sábado, 28 de fevereiro de 2009

Que inveja do Obama...

Taí. Barack Obama, o homem mais poderoso do mundo, pode assistir aos jogos do seu time tomando uma cervejinha tranquilamente. Lá nos States, as ligas dos esportes mais populares, como o basquete e o futebol americano, não foram populistas e hipócritas a ponto de proibir a venda de cerveja no estádio. Nem as autoridades, porque lá respeitam o sagrado direito de cada cidadão de tomar a sua cerveja numa boa.
E não me digam que é porque lá o povão é civilizado e não acontece arruaça... Acabou de haver uma, e das grandes, após o famoso Super-Bowl. Com vários feridos e mais de 100 pessoas detidas. Só que eles, lá, sabem que isso acontece com ou sem a venda de cerveja no estádio.
Mas, por aqui... bem, por aqui vocês já sabem como as coisas acontecem.

A comparação

O Valencia, quando não faz exageros com a bola, é o Cocito de 2001. Já o Renan tem mais facilidade com o toque e a aproximação na frente. Lembra o Kléberson
Geninho, em entrevista à Gazeta do Povo, dando indícios de que o Foguinho deve conquistar uma posição de titular ao lado do Leão colombiano.

Fato

De todas os testes feitos pelo Geninho neste começo de temporada, ao menos uma conclusão tem que ser adotada como regra: o time precisa jogar com dois volantes. Aprendi que é muito melhor ter dois cabeças-de-área que ajudem no ataque do que dois ou mais meias avançados que ajudem na marcação, porque estes não sabem, não gostam e não vão ajudar na marcação. Tanto é que o time cresceu de produção com a entrada de Renan. Isto é fato.
E se o time precisar ser mais ofensivo, é melhor tirar um dos três zagueiros do que um dos volantes. O zagueiro fica lá atrás, esperando a chegada dos atacantes rivais. O volante procura matar a jogada no início de sua formação, tentando fazer com que a bola nem chegue lá perto dos zagueiros. E ainda pode ajudar no contra-ataque.
Não digo que Renan tenha que ser titular, embora tenha feito uma ótima apresentação contra o Iguaçu. Ainda gostaria de ver também o Zé Antônio jogando como segundo volante. Com o gradual retorno do Nei, e se Raul também estiver disputando posição na lateral-deireita, acho que o técnico pode testá-lo nesta posição (que, aliás, é sua posição de origem).
E tem também o Willian, que fez uma ótima Copa São Paulo.
Enfim, parece que aos poucos Geninho tendo mais opções para formar a equipe e um bom banco. Galatto e Vinícius no gol; Juninho, Chico e Rafael Santos na zaga; Alberto, Nei e Raul na direita; Azevedo, Netinho e Alex Sandro na esquerda; Renan, Zé Antônio e Jairo como segundo-volante; Marcinho, Dos Santos e Pimba na meia e por aí vai.
Briga boa também no ataque. Quem será o titular ao lado de Rafael Moura a partir da próxima semana? Lima, Julio Cesar ou Wallyson?
Titulares mesmo, que não devem sair do time em nenhuma hipótese, são Galatto, Rhodolfo, Antônio Carlos, Valencia, Marcinho e o He-Man.
Para as demais posições, a decisão está nas mãos de Geninho.
Que só não pode é abrir mão de jogar com dois volantes.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Há 18 anos...

Procurando vídeos do CAP na internet e me deparei com este, de Atlético x Grêmio no Pinheirão, em fevereiro de 1991. Eu estava lá. E me toquei que, puta merda, já se passaram 18 anos! É, meus amigos, o tempo não para!
Vocês se lembram desta partida? Veja os gôlos:

Um time bastante interessante o dessa temporada. Dois pontas: Carlinhos Sabiá e Éder, aquele da supercanhota, ídolo da galera desde a Copa de 82. Tico de avante. André, o ótimo Andrezinho, que marcou 3 nesta partida. Rafael no gol, de volta ao CAP, aprontando das suas. Neste jogo fez um pênalti besta, mas durante o campeonato colecionou diversas outras falhas. Valdir excelente na cabeça-de-área. Suas boas apresentações o levaram à seleção naquele ano. Na lateral, Jorge Luis - aquele que veio no "pacotão" do Matsubara junto com Tico e Ratinho (na narração, o Vanucci fala no "zagueiro" Jorge Luis, mas tenho quase certeza de que ele é aquele o número 2 na jogada do gol contra. O zagueiro, número 4, era o Leonardo). Na outra lateral, Odemílson, o Minotauro.
Este time, comandado por Procópio Cardoso, começou o Brasileirão daquele ano de forma arrasadora, vencendo Grêmio, Flamengo e Fluminense, atingindo a primeira colocação da competição após a terceira rodada. Depois disso, só fiasco: venceu apenas duas das 16 partidas restantes... Espantoso!
Mas mais espantoso é poder rever coisas como essas num arrastar de mouse. Bendita tecnologia. Pelo menos para isso serviram esses 18 anos que se passaram...

Regra do futebol pode ter mudanças

Do Globoesporte.com:

O jogador do seu time comete uma falta mais dura no adversário. O árbitro se aproxima dele e se prepara para mostrar o cartão. A partir deste ano, essa história poderá ter um final a mais. Além do amarelo e do vermelho, entra em cena o cartão laranja - que não apenas adverte nem expulsa definitivamente.

A novidade, que excluiria o jogador da partida por alguns minutos, será votada neste sábado pela International Board, na Irlanda do Norte, em reunião a partir de 6h30m (de Brasília). Se for aprovada, será a primeira grande mudança nas regras do futebol depois de nove anos. Outras propostas serão votadas. O intervalo de 20 minutos, a quarta substituição em caso de prorrogação e o direito do treinador de permanecer na área técnica são outros destaques.

Arnaldo Cézar Coelho, comentarista da TV Globo, diz que as principais mudanças em pauta receberão o aval da International Board. Ele gosta das novidades e elege o cartão laranja como a mais curiosa. Mas é justamente a que promete causar mais polêmica entre os jogadores.

As outras modificações nas regras são menos polêmicas e, em alguns casos, servem apenas para oficializar uma situação que já acontece com frequência. Permanecer na área técnica, por exemplo, já é uma realidade para o palmeirense Vanderlei Luxemburgo ou o atleticano Emerson Leão. Se a mudança vier, os treinadores agradecerão, e os juízes também. Seria o fim de um estresse para o quarto árbitro, que atualmente tem de pedir a toda hora para o treinador retornar para o banco de reservas.

A International Board é a entidade que cuida das regras do futebol e suas mudanças. É formada por quatro integrantes da Fifa e um de cada uma das federações britânicas: Inglesa, Escocesa, Irlandesa e Galesa. Para que uma mudança seja aprovada, a proposta deve ter os quatro votos da Fifa, mais dois dos outros quatro integrantes.

A reunião inaugural da International Board foi realizada em 1886, 18 anos antes da fundação da Fifa. A cada ano, são realizados dois encontros. O primeiro, entre fevereiro e março, discute as regras do futebol. O segundo, entre setembro e outubro, trata apenas de questões internas.

Veja quais são as mudanças propostas:

Clique para ampliar
As mudanças me soam interessnates, menos com o tal do cartão laranja. Se a juizada não sabe nem aplicar direito os cartões amarelo e vermelho, imaginem botar mais uma corzinha aí. Vai ser aquela confusão. E mais polêmica.
  • E você, o que acha das mudanças? Palpite!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os gols de Marcinho e a jogada de Wallyson

Num dos posts abaixo alguém me questionou sobre a participação de Wallyson contra o Iguaçu. Acho que fez uma partida apenas razoável - normal para quem não disputava um jogo para valer já há alguns meses. Perdeu várias disputas com os zagueiros adversários, mesmo estando "de mano" na jogada.
Por outro lado, fez uma bela jogada, driblando dois jogadores e indo até a linha de fundo, que resultou no segundo gol de Marcinho.
Reveja o lance e aproveite para conferir também a jogadaça do primeiro gol, num contra-ataque rápido que fez lembrar os bons tempos de 1999, 2001 e 2004, com direito a passe de letra do garoto Renan:


Mesmo não fazendo um partidaço e ainda estando sem ritmo de jogo, acho que Wally esteve pelo menos no mesmo nível do que Julio César e Lima. Se tiver novas chances poderá melhorar bastante e voltar a ser aquele Wallyson que fez fama no ABC.
A história dele no CAP me lembra a de Adriano. Quando veio para cá, em 1997, o Gabiru foi afastado do grupo pelo técnico João Carlos Costa e nem no banco de reservas ficava. Depois, ganhou espaço e tornou-se um grande ídolo.
Que a história se repita!
  • E você, o que achou da participação de Wallyson? Comente!

Juniores voltam aos trabalhos

Do site Paraná-Online:
A equipe que foi vice-campeã da Copa São Paulo de Juniores com o Atlético se reapresentou nesta quinta-feira (26), no CT do Caju. Os meninos fizeram uma campanha inédita, mas foram derrotados pelo time do Corinthians por 2 a 1 na final.

O técnico Geninho já declarou que pretende utilizar alguns atletas que tiveram um maior destaque na competição. Casos do zagueiro Manoel, do lateral direito Raul, do meio campista William e dos atacantes Marcelo e Patrick.

Os jogadores após o vice-campeonato tiveram férias de 30 dias e agora passarão por uma bateria de exames clínicos. "Será uma fase e preparação. Teremos um período curto até a Copa Tribuna. Mas o importante é preparar os atletas para a seqüência de carreira deles", ressaltou o técnico Marquinhos Santos ao site do clube.

Dallas em Curitiba

O Dallas, parceiro do Furacão, já está em Curitiba para realizar uma temporada no CT do Caju.
O time vem com o elenco rachado. Parte da equipe está na panelinha do chapeludo aí de cima, J.R. Um tanto quanto inescrupuloso, gosta de jogar sujo. Já a outra metade compõe o grupo comandado por Bobby (na foto, à esquerda), o craque do time.
Para os mais novos que não conhecem a patota aí, estes são os personagens do seriado Dallas, levado ao ar por 14 temporadas pela rede norte-americana CBS (entre 1978 e 1991) e retransmitido por todo o mundo. Um sucessão da TV.
Agora, falando sério, o jogo entre o FC Dallas e Atlético está marcado para o dia 4 de março, na Arena, sem horário definido. É o mesmo dia em que o time principal do Furacão joga em Tocantins na estréia da Copa do Brasil... Não entendi porque não marcaram a partida como preliminar de Atlético x Iraty (01/03) ou de Atlético x Londrina (07/03).
Duvido que muita gente se empolgue a ir assistir a um amistoso numa quarta-feira à noite.

Mais uma estrelinha rubro-negra iluminando o céu

Mês passado publiquei um post contando a historia do Murilo, um atleticaninho que nem havia nascido mas que já era Sócio-Furacão.
Infelizmente, recebi ontem a triste notícia. O pequeno rubro-negro faleceu no domingo, apenas dois dias após seu nascimento.
O pai, Marcus, diz que "o mundo ficou um pouco menos rubro-negro". Mas o céu ganhou mais uma estrelinha vermelha-e-preta. Murilo está lá em cima, e com certeza de lá irá acompanhar o Furacão, ao lado de ilustres atleticanos como Jofre Cabral, Caju e Joaquim Américo Guimarães.
À família Menezes, nossos sentimentos.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mais uma vitória

O Atlético jogou bem, não deu chances ao bom time do Iguaçu e conquistou a partida com certa tranquilidade, por 2 a 0. Mesmo com quatro jogadores estreando na equipe, foi uma das melhores apresentações do Furacão no Campeonato Paranaense. Marcinho teve grande apresentação e fez com que a ausência de Ferreira não fosse sentida. O novo camisa 10 tem uma vantagem sobre o colombiano: arremata bem a gol. Tanto que marcou dois hoje.
A vitória poderia ter sido mais elástica, se a bola tivesse chegado mais ao ataque pelas laterais e se Rafael Moura e Wallyson estivessem mais inspirados.
O Atlético segue líder e continua quatro pontos à frente do segundo colocado - embora tenha uma partida a mais.
Troféu
ZIQUITA
Marcinho, o novo camisa 10, autor dos dois gols do Furacão, e Renan - ninguém lamentava a ausência dele no time, mas o Ferrugem fez um partidaço, tirou a sobrecarga sobre Valencia, desarmou, praticamente não errou passes e ainda participou das duas jogadas que resultaram em gols. Pede passagem como titular.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Para a diretoria do Iguaçu, que cobrou quarenta reais por cada ingresso de visitante - o dobro do valor cobrado da torcida local. Mais que desrespeito, uma tremenda sacanagem com os rubro-negros que foram até União da Vitória.

Os mesmos postes... as mesmas traves...

Como o Furacão joga em União da Vitória hoje à noite, peço licença para repetir um post publicado há um ano aqui no blog:

Você reconhece este poste de iluminação da foto aí em cima, no estádio Antiocho Pereira, em União da Vitória? E a cobertura das sociais, lá do outro lado do campo?
Se você respondeu que cansou de ter a visão atrapalhada por este poste na velha Baixada, nos anos 70/80, acertou em cheio! Pois a familiaridade entre o acanhado campo do Iguaçu e o antigo Joaquim Américo não é mera coincidência.
Em 1987 a prefeitura de União da Vitória construiu o Antiocho para substituir
o estádio Enéas Queiroz, que pertencia à Rede Ferroviária Federal e foi demolido. Para baratear a obra, boa parte do material utilizado saiu da velha Baixada, já desativada - em 86 o Atlético passou a mandar seus jogos no Pinheirão. De caminhão, seguiram para a cidade, no sul do estado, as torres de iluminação, parte da cobertura das arquibancadas e até mesmo as traves!
Pois quis o destino
que, duas décadas depois, estas mesmas traves que presenciaram tantos gols de craques como Dicão, Agnaldo, Renato Sá, Joel, Washington, Assis, Capitão, Lino, Detti - e muito provavelmente as mesmas traves que abençoaram os gols do Furacão de 1949 - estejam lá para receber os gols que farão o Atlético igualar o recorde de 11 vitórias daquele time sensacional.
Não é fantástico?

Tomando forma

As fotos publicadas no Fórum furacao.com mostram a evolução das obras na Baixada:
14 de janeiro, na partida entre CAP x Nacional
22 de janeiro, na partida entre CAP x Paraná

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Uma chance para quatro

Finalizando a etapa de experiências com os jogadores do elenco, Geninho colocará com o titulares nesta quarta, contra o Iguaçu, quatro jogadores que ainda não vestiram a camisa rubro-negra este ano: o goleiro Vinícius, o zagueiro Juninho, o volante Renan "Foguinho" e o atacante Wallyson. Uma chance de ouro principalmente para o último, já que até gora apenas Rafael Moura tem presença garantida no ataque do Furacão.
Segundo a Furacao.com, o time que começa a partida será: Vinicius; Zé Antonio, Rhodolfo, Antonio Carlos, Juninho e Márcio Azevedo; Valencia, Renan e Marcinho; Wallyson e Rafael Moura. No banco, estarão Galatto, Chico, Alex Sandro, Jairo, Pimba, Netinho e Lima. Chama atenção o fato de o paraguaio Julio dos Santos não estar entre os relacionados.
Ninguém melhor do que o próprio Geninho para explicar as mudanças e também a saída de Ferreira. Confira:

Vídeo do site oficial do CAP

Terça-feira de carnaval, dia de despedidas

O carnaval parece mesmo estar ligado ao destino do colombiano Ferreira. Principalmente a terça-feira de folia. Foi nesse dia que, em 2008, foi confirmado seu empréstimo para o Al-Shabab, dos Emirados Árabes. Um ano depois, novamente numa terça-feira de carnaval, o Atlético anuncia um novo empréstimo, desta vez para o Dallas F.C., dos Estados Unidos.
Pelos comentários que tenho ouvido pelos corredores da Baixada, grande parte da torcida deve estar comemorando a saída do jogador. Realmente, não era mais o mesmo velho Ferreirinha de guerra desde que voltou dos Emirados. Mesmo assim, é um cara identificado com o Furacão e que ainda poderia voltar a apresentar um bom futebol - uma prova disso foi a boa participação dele contra o Paraná, no domingo.
De qualquer maneira, o Atlético começa uma nova fase, após quase quatro anos com Ferreira entre os titulares. Coincidentemente, e infelizmente, um período sem títulos.
De imediato, parece que definitivamente abre-se uma vaga para Marcinho na meia cancha. Analisando friamente, o time tende a ganhar muito com esta troca.
Mas não é só: pelo discurso de campanha da diretoria, entende-se que para cada jogador que deixar o clube haverá uma reposição à altura. Ou seja, com o dinheiro do empréstimo de Ferreira o clube deve buscar mais um reforço. É esperar para ver.

Valeu, Ferreirinha. Boa sorte nos EUA!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Petraglia, Malucelli, Geara e a imprensa

Coluna de Rafael Lemos, na Furacao.com:
Injustiça não se admite
Hoje, acordei com duas estrofes de “Consolo na Praia”, de Carlos Drummond de Andrade, martelando a minha cabeça:

“Algumas palavras duras,

em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.

À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros”.
Em época de Carnaval, melhor ter a cabeça martelada pelos fabulosos versos de Drummond do que ter de ouvir os sambas-enredo - quanta bobagem! - vindos da Marquês de “Só-puta-aí”, passarela por que desfilam toda sorte de biscates, bicheiros, transformistas, nulidades, dublês de atores e modelos, além de outras atrocidades deste País.

Duas estrofes e um verso em especial não para de latejar na minha mente: “A injustiça não se resolve!”. Maldição, não quero a companhia deste verso. Vou ler Guimarães Rosa e nada de o verso se dissipar: “A injustiça não se resolve!”. Resignado, ponho-me a escrever esta coluna, contrariando minha promessa de não escrever mais colunas sobre futebol.

(...)
“A injustiça não se resolve” – chego a este ponto da coluna com o verso a martelar na minha cabeça e me vem a imagem do Petraglia. Hoje, a moda é descer o sarrafo no Petraglia. Quem malha o Petraglia cai – direto - nos braços e nas graças da massa! Sucesso garantido. É chegar na coluna e mandar “Petraglia, seu tempo acabou, cara! Volte pra Inepar e deixe o futebol pra quem sabe das coisas!” – e escrito isso é correr pra consagração pública “Cara foda, foi lá e escreveu contra o Petraglia!”.

Eu bem que poderia fazer isso e minha vida seria toda aplausos, mas eu não faço isso porque não acho justo, não acho certo e porque não tenho medo de receber a pecha de vendido ou coisa do gênero (tenho a consciência limpa e uma porrada de contas que eu pago com o dinheiro que vem do meu trabalho, única e exclusivamente). A moda é espancar o Petraglia, mas não terão nessa jornada os meus golpes.

Desde que comecei a escrever colunas, há cinco anos, elogiei e critiquei nosso Atlético e seus dirigentes quando houve razões para o aplauso ou para a vaia. Fiz, faço e farei sempre isso pois essa é a função de um colunista.

Conheci o Petraglia e o Geara há dois meses e são pessoas que merecem todo o meu respeito, pela cordialidade, pela capacidade e pelo amor às coisas do Atlético. Ainda não conheço pessoalmente o Marcos Malucelli, mas espero ter em breve a oportunidade, talvez por intermédio do “menino” Geara, excepcional figura humana.

Torço pelo sucesso da Administração do Malucelli e do Geara, mas devo confessar meu desapontamento com o Marcos Malucelli em relação às críticas ao Presidente Petraglia. Dr. Marcos Malucelli foi aos jornais divulgar uma herança maldita de R$ 25 milhões, vinda da Administração do Petraglia, como se fosse uma dívida insolúvel e inexplicável. A notícia caiu como uma bomba e parecia que o Atlético era um time com os dois pés dentro do terreno da falência absoluta.

E quando a torcida já se preparava para ir à casa do Petraglia, empunhando as tochas que dariam início à fogueira na qual o Petraglia queimaria de cabeça pra baixo, vieram à tona as explicações, pormenorizadas, dos números da dívida e da forma de pagamento. “A coisa não era bem assim. Tem dívida, mas tem dinheiro para pagá-la!”, ou seja, não tem dívida, porra! Pura precipitação, alimento ideal para a imprensa vender seus jornais, sob o pretexto de informar a torcida sobre os fatos da vida do Clube Atlético Paranaense. “Me engana que eu gosto!”.

O Presidente Petraglia está longe de integrar o time de Santos do Catolicismo, até porque Santos, no mundo do futebol, só aquele da Vila Belmiro, mas está longe de ser o capeta que andam pintando por aí. Andam demonizando o Petraglia como se esses 3 últimos anos de fracassos dentro das 4 linhas fossem mais eloquentes do que o período de conquistas vivido por nós entre 1995 e 2005, dentro e fora dos gramados.

Amigos, o Fluminense – que não tem patrimônio e que não conquista nada há algum tempo – deve 270 milhões de reais e se os presidentes de Coritiba e Paraná Clube vierem a público falar de seus passivos, como fez o Malucelli, seus torcedores cairão duros vitimados pelas cifras de suas dívidas (aliás, fica sugerida a pauta para os jornais e para as rádios deste município).

Amigos, boa parte da dívida atleticana tem a ver com a construção da Arena, obra que cresce, dia-a-dia, diante dos nossos olhos. Obras não são dívidas, são investimentos. Outros tantos clubes prometeram Arenas para suas torcidas e elas não saíram das maquetes (Flamengo, Corinthians, Grêmio, Santos, etc.). Nossa Arena está lá, há 10 anos, crescendo e nos fazendo crescer. Aí querem nos convencer que o problema do Atlético é o Petraglia? Parem!

Daí vem um Airton Cordeiro, sistematicamente, meter a lenha no Petraglia sob o pretexto de defender a Instituição Clube Atlético Paranaense. Truco, amigos! Não entrem nessa! O Airton Cordeiro nunca topou o Atlético, nunca nos ajudou em nada, sempre desceu a ripa no Furacão e seu ódio contra nós só cresceu desde 1988.

Em 1988, o radialista era candidato a prefeito de Curitiba, mas foi atropelado pelo Jaime Lerner na campanha dos 12 dias (campanha do Coração Curitibano) e que teve o Petraglia como coordenador e principal articulador político.

Não pensem que o Airton odeia o Petraglia de morte porque ele é um presidente mandão, ele odeia por outras razões muito distantes do mundo da bola e muito conhecidas de quem frequenta o mundo da política paranaense. Mas o esperto radialista, ao descer a borduna em quem fez muito pelo Atlético, posa de santinho para a massa inocente e que acredita em santos no futebol. Não existem santos no futebol!

Amigos, espero em breve conhecer o Dr. Marcos Malucelli, ouvir suas teses e suas ações. Torço, sinceramente, para que tudo que ele planeja se transforme em realizações em prol do nosso Atlético. Sonho, e já disse isso ao “menino” Geara, em ver nosso Atlético unido, fechado em torno de seu crescimento. Mas movido pelo espírito de gratidão, justiça e amizade, não posso assistir calado à execração pública a que estão submetendo o Petraglia.

Nós, nesses últimos 15 anos, acostumamo-nos a ouvir dos co-irmãos: “Ah, se tivesse um Petraglia no coxa!”, “Ah, se o Petraglia fosse paranista!” e são sempre frases cheias de inveja e de cobiça. Só o atleticano, uma minoria é verdade, é que repete “Fora, Petraglia!”, sem perceber que está realizando, justamente, o sonho de nossos adversários que, não podendo ter em suas fileiras o Petraglia, querem, ao menos, vê-lo distante do Atlético, pois alijar o Atlético de seu maior dirigente é garantia de enfraquecimento.

Dr. Marcos Malucelli, “menino” Geara e Presidente Petraglia, coloquem-se acima das vaidades pessoais e acima do sensacionalismo barato da imprensa da aldeia. Eliminem eventuais diferenças, selem a paz e vamos em frente, pois o Atlético unido não tem adversários à altura, mas o Atlético fragmentado sempre foi nosso pior inimigo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Obrigação cumprida

Rafael He-Man Moura marcou mais um e se isolou na artilharia.
Uma vitória contra o 10º colocado do Campeonato Paranaense não passava de mera obrigação, mesmo com o técnico Geninho ainda fazendo experiências no time. E foi o que aconteceu: com dois gols de bola parada, o Furacão deu uma chinelada no Paraná Clube e se isolou ainda mais na liderança do torneio.
Mas não pensem que foi assim fácil. Ficou fácil no começo porque o Rubro-Negro abriu o placar logo aos 4 minutos, numa bela cobrança de falta de Zé Antônio. Aos 30, o artilheiro Rafael Moura ampliou, de pênalti. Mas no segundo tempo o time da Vila Pinto veio com tudo pra cima, e acabou marcando também de bola parada - num cruzamento para a área onde toda a zaga do Atlético ficou apenas olhando o paranista cabeçear sozinho. No final, o Atlético ainda quae marcou com Lima, que recebeu um belo lançamento de Valencia e carimbou a trave.
Após o jogo, Geninho anunciou que a fase de testes está no fim, e que o "rodízio" de jogadores deve acontecer em mais uns dois jogos. Espero que Wallyson tenha também sua chance. Todos já tiveram, menos ele.
Ainda mais agora, que o Furacão abriu uma vantagem de 4 pontos sobre o segundo colocado. Além de líder isolado, o Rubro-negro tem o melhor ataque da competição (16 gols marcados), o melhor saldo (10 gols) e o artilheiro (Rafael Moura, com 6 gols).

Troféu
ZIQUITA
Ferreira. Jogando mais solto, voltou a fazer uma grande apresentação. Parece que gosta de jogar contra os favelados! Menção honrosa para o outro colombiano, Valencia - o leão de sempre na meia-cancha.

Troféu
TIÃO MACALÉ
1) Para o árbitro Edivaldo Elias da Silva. No primeiro tempo, Valencia recebeu cartão amarelo por uma trombada ombro-a-ombro lá na lateral do gramado. Mal encostou a mão no adversário. Em compensação, o zagueiro paranista Agenor derrubou Júlio César dentro da área, numa jogada em que o atacante ficaria cara-a-cara com o goleiro, e o juizão marcou o pênalti mas se esqueceu de tirar o amarelo do bolso. O mesmo zagueiro fez uma falta violenta no segundo tempo, e somente aí tomou o amarelo - quando deveria ter sido expulso. E, depois disso, ainda fez mais uma falta absurda no Rafael Moura, novamente sem receber o cartão. Nota zero pro juizão;
2)
Para a
Federação Paranaense de Futebol, que teve a manha de marcar um jogo entre Atlético x Paraná para um domingo de carnaval. Resultado: o segundo menor público do ano na Arena, mesmo sendo entre dois times da capital. Esses gênios que fizeram a tabela não sentem vergonha?;
3)
Infelizmente, também é merecedor da honraria o lateral Alberto. Entrou no segundo tempo no lugar de Zé Antônio e fez um papelão. Não acertou um cruzamento decente - até cobrança de lateral saiu errada.

Retornos

Pela lista de convocados pelo técnico Geninho para a partida de logo mais contra o Paraná, dois jogadores terão uma chance de ouro para mostrar que podem se manter no elenco em 2009 e até mesmo lutar por uma vaga de titular. O lateral-esquerdo Márcio Azevedo e o atacante Wallyson estão concentrados e podem aparecer pelo menos como opções no banco de reservas.
Dizem que o franzinho Wally ganhou 10 quilos de massa muscular desde que foi afastado do elenco para fazer um tratamento especial.
Gostaria muito de vê-lo atuar. Tomara que jogue hoje.

Mal acostumados


Hoje tem o clássico dos golaços na Baixada. Alguns dos gols mais bonitos que eu vi ao vivo nos estádios saíram do confronto entre Atlético x Paraná. E não só do lado do Furacão. Nos tempos de vacas magras pro nosso lado, os dois gols mais bonitos marcados contra o rubro-negro foram justamente dos favelas. Um do João Antônio e outro de Mirandinha, ambos no pinga-mijo. Mas, de uns 10 anos pra cá, golaço só dos atleticanos. Que hoje saia mais um daqueles gols de se guardar na memória!
Nos vemos na Baixada, moçada!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O samba-enredo do sem-ter-nário

Enviada pelo Peçanha, conselheiro e consultor deste blog:
"Caro Guerrilheiro, não podemos deixar passar em branco a homenagem que os coxas receberão hoje na "Passarela do Samba" curitibana: um enredo com o título "Coxinhas e Dercy, 100 anos de comédia". Afinal, é o ano do sem-ter-nário e eles merecem uma menção.
Tudo a ver - torcida dos coxa com o magnífico Carnaval de Curitiba!!!! É o típico "Samba de Alemão".
O carro Abre-Alas vem caracterizado com os Alemães de Pelotas (RS), terra de nascimento do Coritiba Foot-Ball.
Em seguida, o carro "Saldo Negativo", sobre o título de 85 ganho nos pênaltis contra o Bangu. O Destaque será o jogador Richarlysson, filho do atacante Leila, do Coritiba, artilheiro do time naquele Torneio, com 1 gol.
O terceiro carro é denominado "Terceira Divisão", comemorando a queda para a terceirona após o vexame na segundona de 1990.
A bateria virá diretamente de Blumenau, com a Banda Choppmotorradverein Musikanten, principal grupo da Oktoberfest, tocando o melhor da Chucrute Music. Acompanhando, entra na avenida o carro "Aqui negro não entra".
O quinto carro será o "Pangarés", sobre os dois belos anos na Série B.
Fechando o desfile, o carro "Segunda maior torcida de Curitiba", comemorando o fato de conseguir estar à frente do Palmeiras nas pesquisas.
Ziriguidum!"

OUÇA O SAMBA-ENREDO EM HOMENAGEM AO SEMTERNÁRIO E
APRENDA A COREOGRAFIA DO CARNAVAL COXINHA

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um jogo para Ferreira

A estrela de Ferreira costuma brilhar quando ele enfrenta o time do Rio Belém. Reveja algumas vitórias onde a participação do colombiano foi fundamental:


2006

2007
Que neste domingo de Carnaval o colombiano aproveite o derby para resgatar seu bom futebol e voltar a ser o Ferreirinha velho de guerra!
•••
Aliás, os ingressos para a partida de domingo contra os favelas já estão à venda. Para saber mais, clique aqui. E você que é sócio que terá de viajar no Carnaval, não dê mole: empreste seu smart-card para algum amigo atleticano que vai ficar na cidade. Vamos encher a Baixada novamente!

A lista da discórdia

Escrevi num post abaixo que não tinha visto nenhuma crítica do Petraglia - ou de amigos do Petraglia - ao Malucelli rolando na internet. Vários leitores escreveram o mesmo nos comentários. Bom, segundo a explicação que nos chegou, Mario Celso Petraglia entrou em uma lista de discussão por e-mail, chamada Herdeiros da Baixada, e foram lá que teriam rolado as tais críticas. Como não conheço e não faço parte de tal lista, não sei qual é o conteúdo das críticas, nem exatamente de quem partiram. Mas foi aí o cerne do rompimento entre Petraglia e Malucelli.

Patrocínios: uma alternativa

Nesses tempos em que o Atlético busca um novos patrocinadores, e que pelo jeito dinheiro em caixa será muito bem vindo, fica o exemplo. Enquanto não fecha com um patrocinador-master, pode tentar outros patrocinadores por pouco tempo, e com valores menores. O texto é do site Olhar crônico desportivo:
Para surpresa e curiosidade dos espectadores em todo o Brasil, o Independiente Medellín chega entrou no Morumbi com quatro patrocinadores brasileiros em sua camisa e calção:
  • Locaweb, nas mangas da camisa;
  • no peito, a Rota do Mar, empresa de Pernambuco que tem seu maior mercado no surf;
  • nas costas da camisa, a Colonial Pneus, de São Paulo;
  • e, no calção, a Zíperes Rubinho, que além dos zíperes também trabalha com botões, naturalmente tendo em vista o mercado de confecções.

Esses patrocínios foram acertados a toque de caixa, contou-me o Fabio Wollf, profissional de marketing de 31 anos de idade, que fez mestrado em marketing esportivo na Inglaterra e dirige a Wollf Sports, empresa que agenciou os patrocínios. Durante sua temporada na terra de David Beckham, ele conheceu e fez boas relações com profissionais de times latino-americanos, o que até hoje facilita sua atuação na área.

Além do colombiano Independiente, também o chileno Audax e o paraguaio Luqueño tiveram patrocínio brasileiro em seus jogos no Brasil com transmissão direta pela televisão aberta, na Copa Santander Libertadores 2008.

A pergunta inevitável é se vale a pena tal investimento, ainda mais sabendo que essas empresas não são patrocinadoras regulares. Essa pergunta parte do torcedor sem ligação com o marketing, e parte, também, de profissionais de propaganda e marketing, acostumados com campanhas mais longas e estruturadas. Outra pergunta, esta mais direta, é se esse patrocinador vende mais com isso, se ele ganha alguma coisa com isso. Fábio diz que sim, mesmo porque essas empresas não têm como preocupação maior um aumento de vendas, um retorno comercial. Elas estão interessadas no retorno de branding, ou seja, retorno da marca, querem aumentar o conhecimento de suas marcas entre os espectadores.

Para isso, o marketing esportivo de oportunidade, como nesse caso, é perfeito, pois o cliente aparece em rede nacional, e volta a aparecer em reprises e “melhores momentos”, sem falar nas aparições em outras mídias, como jornais, sites e, naturalmente, blogs.

Parte do sucesso dessa estratégia está no seu baixo custo. Fábio também agenciou a aparição da Locaweb nas mangas da camisa do Corinthians em três jogos, o que rendeu à patrocinadora uma grande exposição, tanto que já no primeiro jogo o valor investido foi recuperado, segundo levantamentos de mídia. No caso do Corinthians, cada jogo custou cerca de 125 mil reais para a empresa, conforme informações do próprio clube e cálculos deste blogueiro. Wollf não fala sobre o valor do jogo de hoje, mas diz que está muito, muito distante dos supostos 300 mil reais anunciados por alguns veículos.

Não importa, se 300 ou 100, para o Independiente foi um bom negócio que talvez se repita no jogo da volta, em Medellín. Isto, é claro, se tiver TV aberta.

Em 2007, no início do Campeonato Paulista, a Wollf Sports fez trabalhos semelhantes em seis ou sete partidas, com times do interior.

O marketing esportivo vai além dos grandes negócios. Para fazer um bom trabalho de marketing não é necessário contar com os muitos milhões dos grandes patrocinadores.

Mas precisa contar com inteligência, visão, agilidade e conhecimento de mercado.

Porque as oportunidades estão por aí, é só saber aproveitá-las.

Com ou sem crise.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A entrevista de Malucelli

É, meu amigos, Marcos Malucelli soltou o verbo. O presidente do CAP reagiu às críticas que vem recebendo, acusou Mario Celso Petraglia de estar por trás delas e aproveitou para esclarecer a situação financeira do clube.
Dia corrido, só agora pude ler sobre a entrevista.
Abro parênteses: confesso só não ter entendido uma coisa. Malucelli diz que está recebendo críticas "de dentro do clube" e "em sites e fóruns na internet", e que estas críticas estão sendo feitas por gente ligada a Petraglia - e a mando do ex-presidente. Confesso que li e reli tudo que é site, fórum ou blog ligado ao Atlético e não encontrei tal conteúdo. Achei, isso sim, um informativo da chapa de oposição com questionamentos à atual gestão, enviado a listas de e-mails e republicado pela Furacao.com.
Fecho parênteses e vamos adiante.
O atual presidente contou que Petraglia permaneceria no clube para atuar em algumas áreas: Copa do Mundo de 2014, relacionamento com o Clube dos 13, Globo, CBF e venda de jogadores para o exterior. Com a rompimento anunciado hoje, ao que tudo indica Petraglia será afastado também destas funções.
Sobre as finanças do clube, não são "dívidas de R$ 25 milhões", como está anunciando parte da imprensa. O empréstimo de R$ 4,5 milhões com a Caixa, por exemplo, não é dívida. É um financiamento. R$ 5 milhões em tributos federais são dívidas, mas menores do que a maior parte dos clubes deve, e poderá ser paga com a arrecadação da Timemania. Outra dívida real são as parcelas devidas ao PSTC relativas às vendas de Dagoberto e Guilherme. Mas, como o próprio Malucelli explicou, será paga quando entrarem em caixa - ainda este ano - os R$ 6,2 milhões depositados em juízo pelo São Paulo para adquirir os direitos do Dagobambi. Outros R$ 3 milhões foram adiantamento de cotas de TV, que o clube simplesmente abate mensalmente do que teria a receber. A situação exata está muito bem explicada no site oficial, em relatório apontando que não se trata de nenhuma herança maldita ou bicho de sete cabeças (para ver é só clicar aqui).
Esse cenário não é de hoje, o caixa do clube está assim há muito tempo.
A diferença é que Malucelli abriu o jogo e expôs os números. A transparência, aliás, está sendo um dos pontos altos da atual administração.
Mas, confesso, este rompimento com Mário Celso Petraglia foi uma surpresa.
Espero que Malucelli esteja seguro e já tenha em mente os nomes das pessoas que vão substituir o ex-manda-chuva em assuntos importantes, como a conclusão da Baixada, a Copa 2014 e a venda de atletas - temas que Petraglia, apesar de seu estilo truculento, desagregador e impositivo - sempre obteve sucesso.
Até agora, não vi Petraglia se manifestar em lugar algum sobre as declarações de Malucelli. Mas, pelo que conhecemos dele, não deverá haver uma reaproximação. Ou será que haverá?
Confira a entrevista de Malucelli:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Geninho estuda mudança tática para enfrentar o Paraná

Do site Bem Paraná:
O técnico do Atlético, Geninho, afirmou que poderá mudar o esquema tático da equipe na próxima partida, domingo, contra o Paraná, na Baixada. Nos sete jogos de 2009, o treinador utilizou o 3-5-2, com um volante e dois meias ofensivos. Agora, cogita usar o 3-5-2 com dois volantes e um meia ofensivo. Ou até mesmo mudar para o 4-4-2, com dois zagueiros, dois volantes e dois meias.
As alterações, se ocorrerem, farão parte das observações que Geninho vem realizando desde o início do ano. Até agora, ele tem feito vários testes, trocando jogadores do meio-campo e do ataque. “Devemos continuar fazendo mais algumas observações, por mais um ou dois jogos”, declarou. “São poucas coisas que eu preciso observar ainda”.

Depois das análises, o técnico definirá seu “onze” titular. “Prefiro não chamar de testes. São observações para que eu possa chegar no time teoricamente ideal”, comentou. “Vamos montar uma equipe e deixar essa equipe rodar”, garantiu. “Até para ganhar entrosamento”.

Nos dois próximos jogos, as observações de Geninho podem incluir mudanças táticas. “Pode ser que eu mude a maneira de jogar”, afirmou. “Só jogamos com um volante até agora, porque eu tinha um conhecimento maior desse grupo jogando com dois volantes”, justificou. “Pode ser que eu mude (o esquema tático). Pode ser com dois zagueiros e dois volantes ou com três zagueiros e dois volantes. Porque você tem que ter uma idéia do que essa equipe pode render dentro uma postura e de outra postura”.

Geninho declarou, porém, que ainda não tinha definido o time para enfrentar o Paraná. Sobre o clássico, disse que espera um adversário ofensivo. “Não acredito que o Paraná venha retrancado, até porque tem suas necessidades na competição”, explicou.

Caso utilize o 3-5-2 com dois volantes, Geninho tem como opções Jairo, Zé Antonio, Renan e Douglas Maia. Um deles entraria no lugar de um dos meias (Ferreira ou Marcinho).

Baixada pode receber Copa das Confederações

Da Gazeta do Povo:
Ainda falta um mês para saber se Curitiba está entre as 12 subsedes da Copa em 2014 e já começa a campanha para que a cidade seja a anfitriã da Copa das Confederações, um ano antes do Mundial. “Dos estádios candidatos a receber a Copa, o da Arena vai ser o primeiro a estar pronto, o que coloca Curitiba na frente para 2013”, disse o vice-governador, Orlando Pessuti.

O otimismo da declaração reflete o clima da reunião com o ministro dos Turismo, Luiz Barretto, que esteve ontem em Curitiba para discutir a situação hoteleira e turística da capital. Barretto afirmou categoricamente que a cidade é uma das favoritas para sediar o Mundial.

“Todo mundo sabe. Curitiba está trabalhando muito bem para isso”, disse.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ingressos, obras e fezinha

Calma, amigos, eu não iria misturar todos estes assuntos num mesmo balaio-de-gato sem um bom motivo. Mas qual é, afinal, a relação entre eles?
Vamos lá.
1) O blog Craques e Caneladas divulgou uma interessante análise sobre o preço médio dos ingressos cobrados pelos participantes do Campeonato Paranaense. Considerando como indicador a divisão da renda pelo número de pagantes divulgados nos borderôs, vê-se que sete clubes cobram mais caro pelo ingresso do que o Furacão. Os valores médios são o seguinte:
1º) J. Malucelli…R$ 22,48
2º) Coritiba…R$ 17,69
3º) Toledo…R$ 16,80
4º) Cianorte…R$ 15,15
5º) Paraná…R$ 14,74
6º) Rio Branco…R$ 13,26
7º) Cascavel…R$ 13,13
8º) Atlético…R$ 11,72
9º) Iguaçu…R$ 11,67
10º) Iraty…R$ 11,46
11º) Londrina…R$ 11,43
12º) Engenheiro Beltrão…R$ 10,56
13º) Foz do Iguaçu…R$ 10,55
14º) Nacional…R$ 10,17
15º) Paranavaí…R$ 9,6
Os cálculos foram feitos antes da sétima rodada. Mas revelam o quanto está barato o valor médio por partida para aqueles que são Sócios-Furacão. Se algum dia a torcida já reclamou que havia uma "exclusão" na Baixada devido aos alto preços dos ingressos, hoje definitivamente ninguém pode se queixar.
2) Apesar dessa queda na arrecadação com bilheteria, o clube segue firme com os trabalhos para a conclusão do primeiro anel da Baixada.
Já é possível visualizar a parte central do novo setor,
onde ficarão localizados os vestiários e salas anexas.
Nesta foto é possível ver a base do futuro portão de acesso que já será
construído nesta fase. Ele será maior e mais alto que os atuais.
Se tudo correr bem, em julho o setor Brasílio Itiberê estará pronto e em boa parte do Brasileirão a capacidade da Baixada será de 30 mil espectadores.
3) Por tudo isso, somado ao fato de que o Atlético é totalmente injustiçado na divisão de verbas por parte do Clube dos 13, o Furacão precisa de toda a juda possível por parte de sua torcida. Inclua-se, aí, as apostas na Timemania. Se no ano passado o rubro-negro ficou na 18ª colocação no cômputo geral das apostas, no acumulado de 2009 o clube está fora do grupo dos 20 primeiros - que receberão uma parte maior dos recursos arrecadados a partir do ano que vem.
Portanto, caro atleticano, vá lá e faça uma fezinha escolhendo o Atlético como clube do coração. Já vi muita gente dizer que não aposta porque é muito difícil de ganhar. Mas, vem cá, você conhece algum feliz ganhador da Mega-Sena? Nem eu! Então, se é para jogar por jogar, jogue na Timemania e ajude o Furacão!

Enfim, uma atitude!

Da Gazeta do Povo Online:

Torcedores do Atlético que se envolveram em briga, antes do clássico Atletiba, que causou danos ao terminal do transporte coletivo de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, vão ficar bem longe dos estádios até final do Campeonato Paranaense. A decisão inédita no Paraná, tomada em audiência preliminar do Juizado Especial Criminal de Pinhais, já vale para o próximo jogo do Furacão - o clássico diante do Paraná Clube, domingo, na Arena.
Os 25 torcedores detidos em flagrante na confusão terão de se apresentar ao Batalhão da Polícia Militar de Pinhais meia hora antes dos jogos do Rubro-Negro no Paranaense e lá devem permanecer até 15 minutos após o apito final. "Foi um acordo que fizemos com todos os torcedores envolvidos na confusão e vale até final do campeonato", disse, por telefone, à Gazeta do Povo Online, a Promotora de Justiça Cláudia Regina de Paula e Silva.
A punição aos vândalos foi confirmada 17 dias depois da partida realizada no Couto Pereira, no dia 1º de fevereiro e, de acordo com a promotora, terá um efeito moral e impedirá que as mesmas pessoas se envolvam em confusão antes dos jogos.
"Não é uma prisão. Essas pessoas poderão ouvir rádio ou assistir o jogo pela televisão no Batalhão da PM. Em outros casos, quem se envolvia em confusão pagava uma cesta básica ou prestava um serviço à comunidade, mas no jogo seguinte já estava envolvido em briga. Queremos acabar com isso", explica.
A promotora explica que a base legal para a "troca" de punição é o Estatuto do Torcedor, no artigo 39. "Temos de fazer valer o que diz o Estatuto. Lá encontramos punições morais para coibir a violência nos estádios e fora deles", explicou. Quem não comparecer voltará a responder por crime contra o patrimônio público.
A briga de 1º de fevereiro causou danos parciais em catracas, vidros de ônibus e lojas que ficam dentro do terminal de ônibus de Pinhais.

Atleticanos


Calça jeans que renasceu bermuda. Peita da torcida detonada, sem as mangas. Tênis no bagaço. Cabeleira armada. Diabo pendurado no pescoço. E, quase sempre escondidos atrás dos óculos naipe wayfarer, os olhos baixos, sua marca registrada.

Descrição que fica ainda mais sinistra quando anunciado o apelido da peça: Furtão.

Figura lendária dos Fanáticos, Furto reaparece após 12 anos de afastamento diretamente do Capão Raso, onde é conhecido por Zóio.

Na zona sul de Curitiba nasceu, cresceu, apavorou geral e, finalmente, sossegou por lá. Aos trinta e nove anos, é pai de três filhos e trampa firme de pintor automotivo. Nas horas vagas, alimenta a paixão pelo futebol sendo dirigente do time do bairro na Suburbana.

O Atlético, claro, segue no coração, embora pouco freqüente a Baixada – a última vez que pisou no Caldeirão foi na semifinal da Libertadores de 2005, contra o Chivas.

Durante quase duas horas de papo, na casa da mãe, Furto lembrou da época de loucura como membro da organizada. Principalmente, da “sarada”, como ele define a curtição das viagens, os camaradas e a torcida pelo Atlético, tudo embalado pelo rock and roll.

E não poderia ficar de fora o que permeou toda a passagem dele pela Caveira: drogas, cachaça, brigas e invasões de campo.

Também marcaram presença no encontro, Fofão e Galo (o arquivo vivo das histórias insanas e de tudo relacionado ao Atlético), o restante do tripé da famosa Família Furto.

ORIGEM DO APELIDO
Começou em uma excursão da torcida pro Rio de Janeiro, pra assistir Atlético e Botafogo, no Maracanã. Não me lembro o ano. Chegamos e o ônibus parou em Copacabana. Parte da galera pulou do bonde desesperada e foi entrando no mar de roupa de mesmo. Eu chamei mais um cara pra dar um rolê. Como estava muito calor fomos atrás de uma cervejinha. Encontramos uma lanchonete e eu peguei emprestado uns engradados.


INÍCIO NOS FANÁTICOS
Entramos para a Fanáticos em 88. Era a época do rock and roll e a galera era forte aqui no Capão. O Julião morava perto da minha casa e chamou a gente pra ir pra torcida. Todo mundo era atleticano, mas não era de organizada.


VIDA NA SEDE
Teve uma vez que eu passei 15 dias direto na sede, quando era na Baixada antiga. Não esquentava a cabeça com nada, não precisava trabalhar. Quem passava lá levava um pão, mortadela, cachaça. Cerrava dinheiro de jogador pra beber e comer, pois tinha contato direto. Jogava bola no campo (da Baixada), fazia um time dos pinguços e se quebrava até anoitecer...


VIAGENS MARCANTES
Foram várias. Mas um fato que me marcou, que eu não esqueço. Foi uma viagem que a gente fez pra Limeira, se eu não me engano, e em uma dessas paradas comemos e bebemos tudo que tinha no lugar. Naquela época não tinha negócio de fichinha, quem quis comer, comeu, e saímos sem pagar. Nesse meio tempo passou uma excursão de metaleiro indo pra não sei onde. Aí fechou o pau geral. Fomos parar na delegacia. O guarda intimou e a gente disse, “quem comeu foram os metaleiros”. Ele não botou fé e tivemos que pagar para sair.


INVASÕES DE CAMPO

Eu tinha aprontado umas e tava em São Paulo por um tempo. Teve um jogo do Atlético lá e a torcida estava no terceiro anel (do Morumbi). Aceitei uma aposta pra entrar em campo. Desci por uns canos que tem no estádio e pulei pra dentro. Fui correndo até o Procópio (Cardoso, técnico da época) e falei pra ele: “Você não serve nem pra treinar o Capão Raso”. Apanhei tanto, bicho. Os policiais chegavam pra mim e falavam “você quer ser artista da Globo, então?”. Saí de lá com o narizão estufado.

Invadi também em Ponta Grossa, Caxias. Já tinha a manha, quando a polícia vinha eu saía driblando. Zum pra lá, zum pra cá. A galera ia ao delírio, gritava: “Ei, ei ei, o Furtão é o nosso rei”. Em Caxias invadi pra acertar um pontapé no juiz, mas quando encostei o cara era um tremendo de um cavalo. Desviei, dei um chute na bola e saí correndo.


BRIGAS
Teve uma vez, em um Atletiba, que esquemamos pra pegar os coxas de surpresa. Avisamos o ônibus pra seguir o caminhão. Só que o ônibus se perdeu e ficou só a gente. De repente era 20 contra 300. Pense no que é correr. Sai batendo o calcanhar na bunda. Uns 50 correndo atrás de mim “pega o Furtão, pega o Furtão”. Pulei um muro de uns quatro metros de altura e caí no colo de uma véia. Ela disse: “vou chamar a polícia”. Respondi: “faz esse favor pra mim”.

Eu tinha 60 quilos e aguentava tudo pois vivia noiado. Vivia na clínica de fraturas da vila. Perna, braço, cabeça quebrada. Todo mundo conhecia o Furtão lá. Levei uma foguetada que tenho marca até hoje. Mas não tinha revólver. Era bambuzada, tapa, tomei uma abacatada em União da Vitória.


FOGO NO FUSCA
A coxarada estava em uns 20 e quando viram a gente numa galera correram. Deixaram tudo no fusca do Rudimar (Fedrigo, atual Secretário de Esportes de Curitiba), faixa, bandeiras. No Pinheirão eles só apanhavam. Eu estava muito louco e taquei fogo no fusca. Antes o (Renato) Sozzi tirou o material deles e devolveu depois.


ATIREI O PAU NOS COXAS...
Eu estava no dia que começaram a criar a música. O André, Bacana e Onivaldo, lá no bar do Bira (Sinal Verde, esquina da Engenheiro Rebouças com a Brigadeiro Franco). Fiquei tirando sarro, “que música chata” (risos).


AMIGOS E ÍDOLOS
O Fião (zagueiro) era camarada. Sempre tomava cerveja com a gente. Gostava do Ratinho (atacante), me deu várias camisas, o Rafael (goleiro).


MOTIVO DA SAÍDA
O que pegou foi que me deixaram preso em Guarapuava por quatro dias. Fiquei lá abandonado. Eu tava brincando de capoeira em uma praça e os canas pensaram que era briga. Só saímos graças ao Alex Lopes (ex-jogador do Furacão) mandou uma grana.


FANÁTICOS ATUALMENTE
Hoje é tudo mais organizado. Na época, eu fazia vaca pra tubão. Se o cara tinha ingresso entrava no campo, se não tinha entrava também. Mas tem que ser assim. Hoje tem o crack aí, que é uma droga violenta. Se deixar, os crackento invadem tudo.


MÁRIO CELSO PETRAGLIA
Hoje o Atlético tem nome, naquele tempo não tinha. A gente não incomodava ninguém. E foi o Petraglia que conseguiu isso tudo.


DIRETOR DO CAPÃO

Eu cuido mais da parte júnior e tenho que dar o exemplo para molecada. E tomo conta da torcida também. E tenho a manha, é só pagar um tubão pra moçada que fica tudo na moral. Ganhei prêmio e tudo mais.


ZERADO
Consegui tirar vários amigos da droga. Tenho que ser exemplo vivo, não exemplo morto. Não freqüento bar. Se tem churrasco no Capão Raso fico até certa hora. E todo dia é outro dia de luta. Mas não me arrependo de nada do que fiz nos Fanáticos.

  • Texto de uma série sem periodicidade definida.

OBS: Para deixar claro, a intenção da série não é exaltar ninguém. O Belezêra/Tubarão (quando essa dúvida vai terminar?) e o Furto apareceram por aqui como atleticanos comuns, iguais a todos nós na paixão pelo Rubro-Negro. E para a galera que acha o Furtão um exemplo ruim de torcedor (com motivos), ele pode ser um ótimo exemplo de alguém que se reergueu, fugindo das drogas, certo? Então, moçada, deixemos os julgamentos de lado, ok? Vamos aproveitar as histórias de nossos companheiros (ou ex) de Baixada com todos os seus problemas e virtudes.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O país do faz de conta

De Juarez Villela Filho, colunista da Furacao.com, especial para o Blog da Baixada:
Não sei se ele foi o precursor, mas com certeza foi o responsável em popularizar esse adágio. Foi Vampeta que explicou que no Flamengo, ele fingia que jogava e eles fingiam que pagavam, em alusão aos eternos atrasos nos vencimentos do rubro-negro carioca contrapondo-se ao seu baixo rendimento em campo. Mal sabia ele que (infelizmente) essa é uma realidade cotidiana no nosso Brasil.
O país do faz de conta.
A gente faz de conta que é contra alguns ilícitos, mas corre comprar cd e DVD pirata quando nos oferecem. A classe média faz bico, promove passeatas e entoa cânticos pela paz quando um dos seus é assassinado num assalto a mão armada, mas é a que mais consome as drogas vendidas por aqueles mesmos bandidos, sustentando essa rede criminosa como bem retratado no longa metragem Tropa de Elite.

O que vale é a lei do mais fácil.
É mais fácil fiscalizar se há o uso da máquina governamental, se as obras estão dentro de seus prazos para serem entregues ou se os mandatários do poder só o fazem às vésperas das eleições ou proibir a reeleição, caso seja essa a soberana vontade popular? Vamos lá, fazemos de conta que não pode, só uma reeleição e segue a vida.
É mais fácil fiscalizar, combater o vandalismo, a depredação ao patrimônio não só público como o alheio ou dar uma satisfação, ainda que sem pé nem cabeça para a violência extrema nas grandes cidades em dia de clássicos? Por que ocorrem brigas com mais de 100 pessoas e a PM não consegue prender um marginal sequer? Mais fácil é proibir todo mundo, todo mundo mesmo de beber durante uma partida de futebol.

Sim, porque beber antes, consumir de ambulantes que não dão garantia da procedência da bebida, vez ou outra não vendem seus produtos com a higiene adequada, não pagam impostos, pode! Não pode é pagar para quem paga aluguel para estar dentro do estádio, paga impostos, gera emprego e renda. Isso não é permitido.
A resolução (que não tem força de lei) coloca eu, você, seu amigo ali trabalhador, no mesmo balaio de marginais, de arruaceiros. Sim, respondemos solidariamente com gente que por vezes sequer vai aos estádios, que dá tiros a dezenas de quilômetros de um campo de futebol horas antes da partida. Somos nós, eu, você e os bandidos que se escondem por traz de camisas de times ou de torcidas organizadas que ficamos juntos sem poder beber durante os 90 minutos de uma partida!! Beber antes pode, beber depois e, por causa da bebida ou não, quebrar tudo depois pode!
Vamos seguindo nesse país onde uns podem tudo, outros são convidados a não poder nada. Uma hora é não poder pegar ônibus com a camisa do time, outra hora não pode ir em clássico com camisa da organizada, outra hora não se pode mais beber no estádio. Daqui a pouco vão proibir até mesmo o direito de reclamar das arbitrariedades por eles cometidas.
Culpem-se os culpados, não toda a coletividade.

Indústria do Futebol na Unicuritiba

O ex-diretor de Relacionamento do CAP, João Carlos Sousa, envia e-mail ao blog para divulgar que estará coordenando o curso de Pós-Graduação em Indústria do Futebol na Unicuritiba (antiga Faculdade Curitiba). O objetivo do curso, informa, é aprimorar o processo de profissionalização do negócio futebol e visualizar oportunidades e tendências no cenário nacional e mundial, além de disseminar os princípios de gestão aplicáveis aos agentes que assumem a postura de empresas de serviço para o segmento esportivo.
O curso é composto por 25 docentes, 70% com mestrado ou doutorado em Gestão de Negócios, Educação Física ou Marketing, e todos atuando na área do negócio do futebol.
As inscrições vão até o dia 16 de março e podem ser feitas pela internet.
  • Para mais informações, clique aqui.

Diferenças

Esta é a colossal diferença entre os dois clubes atualmente. Enquanto o Atlético luta para que o regulamento seja cumprido, mesmo que não termine a primeira fase na frente, os coxas se apequenam em troca do apoio do sr. Hélio "Ivon" Cury, presidente da FPF. Mesmo que isso signifique jogar no lixo o regulamento do campeonato.
E o presidente da Futpar, a liga dos clubes paranaenses - que coincidentemente é o presidente do Corinthias Malucelinense -, não teve a dignidade de ao menos se manifestar a respeito e emitir sua opinião.
Bem, como o artigo 9º do regulamento é cristalino e não dá margem a duplas interpretações, o Furacão deve ganhar a parada no STJD.
Com uma Federação dessas, quem precisa de inimigos?

Selvageria acontece, com ou sem cerveja

Torcedor do Atlético-MG baleado após clássico contra o Cruzeiro foi enterrado nesta segunda.
Ferido, corinthiano é levado para a ambulância.
A divisória de vidro do Morumbi foi destruída pelos vândalos.
As cenas registradas acima são retratos da partida entre São Paulo x Corinthians, ontem, no Morumbi. E do enterro de um torcedor do Atlético Mineiro, morto com um tiro após o clássico com o Cruzeiro. Lá, como cá, não vendem cerveja nos estádios. E isso não impediu, mais uma vez, que o pau comesse solto, colocando em risco a vida de torcedores. Ou seja: o problema, caras autoridades, não está na lata de cerveja vendida a R$ 3 nas praças esportivas. Parem de jogar a sujeira para debaixo do tapete tomando medidas paliativas para tentar ganhar a opinião pública! A violência no futebol só terminará identificando, punindo e prendendo os vândalos , afastando-os dos estádios. E não proibindo a venda de cerveja.
Depois de mais este triste episódio, o Ministério Público paulista decidiu intervir novamente. E sugeriu que a carga máxima de ingressos para as torcidas visitantes seja restrita a 5% da capacidade do estádio. Mais uma bobagem! Trezentos vândalos infiltrados no meio de 6 mil torcedores causam tanto estrago quanto trezentos vândalos infiltrados no meio de 3 mil torcedores. "Quanto menos gente, mais facilidade para a polícia trabalhar", diz um procurador paulista. Olha, já vi Atletibas com bem menos público terminarem em confusão daquelas.
Chega de hipocrisia! Proíbam os vândalos de entrarem nos estádios, e não a cerveja!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Impressões gerais

  • Se o Corinthians já está botando pra jogar os atletas que disputaram a Copa São Paulo, por que o Atlético não pode fazer o mesmo? Cá entre nos, nossos craques são melhores que o tal do Boquita...
  • A volta das bandeiras da Fanáticos à Baixada é motivo de comemoração. Mas o pessoal tem que se tocar e cuidar para a festa que não acabe em problema. Contra o Nacional, os torcedores "descansavam" as bandeiras praticamente dentro do campo. Os jogadores do Nacional que estavam se aquecendo ali na curva por pouco não receberam uma cutucada do bambu. Lembro que, há alguns anos, a diretoria do CAP deixou um torcedor dos Fanáticos entrar em campo junto com os jogadores, portando uma bandeira. Não demorou muito para dar confusão. Primeiro com o Flávio, goleiro do Paraná; depois com algum jogador do São Paulo. Se não me engano, acabamos até perdendo mando de jogo. Agora, mesmo da arquibancada, é molinho de acertar alguém que está dentro de campo com o mastro. Portanto, fica o toque: balancem as bandeiras à vontade, mas quando for para descansar coloquem-nas no chão, entre as cadeiras da Arena. Responsabilidade dobrada, moçada!
  • Clássicos entre Cruzeiro x Atlético-MG e São Paulo x Corinthians acabaram em confusão, quebra-quebra e até em morte. Mas, ué, a responsável por tamanha barbárie não era a cerveja vendida nos estádios, agora proibida?

O preço de ser líder

O Atlético lidera o campeonato estadual e mesmo assim sofre uma enxurrada de críticas, tanto por parte de sua torcida como da imprensa esportiva. É claro, elas (as críticas) só estão vindo à tona porque o time, apesar de líder, não está jogando bem. Mas não é só isso. Elas são reflexo, na verdade, do peso de uma outra liderança. O Atlético é hoje o principal time do estado, aquele que conseguiu os melhores resultados nos últimos anos, que tem a maior torcida e o de melhor estrutura. Sempre, portanto, será o time mais cobrado do estado. Fosse outros tempos, na época das vacas magras, todos estariam agradecendo aos céus por estar na liderança e ponto final. Hoje, exige-se algo mais, sem dúvida.
Dirigentes, comissão técnica e jogadores que se acostumem. É o preço de ser líder no estado.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Empate amargo

É... O Atlético deu a impressão de que presentearia a torcida com uma goleada; abriu 2 a 0 já no primeiro tempo mas, ainda na etapa inicial, deixou o Nacional empatar o jogo. Na seqüência, Rafael Moura ainda desperdiçou um pênalti, chutando fraco e facilitando a vida do goleiro do time de Rolândia.
O Furacão está apostando 99% de suas fichas em bolas aéreas, o popular "chuveirinho". Mas não é sempre que essa jogada vai resultar em gol.
O toque de bola e as jogadas rápidas estão longe da Baixada.
Na próxima semana, em pleno domingão de Carnaval (gostaria de saber quem foi a anta que elaborou esta tabela) o Rubro-Negro recebe o Paraná Clube na Arena.
Nada de folia: treinamento pesado pra essa turma, Geninho!
Troféu
ZIQUITA

Valencia, o Leão. A cada partida, torna-se mais ídolo. Teve um lance hoje, quando o Nacional armava um contra-ataque pela esquerda, que o colombiano roubou a bola do adversário de forma inexplicável.

Troféu
TIÃO MACALÉ
Ferreira. Esperava-se mais do outro colombiano do time jogando ao lado de Marcinho. Mas a dupla não rendeu o que se esperava. Ferreirinha, menos ainda. Tomara que recupere logo seu bom futebol e volte a ser o Ferreira da Caveira. Com ele, divide o prêmio o Chico, autor de um pênalti totalmente desnecessário.

As histórias do CAP

O Círculo de História Atleticana, uma iniciativa da atleticaníssima Milene Szaikowski, segue de vento em popa. Suas reuniões são uma oportunidade excepcional para os rubro-negros mais novos conhecerem a história do CAP. Além disso, os debates trazem à tona curiosidades fantásticas sobre o passado do nosso clube. Dando uma espiada no site do Círculo, achei algumas historinhas daquelas que só poderiam acontecer mesmo no Atlético. Veja algumas delas:
Ziquita e o baseado
Ziquita, o artilheiro dos 4 gols:
baseado em festa causou demissão.
Um dia a mulher do Ziquita foi ao Atlético, falar com o presidente, foi pedir dinheiro alegando que estavam passando fome em casa. O presidente Guimarães Lück ficou com pena e prometeu que iria ao banco retirar dinheiro e levaria até a casa deles. Quando Guimarães Lück chegou lá, estavam o Ziquita com outros jogadores fazendo a maior festa, com muita comida e bebida. E pra piorar, Ziquita estava fumando um baseado junto com o Lula. O Lula era tão doido que chegou a pular de cabeça numa piscina vazia no Pavoc. E por isso eles foram mandados embora.
Como diria o Bezerra da Silva... Pô, presidente! É só um baseadinho!

O museu de Zinder Lins

O registro que se tem hoje da história do Atlético, deve-se ao trabalho do Zinder Lins. No ano de 1943, Zinder colocava anúncios na Gazeta do Povo, pedindo que quem tivesse fotos do Atlético que as doasse, para que ele fizesse o álbum do Atlético. Infelizmente, grande parte desse material se perdeu numa enchente que houve no rio Água Verde, na década de 60. Zinder morava perto da Baixada e sua casa foi atingida. Essa é sua grande importância para o Atletico. Mas maior ainda, é de ter feito a letra do hino e posteriormente doado “ad perpetuam” seus direitos autorais para o Clube Atlético Paranaense.

A Kombi da Fanáticos

A Kid-2 ainda existe. E pelo jeito faz um sucesso...

Em 1987, a Fanáticos ganhou uma Kombi, doada por Basílio Vilani, que tinha sido usada em sua campanha eleitoral. O problema é que a Kombi era verde e seu motor não estava lá essas coisas. Então, a torcida mandou a Kombi pro conserto e para que fosse devidamente pintada de vermelho e preto. No dia de buscar a Kombi, o pessoal se reuniu na sede para esperar um dos fanáticos ir buscá-la. Eis, que ele quando chega à Baixada, bateu a Kombi no portão. Carinhosamente, a Kombi ganhou o apelido de Kid 2 e ficou daquele jeito mesmo, amassada. Essa Kombi era o grande meio de transporte da torcida pro Pinheirão. Era nela que a Fanáticos levava seu material pro jogo e vários torcedores. Fazendo com que muitas vezes a Kid 2 não agüentasse a viagem. Se o pneu furava, a galera tinha que erguer a Kombi no braço, pois não tinham macaco. Fora as muitas vezes que a torcida teve que empurrá-la para chegar ao Pinheirão.