sexta-feira, 1 de maio de 2009

Decisão diferente

O time campeão de 1985: último estadual conquistado
numa partida
contra um time de fora da capital.
Meus amigos, todas as vezes que eu vi o Furacão sagrar-se campeão paranaense foram contra os rivais da capital. Assim foi em, 83, 88, 90, 98, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2005. Infelizmente, não estive presente em 1985, na última vez que o Atlético levantou a taça em uma partida contra um time do interior, o Londrina.
Naquela ocasião, tal qual agora, não o jogo não era uma final de campeonato, mas uma rodada do segundo turno. Como o rubro-negro já havia conquistado o primeiro turno, com uma vitória sobre o Tubarão ganharia também o segundo e o ficaria com o título estadual por antecipação, sem haver a necessidade de um quadrangular final.
E foi o que aconteceu. O time de Marolla, Sotter, Amauri, Nenê e Sérgio Moura; Deti, Dicão (Ernani) e Cristóvão; Camargo, Agnaldo e Renato Sá (Nivaldo), comandado pelo mestre Octacílio Gonçalves, venceu os interioranos por 3 a 0 e fez a festa dos 16 mil atleticanos que lotaram a antiga Baixada.
Pena que eu não estava lá.
A partida não foi histórica apenas pelo título. Quase acabou sendo a última no Joaquim Américo. E por um bom tempo, foi mesmo: após aquele jogo, o Atlético firmou aquele maldito acordo com a Federação Paranaense para mandar seus jogos no Pinheirão. Construímos aquele elefante branco com o suor e o sangue do nosso povo. Sofremos muito por lá por mais de uma década, mas o falecido estádio também nos trouxe muitas alegrias, até 1998. O resto da história, e a volta à Baixada, todos conhecem.
Mas, voltemos à final.
Naquela época, atletas e cartolas não tinham tantos pudores quanto hoje em dia, quando qualquer atitude pode ser encarada como soberba ou como anti-jogo. Por exemplo, os londrinenses vieram reconhecidamente “turbinados” por uma mala branca oferecida pelos rivais do Furacão, que queriam impedir o título antecipado. Já a diretoria do CAP não pensou duas vezes antes de encomendar o chopp: mal o árbitro apitou o final do jogo, os caminhões-chopeira já estavam na praça Afonso Botelho, distribuindo 13 mil litros do precioso líquido para o povão atleticano.
Bem. O Atlético conquistou outros títulos contra times de fora da capital. Em 1954 o adversário foi o Rio Branco; em 1970, o Seleto - ambos de Paranaguá. Por óbvio, eu não estava lá. Mas me lembro de uma gravação que consegui, com a narração do título de 70. Um barato. Carneiro Neto ainda era repórter de campo. O narrador, se não me engano, chamava-se Jota Pedro. E narrava os gols com um arremate: “Suceeeeeeeeeeesso rubro-negro em Paranaguá!”. Pena que a fita cassete já era.
Mas o fato é que nunca vi o Rubro-Negro ser campeão estadual contra um time do interior.
E poderei ver no domingo, contra o Cianorte.
Nos vemos na Baixada!

14 comentários:

cleverson disse...

concerteza estarei lá domingão incentivando o furacão e pela terceira vez em uma semana saindo de lá sem voz...quanto ao jogo creio que vai ser um jogo dificil massss com a força de nossa torcida mais uma vez empurrando nosso furacão sairemos de lá vitoriosos e com a taça na mão no ano do centenada xoxa.

Anônimo disse...

Com certeza...
Mas se me permitem fazer uma pergunta..
Nos ultimos gols sofridos pelo Atlético, o Galatto tem falhado?
Eu creio q sim

Anônimo disse...

foram jogos atipicos. nao acho q galatto falhou.


mto legal guerrilheiro parabens!!!
SRN

Gustavo

DINDO disse...

É A PRIMEIRA DECISÃO DO FURACÃO QUE VOU ASSISTIR...

S Ó B R I O , RSSSSS

Anônimo disse...

COMO ESTÃO FISICAMENTE OS JOGADORES, NÃO ESTÁ NA HORA DE DAR UMA OLHADA NESTE QUESITO?

Anônimo disse...

final se joga mais com o caracao do q com o corpo!!!

pra cima deles furacao!!!

roderley disse...

Eu estava la, e tambem em todos os titulos desde 1982, mas ja estou com saudades de gritar E CAMPEAO, e domingo nos encontramos na Baixada o estadio mais querido do Brasil para fazermos a nossa festa e recuperarmos a hegemonia do estado.

Anônimo disse...

po, guerrilheiro. quando voce viu o atlético ser campeão em 2003 tinhas tomado uma parada diferente, né? hehehe... deve ter sido muito doida a festa do tetra. hahaha.

desculpa pela brincadeira aí, cara. parabéns pelo blog!

ziquita disse...

Guerrilheiro o "mirradinho" ali em segundo não é o Amauri não né.. acho que é o Marcão.. zagueiraço.

Aliás, que paredaço isso... Sotter (um dos melhores laterais que vi no CAP em todos os tempos), Marcão (ou Amauri... hoje técnico), Nenê, Sérgio Moura e Deti.. ninguém passava disso aí meu..

Esse jogo contra o Londrina tinha gente "saindo pelo ladrão"!!

Anônimo disse...

EU ESTAVA.


QUE DIA...

PEDRO

Anônimo disse...

Lembro bem deste dia, um misto de alegria (título) com tristeza (despedida da baixada) e esperança (o Pinheirão parecia uma ótima, vejam só...), mas a certeza que um palco daqueles (que consegue ser terra santa e ao mesmo tempo o caldeirão do Diabo, nossa eterna baixada) só poderia gerar alegria e títulos.

Dirceu Maravilha disse...

Eu tava lá.Tinha ainda aquela faix a dos Guerrilheiros da Baixada. Eu tinha 8 anos. Show de bola!

roderley disse...

A escalacao deste time era,
Marolla, Sotter, Marcao, Beto e Sergio Moura,
Cristovao, Ernani e Jefferson Ribeiro,
Dicao, Agnaldo e Renato Sa.

Henrique Guera disse...

Eu tava lá.
Era novinho, mas tava lá.
Com uma bandeira do CAP na mão, assisti o jogo atrás dos gols onde hj é a Madre Maria.
Não tinha nem o Farinhacão ainda!!
VAMO FURACÃO!!!