sábado, 20 de junho de 2009

A honra em jogo

Da Gazeta do Povo:
Não “entrar em desespero” e fazer tudo com “muita paz e tranquilidade”. É assim que o técnico Waldemar Lemos quer o Atlético para conseguir vencer em casa no Brasileiro após três derrotas (Vitória, Náutico e Atlético-MG) no jogo de hoje com o Palmeiras, às 16h10, na Baixada.
O triunfo, se concretizado, viria em um momento fundamental. Na próxima quarta-feira, dia 24, a Arena da Baixada completa 10 anos e o Rubro-Negro nunca perdeu quatro partidas seguidas no seu estádio.

Motivos não faltam para o time não estragar a festa da torcida. Em caso de novo insucesso, a chance de o Furacão passar o aniversário da sua moderna casa na lanterna do Nacional é real – bastaria ao Avaí empatar com o Fluminense, também hoje, em Florianópolis.

“É uma razão a mais para conseguirmos essa primeira vitória em casa”, admite o volante Rafael Miranda. “Estamos muito conscientes de que, independentemente de qualquer coisa, temos de vencer em casa”, reforça o meia Marcinho.

A chance de recuperação diante dos fãs atleticanos ocorre contra um adversário sob intensa pressão. Eliminado da Libertadores pelo Nacional, no meio de semana, no Uruguai, o Porco chegou a Curitiba na quinta e foi recepcionado sob protestos no aeroporto. “Se vencessem, viriam cheio de confiança. Isso também seria ruim. Mas perderam, vêm mordidos. Ou seja, não faz diferença”, comenta Miranda.

No banco de reservas dos visitantes, comandando o Timbu, Waldemar Lemos venceu o Atlético por 3 a 2 no dia 24 de maio. Muito do que sentiu dos rubro-negros naquele jogo, o técnico não quer ver frente aos paulistas.

“Lembro de uma equipe que conseguiu fazer o resultado (2 a 0), mas se desesperou e permitiu a virada”, recorda o treinador.

Lemos estreia diante da torcida atleticana esperando por apoio total para reverter a má campanha. Na entrevista concedida pelo técnico ontem, ele relembrou que, como adversário, já sofreu com a pressão da Arena lotada – especialmente na semifinal do Brasileiro de 2001, quando era auxiliar do irmão Osvaldo de Oliveira, no Fluminense.

“É uma torcida especial. Espero que venham com muito mais amor do que paixão. A paixão nos limita e nos torna violentos”, divaga.

O torcedor que for à Baixada hoje não verá pela primeira vez desde que o estádio foi inaugurado (em 1999) os postes de iluminação que ficavam em frente à reta do antigo Colégio Expoente. Como parte das obras de conclusão da Arena, os refletores foram removidos para as torres já existentes nos setores Buenos Aires e Madre Maria.

Outra novidade é o patrocínio na camisa atleticana. A empresa Philco estampará sua marca no espaço nobre do uniforme (peito) nos jogos contra Palmeiras e Corinthians. Os valores não foram revelados.

Baier e Marcinho jogam juntos novamente

Um reencontro após três anos chama a atenção na escalação do Atlético, hoje, contra o Palmeiras, na Arena. Paulo Baier vai estrear diante do torcedor rubro-negro e vai estar ao lado de Marcinho – seu colega no Alviverde paulista, em 2006. Para a dupla caberá a responsabilidade de criar as jogadas ofensivas do Furacão.

“Para mim o Marcinho é um dos grandes jogadores do futebol brasileiro. Habilidoso, rápido e de ótima finalização”, avalia Baier, sem saber que na Baixada o futebol do colega ainda não desabrochou.

Dos tempos de Palestra Itália ficou a amizade. Nos treinos, os jogadores dizem ter visto um entrosamento de ambos que vem de longo tempo. O bom relacionamento não ocorre apenas dentro de campo.

“O Paulo (Baier) anda meio ‘forgado’. Estou buscando ele todo dia no hotel e não estou cobrando nada. Na segunda-feira isso vai acabar”, avisa Marcinho, escalado após cumprir suspensão na vitória sobre o Sport (foi expulso por uma falta violenta diante do Atlético-MG).

Ao contrário do que ocorria sob o comando de Geninho, Marcinho estará um passo à frente, encostando em Rafael Moura. Mesmo que tenha dito anteriormente que não gosta muito dessa função, o jogador acata a opção de Waldemar Lemos. “Estou disponível em qualquer função”, minimiza.

Outras novidades na equipe são Zé Antônio na ala-direita (Raul está na seleção sub-20) e Rafael Miranda retornando ao setor de marcação na vaga do suspenso Chico.

Atlético - Vinícius; Rhodolfo, Antônio Carlos e Rafael Santos; Zé Antônio, Valencia, Rafael Miranda, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Marcinho e Rafael Moura. Técnico: Waldemar Lemos.

Palmeiras - Marcos; Maurício Ramos, Jéci (Souza) e Marcão; Wendel, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Armero; Willians e Keirrison. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Um comentário:

Anônimo disse...

o atletico nao tem mais honra... nem moral... nem respeito... nem porra nenhuma

triste... mas muito verdade