigente, em entrevista à rádio Band News, na manhã desta segunda-feira, o clube receberá R$ 13 milhões com a cota de televisão, R$ 12 milhões com o plano de sócios e outros R$ 7 milhões de patrocínios e marketing. “A conta não fecha. Ainda temos um déficit de R$ 16 milhões para fechar os R$ 40 milhões previstos. Aviso que não vamos conseguir mudar isso neste ano”, afirmou Malucelli.

A principal justificativa do presidente para o quadro financeiro negativo é que o mercado exterior está racionalizado. Segundo ele, as negociações de jogadores, um dos pontos fortes do Rubro-Negro nos tempos de Mário Celso Petraglia, fracassou por causa da crise econômica mundial.

O ex-presidente também foi citado na entrevista. Malucelli admite que o Atlético perdeu em alguns aspectos com o rompimento da atual diretoria com Petraglia, mas negou qualquer tipo de reaproximação. “O Mário (Petraglia) era importante no assunto de negociação de jogadores para o exterior. Ele tem os contatos dos empresários que nós não conhecemos. Ele faz falta sim, mas está fora do clube. O problema é que talvez o Mário teria pensado que eu como presidente seria como uma figura decorativa e ele seguiria mandando no clube”, explicou.

Malucelli também falou do time de futebol. Ele considera o elenco atual do Atlético mediano, mas que não sofrerá com a ameaça de rebaixamento, a exemplo de 2008. “Temos um time mediano. Uma média 6,5 a 7 de nota, mas todos os times apresentam as mesmas dificuldades, pode observar”, avaliou.

O presidente atleticano reafirmou que o clube fará de tudo para receber jogos do Mundial de 2014, mas que não se endividará para atender o caderno de encargos da Fifa. “Se não aparecerem parceiras, mas eu acredito que vão aparecer, o Atlético não vai assumir esse ônus sozinho”, lembrou.

Nesta terça-feira (1º), Malucelli participa em Porto Alegre de um encontro com dirigentes de Internacional e São Paulo. Arena, Beira-Rio e Morumbi são os únicos estádios particulares previstos para sediar jogos do Mundial no Brasil.

Do fundo do baú

Revirando os arquivos, encontrei também esta preciosidade, postada originalmente em outubro de 2007. Relembre:
Basta ser rubro-negro
Taí o Furacão representado na maior rave de Curitiba. Pra fazer sucesso com a mulherada, não precisa ser bonito nem rico, basta ser atleticano.

domingo, 30 de agosto de 2009

Dois em um

Estava cá remexendo nos meus arquivos e encontrei esta bela foto (clique para ampliar), tirada por algum torcedor anônimo na Baixada. E fiquei na dúvida sobre qual legenda eu colocaria sob ela:
1) Inferno é isso aqui, o resto é brincadeira de criança!;
2) Ah, que saudades de uma cerva gelada na Baixada!
As duas opções lhe cabem muito bem.

Mistérios do futebol

A crônica do Cristovão Tezza foi publicada na Gazeta do Povo enquanto eu estava viajando, semana passada. Só a vi hoje, mas vale a pena botar aqui no blog. Não perde a validade com o passar tempo; é mais um dos textos eternos do grande escritor atleticano:
As melhores perguntas são as que não têm resposta. Por exemplo: qual o mistério do fu­­tebol? Não sei. Olhando de longe, é um grupo de marmanjos uniformizados participando de uma gincana, todos correndo atrás de uma bola sobre um gramado retangular marcado com linhas brancas. A bola deve ser levada a pontapés para dentro de uma re­­de sustentada por traves. Só um dos rapazes de cada grupo pode segurar a bola com a mão. Quem controla tudo é um sujeito mais velho, de uniforme di­­ferente – quando esse ho­­mem trila um apito, o que faz com frequência, todo mundo para de correr e olha para ele. Às vezes ele tira do bolso um cartão amarelo e mostra para alguém, que quase sempre dá uma risadinha e faz “não” com a cabeça, as mãos na cintura. Se calha de ele pegar um cartão vermelho, que vale mais, o su­­jeito sai furioso do campo e não volta. Em torno do gramado sempre tem umas arquibancadas cheias de gente berrando e sacudindo bandeiras. Quando a bola vai para dentro da rede – o que é relativamente raro – as pes­­soas de parte das arquibancadas se levantam todas ao mesmo tempo e fazem uma gritaria de­­mo­­rada, incompreensível e feliz; outra parte fica quieta e triste.
Imagino que, pela descrição, vocês entenderam mais ou me­­nos o que é o futebol, mas alguma coisa ficou faltando. É a mesma sensação que tenho quando tentam me explicar o beisebol: um bando de quarentões barrigudos de ceroulas ridículas com bonés na cabeça que, de vez em quando, jogam uma bolinha de criança para acertar a cabeça de um sujeito agachado com um ca­­pacete no rosto e uma luva deformada na mão; de costas para ele fica um cara ameaçador balançando um perigoso porrete na mão. De vez em quando um deles larga tudo e dispara a correr meio que sem direção (o campo é torto), tentando agarrar a bolinha que voa. Parece que é isso.
Claro, faltou tudo. No caso do futebol, eu me pergunto porque esse esporte, sendo simples como uma brincadeira de crianças, é capaz de me transtornar tão completamente. Crise do Se­­nado, queda de avião, gripe suína – passo correndo pela parte séria do jornal e me detenho profundamente na recuperação de Alex Mineiro e no gênio de Paulo Baier, o Zidane da Baixada. Grito com os jogadores como se eles pudessem me ouvir. Proponho substituições tão óbvias que só o burro do técnico não entende. Pior: fico feliz se o juiz não marca uma falta escancarada do meu time e furioso se ele apita um pênalti contra que de fato houve. Tudo que é moralmente errado me atrai: faço cálculos detalhados na classificação do Brasileiro, no desespero de ver o Atlético um ou dois degraus acima, en­­quanto com o rabo do olho investigo, mesquinho, a queda do Coritiba – equipe de grandes ami­­gos meus, e até da minha própria mãe – com uma felicidade secreta mas angustiada, por­­que afinal amanhã tudo po­­de virar do avesso. Por que o futebol faz isso comigo?
Não sei.
Tezza e seu filho Felipe, na Baixada: dois apaixonados pelo Furacão.

sábado, 29 de agosto de 2009

Freguês do Timbu

E o Atlético se aproximou novamente da zona de rebaixamento - situação que parece ser a sina do Furacão neste campeonato. O rubro-negro voltou a perder para o Náutico de Carlinhos Bala - que já havia beliscado três pontos em plena Baixada, no primeiro turno - e estacionou na 14ª posição, com 27 pontos. E o pior é que os três times que estão imediatamente acima na tabela - Vitória e Cruzeiro, com 28 pontos, e Santos, com 29 - têm um jogo a menos.
Viramos freguês do Timbu pernambucano - que tristeza! Dos últimos seis confrontos, só ganhamos um. E perdemos quatro. Sem comentários.
O calvário continua, meus amigos.
A próxima parada, pelo Brasileirão, é contra o Flamengo, domingo, na Baixada.
Mas antes disso, quarta-feira, também no Caldeirão, o Furacão estreia na Copa sulamericana enfrentando o Botafogo.
A Sula é a única competição do ano na qual ainda temos chance de um título.
Porque, no Brasileirão, conquistar uma vaga para a Sula de 2010 já será lucro.

Em tempo: proibição da venda de cerveja nos estádios é inconstitucional

Li sobre isso durante a semana, mas não tinha comentado aqui no blog ainda: a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol é inconstitucional, de acordo com decisão foi proferida pela 22.ª Vara Cível de Curitiba. O Judiciário manifestou-se por conta de uma ação movida pela empresa Futebol Total, que administra os bares do Couto Pereira.
A sentença, porém, não significa que os torcedores poderão, de imediato, asisstir a seus jogos tomando uma gelada - os clubes ainda temem por uma provável retaliação da CBF, mesmo que estejam em posse de decisão judicial. Mas a Futebol Total usará a ação para cobrar da CBF uma indenização ou tentar que a entidade volte a liberar a venda de cerveja.
Infelizmente, é assim que as coisas funcionam aqui no Brasil: na base da canetada. E os direitos individuais que vão às favas.
Fico com a análise do advogado Leonardo Lamachia, membro do GEDD - Grupo de Estudos de Direito Desportivo: "A limitação da atividade econômica lícita pelo Estado é medida excepcional. Não é admissível tal intervenção sem que exista prova inequívoca de que a atividade restringida (venda de bebidas) é a causa do fenômeno social violência ou que a sua limitação efetivamente terá impacto de forma significativa na redução da violência."
Conclui o douto especialista: "Ademais, as drogas ilícitas, largamente consumidas nos estádios e em outros eventos, poderão ter seu consumo potencializado ante a ausência de comercialização de bebidas alcoólicas e, mesmo que não tenham seu consumo aumentado, a proibição de bebidas alcoólicas não resolverá o problema do consumo destas drogas. Em ordem de grandeza, aliás, estas drogas podem causar, a toda evidência, mais violência do que a cerveja, bebida mais consumida nos jogos."
Esse artigo de Lamachia foi escrito em 2007, mas parece mais uma premonição: a venda de cerveja foi proibida, e o pau continua a comer solto, com malacos quebrando tudo em estações de ônibus e entrando com bombas nos estádios.
Enquanto isso, a luta continua.
Se quiser protestar contra a proibição da venda de cerveja nos estádios, mande um e-mail para comunicacao@cbf.com.br e pfdc@pgr.mpf.gov.br.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Alex substitui Baier e forma ataque com Wally

Da Gazeta do Povo:
Enquanto ainda mantém o mistério sobre quem será o substituto de Valência no setor de marcação do Atlético Paranaense no jogo deste sábado (29), a partir das 18h30, contra o Náutico, em Recife, o técnico Antônio Lopes já definiu quem entra no lugar de Paulo Baier, suspenso. Recuperado fisicamente, Alex Mineiro foi confirmado como companheiro de Wallyson no ataque, com Marcinho recuado para o lugar de Baier.

Desde que voltou ao Furacão, Alex Mineiro ainda não conseguiu se firmar e segue sem marcar nenhum gol. Ansiosa e carente de uma dupla de ataque eficiente, a torcida terá a chance de testemunhar mais uma tentativa de emplacar a dupla Alex Mineiro/Wallyson.

“Acho que eles podem se completar bem. São dois jogadores de boa técnica, que definem bem a gol. Estou esperando o melhor para o time. Lógico que dependemos muito desses dois atacantes, já que eles são os responsáveis pelos gols, que são o que resolvem as partidas. Estamos esperando muito deles e sei que eles podem ajudar a equipe a fazer uma boa apresentação”, disse o técnico Antônio Lopes, em entrevista coletiva.

Pra mudar a história

Os dois, Alex Mineiro e Wallyson, já começaram dois jogos (contra Avaí e Goiás) como titulares, totalizando 102 minutos jogados. Somando os 14 minutos do jogo contra o São Paulo, a dupla esteve em atividade por 126 minutos. Nesse tempo as redes adversárias não balançaram e ambos estão determinados a acabar com esse péssimo retrospecto.

Para o jovem Wallyson (com 8 gols na temporada), a chance de dividir o ataque com Alex Mineiro é muito gratificante. “O Alex é um jogador muito experiente. Já jogamos juntos alguns jogos e sei de como ele gosta de receber a bola. Ele conversa muito durante o jogo e fico muito feliz se tiver a oportunidade de jogar mais uma vez ao seu lado", afirmou.

Já Alex Mineiro elogia a jovialidade do companheiro. “É um garoto, mas tem uma qualidade muito grande. Ele está crescendo de produção a cada partida. Apesar de ser jovem, já teve muita experiência. A gente procura orientar ele da melhor maneira possível. Tanto eu, quanto o Marcinho. O professor Lopes pediu para que nós ajudássemos ele a se poscionar bem ali na frente”.

O ídolo da torcida, com 73 gols marcados desde que conquisotu o Brasileirão de 2001 com a camisa atleticana, Alex confia em um bom desempenho contra o Náutico. “Espero fazer o melhor, tanto eu, quanto o Wallyson. Fizemos dois bons coletivos essa semana, com o Marcinho chegando por trás. Espero que a gente possa se movimentar bem e fazer os gols necessários para vencermos”

Renan e Fransérgio disputam vaga

Sem poder contar com Valência, suspenso, o técnico Antônio Lopes ainda não definiu se escala Fransérgio ou Renan no setor de marcação. O primeiro treinou como titular durante a semana, enquanto o segundo estava servindo à seleção brasileira sub-20. O nome do titular deve ser anunciado apenas momentos antes do jogo contra o Náutico.

Reencontro com Geninho

Demitido do Atlético no início do Brasileirão, após somar apenas um ponto em cinco jogos, Geninho volta a se encontrar com seu ex-time. O Náutico tem melhorado de produção desde a chegada do novo treinador e a confirmação de que Gilmar, artilheiro da equipe na temporada, não será mais vendido, o time ganha em motivação.

Antônio Lopes reconhece a dificuldade de enfrentar a equipe pernambucana. “É uma grande equipe, esta em ascensão depois que o Geninho entrou e melhorou a equipe. Em seu reduto, o Náutico sempre joga muito bem. Vamos lá, com nossa humildade, tentar faze o que temos feito e tentar pontuar”.

Atlético acelera negociação para naming rigths da Arena

Da Gazeta do Povo:

A intenção do Atlético é que a Arena da Baixada tenha um novo nome a partir de 1.º de janeiro de 2010. O clube quer finalizar ainda neste ano o acerto com a empresa que vai patrocinar o estádio possivelmente até a Copa do Mundo de 2014.

O conceito de naming rights (direitos sobre o nome) já foi utilizado pelo Furacão com a marca de eletrônicos Kyocera entre 2005 e 2008. No entanto, com sua praça de esportes confirmada no Mundial, os atleticanos querem algo muito maior – estima-se que a Kyocera pagava US$ 2 milhões por ano.

A ideia da cúpula da Baixada era já ter o patrocinador desde o início do ano, mas a crise financeira mundial fez os planos serem adiados. Agora, mesmo com a quase certeza do fechamento da Arena durante boa parte da temporada que vem (as obras para adequações às normas das Fifa precisam começar até março) as negociações têm sido atraentes ao Rubro-Negro.

“A retração do mercado diminuiu e temos recebidos diversas consultas”, revela o coordenador de marketing Roberto Karam. “Como não sabemos ao certo como será o ano que vem (fechamento do estádio), estamos oferecendo um ano de bônus no final do contrato ou um valor mais baixo para a época em que o estádio não estiver sendo utilizado”, explica.

No início da semana, representantes do marketing atleticano estiveram em São Paulo participando de reuniões em duas grandes empresas. Entretanto, o nome especulado nos bastidores é da Philco, que atualmente esta­mpa o espaço nobre da camisa rubro-negra, estaria na mira também para o naming rights.

“Temos o acerto até o fim do ano e estamos muito satisfeitos com a repercussão em nível nacional do patrocínio na camisa. Mas não houve nenhuma conversa ainda para renovação ou discussão sobre o estádio”, afirma Iberê Martello, diretor comercial da Britânia, empresa paranaense que alugou a marca Philco por dez anos.

Apesar do espaço master do uniforme e o estádio serem tratados como duas propriedades distintas, a parceria de ambos os itens com o mesmo patrocinador não está descartada. Com a Kyocera já foi assim. “Há uma possibilidade grande de isso ocorrer”, confirma Karam.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Festa na Baixada

Da Furacao.com:
“Vai ter festa na Baixada, quem quiser pode chegar!”
Esse é o lema que vem incentivando um grupo de torcedores atleticanos a organizar uma campanha dedicada exclusivamente a melhorar a festa da torcida nos jogos na Arena da Baixada.
A campanha iniciou na comunidade oficial do Atlético no site de relacionamentos Orkut e tomou forma, saindo do papel. O objetivo da comissão é planejar, organizar e executar diversas ações na torcida, tanto para motivar o time na entrada de campo, como para motivar a participação da torcida durante todo o decorrer das partidas, através de várias ações que podem e que na medida do possível serão executadas nas partidas na Arena.
“É um projeto do povo atleticano. Segundo o presidente do clube, a festa de 85 anos foi um evento do Atlético para os atleticanos. Agora nós queremos um movimento dos atleticanos para o Atlético”, explica um dos coordenadores da iniciativa, Paulo Roberto Simon Jacques Filho. Segundo ele, a proposta é envolver atleticanos de todos os setores do estádio e de todas as idades, mostrando o grande diferencial do torcedor atleticano.
Para participar, é muito fácil. Primeiramente, os atleticanos estão convidados a ajudar financeiramente com o projeto, com doações nas caixinhas instaladas no Prajá, na sede da Fanáticos e no bar da Ultras. Durante os jogos do Atlético na Arena os organizadores também estão recolhendo as doações dos torcedores.
Quem for assistir no sábado o jogo contra o Náutico, no Prajá, também poderá fazer as doações diretamente aos membros da Comissão. A primeira ação no estádio será na quarta-feira da próxima semana, na estreia do time na Copa Sul-Americana, contra o Botafogo.
Para mais informações, o e-mail de contato de um dos organizadores é: foka_filho@hotmail.com

De volta ao pedaço

Meus amigos, estamos no pedaço. Entre aeroportos, táxis, ruas e avenidas, fiquei sem acompanhar as principais notícias da semana. Agora, de volta ao lar, é que tô vendo o noticiário pra me atualizar.
Primeiro, li que os coxas foram eliminados da Sula... Bom, nenhuma novidade - nunca passam mesmo da primeira fase. O ano nem acabou e eles já sabem antecipadamente que terminarão sem-ter-nada. A não ser que considerem título de carnaval curitibano e show da Cláudia Leite.
Li também que o Atlético tem a melhor média de público entre os times paranaenses - é o nono colocado dentre os clubes da série A, com 15.298 espectadores por partida. Número que deve subir, agora com o setor Brasílio Itiberê. No domingo, contra os bambis, na inauguração da nova arquibancada, a Baixada recebeu o melhor público da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro: 22.999 pessoas.
Ainda fiquei sabendo que Dinei foi emprestado ao Tenerife e Antônio Carlos vai disputar a série B pelo xará goianiense.
E de quebra pude ler esta pérola que rolou no twitter:
Sabe qual a semelhança entre os Estados Unidos, o Palmeiras, o Corinthians e o São Paulo?
- Os Estados Unidos têm Obama...
- O Palmeiras, Obina...
- O Corinthians, Obeso...
- E o São Paulo? Obicharlison!
Agora, um banho e um cochilo, porque viajar a trabalho é bom mas cansa pra cacete!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Baier já fala em renovação com o CAP

Da Gazeta do Povo:
Paulo Baier dá um chutão para fora do estádio e vibra chamando os companheiros para comemorar. O último lance da vitória do Atlético por 1 a 0 sobre o São Paulo, ontem, na Arena, só poderia ter a participação do camisa 10. Aos 34 anos, o capitão atleticano foi mais uma vez decisivo.
A fase do veterano no clube da Baixada é tão empolgante que ele já pensa em encerrar a carreira na equipe. Com contrato até o fim do ano, ele não esconde que pode negociar a renovação antecipadamente.

“Estou sendo muito bem tratado por todos aqui. O presidente (Mar­­­cos Malucelli) sabe dessa mi­­nha intenção de ficar. Se as coisas continuarem assim, renovo mais cedo”, avisa.

Na jogada do gol que decretou o triunfo, Baier fez a diferença. Com 41 minutos do segundo tempo, recuperou a bola no meio, pu­­xou o contra-ataque, tocou para Gabriel Pimba e correu para escorar de cabeça. Atuação tão marcante a ponto de arrancar elogios dos adversários.

“O jogo estava muito equilibrado e ele foi decisivo. Principalmente nesse lance do gol”, reconhece o téc­­­nico são-paulino Ricardo Go­­mes. “Tenho de agradecer ao Riva (Carli, preparador físico). Tenho 34 anos, mas estou com um físico de 20”, comenta o jogador.

Baier balançou a rede apenas pela quinta vez com a camisa do Furacão. No entanto, segue am­­pliando sua marca de maior artilheiro do Brasileirão desde que a competição é disputada por pontos corridos (de 2003 para cá). Ago­­ra, são 74 gols.

Contratado por indicação do ex-técnico atleticano Geninho após não conseguir render no Sport, o meia é o maior responsável pela arrancada que tirou o Rubro-Negro da zona de rebaixamento. Nas seis partidas mais recentes, foram cinco vitórias e uma derrota.

“Temos um objetivo entre nós jogadores (atingir entre 45 e 48 pontos para ficar livre da degola). Mas depois que sairmos lá de baixo, faltando umas 10 rodadas, podemos traçar algo maior”, sonha ele, sabendo do momento especial que vive.

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* Estamos pegando a estrada e vamos ficar uns dias com acesso limitado à internet. Continuem comentando, mas pelo menos tentem ser educados e não se matem!

domingo, 23 de agosto de 2009

No cangote

É impressionante a proximidade entre a nova arquibancada da Baixada e o campo de jogo. Padrão europeu, bem diferente dos elefantes brancos brasileiros.

A imagem do domingo

Além de jogar muito e fazer o gol da vitória, Paulo Baier ainda deu um belo totó no dagobambi. Esse cara já tá merecendo uma estátua!

Voltem sempre!


O gol de Paulo Baier sacramentou a vitória atleticana frente aos bambis.
Meus amigos, adoro os títulos das matérias publicadas pela Furacao.com. "Onde os bambis não têm vez" é a melhor definição não só para a partida de hoje, mas para todos os confrontos entre Atlético x São Paulo na Baixada. Resume tudo: aqui, os bambis tremem. São nossos grandes fregueses dentro da Arena
E, neste domingo histórico, voltaram a tremer para a fanática torcida que incendiou o Caldeirão. Por todos os lados: desta vez, a pressão da galera vinha das duas laterais do campo.
Mas, antes do jogo, a obra. Ficou muito legal o setor Brasílio. Ao chegar na Baixada, assim como muitos atleticanos, fui direto lá verificar "in loco" como ficou a nova arquibancada.
Uma beleza. A visão do campo e do estádio é estupenda, inclusive nas primeiras fileiras, que ficam rente à linha lateral do campo. O bafo na nuca do bandeira. Se, fosso, nem nada. E ainda tem um aspecto nostálgico, com aquele corredor atrás das cadeiras onde a galera fica em pé, tal qual na Baixada antiga.
Ah, o jogo.
Antes mesmo de sair o gol, comentei com um colega de arquibancada: seja qual for o resultado, o Atlético jogou de igual para igual com o futuro campeão brasileiro.
E é verdade. O time do São Paulo é muito bom, tanto titulares quanto reservas. Num campeonato por pontos corridos, elenco é fundamental. E isso eles têm.
Só não têm culhão para jogar na Baixada e sentir o bafo na nuca.
No primeiro tempo foi um jogo bastante igual, com poucas chances de gol de ambos os lados. Méritos da garotada rubro-negra que jogou lá atrás: Fransérgio foi perfeito e Manoel impôs respeito nos bambis. Chico quase pôs tudo a perder, fazendo faltas perigosas que lhe renderam o cartão amarelo e quase o vermelho. Que, ainda bem, não veio.
No meio-campo, Valencia e Rafael Miranda anularam as principais peças bambinas, enquanto Márcio Azevedo foi um leão e Paulo Baier o maestro de sempre. Wesley, Marcinho e o atacante Walyson deixaram a desejar. Por isso o empate ficou de bom tamanho.
No segundo tempo, com Wesley partindo mais para o ataque, o time ganhou cara nova.
Mas todas as jogadas ainda precisavam passar necessariamente por Paulo Baier. Até, já aos 41 do segundo tempo, que ele pegou a bola, dominou, lançou Gabriel Pimba lá na ponta direita e correu para se posicionar na área. O cruzamento foi solene, perfeito, e Baier se antecipou a Rogério Ceni para, de cabeça, empurrar a bola para a rede.
Não dava tempo para os bambis fazerem mais nada: o Furacão novamente socou o timinho fujão dentro do Caldeirão.

Em terra de Freddy e de Chucky, Jason será sempre um bambi!
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Troféu
ZIQUITA
Paulo Baier, maestro soberano, e pro delegado Antônio "Amber Vision" Lopes, que mesmo com desfalques têm conseguido manter o time forte, centrado e vencedor.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Dagobambi, o mau caráter que partiu para a ignorância com jogadas desleais, tudo porque seu futebolzinho foi ridículo. Nojeeeeeeento!

Pra ficar na memória

Ângulo "invertido": tal qual há 15 anos, atleticanos poderão
assistir aos jogos na arquibancada da Brasílio Itiberê.

Algumas datas são marcantes para o Atlético e os atleticanos. Hoje, 23 de agosto de 2009, será uma delas.
Pela primeira vez em 10 anos, chegaremos à Arena e não veremos aquele muro que nos incomodou por quase uma década, nem o topo de um colégio verde, e muito menos obras de fundação e retroescavadeiras. Entraremos na Baixada e veremos uma arquibancada rubra, lotada de gente, atleticanos de carne, osso, alma e coração. Atléticanos que poderão finalmente ver o Atlético por um novo ângulo na Baixada.
Há 15 anos e meio, quando adentrei no santuário reconstruído por José Carlos Farinhaque, bem mais modesto do que a atual Arena mas tão aconchegante quanto, foi exatamente ali que me postei: na reta da Brasílio Itiberê, cujo lance de arquibancada terminava justamente no fatídico muro e que na época ganhou uma cobertura metálica.
Foi ali, daquele ângulo "invertido", que pude ver o renascimento da Baixada e o gol de Ricardo Blumenau, que sacramentou a vitória na festiva partida contra o Flamengo.
Hoje, a festa fica só por conta da torcida.
A partida é oficial e dificílima.
O São Paulo está invicto a nove rodadas, num sprint que o levou aos primeiros lugares do campeonato.
Já o Furacão não terá o guerreiro Nei - jogador que se destacou nas últimas rodadas, dando velocidade e versatilidade ao setor defensivo. Um trio de zaga de garotos terá a missão de parar Washington e Dagobambi: Fransérgio, Chico e Manoel.
Na frente Wallyson volta a ganhar uma chance, e Alex Mineiro, a princípio, fica no banco como uma opção do delegado Antônio Lopes para o segundo tempo.

Com isso, o Atlético deve começar a patida com Galatto; Fransérgio, Chico e Manoel; Wesley, Rafael Miranda, Valencia, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Marcinho e Wallyson.
Será um jogão.
E, empurrado por mais de 20 mil rubro-negros, o Furacão vai manter o tabu sobre os bambis e sair com uma vitória para que este dia fique sempre na memória.

sábado, 22 de agosto de 2009

Esquenta para o jogo de amanhã

Divirta-se chutando o bambi!


Espera chega ao fim

Em reportagem sobre a inauguração da reta da Brasílio Itiberê, amanhã, a Gazeta do Povo traz fotos fresquinhas do novo setor já concluído:
A vista do campo no novo setor.
(clique para ampliar)

Bem perto dos craques: apenas um vidro separa o gramado da arquibancada.
(clique para ampliar)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Aos sócios da Brasílio

Da Furacao.com:
A poucos dias para a inauguração do setor Brasílio Itiberê, a diretoria do Atlético fez uma homenagem especial aos sócios que acreditaram e apostaram na construção do setor. Um comunicado por e-mail foi encaminhado aos Sócios Furacão que compraram cadeiras no setor.
Desde abril deste ano, todas as cadeiras do novo setor já estavam comercializadas para os sócios do clube. Em julho de 2008, o Atlético abriu o sistema de reservas das cadeiras. Em janeiro, mais de 800 cadeiras já haviam sido reservadas e os sócios começaram a receber os smarts cards (então bloqueados) para o novo setor em janeiro.
Confira a mensagem encaminhada pelo Atlético aos sócios do setor Brasílio Itiberê:
Prezado sócio,

É com grande prazer que o Atlético Paranaense saúda a sua entrada na vida associativa do Clube. Agradecemos a sua confiança no projeto Sócio Furacão e tenha certeza que a sua associação antecipada foi de extrema importância para que a Arena chegasse a esta nova fase. Esperamos contar com sua presença e com o seu grito de incentivo neste domingo, na abertura oficial do setor Brasílio Itiberê da Arena do Atlético Paranaense.
Sejam bem-vindos novos Sócios-Furacão!
CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE

Raulzito e o Atlético

Meus amigos, peço licença para postar aqui uma curiosidade. Hoje, faz 20 anos da morte de Raul Seixas. Poucos dias antes, em 12 de agosto de 1989, faria o último show de sua vida. E foi justamente no Ginásio do Atlético, anexo à Baixada.
A mobilização na antiga sede da Fanáticos era total. A sala da torcida ficava na entrada da antiga Baixada abandonada, e fazia divisa com a lateral do ginásio. Melhor ainda: uma porta na parede vermelha, embaixo da escada, era uma espécie de passagem secreta para o ginásio. Por ali, muito atleticano entrou no show. Como "não pagante", é claro.
Raulzito, já bastante doente, dividiu o palco com Marcelo Nova. Era o lançamento do disco A Panela do Diabo. Justamente no ginásio do Caldeirão.
Dizem que, mesmo com o agravamento da doença, Raul teria feito mais um show ainda, em São Paulo. Mas não há qualquer registro sobre este espetáculo.
Muito provável que sua última apresentação tenha sido mesmo no velho Ginásio do Atlético.
De qualquer forma, naquele dia 12 de agosto, a história de uma das maiores figuras do rock nacional se cruzou com a historia do Atlético e de sua torcida. E vice-versa.

Fifa estica prazo e relaxa exigências

Da Gazeta do Povo:

Os representantes do comitê curitibano que participaram do II Seminário das Cidades-Sedes da Copa de 2014, ontem, no Rio de Janeiro, voltaram para casa com o que desejavam: mais prazo para definir financiamento e projeto da Arena da Baixada e o relaxamento das exigências previstas no Ca­­derno de Encargos da Fifa. Se inicialmente exigia-se o planejamento fi­­nanceiro da conclusão até 31 de agosto e o projeto completo em dezembro, agora a única data a ser cumprida é a do início das obras – 1.º de março de 2010. Muitos pa­­­râmetros para a adequação do estádio também estão sendo revistos.

A cobertura em todos os assentos, por exemplo, só será necessária para o jogo de abertura e para a final da Copa. Pela previsão dos paranaenses, a Arena receberá no máximo uma partida de quartas de final. O centro de voluntários não precisa ser anexo ao estádio. A área onde ficava o Colégio Ex­­poente e o espaço da praça Afonso Botelho terão as utilizações reavaliadas.

“Eram 20 mil m² e a Fifa disse que 10 mil está bom. Tirando aqui e ali vai dar para economizar muita coisa”, prevê o vereador Mário Celso Cunha, que, ao lado dos também vereadores Renata Bueno, Pedro Paulo e Pastor Waldenir So­­­ares, completou a delegação curitibana no evento.

Com a missão de detectar o que é “obrigatório” e o que é “recomendável”, o enviado do Atlético ao encontro foi o arquiteto Carlos Arcos. O gestor de Curitiba para a Copa, Luiz de Carvalho, e a assessora técnica do Ippuc, Susana Costa, também participaram, representando a prefeitura. A ex­­pectativa é que o orçamento seja reduzido dos R$ 138 milhões iniciais para um valor entre R$ 80 e R$ 100 milhões.

“Quanto mais barato melhor para conseguirmos o investidor”, pondera o vice-presidente atleticano Enio Fornea, sabendo que angariar o financiador é o próximo desafio da cidade.

Clubes cobram isenção fiscal

Em uma reunião paralela ao seminário, no Hotel Copacabana Palace, as 12 prefeituras das subsedes conversaram com representantes do governo federal para cobrar ajuda financeira à estrutura dos municípios (itens como vias de acesso e transportes, por exemplo). Lá, os clubes que têm estádios particulares envolvidos (Atlético, Internacional e São Paulo) cobraram a prometida isenção de impostos para a compra de materiais, algo que ge­­­raria ainda mais economia.

O vice-presidente de Patrimônio do Internacional, Emídio Marquês Ferreira, ameaçou: "Se não houver isenção de impostos, o Inter não vai se preocupar com a Copa", disse. "Estamos preocupados. Há três meses fomos escolhidos sede do Mundial e não estamos vendo movimentação do governo (em relação à isenção)".

Ferreira não parou por aí. "Dizem que o Inter ganha mídia com a Copa. Mas mídia não garante leite. O que o Inter vai ganhar com o Mundial? Faríamos obras no Beira-Rio com ou sem a Fifa", ressaltou. "Se não tiver seriedade do governo federal, não tem Copa", completou. "Não queremos dinheiro público e sim isenção de impostos. O Atlético Paranaense e o São Paulo também querem".

O dirigente disse que o governo federal "roeu a corda". "Prometeu isenção de impostos no PAC da Copa e voltou atrás", criticou. "O Brasil ganha com a Copa, os clubes não".

São Paulo e Rio de Janeiro encerram nesta sexta o seminário das cidades-sede com a comitiva da Fifa sobre a adaptação dos projetos para o Mundial.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Padrão Fifa


A foto acima é do Estádio de Porto Elizabeth, na África do Sul, o quinto a ficar pronto para a Copa do Mundo de 2010, entregue agora em junho. Novinho em folha. Consumiu R$ 460 milhões.

E a Baixada, que mesmo antes da reforma já não deve muito ao estádio sul-africano. Nem é preciso tanto assim para adequar a Arena - atualmente o estádio brasileiro mais próximo dos padrões exigidos pela Fifa. Com certeza, a reforma aqui sairá bem mais barata que em outras praças.

Fim da megalomania

Parece que a ordem agora é cortar custos para evitar obras megalômanas e esparrame de dinheiro. E não é só o Atlético que pretende reduzir os custos para terminar a Arena. Hoje, o governo de Minas Gerais anunciou uma "versão enxuta" do novo Mineirão, também mais barata que a inicial.
Pelo que pude perceber, o Minerão passará por uma reforma realmente muito boa, mas nada de excepcional. Ganhará nova cobertura translúcida, cadeiras, área de imprensa e setor VIP, novas vagas de estacionamento. Um estádio usável, com um bom padrão aceitável.
A revisão nos projetos com vistas a uma redução de custos está sendo discutida com emissários da Fifa, no Rio, em evento que começou ontem e vai até amanhã.
O seminário é dividido em encontros individuais entre a comitiva da Fifa membros do Comitê Organizador Local da Copa e os comitês de cada cidade, com duração de até 1h20 cada, com ênfase na apresentação pela FIFA dos elementos críticos em relação ao projeto definitivo dos estádios, incluindo aspectos econômico-financeiros.
O projeto da Arena da Baixada foi debatido nesta tarde. A expectativa é reduzir os custos em pelo menos 30% em relação à previsão inicial.

Salamaleicon!

O primeiro jogador do mundo árabe a atuar no Brasil está indo embora. Após um ano e dois meses no Atlético, o jovem Abdullah Al Kamali, de apenas 19 anos, está de malas prontas para voltar aos Emirados.
O pitoresco Kamali teve seus bons momentos nas divisões de base do CAP. Foi campeão pela equipe Junior do Furacão no 43º Torneio Internacional de Grassfchap, na Holanda e no 15º Torneio Sub-19, na cidade de Oberndorf, na Alemanha, em 2008.
Pela equipe profissional teve poucas oportunidades, mas sagrou-se campeão no III Desafio Brasil-EUA e também esteve no elenco campeão paranaense em 2009. Mas no estadual jogou apenas por alguns minutos de uma partida.
Seu grande momento foi o gol marcado na Baixada, contra o Iraty, pela Copa Paraná:

A presença do exótico atleta pelas bandas do CT do Caju também serviu de inspiração para os sábios provérbios árabes postados no twitter e mesmo aqui no Blog da Baixada.
Como este de hoje: "Bastou elogiarmos a limpeza do gato, e ele foi e defecou no depósito de farinha."
Salamaleicon, Kamali!
E que os provérbios árabes continuem a guiar nossos dias.
Afinal, Meca nunca está longe para quem está determinado.

Não se pode ganhar todas

Lá no final do campeonato, esta estatística irá para o muro das lamentações: perdemos seis pontos para o limitadíssimo Vitória.
Após quatro vitórias seguidas, o Atlético voltou a sentir o gosto amargo da derrota por 2 a 1 frente ao time baiano. Num jogo fraco, onde o resultado final veio num detalhe.
Os três gols da partida foram frutos de falhas defensivas - o Furacão falhou mais, portanto perdeu.
E nesta partida fora de casa ficou nítida a falta de um jogador de gabarito no comando do ataque. O que deve melhorar da água pro vinho no próximo jogo, quando Alex Mineiro voltará ao time.
Agora é bola pra frente que domingo tem um jogo importante em termos de classificação e mesmo para a história do Atlético: a Arena da Baixada terá mais um setor inaugurado. É jogo para no mínimo 25 mil pessoas no Caldeirão.
Troféu
ZIQUITA
Paulo Baier, de novo.

Troféu
TIÃO MACALÉ

Pro juizinho Souza Mendonça, que expulsou o Nei num lance em que ele nem tocou no adversário.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O sonho de Petraglia (ou como os atleticanos tiraram o Pavoc dos coxas)

A trilogia de Dante Mendonça e Sandro Moser, completa, aqui no Blog da Baixada:
Ao sugerir a criação de um campo comum a rubro-negros e alviverdes, Mário Celso Petraglia restaura a saga do falecido Aryon Cornelsen e o malfadado PAVOC: das mãos do Coritiba, o projeto foi a alavanca do Atlético que levou João Saldanha a profetizar: “O Atlético, facilmente, está entre os 10 mais”.

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Mário Celso Petraglia não necessita de 15 minutos de fama, extrapolou em muito os poucos minutos concedido por Andy Warhol aos comuns mortais. Ainda sim, chamou para si as manchetes, ao propor a criação de um único estádio para Atlético e Coritiba, justamente no moderno estádio que nasceu de um patrimônio comum a rubronegros e alviverdes.

O sonho de Mário Celso Petraglia tem quatro cores (vermelho, preto, verde e branco) e nasceu de um outro sonho da visionária família Cornelsen que virou pesadelo: o PAVOC, a alavanca que ergueu a Arena e impulsionou o Atlético na vanguarda do cenário brasileiro. Mesmo que pelas linhas tortas por onde passam a política e o esporte paranaenses.

Em parceria com o jornalista Sandro Moser (autor da reportagem nunca publicada), vamos contar neste modesto espaço o sonho do empresário Aryon Cornelsen, o pesadelo de nome de PAVOC (Parque Aquático Vila Olímpica Cornelsen).

É um Atletiba familiar, que teve seu início com a profecia do jornalista e ex-técnico da seleção brasileira João Saldanha:

- O Atlético, facilmente, está entre os 10 mais.

Na profecia escrita no Jornal do Brasil em setembro de 1987, Saldanha admitia com algum orgulho que o Atlético fora o primeiro time de seu coração. A família Saldanha escolheu a calma Curitiba para se refugiar nos conturbados anos 20. O pai de João foi um dos mais importantes quadros maragatos da revolução federalista e, perseguido, saiu com a família pelo país.

Por ter morado menino na região conhecida como "baixada da água verde", Saldanha deve ter lembrado destes tempos ao arriscar o destemido vaticínio.

Tamanho otimismo se justificava. O cronista, "Cavalheiro da Boca Maldita", fora recebido no aeroporto em uma manhã ensolarada de primavera com todas as honras por um comitê de cavaleiros atleticanos. O motivo da viagem era uma visita à recém-inaugurada nova sede social do Clube Atlético Paranaense. Uma sede completa, com campos de treino, piscinas e tudo o que mandava o figurino.

Desde o final da 2.ª Guerra Mundial quem vem de avião a Curitiba desembarca no Aeroporto Afonso Pena. Curiosamente, a antiga estrada que conduzia ao campo de aviação de São José (onde se localizava a tal nova sede do atlético), Saldanha conhecia bem, pois também morara naquela região. A área pertencente ao atual aeroporto se constitui, em parte, de terrenos da Colônia Afonso Pena, ali implantada no início do século XX em homenagem ao sexto Presidente da República. Nessa ocasião, o governo federal desapropriou a área de uma fazenda, e dividiu-a em pequenas chácaras e ali assentou uma colônia de imigrantes.

Entre as inúmeras famílias beneficiadas estava a família Cornelsen. O avô Amaro, primeiro do clã a chegar ao Brasil já possuía um armazém de "secos e molhados" no centro de Curitiba (na região da atual Praça Osório). Ao seu filho Emilio coube o recebimento da escritura do lote destinado aos Cornelsen na beira do Rio Iguaçu.

Acontece que Emilio não teve pressa em ocupar o novo terreno e lá plantar mandioca, batata-doce e criar galinhas como a maioria de seus vizinhos. Foi mais forte a paixão pelo Coritiba Footbal Club, a camisa dos jovens imigrantes europeus. No Coritiba ele foi jogador, técnico e depois dirigente. E fez questão que os três filhos homens de sua prole ali se iniciassem no futebol.

Alcyr e Aryon, os dois mais velhos, jogaram e foram campeões no Coritiba Foot Ball Club. Alcyr pendurou as chuteiras ao abraçar a carreira de médico e passou a ser apenas um torcedor. Já Aryon permaneceu sempre ligado ao futebol, ao mesmo tempo em que mantinha famoso escritório de advocacia na cidade, fazendo "de tudo um pouco" no Clube até chegar a presidência em 1958. Terceiro irmão, o arquiteto Airton (Lolô) se desgarrou por conta de uma briga com o major Couto Pereira num baile de Carnaval.

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Dos três irmãos Cornelsen (Alcyr, Aryon e Airton), Aryon sempre permaneceu ligado ao futebol, ao mesmo tempo em que mantinha famoso escritório de advocacia na cidade, fazendo “de tudo um pouco” no Alto da Glória. Quando chegou à presidência do Coritiba, em 1958, deu início ao plano de construção do novo estádio alviverde. Anos mais tarde, procurando viabilizar a onerosa obra, criou uma espécie de loteria privada. Chamada de Cori-Ação, causou furor em todo o Estado. Funcionava no clássico esquema dos bingos, com sorteios auditados e transmitidos pelo rádio, e pagava prêmios vultosos. A loteria foi o canal para a transformação do acanhado Estádio Belfort Duarte no “gigante de concreto armado” do Alto da Glória.

No ano de 1963, o patriarca Emilio Cornelsen faleceu, deixando a área em São José dos Pinhais de herança aos filhos. O empreendedor Aryon comprou a parte dos irmãos e alguns lotes vizinhos. No final do ano era proprietário de uma área de 400 mil metros quadrados.

Um ano depois, solicitou a seu irmão Airton, o “Lolô”, o projeto da primeira Vila Olímpica brasileira em forma de clube social. Lolô Cornelsen, desgarrado dos coxas, foi ser campeão de 1945 pelo ex-rival Atlético, enquanto arrebanhava fama internacional como arquiteto e urbanista.

O complexo seria construído no terreno de 16 alqueires em São José e, pela ideia de seu criador, faria parte da estrutura esportiva do Coritiba Football Club. A vila comportaria cinco campos de futebol. Um deles, com grama importada do Uruguai e drenagem, serviria para treinamentos dos profissionais, com duas arquibancadas em volta do gramado, uma pista de atletismo e caixas para salto. Tudo de acordo com as normas exigidas pelo comitê do esporte olímpico.

Canchas de basquete, “stand” para tiro ao alvo, arco e flecha, futebol de salão, vôlei, tênis, minigolfe, entre outros esportes, complementariam o conjunto da Vila Olímpica.

Um dos objetivos do projeto era fazer com que o parque esportivo se tornasse autossustentável com a construção de um hotel de categoria internacional (60 apartamentos de luxo e 50 suítes). Posteriormente, novos desejos foram incrementados ao projeto: a construção de um restaurante de 70 metros de altura, tendo um piso giratório e um cinema ao ar livre para 1.300 espectadores.

A partir de 1966, o PAVOC (Parque Aquático Vila Olímpica Cornelsen) se tornou uma referência curitibana. Muito por conta da ousadia do projeto arquitetônico de Lolô, que entre outras realizações é responsável pelo autódromo do Estoril, em Portugal.

Esta era a Vila Olímpica que tanto impressionou João Saldanha em setembro de 1987. Um pouco mais de dez anos atrás ela havia mudado de mãos, passando do mais abnegado realizador coritibano ao patrimônio do arquirrival Atlético Paranaense numa ação rocambolesca, digna da eterna “guerra fria” entre coxas e atleticanos.

Aryon Cornelsen conta que “fez de tudo” para que o Coritiba recebesse o Clube Olímpico, chegando até a planejar a venda dos carnês e das cotas para associados. De seu apartamento no Alto da Glória, repleto de fotos dos tempos gloriosos, relembrou para o repórter Sandro Moser, com um misto de saudade e mágoa, aquela situação:

- Eram 100 metros na Avenida das Torres. Ofereci ao Coritiba 20.000 metros quadrados de graça, mais as mensalidades dos sócios e todo o parque construído, em troca da venda dos 50 mil primeiros títulos patrimoniais.

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O Coritiba não quis bancar o PAVOC (Parque Aquático Vila Olímpica Cornelsen). Os conselheiros da situação achavam que o Aryon ia ganhar muito dinheiro. E de fato ganhou. No tempo das campanhas e loterias, Aryon chegou a ter um helicóptero particular “igual ao do filme do Roberto Carlos”. Entretanto, a construção e manutenção do PAVOC, sem a parceria do clube, acabou sendo a ruína do empresário.

Com um elefante branco faminto em mãos, não restou ao visionário (antes oferecera ao Clube Concórdia, que negou) outra alternativa: levar a mesma proposta ao Atlético Paranaense. O Atlético topou na hora. O contrato firmado com o Atlético era um pouco diferente daquele negado pelo Coritiba, contou o falecido Aryon Cornelsen ao repórter Sandro Moser: - Ao Atlético eu não ofereci de graça, queria os 50 mil títulos e as mensalidades. Então o Atlético impôs uma cláusula, 10 anos de prazo, sendo o negócio bem ou mal sucedido...

Esta cláusula foi a ruína de Aryon. A necessidade fez o experiente advogado aceitar as imposições leoninas, acreditando na boa fé dos diretores do Atlético, e nas boas vendas dos títulos durante o primeiro verão.

Ocorre que o teor do contrato vazou, chegou como um furacão aos ouvidos de rubro-negros oportunistas que resolveram sabotar o projeto: “Quem comprou não pague, quem não comprou não compre, pois o parque já é nosso”.

E durante nove anos as vendas congelaram. Aryon não conseguiu arrecadar o necessário para viabilizar o projeto e, terminado o tempo de contrato, o complexo acabou indo inteiramente de graça para a Baixada da Água Verde.

O Atlético Paranaense, de sua parte nunca soube administrar o espaço conseguido da mão beijada do velho inimigo. Do projeto inicial, restou a intenção de criar um Centro de Treinamento para a formação de jogadores, muito antes do futebol profissional virar este negócio milionário.

O acordo do Atlético com Aryon Cornelsen datava de 1973. A posse atleticana fez-se em 83. O patrimônio era pouco usado. Além dos pedalinhos para casais suburbanos apaixonados, servia mais para impressionar investidores e visitantes como João Saldanha, na tentativa de melhorar a imagem do clube.

Imagem que foi gradativamente se desgastando, até que em 1995, Mário Celso Petraglia promoveu uma verdadeira revolução na estrutura e na administração atleticana. Sempre muito íntimo do poder, Petraglia, já de olho no terreno do antigo hotel Estância João XXIII (no bairro do Umbará), e com o ambicioso projeto da Arena na gaveta, aproveitou-se das grandes inundações acontecidas em Curitiba no ano de 96 e propôs uma composição com o governo estadual. O Estado desapropriaria a área do PAVOC para abertura de um canal extravasor do rio Iguaçu, pagando aos proprietários a devida indenização.

Não foi a única desapropriação da área, mais de cem decretos foram assinados em maio de 1996 pelo governador em exercício, deputado (e ex-presidente rubro-negro) Aníbal Khury. O valor da indenização é que foi efetivamente maior do que os demais. A quantia causou, à época, indignação em setores da imprensa e resultou num processo (arquivado) de crime de responsabilidade contra Khury e o governador Jaime Lerner. Com a soma arrecadada o Atlético Paranaense pode enfim levar a cabo seus planos de reestruturação e crescimento. Viabilizou a construção da Arena e adquiriu a terreno e instalações do hotel, onde instalou o Centro de Treinamento Alfredo Gottardi.

Ao final de todos estes anos, a profecia de João Saldanha se mostrou certeira. O PAVOC, dado de presente pelo Coritiba, foi a alavanca que impulsionou a Arena a ser indicada como o estádio paranaense da Copa do Mundo de 2014. Assim mesmo, pelas linhas tortas por onde passam a política e o esporte paranaenses.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Baixada: governo e prefeitura ajudarão na busca de um parceiro

Não há a menor hipótese da Copa não ser realizada na Baixada e o governo do estado e a prefeitura de Curitiba vão ajudar na procura por um parceiro privado para terminar a Baixada nos padrões da Fifa. A informação é do deputado Alexandre Curi, que participou da reunião desta tarde entre políticos e dirigentes do Atlético e acaba de dar uma entrevista ao Programa da Torcida, da rádio 91 Rock*.
Curi, que teve papel fundamental para que o governador Requião indicasse a Baixada como o estádio paranaense para a Copa, e não o Pinheirão do trio Gomyde-Onaireves-Gionédis, explicou que os governos estadual e municipal irão trabalhar conjuntamente na busca de um parceiro privado para o Atlético e disse que não vê dificuldades em se levantar R$ 90 milhões. "O estado do Paraná vai receber investimentos totais de R$ 5 bilhões por conta da Copa; o valor referente à conclusão da Arena é ínfimo perto deste montante", opinou.
Ele disse ainda que, quando ocorrerem as obras para a conclusão do segundo anel, o Atlético terá mesmo abrir mão de jogar na Baixada - e talvez por mais de um ano. O presidente do CAP, Marcos Malucelli, também teria pedido na reunião garantias de que o Atlético terá onde jogar neste período. Para Curi, não haverá problema em equipar outra praça esportiva para torná-la capaz de receber jogos do Furacão, mas também não descarta ideia de que o Couto Pereira seja solicitado. "A Fifa tem a prerrogativa de solicitar o estádio ao Coritiba", disse.
* O programa estreou ontem na Rádio Rock. Vai das 19 às 20 hs.

Custo da Baixada pode cair quase R$ 40 mi

Da Gazeta do Povo:
A 13 dias da data final para a entrega de todos os documentos relacionados aos 12 estádios para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, os dirigentes de Curitiba seguem trabalhando nos bastidores para tornar a conclusão da Arena da Baixada, como manda o caderno de encargos da Fifa, uma realidade. Na véspera da apresentação que será feira no II Seminário das Cidades-Sedes, que começa para os curitibanos na quinta-feira, um encontro na Assembléia Legislativa aumentou o otimismo.
Neste almoço, realizado no início da tarde desta terça-feira, estiveram presentes o vice-governador do estado e presidente do Comitê Executivo de Curitiba para Assuntos da Copa,
Orlando Pessuti, o prefeito Beto Richa, os deputados Nelson Justus, Luiz Claudio Romanelli e Alexandre Curi, além dos presidentes do Atlético Paranaense Marcos Malucelli e Gláucio Geara, além de outros envolvidos na candidatura curitibana.
“O encontro ajudou sim, discutimos a questão do orçamento para a conclusão da Arena”, afirmou Marcos Malucelli, por telefone, à
Gazeta do Povo. Inicialmente prevista por R$ 138 milhões, a conclusão do estádio atleticano poderá sair por bem menos e já se fala na adequação por valores próximos a R$ 90 milhões. A retirada de alguns itens que não são considerados vitais e a isenção de impostos no material de construção utilizado podem contribuir decisivamente neste sentido. O Ministério do Esporte já colocou que alguns pontos do caderno de encargos da Fifa podem ser desconsiderados e excluídos, algo que pode baratear consideravelmente o nosso projeto. Vemos coisas exageradas no que eles pedem, mas ainda não ficou definido o que eles aceitam que seja retirado. É algo que será definido na semana que vem. A dedução dos impostos também pode ajudar muito, comentou o presidente do Atlético.
Mesmo com a diminuição do orçamento inicialmente previsto para a conclusão da Arena, um investidor precisa aportar com pelo menos dois terços do investimento, com o restante ficando por conta do Furacão. Neste sentido, como já havia adiantado
o gestor Luiz de Carvalho, as conversas estão avançando e até dezembro, data-limite para a apresentação dos contratos de construção ou reforços dos estádios da Copa de 2014, o estádio deverá ter o seu parceiro conhecido. “Paralelamente às conversas para deixar o orçamento mais enxuto nós estamos conversando com alguns interessados. A Fifa também está auxiliando nesta parte e eu acho que é bem possível que tenhamos este parceiro definido em breve. Ainda precisamos definir o que poderemos tirar daquele projeto inicial para saber o valor exato e então definir de onde virá o que. Mas já estimamos um barateamento de 20% ou 30%”, destacou Malucelli.

Reunião pela Baixada "padrão Fifa"

Políticos prometeram a Malucelli trabalhar na captação
de recursos para concluir a Baixada no "Padrão fifa".
Do Blog do Campana:

Reunião-almoço na Assembléia reuniu no gabinete de Nelson Justus, o prefeito Beto Richa, o vice Orlando Pessuti, os deputados Luiz Claudio Romanelli e Alexandre Curi, o vereador Mário Celso Cunha, o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, o secretário de Turismo, Caron, e os dirigentes do Atlético Paranaense, Marcos Malucelli, Gláucio Geara e Ênio Fornea.

O objetivo da reunião foi encontrar uma saída para viabilizar a Copa em Curitiba e o estádio da Arena segundo as exigências da FIFA.

Como apenas três estádios da Copa no país são privados – Atlético, São Paulo e Internacional de Porto Alegre, ficou decidido que vão tentar encontrar soluções de conjunto no governo federal para viabilizar a parte financeira das obras que serão necessárias nesses estádios para a Copa.

Alex só contra o São Paulo

O atacante Alex Mineiro não embarcou hoje junto com a delegação atleticana que foi para Salvador, onde o Furacão encara o Vitória, nesta quarta. A comissão técnica achou melhor poupá-lo e o ele seguirá aprimorando a parte física em Curitiba, se preparando para retornar no fim de semana, diante do São Paulo. O mesmo valeu para o zagueiro Rhodolfo, outro que continua em recuperação.
Por outro lado, Galatto retorna de suspensão e defenderá a meta rubro-negra. No mais, o time deve ser o mesmo que iniciou a partida contra o Barueri, domingo. A dúvida fica para o comando do ataque, entre Zulu e Patrick.
Nesta terça o Delegado Antonio Lopes comanda um treinamento coletivo no CT do Bahia e deve bater o martelo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Atlético busca renovação com Nei; Chico não sai

Da Gazeta do Povo:

Bem dentro de campo, o Atlético trabalha nos bastidores para anunciar algumas renovações de contrato no atual elenco. O caso mais preocupante é o do lateral-direito Nei, que vem sendo destaque nas últimas jogadas do Rubro-Negro no Brasileirão. O contrato do jogador termina em dezembro deste ano, porém as negociações estão em andamento e a direção atleticana mostra otimismo.

“Já estamos tentando antecipar esta renovação antes mesmo dele voltar a jogar. Estamos conversamos e estamos otimistas que o acerto vai sair”, disse o presidente do Conselho Administrativo do Atlético, Marcos Malucelli, à Gazeta do Povo. O procurador de Nei, Joseph Lee, confirmou as negociações, mas destacou que não há uma conclusão até o momento. Todavia, a vontade do lateral é permanecer.

Mesmo já podendo assinar um pré-contrato com qualquer outro clube, Nei só deverá se posicionar em outra direção que não seja a renovação com o Furacão caso não se chegue a um denominador comum. O mesmo vale para a situação do meia Paulo Baier e do atacante Wallyson, que também negociam uma extensão dos seus vínculos atuais.

Por outro lado, os novos contratos do goleiro Renan Rocha e do zagueiro Rafael Santos (ambos até 2012) foram publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF desta segunda-feira.

Sondado pela Polônia, zagueiro Chico permanece

Assediado pelo futebol polonês, Chico permanecerá no Atlético. O presidente Marcos Malucelli sequer considerou a possibilidade de se desfazer do jovem zagueiro, principalmente pelas cifras oferecidas. “Oferta oficial aqui não chegou nenhuma”, cravou o dirigente. O agente do defensor, Luiz Alberto Oliveira, confirmou a sondagem, mas destacou que o Furacão descartou a possibilidade.

“Levamos até o clube, mas o valor não chegou ao que eles queriam e eu acho que está descartado já. Fora isso, não há mais nada para o Chico, creio que ele irá ficar”, afirmou Oliveira.

Zé Antônio já é do Sport

Do Globoesporte.com:
A diretoria do Sport anunciou a primeira contratação da era Chamusca na Ilha do Retiro. O volante Zé Antônio, indicado pelo treinador, irá se apresentar na Ilha do Retiro nesta quinta-feira. O jogador estava no Furacão e assinou contrato com o Leão até julho de 2010.

- A questão do Zé Antônio foi resolvida e ele é o novo reforço do Sport. Vamos assinar um contrato mais longo com o jogador, porque queremos atletas que se comprometam com o Sport. Não vamos mais fazer contrato de menos de um ano com nenhum atleta - afirmou Augusto Carreras, diretor de futebol do clube.

Contando as horas

Os felizes proprietários de cadeiras na reta da Brasílio Itiberê Inferior já estão contando as horas para a partida do próximo domingo, contra o São Paulo - quando o novo setor será inaugurado.
As fotos, postadas no flickr da Furacao.com, mostram detalhes da obra finalizada (clique para ampliar):
Uma panorâmica do estádio com a nova reta.

Detalhe da junção entre os setores Buenos Aires e Brasílio Itiberê.

O novo setor visto da Buenos Aires.

A divisória de vidro que separa a arquibancada do gramado.

Entre o novo setor e os visitantes possivelmente haverá uma
saída que dará direto no estacionamento da Brasílio Itiberê.

domingo, 16 de agosto de 2009

O Caldeirão voltou


Torcida voltou a fazer festa na Baixada.
Não é só o Furacão que voltou. O Caldeirão também. E foi lá que o Barueri foi cozido em fogo brando, neste final de tarde de domingo. No reencontro do time com a torcida, o Atlético jogou bem, conquistou sua quarta vitória consecutiva - também a quarta sem tomar gols - e agora parte para o returno posicionado no meio da tabela, na 13º colocação .
Não que seja uma situação confortável. Longe disso, até porque os times mais próximos - Santos (12º), Cruzeiro (14º) e Botafogo (15º) - têm um jogo a menos.
Mas bem melhor do que o sufoco que vivemos durante quase toda o primeiro turno do Brasileirão.
Sobre a partida, o que os 15 mil rubro-negros que estiveram na Arena viram foi um time eficiente que, além de se defender bem como vinha fazendo nas últimas partidas, também soube sair em velocidade ao ataque e chegou aos 3 a 0 com naturalidade. É a mão do delegado Antônio Lopes, que está com 100% de aproveitamento desde que assumiu o time.
Os estreantes Neto e Zulu não comprometeram e a zaga e os volantes estiveram bastante seguros.
Destaque para Nei, um leão, e para Wesley, que está tendo um desempenho excelente jogando na ala, lembrando os bons tempos de Fernandinho.
Mas craque mesmo foi o maestro Paulo Baier. Jogou muito, correu muito, marcou dois gols e ainda sofreu o pênalti que resultou no terceiro.
Que venha agora o segundo turno. O próximo jogo é contra o Vitória, em Salvador. Mas a cabeça já está no domingo, quando contra o São Paulo o Atlético inaugura a nova arquibancada da Brasílio Itiberê. Jogo pra 28 mil pessoas na Baixada.

Troféu
ZIQUITA
Paulo Baier.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Pros sócios que não foram ao jogo. Após três vitórias, a Baixada deveria estar lotada hoje. No mínimo 20 mil.

Bora pra Baixada

É hora de filar uma bóia na sogra, dar aquela cochilada e depois ir pra Baixada ver o Atlético enfrentar pela primeira vez na história o Barueri.
Leia mais sobre a partida, que começa às 18h30, na Furacao.com.
Nos vemos lá no Caldeirão!

Um novo canto na Baixada

Da Furacao.com e do site dos Fanáticos:
A Torcida Organizada Os Fanáticos vai estrear um novo grito de apoio ao Atlético neste domingo, na partida contra o Barueri. "Com uma letra simples e um ritmo contagiante, com certeza será mais um sucesso nas arquibancadas", afirma a nota divulgada no site dos torcedores.

Confira a letra:

No céu ou no inferno
Aonde for
Teu escudo, minha honra, meu amor
Nascer, viver
Mais que torcer
Atleticano até morrer
Olê, olê
Olê, olê
Olê, olê, olê, olê, olê, olê
O ritmo é de acordo com o vídeo:

A inspiração, novamente, vem da Grécia. Mas se o Horto Magico não pegou por conta da letra grande e do excesso de estrofes, este novo canto é simples e fácil de decorar.
A música foi ensaiada ontem na sede da TOF e contagiou quem esteve presente. No jogo de logo mais (18h30) contra o Barueri haverá a distribuição 2.500 panfletos divulgando a letra. Se você quiser colaborar, imprima essa notícia e repasse aos amigos.

sábado, 15 de agosto de 2009

O "artilheiro de Pentecostes" está entre os convocados para enfrentar o Barueri

Éderson chuta para marcar um gol pelo Furacão na Copa São Paulo
de 2008: atacante foi o artilheiro rubro-negro na competição.

Vejo a lista dos convocados para enfrentar o Barueri amanhã, na Baixada, e me deparo com uma surpresa: o atacante Éderson, oriundo das categorias de base do clube.
Faz tempo que eu não ouvia falar desse guri. Chegou ao clube em 2007, vindo do Ceará. No ano anterior, marcou nada menos do que 74 gols com a camisa do alvinegro cearense. Em 2008, foi a sensação do Furacão na Copa São Paulo - nas duas primeiras rodadas, balançou a rede seis vezes.
Recentemente, parece ter perdido espaço e era reserva nos juniores do CAP. Foi campeão da Copa Tribuna - entrou no decorrer da partida no lugar de Eduardo Salles.
O garoto, nascido na pequena cidade de Pentecostes, a 90 quilômetros de Fortaleza, agora pode ganhar uma chance de mostrar seu futebol entre os profissionais.
E, convenhamos, um cara que marcou 74 gols numa única temporada é porque deve entender do riscado.
Os outros convocados para encarar o Barueri na Baixada amanhã são:
  • Goleiros: Neto, Renan Rocha e Vinícius
  • Zagueiros: Bruno Costa e Manoel
  • Laterais: Alex Sandro, Márcio Azevedo, Nei e Raul
  • Volantes: Chico, Deivid, Rafael Miranda, Renan e Valencia
  • Meias: Gabriel Pimba, Jhonatan, Marcinho e Paulo Baier
  • Atacantes: Éderson, Patrick, Wallyson, Wesley e Zulu.