segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O exemplo que vem do sul


Cenas de um Grenal no interior: estádio dividido igualmente
entre as torcidas e paz dentro e fora do estádio Colosso da Lagoa.

Meus amigos, com vossa permissão vou falar um pouquinho sobre o exemplo que a dupla GreNal nos deu neste final de semana.
É claro, a gente brinca, tira sarro, faz piada dos gaudérios, e mesmo dentro de campo os times paranaenses têm enfrentado de igual para igual os rio-grandenses nos confrontos diretos. Mas o que ocorreu neste domingo mostra porque eles estão anos-luz na nossa frente.
Não sei quais foram os motivos que levaram o principal clássico dos pampas a ser realizado fora da capital. O palco foi o estádio Colosso da Lagoa, em Erechim (de triste lembranças para nós, atleticanos). E o que se viu foi uma festa fantástica, um clássico com estádio lotado e num clima de paz e festa que há muito não se via nem mesmo em Porto Alegre.
Bem, parece que a idéia partiu da própria Federação Gaúcha de Futebol, que sugeriu a realização de do Grenal (me parece que é o único do Gauchão) em campo neutro, dividido igulamente entre as duas torcidas. E os clubes compraram a idéia, que é boa por pelo menos dois motivos: 1) por conta do grande número de sócios de Grêmio e Inter, os estádios dos dois clubes jamais poderão ser novamente divididos igualmente nos clássicos, como ocorria antigamente; 2) a disputa de clássicos no interior oferece um fantástico impulso para o fortalecimento da marca e aumento de ambas as torcidas no estado.
Para se ter uma idéia, cerca de 24 mil pessoas assistiram ao Grenal no Colosso, enquanto que o último Atletiba, realizado no Couto Pereira, teve 21,5 mil espectadores (18.493 pagantes). Outro detalhe: crianças de até 11 anos não pagaram ingresso para assistir ao clássico em Erechim, o que, é óbvio, fez com que a criançada tomasse conta das arquibancadas.
É claro, a decisão de tirar o clássico da capital também recebeu uma enxurrada de críticas. A principal delas é que os sócios, que são os torcedores mais fiéis e que são uma fonte de renda importantíssima para os clubes, seriam prejudicados.
Mesmo assim, parece que a idéia deu certo.
Mas, críticas ou elogios à parte, há que se enaltecer a realização de um clássico sem qualquer pancadaria, sem nenhum quebra-quebra na cidade e com o estádio dividido ao meio.
Eu, que perante tanta barbárie que temos visto em dias de Atletibas já sou um defensor de torcida única nos clássicos curitibanos, gostei da iniciativa.
  • E o leitor do blog, o que achou? Gostaria de ver um clássico Atletiba no interior do estado, ou no litoral? Você que é sócio, abriria mão de um Atletiba na Baixada para que fosse disputado em outra cidade? Opine!

15 comentários:

Anônimo disse...

Concordo que o jogo no interior seja importante para fortalecer a imagem do clube em outras cidades.
E este jogo na cidade de Erechim realmente foi um exemplo a ser seguido.

Mas quanto à violência, é importante que seja dito que um dos motivos da mudança do jogo para o interior foi a violência nos jogos na capital. No último grenal um "torcedor" do grêmio foi executado por outro de uma facção rival.
Ainda, ontem após o jogo foi registrada uma grande confusão e briga no litoral, há quilômetros de Erechim.

Abraço,
Alessandro

roderley disse...

Claro que a gauchada leva vantagem em um jogo no interior pois lá a maioria torce para seus próprios times. Aqui se fizer um ATLÉtiba no interior arrisca não lotar a metade do estádio assim mesmo claro que seriamos a maior torcida na arquibancada.
No litoral é inviável pois o quebra-quebra e brigas desceriam a serra. Eu como sócio abriria mão do jogo na baixada se a federação já fizesse a tabela com o jogo fora, porque aí não saberiamos quem seria o verdadeiro mandante do contrário não concordo.

Fernanda disse...

Este Grenal em Erechim é um belo exemplo de como o futebol aqui no PR é largado. Me dá até desânimo quando vejo estas coisas...
Eu abriria mão de um Atletiba na Baixada para um clássico no interior, mas seria um grande desperdício de clássico.
A realidade é que a FPF não tem o envolvimento necessário com o nosso futebol. Mal consegue organizar este campeonato tosco, quanto mais projetar um evento dessas proporções.

Anônimo disse...

Com certeza concordo com classicos no interior do estado e litoral, alias não só classicos mas explorar mais os jogos mesmo que não classicos como por exemplo fazer jogos com times do interior no paranaense com portoes abertos, para atrair o maximo de publico possivel, distribuir brindes e sorteios aos torcedores, tudo como um plano de marketing para atrair torcedores dicidentes e simpatizantes de clubes de outros estados.

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Ao anônimo acima: isso, pelo grande número de sócios que o Atlético possui hoje, é totalmente inviável... o cara que rala para pagar a mensalidade em dia não aceitaria que jogos com mando de campo do CAP fossem para outro estádio. O que poderia ocorrer era, por exemplo, os dois clássicos do campeonato Paranaense (um com mando do CAP e outro dos coxas) fossem realizados em alguma outra cidade, excepcionalmente. Não é algo para se fazer de maneira constante.

Anônimo disse...

Fui num Grenal em POA em 97. 2x2
Foi tranquilo. As torcidas misturadas. Sem problema algum. mas meus amigos que moram lá e me deram a oportunidade de assistir esse jogo dizem que ultimamente a situação está cada vez mais tensa.

Acho a idéia maravilhosa, ainda mais com times com tanta força e identificação em seu estado, como a dupla gaúcha.
Mas a idéia foi elaborada para esfriar os ânimos.
E também divulgar a marca, relacionar-se com o "cliente" do interior, promoção, marketing e por aí vai...

Rico

KLEBERSON DE VOLTA disse...

Guerrilheiro, acabo de ler isso:

'Insatisfeito, Kléberson pensa em deixar o Fla

Sem ser utilizado pelo técnico Cuca, o pentacampeão Kléber admitiu, em entrevista ao Terra Esportes TV, que pensa em deixar o Flamengo. O meio-campista acha difícil sua permanência na Gávea já que, mesmo sendo um jogador "rodado", ainda busca aparecer no futebol brasileiro e mundial.

"Não tenho a intenção de sair, mas se eu não for utilizado fica difícil. Sou um jogador rodado, mas quero sempre estar na vitrine, aparecer. Fico duvidoso quando à permanência. Mas é um time que já tem seu nome, tem um grupo forte, com teto salarial até muito alto", afirmou Kléberson.

O meio-campista tenta descobrir o motivo pelo qual não vem sendo utilizado. Kléberson afirmou que o fato de o Flamengo ter ficado de fora da Copa Libertadores e não ter conquistado nenhum título de expressão foi fundamental para sua situação no clube.

"Isso tudo é decorrência do ano passado. Não conquistamos a vaga para Libertadores, nenhum título. Mas não sei o que vai acontecer daqui para frente. Para tudo tem seu limite", completou.'


Sonhar não custa nada.

Galatto
Antonio Carlos
Rodolfo Chico
Valencia
Raul Alexsandro
Kleberson
Julio dos Santos
(ou Marcinho ou Ferreira)
Rafael Moura Lima


E com o Claiton vindo no meio do ano! Rá!

Mas é mais fácil o Nilson Borges voltar do que o xaropinho.

Malucelli, apresenta um "projeto" pra ele! Vai que dá?
2001 traz boas recordações...


Rico

Anônimo disse...

Prezado Guerrilheiro,

Gostaria de pedir a gentileza de corrigir o título da matéria. Estou cansado dessas menções genéricas de "Sul" como se fosse "Rio Grande do Sul".

O Sul é muito grande para se circunscrever ao RS.

Sejamos um pouquinho mais bairristas, como os próprios gaúchos.

Abraço!

Anônimo disse...

CONCORDO COM O ANONIMO ACIMA: SE FALA DO "SUL" COMO SE SÓ FOSSE O RIO GRANDE DO SUL...NO MAIS, ESSE É UM GRANDE EXEMPLO INFELIZMENTE...O QUE FALTA MESMO É UMA CABEÇA MELHOR PARA NOSSOS PSEUDO-DIRIGENTES, NA QUESTÃO BAIRRISMO...


PS: PRA QUEM MORRE DE AMORES AO PETRAGLIA, LA ESTAVA ELE, NA FUNDAÇÃO DO CANCER DO FUTEBOL PARANAENSE, QUE ME RECUSO A CITAR O NOME...CADE O BAIRRISMO DESSA GENTE??? LAMENTÁVEL...

NELSON.

Anônimo disse...

E OUTRA, O CLÁSSICO NÃO TEVE NENHUM TUMULTO DENTRO OU FORA DE CAMPO. JUSTAMENTE POR SEREM PESSOAS MAIS CIVILIZADAS, E QUE QUASE NUNCA VEEM A DUPLA GRE-NAL. MAS NA CAPITAL É BEM DIFERENTE. COMO CRESCIMENTO DAS BARRAS NO RIO GRANDE (GERAL E POPULAR) A VIOLENCIA FICOU CADA VEZ MAIOR...

N.

RM disse...

Sou socio furacao, apaixonado por futebol e moro em Porto Alegre, quando vi a ideia de fazer um classico no interior mais uma vez senti inveja da organização do futebol Gaucho. De como a rivalidade entre gremio e inter é enorme dentro de campo, mas fora dele os dirigentes estao unidos para fortalecer o futebol gaucho. Nao é a toa que o Inter tem quase 100 mil socios e o Gremio tem milhares. Mesmo longe do eixo RIO-SP-Minas, o RS tem muito o que ensinar quando se pensa futebol.

Gajo disse...

Sou super a favor de fazer ATLETI-ba em outros lugares. Poderíamos começar pelo litoral por algum tempo e depois irmos passando para outras cidades, um pouco mais próximas de Curitiba e que tenham influência um pouco maior da mídia paranaense. Outro fator interessante seria que as pessoas poderiam andar com mais tranquilidade em dia de ATLETI - ba pelos terminais sem risco de levar pedradas, bombas. Não cruzaria com as gangues do Tubão(nada contra o tubão mas vcs sabem do que estou falando) que quando passam perto de mulheres, pessoas que estão sozinhas ou estabelecimentos comerciais fazem a baderna e vandalismo de sempre. Sou super a favor.

Anderson disse...

Fora de Curitiba, dá até pra fazer 50-50.

Dentro de Curitiba, seja na Arena ou no Couto, tinha que ser torcida única.

Anônimo disse...

Grenal em POA sempre tem quebra-quebra e confusão, principalmente depois que foram criadas as tais "barras" dos 2 times.

E aqui um Atletiba no interior seria sinônimo de estádio vazio, principalmente com os "craques" que desfilam em ambas as equipes.

Anônimo disse...

800MIL PARA CADA TIME!!!!

ESSE É O MOTIVO QUE LEVOU O GRENAL PARA ERECHIM

MARCELOSCHNAIDER