segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu e o “coiso” no bar do Teco

Por Sandro Moser:
Nas minhas andanças no mundo
sempre atrás do rubro-negro
confusão eu não arrumo
mas, também não peço arrego
Herdeiro de um sangue forte
nunca neguei minha raça
Deus não dá a vida de graça
mas nunca temi minha morte
Pero, amigo, vou te vou falar
que teve uma ocasião,
sempre atrás do Furacão,
que me obrigou a pensar
Estava como ces sabem
numa cidade qualquer
fumando e olhando mulher
bebendo como os que bebem
Se repente, e assim, e não mais
cola ao lado um tipo estranho,
duns quinze dia sem banho
feio que é o satanás
E veio puxando assunto
(fedia à bode e a enxofre)
me veio falando do Jofre
por quem me interesso muito
De meu pai lembrei então
de sua lição lapidar
não, nunca subestimar
o bebado que está no balcão
– Se é de nunca se deixar morrer,
se falas da história viva
se é de Jofre Cabral e Silva
malandro – falei – vem beber
E foi assim que ele se veio
a conversa ficou boa
pra nós, foi das cosa a toa
o principio de tiroteio
Ele então filosofou
desdenhando quem tremia
bebia, fumava e ria
e com gosto recordou:
– Tiroteio é pra testar
quem é malandro e quem não é
o rubro-negro de fé
nunca chega a se assustar
Pois bala quem levou grossa

foram os coxa na estrada
lembra daquela parada
no posto de ponta grossa?
Ambos lembramos o evento
erguemos a nossa taça
o rabo de galo sem jaça
em honra ao grande momento
Falei, pois, da nossa história
mudando de raciocinio
falemos de Nilson e Barcímio
– “vamo falar de vitória”
“Quem não me pidou que me pida”
“Coxa só de mulher”
“Vai ter festa na baixada”
As coisas boas da vida
E o home tinha de tudo
daquilo que não se arranja
a escama cor de laranja
que me deixou tonto e mudo
E ele lembrava certinho
dos reserva do Furacão
e do dia em que o Fião
sapateou no Serginho
E, é claro que' le lembrava
Roldão, Zé Leite e Ziquita,
Dirceu no lugar do Kita
Renaldo que quase não errava
Lembrou Deodato e Didi
e o campo do Ferroviario
eu me senti como um otário
com saudade do que não vi
Nesta hora eu encabrerei
nunca vi aquele truta
quem é este filho da puta
foi o que me perguntei:
– Pois diga-me então quem tu és?
nunca te vi na Baixada
tu é um daqueles, de fachada,
que por lá não põe os pés?
O tinhoso indignou-se
espumou na boca inteira
era raiva verdadeira
qual Cocito, deu-me um coice:
– Boca imunda, laves, ao falar do Caldeirão
Ponha de lado a esperança
te manjo desde criança
gritando no Pinheirão
Sim, lembro, era patético
mas quem pensa que és, canalha?
apenas outra tralha
quem é voce, seu Herético?
Repondi ao tipo morfético:
vivo pelo mundo afora
sou Moser, de Porto Vitória
e torço pro Clube Atlético
Acho que ele se ofendeu:
– Aquele teu lugar “sagrado”
que voces tentaram por de lado
antes do mundo era meu
Pra mim revolução é normal

fiz Petraglia e Farinhaque
me envergonho do crack
mas não do sexo anal
Não é que era o diabo
bebendo ali do meu lado
o rabo de galo do inferno
vi pelos pé e pelo rabo
Macuma pinga de jaú
acalmei-lhe a ira eterna
e sinal da vida moderna
já o chamava de “cramu”
Temos nossas diferença
mas nunca escolhi amigo
pra mim é quem bebe comigo
e vive na mesma crença
E cheio de cana e maldade,
àquele que não se diz
a grande pergunta fiz
e hoje sei da verdade
– Por que me fizeste caveira
do Furacão do Paraná
e nunca me deste escolha
que eu pudesse recusar?
– Pois não foi eu que escolhi
isto é o destino quem faz
no dia em você nasceu
por sorte, olhaste pra trás
E vistes minha obra, maior obra do capeta
Da onde vieste
pra onde tentas voltar
tudo por que lutas
tudo que vais amar
A vida é rubra, negra é a greta
te lembres, atleticano, de uma buceta
com os pelos pretos e o sangue.
É como uma flor no mangue,
sublime – vermelha e preta
Então tudo fez sentido
Julio, Cireno e Vanin
a verdade olhou pra mim
e o adeus doeu no meu fígado:
– Foi um prazer, vou chegar
conheço teu verso e teu canto
se cuide e não beba tanto
que um dia venho te buscar
Assim se foi belzebu
me disse, antes: – Alemão!
Tá bom , é meu o refrão
“Hey, Coxa, vai tomar no cu”

19 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

o post sobre o jogo com o jotinha está bem mais pra baixo, seu coxa suíno enrustido

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

◘ abundância de porcos detected ◘

geraaaaaldo disse...

opa

um poeta entre nós

A vida é rubra, negra é a greta
te lembres, atleticano, de uma buceta
com os pelos pretos e o sangue.
É como uma flor no mangue,
sublime – vermelha e preta

como diria francis

wahllllllllllllllllll

Anônimo disse...

bah

essa foi boa

Anônimo disse...

mas bah que coisa linda tche

Anônimo disse...

porra, uma das coisas mais lindas que eu já li

Anônimo disse...

Acho que o anÔnimo aí de cima nunca leu nada, então.

rogoulart disse...

FODA

lino disse...

hehehe bom bagarai

Anônimo disse...

O tinhoso é furacão sim. Duvida?

profano

Anônimo disse...

o que será que o cara tomou pra escrever um negócio desse?

Anônimo disse...

não precisa tomar nada, isso chama-se talento; quem tem tem, quem não tem fica passa a vida fazendo comentários em blogs do tipo "FORA PETRAGLIA", "FORA GENINHO", "NETINHO É UMA MERDA", "TIME DO CARALEO", "DIRETORIA DE MERDA" e outras observações "geniais"

Anônimo disse...

APOIADO. ELE TEM MUITO TALENTO. MESMO ASSIM , FORA GENINHO, NETINHO, ALBERTO, J CEZAR, RODOLFO(BARESI), E DIRETORIA DE BOSTA. E VIVA O CRAMU.

Mylla disse...

Tinha que publicar também as poesias de Heitor Stockler de França.

Anônimo disse...

boa polaco

Ale disse...

Borá tomar uma no bar do teco



https://plus.google.com/app/basic/116651451702559387074/about?gl=br&hl=pt-BR&source=appredir



Anônimo disse...

Domingo bar do teco aberto das 9 - 15h

Anônimo disse...




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