quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vitória anunciada

Coluna de Augusto Mafuz, nesta quarta, na Tribuna do Paraná:
Nelson Fanaya e José Henrique de Faria são o máximo que o Atlético conseguiu para, em tese, compor uma oposição. Escrevo em tese, porque na prática ainda não se formalizou: são necessárias 150 assinaturas de sócios para que a chapa seja registrada.
Se fosse sócio, assinaria a lista. Não que os queira comandando o Atlético, ao contrário, acho-os inseguros para esse período, em que o clube se obriga a procurar meios para finalizar a Baixada e criar mecanismos para se tornar auto-suficiente.
Mas o gesto de Fanaya e Faria não pode ser analisado como aventura, para enfrentar uma derrota anunciada. Se são capazes ou não, neste momento, é irrelevante. O que importa é que, ao lançarem uma oposição, tiram o Atlético da inércia, afasta-o da omissão, devolvendo-o ao povo, como um valor institucional que deve ser preservado.
Não sendo eleitos, pouco importa. A disposição de sentimentos e a entrega pessoal para uma missão e sacrifícios, pelas circunstâncias, já se tornou um ato de grandeza histórica. Mostram que a cara do povo, se ainda tem olhos para chorar, como chora atualmente nas arquibancadas, também tem olhos para ver que as coisas andam perdendo o rumo.
O gesto de Fanaya e Faria já se esgota na sua grandeza. Não é por coincidência que há muito tempo, desde 2001, a situação não reúne atleticanos do porte de Marcos Malucelli, Enio Fornéa Júnior, Mário Celso Petraglia e Gláucio Geara. Fanaya e Faria já estão eleitos, mesmo sem cargos.

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