sexta-feira, 24 de abril de 2009

Possesso

Da coluna de Augusto Mafuz desta sexta, na Tribuna:
Certa vez Nelson Rodrigues escreveu que a bola é muito mais inteligente do que se pensa por saber distinguir, perfeitamente, o craque e o perna-de-pau. Lembrei do grande Nelson vendo esse atacante Wallyson, que ainda não passa de um adolescente, jogar pelo Atlético.
É verdade que os tempos eram outros. Existiam craques que se moldavam às exigências do conceito; hoje, por conta da regra do mercado de empresários, craque pode ser qualquer um.
Mas Wallyson não é qualquer um, dá pra ver. São animadores os atributos que revela a cada jogo: moderno sob o aspecto tático, não permite que a sua técnica absorva a obrigação de renunciar determinados espaços em campo, para combater. Se preciso, torna-se um comum para combater.
A bola procurou e chegou em Wallyson com insistência nos últimos jogos.
No exercício das suas virtudes naturais, é que o menino cativa, encanta e empolga. É daquele que como poucos, sabe que é possível pensar e jogar ao mesmo tempo. Aliás, o menino só joga bem, exatamente porque pensa e executa como se tudo fosse natural. Não é de graça, que os potiguares o chamam de “Possesso”, porque lembraria Amarildo, ídolo do Botafogo e substituto de Pelé no bicampeonato mundial no Chile, em 1962.
Irão pensar que é cedo demais para tamanha exaltação.
Mas Wallyson, posso estar enganado, não é daqueles que pode deixar alguém com o pincel na mão.

3 comentários:

Anônimo disse...

Vamos ver se ele não muda a sua opinião até o fim do ano. Mafuz e Airton Cordeiro são parecidos, agem conforme a maré...

Anônimo disse...

Por enquanto, ao lado do Julio dos Santos, é o jogador com mais cara de craque do time, as atuações e os gols dele me deram muita expectativa de novamente termos um verdadeiro craque no time!

Anônimo disse...

Não sai mais do time.