terça-feira, 31 de março de 2009

Primo pobre

O "CAP" de Rondônia: homenagem ao Furacão.
Não é só o J. Malucelli que teve a idéia de adotar o nome e as cores de um time grande do futebol brasileiro. O Furacão inspirou a criação de um outro CAP - o Clube Atlético Pimentense, da longínqua cidade de Pimenta Bueno, em Rondônia, a 530 quilômetros da capital Porto Velho.
O clube, informa o Globoesporte.com, não vai nada bem no campeonato rondoniense: está na lanterna, com apenas 2 gols marcados e 23 sofridos.
O presidente do Conselho Deliberativo, Análio Neto, filho do presidente do clube, Rubens Gomes da Silveira. foi o responsável pela mudança do escudo da equipe, no início do ano passado (o clube adotou um idêntico ao do Furacão). Rubens explica a decisão:
- Meu filho, que entende muito de futebol, mas não joga nada, tomou esta decisão. Resolvemos seguir quem está bem, e o Furacão é um ótimo exemplo. A homenagem foi correta, temos um grande número de paranaenses morando nesta região. Podemos ser um filho adotivo do Atlético-PR no futuro, seríamos muito gratos
.

Revelações do júnior renovam contrato

Da Gazeta do Povo:
Diante do bom futebol e do talentos apresentados na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, o volante Guilherme, o meia Lucas Sotero e os atacantes Patrick e Marcelo renovaram com o Atlético Paranaense até março de 2012. Os quatro jogadores são algumas das promessas que podem subir para o time profissional ainda neste ano. Todos eles foram fundamentais na conquista do vice-campeonato da Copinha.
Os vínculos dos jogadores terminariam entre 2010 e 2011, porém os dirigentes atleticanos fecharam as renovações para garantir bons frutos nos próximos anos. Todos são titulares do atual time júnior do clube que disputa a Copa Tribuna, e Guilherme se integrou recentemente à seleção brasileira sub-17, que disputa o Sul-Americano da categoria em abril. Marcelo também deveria participar do torneio, mas declinou alegando problemas familiares.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu e o “coiso” no bar do Teco

Por Sandro Moser:
Nas minhas andanças no mundo
sempre atrás do rubro-negro
confusão eu não arrumo
mas, também não peço arrego
Herdeiro de um sangue forte
nunca neguei minha raça
Deus não dá a vida de graça
mas nunca temi minha morte
Pero, amigo, vou te vou falar
que teve uma ocasião,
sempre atrás do Furacão,
que me obrigou a pensar
Estava como ces sabem
numa cidade qualquer
fumando e olhando mulher
bebendo como os que bebem
Se repente, e assim, e não mais
cola ao lado um tipo estranho,
duns quinze dia sem banho
feio que é o satanás
E veio puxando assunto
(fedia à bode e a enxofre)
me veio falando do Jofre
por quem me interesso muito
De meu pai lembrei então
de sua lição lapidar
não, nunca subestimar
o bebado que está no balcão
– Se é de nunca se deixar morrer,
se falas da história viva
se é de Jofre Cabral e Silva
malandro – falei – vem beber
E foi assim que ele se veio
a conversa ficou boa
pra nós, foi das cosa a toa
o principio de tiroteio
Ele então filosofou
desdenhando quem tremia
bebia, fumava e ria
e com gosto recordou:
– Tiroteio é pra testar
quem é malandro e quem não é
o rubro-negro de fé
nunca chega a se assustar
Pois bala quem levou grossa

foram os coxa na estrada
lembra daquela parada
no posto de ponta grossa?
Ambos lembramos o evento
erguemos a nossa taça
o rabo de galo sem jaça
em honra ao grande momento
Falei, pois, da nossa história
mudando de raciocinio
falemos de Nilson e Barcímio
– “vamo falar de vitória”
“Quem não me pidou que me pida”
“Coxa só de mulher”
“Vai ter festa na baixada”
As coisas boas da vida
E o home tinha de tudo
daquilo que não se arranja
a escama cor de laranja
que me deixou tonto e mudo
E ele lembrava certinho
dos reserva do Furacão
e do dia em que o Fião
sapateou no Serginho
E, é claro que' le lembrava
Roldão, Zé Leite e Ziquita,
Dirceu no lugar do Kita
Renaldo que quase não errava
Lembrou Deodato e Didi
e o campo do Ferroviario
eu me senti como um otário
com saudade do que não vi
Nesta hora eu encabrerei
nunca vi aquele truta
quem é este filho da puta
foi o que me perguntei:
– Pois diga-me então quem tu és?
nunca te vi na Baixada
tu é um daqueles, de fachada,
que por lá não põe os pés?
O tinhoso indignou-se
espumou na boca inteira
era raiva verdadeira
qual Cocito, deu-me um coice:
– Boca imunda, laves, ao falar do Caldeirão
Ponha de lado a esperança
te manjo desde criança
gritando no Pinheirão
Sim, lembro, era patético
mas quem pensa que és, canalha?
apenas outra tralha
quem é voce, seu Herético?
Repondi ao tipo morfético:
vivo pelo mundo afora
sou Moser, de Porto Vitória
e torço pro Clube Atlético
Acho que ele se ofendeu:
– Aquele teu lugar “sagrado”
que voces tentaram por de lado
antes do mundo era meu
Pra mim revolução é normal

fiz Petraglia e Farinhaque
me envergonho do crack
mas não do sexo anal
Não é que era o diabo
bebendo ali do meu lado
o rabo de galo do inferno
vi pelos pé e pelo rabo
Macuma pinga de jaú
acalmei-lhe a ira eterna
e sinal da vida moderna
já o chamava de “cramu”
Temos nossas diferença
mas nunca escolhi amigo
pra mim é quem bebe comigo
e vive na mesma crença
E cheio de cana e maldade,
àquele que não se diz
a grande pergunta fiz
e hoje sei da verdade
– Por que me fizeste caveira
do Furacão do Paraná
e nunca me deste escolha
que eu pudesse recusar?
– Pois não foi eu que escolhi
isto é o destino quem faz
no dia em você nasceu
por sorte, olhaste pra trás
E vistes minha obra, maior obra do capeta
Da onde vieste
pra onde tentas voltar
tudo por que lutas
tudo que vais amar
A vida é rubra, negra é a greta
te lembres, atleticano, de uma buceta
com os pelos pretos e o sangue.
É como uma flor no mangue,
sublime – vermelha e preta
Então tudo fez sentido
Julio, Cireno e Vanin
a verdade olhou pra mim
e o adeus doeu no meu fígado:
– Foi um prazer, vou chegar
conheço teu verso e teu canto
se cuide e não beba tanto
que um dia venho te buscar
Assim se foi belzebu
me disse, antes: – Alemão!
Tá bom , é meu o refrão
“Hey, Coxa, vai tomar no cu”

E mais essa

Leão ferido: Valencia deixou o campo de maca ontem.
Quando a fase é braba, tudo conspira contra. Os médicos do CAP constataram uma "luxação acrômio clavicular grau cinco" no ombro direito do colombiano. Trocando em miúdos, o "leão colombiano" rompeu o ligamento que segura a clavícula.
Apesar de ter esse nome que mais parece um palavrão, a lesão não é assim tão grave. Valencia será avaliado de novo amanhã para saber se poderá enfrentar o Paranavaí, na quinta-feira - o que é pouco provável.
Se for vetado, Jairo fica com a vaga de primeiro volante.

domingo, 29 de março de 2009

Superfiasco

Logo na primeira partida do "supermando" na segunda fase do estadual o Atlético perdeu uma invencibilidade de 14 partidas na Baixada e foi superado pelo J. Malucelli. E, de quebra, perdeu também a vantagem de pontos que tinha por ter terminado a primeira fase na frente. Agora, é apenas o quinto colocado.
O Furacão jogou mal e foi dominado pelo Jotinha - bem armado, determinado e com bons talentos individuais.
Jucylei, autor do primeiro gol, pode escolher a camisa que quer vestir no Atlético, seja na lateral ou no meio-campo. Na CBN disseram que já há um boato sobre a sua contratação para o Brasileiro, junto com Bruno Batata. Tomara que venha mesmo.
Enquanto o Jota esteve bem, do lado rubro-negro as mesmas falhas de sempre: falta de apoio pelas laterais, falta de criatividade no meio e um ataque consequentemente inoperante.
Graças aos pontos-extras a situação não é pior. Com eles, se vencer todas as partidas - que tem obrigação de vencer - em casa, o Atlético veste a faixa.
O problema é que as vitórias estão se tornando artigo raro para o Furacão, agora até dentro da Baixada.

Responsa

Os três times que jogaram em casa na abertura da segunda fase venceram suas partidas e foram a 3 pontos.
Agora, o Atlético fica com a responsabilidade de também ganhar do J. Malucelli logo mais, às 20h30, na Baixada.
Tirando os clássicos, trata-se do adversário mais difícil dentre os classificados. Na primeira fase, o Furacão venceu o Jotinha por 3 a 1, de virada. Mas o time do Ecoestádio venceu os coxas e os parasitas jogando em seus domínios e acabou ficando na 4ª colocação geral.
Além do mais, o técnico do Malucelli é um velho conhecido dos rubro-negros. Leandro Niehues foi técnico dos juniores do Atlético por mais de 3 anos, entre 2004 e 2007, e conquistou uma batelada de títulos: foi tricampeão paranaense, campeão da Copa Saprissa e campeão da Taça BH.
Por tudo isso, prevê-se um jogo difícil, no qual o Furacão vai precisar de todo o apoio de sua Nação.
Então, bora pra Baixada!

Essa é fácil

A Gazeta do Povo colocou em seu site um jogo interessante, para medir o quanto o internauta conhece a respeito dos hábitos dos curitibanos. Acertei poucas respostas, mas uma delas não tem como errar:


Para fazer o teste, clique aqui.

sábado, 28 de março de 2009

A maior, como sempre

Pesquisa "Retratos de Curitiba" também comprova que a cara da capital é rubro-negra.

Meus amigos, mais uma pesquisa comprova a superioridade da torcida atleticana na capital paranaense. Desta vez, trata-se do levantamento intitulado "Retratos de Curitiba", que a Gazeta do Povo, em parceria com o Instituto Ethos, está apresentando em quatro suplementos publicados esta semana. Segundo o jornal, trata-se da “mais completa pesquisa realizada para traçar o perfil do morador de Curitiba e dos municípios vizinhos”.
Pois bem, no encarte número 2, que trata dos hábitos de lazer dos curitibanos, está lá: “Além de gostar de praia, o morador da Grande Curitiba também é apaixonado por futebol. Mais da metade da população (65%) torce para algum time. Dos que torcem, a pesquisa aponta que 25% são atleticanos, 17% coxas e 8% paranistas. Porém, 77% da população não costuma frequentar os campos de futebol.”
Nenhuma novidade, somos a maior desde sempre, e para sempre.
A nova pesquisa, realizada entre 12 de julho e 29 de agosto de 2008 e aplicada pelo Instituto Ethos, é resultado de 3.780 questionários – sendo 2.400 em Curitiba e 1.380 nos municípios de Pinhais, São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Almirante Tamandaré e Campo Largo.
Para garantir resultados confiáveis e que mostrassem o perfil do morador da Grande Curitiba, o Instituto Ethos dedicou conhecimento e empenho de sua equipe – formada por mais de 70 pessoas, possibilitando a visão ampliada sobre Curitiba e região metropolitana. “Trabalhamos com parâmetros internacionais de confiabilidade, utilizando instrumentos técnicos e tecnológicos dos mais apurados. Uma pesquisa como esta, que possibilitou entrevistas pessoais, grupos qualitativos, aplicação de mais de 3 mil questionários, além de todo o processo de treinamento e acompanhamento dos entrevistadores, das conferências amostrais dos questionários, do descarte de uma entrevista quando necessário, nos dá segurança no resultado apresentado”, afirma Louise Amaral Lhullier, doutora em Psicologia Social e responsável técnica pelo Instituto.

Perdas e danos

É bastante engraçado ver o chororô dos coxas por conta de o Atlético ter ido ao STJD para que o regulamento fosse cumprido. Primeiro porque foi um pleito legítimo; não se pediu nada além do simples cumprimento do regulamento. Depois, porque os próprios coxas foram beneficiados - vão jogar seis das sete partidas no pinga-mijo. Mas para eles, não basta. Queriam, mesmo ficando em segundo, jogar contra o primeiro colocado - o Furacão - em seus domínios, seguindo a tabela arranjada pelo senhor Macias.
Os argumentos de imoralidade e de aberração jurídica para a decisão do tribunal são tolos, e a raiva com a qual escrevem sobre isso mostra o quanto são infantilmente magoados.
Agora, uma coisa todos reconhecem: a fórmula deste Campeonato Paranaense é medíocre. Independente de quem ficasse em primeiro, ou segundo, terceiro ou oitavo na primeira fase. E isso sempre foi dito, prinncipalmente aqui neste blog.
É lógico que o regulamento é prejudicial principalmente ao 8º colocado, que terá de jogar todas as partidas fora de casa.
Da mesma forma como é tremendamente prejudicial ao primeiro colocado, pelo menos no cenário deste ano. Senão, vejamos: o Atlético abriu seis pontos em relação aos coxas na primeira fase, graças a uma campanha excepcional. De repente, zás: a vantagem ante ao principal rival cai para apenas um ponto. Mais: O Furacão abriu 10 pontos de vantagem sobre os parasitas. Agora, a vantagem cai para dois míseros pontos.
Realmente, essa fórmula do campeonato estadual é medonha e "premia" quem foi melhor tecnicamente subtraindo pontos - na contramão de todos os campeonatos do mundo, onde o critério técnico e os pontos conquistados são "imexíveis" (como diria um certo ministro).
O choro é livre. Mas tamanha revolta me parece soar, desde já, como justificativa para o primeiro fiasco do ano do sem-ter-nário.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Agora aguentem!


Preparem-se, meus amigos, para continuar a assistir às trapalhadas de Hélio "Curly" à frente da Federação por mais QUATORZE anos.
É isso mesmo.
Em dezembro, 55 clubes filiados à FPF aprovaram uma mudança no estatuto da entidade, permitindo ao atual presidente permanecer no comando até 2022...
Opa! Mas nem todos os clubes votaram a favor desta barbaridade. Um único optou por se abster. Sabem qual? O Clube Atlético Paranaense.
O resto... bem, o resto (incluindo os coxas, que em troca de apoiar essa vergonha ganharam um cargo na vice-presidência da entidade) não pode nem abrir a boca para reclamar das patetadas cometidas por Curly ou qualquer outro membro desta sagaz diretoria.
Que, aliás, se tivesse um mínimo de vergonha na cara pediria demissão em massa.

Domingo, 20h30. Não é, Curly?

- Calma pessoal! Que tal decidir isso no palitinho!!!
Hélio "Curly": apelido para o presidente da Federação é uma
homenagem ao inesquecível pateta Curly (ao centro na foto).

Você achava que já tinham feito todas as asneiras possíveis neste campeonato estadual? Enganou-se, caro blogueiro.
Pois era óbvio que as autoridades não permitiriam que Atlético, coxas e parasitas jogassem os três em Curitiba ao mesmo tempo.
A solução encontrada pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio "Curly", foi decidir no palitinho qual dos três teria o horário da partida alterado. E acabou sorteando justamente o Furacão.
Agora, o jogo contra o J. Malucelli será domingo à noite, às 20h30.
É palhaçada pra pateta nenhum botar defeito.

A melhor dupla de volantes?

Com a suspensão de Renan, o Atlético experimentará pela primeira vez na partida de domingo, contra o J. Malucelli, a dupla de volantes que considero a ideal: Valencia e Zé Antônio.
O primeiro é o leão colombiano, um guerreiro, titular absoluto da posição. O segundo vinha jogando improvisado na lateral, com um bom desempenho.
Como Alberto se recuperou de lesão e voltou a assumir a ala direita, finalmente abriu-se a possibilidade de Zé Antônio jogar em sua posição de origem. Onde tem tudo para se firmar como titular, pois além trabalhar na marcação gosta também de ajudar no ataque e possui um potente chute.
Acho que essa dupla não sai mais do time...
A provável formação titular para domingo é: Galatto; Rhodolfo, Antonio Carlos e Chico; Alberto, Valencia, Zé Antônio, Marcinho e Netinho; Rafael Moura e Júlio César.
  • E você, o que acha desta formação? Opine!

Diário da Fundação - 27 de março de 1924

Já passam das onze horas da manhã e acabei de acordar. Perdi a roda de conversa no Café do Commercio, mas a ocasião mereceu. Varamos a noite em meio aos festejos da criação do Athletico. Em candentes palavras, Arcésio Guimarães proferiu um discurso emocionado. Recordo-me especialmente de uma passagem: “Como rebento pleno de vida, deverá continuar trajetória dos antigos rivais, rivalizando-se com seus adversários e com eles nivelar-se” . Foi aplaudido em pé, por todos os presentes. Todos estamos conscientes de que o Athletico poderá fazer frente a qualquer agremiação esportiva do Estado e é para isso que trabalharemos a partir de agora.

Mais trapalhada da FPF

Fui dormir ainda sob a ressaca da festa dos 85 anos e da vitória no STJD e acabei não me atentando para o fato.
após a decisão do tribunal, a Federação Paranaense de Futebol se apressou em divulgar uma nova tabela.
Pois eis que, logo na primeira rodada, programaram três jogos para a capital, no mesmo horário, de forma totalmente irresponsável.
Aliás, o Paraná Clube ficou na quinta colocação na primeira fase, então era mais do que natural que jogasse fora de casa a primeira partida.
Mas não, o Hélio Cury parece que está preferindo botar fogo no circo mesmo.
Imaginem quantos focos de confusão teremos pela cidade. Calcule quantos policiais precisarão estar nas ruas para dar segurança à população e o custo de toda essa operação. O sr. Hélio Cury deveria ser responsabilizado criminalmente caso aconteça alguma catástrofe.
Confira os jogos da primeira rodada:
  • Atlético x J. Malucelli, na Arena da Baixada, em Curitiba
  • Coritiba x Paranavaí, no Couto Pereira, em Curitiba
  • Nacional x Iraty, no Erick George, em Rolândia
  • Paraná x Cianorte, no Durival Britto e Silva, em Curitiba
E os demais jogos do CAP na segunda e decisiva fase:
  • 2ª rodada: 02/04/2009, quinta-feira - 21h45 - Atlético x Paranavaí
  • 3ª rodada: 05/04/2009, domingo - Atlético x Iraty
  • 4ª rodada: 11 ou 12/04/2009 - Atlético x Nacional
  • 5ª rodada: 18 ou 19/04/2009 - Atlético x Paraná Clube
  • 6ª rodada: 25 ou 26/04/2009 - Atlético x Coritiba
  • 7ª rodada: 03/05/2009, domingo - Atlético x Cianorte

Deu o que tinha que dar. Aos chorões, um lencinho

Este blog bem que avisou, no dia 3 de fevereiro, que o regulamento previa o "supermando" na segunda fase e que muito provavelmente a questão ia acabar no tapetão. Vejam bem: o dia era 3 de fevereiro. Estávamos ainda na 3.ª rodada da primeira fase, que teve 15 rodadas, e era impossível àquela altura saber quem seria o primeiro colocado.
Mas mesmo assim eu já dava o meu pitaco: o Atlético que fizesse a lição de casa e garantisse a primeira colocação, porque com ou sem tapetão era impossível que não cumprissem o claríssimo artigo 9º do regulamento.
De lá pra cá, uma trapalhada em cima da outra por parte do sr. Helio Cury, presidente da Federação Paranaense. Primeiro, divulgou uma tabela que além de descumprir o art. 9º ainda trazia uma falha grotesca: o 1º colocado teria de enfrentar o 2º colocado fora de casa. Bizarro. Na verdade, duvido muito que tenha sido uma simples falha ou incompetência. Não sejamos inocentes. Àquela altura, já lá pela 6ª ou 7ª rodada, já se sabia que o Furacão dificilmente perderia a liderança, e que os coxas provavelmente ficariam em segundo. Vale sempre lembrar que os coxas abandonaram a Futpar para se aliar a Cury. E que um homem-forte dos coxas, André Macias, ganhou um carguinho de vice-presidente da FPF. Mesmo assim, despudoradamente não deixou de acompanhar a diretoria dos coxas para cima e para baixo. Isso colocado, cada um que tire suas próprias conclusões.
Bem, vamos adiante. A diretoria do Furacão primeiramente protestou contra a tabela estapafúrdia. A FPF não deu ouvidos. Simplesmente ignorou. Sem saída, o Atlético levou o caso ao STJD.
Depois disso, sete clubes ligados à Futpar se reuniram e propuseram uma nova tabela para a segunda fase, na qual o CAP teria o mando de 4 das 7 partidas, mas jogaria em casa contra o 2º, o 3º, o 4º e o 5º colocados. Caso fosse adotada a nova tabela, o Atlético retiraria a ação no tribunal. Estávamos no dia 11 de março. A FPF, orientada pelos coxas, é claro, decidiu nem receber a proposta.
O mais engraçado disso tudo é que após toda essa confusão, já no dia 18 de março, Hélio Cury admitiu que a FPF estava errada. Mais surreal ainda é que, mesmo admitindo o erro, manteve a posição de não corrigi-lo, mantendo a tabela irregular. Impressionante. Inacreditável.
Todo esse desenrolar de fatos, somado à clareza do artigo 9º, davam a entender que o STJD não teria muito o que fazer, a não ser exigir que o regulamento fosse cumprido.
E foi o que aconteceu na tarde desta quinta-feira.
Para a lamentação de Curys, Stivais, Macias, Cirinos e Gomydes da vida.
Agora, a coxarada está chorando as pitangas.
Pois que vão se queixar ao Bispo, ali na Cúria Metropolitana.

Cury, Macias e Cirino: chororô sem fim.
Mas agora não adianta mais nada...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Noite de gala

A Nação Atleticana lotou o Madalosso. (Foto: Globoesporte.com)

Meus amigos, estou chegando agorinha do restaurante Madalosso, em Santa Felicidade.
Cheguei lá por volta de 20h30. Uma fila imensa para entrar no maior restaurante do mundo. Local bastante adequado, aliás, para abrigar a maior torcida da cidade.
Mas valeu a paciência. Foi uma noite memorável, uma noite de atleticanismo. Rubro-negros de todos os cantos, de todas as idades, de todas as classes; diretores, jogadores, organizados, desorganizados, ilustres, desconhecidos.
A organização foi impecável. O mestre de cerimônias foi o vereador Mário Celso Cunha, atleticano de quatro costados. A galera parou para ouvir o discurso do presidente do Conselho Deliberativo, sr. Gláucio Geara, que falou sobre o processo de democratização pelo qual passa o Furacão. Falaram também o Julião, presidente da Fanáticos e agora vereador, o vice-governador Orlando Pessutti e outras autoridades. Não faltaram, é claro, a batera da TOF ecoando pelo salão principal, acompanhada pelo coro uníssono do hino mais bonito do Brasil.
O mais importante de tudo isso foi ver todas as correntes de rubro-negros ali, unidos. E, principalmente, a felicidade estampada no rosto do povão atleticano.
Momento solene: galera canta o
Hino do Atlético.
(Foto: Paraná-Online)
  • Você foi ao jantar dos 85 anos e tirou fotos ou gravou vídeos? Mande pra nós!

Sete jogos na Baixada

Sócios-Furacão, sorriam! como presente de aniversário, vocês vão ganhar a oportunidade de assistir aos sete jogos da fase decisiva do Campeonato Paranaense na Baixada.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro aceitou por 8 votos a 1 a ação que pedia o cumprimento do artigo 9.º do estadual.

Mais informações em breve.

Explode Coração

De Augusto Mafuz, na Tribuna do Paraná de hoje:
Às vezes a gente ralha com o coração, mas logo volta a se entregar. Nunca se sabe como terminará o caso. Diria Fernando Pessoa: “Quer pouco: terás tudo. Quer nada: serás livre. Não só quem nos odeia ou nos inveja nos limita e oprime; quem nos ama não menos nos limita”.

Quantas vezes deixamos o estádio praguejando contra o time do coração, jurando abandono e de nunca mais voltar. Tudo por causa daquela bola perdida no meio, seguida do golpe fatal; daquele gol já consumado no coração, mas que de repente se torna uma perda como se fosse da própria vida; daquele gol salvador, que não aparece mais nem na ilusão do final do jogo, mas que de repente surge, como arremate de um toque divino.

É nesse contraste de sentimentos que está a beleza do amor. São esses conflitos interiores que criam um suspense eterno.

Quantas vezes voltei, pensando que o tinha abandonado. Lembrava que Kafka, ao ser indagado se não tinha esperanças, respondia que “esperanças há muitas, mas não para nós”. Até que aprendi lendo Oscar Wilde, “que sofrer é o nosso meio de existir, pois é o único pelo qual ganhamos consciência de fazê-lo”.

O Clube Atlético Paranaense é feito disto: casos e reflexões em torno do amor e do sofrimento, que por explodirem todos os dias, e há 85 anos, é um dos maiores do Brasil. Do Paraná, nem se discute.

Não dá mais para segurar, diria Gonzaguinha.

Explode coração!

Sorria

Afinal, hoje é o Dia do Clube Atlético Paranaense.

Parabéns a uma Nação

Neste 26 de março o Atlético Paranaense completa 85 anos. Mais do que parabenizar o clube, o Blog da Baixada presta uma homenagem a todos os atleticanos, homens e mulheres, crianças ou idosos, de todas as raças, de todas as cidades, de todas as classes sociais, que são parte integrante desta instituição fantástica e que fazem da Nação Atleticana a maior do estado. A mais bonita. A mais feliz.
























Primeirão. Agora é com o STJD

O Atlético carimbou o primeiro lugar da 1ª fase com uma goleada sobre o Engenheiro Beltrão - time curioso, com Spada no gol, B.A. na zaga, Safira na meia e Dagol no ataque. Se no começo o Furacão teve dificuldades, acabou vencendo com certa facilidade.
Na verdade, a atuação do time até sair o primeiro gol foi bastante preocupante. Com Marcinho muito marcado e os alas errando tudo, a coisa tava feia.
E, quando a torcida já começava a xingar Netinho, ele vai lá e dá o passe para o primeiro gol (de Chico). E para o segundo também, após boa tabelinha com Chico pela esquerda e o cruzamento certeiro para Julio Cesar marcar.
Alberto, que também já estava irritando a galera, mostrou raça, disposição e melhorou bastante seu desempenho.
Como tudo no Atlético parece que tem de ser na base da superação, o atacante Lima, que não acretava uma jogada também, embora voluntarioso, acertou no cantinho e marcou o terceiro.
No final, Geninho promoveu algumas alterações e, finalmente, Wallyson marcou seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Preparem-se: o Possesso vem aí!
Mas, goleada à parte, não dá pra se iludir. Não foi uma grande partida do Atlético; ao contrário. Há carência no setor de criação e no ataque, além de uma séria instabilidade em ambas as laterais. Falta algo ainda.
Mas bonito mesmo, na partida desta quarta, foi ver que as arquibancadas de Brasílio Itiberê já estão ganhando forma. Tá bonito!
Agora, é esperar pelo julgamento no STJD do pedido do CAP para que o regulamento seja cumprido. Se for mantida a "brilhante" tabela elaborada pela Federação Paranaense, o Atlético estréia na segunda fase fora de casa (!!!), contra o Paranavaí. Mas se o Tribunal determinar que o regulamento seja cumprido, o Furacão joga as sete partidas da segunda fase na Baixada.
Troféu
ZIQUITA
Alberto, pela raça, e Netinho, pelas assistências.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Jairo, pelo grande número de passes errados.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Galatto está de volta

Galatto volta a guardar a meta atleticana esta noite.
Senhoras e senhores, o grande destaque da temporada passada está de volta ao time do Atlético: o goleiro Galatto será o camisa 1 contra o engenheiro Beltrão, esta noite. Mais um bom motivo para o torcedor comparecer à Baixada. Sem falar que a piazada dos juniores faz um jogo preliminar pela Copa Tribuna. E você também pode aproveitar para comprar o convite para a festa dos 85 anos do CAP, que será realizada amanhã no Madalosso.
E ainda comprar a edição número 1 da nova Revista Furacão, que estará à venda na Arena Store, Boutique Furacão e quiosques da Arena.
Revista Furacão estará à venda na Baixada.
O time que que entra em campo logo mais: Galatto; Rhodolfo, Antonio Carlos e Chico; Alberto, Valencia, Renan, Marcinho e Netinho; Lima e Julio César.
Apareeeeça!

Sim, são porcos

A Gazeta do Povo de hoje confirma o que foi noticiado por este blog em junho do ano passado: os coxas são mesmo porcos, e não é um apelido pejorativo, mas sim uma analogia comprovada cientificamente. O colunista Fernando Martins explica:
Curitiba completará 316 anos no próximo domingo. Nas comemorações, talvez se fale sobre o mito da fundação da cidade, transposta de um povoado insalubre nas margens do Rio Atuba até a atual Praça Tiradentes. A mudança de endereço teria sido sugestão da santinha que protegia aqueles pioneiros – uma imagem de Nossa Senhora da Luz que sempre aparecia olhando, ao amanhecer, para onde hoje é o centro da cidade, mesmo que fosse mudada de posição todas as noites.
A orientação divina, conta a história, foi corroborada pelo cacique Tindiquera, da tribo dos Tinguis, amigos do homem branco. Ele é que teria escolhido o exato local para erguer a futura vila. Fincou uma vara no chão e disse: “Coré etuba”, ou, em bom português, “muito pinhão” – indicando que naquela região havia fartura daquela semente para alimentar a população.

Esse teria sido o batismo da cidade, a terra dos pinheirais. Ao menos essa é a versão que se tornou mais conhecida. Mas, recentemente, pesquisadores como Francisco Filipak e Valério Hoerner Júnior, ambos da Academia Paranaense de Letras, têm questionado essa interpretação, do mesmo modo que a certeza de que o nome da cidade seria uma alusão à abundância de araucárias.
O argumento é de que o termo “
coré”, em tupi-guarani, significa “porco”. E é “curiy” a palavra indígena para “pinhão” (“tuba” ou “tiba” significa “muito”). Portanto, o cacique queria dizer, ao indicar o local ideal para a nova vila, não aquilo o que os pioneiros conseguiam ver a sua volta: os imensos pinheirais. Mas sim que, nas redondezas, havia muitos porcos para fornecer carne. Diversos relatos de viajantes que passaram pelo Primeiro Planalto do Paraná na época, aliás, fazem menção à profusão de catetos na região.
O fato é que, por muito tempo, a cidade inclusive teve dupla grafia: ora aparecia Curityba (terra dos pinheirais) ora
Coritiba (terra dos porcos – desculpem-me os torcedores do coxa que possam desde já se sentir ofendidos, mas isso é etimologia).
A grafia do nome da cidade só veio a ser definida oficialmente em 1919, por uma resolução da Câmara Municipal. A cidade passou a se chamar definitivamente Curityba – que, após a reforma ortográfica de 1943, virou Curitiba. Assim, por decreto, a cidade ficou sendo a terra dos pinhões e não a dos porcos abundantes.

Diário da Fundação - 25 de março de 1924

O surgimento do Athletico já repercutiu por toda Curitiba. Quando estava saindo para o trabalho logo cedo, fui parado no portão de casa pelo grito de um vizinho. Era seu Atílio, fervoroso torcedor do Palestra Itália. Com seu sotaque italiano carregado, ele brincou dizendo que o novo clube não duraria muito tempo e que logo, logo teria de procurar uma fusão com o Universal. Só pude dar risada, pois percebi que o Athletico já começa a amedrontar os rivais antes mesmo de fazer seu primeiro jogo.

Respondi a ele que tivesse cuidado com o Athletico e que esperasse para ver em campo Ary, Marrequinho e Motta. Na verdade, não podia falar muita coisa porque no último jogo contra o Palestra, o Internacional havia levado uma goleada. Mas de qualquer modo é bom perceber que o Athletico já conquista o respeito dos demais clubes de Curitiba. Acho que temos tudo para fazer uma ótima campanha. Aposto principalmente na experiência do Tapyr, que já mostrou ser um dos melhores goleiros do estado e no oportunismo do Marrequinho, que não desperdiça uma boa chance de gol.

Aliás, tanto o Marrequinho como o seu irmão mais velho, Marrecão, são alguns dos americanos mais empolgados, ao lado do Joaquim Narciso de Azevedo. Os três foram fundamentais para a fusão e serão símbolos desse novo clube.

terça-feira, 24 de março de 2009

Mas que folga! (II)

Outro detalhe interessante sobre o "trem da alegria" dos coxas no Rio de Janeiro (aliás, como gostam de um trenzinho!) é que o cidadão aí da esquerda na foto é o tal do André Macias, que, ora vejam só, é vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol.
Olhem que interessante. Será que isso não explica os motivos pelos quais a FPF e o seu Hélio Cury não quiseram cumprir o regulamento nem aceitar uma proposta de tabela decente apresentada pelo Atlético e outros clubes? Curioso, não?
Aliás, quem será que pagou bancou a viagem do sr. Gomyde e do sr. Macias à Cidade Maravilhosa? Os coxas ou o governo do estado e a FPF?

Aposte na Timemania e participe de leilão

O leão Valencia autografa a camisa: assinatura
do símbolo da raça atleticana já vale as apostas.

Quer ajudar o CAP e ainda concorrer a uma camisa retrô comemorativa aos 85 anos do Furacão, autografada por todos os jogadores do elenco profissional? É só participar de mais uma promoção lançada pelo Rubro-Negro: o Leilão da Timemania.
Quem fizer mais apostas na loteria, apostando no Atlético como "Clube do Coração", leva a preciosidade.
As apostas deverão ser protocoladas a partir das o horas desta quarta-feira até as 18 horas do dia 27 de março (sexta), na sede administrativa do clube (Rua Petit Carneiro,57) . Também haverá um quiosque no Jantar Comemorativo de 85 anos, no dia 26 de março, a partir das 20h, no Restaurante Madalosso.
Detalhe: o lance mínimo é de 10 apostas.
Mais informações pelo e-mail timemania@atleticopr.com.br.

Reforços à vista

Deu nos programas esportivos desta tarde: o Atlético deve anunciar reforços para a segunda fase do Paranaense e a Copa do Brasil.
O próprio clube confirmou que o argentino Rodrigo Diaz já está no CT do Caju, para uma fase de testes e será observado pelo técnico Geninho. Aos 27 anos, o atleta já vestiu as camisas de Lanus, Toluca, Independiente, Colín e Argentino Juniors.
Veja um pouco dos lances do gringo (vídeos sugeridos pelo Gianfranco):


Levando em conta os vídeos acima, o gringo parece ser bom de bola.
•••
Além disso, a rádio Globo/CBN adiantou que o atacante Wesley, do Santos, pode ser outro contratado - informação ainda extra-oficial e não confirmada pelo clube.
Um garoto, ainda. Estrou no profissional em 2007 e no ano passado chegou a ser titular durante a passagem do técnico Leão. As boa satuações fizeram despertar o interesse do Palmeiras. Depois que Leão deixou a Vila, caiu de produção e voltou ao banco de reservas.

Wesley, do Santos, é
especulado pela imprensa.
Sem oportunidades, a diretoria do Santos faz planos de emprestá-lo para esta temporada.
Não me lembro de tê-lo visto jogar. Valho-me da descrição feita pelo site Resgate Santista: "Autor de apenas um gol em 45 partidas disputadas, Wesley sempre foi visto como um 'futuro craque' pela diretoria do clube".
Não me parece ser o perfil de um jogador que o Atlético precise contratar agora. Não como reforço para chegar e ser titular.
Antes, gostaria de ver Wallyson ter mais chances no time principal. Ou então um dos jogadores vice-campeões da Copa SP, como o atacante Marcelo.
  • Tá esperando o quê? Comente!

Diário da Fundação - 24 de março de 1924

Abro a Gazeta de hoje e já vejo mais uma notícia sobre o Athletico:

“Produziu a melhor impressão nos nossos meios desportivos a união dos clubes América e Internacional, resultando dessa fusão o Club Athletico Paranaense. A novel sociedade já mandou buscar as camisas no Rio. A esquadra do CAP, segundo soubemos, é a seguinte: Tapyr, Albano, Bugiu, Franico, Marrecão, Malelo, Smyth, Arold, Ary, Marrequinho e Motta. O referido club temporariamente ficará com o campo do Água Verde. Mais tarde irá construir seu stadium no Passeio Público em lugar que lhe foi cedido pela prefeitura”.

De fato, há muitos que esperam a construção do estádio no Passeio Público, mas se houver votação, serei contra. Acho que a Baixada da Água Verde foi construída sob solo sagrado. Desde que o Joaquim Américo Guimarães conseguiu o terreno e ergueu as arquibancadas, o povo paranaense conquistou um estádio eterno e que ainda nos dará muitas glórias.

Vou conversar com o Arcésio e propor a manutenção da Baixada. Acho até que podemos tentar a negociação desse terreno do Passeio Público, captando mais recursos para a ampliação do clube.

Atlético inaugura o CECAP

Do Paraná-Online:

Tornar-se o primeiro departamento médico autossustentável do Brasil. É com esse desafio que o Atlético apresentou ontem, no CT do Caju, o seu novo Centro de Excelência para a Reabilitação Física de Atletas Profissionais - Cecap.

“É a realização de um sonho de mais de 16 anos”, ressaltou o coordenador do DM, o médico Edilson Thielle. O inédito projeto trabalhará em sistema de parcerias para que custos sejam reduzidos a quase zero, beneficiando o caixa do clube.

Para exemplificar, somente no ano passado, o DM rubro-negro teve despesas superiores a R$ 1 milhão com o tratamento de atletas lesionados, o que incluem bateladas de exames, internamentos, deslocamentos, cirurgias e tudo que envolve a área.

Com a implantação dessa nova metodologia, o Furacão poderá reverter esse dinheiro, ou grande parte, em investimento para o futebol. “Esse é o grande segredo, tentar minimizar gastos já que um departamento médico custa muito. Basta lembrar que temos 100 atletas hoje no CT e todos precisam de exames e medicação. Precisamos de alguém que dê respaldo a isso. Hoje vamos minimizar os gastos e quem sabe zerá-los”, explicou Thiele.

Dentre as empresas parceiras e que patrocinarão o Cecap destacam-se a Amil - convênio médico; Dapi - Diagnóstico Avançado de Imagem; TM Medical - equipamentos Médicos e medicação; General Eletric (GE) - equipamentos; Hospital Vita Curitiba, Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia e Hospital Novo Mundo - internamentos e procedimentos hospitalares.

Outra preocupação do Departamento Médico é quanto à área científica, por isso o lado acadêmico ganha ênfase no projeto. Para tanto foram realizados convênios com a Universidade de Montreal (Canadá) e Universidade Federal do Paraná.

A prevenção de lesões será uma das prioridades do Cecap. “A principal importância do DM hoje é a base. Os trabalhos que vamos começar a fazer na prevenção de lesões é extremamente difícil. Vamos começar na base para chegar até o profissional”, adiantou Thiele, ressaltando que um residente do Hospital de Clínicas de São Paulo começará, na próxima semana, um trabalho de prevenção juntamente com a doutora Mônica Lima, coordenadora da área científica do Atlético.

Mas que folga!

Olha ele aí de novo, gente! O secretário da Paraná Esportes, Ricardo Gomyde, que ganha um polpudo salário pago com os impostos cobrados de todos nós, passeando lá no Rio de Janeiro junto com a cúpula dos coxas, e visita à CBF. Em pleno dia útil. Em pleno horário de trabalho!
A informação está na Tribuna do Paraná de hoje.
Vamos trabalhar, seu Gomyde!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bendito


Editado pelo atleticano Ian Bora, 18 anos. Adaptado de um comercial da cerveja Quilmes, argentina. Muito boa, por sinal. E postado na Furacao.com por Monique Silva.

Diário da Fundação - 23 de março de 1924

Acordei cedo e, como sempre faço aos domingos, fui dar um passeio na Rua XV. Depois de tomar um cafezinho com meus amigos Hugo Franco e Matheus Boscardin, aproveitei o tempo livre para ter os sapatos engraxados.

Enquanto lia o jornal e esperava que o engraxate finalizasse o trabalho, fui surpreendido com a chegada de Candido Mäder, ainda animado com os acontecimentos da noite anterior. Como não pude ir, Candinho me contou como foi a pequena festa que fizeram para comemorar a fundação do Athletico. Comida de primeira e bebida à vontade, segundo ele me disse. E pensar que perdi isso tudo! Meu consolo é que uma outra festa deverá ocorrer logo depois da posse da diretoria.

Candinho também falou de sua emoção ao ser aclamado sócio benemérito do novo clube e revelou sua gratidão ao Alcídio de Abreu, autor da proposta. Sem dúvidas, o Candinho é um dos mais empolgados com a fusão. Ele tem várias idéias para divulgar o novo clube e não tenho dúvidas que um dia ainda será presidente do Athletico.

Insistência

Fico imaginando qual seria a reação da torcida fosse outro treinador, qualquer um, que estivesse insistindo em escalar Vinícius no gol e Preá no ataque do Atlético. Um massacre total; provavelmente já o teriam expulsado da Baixada. Imaginem se fosse o Bob Fernandes... Ou o Givanildo?
A complacência com Geninho justifica-se por seu passado no clube. Mas, no presente, o técnico precisa ser cobrado.
A escolha de Vinícius como titular da meta até pode ser justificada. Me parece que Galatto está melhor, mas quem está lá vivendo o dia-a-dia dos treinamentos pode ter uma outra impressão.
Mas a escolha de Preá em detrimento de Lima é indenfensável. Aí, não se trata de impressão minha, de Geninho ou de quem quer que seja. Trata-se de um fato: Lima é melhor do que Preá.
Não ouso dizer que a culpa por alguns resultados negativos seja apenas do Geninho. Falta elenco, fica mais evidente a cada dia.
Mas, com o que tem na mão, Geninho tem a obrigação de escalar o melhor.
Escale quem escalar, o Atlético vai vencer o Engenheiro Beltrão na quarta-feira e garantir o primeiro lugar da fase. Depois disso, cada jogo será uma decisão, tanto pelo estadual quando pela Copa do Brasil.
E mais: dos sete adversários que estariam classificados hoje, o Atlético só conseguiu vencer três. Nas sete partidas que fez contra Coritiba, Nacional, J. Malucelli, Cianorte, Paranavaí, Paraná e Rio Branco, somou apenas 11 pontos dos 21 disputados. Se repetir este desempenho na segunda fase, o título não vai passar nem perto da Baixada.
É hora de acabar com os testes e encontrar o time ideal e até mesmo trazer reforços, se necessário for.
Senão, será mais um ano na fila.

domingo, 22 de março de 2009

Sinal vermelho

O Atlético pisou na bola e deixou de sacramentar antecipadamente a conquista da primeira colocação da fase inicial do Paranaense. Foi derrotado por 2 a 1, de virada, pelo Paranavaí.
É a terceira derrota seguida do Furacão. Além de Cianorte e do Vermelhinho, pelo estadual, perdeu também o amistoso contra o Dallas, nos EUA (com o time titular).
Apesar da derrota, o Atlético tem tudo para confirmar a primeira colocação e levar as vantagens - sejam elas quais forem - para a segunda fase.
Mas que a situação não está nada confortável, isso não está. Ao contrário, começa a preocupar.
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Diário da Fundação - 22 de março de 1924

Arcésio Guimarães foi escolhido como o
primeiro presidente do Athetico Paranaense.
São quase seis horas da manhã e acabei de chegar da assembléia geral. Agora está oficializado: Internacional e América deixam de existir para o surgimento de uma nova força no futebol paranaense, o Club Athletico Paranaense. Será um clube ainda mais forte, unindo a tradição do Internacional e a força popular do América.
Apenas dois sócios votaram contra a fusão: o Moysés Camargo e o Leocádio Correia Júnior. Mas depois da aprovação por ampla maioria, tenho certeza de que os dois passarão a torcer fervorosamente pelo Athletico.
Definimos também as cores do Athletico, que será mesmo rubro-negro, tendo o branco apenas como cor auxiliar. A camisa terá listrar horizontais rubro-negras e o calção será branco. O distintivo será formado pelas iniciais do clube: CAP. Aliás, já fui encarregado com outros companheiros de comprar as novas camisas no Rio de Janeiro, onde há uma confecção de primeira!
Depois desses anúncios, muito comemorados por todos, passaram à eleição da diretoria. O Arcésio Guimarães foi eleito com quase a totalidade dos votos e tenho certeza que fizemos a escolha certa. Joaquim Narciso de Azevedo, do América, será o vice-presidente. Hugo Franco e Arnaldo de Siqueira ficarão como secretários, enquanto que Matheus Boscardin e Erasmo Mäder serão os tesoureiros, responsáveis por arrumar as contas do clube.
Acho que a escolha de Arcésio, nosso presidente do Internacional, foi ótima. Ele tem grande capacidade de liderança e será importante nessa fase de formação do Athletico.
A ata de fundação do Club Athletico Paranaense
convocava para a posse da diretoria no dia 26 de março.
Antes de chegar em casa, passei na sede da Gazeta do Povo e apanhei um exemplar do jornal de hoje. Vejam o que noticiou a página de Desportos:

“Vamos hoje dar uma nova aos nossos leitores, notícia essa muito importante para o desporto paranaense. Conforme era esperado os antigos rivais América e Internacional uniram-se ontem. A união para a junção dos dois clubes realizou-se ontem na sede do Internacional S.C., com elevado número de sócios de ambas as sociedades. Após entrarem em acordo ficou resolvido que nova sociedade tomasse a denominação de Club Athletico Paranaense, o que foi aceito por unanimidade. A Assembléia tomou diversas deliberações tais como elaboração dos estatutos, formação de teams, cores e eleição da diretoria, que ficou constituída por quatro sócios de cada club. A novel sociedade terá as cores iguais às do Flamengo do Rio. A sessão de posse será quarta-feira, às 20 horas, na sede social do Club Athletico Paranaense. À novel sociedade auguramos muitas victorias”.

sábado, 21 de março de 2009

Diário da Fundação - 21 de março de 1924

Em 21 de março de 1924, sócios do América e do Internacional aprovaram
em assembléia a fusão e a criação do Club Athletico Paranaense.
Estou um pouco apressado, mas não poderia deixar de registrar que hoje à noite teremos uma assembléia para decidir os últimos detalhes para a fundação do Athletico. Imagino que na próxima semana já deveremos marcar outra assembléia para a eleição dos diretores e para a formação do time.

Ainda não definimos quem será o presidente, mas acho que a escolha não poderá recair sobre outro nome que não o de Arcésio Guimarães, Arnaldo Loureiro de Siqueira ou Joaquim Narciso de Azevedo. Qualquer um deles contará com o apoio de todos, pois os três trabalharam muito pela fusão e são respeitado por ambos os lados.

Os mais empolgados já sonhem até com a construção de um novo campo de jogo no terreno cedido pelo Governo ao Internacional. Apesar disso, o Arcésio deverá propor que os jogos continuem sendo realizados na Baixada da Água Verde. Nada mais natural, afinal o campo também é familiar a todos e oferece ótimas condições.
* Texto publicado originalmente no Hot Site dos 80 anos do Atlético na Furacao.com - um trabalho realmente fantástico sobre a história do clube. O Diário da Fundação é uma obra fictícia, na qual um personagem narra principais fatos ligados aos primeiros dias do rubro-negro. Continuará a ser publicado nos próximos dias, até o aniversário do Atlético.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Uma chance para Pimba

Com o meia Marcinho vetado pelo DM, esperava-se que o paraguaio Julio dos Santos ou Netinho o substituíssem na partida deste domingo, contra o Paranavaí. Mas o camisa 10 não será nem um, nem outro. O jovem Gabriel Pimba terá uma chance de ouro de começar uma partida como titular em sua função de origem.

Na entrevista coletiva após o treinamento de hoje, o técnico Geninho explicou porque optou pelo prata-da-casa. “Os outros jogadores, principalmente o Júlio, eu já conheço e sei como jogam. Quero ver o Pimba como titular. Pelo dia-a-dia dos treinos, tenho certeza de que ele vai aproveitar a oportunidade. Vai jogar na dele e merece a chance”. Pimba retribuiu com humildade: “Sei que o Marcinho é um grande jogador, mas espero entrar na vaga dele e mostrar que eu tenho potencial para ajudar quando o treinador precisar de mim”.

Particularmente, acho uma boa. Tudo que é time país afora tem dado chance aos pratas-da-casa. Por aqui, acho que não apenas o Pimba, mas muitos dos garotos vice-campeões da Copa SP também merecem uma chance.

Pimba comenta a nova oportunidade de jogar na meia chancha.
  • E você, acha que Pimba pode ajudar no setor de criação do Furacão? Comente!

A culpa é do pão com bife

Por Juliano Ribas, da Furacao.com:

Adoro pão com bife. Lembro de bons pão com bife que já mandei ficha. Um deles encontro sempre no Restaurante Girassol, em Palmeira. Sempre que ia a jogos do Furacão em Ponta Grossa ou em Iraty, ou em viagens pela região, dava uma colada lá e mandava um, com ovo estalado acompanhando. Nas inúmeras viagens que faço entre São Paulo e Curitiba, encontro a iguaria bem feitinha no restaurante do posto Petropen ou no do Buenos Aires. Nesses lugares, chamam-na de “churrasco”. Sei lá porque chamam assim um sanduba de carne feita na chapa.

Não quero com este texto transformar esse amigo dos esfomeados em vilão. Não mesmo.

É que o pão com bife é um símbolo dos tempos em que os atleticanos assistiam futebol sem conforto. Quando se digladiavam para matar a fome no estádio com um pão chocho, recheado com um bifaço sola de sapato com uma bela guarnição de sebo, preparado num cercadinho de tijolos identificado com a singela placa “Bar”. Lá também encontrava-se a cerveja e o refri, dentro de latas de lixo de ferro, escondidos debaixo de grossas traves de gelo. É daquele pão com bife, que já me custou obturações no esforço em rasgá-lo e triturá-lo, que estou falando. Ele é a cara do futebol que ainda se faz no Brasil, esse país que daqui a cinco anos quer sediar uma Copa do Mundo. Um pão com bife seboso e feio.

Dentro desse cenário que ainda persiste na grande maioria dos estádios brasileiros, o governo teve a brilhante idéia de criar um cadastro de torcedores com o mimoso nome de “Torcida Legal”, que será obrigatório a partir do ano que vem, com o intuito de reduzir a selvageria que reina nos estádios e fora deles no país. É uma ideia inviável, para não dizer idiota, e que pune o bom torcedor. Mais um paliativo inócuo.

A violência no futebol não é privilégio do Brasil. Já foi um câncer na Inglaterra, o país com o futebol mais desenvolvido do mundo. Mas lá, ela foi resolvida com um plano de ações bastante eficaz, que tinha o nome pomposo de “Relatório Taylor”.

Pomposo no nome, afinal, é inglês. Mas bastante simples na formulação, afinal, é inglês.

A idéia básica partia da premissa de que é impossível se exigir um comportamento adequado em condições inadequadas. É muito mais complicado você exigir ordem social em uma favela onde faltam condições básicas de sobrevivência, por exemplo. Por isso favelas são considerados territórios hostis, não são as pessoas que lá estão que são más, mas é o ambiente que se torna propício à vilania.

A linha mestra do Relatório Taylor era: humanizar o ambiente hostil do futebol. Coisa que se faz no Atlético Paranaense desde a inauguração da Arena. Nós fizemos isso antes de todos aqui, trouxemos as famílias de volta ao campo e tratamos todos bem quando isso parecia heresia no Brasil.

Mas antes desse relatório, houve outra tentativa mal-sucedida do governo inglês. Após uma tragédia em que torcedores do Liverpool provocaram a morte de 39 torcedores da Juventus no estádio Haysel, em Bruxelas, pela Copa dos Campeões, os clubes ingleses foram banidos por cinco anos de todas as competições européias. O Liverpool, por dez. Os ingleses, preocupados com os rumos de seu futebol, buscaram resolver o problema. E foi escrito o Relatório Popplewell. Que depois se mostrou ineficaz.

E qual foi uma das medidas desse relatório Popplewell? O cadastramento dos torcedores.

E qual foi a outra medida “inteligente” adotada nesse relatório que deu com burros n’água? Uma cerveja gelada pra quem adivinhar. A proibição do consumo de álcool nos estádios! Genial!

Esse relatório era carregado de um empedernido preconceito contra os torcedores, estereotipava o fã de futebol como rude, bêbado e mal-educado. Os estádios passaram a ter tantas câmeras de segurança quanto o mais seguro presídio inglês. Mas ao mesmo tempo, continuavam a ser verdadeiras pocilgas.

O relatório Popplewell foi substituído. O escrito pelo Lord Peter Taylor foi adotado a partir de 1989, e o cadastro de torcedores, o “Torcida Legal” inglês, foi abandonado devido a ineficácia. Decidiram então combater as causas não os efeitos.

Foi o fim de estádios sem estrutura, com arquibancadas de madeira ou sem assentos numerados, com banheiros imundos, cozinhas podres servindo gororobas horrendas; com acessos estreitos, sujos e mal conservados e iluminados, sem distinção clara das entradas do time da casa e do visitante. A cerveja voltou a ser parte do espetáculo e fonte de renda. Quem vai ao estádio passou a se comportar como gente, pois começou a receber tratamento de gente. Foi o fim do pão-com-bife-e-sebo inglês.

Não se encontram mais hooligans na vida dos clubes. Exercitam sua selvageria apenas no submundo e de vez em quando de lá eles emergem e aparecem em jogos da seleção inglesa pela Europa. Mas o problema entre os clubes foi praticamente extinto.

Aqui, vinte anos depois do cadastro de torcedores ter sido um fracasso na Inglaterra, resolve-se adotá-lo. A cerveja, que faz parte da diversão de muitos homens de família, está proibida. E o único clube que trata seus torcedores com respeito, ainda é, apenas e tão somente, o Atlético Paranaense.

No Atlético Paranaense a torcida já aprendeu a sentar nos lugares marcados. Já aprendeu que deve cuidar do que é seu. O ambiente é civilizado e seguro e chama as famílias aos espetáculos. Existe limpeza e conservação e a maioria da torcida zela por isso. E todo mundo sabe que não vai passar fome no estádio por nojo da comida. Ainda podemos melhorar e muito, mas dentro do mar de sebo que é o futebol brasileiro, com seus Maracanãs, Pacaembus, Coutos Pereiras, Morumbis, Fontes Novas, Beiras Rios, o Atlético Paranaense é a solidificação de um Relatório Taylor à brasileira.

Ainda bem que as ideias de Mário Celso Petraglia, o nosso Lord Taylor, foram adotadas aqui, bem no Atlético, não em outro clube. Nenhum atleticano consegue mais se imaginar em uma Baixada sem o conforto que tem hoje. Todo atleticano quando sai de casa e vai a outros estádios, sente saudades da nossa moderna Arena. Quem ainda vai à palhoça verde em Atletibas sabe do que estou falando: goteiras, sujeira, perigo de acidentes, desconforto e cheiro de urina por toda a parte. E assim é em todos os outros estádios do Brasil.

Se há violência, muito é pela forma como se trata os torcedores e os cidadãos no Brasil. E não é os fichando como bandidos ou proibindo seus justos prazeres, é que se vai melhorar o futebol brasileiro.

É preciso cortar o sebo dos nossos pão com bife.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Ação pede que regulamento seja cumprido

As informações são do Blogoool e do Fórum Furacao.com: o torcedor atleticano Ricardo Campelo, que também é colunista do site Furacao.com, protocolou esta tarde na 9ª Vara Cível da Justiça Estadual uma ação solicitando que o regulamento do campeonato paranaense seja cumprido e a tabela da segunda fase seja alterada respeitando o artigo 9º. Como medida preventiva, pede que o começo da segunda fase seja suspensa.
No Fórum, Campelo explica a ação:

"Trabalhei com pedidos alternativos. A ação é ordinária e o pedido é de antecipação de tutela. O pedido principal é para condenar a Federação a cumprir o regulamento, e o alternativo, caso o Juiz ache que entra no impedimento do 217 da Constituição Federal, é para suspender o início da segunda fase até o julgamento do STJD. Achei que essa era a melhor solução, pois caso a decisão do STJD nos seja desfavorável, eu posso renovar o pedido principal pois a via desportiva já estará esgotada. A questão processual é complicada, concluí que esta era a melhor estratégia."
Em breve, mais informações.