domingo, 31 de maio de 2009

O legado da Copa

Vale a pena relembrar como vai ficar a Arena da Baixada após as obras de conclusão do estádio no padrão Fifa para abrigar partidas da Copa do Mundo de 2014. Este será o grande legado do Mundial para o Clube Atlético Paranaense:

(Outras) Notícias do dia

Além da confirmação da Copa em Curitiba, de mais uma derrota no Brasileirão e da morte do Feiticeiro Hélio Alves, outras notícias chamaram a atenção neste domingo:
1)
Deu no Globoesporte.com: A estrutura do CT do Caju impressionou jogadores e comissão técnica do Vasco, que treinaram lá na manhã deste domingo. "O Atlético tem uma arrecadação com venda e empréstimo de jogadores muito alta. Mas esse é um trabalho que vem desde 1995. O departamento de futebol foi profissionalizado e fez com que esse projeto fosse viável. Eles fizeram um estádio, reconstruíram esse CT, já que aqui funcionava um hotel. Depois que o Atlético estiver com tudo pronto, ele vai buscar os títulos de expressão" afirmou o treinador Dorival Junior, que já trabalhou em Curitiba mas que nunca tinha visto estrutura semelhante, nem por aqui nem fora daqui.
2)
Deu na Gazeta do Povo: Parece definitivo: o projeto megalômano do novo estádio dos coxas naufragou. A Secretaria Municipal de Urbanismo repassou nesta semana aos vereadores de Curitiba os motivos pelos quais não tem como levantar a edificação pretendida pelos verdes. Na avaliação do poder público municipal, o clube propõe uma obra maior do que comporta o terreno no Alto da Glória. Orientou-se então o clube a escolher outro local para levantar a obra ou reavaliar a proposta – neste caso, excluindo a construção de shopping center e hipermercado. Até mesmo o prefeito Beto Richa já descartou a ideia coxa-branca. Em conversa informal, durante almoço com jornalistas para falar sobre a Copa, ele soltou: “Querem tudo no mesmo lugar: supermercado, shopping, hotel, estádio... Não há complexo viário que suporte”. Mais um presente para o cem-ter-nada.

Adeus, Feiticeiro

Morreu na tarde de hoje, em Curitiba, Hélio Alves, o "Feiticeiro", campeão estadual com o Atlético, como supervisor, em campeão estadual em 1982, 83 e 85.
Além de grande conhecedor do futebol, ficou famoso também por a suas crenças e incursões pelo campo dos despachos em terreiros e orações aos guias espirituais. Episódios curiosos não faltam em sua carreira, e foram imortalizados por Carneiro Neto no livro O Feiticeiro do Futebol - A trajetória de Hélio Alves, lançado em 2007.
Esteja onde estiver, acenda um charuto pro Furacão que ele está precisando, Feiticeiro!

Mais uma derrota...

E segue o longo calvário.
Neste domingo, o Atlético voltou a perder - desta vez para o Flamengo, no Maracanã onde nunca os vencemos, por 2 a 1.
Quatro partidas, três derrotas e apenas um empate. Um início de competição lastimável e o Furacão só não está com a lanterna na mão porque tem um time mais incompetente por aí.
A situação já está preta, e não dá mais para esperar: a reação precisa ser imediata.

Confirmado: a Copa é aqui


A Fifa confirmou oficialmente as 12 cidades brasileiras que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014.
Curitiba está entre elas. E o estádio-sede é o Joaquim Américo.
Para ler mais, clique aqui.

A Copa de Petraglia

Não sei se Mário Celso Petraglia vai assistir na TV à cerimônia da Fifa que irá anunciar as cidades brasileiras que serão subsedes da Copa do Mundo de 2014.
O ex-presidente atleticano foi afastado do clube pela nova diretoria devido a rusgas internas. Não creio que isso seja bom para o clube, mas até entendo.
Agora, afastá-lo do comitê organizador da Copa em Curiba é uma trairagem; beira a patifaria.
Petraglia foi o primeiro a levantar a bandeira de se fazer da capital parananse uma sede do Mundial. Quando começou a falar no assunto, ainda em 2006/2007, taxaram-no de maluco, de megalômano, de esnobe.
Bem. Aos poucos, mesmo sem qualquer apoio político - ressalte-se: sem qualquer apoio político -, o dirigente atleticano foi costurando uma futura candidatura da cidade. E, paralelamente, investindo num projeto fantástico para a finalização da Arena da Baixada nos padrões da Fifa. Um projeto viável, pé no chão, prático, bonito e moderno.
Quando os rivais se deram conta de que Petraglia iria mesmo levar a Copa para a Baixada, deram início a um contra-ataque sujo, com direito aos golpes mais baixos. Como disse Petraglia à época, "os ratos estavam conspirando".
O então presidente dos coxas, Giovani Gionédis, resolveu entrar no páreo. Mas o que ele pensou ser um golpe de mestre, acabou sendo o motivo principal do fracasso oposicionista: a união com Onaireves Moura. Gionédis foi astuto. Se a proposta fosse adiante, os coxas levariam de graça, por 100 anos, um terreno gigantesco no Tarumã. Depois, passaria à história como o homem que passou uma rasteira nos atleticanos, tirando a Copa da Baixada.
Desta união com Onaireves, surgiu o maior monstrengo da história das Copas: o projeto de conclusão do Pinheirão. Feito a toque de caixa, o horroroso projeto ao menos cumpria o protocolo para concorrer uma possível indicação.
Mas os coxas não pararam por aí. Sorrateiramente, usaram também seus tentáculos infiltrados na política paranaense, principalmente na figura de Ricardo Gomyde, presidente da Paraná Esporte. Gomyde fez o que pôde para que o estado do Paraná indicasse o Pinheirão como estádio-sede - tudo, é claro, com o intuito de beneficiar o Coritiba, clube do qual era diretor (ainda é, me parece).
Por mais bizarro que fosse o projeto, por mais que a dupla que estava capitaneando a idéia tivesse uma extensa ficha corrida junto à Justiça, os abutres estavam conseguindo seu intento. Primeiro, atendendo a um pedido de Gomyde, o governador Roberto Requião anunciou que iria mesmo indicar o Pinheirão. O anúncio gerou manifestações por parte dos atleticanos. Petraglia, então, resolveu reunir os políticos atleticanos, que até então estavam inertes, para evitar a trapaça que estava por se formar. A atuação de dois deles foi extremamente importante: o deputado Alexandre Curi e o vereador Mário Celso Cunha.
Na verdade, foi aí que começou o maior Atletiba da história: o Atletiba pela Copa 2014. E, no meio do fogo cerrado, o governador Roberto Requião.
Sem saber exatamente para que lado correr, Requião inicialmente pensou em indicar três estádios paranaenses, e deixar adecisão para a Fifa - desta forma, lavando as mãos como Pilatos.
Os jogo sujo do lado de lá continuava rolando solto. Gomyde chegou a afirmar que a Baixada nunca poderia se adequar às normas da Fifa. Uma balela sórdida, prontamente rebatida pela Furacao.com.
Já Onaireves, desesperado, a um passo de ter seu mandato na FPF cassado, partiu para os ataques pessoais. Chamou toda a imprensa para atacar Petraglia e sua família. A direção do Atlético precisou vir a público rebater as acusações, que depois mostraram-se infundadas.
Petraglia conseguiu mobilizar os políticos e também a grande nação atleticana, que manifestou-se nas ruas e bombardeou as caixas-postais das autoridades mostrando sua indignação.
Até que Requião, muito graças ao trabalho de bastidores de Alexandre Curi, finalmente decidiu indicar a Arena da Baixada para sediar a Copa de 2014. Não fosse a mobilização iniciada por Petraglia, a candidatura da Baixada tinha ido para o ralo.
Mas não pensem que o papel do dirigente atleticano acabou por aí.
Nos anos que se passaram, o governo do estado e a prefeitura da capital simplesmente ignoraram a importância de se dar continuidade ao projeto e convencer a Fifa de que Curitiba está apta a recebeu uma Copa.
Quem fez todo este trabalho, meus amigos, foi Mário Celso Petraglia. Nas apresentações das cidades candidatas aos inspetores da Fifa, no Rio, todo o material levado pela comitiva paranaense foi preparado pelo Atlético. A maquete do estádio que embasbacou os inspetores, os audiovisuais, os estudos de viabilidade. Tudo.

O vídeo institucional mostrado aos inspetortes da Fifa (versão em português).
O investimento não foi pouco, desde a contratação do escritório de arquitetura uruguaio Héctor Vigliecca e Associados Ltda para a elaboração do novo projeto arquitetônico para a conclusão do "Complexo do Clube Atlético Paranaense".
Mas hoje, daqui a pouquinho, quando a Fifa anunciar a Copa aqui em Curitiba, iremos ver que toda essa briga valeu a pena.
E Petraglia, se estiver assisindo à cerimônia, certamente dará um sorriso de quem sabe que cumpriu com seu dever.
Mesmo que outros, de olho em seu futuro político, queiram agora levar os louros desta conquista.
•••
Em tempo: A Confraria Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA) vai entregar hoje uma placa de prata (foto abaixo) a Mário Celso Petraglia. Segundo o grupo, no momento em que a Fifa confirmar Curitiba no Mundial, será levada ao ex-dirigente (barrado das honrarias pela inclusão da cidade) a homenagem na qual ele é destacado como o “Visionário da Copa”.
Integrantes do ETA e a placa em homenagem a Petraglia. (Foto Gazeta do Povo)
Uma homenagem, diga-se, mais do que justa.

Desafio

Meu amigos, ontem o Globo Esporte relembrou as duas históricas partidas entre Atlético x Flamengo pela semifinal do Brasileirão de 1983. Foram dois jogos que exemplificam exatamente o que significam os confrontos entre os dois times: cada um manda no seu quintal. Naquela ocasião, os cariocas venceram no Maracanã por 3 a 0 (graças, é bom lembrar, a um pênalti bastante duvidoso). Na partida de volta, no maior público já registrado no estado do Paraná (e eu estava lá!), 65 mil pessoas viram o Furacão meter 2 a 0 no Urubu, com dois gols de Washington. Infelizmente, a vaga na final contra o Santos morreu nas mãos do goleiro Raul Plasmann, que impediu o terceiro gol do CAP. De qualquer maneira, chegar à semifinal do Brasileirão tinha sido a maior façanha da história do Atlético dos Paranaenses até então.
De lá para cá, a sina continuou, e em mais de 20 anos desta disputa de rubro-negros, ninguém conseguiu vencer na casa do adversário.
No cômputo geral, é um histórico bem equilibrado: 11 vitórias para cada lado e cinco empates.
Mas fora de casa, as estatísticas são um desastre para ambos.
0 Atlético, por exemplo, em 13 partidas no Maraca, conseguiu a proeza de empatar duas. Nas outras 11, saiu derrotado. Confira:
1983 - Flamengo 3 x 0 Atlético
1988 - Flamengo 2 x 1 Atlético
1992 - Flamengo 2 x 0 Atlético
1996 - Flamengo 1 x 0 Atlético
1998 - Flamengo 0 x 0 Atlético
2002 - Flamengo 1 x 0 Atlético
2002 - Flamengo 3 x 2 Atlético
2003 - Flamengo 2 x 1 Atlético
2004 - Flamengo 3 x 0 Atlético
2005 - Flamengo 1 x 1 Atlético
2006 - Flamengo 1 x 0 Atlético
2007 - Flamengo 2 x 0 Atlético
2008 - Flamengo 1 x 0 Atlético
Portanto, a partida de logo mais (16 horas, com transmissão no PPV) é um tremendo desafio.
Será que hoje o Furacão consegue quebrar este tabu?

sábado, 30 de maio de 2009

Contraste

Por Augusto Mafuz:
No Maracanã, contra o Flamengo, o Atlético estará lutando contra a sua fraqueza técnica, que o constrange com a última posição no campeonato. Mas, um pouquinho antes, já terá sido reconhecido pela Fifa como o único clube no Paraná capaz de oferecer um estádio para a Copa do Mundo de 2014. Como se vê, são duas situações opostas, que sugerem dois Atléticos diferentes e contraditórios.
Mas não são. Aquele que estará no Maracanã, e que anda maltratando o torcedor, é passageiro. Pode até demorar um pouco, mas voltará a ganhar. Esse, reconhecido como grande pela Fifa, é definitivo. E, em 2012, quando a sua Arena da Baixada for entregue com o projeto final executado, definitivamente, aquele do Maracanã não voltará a existir.

Mosaico: imitação e bolão

A torcida atleticana é novamente copiada pelos estádios do país.
A torcida do Atlético foi a primeira do Brasil a fazer um mosaico num estádio de futebol. Agora, anos depois, tal como aconteceu com o "Pink Floyd The Wall Atirei o Pau nos Coxas", outras começam a nos imitar. A do Flamenguinho, aliás, promete fazer um mosaico na partida de amanhã contra o Furacão. É isso aí, pessoal, podem plagiar à vontade. É a Nação Atleticana ensinando mais uma vez o país a torcer.
Mas, falando no assunto, a Comissão de Mosaicos da torcida atleticana está lançando o Bolão do Brasileirão 2009. Além de participar da brincadeira e concorrer a prêmios, você estará ajudando a Comissão de Mosaicos a planejar outras coreografias nos principais jogos do Furacão nesta temporada.
Par partipar, é simples: basta fazer um depósito de R$ 10 na conta do Mosaico (Banco Itaú - Agência 4011 - Poupança 60023-8/500, em nome de Luiz Francisco de Souza) e depois enviar para a comissão os dados para o cadastro (Nome Completo, CPF próprio, Data de Nascimento, E-mail, Dados do Comprovante de Depósito). Após isso, você receberá por e-mail uma planilha do Bolão e estará participando da brincadeira. Além dos palpites dos jogos do Atlético, os participantes também vão apostar nos classificados para a Libertadores, rebaixados, lanterna, campeão e artilheiro.
Os três primeiros colocados ganharão, ao final do campeonato, uma camisa oficial do CAP autografada pelos jogadores do elenco profissional; um calção oficial do CAP ou uma camiseta da linha torcedor Capwoman, e uma camisa do Mosaico Furacão.
Participe!
  • Para maiores informações, clique aqui.

O Leão está de volta

O guerreiro Valencia em ação na Vila Belmiro, ano passado: o Leão está de volta!
Meus amigos, pelomenos uma boa notícia. Esqueça a escalação dada como certa no post abaixo: o Leão Valencia está de volta ao time do Furacão. O colombiano está fora da equipe desde a partida contra o J. Malucelli, na primeira partida da segunda fase do Campeonato Paranaense, no começo de abril, quando se contundiu.
E, segundo a Furacao.com, o paraguaio Julio dos Santos também volta a ter uma oportunidade entre os titulares que começarão a partida de amanhã, contra o Flamengo.
Já no comando do ataque, um problema: Rafael Moura sentiu o joelho no treinamento de ontem e pode ficar de fora. Mas, aparanetemente, não é nada grave e o He-Man deve ir pro jogo. Caso não possa, Patrick será seu substituto.
Assim, o Furacão vai a campo amanhã com Vinicius; Raul, Rhodolfo, Antonio Carlos, Chico e Márcio Azevedo; Valencia, Rafael Miranda e Julio dos Santos; Rafael Moura (Patrick) e Marcinho.
A provável formação do time para amanhã.
(Arte devidamente chupinhada da Furacao.com)

Sei não, mas me parece ser um time mais experiente e mais compacto do que aquele que jogou as três primeiras partidas do Brasileirão.
Tomara que principalmente Julio dos Santos e Marcinho estejam inspirados para ajudar o rubro-negro paranaense a fazer gols no rubro-negro carioca e quebrar o tabu de nunca ter derrotado o Flamengo no Maraca. Aliás, esse lance de tabu é uma droga: recentemente, todo mundo quebra tabus contra o Furacão (vide o caso do Náutico, que nunca havia vencido na Baixada); já o Atlético não consegue quebrar tabu algum contra seus adversários.
Mas, se eu não acreditar quem é que vai?
Então, vamos lá Furacão, pra cima do Flamengo de Adriano e companhia!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Time escalado para enfrentar o Flamengo

Da Furacao.com:
O técnico Geninho escolheu o meia-atacante Wesley para substituir Wallyson no ataque do Atlético. Outra alteração, confirmada no treinamento de ontem, foi o retorno do zagueiro Rhodolfo. Com isso, a equipe está confirmada para o jogo com o Flamengo, domingo às 16 horas, no Maracanã.
Geninho mudou o time do esquema tático 4-4-2, adotado contra o Náutico, para o 3-5-2. Para isso, Rhodolfo entrou no lugar de Wallyson, contundido, e Wesley passou do meio-campo para o ataque.
Outra alteração foi no gol. Galatto vai para o banco e Vinícius veste a camisa número um. “A expectativa que eu estou é a mesma de sempre, porque o goleiro reserva é o que menos tem chance de entrar”, falou ele, procurando demonstrar tranquilidade.
A provável escalação contra o Flamengo será: Vinícius; Rhodolfo, Antonio Carlos e Rafael Santos; Raul, Rafael Miranda, Chico, Marcinho e Márcio Azevedo; Wesley e Rafael Moura.

Andando em círculos

O texto abaixo é de um post publicado aqui no blog há um ano, em 25 de maio de 2008:
O que falta, afinal, nesse time do Atlético?
A torcida reclama que está muito ruim. Concordo.
E acho que o Roberto Fernandes não consegue consertar só com o que tem em mãos.
Na lateral-esquerda, por exemplo. Ficou claro quer Piauí não deve ter uma nova chance tão cedo. E Michel já teve todas as oportunidades que podia receber.
Mas a maior carência está na meia-cancha. Alan Bahia, volante, tem se destacado mais do que o Netinho - o meia-armador da equipe.
Esse é o ponto. Falta um cara que desequilibre. Você pega o elenco de 9 entre 10 times do Brasileirão e identifica, em cada um deles, esse "cara", um jogador que resolve a parada mesmo quando a coisa tá ruim, um jogador que leva os adversários a se preocupar.

E qual é o jogador do Atlético que preocupa os adversários?

Nenhum.

Se Ferreira voltar, ele pode ser essa figura. Se não voltar... é preciso achar alguém assim, com urgência.

No ataque, parece que com o novo treinador Wallyson vai se firmar entre os titulares. Boto fé nesse guri. Não fui ao jogo hoje, mas o gol de Marcelo Ramos saiu de um cruzamento dele, após uma arrancada pela direita. Espero que se firme e corresponda às expectativas, porque de decepções a gente já tá de saco cheio!

Em 2007, nessa época o técnico (Vadão) estava sendo demitido após uma derrota por 3 a 0 para o Goiás, em plena Baixada.
Frise-se, também, que nas temporadas anteriores o CAP estava sob o comando de Mário Celso Petraglia.
Com relação ao desempenho no campo, não importa muito a figura do presidente, mas a filosofia de trabalho.
A base que está aí, jogando hoje, foi toda herdada da gestão Petraglia.
E não é uma base ruim. Não precisa trazer um time todo pra fazer o Furacão engrenar. Mas sim duas peças-chave, dois jogadores que sejam realmente diferenciados, experientes e venham para ser titulares e dar um norte ao time. Isso sim daria resultado, em meio a uma base média e com vários jogadores jovens que ainda podem despontar como craques (e dar um tremendo lucro ao clube, compensando o investimento imediato para trazer dois jogadores um pouco mais caros).
Tô certo ou tô errado?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fim da uma parceria que rendeu bons frutos

Reportagem da Gazeta do Povo desta quinta revela que o Atlético pôs fim a uma duradoura parceria com o PSTC, clube de Londrina especializado em revelar jovens jogadores. De quebra, o CAP demitiu o olheiro Ticão, que era do PSTC mas foi contratado em 2004 pelo Furacão. Confira a reportagem:
A parceria de 11 anos que fez brilhar no Atlético jogadores como Kléberson, Dagoberto, Jádson, Fernandinho e Alan Bahia acabou. O PSTC, de Londrina, não possui mais nenhuma relação com o Rubro-Negro.

O casamento – um dos alicerces da gestão Mário Celso Petraglia no futebol – está desfeito desde o fim do contrato entre os dois clubes (28 de fevereiro), mas apenas agora o Furacão revelou não ter interesse na renovação do vínculo.

O acordo previa que 50% dos direitos econômicos dos jogadores revelados no Norte do Paraná iriam para os londrinenses. A outra metade ficaria na Baixada.

“Já comunicamos ao PSTC que não iremos renovar o contrato. A parceira acabou. Apenas ficamos com a preferência para compra caso algum jogador deles nos agrade”, confirma o presidente Marcos Malucelli.

No entanto, a relação ainda continua pelos jogadores que já haviam desembarcado no CT do Caju antes do encerramento do acordo. Atualmente, no elenco profissional atleticano são quatro atletas que vieram do clube formador: Douglas Maia, Gabriel Pimba, Patrick e Chico.

Entre juniores e juvenis, são mais dez revelações que ainda podem estourar, fazendo o convívio entre os dois parceiros prosseguir por mais algum tempo.

“Não existe nada definitivo. No ano passado ficamos sem contrato de fevereiro a junho”, diz Mário Iramina, presidente do PSTC, ainda dizendo acreditar numa reviravolta. “O Atlético precisa ter a sua própria formação de jogadores no CT. Estamos investindo para isso”, reitera Malucelli, lembrando que as equipes de infantis e mirins voltaram a ser geridas pelo time da Baixada desde o início de 2009.

A mudança de filosofia da cúpula rubro-negra nada tem a ver com a saída de Petraglia da diretoria. Pelo menos é o que afirma Iramina. Após 11 anos de parceria, o clube de Londrina conviveu com constantes insinuações de que Petraglia era sócio do PSTC.

“Isso nunca existiu. Tínhamos relação com ele só por conta da parceira com o Atlético”, afirma. “Sou amigo do Marcos Malucelli há muitos anos. É uma nova política do clube”, assegura.

Apesar das negativas, é inegável que vários setores do Rubro-Negro sofrem uma mudança profunda após a saída de Petraglia. Os aliados do ex-homem-forte estão a cada dia perdendo mais espaço. O fim das parcerias para a base é só uma das alterações.

Na terça-feira, Aliomar Mansano, o Ticão, olheiro das categorias de base do clube desde 2004, foi demitido. O profissional, que também trabalhava no PSTC antes de chegar à Baixada, garante que garimpou 90% do time vice-campeão da Copa São Paulo, em janeiro.

“Eu não tenho nada a ver com o PSTC faz tempo. Para me dispensar, disseram que eu não estava encaixando no sistema de trabalho e era ligado ao Petraglia”, revela.
• • •
Alguns abutres que ainda durante a gestão de Petraglia criticavam e questionavam a parceria devem estar bastante satisfeitos. Inclusive alguns que agora querem homenagear o Petraglia caso Curitiba - e a Baixada - seja confirmada como sede da Copa. O cúmulo da hipocrisia.
De minha parte, só faço uma observação: as principais revelações do CAP na última década vieram do PSTC. E renderam bons frutos ao Furacão, tanto técnicos quanto financeiros.
Ou seja: a parceria parece ser boa, e vantajosa para as duas partes.
Vamos ver no que isso vai dar.

Três voltando

O Atlético está para ganhar um pouco mais de experiência entre o elenco profissional. Os lesionados Nei, Valencia e Zé Antônio, que ficaram fora da equipe por m bom tempo, estão liberados pelo DM e podem ser relacionados já para a partida contra o Flamengo, no domingo.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Falhas acontecem

Vinícius vinha bem, mas uma falha justamente na final do campeonato nos custou o título estadual do ano passado.
Galatto foi um dos heróis do Brasileirão de 2008, mas algumas falhas este ano deixaram o Atlético com a lanterna na mão.
Hoje, vê-se pelos comentários no post abaixo, a torcida já não confia tão plenamente em seus arqueiros.
Realmente: pra quem já teve tantos goleiros que permanerceram por temporadas a fio defendendo a meta atleticana, sempre representando uma fortaleza, alguns sendo inclusive o ídolo principal do time, é difícil conviver com esta insegurança. E como é maiúsculo o portfólio de goleiros do CAP, que tem como seu maior ídolo justamente um camisa 1, o Caju: Roberto Costa, Rafael, Marolla, Ricardo Pinto, Flávio.
Mas é bom lembrar: falhas acontecem, e todos estes aí já tiveram seu dia negro.
O que não se pode permitir é que as falhas virem regra, que se repitam de forma constante.
A falha de Vinícius na final do Paranaense tornou-se emblemática porque o Furacão acabou perdendo o título.
Marolla também falhou numa decisão, mas como o Atlético saiu campeão ela foi imediatamente perdoada. E logo esquecida.
Vinícius está recuperando a posição de titular.
Que tenha sorte, competência e a tranquilidade necessária para entrar no rol de grandes goleiros do Clube Atlético Paranaense.
E que a torcida tenha a paciência necessária para que ele possa se firmar como tal.

Marolla também falhou numa decisão. Mas continuou ídolo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sai Galatto, entra Vinícius

Mas, afinal, isso é bom ou ruim? Opine!

Malucelli confirma volta de Valmor e fala sobre reforços

Em entrevista à Gazeta do Povo, o presidente Marcos Malucelli fala sobre a situação do Atlético na tabela, a busca por reforços e confirma que Valmor Zimmermann será o diretor de futebol. Confira:
A derrota deste domingo diante do Náutico vai agilizar de alguma maneira a busca por reforços?

Estamos atrás de reforços, não é segredo. Se tiver de gastar, nós iremos. Independente de perder o jogo de domingo nós buscamos reforços, queremos três atacantes. Estamos conversando, procurando, mas é uma situação muito difícil. O Geninho está auxiliando, fazendo contatos também.

Os nomes de vários atacantes foram citados até o momento (Roni, Alex Mineiro, Josiel, Otacílio Neto e Bruno Cazarine). Alguma evolução envolvendo estes e até outros nomes que estão ainda no mercado, como o colombiano Perea?

Não temos interesse no Perea. Não houve nenhuma novidade, tudo está como vocês já sabem. No caso do Josiel ainda não nos deram resposta, solicitamos a intervenção do Kamali, mas ainda não tivemos nenhuma notícia. Ele fez gol pelo Flamengo neste fim de semana, fica ainda mais difícil ele sair de lá antes do fim do empréstimo (no dia 31 de julho). Não tenho nenhum nome que eu possa revelar até porque estamos buscando, não há nada adiantado ou encaminhado. A dificuldade existe pelo próprio mercado nacional, e de fora só podemos buscar jogador a partir de agosto, todos os clubes estão se batendo neste sentido.

Com a escassez e dificuldade de contratar, o senhor vê alguma chance de repatriar o Pedro Oldoni e o Dinei para, de alguma forma, dar opções para o elenco atual?

Não existe nenhum movimento neste sentido. Evidentemente, se eles não permanecerem, eles voltam ao natural, são jogadores do Atlético. Mas não apostaria nisso. O Dinei (que está no Celta de Vigo-ESP) está emprestado até 30 de junho e tem proposta para ficar na Espanha. O Pedro Oldoni continua também até o dia 30 de junho (no Valladolid), mas não fomos comunicados ainda se eles pretendem mantê-lo lá.

Com estas duas derrotas na Arena, é óbvio que o início do Brasileiro geraria críticas. Como o senhor vê esta pressão? É possível mostrar otimismo quanto à temida lutar contra o rebaixamento?

Acho que antes de atingirmos a terça parte do campeonato nós não podemos pensar ou admitir a hipótese de ficar ou lutar contra o rebaixamento. É preciso esperar pelo menos uns 13 jogos para então ter esta impressão. Se depois deste período nós estivermos nesta situação difícil, ai precisamos nos preocupar, temos de ter cuidado. Nas rodadas iniciais não dá para nos desesperarmos, vemos nesta parte debaixo vários clubes que não irão permanecer ali.

Vem se falando muito de que não se pode colocar toda a responsabilidade nos garotos. Mas o senhor não concorda que são muito poucos os garotos que estão de fato jogando como titulares? Quase todo o time já é rodado, com alguma experiência.

Além do Wallyson e do Raul nós temos outros garotos no time, como o Chico, o Rafael Santos, mas com alguma experiência. Não acho que seja um discurso vazio, acho que temos sim vários garotos, alguns com mais ou menos experiência se você comparar apenas a idade. O time é novo, tem a menor média do campeonato, e era algo que estava dentro do nosso planejamento. Se o torcedor tiver paciência, veremos os jogadores ganharem esta experiência que falta. A questão é se isto virá em tempo, perdendo dois em três jogos dificulta.

O Geninho já vem sendo contestado diante desta fase ruim. Ele corre algum risco de sair neste momento?

Nenhum risco. O Geninho foi criticado após aquela derrota para o Coritiba, falaram que ele era treinador para um período curto apenas. Depois que foi campeão paranaense, após ir bem contra o Corinthians, ninguém falou nada. Estes discursos que existem por ai não vão influir em nada. Ele é uma pessoa corretíssima conosco, em todas as negociações sempre foi leal. Não há a menor possibilidade de nos desfazermos dele, garanto que ele ficará até o dia 31 de dezembro, independente do que acontecer. Se a cada mal resultado tivermos de trocar de treinador, isto será uma constante. Já fizemos isso no passado, não deu resultado e representa um alto grau de desgaste, temos de lidar com indenizações e outras coisas.

Já é possível confirmar oficialmente o retorno de Valmor Zimmermann ao posto de diretor de futebol? E o Paulo Abagge, também está retornando ao clube?

Está tudo certo com o Valmor, ele volta de viagem dentro de 30 dias e assume o cargo de diretor de futebol. O Paulo também está de volta, ele vai assumir um cargo nas categorias de base, como já fez no passado. Faremos o anúncio assim que o Valmor voltar, mas já está tudo certo.

Para concluir presidente, o que dá para dizer ao torcedor neste momento de dúvidas e críticas?

Os torcedores precisam ter calma, não podem se precipitar. Esta onda de pessimismo acaba nos prejudicando, temos um time jovem e eu não falarei em jogadores, temos um time com uma média etária baixa, e precisamos que a torcida compreenda e nos apóie. Estão ai os nossos futuros craques. É necessário que eles participem de uma forma direta. Evidentemente que duas derrotas em casa contra times que, a rigor, não seriam tão difíceis de serem derrotados por nós, traz um certo temor, mas o campeonato está começando agora, outros times também perderam em casa, veja o Fluminense, o Sport. Algumas derrotas são normais, claro que não são desejáveis, e temos que nos recuperar. Não podemos perder a paciência logo no início, temos de dar apoio, afinal o campeonato é feito de 38 rodadas, não dá para entrar em desespero logo na terceira. Muitos clubes subirão e outros vão descer, seria melhor ter vencido, mas não foi possível e temos que aguardar.

Nova iluminação quase pronta

Mais da obra na Baixada: a mudança do sistema de iluminação para as torres das retas detrás dos gols está quase concluída. Com isso, logo devem vir abaixo os postes que ficam na lateral do gramado no setor Brasílio Itiberê.

Apareceu o gringo

Muitos atleticanos estavam curiosos e, finalmente, o gringo deu as caras. Informa o site oficial do CAP que "o meia-atacante argentino Rodrigo Diaz, 28 anos, mais conhecido como Rengo Diaz, foi aprovado nas avaliações da comissão técnica do Atlético e poderá ser uma das opções do técnico Geninho para os próximos jogos. Diaz está em aprimoramento físico e técnico no Clube desde abril e terá toda sua documentação regularizada para estar apto a jogar nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro."
A matéria não explicita quando, exatamente, Diaz estará à disposição de Geninho.
Rodrigo Ezequiel Diaz nasceu em 1981 em Buenos Aires e despontou como jogador ofensivo do Lanus, clube onde jogou como profissional de 2000 a 2004. Envergou também a jaqueta do Toluca, do México, se sagrando campeão do Apertura mexicano de 2005 e vice-campeão da Copa Concacaf de 2006. Passou ainda por clubes como o Independiente e o Colón, da Argentina, e em 2008 estava no Argentino Juniors, onde ficou até fevereiro.
Ser argentino, por si só, não é garantia de ser um bom jogador.
Mas tem currículo e, se doi aprovado pela comissão técnica, pode ser útil ao Furacão.
Então, que acertem logo a papelada e botem o gringo pra jogar!

Viva o maracatu e o caldo de sururu

Não havia publicado nada aqui porque não ouvi, mas os Fanáticos soltaram uma nota em seu site repudiando um coro que alguns manés puxaram durante o jogo contra o Náutico, cuja letra discriminava os nordestinos.
"A opinião de alguns torcedores não representa a postura da Torcida Os Fanáticos, que repudia esta atitude e é contra qualquer tipo de preconceito, seja ele qual for. Nos sentimos envergonhados por esta atitude e só nos resta pedir desculpas a todos os nossos irmãos das torcidas aliadas, jogadores e profissionais que passaram pelo clube e a cada cidadão de origem nordestina, pela tamanha falta de respeito que ocorreu ontem na Baixada"
, diz o comunicado.
Bom, infelizmente, se é que houve isso mesmo na Baixada, tem que ser severamente repudiado. Só pra constar: adoro a Bahia, Salvador, principalmente as baianinhas é claro, Jorge Amado, Caymmi, água de coco, acarajé e caldinho de sururu. Só não gosto de axé nem do Caetano, que é chato baragai. E o que dizer então de Pernambuco, Recife, Maracatu, Nação Zumbi, o grande Ariano Suassuna e a Praia de Boa Viagem? Sem falar de outras paradas que não conheço, como Natal, Fortaleza e outros locais fantásticos que ainda hei de conhecer.
Quem não gosta de nada disso, nadinha, é por ignorância ou simplesmente por ser mesmo um bolha convicto. Mesmo assim, não gostar é um direito. Agora, discriminar, aí já é um sinal de debilidade grave. Pena que ainda haja gente assim, principalmente frequentando a Baixada.
A gente reclama da ignorância das torcidas de outros times mas não adianta, idiota tem em todas as torcidas - pelo jeito, inclusive na nossa.
•••
Já que falei dos Fanáticos, e mudando o assunto de saco pra mala, qual seria a reação da organizada no momento do terceiro gol do Náutico se a partida fosse no ano passado? Essa é fácil, seria um uníssono grito de Hey, Petraglia, vai tomate cru! Não questiono o fato da torcida apoiar o time até o fim, o que eu acho corretíssimo (afinal, pra que serve uma organizada se não pra apioar o time?), mas sim a mudança de postura. Ou o "apoio incondicional" ao Furacão não valia em 2008, 2007, 2006...?

O ABC de um domingo escroto

Por Sandro Guti:
A
tleticanos
: Nos tempos românticos o que unia a torcida era um interesse recíproco por futebol (e a maioria entendia do riscado) , uma espécie de malandragem bem humorada, meio bebada e a certeza de estar do lado certo. Identificava-se um atleticano a quilômetros, sem precisar ler o rótulo ou sem que este precisasse mostrar carteirinha. Hoje se fala muito em paixão e não sei mais o quê... sei não... E tem mais: um jogador do Atlético precisava jogar mal e sem vontade um campeonato inteiro para ser vaiado. Hoje o cara é esculachado antes de entrar em campo.
B
urro
: Eugênio já foi um gênio. Oito anos depois, ele está nos enganando. Como um Ray Conniff que vem aqui buscar nosso dinheiro por conta de um sucesso antigo num tempo que não mais existe. Depois que todas as outras portas se fecharam. Chega fazendo exigências . Tudo está muito fácil pro Geninho. Jantares, colunas sociais, vinhos, paternalismo, pouco trabalho e cagadas.
C
oluna dois: perder pra Náutico e Vitória em casa é inaceitável. Pouca gente vai perder pontos em casa pra eles quando o campeonato esquentar. “Mesmo patamar” é o caralho...
D
ívidas: Todos as temos. Já que o inferno está aqui vamos nos abraçar ao capeta ou a danação será muito mais terrível. Compra que a torcida paga.
E
xperiência: Mais uma vez um jogador rodado botou o nosso time no bolso dentro da Baixada. Já teve o dia do Clayton, do Edílson Capetinha, Paulo Bayer, Gerson Lente e não sei mais quem... Ontem foi o Carlinhos Bala. Precisamos de um macaco velho no nosso Atlético.
F
ogueira: Tanto não queriam subir o Patrick que o guri agora vai ter que entrar pra resolver no Maraca lotado, estréia do Adriano, anúncio da Copa, Globo e tudo mais. Assim mesmo, fé e força pro piá.
G
allato dos Aflitos: Como é que você me faz uma dessas, meu compadre??
I
nspetor: O outrora muito bom Antonio Carlos está em “fase Danilo”. Sempre presente e impotente na cena do crime. Precisamos de um xerifão, que prenda e arrebente. Não de outro “inspetor de quarteirão”.
H
oje:É o prazo fatal para que as mudanças aconteçam. Amanhã pode ser tarde. Mas quer saber de uma coisa: é mais fácil o Kamali passar pelo buraco da fechadura do que o Geninho, o Ridenio e o Jr. dançarem.
J
ohnnie Walker
: O “atleta” mais experiente do grupo (mais um Ray Conniff) tem se notabilizado por abrir as portas da noite para os jovens chegados de fora. Night onde ele não tropeça, diga-se de passagem. Ao contrário da lateral direita.
L
uan e Lucio Flávio
: O atacante do São Caetano é rápido, chuta bem, já fez gols nos nossos dois rivais. O passageiro da agonia ta rifado lá no Santos, é da aldeia, já rodou por este mundo, bate falta e escanteio ...
M
arcinho: não funcionou
. Maldição da camisa 10 que já derrubou o Irênio, Netinho, Ramon, Fabrício, etc...
N
ó tático: Esse três-cinco-dois, com zagueiros e volantes grossos e lentos encheu o saco. A bola só fica com nossos piores jogadores. Em 2001, o Kleberson e o Gabiru faziam os laterais jogarem. Em 2004, tínhamos Jadson e Fernandinho e Denis para puxar vertiginosos contra-ataques
. Com este elenco, sem chance. Ontem o irmão do Osvaldinho pegou o Geninho por onde mais dói num homem. Pela covardia.
Ó
pera
: O fantasma já chegou e o barulhos das correntes arrastando já assusta.
P
enâlti:
Descontadas todas estas sacanagens , teve um pênalti pra nós quanto tava dois a zero. O juiz que parecia o Miltinho do Bar do Pudim, não deu. Minutos depois, marcou a mesma falta para o time do Netinho e do Bob Fernandes Pelo menos, dois toques dentro da área...
Q
uímica: Ah cerveja, minha cerveja, onde você está quando a gente mais precisa
?
R
idênio: De trouxeram este figura? Preferiu-se a sua cara de cachaceiro do que toda a carreira vitoriosa do Moracy? Língua de fora e gols nos últimos 10 minutos contra os coxa, Corinthians, Náutico, Vitória, Malutrom...

S
icupira:
Qual a razão da limagem do Barcímio na hora de se fazer as bandeiras?
T
écnicos: Quem seria o nome? Leão? Nelsinho Batista? Leandro Niehues? Ricardo Pinto? Renato Gaúcho? Alguém que está fora? Bianchi? Algum outro gringo? Lothar Mathäus ????
U
niforme
: A camisa nº 2 ficou bonita pra caralho.
V
ergonha: Não posso acreditar que os Fanáticos cantaram aquilo sobre os nordestinos. Não ouvi. Prefiro crer que seja mentira. Uma coisa é vir até o alambrado fazer uma piada. Outra é orquestrar um grito assim - principalmente aqui, na (agora) capital nacional dos skinheads. Ademais que este negócio de “Por Deus, pela pátria...” é escrotice TFP.
X
enofobia: Um dos erros mais gritantes do Eugênio é puxar o tapete dos gringos. O dos Santos entra e joga bem. É o cara que a gente precisa (na falta de um outro) pra pensar e segurar a bola no meio . O argentino - dizem ali no 107 - treinado bem, tem um razoável histórico, podia ajudar a piazada com a experiência mas já parece já ter sido fritado pelo Geninho.
Z
iquita: Sua aparição foi um dos únicos momentos positivos do fim de semana. Se bem que já tem neguinho dizendo que o “véio Zica” é pé-frio.
W
allyson: o garoto é foda, liso, impetuoso, artilheiro, possuído pelo diabo (basta só prestar atenção na língua estranha que ele fala). Mas, como desgraça pouca é bobagem...
* Em homenagem ao Torero, que é santista mas não é um merda.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

4 semanas sem Wally

Deu no site oficial do CAP:
A semana começou com uma notícia ruim para a torcida atleticana. Uma ressonância magnética confirmou uma lesão grau três na coxa esquerda do atacante Wallyson. A expectativa é que o avante retorne aos gramados em aproximadamente quatro semanas."O Wallyson fez uma ressonância magnética ontem mesmo e foi confirmada uma lesão grau três da musculatura posterior da coxa esquerda", explicou o médico Edílson Thiele. O jogador iniciou já neste domingo a noite um tratamento de fisioterapia intensivo. "Ele iniciou o tratamento fisioterápico logo após o exame e tem um retorno previsto ao redor de quatro semanas", afirmou Thiele.

Déjà vu

A foto acima parece que foi tirada ontem, na Baixada, mas não foi. É do Brasileirão de 2007. Enquanto cresce no aspecto patrimonial, no futebol o Atlético está andando em círculos.

domingo, 24 de maio de 2009

Broxante

De que adianta ter o melhor estádio do país, com a arquibancada ali pertinho do gramado, os torcedores no cangote dos adversários, vinte e poucos mil sócios pagando em dia, se ano após ano o time do Atlético nos brinda com fiascos sucessivos? A mesma situação vivida nos quatro últimos campeonatos brasileiros se repete agora: o rubro-negro começa o campeonato de forma medíocre, começa a figurar logo cedo na zona de rebaixamento e depois terá de enfrentar um Deus-nos-acuda pra sair do sufoco.
Totalmente broxante.
Pior que, de tanto repetir este desempenho, uma hora o desastre acontece. É inevitável. Vai chegar o momento em que nem o apoio da torcida vai livrar o time do pior. Torcida, aliás, que está com o saco bastante cheio.
Penso o seguinte: manter a base do time para as temporadas seguintes é bastante importante. Mas isso vale para quando o time é bom e manteve um desempenho razoável nas principais competições disputadas. Agora, manter a base de um time que todo ano luta para não cair é pedir pra continuar sofrendo. O resultado está aí: três partidas, duas derrotas vergonhosas em casa e um empate. Um ponto somado em nove disputados. E o Furacão já está a 8 pontos do líder do campeonato.
O calvário este ano começou bem cedo. Temos ainda 35 rodadas de sofrimento pela frente.
Atleticanos, preparem-se!
O jogo
O Atlético até deu impressão que teria melhor sorte neste domingo, contra o Náutico, quando fez um bom primeiro tempo e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 - dois gols de Wallyson. Mas o alerta já estava ligado - os pernambucanos ficaram cara-a-cara com a meta rubro-negra pelo menos três vezes, mas desperdiçaram as jogadas.
Foi no segundo tempo que começou a desgraceira. Galatto falhou duas vezes. No primeiro gol do Timbu, numa falta da intermediária, o goleiro socou a bola pra frente da área, nos pés de um adversário. Poderia muito bem ter tirado para a lateral do campo, como manda o figurino. Geninho tirou Wesley para colocar mais um zagueiro, Gustavo. Logo em seguida, Galatto deixou a bola escapulir bisonhamente de suas mãos após cobrança de escanteio e veio o empate. Geninho se perdeu de vez e promoveu uma mudança inócua - Gabriel Pimba entrou no lugar de Marcinho mas nada fez em campo. E, num contra-ataque, o Náutico teve uma facilidade imensa para fazer o terceiro gol.
Vexame consumado. Pela primeira vez o alvirrubro pernambucano venceu o Atlético em Curitiba.
A propósito, além das falhas do time atleticano, um jogador foi fundamental para a vitória do Náutico: Carlinhos Bala. Não errou um passe. Marcou, roubou bolas, puxou contra-ataques. Bateu a falta e o escanteio que resultaram nos dois primeiros gols. Armou a jogada do terceiro gol. Enfim, mandou na partida, deitou e rolou, acabou com o jogo.
Olha, é triste de ver um jogador como esse jogando contra o Atlético. Não temos no elenco um só jogador que faça o que ele fez hoje.
Aliás, se é para especular a vinda de jogadores caríssimos e pernas-de-pau como Josiel e Roni, que também estão empregados na primeira divisão, por que não pensam então no Carlinhos Bala? Ou vão dizer que também é caro para os padrões do Atlético? Deve ganhar menos que um Josiel da vida, não? Bom, difícil é saber hoje quem não é caro para nós.
É, talvez seja sonhar alto demais com a contratação de um jogador que venha para vestir a camisa de titular e resolver algumas partidas a nosso favor. Devem vir mesmo mais dois ou três para "compor o grupo". Daqueles que a gente já conhece.
Bem, vida que segue, a próxima parada do calvário atleticano é no Maracã, domingo que vem. O adversário é só o Flamengo - time que nunca conseguimos vencer lá no Rio -, que de quebra ainda terá a estreia do atacante Adriano.
Ah, eu já ia me esquecendo: o Atlético deverá estar desfalcado de Wallyson, que se contundiu hoje.
Durma com um barulho desses.
Troféu
ZIQUITA
Para Wallyson, autor de dois gols, e para os jovens pratas-da-casa Raul, Chico e Patrick.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Galatto.

Dia de Baixada

Rapaziada, hoje é dia de voltar à Baixada. Domingão de sol, partida às 16 horas, tudo propício para um ótimo domingão de futebol.
E uma partida importante para o Atlético, que busca contra o Náutico sua primeira vitória no Brasileirão. Os três pontos, se conquistados, manterão o Furacão ali, a um ou dois pontinhos da zona de classificação para a Libertadores.
Curioso é que o Timbu está com 4 pontos na tabela, contra 1 do Atlético. Mas o rubro-negro só passa o time pernambucano se fizer mais de 3 gols de diferença. Embora tudo isso ainda seja pro-forma, porque na terceira rodada a colocação dos clubes pouco significa, muito menos o saldo de gols. Mas é importante desde já ficar ali por perto dos primeiros colocados. Até porque conhecemos bem o ônus de estar na zona de rebaixamento e a carga psicológica que isso representa. E sabemos bem o quanto estes três pontos perdidos no começo do campeonato fazem falta lá nas últimas rodadas.
Então, todos à Baixada daqui a pouco.
E, você que é sócio, já sabe: se não puder ir ao jogo, empreste seu smart-card!
Certamente você tem um parente, vizinho ou amigo que queira ir.

O amigo do Timbu

Do blogueiro Milton Neto, representante do Náutico no Globoesporte.com:
Tenho muitos amigos em Curitiba, graças a Deus. Posso dizer que tive muita sorte em conhecer essas pessoas. Alguns que tenho na mais alta consideração, como amigos verdadeiros. Outros, como uma extensão de minha família. No escritório, no banco onde também trabalhei, no colégio dos meus filhos, na faculdade da minha pós-graduação, fizemos grandes amizades. Curiosamente, a grande maioria deles (cerca de 80%) torcem pelo Atlético-PR.

Do mesmo jeito que ensinei sobre o Náutico, aprendi, sobre o Atlético. E é um time que respeito muito - exatamente por causa dos meus amigos. Por causa da torcida. E, por causa da espetacular estrutura que possui e que tive o privilégio de conhecer bem.

Grande Milton, um dos mais ponderados blogueiros do Globoesporte. Fizeste mais amizades rubro-negras por aqui simplesmente porque temos de longe a maior torcida do pedaço, como você bem sabe.
Em outro post, o blogueiro comenta sobre a Baixada e a torcida do CAP:
“A-tlé-ti-co! A-tlé-ti-co!”. É assim que a torcida do furacão saúda seu time. “Uh, caldeirão!” também pode ser ouvido no belíssimo (em todos os sentidos) estádio da Arena. Quando passei por
Curitiba, eu morava na Rua Tenente Max Wolf Filho, no bairro da Água Verde, a duas quadras do Joaquim Américo. Da garagem do prédio que morei podia ser visto o estádio. Além do que, trabalhei no escritório de 2 diretores do clube Atlético Paranaense. E, como eu sou apaixonado por futebol, não resisti acompanhar o Furacão em duas Libertadores e na campanha do título brasileiro de 2001. Fui, seguramente, a mais de 50 jogos na Arena. A torcida do Atlético é um espetáculo à parte. Seus cânticos são variados. Vão desde os citados acima, passando por ”Furacão”, “Da-lhe, da-lhe”, entre outros (dentre os quais uma versão do “another brick in the wall”, mexendo com o tradicional adversário - independentemente de contra quem seja o jogo). E se nossa organizada é a Fanáutico, a deles é a Fanáticos - que também fica numa curva no lado oposto a da torcida adversária. Outra coisa interessante é a entrada do time em campo, com o hino do clube. Muito legal.
Valeu Milton, e quando passar por Curitiba novamente vamos à Baixada assistir uma peleja e tomar uma bera gelada. Desta vez, sem álcool...
Bem, toda sorte ao Náutico. Mas neste domingão espero sinceramente que nossa estrutura e nossa torcida influam a nosso favor, e que possamos devolver a derrota por 2 a 1 aí nos Aflitos no ano passado.

sábado, 23 de maio de 2009

Manhã de gala

A surpresa do dia: torcedor apareceu com a camisa que Ziquita
jogou na partida histórica contra o Colorado e a doou ao clube.

Foi uma beleza a sessão de autógrafos do Ziquita, hoje pela manhã. O negão teve o tratamento merecido na Arena Store. Como uma verdadeira estrela, ficou sentado no sofá, impávido, aguardando os fãs que formaram filas por mais de duas horas para um bate-papo rápido, fotos e aquela "firma" na camisa.
Quem compareceu, pôde ainda curtir aquele momento espetacular vivido há mais de 30 anos. Estrategicamente voltada para a fila, uma tevê mostrava o tempo todo os quatro gols marcados pelo ex-jogador no empate do Atlético com o Colorado.
Medida que serviu também para convencer de vez a molecada carregada pelos pais para o evento. Não teve nada de lenda. Foi real. Em apenas 13 minutos, Ziquita transformou um vexame em uma jornada pessoal épica, ao empatar o clássico em 4 a 4 (deve valer Guiness Book, não?).
Destaque para o aparecimento da camisa usada pelo centroavante naquela histórica partida. Ainda suja com a terra do solo sagrado da Baixada. Não só pela preciosidade, mas principalmente pela atitude do dono da peça. Sem pedir nada em troca, o torcedor Jefferson de Almeida resolveu doar o manto mágico ao clube. Confiram a matéria completa no site oficial.
Depois do jantar com a Embaixada de São José dos Pinhais (quem foi, manifeste-se!), na sexta-feira à noite, a "Ziquita Revival Tour" termina amanhã à tarde. Pouco antes do jogo com o Náutico, na Baixada, ele será homenageado no gramado. Portanto, todo mundo cedo no estádio, ok?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Parlatório de São Ziquita

Esses anos que passei no Atlético foram os melhores da minha vida, sem dúvida. Porque aqui eu fiz uma coisa que nem o Pelé fez. E também o carinho dos torcedores comigo, e os amigos que fiz aqui, foram muito importantes para minha vida.
Eu morava bem aqui atrás. Era grudado ao estádio, então eu mesmo tinha a chave do portão da Baixada e vinha treinar, até em horários a mais, pois quando dava vontade eu descia e batia uma bolinha. E quando estava muito frio, eu avisava da janela o pessoal, que ia me atrasar.
Essa torcida sempre foi desse jeito, não tem como mudar essa paixão que eles sentem. É fantástico ver aos jogos pela TV e notar que a torcida não para um minuto se querer, independente do momento que o time está. Essa torcida é demais.
Torço e amo esse Clube. Eu morreria pelo Atlético. O jogador que veste a camisa rubro-negra se transforma.

Declarações do Mestre Ziquita pinçadas da entrevista concedida ao site oficial do CAP.
Não esqueça: neste sábado, a partir das 10h30, ele estará conversando com a galera rubro-negra durante sessão de autógrafos na Arena Store.

Sai Rhodolfo, entra Wesley

Do UOL:
O desfalque do zagueiro Rhodolfo, que sentiu uma lesão, vai obrigar o técnico Geninho a mudar o esquema tático do Atlético-PR, para o jogo com o Náutico, neste domingo, às 16h, na Arena da Baixada.
Rhodolfo não treinou nesta sexta-feira, devido a um ferimento no tornozelo direito. Sem o zagueiro, o treinador decidiu abandonar o esquema 3-5-2 e escala mais um meia, Wesley, migrando para o 4-4-2.
Exceto por esta mudança, o time será o mesmo que empatou por 2 a 2 com São Paulo, domingo passado, no Morumbi. Geninho disse que ainda deve aguardar por uma recuperação de Rhodolfo, mas confirmou a tendência de jogar com apenas dois zagueiros. Com isso, espera dar mais agressividade à equipe.
"A tendência é muito forte de manter a formação que treinou hoje [sexta-feira]. Vamos jogar em casa, contra um time que não é considerado um dos grandes e vamos tentar ser mais agressivos," declarou o treinador.
O treinador disse que não espera ter problemas de marcação, com o abandono do esquema 3-5-2, mas ressaltou que os jogadores de frente devem participar do combate ao adversário.
"Tenho dois volantes de boa marcação, o Chico e Rafael [Miranda], mas tem que tem haver a consciência de que é preciso marcar lá na frente também", afirmou.

Mais da obra na Brasílio

E aí vai mais um capilé diário:
Na foto feita do alto, fica clara a diferença na altura da nova arquibancada para a já existente.

Ali onde ficariam os últimos degraus será construída uma nova ala VIP quando o estádio for concluído.
A vista do gramado do novo setor.

Foto feita do segundo degrau, na altura do fosso: torcedor fica quase dentro do campo de jogo.

Vídeo oficial mostra a luta contra o rebaixamento


Mais uma boa iniciativa do Marketing do CAP: o lançamento de seu primeiro DVD oficial, 50 dias. O filme mostrará a luta contra o rebaixamento na temporada de 2008, e o pacto feito entre toprcida e jogadores para tirar o time das últimas posições do Brasileirão, culminando com o êxito final na partida contra o Flamengo.
O vídeo, recheado de imagem de bastidores, entrevistas exclusivas e depoimentos dos principais personagens, traz também um capítulo extra sobre a conquista do Campeonato Paranaense de 2009.
O site do Atlético, porém, comete um equívoco ao informar que este é o "primeiro filme oficial" produzido pelo CAP. Ainda nos anos 90, acredito que em 1997, o clube lançou um filme ainda em VHS, mostrando a revolução ocorrida em 1995. O nome, se não me engano, era Atlético Total.
De qualquer maneira, a idéia é boa e fica a expectativa de que seja lançado um dia um DVD mostrando a conquista do Campeonato Brasileiro de 2001.
Para ver o trailer do filme e saber como adquiri-lo, clique aqui.

Há 15 anos, a Baixada renascia

22 de maio de 1994. Há exatos 15 anos, a Baixada era reinaugurada, após longos anos abandonada enquanto o Atlético mandou seus jogos no tenebroso Pinheirão.
No amistoso comemorativo, 1 a 0 frente ao Flamengo, com gol de Ricardo Blumenau.
E eu, graças a Deus, estava lá.
Confira a excelente reportagem da Furacao.com sobre o assunto clicando aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Justa homenagem

Ziquita no card do chiclete Ping-Pong, no fim dos anos 70:
homenagem mais do que justa a um verdadeiro mito.
Enfim, com alguns meses de atraso, o Clube Atlético Paranaense prestará homenagem a uma de suas maiores lendas: Ziquita. No dia 5 de novembro de 2008 houve o 30º aniversário da fantástica partida contra o Colorado, na qual o atacante marcou 4 gols nos 12 minutos finais e livrou o Furacão de tomar uma goleada histórica em pleno Caldeirão, protagonizando o que foi o mais fantástico jogo de futebol já disputado no Paraná - talvez no Brasil.
Diz o dicionário que lendas são narrativas de eventos históricos cuja autenticidade não se pode provar. Ziquita é a exceção. É a própria "lenda viva", e com autenticidade comprovada.

E a agenda de Gilberto Souza Costa, nome de batismo do mito, estará lotada.
Nesta sexta-feira, participará do 5º jantar da Embaixada de São José dos Pinhais, que reunirá mais de 300 rubro-negros do município da RMC.
No sábado, dará autógrafos na Arena Store, das 10h30 às 12h30. Lá na loja, os monitores também estarão mostrando os quatro gols do jogo contra o Colorado.
Já no domingo Ziquita receberá homenagem no gramado da Baixada, antes da partida, contra o Náutico pelo Brasileirão, com início previsto para as 16 horas.
Vale lembrar também que o Atlético apresentou recentemente seu novo uniforme de número 2, uma réplica da camisa que o Furacão usou naquela partida histórica.
A cúpula diretiva do CAP merece congratulações. A história de glórias e sofrimento do Atlético precisa sempre ser louvada e rememorada. Que iniciativas como esta se repitam de maneira cada vez mais frequente.


A imagem que entrou para a história: diante dos bocas-negras
atônitos, Ziquita salta para comemorar o seu quarto gol.

Capilé diário

Seguem em ritmo acelerado as obras de conclusão da reta da Brasílio Itiberê (1º anel). Hoje o site oficial do CAP publicou mais uma foto e informou que 40% das arquibancadas pré-moldadas do setor já foram colocadas.
E tudo com recursos próprios, com o suor da gente rubro-negra, sem dinheiro governamental ou de parceiros mirabolantes.
O estádio que sediará jogos da Copa de 2014 está ficando show de bola, moçada!

Rafael Moura: "Arrancada começa contra o Náutico"

Do Globoesporte.com:
Mesmo conquistando o título do Campeonato Paranaense, o Atlético ainda não teve uma atuação convincente dentro da Arena da Baixada na temporada. No Brasileirão, estreou com derrota para o Vitória, diante da massa rubro-negra, em seguida empatou em 2 a 2 com o São Paulo, no Morumbi. O atacante Rafael Moura cobra uma postura diferente do time neste fim de semana, quando receberá o Náutico na Arena da Baixada:
- Nós jogamos contra o São Paulo e Corinthians de uma maneira, e contra o Vitória de outra. A gente, diante de nosso torcedor, tem que ter mais força, ser aguerrido, se comportar como jogamos fora. Acho que alguns vêm sentindo o fator de jogar na Arena, mas diante de nosso torcedor, que nós apoia, temos que começar a nossa arrancada dentro de casa nesse jogo contra o Náutico – cobrou o centroavante, em entrevista ao site oficial do Furacão.
Rafael Moura não acredita que o time se comporta de acordo com a magnitude do adversário a ser enfrentado. Pelo menos, ele não:
- Para mim, toda vez que entro em campo, meu prazer de jogar futebol não envolve dinheiro, camisa, mas sim a alegria de poder fazer o que gosta. Volto a falar que o grupo é jovem, imaturo, tem tudo isso. É claro que é muito mais gostoso enfrentar equipes de grande porte, tem um destaque maior por questão da mídia, mas para mim, pessoalmente, acho que em todos os jogos tenho que procurar fazer gols – disse.
Para o atacante, o time tem que jogar mais compactado:
- A juventude do grupo é mais do fator extracampo. Dentro de campo os meninos têm correspondido bem. Alguns até elogiados por parte da imprensa. Acho que foram bobeiras que aconteceram e não podem mais se repetir. Contra o São Paulo, eles acharam o gol. Contra o Corinthians, achei que a nossa defesa ficou um pouco atrás. Acho que temos que ser mais compactos, jogar mais em bloco e não permitir as penetrações do adversário – concluiu.

Abagge pode assumir direção de futebol

Da Gazeta do Povo:

O Atlético está próximo de acertar seu novo diretor de futebol. O engenheiro civil Paulo Abagge, nome preferido da diretoria, foi convidado no início da semana. A resposta definitiva é aguardada para amanhã.

A escolha de Abagge ocorreu em uma reunião da cúpula da Baixada na segunda-feira. Porém, outras três pessoas estão na lista. A intenção é encontrar um “grande atleticano” que tenha a disponibilidade de atuar no clube apenas como colaborador (não remunerado).

Na noite de ontem, a diretoria reuniu-se novamente para discutir o assunto, ainda sem fechar o nome do diretor.

“A definição ficou até sexta. Precisa avaliar melhor com a família antes de aceitar. São quatro nomes, mas claro que um é o favorito”, disse Malucelli.

Ex-dirigente das categorias de base do Furacão, Abagge esteve no Rubro-Negro durante os primeiros anos da era Mário Celso Petraglia. Porém, afastou-se com seu grupo de amigos (Marcos Coelho, Ademir Adur e Ênio Fornea) no início da atual década.

Na época em que atuou na Baixada, ficou conhecido como descobridor de craques na base rubro-negra e nos parceiros do Furacão. O pentacampeão Kléberson e o atacante Warley foram alguns dos revelados pelo Atlético no tempo em que Abagge esteve no comando do setor de formação.

Até o momento, o cargo está sendo exercido, na prática, pelo presidente Marcos Malucelli. Desde o início do ano, o supervisor Luiz Fernando Cordeiro acumula as funções logísticas e operacionais do time atleticano. No entanto, não tem poder sobre as contratações e nem pode ser o elo entre a direção e o elenco.

Já Malucelli, ocupado com as obrigações da presidência e com os afazeres de seu escritório de advocacia, não possui tempo para estar continuamente no CT do Caju. Tarefa que o novo colaborador da direção terá de exercer.

“Eu e o Cordeiro não temos poderes administrativos. Seria interessante uma pessoa para ser os olhos do Marcos (Malucelli) aqui dentro”, comenta o técnico Geninho. “Seria alguém com a mesma disponibilidade que o Marcos teve no ano passado. Deixa o grupo de jogadores mais confiante”, lembra o treinador, sobre a parceria com o atual presidente no controle do elenco que escapou do rebaixamento no Brasileiro-08.