quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Atleticanos


Calça jeans que renasceu bermuda. Peita da torcida detonada, sem as mangas. Tênis no bagaço. Cabeleira armada. Diabo pendurado no pescoço. E, quase sempre escondidos atrás dos óculos naipe wayfarer, os olhos baixos, sua marca registrada.

Descrição que fica ainda mais sinistra quando anunciado o apelido da peça: Furtão.

Figura lendária dos Fanáticos, Furto reaparece após 12 anos de afastamento diretamente do Capão Raso, onde é conhecido por Zóio.

Na zona sul de Curitiba nasceu, cresceu, apavorou geral e, finalmente, sossegou por lá. Aos trinta e nove anos, é pai de três filhos e trampa firme de pintor automotivo. Nas horas vagas, alimenta a paixão pelo futebol sendo dirigente do time do bairro na Suburbana.

O Atlético, claro, segue no coração, embora pouco freqüente a Baixada – a última vez que pisou no Caldeirão foi na semifinal da Libertadores de 2005, contra o Chivas.

Durante quase duas horas de papo, na casa da mãe, Furto lembrou da época de loucura como membro da organizada. Principalmente, da “sarada”, como ele define a curtição das viagens, os camaradas e a torcida pelo Atlético, tudo embalado pelo rock and roll.

E não poderia ficar de fora o que permeou toda a passagem dele pela Caveira: drogas, cachaça, brigas e invasões de campo.

Também marcaram presença no encontro, Fofão e Galo (o arquivo vivo das histórias insanas e de tudo relacionado ao Atlético), o restante do tripé da famosa Família Furto.

ORIGEM DO APELIDO
Começou em uma excursão da torcida pro Rio de Janeiro, pra assistir Atlético e Botafogo, no Maracanã. Não me lembro o ano. Chegamos e o ônibus parou em Copacabana. Parte da galera pulou do bonde desesperada e foi entrando no mar de roupa de mesmo. Eu chamei mais um cara pra dar um rolê. Como estava muito calor fomos atrás de uma cervejinha. Encontramos uma lanchonete e eu peguei emprestado uns engradados.


INÍCIO NOS FANÁTICOS
Entramos para a Fanáticos em 88. Era a época do rock and roll e a galera era forte aqui no Capão. O Julião morava perto da minha casa e chamou a gente pra ir pra torcida. Todo mundo era atleticano, mas não era de organizada.


VIDA NA SEDE
Teve uma vez que eu passei 15 dias direto na sede, quando era na Baixada antiga. Não esquentava a cabeça com nada, não precisava trabalhar. Quem passava lá levava um pão, mortadela, cachaça. Cerrava dinheiro de jogador pra beber e comer, pois tinha contato direto. Jogava bola no campo (da Baixada), fazia um time dos pinguços e se quebrava até anoitecer...


VIAGENS MARCANTES
Foram várias. Mas um fato que me marcou, que eu não esqueço. Foi uma viagem que a gente fez pra Limeira, se eu não me engano, e em uma dessas paradas comemos e bebemos tudo que tinha no lugar. Naquela época não tinha negócio de fichinha, quem quis comer, comeu, e saímos sem pagar. Nesse meio tempo passou uma excursão de metaleiro indo pra não sei onde. Aí fechou o pau geral. Fomos parar na delegacia. O guarda intimou e a gente disse, “quem comeu foram os metaleiros”. Ele não botou fé e tivemos que pagar para sair.


INVASÕES DE CAMPO

Eu tinha aprontado umas e tava em São Paulo por um tempo. Teve um jogo do Atlético lá e a torcida estava no terceiro anel (do Morumbi). Aceitei uma aposta pra entrar em campo. Desci por uns canos que tem no estádio e pulei pra dentro. Fui correndo até o Procópio (Cardoso, técnico da época) e falei pra ele: “Você não serve nem pra treinar o Capão Raso”. Apanhei tanto, bicho. Os policiais chegavam pra mim e falavam “você quer ser artista da Globo, então?”. Saí de lá com o narizão estufado.

Invadi também em Ponta Grossa, Caxias. Já tinha a manha, quando a polícia vinha eu saía driblando. Zum pra lá, zum pra cá. A galera ia ao delírio, gritava: “Ei, ei ei, o Furtão é o nosso rei”. Em Caxias invadi pra acertar um pontapé no juiz, mas quando encostei o cara era um tremendo de um cavalo. Desviei, dei um chute na bola e saí correndo.


BRIGAS
Teve uma vez, em um Atletiba, que esquemamos pra pegar os coxas de surpresa. Avisamos o ônibus pra seguir o caminhão. Só que o ônibus se perdeu e ficou só a gente. De repente era 20 contra 300. Pense no que é correr. Sai batendo o calcanhar na bunda. Uns 50 correndo atrás de mim “pega o Furtão, pega o Furtão”. Pulei um muro de uns quatro metros de altura e caí no colo de uma véia. Ela disse: “vou chamar a polícia”. Respondi: “faz esse favor pra mim”.

Eu tinha 60 quilos e aguentava tudo pois vivia noiado. Vivia na clínica de fraturas da vila. Perna, braço, cabeça quebrada. Todo mundo conhecia o Furtão lá. Levei uma foguetada que tenho marca até hoje. Mas não tinha revólver. Era bambuzada, tapa, tomei uma abacatada em União da Vitória.


FOGO NO FUSCA
A coxarada estava em uns 20 e quando viram a gente numa galera correram. Deixaram tudo no fusca do Rudimar (Fedrigo, atual Secretário de Esportes de Curitiba), faixa, bandeiras. No Pinheirão eles só apanhavam. Eu estava muito louco e taquei fogo no fusca. Antes o (Renato) Sozzi tirou o material deles e devolveu depois.


ATIREI O PAU NOS COXAS...
Eu estava no dia que começaram a criar a música. O André, Bacana e Onivaldo, lá no bar do Bira (Sinal Verde, esquina da Engenheiro Rebouças com a Brigadeiro Franco). Fiquei tirando sarro, “que música chata” (risos).


AMIGOS E ÍDOLOS
O Fião (zagueiro) era camarada. Sempre tomava cerveja com a gente. Gostava do Ratinho (atacante), me deu várias camisas, o Rafael (goleiro).


MOTIVO DA SAÍDA
O que pegou foi que me deixaram preso em Guarapuava por quatro dias. Fiquei lá abandonado. Eu tava brincando de capoeira em uma praça e os canas pensaram que era briga. Só saímos graças ao Alex Lopes (ex-jogador do Furacão) mandou uma grana.


FANÁTICOS ATUALMENTE
Hoje é tudo mais organizado. Na época, eu fazia vaca pra tubão. Se o cara tinha ingresso entrava no campo, se não tinha entrava também. Mas tem que ser assim. Hoje tem o crack aí, que é uma droga violenta. Se deixar, os crackento invadem tudo.


MÁRIO CELSO PETRAGLIA
Hoje o Atlético tem nome, naquele tempo não tinha. A gente não incomodava ninguém. E foi o Petraglia que conseguiu isso tudo.


DIRETOR DO CAPÃO

Eu cuido mais da parte júnior e tenho que dar o exemplo para molecada. E tomo conta da torcida também. E tenho a manha, é só pagar um tubão pra moçada que fica tudo na moral. Ganhei prêmio e tudo mais.


ZERADO
Consegui tirar vários amigos da droga. Tenho que ser exemplo vivo, não exemplo morto. Não freqüento bar. Se tem churrasco no Capão Raso fico até certa hora. E todo dia é outro dia de luta. Mas não me arrependo de nada do que fiz nos Fanáticos.

  • Texto de uma série sem periodicidade definida.

OBS: Para deixar claro, a intenção da série não é exaltar ninguém. O Belezêra/Tubarão (quando essa dúvida vai terminar?) e o Furto apareceram por aqui como atleticanos comuns, iguais a todos nós na paixão pelo Rubro-Negro. E para a galera que acha o Furtão um exemplo ruim de torcedor (com motivos), ele pode ser um ótimo exemplo de alguém que se reergueu, fugindo das drogas, certo? Então, moçada, deixemos os julgamentos de lado, ok? Vamos aproveitar as histórias de nossos companheiros (ou ex) de Baixada com todos os seus problemas e virtudes.

44 comentários:

Helon disse...

Meu caneco, muito bom esse post. Apoio muito forte pra continuar a série, e o próximo podia ser o Bacana. Lembro desse figura porque ele era parça do meu véio, porque trabalhava acho que na biblioteca da secretaria do estado ou alguma coisa assim e o meu velho trabalhava no prédio também. E sempre que eu ia no jogo do atlético com o velho em idos de 1993 mais ou menos ele vendia os ingressos da torcida que eram mais baratos... Uma vez encontramos ele na baixada ano passado, tava de terno e tudo mais.
Abraço e parabéns mais uma vez pelo post.

Marcos disse...

Que massa...

Eduardo disse...

Excelente...
Salve a malária!

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

O Bacana atualmente é segurança na Baixada.

Marcio disse...

A foto daquela briga do alambrado foi em dezembro de 1990 em Ponta Grossa quando o Atlético subiu para a primeira divisão disputando com o Operário( isso mesmo, Operário!!!), foi f... teve briga nas ruas da cidade, até neguinho baleado...mas valeu a pena estavamos na elite...

Anônimo disse...

Belo post.
Longa vida a malaria!
Salve a nata da sociedade.
Is we!

Anônimo disse...

Fiquei triste por ler apologia à violência, ainda que velada. Triste também por ver maluco se gabando das merdas que fez no passado. Mas fique muito feliz ao final, ao ver o lado anti-drogas. É isso aí. O mal só triunfará se as pessoas de bem nada fizerem.
Ótimo exemplo a ser seguido.

Anônimo disse...

Digamos que não um motivo de orgulho para todos nós atleticanos !!!

Anônimo disse...

Bom dia!
O furtão foi um cara que tem uma história muito grande dentro da torcida atleticana.
Uma vez em Cascavel ele não tinha dinheiro para entrar no estádio Olimpico em Cscavel, sendo que entrou junto com as bandeiras enroladas. Nesta mesma viajem o Bacana tinha ido até o mercado comprar carne, e passou na sede que era uma salinha na antiga baixada, e a galera colocou ele no onibus.Isso foi em 90.
Os abacates em União da Vitória, meu primo levou, e deixei ao lado da bateria, quando o Atlético fez um a zero foi abacate para tudo que e lado. Neste jogo antes de irmos embora fomos tirar o furto da delegacia.
Valeu galera!
Um Ultra abraço.
Gabriel Barbosa.

Fernanda disse...

Quanta doideira!!! Mas... Legal ver o cara zerado... É sem dúvida uma exceção pois a maioria cai mesmo...

Anônimo disse...

EI PESSOAL: fiquem de olho no Carlos Eduardo Vicelli, da Gazeta do Povo, pois o sujeito está escalado para fazer o trabalho sujo de jogar lama no CAP ... ontem falou em 'herança maldita' e hoje fala em 'estagiário da bola'. EI RPC VI TOMAR NO CÚ !!!

Anônimo disse...

EI PESSOAL: fiquem de olho no Carlos Eduardo Vicelli, da Gazeta do Povo, pois o sujeito está escalado para fazer o trabalho sujo de jogar lama no CAP ... ontem falou em 'herança maldita' e hoje fala em 'estagiário da bola'. EI RPC VI TOMAR NO CÚ !!!

Anônimo disse...

EI PESSOAL: fiquem de olho no Carlos Eduardo Vicelli, da Gazeta do Povo, pois o sujeito está escalado para fazer o trabalho sujo de jogar lama no CAP ... ontem falou em 'herança maldita' e hoje fala em 'estagiário da bola'. EI RPC VI TOMAR NO CÚ !!!

Anônimo disse...

O ATLETICO É ROCK AND ROLL!!! SAUDADES DESSE TEMPO...OS CARA AI EM CIMA FALAM, COMO SE NINGUÉM EM ORGANIZADA USASSEM DROGAS, E FICAM "CHOCADOS" COM ESSAS "REVELAÇÕES". ORA, ESSA ERA A ÉPOCA DA TOF METALEIRA, DOS LOUCO MESMO!!! HJ EM DIA, A TOF É UM BANDO DE PIRRALHOS E VADIAS QUE SÓ VÃO NO ESTADIO PRA FUMA MACONHA OU BATE FOTO DO CELULAR, LAMENTÁVEL...PARABENS PELA MATÉRIA, ESSA SIM, ERA A "MALARIA" LOUCA DA TORCIDA!!!!!

SALVE A MALARIA!!!!

ROSSETI.

Anônimo disse...

E COMO ELE FALO AI, NÃO VAI EM JOGOS DESDE 2005...A GALERA ATLETICANA DAS ANTIGA, PRINCIPAMENTE DA TOF, NÃO VAI MAIS EM JOGOS. ELITIZO DEMAIS, E A GALERA NOVA, PRA MIM, NÃO É TÃO INFLAMADA COMO A ANTIGA...

Anônimo disse...

Excelente, muito legal conhecer essas histórias. Fica a sugestão para uma futura entrevista: Beloto

Anônimo disse...

Gostei do final, onde a consciência e o equilíbrio falaram mais alto e o cara se estabilizou.
Agora, esta coisa de botar fogo em carro, invadir o campo p dar porrada no juiz, partir p porrada nas ruas com as torcidas adversárias, são atitudes de um marginal e não de um torcedor. Se você tá querendo um mundo de paz, harmonia e respeito à vida do cara que tá do teu lado, então não pode achar que o cidadão aí de cima tem histórias importantes e que devamos tomar ciência das mesmas. Acho que novas histórias de atleticanos devam ser contadas, mas, por favor, que tragam personagens com histórias mais sadias a serem contadas aqui neste espaço.

Fran disse...

Muito legal essa história, gostei pra caramba...E agora restaurado, renovado e de bem com a vida. Ahh como é bom ser atleticano. Exemplo de bondade a ser seguido...
Atlético até a morte...hehe e depois também...

Mylla disse...

Que figura!

Continue com essas histórias, Guerrilheiro!

Rafael Rosado disse...

Muito louco!!

Parabéns Guerrilheiro pelas histórias... Que venham outras !!!

Anônimo disse...

Ótima matéria, parabéns.
Eram outros tempos, sofriamos bastante, mas era muito bom!!
Segue uma sugestão para próximas "personalidades": Renato Sozzi(primeiro Presidente da TOF que conheci), XUXA e METAL.
Forte abraço Guerrilheiro, continue firme na caminhada.

Anônimo disse...

materia no globo.com, de um senhor que conhece 2000 estadios... entre algumas fotos em destaque no site, esta a arena, como sempre BASE DE ESTADIO NO BRASIL, orgulho da arena, orgulho de ser atleticano

Anônimo disse...

Longa vida a esta série... este era uma época em que não existiam comandos ou facções, todo mundo era atleticano e a fanáticos apenas um ponto de referência pra todo mundo se encontrar. Tudo era baseado na camaradagem.

Muito legal... parabéns

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

tá frio!

Richard Koch disse...

Caramba que louco eesa história, muito dez...
Parabéns galera
Gostaria que se vcs postassem aquela matéria em que o Julião soltou um porco coxa - branca no couxo pereira.
Alguem lembra dessas???
Eu estava lá...
Valeu

Mylla disse...

Outra sugestão: Lino.

Anônimo disse...

hehehe.. ri mto com essa entrevista! mto boa!

certeza que o furtão está longe de ser um exemplo (se levado em consideração tudo que ele fez até hj) mas o cara merece um crédito pq tá mostrando que tem a cabeça no lugar atualmente.

continue com posts assim guerrilheiro.

abraço
jair

Anônimo disse...

fantastico o post. esses textos sobre os atleticanos mais das antigas, antes da modinha de arena, são muito bons. continue assim. abraço.

Luiz Andrade disse...

Como "véio" careta afirmo. Oh Céus! Drogas, Roc'n'roll, talvez até sexo? Eu era um dos 800, que ia ao Pinheirão! A moral da história é aquela! Não haviam armas, não haviam mortes...

thyago disse...

"se deixar os crackento invadem tudo"


huahaauauhauahauah que figura

Anônimo disse...

É isso que difere a torcida das anrtiga com os de hoje.
Hoje, a geração que começou a ver o atletico em 99 (principalmente as mulheres, que naquela época, era quase impossível de se ver no estadio) não tem o mesmo conhecimento, e paixão pelo Atletico...Hoje a galera nova é movida por uma paixão "robotizada" movida pela mídia e a tal "moda" como falam por ai...Antes, o Atletico não era moda, quem era Atleticano era guerreiro, pois era época de tempos difíceis, mas tudo com uma grande alegria...
Tenho saudades da torcida das antiga, A TORCIDA DE ANTIGAMENTE pra mim era mais fiel...Saudades...

Nelson.

Alonso disse...

Mais fiel porque dormia de graça lá na sede do clube ou porque arrancava uns trocados de alguns jogadores? Olha só, não digo que o cara é menos ou mais atleticano que qualquer um de nós, mas aposto nunca colaborou com um centavo sequer para o crescimento do Atlético.

Anônimo disse...

OU SEJA, A PAIXÃO HJ EM DIA NÃO VALE NADA, O QUE VALE É A GRANA QUE O CARA TEM...OOOOO MENTALIDADE DESSES MODINHA...

david disse...

PARABENS PRA QUEM CORREU ATRAS DESSA ENTREVISTA


eu realmente curti

e fika o exemplo

parabens pro blog novamente

Anônimo disse...

A TOF É UM BANDO DE PIRRALHOS E VADIAS QUE SÓ VÃO NO ESTADIO PRA FUMA MACONHA OU BATE FOTO DO CELULAR....

____________________________________-

aí pego mal hein mano eu bebo tubao igual o mano falou e canto sem parar.....vejo os lado e tudo nada dessa aí que tu falo tem que respeita.....a nova geração que ta correndo aí.......pq vc veja maior parte dos antigo nem canta mais no estádio.....nóis cantamos...sem mais..

BOKÃO...

Anônimo disse...

AH E QUEM NAO QUER TER FOTO NA ARENA ???!??!!?!? VEJO ATÉ ORGANIZADAS INIMIGAS TIRANDO FOTO NA ARENA...PQ O ESTÁDIO É FODA ..........SEM MAIS.....TEM QUE RESPEITAR É SEMPRE ASSIM TIRAM MAS QUEM TÁ NA CORRERIA SABE O QUANTO É DIFÍCIL...GUELA É FÁCIL...AGIR É OUTRA COISA....

BOKAO

Anônimo disse...

Sensacional matéria !

Fica a eterna discussão de que antigamente era mais legal, fruto do saudosismo dos que se encontram na faixa dos 40 anos. O tempo passa, as coisas mudam e principalmente as pessoas mudam. Sou fanaticano desde 1983 e tenho muita saudade daquela época. Sugestão de personalidades dos fanáticos para entrevistas: Belotto, Renato Sozzi, Metal, Lino, Marcos da Guerrilheiros e da Nação e se possível ir atrás dos primeiros 10 sócios em 1977 da Fanáticos.
Valeu! Esse blog é fantástico !
Me sinto orgulhoso em ser atleticano e conviver com pessoas inteligentes como o "Guerrilheiro da Baixada".
Sucesso ! Iran Cordeiro/Curitiba - iran-cordeiro@uol.com.br

Anônimo disse...

Que história loucaaaaaaaaaaaaa.
Tem que colocar mais aí, ficamos no aguardo.
E brigas dentro entre organizadas são normais. O fato que neste época a parada era na mão e não na pedra, tiro entrou outros artifícios. E os caras não cheiravam e não usavam a maldita. E muitos menos foram pressoas na sede da fanaticos com pedra e revolver. Isso que os caras dormiam lá na boa. Olha o contato com jogadores como era antes. Os caras conseguiam até arrecadar din din pro Tubão.

Robert disse...

Lembro do figura. Principalmente quando a gente pegava aquele caminhão de mudança e saia da Baixada Antiga até qualquer estádio que mandávamos jogo.Pinheirão, Abacatão enfim, era um figura.

Marcos Assis disse...

Aahahah. Cara tenho 34 anos, quando comecei a ir nos jogos em 89a gente chegava na sede e lá vinha o Furto "aí mano 50 centavos pra interea do tubão", ele pedia até pros policiais!
Esse é lenda, ícone, ao lado do Boi, do Julião, do Big Joe, do Sozzi, do Belotto.
Bons tempos cara, que não voltam nunca mais mesmo.

Anônimo disse...

AE FDP 1990 TÁ NA MEMÓRIA DE MTO OPERARIANO DAS ANTIGA!!!

ANO QUE VEM PARANAENSE É ÍDA E VOLTA...O PAU VAI COMER AKI SEU FDP!!!! Q

Anônimo disse...

O furtao é do DEBUIA...


Essa é pro caveira de Toledo ficar esperto !



Sem mais !

Anônimo disse...

PUDE VIVER UMA BOA PARTE DE TORCIDA JUNTO COM ESSE GRANDE CARA,,,,DOU VALOR EM TDO QUE ELE FOI NA TORCIDA, MAS DOU MUITO MAIS VALOR DO QUE ELE É HJ...PARABENS QUE DEUS TE ABENÇOE SEMPRE...VC E SEU IRMAO GALO SAO GRANDES GUERREIROS...CLECIA

Anônimo disse...

Alonso disse...
"Mais fiel porque dormia de graça lá na sede do clube ou porque arrancava uns trocados de alguns jogadores? Olha só, não digo que o cara é menos ou mais atleticano que qualquer um de nós, mas aposto nunca colaborou com um centavo sequer para o crescimento do Atlético."

Alonso, vc só pode estar brincando. Se vc não sabe, quando o Atlético ficou 9 anos no Pinheirão era a galera da TOF que cuidava da Baixada. A torcida fazia a manutenção do estádio, cortando o mato que crescia nas arquibancadas e tb na pintura dos muros, entre outros (além de impedir que moradores de rua fizessem da Baixada sua casa). O trabalho que recomeçou em 1992 para a volta em 94 foi mais fácil graças a dedicação destes atleticanos que vc critica. Em 95 o MCP deu o terreno pra TOF construir a sede e a torcida juntou a grana pra devolver a ele. Como o clube não poderia ficar com a torcida ali, com o estádio na ativa novamente a galera saiu numa boa deixando para o CAP o que sempre foi dele. E ainda acrescento que no Estatuto da TOF está que caso a torcida seja extinta todo o patrimônio da mesma será doado ao CAP.

SRN - Marlon