quarta-feira, 8 de julho de 2009

Roda viva

Por Augusto Mafuz, comentando o solidarismo atleticano e a “geração Arena”:
Em 1995 pensei que havia superado meus traumas e desencantos no futebol. Mais ainda em 1999, com a inauguração da Arena da Baixada, e com o título de 2001.
Mas as lições diárias me ensinaram que o pensar nesse caso, e em especial tratando-se de Atlético, tem muito sentimento e pouca razão. É mais ou menos como Chico Buarque, o maior brasileiro vivo, escreveu na sua obra imortal Roda viva: “O samba, a viola, a roseira, um dia a fogueira queimou, foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou”.
O que eu quero dizer pode até maltratar o passado, do qual participei intensamente. Mas é que antes de 1995 as derrotas eram a regra. E por ela, o atleticano era solidário a qualquer estado. E nem por isso era triste. É fácil ser feliz quando respeitamos os nossos valores, temos consciência dos nossos limites.
Mas no caso do Atlético é diferente: o CT do Caju, a Arena da Baixada, os títulos estaduais, as duas Libertadores, e nelas um vice, um título brasileiro, um vice brasileiro por pontos corridos, os negócios fabulosos, a presença extraordinária de Kléberson, no título mundial de 2002, e um sem-número de fatos provocantes do orgulho.
De repente, o Atlético começou um processo de esvaziamento gerencial. Acabaram os títulos, os ídolos, os negócios, tendo como resultado a luta anual para não ser rebaixado para a 2.ª divisão.
A minha geração também sofre, porque o sentimento por nossos valores não envelhece. Mas a geração Arena, cuja idade média está nos 18 anos da idade, não foi acostumada no regime do simples idealismo, da pobreza, da Baixada simplesmente romântica. Foi forjada com a audácia futurista de alguns homens, resultando no currículo impecável que o Atlético adquiriu a partir de 1995.
Eu e atleticanos da minha geração sabemos como as coisas acontecem. Mas essa juventude não, daí, no mínimo, ter o direito de ficar triste e, de vez em quando, gritar: “Queremos jogador”.

17 comentários:

Anônimo disse...

Toma Pajé. Aprende a escrever e a pensar como o mafuz e dai até comento naquele seu blogzinho pobre da Globorinthians.com

Anônimo disse...

Espetacular!

Anônimo disse...

E ai, o que nós pobres torcedores, que sabemos muito pouco do ATLÉTICO. o que podemos fazer? só ficar com invejá de São Paulo, Cruzeiro, Inter, Gremio, Corinthians, etc. como eles conseguem fazer time e estar sempre disputando tutulos?

JMK disse...

Antes de 1995 nenhum atleta recebia mais que R$ 20.000,00 mensais, hoje poucos ganham menos de R$ 50.000,00, isto no Atlético (já corrigido). Ronaldão (com patrocinadores) ganha mais de 1 milhão, Flamengo paga R$ 160.000,00 ao Adriano (graças ao patrocinador que banca o resto), Washington mais de 200.000 (sem patrocínio). R$ 200.000,00 é o mínimo que os atletas de nome recebem aqui no Brasil e inviabiliza uma equipe como a nossa de trazê-los e ainda ter que concluir Joaquim Américo. Muitos Estádios foram construídos em parceria (o que os coxas estão tentando) com contrato e divisão de rendas gerenciadas pela construtora o que compromete o futuro.
Os guerreiros Atleticanos deveriam se unir:
Pois, tudo que falta é MM, MCP e Torcida agirem juntos para a Grandeza do Clube Atlético Paranaense!

NetSauro disse...

Seguinte galera essa maré braba que não passa nos últimos 3 anos serve para fazer inclusive uma peneira na torcida: PORQUE ENQUANTO HOUVER CRISE SOMENTE ATLETICANOS DE VERDADE FICARÃO TORCENDO PARA QUE AS COISAS MUDEM, PARA QUE HAJA CONTRATAÇÕES, E QUE TUDO MELHORE.

Muitos se diziam torcedores do Atlético porque tivemos por anos uma fase mágica no cenário Estadual, Nacional e Internacional.

Resumindo: NESTA MARÉ SÓ VÃO FICAR OS ATLÉTICANOS NATOS.

Anônimo disse...

Mas como tem gente que fala besteira. Incrível. O time está uma lástima e aparece gente para falar abobrinha. Na hora que todos precisam se unir para uma nova revolução vem uns tals como o NetSauro e fala em separar os "atleticanos natos". Tenha paciência. Quando criança, eu ia sozinho no Pinheirão ver o Atlético. Várias e várias vezes. Não era fácil. Mas era o que a gente tinha. Hoje sou sócio, jogo na Timemania, só compro produtos oficiais, pago o PPV e assino a revista. Nem por isso acho que sou mais ou menos atleticano que todos que frequentam ou não a Arena. Tenho o maior orgulho do que o Furacão virou. Não tenho a menor saudade daqueles tempos de Pinheirão. Mas tem gente que parece querer voltar para a época em que passávamos anos na segunda divisão. Que mania de se achar mais torcedor do que os outros. É por gente assim, que pensa ser mais atleticano do que todo o universo, que o Furacão está deste jeito. Pensamento estúdio, besta. O Atlético é de todos!

JMK disse...

É só conferir o "Placar" da Timemania e ver porque não podemos ser como Fla, Timão, São Paulo, Cruzeiro...
O número de nossa torcida é relativamente pequena, estamos apenas pouco adiante de suinoglórias.

NetSauro disse...

o anônimo ou você é ignorante ou não sabe fazer interpretação de texto. Volta para escola depois vem falar comigo.

O figurinha, se você não entendeu nas entrelinhas o que quiz dizer então vou lhe informar de maneira mais compreensiva para os leigos:

Nossa torcida encheu de corneitos por causa da nossa época aura. São atleticanos de verdade ? Não, Não, e Não.

Quando disse atleticano "nato", estou falando de atleticanos de "verdade" que resistem ao tempo, que resistem a fase do time, resistem a tudo.

se alguem falou abobrinha aqui voi você, pelo menos não passará vergonha porque nem possui pseudonimos.

Att

Anônimo disse...

"Eu e atleticanos da minha geração sabemos como as coisas acontecem. Mas essa juventude não, daí, no mínimo, ter o direito de ficar triste e, de vez em quando, gritar: “Queremos jogador”."


Parafraseando o mafuz, eu, minha geração e qualquer geração tem o direito de gritar...

e o presidente tem que ouvir...

todos os ultimos anos tivemos jogadores, todos eles... esse ano não temos, infelizmente para nós.

J.

buenooo disse...

Faz sentido esta conclusão do Mafuz mesmo.

De fato, criou-se expectativas e depois frustração. Disso nasceu a raiva, a revolta e a discórdia.

Hoje a torcida está politizada o suficiente pra compreender os problemas de gestão e perceber que o atual presidente foi eleito com mentiras. É isso basicamente.

Se a chapa dele tivesse dito "continuaremos dando prioridade pro estadio e o futebol será a deus dará", duvido que seria eleito, pois então ninguém trocaria a competência do MCP pela dúvida MM.

Na boa, até em eleição de representante de turma do colégio se um bagrinho diz q vai conseguir reduzir as lições de casa e depois elas aumentam, o que acontece?

Me parece que até no Coritiba o bando de conselheiros serve pra alguma coisa mais que no Atlético. No mínimo ficam cobrando (pra puxar o tapete obviamente) mas fazem as coisas andarem e promessas serem cumpridas.

Nós não temos oposição, nem direção, nem nada. Parece uma grande brincadeira...

Guilherme disse...

Olha tenho exatamente 18 anos, não vivi as vacas magras e vivi todos os motivos para se orgulhar de ser atleticano citados no texto e quando vou ao jogo, desde o começo desse ano assisto na GVSUP, vejo que quem passa o jogo inteiro criticando os jogadores são senhores de bastante idade, já vi esses senhores chinganrem o Netinho antes de ele entrar em campo.
Pra min geração arena são uns velhotes que depois que foram a baixada passou a oferecer conforto ao torcedor eles passaram a ir no estádio e por algum motivo acham que tem o direito de criticar absurdamente o time atleticano.
Não vejo a hora da reforma da baixada e possivelmente o Atlético jogar no pinheirão para esses senhores ficarem em suas casas já que dúvido que eles se submetam ao desconforto do estádio.

Julio disse...

Esse Mafuz é um lixo. Este cara fala uma coisa hoje, outra amanhã, se contradiz, fala de novo e amanhã fala tudo ao contrário novamente. É um palhaço. Não dou credibilidade a este cara e muito menos a imprensa paranaense. Torço apenas que esta fase do Atlético passe logo.

Anônimo disse...

guerrilheiro paga pau da mafuz

Luiz Andrade disse...

Concordo com o Julio. Basta fazer um levantamento das opiniões daquilo sobre o Alan Bahia. Um dia era "time que resume suas esperanças a Bahia, Fulano e sicrano, não têm futuro", no outro Bahia era o fino do futebol...
Além do mais ele não escreve p/ aquela m.... de jornal que faz capas humilhando nossa nação, e outras lights qdo os centernada levam goleadas? Acabou o boicote? O meu não.

Anônimo disse...

Perdão Mafuz. Hoje mesmo irei ligar para os meus pais para reclamar. Onde Já se viu!? Tenho 18 anos!! Sou da "Geração Arena", o mal do Atlético.

Quem me dera se eu tivesse 50 anos e participasse da diretoria, que se esforça mas esbarra em torcedores como eu, ou se eu tivesse um coluna no num jormal para escrever milhares de criticas diariamente.

É Mafuz, me desculpe...

Anônimo disse...

Geração Arena é a torcida vitoriosa!

Se acostumou com as vitórias e tvz tenha se tornado "corneta"... É só o time começar a ganhar novamente que a Geração Arena irá fazer o caliderão ferver!!!

Dirceu Maravilha disse...

Acho que o Mafuz viaja de vez em quando mas nessa coluna eu concordo com ele. Antigamente, a geração Pinheirão e outras mais antigas sofria o pão que o diabo amassou. E mesmo assim sempre foi feliz. Mas não existia essa responsabilidade de hoje. Sempre tivemos uma torcida guerreira, maravilhosa e de vez em quando apereciam times fantásticos que nos alegravam o suficiente para amarmos mais e mais nosso clube. Sem amarguras. Sem chororô. A partir de 1995 encaramos todos. Clubes Paulistas, Cariocas, a mídia, clubes sulamericanos. É óbvio que tudo passa e o que estamos vivendo agora é um momento natural de qualquer clube. Já já voltaremos a disputar os grandes títulos. Temos que cobrar mas o mais importante na minha opinião é cuidarmos também da nossa torcida. Essa torcida tem que concordar ou discordar mas não se degladiar. Somos do mesmo time. Vestimos a mesma camisa.Gritamos juntos e a favor de nosso clube. Seja na década de 40,70,90, no título de 2001 na Arena, no Pinheirão enfim, pelo Atlético Paranaense, nosso motivo maior de estarmos escrevendo e doando nosso precioso tempo.